quinta-feira, outubro 22, 2009

Que possamos sempre nos sentir de mãos dadas com Jesus...

Confia Sempre


Meimei


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.

Crê e trabalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em


Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite.

Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte.

Não te esqueça, porém, de que amanhã será outro dia.
Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Meimei.



Afabilidade e Doçura


Emmanuel



No exercício da afabilidade e da doçura, que atrairá em teu favor as correntes da simpatia, compadece-te de todos e guarda, acima de tudo, a boa vontade e a sinceridade no coração.


Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança.


Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo.


Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida; a irreflexão no serviço assistencial agrava as doenças e multiplica os desastres.


Com a franqueza agressiva, embora tocada de boas intenções, não serás portador do auxílio que desejas, conseguindo gerar tão somente o desespero e a indisciplina.


Não será com o elogio público ou com a acusação aberta que ajudarás ao companheiro; quase sempre, o louvor humano é uma pedra no caminho e a queixa, habitualmente, é uma crueldade.


Sorrisos e palavras podem estar simplesmente na máscara. Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade.


Cultivemos a brandura sem afetação; e a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável, para compreender e ajudar, usando situações e problemas, circunstâncias e experiências da vida, para elevar nosso espírito eterno ao templo da luz divina.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Escrínio de Luz. Ditado pelo Espírito Emmanuel. O Clarim.



O Livro da Vida



Momento Espírita




Benjamin Franklin, inteligência privilegiada do século 18, mais conhecido entre nós pela sugestão do uso de pára-raios em grandes edifícios, escreveu certa vez:



“Quando vejo que nada é aniquilado nos trabalhos de Deus, e nem uma gota d’água é desperdiçada, não posso acreditar que exista o aniquilamento das almas.



Também não posso acreditar que Deus queira suportar o esbanjamento de milhões de mentes já feitas, que agora existem, e dar-se ao contínuo trabalho de fazer outras, novas.



Assim, vendo que existo no mundo, acredito que, sob uma forma ou outra, sempre existirei.
E, com todos os inconvenientes que a vida humana tende a oferecer, não farei objeções a uma nova edição da minha. Espero, contudo, que a errata da última seja corrigida.”



Possivelmente em um momento de bom humor, mas firme nesse seu ponto de vista, Franklin escreveu seu próprio epitáfio:



“O corpo de Benjamin Franklin, impressor, como a capa de um livro velho, seu conteúdo despedaçado e despido de seu título e de seus dourados aqui jaz.



Alimento para os vermes. Mas o trabalho não será perdido.



Pois, como ele acredita, aparecerá mais uma vez, em nova e mais elegante edição, revista e corrigida pelo autor.”



Vemos que o grande cientista acreditava, não somente na imortalidade da alma, mas também na reencarnação.



E, como ele, podemos dizer que a nossa vida é um livro que estamos escrevendo e estudando todos os dias.



Os nossos atos vão compondo novas páginas, os nossos pensamentos vão nele sendo impressos.




Cada capítulo que concluímos, pela maturidade que vamos alcançando, é mais rico.



Nenhum capítulo é somente dor.
Como nenhum é de total êxtase.



Lágrimas e dores se confundem, tornando a obra um best-seller.

Cada vida é um livro inédito, sem igual.



É bom lembrar, no entanto, que, quando um autor lança um livro pede a alguém competente no assunto que faça a apreciação do seu trabalho.



Essa apreciação passa a constar como prefácio da obra.



De outras vezes, é o autor mesmo que apresenta a sua obra.



No prefácio ele oferece ao leitor dados sobre o conteúdo, razão e finalidade dos seus escritos.



As pessoas quase sempre deixam de ler essa parte e começam a ler o assunto principal.



Justamente por essa forma errada de ler, menosprezando as explicações do autor ou do prefaciador, muito do conteúdo poderá ficar sem um bom entendimento.


O livro da nossa vida também possui um prefácio.



É nele que anotamos os projetos e falamos dos nossos objetivos na presente existência.



É no prefácio que assinalamos as diretrizes que deveremos seguir.



Por essa razão, pelo menos uma vez por ano devemos reler o prefácio do livro da nossa vida.


Isto para termos refrescada a memória sobre o que desejamos fazer da nossa existência.


Porque viver não é somente respirar, saciar as necessidades básicas de alimentação, repouso e lazer.


Viver é oportunidade de crescimento, de progresso.


Ninguém nasce para ser um fracassado, derrotado.




Cada qual nasce para um grande objetivo: se tornar melhor, subir um degrau na evolução.



Relendo o prefácio do livro da nossa vida, recordando porque nos encontramos aqui, poderemos realizar as correções devidas para aproveitar esta oportunidade, de forma ampla.


Poderemos lembrar de retornar àquele curso que começamos e desistimos. Ou talvez que devamos retornar ao seio da família que um dia largamos, em algum lugar.



Possivelmente nessa lida do prefácio, recordaremos da intensa necessidade de Deus, da religião.



Talvez, em algum momento, reguemos com lágrimas as páginas do prefácio, enquanto a memória reavivada nos remete ao doce aconchego da prece.



Pensemos nisso!




Será hoje o momento de proceder à leitura do prefácio do livro da nossa vida?




Equipe de Redação do Momento Espírita com base no artigo Prólogos e prefácios de Octávio Caúmo Serrano, da Revista Internacional de Espiritismo de janeiro/2004 e do cap. Testemunhos sobre a reencarnação (2ª Parte) do livro A Reencarnação através dos séculos de Nair Lacerda, ed. Pensamento.




Disponível<
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1038&stat=3&palavras=O%20livro%20da%20vida&tipo=t>


A Crença em Deus


Momento ESpírita



O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não é fruto da educação, nem resultado de idéias adquiridas.



A prova disso é que esse sentimento é universal e o encontramos mesmo entre selvagens.



Esse sentimento instintivo a respeito da existência de um ser superior nos afirma que Deus existe.Foi isso que Dana aprendeu com seu filho.



Quando ela mesma era criança, não conseguia entender algumas coisas que lhe ensinavam.



Por exemplo, perguntava, se os anjos ficavam tocando música no céu, como é que as nuvens conseguiam sustentar os pianos?



Ou então, como é que Jesus poderia ajudar alguém ficando preso a uma cruz com pregos enfiados em suas mãos?



Porque não encontrasse as respostas adequadas, ela abandonou a religião e passou a não acreditar em Deus.



Casou, tornou-se mãe e nunca a questão religiosa foi tratada em seu lar.



Agora, sozinha com seu filho de 4 anos, ela estava ansiosa por notícias de seu marido.



Ele partira para o Iraque, convocado pelo exército.



Ela temia que ele não voltasse.



Estranhamente, o pequeno Luke falava calmamente com seu pai ao telefone.



Certa noite em frente à TV, ela ouviu a entrevista de um soldado que estava de licença para se casar.



Ele dizia ter medo de voltar para o Iraque, porque aquilo tudo era muito perigoso.



Pelo canto do olho, Dana viu que Luke, sentado também em frente à TV juntou os dedinhos e baixou a cabeça por uns segundos.



“O que é que você está fazendo, filho?”Ele não quis contar.



Mas, depois de alguns minutos, repetiu o gesto.



Ela insistiu: “Filho, você não precisa me contar se não quiser. Mas se quiser, estou ouvindo.”



O menino cravou nela os olhos límpidos e falou baixinho: Estou rezando pelo papai.



Ela ficou desconcertada.



A forma como criara seu filho o fazia sentir vergonha por rezar por seu pai, na sua própria casa.



Como a semente da fé fora parar no coração de seu filho ela desejava saber.



Por isso, perguntou quando ele começara a acreditar em Deus.



“Eu não sei”, foi a resposta do garoto.



“Sempre soube que ele existia.”



A jovem mãe se deu conta que a fé havia encontrado um caminho até o coração de seu filho. Uma fé incondicional.



O garoto orava e guardava a certeza que Deus traria seu pai de volta.E o trouxe.



Contudo, se algo houvesse acontecido a ele, Luke saberia que seu pai estaria esperando por ele, em algum lugar, além desta vida.



Uma fé que o faz ter absoluta certeza que tudo é possível. E que, ao fim de sua vida, ele vai se juntar a seus heróis e entes queridos, mamãe, papai, avós e até o seu boneco de brinquedo.



As preces de Luke se estendem ao infinito e além. Ele tem certeza da existência de Deus, um Pai que o ama e se importa com ele, com seus amores. Seus brinquedos, com o seu mundo.


***


Quem tem fé, olha para a vida com lentes especiais.



Quando caminha ao longo de um rio, não vê apenas a água correndo pelas pedras.



A paisagem o enche de êxtase.



Enxerga um reino de esperança além deste mundo, enquanto os demais vêem apenas um regato murmurando.



Quem tem fé, contempla as estrelas com a certeza de que um dia todos chegaremos lá.



Não importa quanto demore, o quanto custe.Um dia, perfeitos, viveremos nas estrelas mais brilhantes, celestes mundos criados por Deus para a morada dos seus filhos.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no artigo A prece de Luke, de Dana Tierney, da Revista Seleções do Reader’s Digest de maio.2005 e nas perg. 5 e 6 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB.


Disponível<http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1245&stat=3&palavras=A%20crença%20em%20Deus&tipo=t>

quarta-feira, outubro 21, 2009



Tela de Vincent Van Gogh pelo médium Medrado/BA


Lugar certo


Momento Espírita



O dia havia apenas amanhecido e o agricultor solitário já estava capinando a lavoura.


Aquele seria, como outros tantos, um dia de trabalhos árduos de sol a sol.


Ele sulcava o solo e ao mesmo tempo pensava na vida. Como era difícil a sua luta diária para sustentar a família.


Algumas vezes se surpreendeu questionando a justiça divina, que o escolhera para o trabalho duro enquanto privilegiava outros com tarefas leves e agradáveis.


O sol já ia alto quando ele, cansado, tirou o chapéu e limpou o suor que escorria pelo rosto. Apoiou o braço sobre o cabo da enxada e se deteve a olhar ao redor por alguns instantes.


Ao longe podia-se ver a rodovia que cruzava as plantações e ele avistou um ônibus que transitava pelas cercanias. Imediatamente pensou consigo mesmo: "vida boa deve ser a daquele motorista de ônibus. Trabalha sentado, e sem muito esforço conduz muita gente a vários destinos. Não toma chuva nem sol e ainda de quebra deve ouvir uma musiquinha para se distrair".


De fato o motorista trabalha sentado e não está sujeito às intempéries.


Todavia, ao ser ultrapassado por um automóvel de passeio, começou a pensar de si para consigo: "vida boa mesmo deve ser a desse executivo, dirigindo um carrão de luxo!".


"Não tem patrão para lhe cobrar horários nem tem que passar dias na estrada como eu, longe de casa e da família."


No entanto, logo à frente o executivo pensava em como era difícil a sua labuta.
As preocupações com os negócios, as viagens longas, as reuniões intermináveis, o salário dos empregados no final do mês, os impostos, aplicações, investimentos e outras tantas coisas para resolver.


Mergulhado em seus pensamentos, olhou para o céu e avistou um avião que cruzava os ares, e disse como quem tinha certeza: "vida boa é a de piloto de avião. Conhece o mundo inteiro de graça, não precisa enfrentar esse trânsito infernal e o salário é compensador".


Dentro da cabina da aeronave estava um homem a pensar nos seus próprios problemas: "como é dura a vida que eu levo. Semanas longe da esposa, dos filhos, dos amigos. Vivo mais tempo no ar do que no solo e, para agravar, estou sempre preocupado com as centenas de pessoas que viajam sob minha responsabilidade".


Nesse instante, um ponto escuro no solo lhe chamou atenção. Observou atentamente e percebeu que era um homem trabalhando na lavoura.


Esclamou para si mesmo com certa melancolia: "ah como eu gostaria de estar no lugar daquele homem, trabalhando tranqüilamente em meio à vegetação e ouvindo o canto dos pássaros, sem maiores preocupações!



E ao final do dia voltar para casa, abraçar a esposa e os filhos, jantar e repousar serenamente ao lado daqueles que tanto amo. Isso sim é que é vida boa!".


Pense nisso!


Deus, que é a Inteligência Suprema do Universo, sabe qual é o melhor lugar para cada um de seus filhos.


Deus sabe o de que necessitamos para evoluir e que lições devemos aprender.
Por essa razão todos estamos no lugar correto, com as pessoas certas, e na profissão adequada ao nosso adiantamento.


Lembremo-nos de que, se temos problemas, temos também soluções e muitos motivos de alegria.


Por isso, façamos o melhor que esteja ao nosso alcance, pois viver é, e sempre será, um grande desafio à inteligência humana e à capacidade do homem de florescer no lugar exato em que foi plantado.



Pense nisso!



Disponível< http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=346&stat=3&palavras=motorista%20de%20onibus&tipo=p>

terça-feira, outubro 20, 2009



A casa mental


Momento Espírita


Nossa mente é como uma casa.




Pode ser grandiosa ou pequenina, suja ou cuidadosamente limpa. Depende de nós.



Você já observou como agimos com relação aos pensamentos que cultivamos?

Em geral, não temos com a mente o cuidado que costumamos dispensar aos ambientes em que vivemos ou trabalhamos.



Quem pensaria em deixar sua casa ou escritório cheio de sujeira, acumulando lixo ou tomado por ratos e insetos?


Certamente ninguém.


No entanto, com a casa mental somos menos atenciosos. É que permitimos que pensamentos infelizes e maus sentimentos encontrem morada em nosso coração.


E como fazemos isso?


Agimos assim quando permitimos que tenham livre acesso às nossas mentes os pensamentos de revolta, inveja, ciúme, ódio.


Ou quando cultivamos desejo de vingança, rancor e infelicidade.


Nesses momentos, é como se enchessemos de sujeira a mente.


Uma pesada camada de pó cobre a alegria e impede que estejamos em paz.


Além da angústia que traz, a mente atormentada influencia diretamente o corpo, acarretando doenças e sofrimentos desnecessários.


E pior: contribui para o isolamento.


Sim, porque as pessoas percebem quando não estamos bem espiritualmente.


O azedume de nossas palavras, o rosto contraído, tudo faz com que os outros desejem se afastar de nós, agravando nossa infelicidade.


E o que fazer para impedir que isso aconteça?


A resposta foi dada por Jesus: orar e vigiar.


A vigilância é essencial para quem deseja a mente saudável.


Nossa tarefa é observar cada pensamento que se infiltra, analisar a natureza dos sentimentos que surgem.


E, principalmente, estar alerta para arrancar como erva daninha tudo o que possa nos prejudicar.


Dado esse primeiro passo que é a vigilância, é importantíssimo estar atento para a segunda recomendação de Jesus: a oração.


Quando identificamos dentro de nós os feios sentimentos, as más palavras e os pensamentos desequilibrados, sempre podemos recorrer à oração.


A prece é um pedido de socorro que dirigimos ao Divino Pai.


Quando nos sentimos frágeis para combater os pensamentos infelizes, é hora de pedir auxílio a Deus.


É tempo de falar a Ele sobre a fraqueza que carregamos ou a tristeza que nos abate.


É o momento de pedir força moral.


E o Pai dos Céus nos enviará o auxílio necessário.


Mas... de nossa parte, é importante não haver acomodação.


É preciso trabalhar para ser merecedor da ajuda que Deus nos manda.


Como fazer isso? Contrapondo a cada mau pensamento os vários antídotos que temos à nossa disposição: as boas atitudes, o sorriso, a alegria, as boas leituras.


Em vez da maledicência, a boa palavra, as conversas saudáveis.


No lugar da crítica ácida, optar pelo elogio ou pela observação construtiva.


Se surgir um pensamento infeliz, combatê-lo com firmeza.

* * *


Não se deixe escravizar.


Se alguém o ofender ou fizer mal, procure perdoar, esquecer.


E peça a Deus a oportunidade de ser útil a essa pessoa.


Não esqueça: todo dia é excelente oportunidade para iniciar a limpeza da casa mental.


Comece agora mesmo.
Redação do Momento Espírita


CONFIA SEMPRE


Meimei



Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.


Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.



Crê e trabalha.



Esforça-te no bem e espera com paciência.



Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá.



De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.



Eleva, pois, o teu olhar e caminha.



Luta e serve.



Aprende e adianta-te.



Brilha a alvorada além da noite.



Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte...



Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.



Mensagem do espírito Meimei psicografada pelo médium Francisco Candido Xavier, contida no livro "Cartas do Coração", Editora LAKE .