sexta-feira, janeiro 30, 2009



GLÓRIA NO TRABALHO


Joanna de Ângelis



No lugar em que te encontres, sempre poderás semear a luz da esperança e do amor.




Se a paisagem se te afigura infeliz, assinalada pelo desconforto e a miséria, não te detenhas no esquadrinhamento da desdita em derredor.




Assume a atitude de quem ama a beleza, descendo ao serviço da renovação por meio do esforço bem dirigido em favor da gleba sofrida.



Quem conduz a mensagem clarificadora do bem, dispõe da fortuna luminescente da caridade.



Não apenas enxerga mazelas; não arrola dificuldades, não somente vislumbra a noite ou o lamaçal; esparze a messe miraculosa do amor e, pelo trabalho, opera a enflorescência da felicidade, assinalando a senda com bençãos.




Pelo Espírito Joanna de Ângelis :: Do livro "Momentos de Esperança"Psicografada por Divaldo Pereira Franco

segunda-feira, janeiro 26, 2009



Flor de Vida

Scheilla



O Espírito, nas bençãos da carne, é uma flor de vida, concedida por Deus para o crescimento dos nossos dons espirituais.



Quem se encontra estagiando na soma carnal, agradeça ao Senhor pelas oportunidades, que estão se fazendo cada vez mais raras, já nos finais da expiação do organograma espiritual.



Os Espíritos de Deus que estão dirigindo a Terra, sob a orientação do Mestre Jesus, intercruzam o amor de seus corações para a Humanidade, como se fossem raios solares, e trabalham constantemente para o soerguimento de todas as almas, sem escolha, dando a cada uma o que pode suportar na escala da sua evolução.



Esse é o alento de vida que os benfeitores da espiritualidade maior nos concedem, a todos os trabalhadores, dentro e fora da carne, pela alta misericórdia de Espíritos que já vivem a tranqüilidade da consciência impertubável.



A nossa segurança maior é que o Cristo se encontra no leme dos nossos destinos, a nos amar por todas as modalidades, para que despertemos para amar o nosso próximo, da mesma maneira que queremos amor para o nosso coração.



A alma é uma flor de Deus, vicejando no ambiente da Terra, colhendo experiências aqui e ali, na certeza de que a liberdade espiritual depende muito da nossa parte, no exercício que devemos fazer para vencer as nossas inferioridades.



A energia divina está em toda parte, ao nosso dispor, esperando que entendamos essa ciência, para o uso de tal energia em favor dos outros e para o nosso bem-estar.



Meus irmãos, solicitamos que ouçam essa voz, pelas letras do Evangelho de Jesus, reconstruindo-se a si mesmos nas mudanças necessárias, para que se apresentem ante Jesus como homens novos, na pureza dos sentimentos espirituais.



Cada dia que passa nos pede renovação; cada ano, realizações de caridade, e cada século, cota de luz no amor à Humanidade.



Somos flor de vida na grande vida universal.



A nossa confiança deve crescer em todos os rumos e a paz deve se instalar em todos os sentidos, compreendendo que a felicidade da alma sem a fraternidade nos passos é impossível.



O nosso planeta está em situação invejável, em se falando do futuro.



Devemos orar, reconstruirmos a nós mesmos, para merecê-lo como novo berço, onde encontraremos os frutos das sementes lançadas ao solo no passado.



A ordem do Divino Senhor é trabalhar, trabalhar e trabalhar, pelos fios do progresso dos que se ajustarem à nossa frente.



Escolhamos a abelha como exemplo, pois além de viver do trabalho, ela cede seus esforços para curar e alimentar os homens.



Todo movimento no bem comum é porta que se abre para que sintamos a vida maior em convites incessantes, onde a alegria é a força de viver.



Sentimos os homens como flores no jardim de Deus e temos o prazer de conviver com eles, ajudando no que a vida nos favorece.



Usamos todos os meios lícitos para ficar mais visíveis às criaturas, sem esquecermos o sorriso, como flor de vida de Deus em nós.



João Nunes Maia. Da obra: Flor de Vida. Ditado pelo Espírito Scheilla.

A Missão da Paternidade

Waldenir Cuin




Constatando que a sociedade atual abriga em seu seio uma grande quantidade de jovens que apresenta sensíveis desequilíbrios, seguindo pela vida na contra-mão da ordem, podemos admitir, sem medo de errar, que eles refletem aquilo que aprenderam com os adultos ou, no mínimo, expressam a indiferença com que foram tratados na infância, com raras exceções.



Incontestavelmente, é uma questão muito séria dentro do contexto em que vivemos, pois que inúmeras famílias amargam, na intimidade, problemas advindos do comportamento juvenil, onde se identificam rios de lágrimas e vulcões de desespero eclodindo dos corações paternos.



E a pergunta surge inevitável: O que fazer?



Para os casos em que se tornaram patentes os desvios de comportamento e as atitudes em desalinho, há que se procurar pelos recursos que a ciência nos coloca à disposição, temperados por grandes doses de amor, resignação, paciência e disciplina dos pais, para que a planta tenra ainda possa ser endireitada e transformar-se na árvore frondosa e produtiva do futuro.



Mas a grande investida deve mesmo ser quanto à condução das nossas crianças, pois esses pequenos seres que se formam para a vida carregarão para o porvir as mensagens que receberem na infância.



Daí, obviamente, ser a paternidade uma missão.



E não podemos educar uma criança sem que tenhamos educação, pois que impossível se torna dar daquilo que não temos.



Certamente, precisamos ter consciência do que estamos passando aos nossos pequenos, uma vez que nos próximos dias estarão dando amostras do que ensinamos a eles.



Isso, sem dúvida, é muito sério.



Os pais que não honram seus compromissos financeiros, ou que gastam mais do que ganham, lecionam aos filhos como eles devem agir quando forem adultos.



Os genitores que tratam mal os idosos que têm em suas casas ensinam aos meninos como gostariam de ser tratados quando chegarem à velhice.



Aqueles que invadem a privacidade alheia e não reconhecem a liberdade de cada criatura, informam aos "infantes" como devem agir perante as pessoas de suas relações.



Os pais que não se respeitam e que se dão à infidelidade conjugal demonstram às suas crianças como, no futuro, elas deverão se posicionar perante o companheiro ou a companheira.



Aqueles que são preguiçosos, pela inoperância e comodismo, ensinam que o trabalho não é um bom caminho.



Já, aqueles que são trabalhadores, respeitosos, altruístas, cumpridores dos seus deveres, responsáveis pelos seus atos perante a sociedade, participativos, atuantes, honestos, fraternos e solidários, informam aos filhos como deve agir um homem de bem, realmente preocupado em formar uma sociedade mais justa e humana.



Equilibrar um jovem que se precipitou pelas veredas sombrias dos equívocos, realmente não é tarefa serena, embora necessária e urgente, mas conduzir a criança, desde os primeiros dias, pelas estradas sublimes do equilíbrio, é obrigação intransferível dos pais, pois que será mais fácil educar na infância que consertar na juventude.



No meio social, é comum as pessoas afirmarem que gostariam de ser missionárias na Terra.



Assim, podemos festejar, pois todos temos a nossa missão e, de uma importância extrema: a missão da paternidade.



Exercendo-a com dignidade, construiremos a sociedade dos nossos sonhos, onde a paz e a felicidade, sem dúvida, estarão presentes ou, menosprezando-a, estaremos semeando espinhos, cujos reflexos serão uma farta colheita de sofrimentos.



A escolha é nossa.



Escrito por Waldenir Cuin (Publicado no Livro "Mensagens de Esperança e Paz", da Editora EME)


Mensagem de esperança

Eurípedes Barsanulfo



Nós, espíritas, não devemos engrossar as fileiras do desalento.



Temos o dever inadiável de transmitir coragem, de infundir ânimo, reaquecer esperança e despertar a fé!



Ah! A fé do nosso futuro!A certeza de que estamos destinados a uma nobre missão do concerto dos povos, mas que a nossa vacilação, a nossa incúria podem retardar.



Responsabilidade nossa.



Tarefa nossa.Estamos cientes de tudo, mas apesar de tudo isto, nos deixamos levar pelo desânimo, este vício do perigo inimaginável.



O desânimo e seus companheiros: o desalento, a descrença, a incerteza, o pessimismo, andam juntos e contagiam muito sutilmente, enfraquecendo o indivíduo, os grupos, a própria comunidade.



São como o cupim a corroer, no silêncio, as estruturas.



Não raras vezes, insuflados por mente em desalinho, por inimigos do progresso, por agentes do caos, esses vírus se expandem e se alastram, por contágio, derrotando o ser humano antes da luta.



Diante deste quadro de forças negativas tornam-se muito difíceis quaisquer reações.



Portanto, cabe aos espíritas o dever urgente de lutar pela transformação desse estado geral.



Que cada centro, cada grupo, cada reunião promova a nossa campanha.



- Que haja uma renovação dessa psicosfera sombria e que as pessoas, realmente sofredoras e abatidas pelas provações rudes encontrem em nossas Casas um clima de paz, de otimismo e de esperança!Sejamos solidários sim, com a dor do nosso próximo.



Façamos por ele o que estiver ao nosso alcance.



Temos o dever indeclinável de fazê-lo, sobretudo transmitindo o esclarecimento que a Doutrina Espírita proporciona.



Mas, que também a solidariedade exista em nossas fileiras, para que prossigamos no trabalho abençoado, unidos e confiantes na preparação do futuro de paz por todos almejado.



E não nos esqueçamos de que, se o Brasil “é o coração do mundo”, somente será a “pátria do evangelho” se este evangelho estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós.



Pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo psicografia da médium Sueli Caldas Schubert

sábado, janeiro 24, 2009



Repare se seus comentários serão úteis a alguém.


Para viver bem...


Procure não criticar.


Só dê sua opinião se for solicitada e, mesmo assim, seja ponderado na sua crítica.


Com o intento de auxiliar, muitas vezes, farpas cruéis são colocadas nos caminhos dos outros.


Há muitas maneiras de dizer uma mesma verdade e ainda com inflexões de voz que caminham desde um tom paternal até uma doce reprimenda.


Tudo é uma questão de hábito e, por isso, você pode começar desde já a observar mais e falar menos.


Se ainda não observou, saiba que sempre há um lado bom em tudo e em todos.


Texto extraído do livro: Para viver Bem... Página 32Autor: Humberto PazianEditora Petit

quinta-feira, janeiro 22, 2009




Prece Irlandesa


Que a estrada se abra à sua frente,

Que o vento sopre levemente em suas costas,

Que o sol brilhe morno e suave em sua face,

Que a chuva caia de mansinho em seus campos,

E, até que nos encontremos, de novo...

Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!



Prece de Gratidão


Amélia Rodrigues


Senhor Jesus, muito obrigada!
Pelo ar que nos dá,
pelo pão que nos deste,
pela roupa que nos veste,
pela alegria que possuímos,
por tudo de que nos nutrimos.
Muito obrigada,
pela beleza da paisagem,
pelas aves que voam no céu de anil,
pelas Tuas dádivas mil!
Muito obrigada, Senhor!
Pelos olhos que temos...
olhos que vêem o céu,
que vêem a terra e o mar,
que contemplam toda beleza!
Olhos que se iluminam de amor
ante o majestoso festival de corda generosa Natureza!
E os que perderam a visão ?
Deixa-me rogar por eles
Ao Teu nobre Coração!
Eu sei que depois desta vida,
além da morte,voltarão a ver com alegria incontida...
Muito obrigada pelos ouvidos meus,
pelos ouvidos que me foram dados por Deus.
Obrigado, Senhor, porque posso escutar
o Teu nome sublime, e, assim, posso amar.
Obrigada pelos ouvidos que registram:a sinfonia da vida,
no trabalho, na dor, na lida...
o gemido e o canto do vento nos galhos do olmeiro,
as lágrimas doridas do mundo inteiroe a voz longínqua do cancioneiro...
E os que perderam a faculdade de escutar ?
Deixa-me por eles rogar...
Eu sei que no Teu Reino voltarão a sonhar.
Obrigada, Senhor, pela minha voz.
Mas também pela voz que ama,
pela voz que canta,
pela voz que ajuda,
pela voz que socorre,
pela voz que ensina,
pela voz que ilumina...
E pela voz que fala de amor,
obrigada, Senhor!
Recordo-me, sofrendo, daqueles
que perderam o dom de falar
e o teu nome sequer podem pronunciar!...
Os que vivem atormentados na afasia
e não podem cantar nem à noite, nem ao dia...
Eu suplico por eles,
Sabendo que mais tarde,
no Teu Reino, voltarão a falar.
Obrigada, Senhor, por estas mãos, que são minhas
alavancas da ação, do progresso, da redenção.
Agradeço pelas mãos que acenam adeuses,
pelas mãos que fazem ternura,
e que socorrem na amargura;
pelas mãos que acarinham,
pelas mãos que elaboram as leis
e pelas que as feridas cicatrizam
retificando as carnes partidas,
a fim de diminuírem as dores de muitas vidas!
Pelas mãos que trabalham o solo,
que amparam o sofrimento e estancam lágrimas,
pelas mãos que ajudam os que sofrem,
os que padecem...
Pelas mãos que brilham nestes traços,
como estrelas sublimes fulgindo nos meus braços!...
E pelos pés que me levam a marchar,ereto, firme a caminhar,
pés da renúncia que seguem
humildes e nobres sem reclamar.
E os que estão amputados, os aleijados,
os feridos e os deformados,
os que estão retidos na expiação
por crimes praticados noutra encarnação.
Eu rogo por eles e posso afirmar
que no Teu Reino,
após a lidadesta dolorosa vida,
poderão bailar
e em transportes sublimes com os seus braços
também afagar
Sei que lá tudo é possível
quando Tu queres ofertar,
mesmo o que na Terra parece incrível!
Obrigado, Senhor, pelo meu lar,
o recanto de paz ou escola de amor,
a mansão de glória
ou pequeno quartinho,
o palácio ou tapera, o tugúrio ou a casa de miséria!
Obrigada, Senhor, pelo amor que eu tenho e
pelo lar que é meu...
Mas, se eu sequer
nem um lar tiver
ou teto amigo para me abrigar
nem outra coisa para me confortar,
se eu não possuir nada,
senão as estradas e as estrelas do céu,
como sendo o leito de repouso e o suave lençol,
e ao meu lado ninguém existir: vivendo e
chorando sozinho, ao léu...
Sem um alguém para me consolar
direi, cantarei, ainda:
Obrigada, Senhor,
porque Te amo e sei que me amas,
porque me deste a vida
jovial, alegre, por Teu amor favorecida...
Obrigada, Senhor, porque nasci,
Obrigada, porque Creio em Ti....
E porque me socorres com amor,
Hoje e sempre,
Obrigada, Senhor!



Pelo Espírito Amélia Rodrigues ::Psicografada por Divaldo Pereira Franco



Alma e Corpo

Emmanuel




Não nos esqueçamos de que o corpo na Terra é o filtro vivo de nossa alma.



Nossos pensamentos expressar-se-ão, segundo os sentimos, tanto quanto nossos atos serão exteriorizados, conforme pensamos.



Todos os processos emocionais do coração atingem o cérebro, de onde se irradiam para o campo das manifestações e das formas.



Sensações e atitudes mais íntimas se nos mostram, invariavelmente, na vida de relação. A gula produz a deformidade física.



O orgulho estabelece a irritação sistemática.



A vaidade conduz à perturbação.



A cólera dá origem a graves desequilíbrios.



O ciúme leva ao ridículo.



A maldade se transforma em delito.



O desânimo alimenta o caruncho da inutilidade.



A ignorância faz a penúria.



A tristeza improdutiva cria moléstias fantasmas



Os hábitos indesejáveis trazem a antipatia em tormo de quantos a eles se afeiçoam.



A paixão, não raro, conduz à morte.



Cada sentimento emite raios e forças intangíveis que lhe serão característicos.



Cultivemos a bondade, a compreensão e a alegria, porquanto nelas possuímos o manancial das energias de soerguimento e elevação da alma para Deus, nosso Pai e Misericordioso Senhor.



Nem corpo inteiramente mergulhado na Terra, nem espírito integralmente absorvido na contemplação do firmamento.



A árvore produz para o mundo, sustentando a vida, de raízes imersas no solo e de copa florida a espraiar-se em pleno Céu.



Aprendamos com a natureza.



A situação ideal será sempre a do equilíbrio com a vigilância concentrada por dentro.



Por isso mesmo há muitos séculos, já nos afirmava a profecia: Guardai com carinho e cuidado o coração por que realmente dele é que procedem as correntes da vida.



Francisco Cândido Xavier. Da obra: Neste Instante. Ditado pelo Espírito Emmanuel. FEB.



Ama Sempre

Meimei



Encontrarás talvez, junto de ti, os que te pareçam errados.


Esse cometeu falta determinada, aquele se acomodou numa situação considerada infeliz.


Respeita o tribunal que lhes indicou tratamento, sem recusar-lhes auxílio.


Quem conhecerá todas as circunstâncias para sentenciar, em definitivo, quanto às atitudes de alguém, analisando efeitos sem penetrar as causas profundas?


Deliciava-se certa jovem com o perfume das rosas que lhe vinham desabrochar na janela.


Orgulhosa das ramas que escalavam paredes, de modo a ofertar-lhe as flores, quis corrigir o jardim, no pedaço de chão em que a planta se levantava.


Pequeno monte de terra adubada, a destacar-se de nível, foi violentamente arrancado, mas justamente aí palpitava o coração da roseira.


Decepada a raiz, morreram as flores.


Quantas criaturas estarão resignadas à moradia em situações categorizadas por lodo, para que as rosas da alegria e da segurança possam brilhar nas janelas de nossa vida?


Aceita os outros tais quais são.


Espera e serve.


Abençoa e ama sempre.


O errado hoje, em muitos casos, será o certo amanhã.


O julgamento é dos homens, mas a Justiça é de Deus.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Amizade. Ditado pelo Espírito Meimei. IDEAL.



Remuneração Espiritual

Emmanuel



“O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos”.Paulo – II Timóteo, 2:6.



Além do salário amoedado o trabalho se faz invariavelmente, seguindo de remuneração espiritual respectiva, da qual salientamos alguns dos itens mais significativos: acende a luz da experiência;



ensina-nos a conhecer as dificuldades e problemas do próximo, induzindo-nos, por isso mesmo, a respeitá-lo;



promove a auto-educação;



desenvolve a criatividade e a noção de valor do tempo;



imuniza contra os perigos da aventura e do tédio; estabelece apreço em nossa área de ação;



dilata o entendimento;



amplia-nos o campo das relações afetivas;



atrai simpatia e colaboração;



extingue, a pouco e pouco, as tendências inferiores que ainda estejamos trazendo de experiências passadas.



Quando o trabalho, no entanto, se transforma em prazer de servir, surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: toda vez que a Justiça Divina nos procura no endereço exata para execução das sentenças que lavramos contra nós próprios, segundo as leis de causa e efeito, se nos encontra em serviço ao próximo, manda a Divina Misericórdia que a execução seja suspensa, por tempo indeterminado.



E, quando ocorre, em momento oportuno, o nosso contato indispensável com os mecanismos da Justiça Terrena, eis que a influência de todos aqueles a quem, porventura, tenhamos prestado algum benefício aparece em nosso auxílio, já que semelhantes companheiros se convertem espontaneamente em advogados naturais de nossa causa, amenizando as penalidades em que estejamos incursos ou suprimindo-as, de todo, se já tivermos resgatado em amor aquilo que devíamos em provação ou sofrimento, para a retificação e tranqüilidade em nós mesmos.



Reflitamos nisso e concluamos que trabalhar e servir, em qualquer parte, ser-nos-ão sempre apoio constante e promoção à Vida Melhor.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: "Perante Jesus". Ditado pelo Espirito Emmanuel. Edição Ideal.



Tendo Medo

Emmanuel

"E, tendo medo, escondi naterra o teu talento..."(MATEUS, 25:25.)



Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita.



Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.



Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo.



Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam.



E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação.



Medo de trabalhar.



Medo de servir.



Medo de fazer amigos.



Medo de desapontar.



Medo de sofrer.



Medo da incompreensão.



Medo da alegria.



Medo da dor.


E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.



Na vida, agarram-se ao medo da morte.



Na morte, confessam o medo da vida.



E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.



Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação.



Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Fonte Viva. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 21 edição. Lição 132. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1997.


Servir e Marchar

Emmanuel



“Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhosdesconjuntados.”– Paulo. (Hebreus, 12:12.)


Se é difícil a produção de fruto sadio na lavoura comum, para que não falte o pão do corpo aos celeiros do mundo, é quase sacrificial o serviço de aquisição dos valores espirituais que significam o alimento vivo e imperecível da alma.



Planta-se a semente da boa-vontade, mas obstáculos mil lhe prejudicam a germinação e o crescimento.É a aluvião de futilidades da vida inferior.



A invasão de vermes simbolizados nos aborrecimentos de toda sorte.



A lama da inveja e do despeito.



As trovoadas da incompreensão.



Os granizos da maldade.



Os detritos da calúnia.



A canícula da responsabilidade.



O frio da indiferença.



A secura do desentendimento.



O escalracho da ignorância.



As nuvens de preocupações.



A poeira do desencanto.


Todas as forças imponderáveis da experiência humana como que se conjugam contra aquele que deseja avançar no roteiro do bem.



Enquanto não alcançarmos a herança divina a que somos destinados, qualquer descida é sempre fácil...



A elevação, porém, é obra de suor, persistência e sacrifício.



Não recues diante da luta, se realmente já podes interessar o coração nos climas superiores da vida .



Não obstante defrontado por toda a espécie de dificuldades, segue para a frente, oferecendo ao serviço da perfeição quanto possuas de nobre, belo e útil.



Recorda o conselho de Paulo e não te imobilizes.



Movimenta as mãos cansadas para o trabalho e ergue os joelhos desconjuntados, na certeza de que para a obtenção da melhor parte da vida é preciso servir e marchar, incessantemente.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Fonte Viva. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB.


Pedras

Emmanuel



As dificuldades de qualquer natureza são sempre pedras simbólicas, asfixiando-nos as melhores esperanças do dia, do ideal, do trabalho ou do destino, que recebemos na glória do tempo.


É necessário saber tratá-las com prudência, serenidade e sabedoria.


Há diversos modos de considerar os obstáculos, removendo-os ou aproveitando-os.


O preguiçoso recebe os calhaus da luta e estende-se no caminho, sucumbindo ao seu peso.


É o espírito desanimado, indolente e enfermiço.


O desesperado, em se sentindo sob os granizos da sorte, confia-se à intemperança mental e atira-os ao viandante inocente ou à porta de companheiros inofensivos.


É o espírito indisciplinado, renitente e impulsivo, que sabe apenas ferir o próximo ou denegri-lo com atitudes impensadas ou levianas.


O homem inteligente, todavia, recebe as pedras da experiência e, ainda mesmo sangrando as mãos ou o coração, recolhe-as, cuidadoso, valendo-se delas para a confecção de utilidades ou para a construção de edifícios consagrados ao agasalho, ao reconforto ou à benemerência, em favor dele mesmo, e de quantos o acompanham na marcha evolutiva.


Ninguém passará ileso nos caminhos do mundo.


As pedras da incompreensão e da dor, no ambiente comum da existência carnal, chovem sobre todos.


Do entendimento e da conduta de cada um dependerão a felicidade ou o infortúnio, na laboriosa romagem terrestre.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Vida em Vida. Ditado pelo Espírito Emmanuel. IDEAL.



Ação da Prece


André Luiz




Você é o lavrador, O outro é o campo.


Você planta. O outro produz.


Você é o celeiro. O outro é o cliente.


Você fornece. O outro adquire.


Você é o ator. O outro é o público.


Você representa. O outro observa.


Você é a palavra. O outro é o microfone.


Você fala. O outro transmite.


Você é o artista. O outro é o instrumento.


Você toca. O outro responde.


Você é a paisagem. O outro é a objetiva.


Você surge. O outro fotografa.


Você é o acontecimento. O outro é a notícia.


Você age. O outro conta.


Auxilie quando puder.Faça o bem sem olhar a quem


Você é o desejo de seguir para Deus.


Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte.


O criador atende às criaturas, através das criaturas


É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros.



Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito André Luiz. Livro: "O Espírito da Verdade" - Edição: FEB


Aprenda com a Natureza

André Luiz


Resplandece o Sol no alto, a fim de auxiliar a todos.As estrelas agrupam-se em ordem.


O céu tem horários para a luz e para a sobra.


O vegetal abandona a cova escura, embora continue ligado ao solo, buscando a claridade, a fim de produzir.


O ramo que sobrevive à tempestade cede à passagem dela, mantendo-se, não obstante, no lugar que lhe é próprio.


A rocha garante a vida no vale, por resignar-se à solidão.


O rio atinge os seus objetivos porque aprendeu a contornar os obstáculos.


A ponte serve ao público sem exceções, por afirmar-se contra o extremismo.


O vaso serve ao oleiro, após suportar o clima do fogo.


A pedra brilha, depois de sofrer as limas do lapidário.


O canal preenche as suas finalidades, por não perder o acesso ao reservatório.


A semeadura rende sempre, de acordo com os propósitos do semeador.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.


UMA LUZ


Maria Dolores



Por vezes, tanto empeço na estrada,
Que indagas, coração, de alma desencantada,
Por que meios humanos prosseguir...
Entretanto, ergue a fronte, ao vasto firmamento,
Da nuvem mais pesada ou do céu mais cinzento
Uma luz há de vir...
Deus a ninguém esquece...ante a sombra noturna,
Sem bússola na selva imóvel e soturna,
O viajor se detém, sem coragem de agir;
Pára, pensando em Deus...a névoa se condensa...
Mas a oração lhe diz, além da sombra imensa:
Uma luz há de vir...
Abate-se na mina a sinistra barragem;
Pedras, detrito e lama impedem a passagem,
Vozes clamam, no fundo, a gemer e a pedir;
Eis que a prece se eleva e, ao socorro da altura,
Gritam vozes de irmãos, promovendo a abertura:
Uma luz há de vir...
É noite. Sobre o mar, há bulcões em batalha,
Relâmpagos relembram fogo de metralha
No trovão a rugir;
O barco, aos vagalhões, treme, estremece, estala
Pequena multidão, ora, espera e se cala...
Uma luz há de vir...
Desse modo, igualmente, alma fraterna,
Quando a prova por sombra te governa,
Qual noite que te oculta as visões do porvir,
Quando tudo pareça escuridão que avança,
Trabalha, serve, crê e ouve a voz da esperança:
Uma luz há de vir...



Do Livro Maria Dolores ::Editora Parma:: Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, janeiro 21, 2009


A ÁGUIA DE ASAS PARTIDAS



Ele possuía muitas riquezas.



Tinha as arcas abarrotadas de ouro e gemas preciosas.



A juventude lhe sorria e os amigos sempre se faziam presentes nos banquetes.



Habituara-se a dormir em seu leito de ébano e marfim.



Dormir e sonhar.



Em seus sonhos, misturava-se a realidade das tantas vitórias que lhe enriqueciam os dias.



E um desejo de paz que ainda não fruía.



Ele amava as corridas de bigas e quadrigas.



Recentemente comprara cavalos árabes, fogosos.



E escravos o haviam adestrado durante dias.



Tudo apontava para a vitória nas próximas corridas no porto de Cesaréia.



Mas os momentos de tristeza se faziam constantes.



A felicidade não era total.



Faltava algo.



Ao mesmo tempo, ele temia perder a felicidade que desfrutava.



Por isso, ouvindo falar daquele Homem singular que andava pelas estradas da Galiléia, o procurou.



Bom mestre, que bem devo praticar para alcançar a vida eterna?



Desejava saber.



Como desejava.



A resposta veio sonora e clara:



Por que me chamas bom?



Bom somente o Pai o é.



À tua pergunta, respondo:



“Cumpre os mandamentos, isto é, não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honrarás teu pai e tua mãe.”



Tudo isso tenho observado em minha mocidade.



No entanto, sinto que não me basta.



Surdas inquietações me atormentam. Labaredas de ansiedade me consomem.



Faltava-me algo!



Então – propõe-lhe a Luz – vende tudo quanto tens, reparte-o entre os pobres.



Vem, e segue-Me!



A ordem, a meiguice daquele Homem ecoava em seu Espírito.



Ele era uma águia que desejava alcançar as alturas.



E o Rabi lhe dizia como utilizar as asas para voar mais alto.



Pela mente em turbilhão do jovem, passam as cenas das glórias que conquistaria.



Os amigos confiavam nele.



Tantos esperavam a sua vitória. Israel seria honrada com seu triunfo.



Sim, ele podia renunciar aos bens de família, mas ao tesouro da juventude, às riquezas da vaidade atendida, os caprichos sustentados...?



Seria necessário renunciar a tudo?



A águia desejava voar, mas as asas estavam partidas...



Recorda-se o jovem que os amigos o esperam na cidade, para um banquete previamente agendado.



Num estremecimento, se ergue:



Não posso! – murmura.



Não posso agora.



Perdoa-me.



E afastou-se a passos largos.



Subindo a encosta, na curva do caminho, ele se deteve.



Olhou para trás. Vacilou ainda uma vez.



A figura do Mestre se desenha na paisagem, aos raios do luar.



A Luz parece chamá-lo uma vez mais.



Indecisa, a alma do moço parece um pêndulo oscilante.



A águia ainda tenta alçar o vôo.



O peso do Mundo a retém no solo.



Ele se decide.



Com passos rápidos, quase a correr, desaparece na noite.



Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas narram o episódio e dizem de como o jovem se retirou triste e pesaroso.



Nem poderia ser diferente: fora-lhe dada a oportunidade de se precipitar no oceano do amor e ele preferira as areias vãs do Mundo.



O Divino Amigo nos chama, diariamente, para a conquista do reino de paz.


Alguns ainda somos como o moço rico. Deixamos para mais tarde, presos que ainda estamos a muitas questões e vaidades pessoais.


É bom analisar o que vale mais: a alegria efêmera do Mundo ou a felicidade perene que tanto anelamos. Depois, é só optar.



Redação do Momento Espírita com base no cap. O mancebo rico, do livro Primícias do Reino, do Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Sabedoria.Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep.Em 05.03.2008.


DIGA NÃO AO SUICÍDIO


Dificuldades que te surpreendem são os testes aconselháveis em que te cabe encontrar aproveitamento (Emmanuel) .



Você é muito mais importante do que possa imaginar! Vale mais que milhões de sóis !




ALGUMAS COLOCAÇÕES REFERENTES AO SUICÍDIO:


1 - O suicida permanece muito tempo em regiões de sofrimento, no plano espiritual, ou logo reencarna?
Depende de suas necessidades e de como reage à situação que criou. Há os que retornam de imediato à carne. Há os que fazem estágios em regiões de sofrimento. Depois são acolhidos em instituições hospitalares que funcionam nas proximidades dos chamados vales dos suicidas, como descreve Camilo Castelo Branco (1825-1890), no livro Memórias de um Suicida, psicografado por Yvonne Pereira.




2 - Considerando o estado de desequilíbrio de quem comete o gesto tresloucado, não será contra-producente reconduzi-lo à reencarnação?
Em alguns casos é uma necessidade, oferecendo-lhe a bênção do esquecimento e ajudando-o a superar as fixações que precipitaram sua fuga no pretérito.




3 - Haverá alguma conseqüência no novo corpo?
O corpo espiritual ou perispírito é um molde da forma física. Se tem desajustes, estes tenderão a refletir-se nela. Acontece freqüentemente com o suicida.




4 - Poderia dar alguns exemplos?
Quem se mata por afogamento terá problemas respiratórios. Quem ingeriu um corrosivo terá desajustes no aparelho digestivo. Quem atirou na cabeça poderá reencarnar com retardo mental, paralisia cerebral e males semelhantes. Quem põe fogo no corpo terá graves problemas dermatológicos.




5 - Seria uma espécie de castigo?
Mais exatamente uma conseqüência. Se uso uma faca imprudentemente, acabo me cortando. Deus não estará me castigando. Apenas estarei colhendo o resultado de minha imprudência.




6 - Uma encarnação é suficiente para o suicida livrar-se dos desajustes gerados por seu ato?
Isso depende de vários fatores, envolvendo o grau de comprometimento com o gesto tresloucado. Como regra diríamos que, quanto mais esclarecido for, quanto mais ampla sua noção a respeito das responsabilidades da vida, maior o estrago perispiritual, mais demorada a recuperação.




7 - Pode prolongar-se por mais de uma existência?
É possível, dependendo de como reage. Podem ocorrer complicações, envolvendo, sobretudo, a reincidência. Em existência futura o indivíduo sentir-se-á tentado a cometê-lo novamente, quando enfrentar situações que motivaram sua fuga no passado.




8 - Há um aumento preocupante de suicídios em todos os países. O que pode ser feito a respeito?
A Doutrina Espírita é uma vacina contra o suicídio, mostrando-nos que se trata de uma porta falsa, que nos precipita em sofrimentos mil vezes acentuados. Por isso, um dos grandes recursos para combater o suicídio é a sua divulgação. Trata-se de um trabalho abençoado que todos podemos desenvolver, particularmente usando livros espíritas, distribuindo-os a mão cheia, como ensina Castro Alves (1847-1871).


Richard Simonetti do livro Reencarnação: Tudo o que você precisa Saber


terça-feira, janeiro 20, 2009



PSICOLOGIA DA CARIDADE
Emmanuel



"Fazei aos homens tudo o que queirais que ele vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas". - Jesus - Mateus, VII:12


"Amar ao próximo como a si mesmo, fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós", é a expressão mais completa da caridade porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. - Cap. XI:4



Provavelmente, não existe em nenhum tópico da literatura mundial figura mais expressiva que a do samaritano generoso, apresentada por Jesus para definir a psicologia da caridade.



Esbarrando com a vítima de malfeitores anônimos, semimorta na estrada, passaram dois religiosos, pessoas das mais indicadas para o trato da beneficência, mas seguiram de largo, receando complicações.



Entretanto, o samaritano que viajava, vê o infeliz e sente-se tocado de compaixão.



Não sabe quem é.



Ignora-lhe a procedência, não se restringe, porém, à emotividade.



Para e atende.



Balsamiza-lhe as feridas que sangram, coloca-o sobre o cavalo e condú-lo à uma hospedaria, sem os cálculos que o comodismo costuma traçar em nome da prudência.



Não se limita, no entanto, a despejar o necessitado em porta alheia.



Entra com ele na vivenda e dispensa-lhe cuidados especiais.



No dia imediato, ao partir, não se mostra indiferente.



Paga-lhe as contas, abona-o qual se lhe fora um familiar e compromete-se a resgatar-lhe os compromissos posteriores, sem exigir-lhe o menor sinal de identidade e sem fixar-lhe tributos de gratidão.



Ao despedir-se, não prende o beneficiado em nenhuma recomendação e, no abrigo de que se afasta, não estadeia demagogia de palavras ou atitudes, para atrair influência pessoal.



No exercício do bem, ofereceu o coração e as mãos, o tempo e o trabalho, o dinheiro e a responsabilidade.



Deu de si o que poderia por si, sem nada pedir ou perguntar.



Sentiu e agiu, auxiliou e passou.



Sempre que interessados em aprender a praticar a misericórdia e a caridade, rememoremos o ensinamento do Cristo e façamos nós o mesmo.



Emmanuel - Espírito.Psicografia - Francisco Cândido Xavier.Livro - Livro da Esperança.

sexta-feira, janeiro 16, 2009


Desapego familiar
Hammed


“... Mas ele lhes respondeu: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E olhando aqueles que estavam sentados ao seu redor: Eis, disse, minha mãe e meus irmãos; porque todo aquele que faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” (Capítulo 14, item 5.)



Em correta acepção, desapego quer dizer o sentimento de alguém que desenvolveu sua capacidade de avaliar e selecionar o que “pode” e o que “deve fazer”, estruturado em seu próprio senso de autonomia.



Agarrar-se a familiares de modo exagerado gera desajustes e doenças psicológicas das mais diversas características: desde a mais leve das inseguranças - se deve ou não sair de casa para um passeio a sós, ou que roupa deve usar - até o pânico incontrolável de tudo e de todos, que leva o indivíduo ao desequilíbrio em seu desenvolvimento e maturidade emocional.



A reencarnação faz o ser humano exercitar a independência, quando propõe que ele é um viajante temporário entre pessoas, sexo, profissão, países, continentes ou mundos.



Não obstante, ela não destrói os laços do amor verdadeiro, antes cria diversos vínculos afetivos entre as almas.



Pais, conjuges, filhos e amigos voltam a conviver em épocas e em posições completamente diferentes, estabelecendo na consciência uma maneira universalista de ver os relacionamentos da afeição e da simpatia, sem aprisionamentos ou dependências.


É importante compreendermos que, mesmo em família, não viemos à Terra só para fazer o que queremos, para satisfazer fazer nossos caprichos ou nos agradar, pois não devemos nos ver como devedores ou cobradores uns dos outros, mas como criaturas companheiras que vieram cumprir uma trajetória evolutiva, ora juntas no mesmo séquito consangüíneo.



Desse modo, devemos levar em conta a individualidade de cada membro familiar e respeitá-lo, sem imposições ou submissões, pelo modo peculiar que encontrou de ser feliz e dirigir sua própria existência.



Cada pessoa que vive neste planeta deve aprender suas próprias lições, e é inconcebível tentarmos fazer os deveres por elas, porque cada uma aprende com suas próprias experiências e no momento propício.



Podemos, sim, oferecer aos familiares uma atmosfera de compreensão e apoio, para que tenham por si sós a decisão de mudar quando e como desejarem, atitudes essas possibilitadoras de relacionamentos seguros e duradouros.



É imperativo que se entenda que as ações possessivas criam indivíduos servis e profundamente inseguros, que futuramente precisarão ter sempre os familiares em sua volta, como uma “corte”, a fim de se sentir amparados.



O exemplo clássico de criaturas apegadas é o daquelas que foram criadas por “superpais”, e que durante muito tempo se mantiveram subjugadas e presas pelos fios invisíveis dessa “suposta proteção”, que, na realidade, era apenas uma “forma inconsciente” de suprir fatores emocionais desses mesmos adultos em desarranjo.



Crianças que foram educadas sob a orientação de adultos incapazes de estabelecer limites às vontades e desejos delas, contentando-as de forma irrestrita, sem nenhuma barreira, desenvolveram dependências patológicas que geraram progressivamente uma acentuada incapacidade de resolver problemas peculiares a sua idade, enquanto outras, nessa mesma idade,
mostraram-se perfeitamente habilitadas para encará-los e solucioná-los.



Crianças que se jogam ao chão, entre crises de falta de fôlego e de choro fácil, sem nenhuma razão de ser, são consideradas mimadas.



Tais comportamentos resultam do fato de terem sido tratadas como incapazes e com atitudes infantilizadas.



Pessoas inseguras e insuficientemente maduras educam os filhos da mesma maneira que foram criadas, repetindo para sua atual família os mesmos comportamentos “superprotetores” que vivenciaram na fase infantil; ou mesmo, por terem tido uma enorme experiência de rejeição no lar, também adotam a “superproteção” como forma de compensar tudo o que passaram e sofreram na infância.



Encontramos uma das maiores lições sobre a liberdade e o desapego nas palavras de Jesus de Nazaré, quando se aproveitou da circunstância em que estavam reunidas varias pessoas, e lançou o ensinamento do “amor sem fronteiras”.



Apesar de respeitar e amar profundamente sua família, exaltou o “desapego familiar” como a meta que todos deveríamos atingir, a fim de alcançarmos os superiores princípios da fraternidade universal e o verdadeiro sentido da liberdade integral.



Pelo Espírito Hammed - Da obra Renovando Atitudes - Pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto