terça-feira, setembro 23, 2014

A primavera dos sentimentos - Momento Espírita





A primavera dos sentimentos


A primavera é uma estação que costuma alegrar e inspirar grande número de pessoas. 


Poucos lhe são indiferentes.


É lembrada como a estação das flores, pois essas costumam ser exuberantes nessa época, alegrando nossos olhos com um espetáculo de cores.


O ar se enche do aroma das flores e nos provoca sensações de bem estar, não raro nos trazendo boas lembranças de outras primaveras, pois o sentido do olfato tem uma forte ligação com a memória.


Os pássaros iniciam a época de seu acasalamento e, a cantar, convidam um parceiro para dar continuidade à sua espécie, perpetuando a vida.


No ar o pólen das flores busca espécimes similares para que o espetáculo visual tenha continuidade.


Sem dúvida é uma estação na qual há uma verdadeira explosão de vida na natureza!


E nós, seres humanos nos contagiamos com tal exuberância. 


As novas temperaturas convidam a sair, ao contrário do frequente ensimesmamento do inverno.


Cuidamos de nossos jardins, podamos nossas árvores para que seus brotos sejam mais fortes e esperamos.


Mas, não raro, passadas as primeiras semanas, as cores da natureza já não chamam mais nossa atenção pois deixam de constituir novidade.


Voltamos à rotina. 


É necessário que um novo inverno nos faça desejar novamente a primavera.


Assim também nos comportamos em nossas relações afetivas. 


Quando conhecemos alguém que desperte em nós o amor, sentimos, inicialmente, uma imensa alegria, e passamos a nos comportar de maneira diferente.


Tal qual na primavera, nossos sentimentos parecem flores a se abrir. 


Nossas atitudes em relação à pessoa amada são delicadas.


Nossa voz possui um tom de ternura tal qual o canto de um pássaro.


Quando amamos emitimos pensamentos que modificam nossa fisionomia, estampando em nossa face um sorriso constante. 


Da mesma forma que o perfume das flores nos atrai, os pensamentos nobres atraem pessoas à nossa volta.


Ao emitirmos bons pensamentos modificamos a energia que nos rodeia, a energia na qual nosso corpo está imerso.


Não é à toa que a Ciência tem demonstrado que quem ama mantém a saúde, atrasa o envelhecimento de suas células, e vive mais.


No entanto, frequentemente, deixamos o tempo transformar o sentimento em algo rotineiro, esquecemo-nos de adubá-lo e de regá-lo, pois já não nos é mais uma novidade.


Permitimos o calor das discussões e, depois delas, o esfriamento da distância e da desatenção.


Então, tal qual em relação às estações, aguardamos por uma nova primavera embora não nos esforcemos por ela, esquecidos de que somos plenamente responsáveis por nossos sentimentos.


O amor verdadeiro é sólido, dá abrigo e segurança qual  frondosa árvore sob a qual nos abrigamos. 


As intempéries não mais a vergam.


Mas essa árvore foi um dia uma semente que germinou em solo fértil, que foi regada pelas chuvas, que se enraizou progressivamente até se tornar sólida e bela.


Lembremos sempre que o amor não prescinde de cuidados, de pequenas atenções, de carinho, pois se amamos mas não exteriorizamos este sentimento, de forma equilibrada e constante, algum dia ele poderá ser esquecido.


Pensemos nisso!




Redação do Momento Espírita. Disponível em ww.momento.com.br

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