terça-feira, abril 28, 2009




O Mais Importante


André Luiz




Provavelmente você estará atravessando longa faixa de provações em que o ânimo quase que se lhe abate.



Crises e problemas apareceram.



Entretanto, paz e libertação, esperança e alegria dependem de sua própria atitude.



Se veio a colher ofensa ou menosprezo, você mesmo pode ser o perdão e a tolerância, doando aos agressores o passaporte para o conhecimento deles próprios.



Se dificuldades lhe contrariaram a expectativa de auto-realização, nesse ou naquele sentido, a sua paciência lhe fará ver os pontos fracos que precisa anular a fim de atingir a concretização dos seus planos em momentos mais oportuno.



Se alguém lhe impôs decepções, o seu entendimento fraterno observará que isso é uma benção de vida imunizando-lhe o espírito contra a aquisição de pesados e amargos compromissos futuros.



Se experimenta obstáculos na própria sustentação, o seu devotamento ao trabalho lhe conferirá melhoria de competência e a melhoria de competência lhe elevará o nível de compensações e recursos.



Se você está doente, é a sua serenidade, com a sua cooperação, que se fará base essencial de auxílio aos médicos e companheiros que lhe promovem a cura.



Se sofre a incompreensão de pessoas queridas, é a sua bondade, com o seu despreendimento, que se lhe transformará em arrimo para que os entes amados retornem ao seu mundo afetivo.



Evite as complicações de rebeldia e inconformidade, ódio e inveja, egoísmo e desespero que apenas engrossarão o seu somatório de angústia.



Mudanças, aflições, anseios, lutas, desilusões e conflitos sempre existiram no caminho da evolução.



Por isso mesmo, o mais importante não é aquilo que aconteça e sim o seu modo de reagir.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Na Era do Espírito. Ditado pelo Espírito André Luiz. GEEM.



Você e os Outros

André Luiz




Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.



Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.



A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.



Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.



Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.



Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.



Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.



Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.



Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.



Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.



Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.



Faça amizades desinteressadamente.



Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração.



Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.



Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.



Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.



Seja comunicativo.



Sorria à criança.



Cumprimente o velhinho.



Converse com o doente.



Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Apostilas da Vida. Ditado pelo Espírito André Luiz. 5 edição. Araras, SP: IDE. 1993.



Autodesobsessão

André Luiz




Se você já pode dominar a intemperança mental...



Se esquece os próprios constrangimentos, a fim de cultivar o prazer de servir...



Se sabe escutar o comentário infeliz, sem passá-lo adiante...



Se vence a indisposição contra o estudo e continua, tanto quanto possível, em contato com a leitura construtiva...



Se olvida mágoas sinceramente, mantendo um espírito compreensivo e cordial, à frente dos ofensores...



Se você se aceita como é, com as dificuldades e conflitos que tem, trabalhando alegremente com tudo aquilo que não pode modificar...



Se persevera na execução dos seus propósitos enobrecedores, apesar de tudo o que se faça ou fale contra você...



Se compreende que os outros têm o direito de experimentar o tipo de felicidade a que se inclinem, como nos acontece...



Se crê e pratica o princípio de que somente auxiliando o próximo, é que seremos auxiliados...



Se é capaz de sofrer e lutar na seara do bem, sem trazer o coração amargoso e intolerante...



Então você estará dando passos largos para libertar-se da sombra, entrando, em definitivo, no trabalho da desobsessão.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Passos da Vida. Ditado pelo Espírito André Luiz.




Todos Irmãos

Por Joanna de Ângelis




Grupos híbridos que se afinam pelas extravagâncias, arrimados nas limitações em que se comprazem, produzindo insânias várias.



Moles heterogêneas em afã desesperado, entrechocando-se na defesa dos interesses que disputam, nem sempre honestamente.



Famílias dilacerando-se em violentas pelejas, vitimadas por animalidade subalterna.



Formalismos da aparência, em crescente indiferença por acontecimentos e pessoas, produzindo frieza do sentimento e da emoção, que são substituídos paulatinamente pelo desamor que a todos vitima.



Manchetes sensacionais mantendo o clima dos descontroles íntimos no açular das noticiais estarrecedoras que já não produzem comoção.Homens desagregados uns dos outros, separados por grupos étnicos, conluios econômicos, associações criminosas, clãs de rebeldia, movimentos de sublevação da ordem, ajuntamentos desportistas que se detestam reciprocamente, forças da beligerância, irmanados apenas por um fator: poder!



E, disfarçados, multiplicam-se os poderes: jovem, negro, branco, índio, econômico, militar, com chamamentos e dísticos de paz, urdindo lutas dolorosas, em que as legítimas aspirações da ordem e da beleza são renegados pela ânsia de serem estabelecidos os novos valores....



E não há faltado em tais cometimentos, o poder do amor em detrimento da guerra, através de cujas façanhas o sexo espicaçado, nas expressões do instinto puro e simples, produz alucinações graças às conexões infelizes e aos conúbios que articula...



Argumenta-se, porém, que sempre foi assim, elucidando-se que o progresso tem modificado favoravelmente as estruturas múltiplas da vida terrena, facultando abençoados frutos para o homem.



Sem dúvida, as conquistas humanas e sociais, técnicas e assistenciais, são relevantes.



O espírito de justiça vige nas leis dos povos modernos; as Entidades Internacionais vigiam e interferem ante arbitrariedades de governos desalmados, auxílios recíprocos, entre os povos, atendem aos problemas capitais das Nações; fronteiras se abrem, favoravelmente, mercados comuns defendem interesses iguais...



Não obstante, há muita dor, crescente aflição, inumeráveis sofrimentos vitimando homens e povos, por conseqüência da frigidez espiritual existente no mundo.



Jesus parece esquecido!



Uns jovens tomam-No como revolucionário e transformam-No em fantoche para acobertar as suas loucuras.



Outros aceitam-No como solução simplista e dizem-se-lhe afeiçoados, alargando o campo aberto das aberrações como "crentes novos".



Os religiosos tradicionais, simultaneamente, aferram-se às formas e, ante as tentativas de atualização da Doutrina Cristã à fraternidade, à pobreza, à humildade, engajam-se no comboio da novidade desde que lhes não custem os esforços da renovação íntima ou do sacrifício, permanecendo o código a que se filiaram em posição predominante...



Todavia, o Evangelho, na claridade dos seus ensinos, não permite dubiedade, interpretação errônea, acomodação parasitária.



Disse Jesus:"Eu sou a porta". Somente através d’Ele o homem encontrará a via de segurança.



"Eu sou o caminho". Apenas seguindo as suas pegadas e fazendo qual Ele o realizou, o homem se encontra em paz.



"Eu sou o pão da Vida". Exclusivamente nutrindo-se do alimento sadio da Sua palavra e dos Seus exemplos, o homem se abastece.



"Fazer ao próximo o que se desejar que ele lhe faça". Só na vivência do reto dever para com o seu irmão, o homem se integra na família da fraternidade universal.



"Dar a capa a quem pede a manta. Marchar dois mil passos ao lado de quem pede seguir mil".



Unicamente pela práticas da caridade, o homem se realiza, lobrigando a plenitude do amor com que Ele a todos nos ama.



Não há como tergiversar, sofismando ou fugindo às elevadas proposições evangélicas.



Todos irmãos, sim, em jornada ascendente, na qual nos devemos dar as mãos em auxílio recíproco nesta ingente luta pela redenção.



O Espiritismo, por sua vez, confirmando tudo quanto o Senhor enunciou, elucida, mediante as lições clarificadoras da reencarnação, que apesar de diversificados pelos múltiplos graus evolutivos, em nascimentos e renascimentos purificadores, somos todos irmãos no árduo esforço de crescimento interior, perseguindo a perfeição que nos está destinada.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Sol de Esperança. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Editora LEAL.

segunda-feira, abril 27, 2009




Felicidade Possível

Por Joanna de Ângelis



Acreditavas que a felicidade seria semelhante a uma ilha fantástica de prazer constante e paz permanente.



Um lugar onde não houvesse preocupação, nem se apresentasse a dor; no qual os sorrisos brilhassem nos lábios, e a beleza engrinaldasse de festa as criaturas.



Uma felicidade feita de fantasias parecia ser a tua busca.



Planejastes a vida, objetivando encontrar esse reino encantado, onde, por fim, descansasses da fadiga, da aflição e fruísses a harmonia.



Passam-se anos, e somas frustações, anotando desencantos e amarguras, sem anelada conquista.



Lentamente, entregas-te ao desânimo, e sentes que estás discriminado no mundo, quando vês as propagandas apresentadas pela mídia, nas quais desfilam os jovens, belos e jubilosos, desperdiçando saúde, robustez, corpos venusinos e apolíneos, usando cigarros e bebidas famosas, brincando em iates de luxo, ou exibindo-se em desportos da moda, invejáveis, triunfantes...



Crês que eles são felizes...Não sabes quanto custa, em sacrifício e dor, alcançar o topo da fama e permanecer lá.



Sob quase todos aqueles sorrisos, que são estudados, estão a face da amargura e as marcas do ressaibo, do arrependimento.



Alguns envenenaram a alma dos charcos por onde andaram, antes de serem conhecidos e disputados.



Muitos se entregaram a drogas pertubadoras, que lhes consomem a juventude, qual ocorreu com as multidões de outros, que os anteciparam e desapareceram.



Esquecidos e enfermos, aqueles que foram pessoas-objeto, amargam hoje a miséria a que se acolheram ou foram atirados.Felicidade, porém, é conquista íntima.



Todos os que se encontram na Terra, nascidos em berços de ouro ou de palha, homenageados ou desprezados, belos ou feios, são feitos do mesmo barro frágil de carne, e experimentam, de uma ou de outra forma, vicissitudes, decepções, doenças e desconforto.Ninguém, no mundo terreno, vive em regime especial.



O que parece, não excede a imagem, a ilusão.Se desejas ser feliz, vive, cada momento, de forma integral, reunindo as cotas de alegria, de esperança, de sonho, de bênção, num painel plenificador.



As ocorrências de dor são experiências para as de saúde e de paz.



A felicidade não são coisas: é um estado interno, uma emoção.



Abençoa os acidentes de percurso, que denominas como desdita, segue na direção das metas, e verás quantas concessões de felicidade pela frente, aguardando por ti.



Quem avança monte acima, pisa pedregulhos que ferem os pés, mas também flores miúdas e verdejante relva, que teimam em nascer ali colocando beleza no chão.Reúne essas florezinhas em um ramalhete, toma das pedras pequeninas fazendo colares, e descobrirás que, para a criatura ser feliz, basta amar e saber discernir, nas coisas e nos sucessos da marcha, a vontade de Deus e as necessidades para a evolução.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1994.



Culto da Oração

Por Joanna de Ângelis


Quando a aflição te visite o trabalho, desferindo golpes no teu coração ou conduzindo-te às sugestões do mal, recorda-te da oração singela à disposição de todos.



Semelhante a ungüento, não somente cicatriza o peito em chaga aberta, como vitaliza os melhores sonhos perturbados pela nuvem sombria do desespero, devolvendo a esperança e a paz.



Anjo benfazejo, a oração apaga as labaredas do crime, em começo, improvisando recursos de salvação, para que a serenidade retorne, santificante, à direção da consciência.



Não apenas garante a felicidade e a harmonia do lar, como também embeleza todas as realizações começantes, oferecendo estilo novo e coragem, para o êxito total da experiência em que se te aprimoras no estágio do mundo.



Não somente consola e sara mas, também, ilumina o pensamento turbilhonado, restituindo a calma e o tirocínio para desmanchares os cipós enrodilhados nos teus pés, a te reterem na província da angústia incessante.



Celeiro de bênçãos inesgotáveis, ela é a segurança da família, alimento dos filhos e fortaleza dos pais.



Mensageira do Pai Celestial, é a intérprete das tuas aspirações e intercessora dos teus anseios junto aos bem-aventurados.



Vertendo-a do coração, em colóquio confiante, asserenam-se as paixões, purificam-se os sentimentos, estabelecem-se diretrizes, moderam-se as necessidades, robustece-se a fé, eleva-se o padrão de serviço; ela harmoniza, em redor de nossa aprendizagem, os patrimônios da honra, do respeito e da saúde espiritual, favorecendo a extensão das menores tarefas, no campo do auxílio aos sofredores.



Esposando-a, dilatam-se os minutos que se enriquecem e experiências sublimes, fazendo a vida mais nobre e digna.



Na Terra, o cristão é qual oásis fértil na aridez dos sentimentos.



Solicitado por todos e por todos fiscalizado de perto, é como árvore produtora que todos buscam esfaimados, guardando o direito de a apedrejarem e a ferirem.



Recebe, assim, em silêncio, a perseguição gratuita e o punhal invisível da maldade e planta-os na terra abençoada da oração humilde e nobre onde se consomem todos os adversários da luz, vencidos pela misericórdia do Céu.



E, quanto possível, cultiva a prece em tua alma, com devotamento e confiança e, trabalhando sem desfalecimento, faze dela o teu abençoado guia todos os dias e todas as horas, assegurando, imperturbável, a vitória do bem no roteiro da tua vida.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: A Prece Segundo os Espíritos. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Editora LEAL.




Vida Social

Por Joanna de Ângelis




A familia universal reúne todos os seres em um só grupo, que se inicia no clã doméstico. Nele se desenvolve a vida social, facultando o crescimento intelectual e moral, que leva à conquista da sabedoria.



Ninguém se deve afastar do convívio com o seu próximo.



Ele é a oportunidade para se testar a tolerância e o amor; a gentileza e a fraternidade.



O homem nasceu para conviver com a Natureza e todos os seres que nela vivem.



Impregnado pelo psiquismo divino, tende a participar de todos os movimentos sociais, optando pela edificação de um grupo saudável e harmônico, no qual desenvolve os valiosos recursos que lhe jazem latentes.



Envolto por seres espirituais de que nem sempre te dás conta, eleva-te na tarefa da fraternidade, ascendendo às Esferas Superiores.



Para que alcances as cumeadas do progresso, dependes do teu irmão na marcha evolutiva.



Ajuda-o, se ele está em situação penosa.



Pede-lhe auxilio, se te encontras em carência.



Nunca te esqueças que todos somos irmãos, e Deus é o Pai Único.



Assim, respeita e participa da vida social edificante, nunca te isolando...



Entre as conquistas preciosas do processo de evolução do ser, que abandona o primarismo e alcança os patamares da razão, destacam-se a vida social, o relacionamento com as demais criaturas, que o capacitam ao desenvolvimento das aptidões que lhe estão adormecidas.



Enquanto o indivíduo se insula ou evita o convívio com as demais pessoas, permanece sob o açodar das paixões primevas, nas quais predomina o egoísmo, responsável por inúmeros distúrbios do comportamento psicológico.



No relacionamento social, mesmo nas faixas da agressividade, o imperativo de crescimento espiritual faz-se inevitável, por propiciar o esforço de libertação pessoal junto à necessidade de desenvolver a tolerância, a compreensão e a bondade, colocadas à prova no intercâmbio das idéias e na convivência interpessoal.



A solidão propicia a visão desfocada da realidade, ao tempo que embrutece, alienando o homem, que perde o contato com os valores sociais nos quais se expressam as leis do progresso moral.



A convivência social trabalha os sentimentos humanos, estimulando as aptidões para a arte, a cultura. ação tecnológica, a ciência e a religião.



À medida que o ser se autodescobre, mais percebe a necessidade dos relacionamentos sociais, seja para buscar e intercambiar experiências, seja para contribuir em favor do desenvolvimento do grupo no qual se encontra.



Mesmo entre os animais, o instinto gregário funciona levando-os ao grupo.



Graças a essa união, os mais fortes defendem, protegem os mais fracos, perpetuando as espécies.



A união no conjunto social se converte em campo especial de educação, em razão da força que o mesmo exerce sobre o indivíduo, passando a criar-lhe hábitos, comportamentos e atitudes.



Quando mais elevado, o ser se utiliza do meio social para nele imprimir as conquistas que o caracterizam, impulsionando os seus membros ao progresso e à plenificação.



Nessa fase, pode afastar-se da sociedade tradicional, para amparar e atender necessidades, aflições e desequilíbrios naqueles nos quais a dor se aloja, sendo rejeitados ou isolados por medidas providenciais que objetivam defender os sadios.



Entre esses incluem-se os doentes das enfermidades degenerativas, físicas e mentais, os presidiários, os que se demoram nos patamares do primitiVismo cultural e moral.



Verdadeiros missionários do amor e da caridade, transferem-se da sociedade acomodada, da civilização, para serem educadores, companheiros da sua solidão, médicos, enfermeiros e benfeitores que se constituem instrumentos do bem, contribuindo para a felicidade de quantos tombaram na desdita ou se encontram nas experiências iniciais do progresso humano.



Ali organizam a sua vida social, tornando-se plenos, edificadores da verdadeira fraternidade, que é o primeiro passo para a vivência em uma sociedade justa, portanto, feliz.



Jesus, na Sua condição de Espírito Excelso, jamais se insulou evitando a vida social.



Conforme a circunstância e a ocasião, manteve o relacionamento social com aqueles que se Lhe acercaram ou a quem buscava, desvelando a grandiosa missão do ser inteligente na Terra, emulando ao estado de pureza, de elevação e demonstrando a brevidade do corpo físico, a transitoriedade do mundo orgânico diante da vida espiritual, perene, de onde se vem e paa a qual se retorna.



A vida social, portanto, está ínsita no processo de evolução das criaturas, encarnadas ou não, já que ninguém consegue a realizaçáo espiritual seguindo a sós.



Divaldo P. Franco. Da obra: Desperte e Seja Feliz. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. 1996




Convite à Prudência

Por Joanna de Ângelis

"De maneira que andem naprudência dos justos. "(Lucas: 1-17.)




Este, precipitando conclusões mentais chegou, através de raciocínios falsos, a desequilíbrio injustificado.

Aquele, acoimado por inquietação exorbitante, atirou-se em torvelinho pela rota, cansando-se exaustivamente, a meio da jornada.

Esse, por distonia da razão, desesperou-se sem motivo real e exauriu as possibilidades da serenidade interior.

Aqueloutro, pelo hábito contumaz da irreflexão, saltou do despenhadeiro da loucura, perdendo a oportunidade feliz.

Estoutro, condicionado pelas aflições exteriores, deixou-se empolgar pela ira e agiu com desacerto.

Outro ainda, vitimado pelos condicionamentos da vida em desordem, permitiu-se corromper, antes de usar as ensanchas do bem, perdendo-se a si mesmo.

A prudência é atitude de sabedoria.

Prudência no falar; prudência no agir; prudência quando pensar.

Falar com prudência conduz o homem à atitude refletida, pois falando sem pensar, o homem perde o domínio das palavras, que, desatreladas, lavram incêndios, promovem conflitos, desarticulam programas salutares.

A palavra não pronunciada é patrimônio precioso de que o homem se pode utilizar no momento justo: a palavra liberada pode converter-se, quando dita sob impropérios, em látego que volta a punir o irresponsável que a libera.

A ação precipitada, sem a necessária prudência, invariavelmente engendra desacertos e aflições sem nome, conduzindo o aturdido ao despenhadeiro do insucesso, em cuja rampa o remorso chega tardio.

Antes de agir, o homem é depositário de todos os valores que pode investir.

Após a ação colhe os resultados do ato.

Agir, portanto, através da ponderação a fim de que a atitude não se converta em algoz, que escravize o próprio instrumento.

Pensar prudentemente.

Uma palavra que nos chegue aos ouvidos, ferina, conduz-nos a uma posição exaltada, impedindo, em conseqüência, a perfeita ordenação mental, que assim nos induz, através de ângulos falsos da observação perturbada, a resultados danosos.

Pensar-refletindo predispõe a ouvir, acostumando a ver, criando o hábito de ponderar para, então, chegar às legítimas conclusões em torno dos veros problemas da vida.

Precipitado, Napoleão conquistou a Europa e, refletindo, meditou tardiamente nos erros cometidos, em Santa Helena.

Conduzido pela supremacia da força, Alexandre Magno dominou o mundo e febres estranhas tomaram-lhe o corpo jovem, antes das reflexões de que muito necessitava.

Com prudência Jesus pensou, falou e agiu.

Construído, paulatinamente, surge um reino de venturas plenas que a pouco e pouco, não obstante a precipitação destes ou daqueles apaniguados do mundo, vai fixando os seus alicerces no imo dos homens, como bandeira de paz e de esperança para a humanidade inteira na direção dos milênios.

Prudência, pois, como atitude de santificação interior.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Convites da Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL.


Contato com os Guias Espirituais

Por Joanna de Ângelis


Afliges-te, porque ainda não lograste o contato psíquico com os teus guias espirituais.Reflexionas que buscaste a fé religiosa, abraçando a mediunidade, e, não obstante, tens a impressão que navegas sem rumo, padecendo conflitos e experimentando desânimo.
Momentos surgem nos quais receias pela legitimidade do intercâmbio espiritual de que te fazes objeto.
Anseias por informações precisas sobre o teu papel nas tarefas da mediunidade.
Relacionas pessoas que te parecem menos equipadas, e, apesar disso, apresentam-se superprotegidas pelos Espíritos Nobres, assessoradas por Benfeitores Venerandos e Entidades outras, que na Terra deixaram nomes respeitáveis, famosos...
Planejas desistir, acreditando que as tuas são faculdades atormentadas, sem credencial ou recurso capaz de registrar a proteção dos guias espirituais.
Tem, porém, cuidado e medita sem queixa.
A mediunidade é instrumento de serviço em nome do amor de Deus, para apressar o progresso dos homens e facultar o intercâmbio com os Espíritos, deles recebendo a ajuda.
Candidatas-te ao labor socorrista, como recurso saudável para te recuperares moralmente do passado delituoso, mediante cuja contribuição terias, também, as dores lenidas ou alteradas no seu organograma para a evolução.
Honrado pelo trabalho de iluminação de consciência, estás colocado como veículo de bênçãos.
Buscam-te os sofredores, porque são trazidos a ti pelos teus guias espirituais, que confiam na tua ductibilidade, no teu sentimento de amor.
Porque não ouves os teus Benfeitores, não te creias abandonado, sem apoio.
Tem paciência.Faze silêncio íntimo e entrega-te mais.
Quando desdobrado parcialmente pelo sono, eles te confortam e instruem, fortalecem-te e programam as atividades para as quais renasceste.
Se não o recordas conscientemente, ficam impressos nos teus registros psíquicos, esses salutares conúbios edificantes.
Se aprofundares reflexão, perceberás quantas vezes eles já te falaram, socorreram e apoiaram nos momentos rudes das provações e dos testemunhos.
Eles são discretos e agem sem alarde, não brindando recursos que induzam à vaidade, ao exibicionismo.Amparam em silêncio, instruem em calma, conduzem com afabilidade.
Quando vejas, na mediunidade, o campeonato das disputas humanas e o calafrio que provoca a presença de seres nobres do passado, aureolando com pompa terrestre a memória, que pretendem manter rutilante, acautela-te e desconfia.
Importante não é o nome que firma ou enuncia uma mensagem, mas, sim, o seu conteúdo de qualidade e penetração benéfica.
Desse modo, trabalha no anonimato e, consciente das responsabilidades que te dizem respeito, deixa que os teus guias espirituais zelosamente te guardem e conduzam, não te expondo no palco da insensatez, onde brilha por um dia e se apaga de imediato a vaidade humana.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 2 edição. Salvador, BA: LEAL. 1990.

sexta-feira, abril 24, 2009



EM QUE DEUS EU CREIO



Por Momento Espírita




Quando se pergunta a uma pessoa se ela crê em Deus, a resposta, com raras exceções, é afirmativa.



Sim, ela crê em Deus.Estranhamente, embora o expressivo número de pessoas que dizem crer em Deus, é igualmente expressivo o número dos desencantados, depressivos,desesperados.



Como se pode explicar que crendo em Deus, Pai amoroso e bom, que tudo vê, tudo sabe, tudo faz, a pessoa possa cair no poço da desesperança?



Talvez a resposta esteja na forma como cremos em Deus, ou somos levados a crer.



Albert Einstein, certa vez, em Nova York, num diálogo com o Rabino Goldstein, foi indagado se acreditava em Deus. Ele respondeu:Tenho a origem judaica arraigada em meu interior. Acredito no Deus de Spinoza, que revela a harmonia em tudo o que existe. Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens.



Por causa desta declaração muitas polêmicas foram geradas entre Albert, físicos e religiosos.



Muitos se apegaram a sua declaração para desenvolver protestos sobre as suas teorias.



Religiosos se manifestaram, dizendo que a Teoria da Relatividade deveria ser revista.



Diziam que por trás de toda a controvérsia daquele físico, estava o terrível fantasma do ateísmo.



Que ele disseminava dúvidas com relação à presença de Deus sobre a criação de todo o Universo e as criaturas.



A resposta do físico foi serena, embora para muitos tenha continuado incompreensível.



Ele dizia que sua religião consistia na admiração pela humildade dos Espíritos superiores, pois esses não se apegam a pequenos detalhes, ante os nossos Espíritos incertos.Dizia: Por esse motivo racional, diante da superioridade desse Universo, é que localizo e faço a idéia de Deus.



Não sou ateu.Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas, não fez por entendê-las.Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi à ideologia ateia.



Não há oposição entre ciência e religião.



O que há são cientistas atrasados, com ideias que não evoluíram, com o passar do tempo.



Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas.



Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material.



Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.



Há muitas formas de o ser humano crer em Deus. Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença.



Deus está em todas as minhas teorias e invenções. Ele está presente em tudo e creio que em todos, até nas formas mais primitivas.Essa é a minha religião e o Deus em que creio.


* * *


Se assim dizia, assim viveu. Albert Einstein foi o exemplo do cristão autêntico, preocupando-se, de forma constante, com seu semelhante.Ainda dois anos antes de sua desencarnação, foi comemorado seu aniversário numa grande festa pública.Tudo o que lhe foi dado como presentes, Albert transformou em dinheiro e enviou para os fundos da Faculdade de Medicina Albert Einstein.



Redação do Momento Espírita, com base emdados biográficos de Albert Einstein


A PIOR DAS CRISES


Por Momento Espírita


Tiago, um dos apóstolos de Jesus, era bastante fiel às tradições da época, ao cumprimento das Leis e aos livros sagrados de seu povo.



Costumava refletir sobre a profundidade dos ensinamentos de Jesus, e sobre a grande oportunidade que era conviver com Ele.



Certa vez interrogou o Mestre, preocupado com as sucessivas crises políticas e econômicas que o povo local vivenciava, por conta do domínio esmagador de Roma.



Queria saber por que viviam entre crises econômicas sucessivas, e, se uma crise pior ainda estava por acontecer.



Jesus, na Sua infinita calma, bondade e sabedoria respondeu: A pior crise, Tiago, é a de caráter moral do homem,que acaba por causar todas as outras.



Explicou que o ser humano ainda se acomoda na ignorância, ligado a paixões que o dominam e o infelicitam.



Salientou que, na raiz da crise moral se encontra o egoísmo, o qual sempre atuará prejudicando o próximo.



Na falta da solidariedade e da fraternidade florescem a ambição, a loucura, a perturbação e os desastres decorrentes desses vícios morais.



As pessoas isolam-se em seu orgulho, na ilusão do poder, da raça, da fé religiosa ou política, contribuindo para a desarmonia entre as criaturas.



A ambição desmedida pelas posses materiais causa profundos desequilíbrios, com alguns possuindo muito, e tantos possuindo quase nada.



O consumo desenfreado pode levar indivíduos e, até mesmo uma nação, à ruína.



Em sua conversa com Tiago, o Mestre diz que a severa crise daqueles dias era a mesma, desde o início dos tempos, e que se prolongaria ainda por um longo período na sociedade terrestre.



Jesus encerra dizendo: No futuro, as crises existenciais, políticas e morais cederão lugar ao entendimento, com base no amor, porque, então, a mais severa das crises do ser humano estará resolvida: a crise moral.

* * *

As considerações feitas por Jesus há mais de dois mil anos nos são de uma atualidade impressionante.



Hoje, as crises morais, como crimes e corrupção, tomam enorme tempo em noticiários e grandes manchetes em jornais.



As crises políticas na forma de guerras se repetem, baseadas na ilusão da posse, no orgulho e no poder.



As crises econômicas, baseadas no descaso político, na ganância dos que comandam o sistema financeiro, e na obsessão individual de amealhar bens se repetem, causando desequilíbrios de grande porte.



No entanto, sabemos, escutando nosso caro Amigo e Guia, que a mudança real começa em cada um de nós, e que o mundo caminha, mesmo que a passos lentos aos nossos olhos, para uma mudança real.



Um novo mundo só será possível se for baseado no amor, com os atos valendo mais do que as palavras, com entendimento e fraternidade.



No futuro, crise será uma palavra restrita ao dicionário.



Mas para que isso aconteça uma longa e silenciosa batalha deve ser travada no íntimo do ser humano, em busca do equilíbrio e do amor!



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 11 do livroA mensagem do Amor Imortal, pelo Espírito Amélia Rodrigues,psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

terça-feira, abril 21, 2009


Compromisso pessoal
Por Momento Espírita



Todos nós deveríamos ter e manter compromisso, que é o de aproveitar todo o tempo que tivermos para nosso crescimento moral e intelectual.Esse crescimento é essencial. O restante será consequência do esforço que fizermos nessas direções.




No entanto, imenso número de seres humanos acomoda-se em posições mentais limitadas, nas quais ficam, literalmente, aprisionados.Muita gente repete constantemente que não sabe dirigir um veículo, que não sabe cozinhar, que não sabe tocar um instrumento musical.




Outros dizem não conseguir aprender essa ou aquela matéria escolar, e ficam felizes apenas por serem aprovados, não se importando se o conhecimento real foi quase nulo.




Um agigantado número de cidadãos não se interessa pela própria língua pátria, cometendo erros básicos com a maior naturalidade, com a justificativa de que o importante é se comunicar.




O estranho é que muitas dessas pessoas não fazem o menor esforço para mudar esse quadro, paralisadas nas suas dificuldades ou mesmo na sua preguiça.




Há, ainda, os que fazem promessas de voltar à escola quando se aposentarem, sem saber sequer se chegarão a tal, ou, se terão saúde. É apenas outra maneira de ficar no comodismo.




A vida é rica em oportunidades para qualquer um, sem distinção de raças, condição sócioeconômica, ou país em que vive.




Por certo as oportunidades serão diferentes porque diferentes são os estados evolutivos de cada um.




A mente humana é maravilhosa, com enorme capacidade de aprendizado, sendo o mais perfeito computador que a natureza poderia produzir.




É muito importante para o progresso individual, e para a auto-valorização, que se busque aprender tudo de valor que estiver ao alcance, ao longo de toda a vida.




Nunca é tarde para voltar a estudar uma matéria que não foi adequadamente aprendida; ou para reiniciar, com afinco, o estudo de algo que nos pareça intransponível, na busca da autossuperação.




Nunca é tarde para iniciar o hábito da boa leitura que, além de cultura, nos ensina, de maneira prazerosa, a língua pátria.




Desenvolva o interesse por bons filmes, por teatro, por boa música.




Mantenha-se curioso e de mente aberta, como você era quando criança, servindo até mesmo de exemplo para familiares e amigos.




Não esqueça de que tudo o que aprendemos hoje, nos servirá de base para o aprendizado no futuro, pois o conhecimento é cumulativo.




Somente com a consciência de que a rapidez com que evoluímos é uma decisão individual, cada um conseguirá progredir superando seus limites e valorizando esta bela jornada que é a vida.




Não se desmereça, confie em si mesmo.




Guarde com você estes ensinamentos: Ame ao próximo como a si mesmo e a Deus acima de todas as coisas. Instrua-se sempre.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 8 do livro Para uso diário, de Raul Teixeira, pelo Espírito Joanes, ed. Fráter.



Nossos piores inimigos

Por Momento Espírita



Jesus havia proferido o maravilhoso Sermão da Montanha há apenas um dia. As frases ecoavam no ar, e aqueles que O ouviram ainda vivenciavam as vibrações especiais daquele momento.



Em Cafarnaum, um homem nobre, chamado Bartolomeu acercou-se de Jesus. As belas palavras proferidas significaram para ele um verdadeiro estatuto de conduta, e ele buscou o Mestre com uma grande dúvida.



Queria saber quais os piores adversários do ser humano. Perguntou quando se travaria a batalha contra esses inimigos e quais as armas a serem usadas.



Jesus, cheio de compaixão, respondeu: Eu te direi que esses inimigos se encontram dentro de cada um, e ali trabalham pela infelicidade do ser.



Todos os indivíduos apontam esses inimigos fora deles mesmos, supondo que as aflições vêm de fora, de outras pessoas, e então, tornam-se rebeldes e vingativos.



O mais impiedoso de todos os inimigos é o egoísmo, devorador de alegrias alheias. Há também a avareza, a inveja, a maledicência, o ódio, o ciúme, a ambição desmedida, o ressentimento.E concluiu: A luta para vencer esses inimigos deve ser travada no campo da consciência, transformando as tendências inferiores, adotando uma conduta rica em misericórdia , compaixão, fraternidade e caridade.Nada mais precisava ser dito. Bartolomeu entendeu quais eram os grandes adversários do ser humano, e como poderiam ser combatidos.



* * *Passados mais de dois mil anos, as palavras do Mestre continuam tão atuais como outrora.Muitos de nós ainda têm o hábito de responsabilizar o mundo externo por grande parte do que acontece de errado, consigo ou com outros, sem parar para analisar as reais causas.



Julgamos os conflitos armados sob a ótica que nos parece mais adequada, tomando este ou aquele partido.



No entanto, quase nunca paramos para pensar que o mesmo ódio, a mesma ganância, o mesmo ressentimento que originou esse conflito, muitas vezes vive em nós, com diferentes causas e consequências, mas com a mesma paixão.



Falamos sobre a violência urbana, e sempre temos uma solução para ela. Mas esquecemos que nossa indiferença gera a necessidade, e até o ódio daquele que rouba.



Falamos sobre a corrupção, como se ela fosse exclusiva daqueles que detêm o poder. Mas esquecemos que a ambição desmedida que a gera, muitas vezes vive dentro de nós, mesmo que em menores proporções.



Comentamos sobre famílias desfeitas por egoísmo, e achamos que o nosso próprio egoísmo é justificável pois, afinal, temos as nossas necessidades.



Adiamos, quase sempre, o início de um trabalho voluntário, com a desculpa de não termos tempo, e nos esquecemos de desenvolver em nós a caridade, a fraternidade, a compaixão, o real amor ao próximo.



Nossos piores inimigos estão em nós mesmos, como disse Jesus, e já é tempo de os reconhecermos. Somente assim poderemos travar nossa batalha pessoal contra eles, na qual a principal arma é o amor.



O Sermão da Montanha é um verdadeiro chamamento feito por Jesus que, desde então, espera pacientemente que O escutemos.E você? Já O escutou de verdade? Já leu com atenção aquelas belas palavras? Já abriu os ouvidos e o coração em busca da única vitória que realmente interessa: a vitória sobre nós mesmos e nossas imperfeições morais?Pense nisso.



Redação do Momento Espírita com base no cap. 6, do livro A mensagem do Amor Imortal,pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal



O valor da oração para a vida

Por Raul Teixeira




Existe uma saída importante para o rio da vida nos levar ao mar, ao estuário da paz.



Todas as vezes que queremos sair do nosso burgo e tomar a grande estrada, percorremos caminhos.



Quando queremos sair do riacho, chegar ao rio e encontrar o oceano, existem meios.No nosso caso de vida interior, de vida espiritual, sempre que queiramos sair um pouco de nós mesmos e ir ao encontro da Divindade, desse estuário de paz, de amor, de ventura, nós o faremos através da oração.




É tão importante, é tão significativo, é tão indispensável orar, como é importante e significativa a alimentação de cada dia, o comer diário.



Afinal de contas, o que significa oração? O que quer dizer orar?



Orar é um verbo diretamente saído do latim. Orare. E orare, significa falar.


Todas as vezes que falamos, oramos.




Não é à toa que os pregadores, os conferencistas são chamados de oradores.




E porque eles oram, não estão fazendo preces obrigatoriamente, estão falando.




E, por que é que nós chamamos a prece de oração?Porque nesse caso, nós estaremos falando com o nosso Criador.



Orar significará para nós, falar com Deus.E é tão importante falar com Deus.




Mas, Deus não está em toda parte?



Não está em nossa intimidade e na intimidade das coisas?



Por que há necessidade de nos posicionarmos, para falar com Deus?




Em verdade, Deus está em toda parte; Ele é onipresente.



Deus sabe de todas as coisas. Ele é onisciente.




Nada obstante, somos nós que temos necessidade de começar a buscar o contato com Deus.



Nós é que temos necessidade de nos aprimorar para esse grande encontro no estuário da vida.



Somos nós que, quando oramos, aprendemos, pouquinho a pouquinho, a nos acercar do nosso Criador, a nos apresentar a Ele, a identificar a nossa necessidade, identificar a nossa carência, a nossa mazela.Por causa disto, nós aprendemos a orar.



É tão importante orar.



Jesus Cristo quando esteve entre nós no mundo, nos deu lições importantíssimas a respeito da oração.




Disse-nos Ele em dado momento:Quando orardes, não façais como os hipócritas, que oram nos cantos das praças, no meio das ruas, para que sejam vistos pela multidão. Esses, já obtiveram com isso seu galardão.



Então, Jesus Cristo nos está chamando a atenção para que não tenhamos no ato de orar, o exibicionismo dos hipócritas.



Eles querem gritar nas praças, nos cantos das ruas, mas não é porque desejam falar com Deus, eles querem receber os elogios, pelo modo como oraram, como falaram, como discursaram.



Quando Jesus Cristo propõe que não façamos como os hipócritas, é porque a oração tem sentido quando as coisas se passam em nossa intimidade.




A oração que verte pelos nossos lábios, precisa vir das nossas entranhas. Por mais simples que seja, por mais sensível que seja, vem do nosso íntimo.




Então Jesus nos disse assim:Quando orardes, entrai para o vosso aposento e orai em secreto, uma vez que o Pai que vê tudo que se passa em secreto, vos atenderá.Minha gente, como é importante saber isso com Jesus.




Como é importante ter essa consciência cristã de que as coisas verdadeiras são aquelas que se passam em nossa intimidade.



Quando Cristo nos pede para procurar o nosso aposento íntimo, não é o aposento físico, não é a nossa sala, o nosso quarto de dormir obrigatoriamente, é o nosso mundo íntimo.



Quando lemos o Evangelho de Lucas, no capítulo VI, Jesus nos diz que as coisas boas que o homem fala provém do bom tesouro do seu coração, como as coisas ruins advêm do mau tesouro do seu coração. Esse coração intimidade.



Então, quando nos propõe orar em secreto, orar no íntimo, entrar para o nosso aposento, Ele está nos dizendo da importância das ações íntimas, das ações da nossa interioridade.






A oração nos traz uma outra reflexão. Como é que nós deveremos orar?



Se é um gesto da nossa intimidade, será que as posições exteriores nos ajudam a orar? Possivelmente não.



Não vale a pena pensar que, para que oremos, tenhamos que estar de pé, assentados, de joelhos, deitados. As posições exteriores não interferem na grandeza da nossa conversa com Deus.



Se tivéssemos por obrigação que orar de joelhos, como poderia orar de joelhos alguém que estivesse acamado, operado, com uma enfermidade deformante e que não pudesse se ajoelhar?




Tudo que não pode ser aplicado em todas as circunstâncias, não pode ser uma verdade Divina.



A verdade Divina se aplica em qualquer circunstância.Por causa disso, vale a pena nós pensarmos que, para a oração, não precisamos de gestos exteriores.



Poderemos até fazê-los, mas isso não vai pesar no conteúdo da nossa oração.Para falarmos com Deus, não haverá nenhuma necessidade de roupas especiais.



Eu tenho que estar de rosa, de verde, de branco, de azul, de preto. Nada disso importa. Os panos que usamos por fora, não resolvem a questão da sintonia de dentro.



Para que nós oremos, nós precisamos apagar a luz, acender a luz, colocar fundo musical, tirar o fundo musical? Nada disso interfere.Embora, nada disso atrapalhe.



Se o indivíduo se sente melhor orando com o fundo musical, que ele o ponha. Se se sente melhor orando com luz acesa ou com luz apagada, nenhum problema.



O que tem que ser importante, para quem ora, é a sua postura interior, é a sua atitude interior.



Diz-se que arar é orar. Arar é o símbolo do trabalho no campo. Então, a questão é que trabalhar é orar.



Imaginemos como ora um médico cuidando do seu paciente, à cabeceira do seu enfermo, lidando com ele na tentativa de salvar-lhe a vida, de devolver-lhe a saúde.



A integração com os poderes Superiores da vida é uma oração.



Imaginemos a oração daquele homem lavrador, que põe a semente na terra para que germine. Germinada, possa atender à mesa e dar o pão às pessoas. Com que unção aquele homem coloca as suas sementes na terra. É a oração.



Oração também é aquele esforço da professora. Da professora primária, aquela que toma a criança nos seus primeiros anos, para abrir-lhe a mente e retirá-la da escuridão, dar-lhe claridade ao raciocínio, apresentando-lhe o mundo, a vida, as coisas.



Para que alguém se submeta a esse esforço de tirar água da pedra, tem que ser alguém que ore. O trabalho de uma professora é um ato de oração, é um gesto oracional.



Nós encontraremos no trabalho das mães, ao educar seus filhos, dos pais, a orientar sua prole, o gesto oracional.Como nós sabemos que toda ocupação útil é trabalho, todas essas coisas maravilhosas, que se realizam em nome do bem, em benefício das criaturas, da Humanidade, será um trabalho.



Alguém que leia um bom livro, alguém que faça um alimento, que prepare um prato, alguém que passe um café, que varra uma casa, que cure um doente, que defenda um necessitado, que advogue a causa dos simples, alguém que planta, que colhe, que vende. Todos esses trabalhos, feitos honestamente, representam oração.



Nosso relacionamento com Deus, a nossa possibilidade de sair desse recanto de nossa existência, e ganharmos o mar aberto do amor Divino, pode ser conseguido através de coisas simples: uma pausa, um silêncio íntimo, e a nossa emissão para Deus.



Como os nossos pensamentos são de origem eletromagnética, naturalmente que o nosso pensamento será elevado ao mais alto que tenhamos conseguido impulsioná-lo.E é por causa disso que verificamos a importância e a beleza de orar.



Abrir com essa chave os arquivos Divinos, abrir com essa chave os arcanos de Deus e com ela, comungar com Deus, saídos do nosso subúrbio de necessidades, para a grande metrópole do amor de Deus.



Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 135, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. Programa gravado em janeiro de 2008. Exibido no dia 23.11.2008.