sexta-feira, setembro 30, 2011

As mulheres e o mundo

Rose Mapendo e seus filhos

As mulheres e o mundo


Isabel Allende, jornalista e escritora chilena, ao abordar a questão das mulheres no mundo, narra algo que ocorreu no ano de 1998, num campo de concentração para refugiados Tutsi, no Congo, África.


Os protagonistas são uma jovem mulher, de nome Rose Mapendo e seus filhos. Viúva e grávida, de alguma forma ela consegue manter suas sete crianças vivas.


Depois de alguns meses, ela dá à luz a gêmeos prematuros, dois minúsculos meninos. Corta o cordão umbilical com um graveto e os amarra com seu próprio cabelo.


Ela dá a seus filhos os nomes dos comandantes do campo, com o objetivo de ganhar a bênção deles e, com isso, poder alimentá-los com chá preto, já que o seu leite não poderia sustentá-los.


A família sobrevive por dezesseis meses e então, graças ao ato de boa vontade de um soldado americano, Sasha Chanoff, Rose é salva, pois ele consegue colocar sua família em um avião de resgate.


Rose Mapendo e seus nove filhos pousam em Phoenix, Arizona, onde agora vivem e prosperam. O nome Mapendo, em suaíli, idioma oficial da África Oriental, significa grande amor.


Outra história que a autora nos conta se passa no ano de 2005. O lugar é uma pequena clínica para mulheres em Bangladesh, país asiático.


Jenny é uma jovem higienista bucal, voluntária americana. Ela foi para a clínica preparada para limpar dentes. No entanto, descobre que ali não há médicos, não há dentistas e que a clínica é somente uma cabana cheia de moscas.


Do lado de fora há uma fila de mulheres que esperam horas para serem atendidas. A primeira paciente sente dores lancinantes, seus molares estão em péssimas condições. Jenny percebe que a única solução seria removê-los.


Ela não tem licença para isso e nunca fez esse procedimento antes. Apavorada, ciente de que nem ao menos tem os instrumentos adequados, sente-se confortada ao certificar-se que tem como recurso um pouco de anestesia.


Movida pela coragem e por um coração carregado de amor, ela murmura uma prece e segue em frente com a operação.


Ao final, a paciente aliviada beija suas mãos. Naquele dia, a higienista repetiu muitas vezes idêntico procedimento.


 
No mundo de hoje, grande parte das mulheres sofre, vivendo em condições precárias.


Forçadas a casamentos prematuros, não têm controle sobre suas vidas, têm filhos que não conseguem alimentar, não têm acesso à educação, à saúde e à liberdade.


Olhamos em volta e vemos protagonistas como essas por toda parte. Mulheres que, apesar das circunstâncias desfavoráveis, lutam com o coração cheio de amor, pelos seus próprios direitos e pelos direitos do próximo.


Mulheres que, apesar de todas as adversidades, se mostram dispostas, confiantes, carregadas de fé e esperança, que nunca se deixam abater, que lutam diariamente, seguindo em frente sem desanimar.


Mulheres que, como essas das histórias citadas, movidas pelo amor, colocam o coração à frente da razão.


E Jesus nos ensinou que onde estiver o nosso tesouro, estará o nosso coração.


E o nosso tesouro onde está?


Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base em palestra da escritora Isabel Allende, em março de 2007.Disponível em www.momento.com.br.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Sou o que somos


Sou o que somos


Todos temos sempre algo mais a aprender. Não somos pessoas acabadas às quais nada mais possa ser acrescentado.


É por isso que os que temos ouvidos de ouvir e olhos de ver nos encantamos com as pérolas que descobrimos em toda parte.


Quando menos se espera, eis uma preciosidade a se apresentar.


Não foi diferente com um antropólogo que foi à África com o objetivo de estudar usos e costumes tribais. Concluída sua tarefa, aguardava o transporte que o conduziria ao aeroporto, de retorno ao lar.


Observando as crianças que brincavam, resolveu propor uma brincadeira-desafio.


Adquiriu doces variados e os colocou em um cesto, com um belo laço de fita, debaixo de uma árvore.


Aí, chamou as crianças e lhes disse que quando ele gritasse a palavra: Já!, elas deveriam correr até o cesto.


O vencedor ganharia todas as guloseimas que ele continha.


As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse Já!, elas se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.


O antropólogo foi ao encontro delas e lhes perguntou por que tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.


Elas simplesmente responderam: Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?

* * *

Ubuntu é uma antiga palavra africana, cujo significado é humanidade para todos. Ubuntu também quer dizer sou o que sou devido ao que todos nós somos.


Que bela filosofia! Totalmente acorde ao amor ao próximo como a si mesmo, ensinado por Jesus.


Como posso ser feliz tendo tanto se meu irmão padece fome e frio?


Como posso ser feliz enquanto meu irmão padece por falta de medicamentos?


Por que devo desejar tudo para mim e não deixar nada para meu irmão?


Verifiquemos como, em tantas oportunidades, nós mesmos, na qualidade de pais, incentivamos nossos filhos a apanharem tudo que podem para si.


Basta que recordemos das festinhas, onde são distribuídos brindes e guloseimas.


Alguns pais chegam a entrar na brincadeira para conseguir algo mais para os seus filhos.


Estamos incentivando o egoísmo em detrimento do amor ao próximo, do partilhar, do ficar feliz repartindo com o outro.


Isso é um grande promotor do tudo para mim, sem me importar com o semelhante.


Pensemos nisso e principiemos a vivenciar mais o partilhar, o dividir, ensinando, ao demais, nossos filhos, desde pequeninos, a assim proceder.


Recordemos que todos ansiamos por um mundo melhor, mais justo. Façamos a nossa parte, desde o hoje.

 

Redação do Momento Espírita, a partir de fato narrado pela jornalista Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Florianópolis, SC, no Festival Mundial da Paz, em Florianópolis, SC, no ano de 2006.Disponível em www.momento.com.br.

quarta-feira, setembro 28, 2011

Cuide-se bem






Cuide-se bem







Por que você está na Terra?



O que está fazendo aqui, neste mundo, em meio a tantas lutas?



Talvez nunca tenha se questionado a esse respeito, mas nunca deverá esquecer dos motivos que o trouxeram à nova experiência corporal, no tempo presente.



Cada passo que você dê o impelirá a alguma direção, obedecendo a orientação da sua vontade.



Toda palavra que exteriorize, irá conduzi-lo na voz dos ventos, entregando as suas ideias a diversos ouvidos.



Busque, então, falar o que ilumine, o que construa para o bem, aquilo que é conveniente às Leis sublimes da vida, como propõe o Apóstolo Paulo.



Cada gesto seu conduzirá, pela mensagem luminosa, um retrato do que você é, em recorte dos seus comportamentos.



Bom será que esses gestos demonstrem equilíbrio, bom senso, harmonia, para que alcance a felicidade após ser visto e observado por incontáveis criaturas.



Toda escolha que você fizer pelos caminhos da sua vida terrena apresentará, aos que o cercam e acompanham o grau da sua maturidade, o nível dos seus ideais, a qualidade de tudo que o sensibiliza.



Por consequência, os seus irmãos de jornada passam a criar imagens suas, caricatas ou não, em função do que você escolhe para a sua existência.



Neste mundo você será sempre o retrato dos seus gostos, dos seus interesses, das suas ações.



Quando Jesus anunciou que a porta se abrirá àquele que bater, expressava essa realidade pujante da vida... Da sua vida, por que não?



Assim, tudo o que você deseja alcançar um dia deverá iniciar hoje a sementeira, começando agora a construção, uma vez que o tempo é o grande aliado da boa vontade e da perseverança, nas posições em que se acham as almas na Terra.



Tudo o que você busca na vida encontrará, hoje ou amanhã, seja nobre ou não.



Tudo o que pedir durante a vida alcançará, cedo ou tarde, seja harmonia, seja aflição.



Onde você bater, durante a marcha humana, com certeza se lhe abrirá, mais ou menos rapidamente, sejam portas de luminosidade ou de trevas.



A sua vida, com todo o concerto de realizações íntimas, do íntimo d'alma, depende fundamentalmente do que você deseja na trilha terrena.



É importante, então, que se mantenha cauteloso, cuidadoso com os tipos de anseios, de desejos, de sonhos que alimente n'alma.



Cuide-se, para que não se surpreenda com dores e desditas, com frustrações e amarguras, em razão do mau uso da sua vontade, do mau direcionamento dos seus impulsos íntimos.



Jesus Cristo tem razão plena quando diz: Batei e abrir-se-vos-á. Cuidemos para que saibamos onde e como bater, para que se abram as portas da ventura, do progresso e da paz.




Pedi a luz que vos clareie o caminho e ela vos será dada.



Pedi forças para resistirdes ao mal e as tereis.



Pedi a assistência dos bons Espíritos e eles virão acompanhar-vos e, como o anjo de Tobias, vos guiarão.



Pedi bons conselhos e eles não vos serão jamais recusados.




Redação do Momento Espírita com base no cap. 16, do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fep.Disponível em www.momento.com.br


terça-feira, setembro 27, 2011

Pessoas surpreendentes



Choi Sung-Bong


Pessoas surpreendentes







Um rapaz de vinte e dois anos adentra o palco do Korea's Got Talent. Programas semelhantes existem, com versões mais ou menos parecidas, em vários países do mundo.



E, vez ou outra, pessoas muito especiais ali comparecem.



Elas têm um sonho, desejam seguir uma carreira, mudarem o rumo da própria vida.



Com Choi Sung-Bong não foi diferente. Abandonado aos três anos de idade, ele viveu em um orfanato até aos cinco anos. Fugiu, confessa, depois de ter apanhado de pessoas responsáveis pela instituição.



Por dez anos, viveu pelas ruas. Vendia chicletes e bebidas. Dormia em escadas e banheiros públicos. Sempre que encontrava, nas ruas, aulas gratuitas de música, ele comparecia.



Fez o supletivo para o ensino fundamental e teve seu primeiro contato com a escola, ao iniciar o ensino médio.



Hoje, trabalha como servente de pedreiro. Seu sonho é se tornar um cantor. Um sonho que foi despertado de estranha maneira.



Certa feita, estando a vender chicletes em uma casa noturna, ele viu um cantor no palco, se apresentando.



A música animada o envolveu e ele ficou fascinado pelo que fazia aquela pessoa no palco. Decidiu: seria cantor.



Conta ele que viveu momentos muito duros em sua vida. Chegou a ser vendido a pessoas inescrupulosas.



Esse jovem, de experiências amargas, guarda doçura na voz e humildade na sua apresentação. Nota-se-lhe a timidez ao falar.



Também o nervosismo, frente ao microfone, apertando os olhos e os lábios, vez que outra.



Ele confessa que, quando canta, se sente outra pessoa. E, realmente, quando abriu sua boca para interpretar a música de Ennio Morricone, no idioma italiano: Nella Fantasia, a emoção tomou conta da plateia e dos julgadores.



Era mesmo outra pessoa. Um cantor interpretando uma canção, com alma e coração.



O sem família, que viveu anos pelas ruas, trabalha, estuda e persegue seu sonho. Não há amargura na sua voz.



Há a doçura de quem crê num mundo bom, conforme os próprios versos da canção que elegeu para sua apresentação e cuja tradução nos diz:



Nesta fantasia eu vejo um mundo justo.



Ali todos vivem em paz e em honestidade o sonho das almas que são sempre livres, como as nuvens que voam, cheias de humanidade.



Na fantasia existe um vento quente, que sopra pela cidade como amigo. Eu sonho que as almas são sempre livres...



Ante histórias tão comoventes como esta, continuamos a afirmar: o mundo melhor já está presente entre nós.



Almas que não elegem a vingança, nem o ódio ou a mágoa para si. Criaturas que olham mais para o futuro do que para o passado de dores.



Seres que sonham com um mundo claro, onde a noite é menos escura, onde as almas são livres como as nuvens que voam, cheias de humanidade...



Irmanemo-nos a essas pessoas, vivendo de forma positiva, fazendo o melhor das nossas vidas para o bem de todos os que conosco convivem e se nos acercam.




Redação do Momento Espírita, com base em vídeo do programa Korea's Got Talent.Disponível em www.momento.com.br





Pais sem tempo







Pais sem tempo



Sabe, meu filho, até hoje não encontrei tempo para brincar com você.



Arranjei tempo para tudo, menos para vê-lo crescer. Nunca joguei dominó, xadrez ou empinei pipa com você.



Sabe, sou muito importante. Não tenho tempo para sentar no chão com você. Não, não tenho tempo!



Certa vez você veio com o caderno da escola. Não liguei. Continuei lendo o jornal. Afinal, os problemas internacionais são mais sérios que os de minha casa.



Qual a importância de eu saber se hoje você venceu ou perdeu a corrida na escola? Amanhã, quando falar com os homens de negócio, o que eu preciso saber é a cotação da bolsa e como anda a política internacional.



São esses assuntos que me tornam importante aos olhos dos outros e que permitem que eu cresça no mundo dos negócios, sempre mais.



Nunca vi o seu boletim, nem sei qual foi a sua primeira palavra.



Você entende... Não tenho tempo.



Eu não reparo em quase nada. Minha vida é muito corrida.



Sei que você se queixa, que sente falta de uma palavra minha, de um corre-corre, de um chute na sua bola.



Sei que você sente falta do meu abraço e do meu sorriso. Mas não tenho tempo.



Você entende, sou um homem muito importante.



Preciso dar atenção a muita gente, dependo delas.



Na verdade, sou um homem sem tempo.



Sei que você fica chateado, porque as poucas vezes que conversamos, só eu falo, e a maior parte é bronca.



Quero silêncio! Quero sossego! E você tem a péssima mania de pular sobre a gente, de agarrar, querer contar tudo que lhe acontece.



Filho, não tenho tempo para abraçá-lo para ficar com papo-furado com criança.



Filho, o que você entende de comunicação, cibernética, racionalismo?



Você sabe o nome dos grandes economistas? Dos grandes investidores? Sabe quais são as ações que estão em alta? Sabe qual é o melhor investimento a ser feito?



Sabe, filho, não tenho tempo. Tenho muitos cursos a frequentar, muitas coisas a aprender.



Mas o pior de tudo é que... Se você morrer agora, já, neste instante, eu ficaria com um peso na consciência, porque até hoje não arrumei tempo para brincar com você.



E sei que nada iria preencher o vazio que sua ausência deixaria em nossa casa. Oh, filho, por que eu não consigo arrumar tempo para estar com você?




O mundo sente falta de homens que sejam pais. De homens que, após o dia das tarefas exaustivas, saibam ser doces e se debruçar sobre o berço do pequeno que dorme e o acariciem.



Que tenham ternura e cuidado suficientes para se erguer pela madrugada para acompanhar o filho que segue para a viagem de férias com amigos.



O mundo precisa de pais que saibam ouvir não somente os grandes executivos e o tilintar das moedas. Mas, que, se fazendo pequenos, ouçam com atenção a narrativa ofegante do garoto que chega da rua, da escola, da creche.



Esses pais formarão cidadãos nobres, homens dignos que se preocuparão com os demais, porque desde cedo aprenderam que o amor e a dedicação são peças indispensáveis para o mundo melhor que todos desejamos.




Redação do Momento Espírita, com base no cap. Não tenho tempo, de autoria desconhecida, do livro Momentos de luz, v. 1, organizado e selecionado por Hiran Rocha, ed. Kuarup.Disponível em www.momento.com.br


Viver 

 André Luiz




Cada qual de nós, seja onde for, está sempre construindo a vida que deseja.

Existência é a soma de tudo o que fizemos de nós até hoje.

Toda melhoria que realizarmos em nós, é melhoria na estrada que somos chamados a percorrer.

Toda idéia que você venha a aceitar influen-ciará seu espírito; escolha os pensamentos do bem para orientar-lhe o caminho e o bem transformará sua vida numa cachoeira de bênçãos.

Se você cometeu algum erro não se detenha para lamentar-se; raciocine sobre o assunto e retifique a falha havida porque somente assim, a existência lhe converterá o erro em lição.

Muito difícil viver bem se não aprendemos a conviver.

A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro.

Viver é lei da natureza, mas a vida pessoal é a obra de cada um

Toda vez que criticamos a experiência dos outros, estamos apontando em nós mesmos os pontos fracos que precisamos emendar em nossas próprias experiências.

Seu ideal é o seu caminho, tanto quanto seu trabalho é você.

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz.

segunda-feira, setembro 26, 2011




Um ajuste de vontade
 

Certa feita, Jesus afirmou que não fazia a Sua vontade, mas a do Pai do céu.


Em uma leitura apressada, talvez se conclua que Ele abdicou de Sua liberdade enquanto esteve na Terra.


Nessa linha, teria renunciado até à faculdade de querer, para atender os desígnios Divinos.


Ocorre que a liberdade é um dos grandes atributos espirituais, que confere mérito a qualquer conduta.


Nenhum ser humano minimamente equilibrado e refletido se disporia a agir como marionete.


Quem aceitaria se tornar um escravo, mesmo a preço de ouro?


Jesus também disse que a verdade nos libertaria.


Bem se vê o quanto a liberdade é preciosa, pois representa a culminância de um processo de aprendizado.


Quando o Espírito compreende a essência dos mecanismos que regem a vida, torna-se amplamente livre.


Liberta-se da ardência dos sentidos, de dores e de vícios.


A liberdade é uma Lei da vida.


Tem como suas naturais contrapartes a responsabilidade e o mérito.


Porque pode optar entre várias condutas possíveis, a criatura tem mérito ou demérito conforme o que decida realizar.


A ninguém é lícito suprimir a liberdade do próximo ou transferir a responsabilidade dos seus atos a terceiros, ao segui-los sem refletir.


Assim, ao eleger a vontade Divina como Sua, Jesus não abdicou da Sua própria liberdade.


Ele a utilizou da forma mais sublime possível.


Absolutamente livre em Sua excelsa pureza e sabedoria, decidiu querer o que Deus queria.


Por livre vontade, tornou-Se o instrumento da misericórdia Divina na Terra.


Fez-se professor, médico e amigo de Seus irmãos menores.


O Cristo não Se ressentia da missão que Lhe cabia.


Não reclamava e nem blasfemava.


Com Seu íntimo asserenado pela completa integração com o Divino, foi forte e sábio em todas as situações.


Convém refletir sobre esse significativo exemplo.


O melhor que pode ocorrer a qualquer criatura é ajustar sua vontade aos desígnios Divinos.


Deus é pleno de um amor incomensurável e deseja o melhor para Seus filhos.


Por isso, faculta-lhes tantas reencarnações de aprendizado e resgate quantas sejam necessárias.


A finalidade dessas incontáveis experiências é que o Espírito vença a si mesmo e se torne radiosamente sublime.


Ciente disso, não reclame de dificuldades, não se sinta uma vítima e nem se rebele.


Cumpra com dignidade todos os seus deveres, por difíceis que se apresentem.


Mas o faça satisfeito, e não desgostoso, como quem cumpre uma pena.


Realizar fantasias e satisfazer apetites dificilmente lhe trará plenitude.


Mas se integrar na ordem cósmica, pelo amoroso cumprimento do papel que lhe cabe no mundo, garantirá seu acesso a vivências de gloriosa alegria.


Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.Disponível em www.momento.com.br






Cachorra morre e menina de quatro anos escreve para Deus


Não se sabe quem respondeu, mas existe uma belíssima alma trabalhando no arquivo morto dos correios americanos.Tenho certeza de que não foi dos correios daqui de Crossville.


Abbey, nossa cadelinha de 14 anos morreu no mês passado. No dia seguinte a seu falecimento, minha filha de 4 anos, Meredith, chorava e comentava sobre a saudade que sentia de Abbey. Ela perguntou se poderia escrever uma carta para Deus para que, assim que Abbey chegasse ao céu, Deus a reconhecesse. Eu concordei, e ela ditou as seguintes palavras:




Querido Deus,


O Senhor poderia tomar conta da minha cadela? Ela morreu ontem e está ai no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela. Fico feliz porque o Senhor deixou ela comigo mesmo que ela tenha ficado doente. Espero que o Senhor brinque com ela.Ela gosta de nadar e de jogar bola. Estou mandando uma foto dela para que assim que a veja, o Senhor saberá logo que é a minha cadela. Eu sinto muita saudade dela.

Meredith



Pusemos num envelope a carta com uma foto de Abbey com Meredith e a endereçamos: Deus - Endereço: Céu. Também pusemos nosso endereço como remetente. Então Meredith colou um monte de selos na frente do envelope, pois ela disse que precisaria de muitos selos para a carta chegar até o céu. Naquela tarde ela colocou a carta numa caixa do correio. Dias depois ela perguntou se Deus já tinha recebido a carta. Respondi que achava que sim.



Ontem havia um pacote embalado num papel dourado na varanda de nossa casa, endereçado a Meredith numa caligrafia desconhecida. Dentro havia um livro escrito por Mr. Rogers, intitulado "Quando um animal de estimação morre". Colada na capa interna do livro estava a carta de Meredith. Na outra página, estava a foto das duas com o seguinte bilhete:




Querida Meredith,


A Abbey chegou bem ao céu. A foto ajudou muito e eu a reconheci imediatamente.

Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo assim como está no seu coração. Ela adorou ter sido seu animal de estimação. Como não precisamos de nossos corpos no céu, não tenho bolso para guardar a sua foto. Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey. Obrigado por sua linda carta e agradeça a sua mãe por tê-la ajudado a escrevê-la e a enviá-la pra mim. Que mãe maravilhosa você tem!! Eu a escolhi especialmente pra você. Eu envio minhas bençãos todos os dias e lembro que amo muito vocês. A propósito, sou fácil de encontrar: estou em todos os lugares onde exista amor.


Com amor

Deus


Recebi esta mensagem por email e a compartilho com vocês

domingo, setembro 25, 2011


A Grande Transição

Joanna de Angelis

 

Opera-se na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.


O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.


Isto porque os Espíritos que a habitam, ainda estagiando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que a impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.


Os Espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.


Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação, de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.


Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.


Concomitantemente, Espíritos nobres, que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade então fiel aos desígnios divinos.


Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas, estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.


Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos que já se vivem.


Os combates apresentam-se individuais e coletivos ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis, como se a vida pudesse ser aniquilada...


A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.


Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...


A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.


...Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.


A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude.


Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.


A rebeldia, que predomina no comportamento humano, elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega de maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.


É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.


Como as leis da Vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.


Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.


A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.


Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.


Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.


O indivíduo que se renova moralmente contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.


Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os Espíritos que operam em favor da grande transição.


Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.


O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai todos quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.


São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões. Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.


A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo sol da imortalidade.


Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.



A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.


As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.


Enquanto viceje o mal no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que estorcega, apenas por eleição especial.


A dor momentânea que o fere convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.


Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.


Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.



Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, ditada pelo Espírito Joanna de Angelis, no dia 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro/RJ.