Domingo, Junho 03, 2012

Acalma-te - Emmanuel



Acalma-te

Emmanuel

"Para Deus tudo é possível”  Jesus - Matheus  19: 26

Seja qual for a perturbação reinante, acalma-te e espera, fazendo o melhor que possas.

Lembra-te de que o Senhor Supremo pede serenidade para exprimir-se com segurança.

A terra que te sustenta o lar é uma faixa de forças tranqüilas.

O fruto que te nutre representa um ano inteiro de trabalho silencioso da árvore generosa.

Cada dia que se levanta é convite de Deus para que lhe atendamos à Obra Divina, em nosso próprio favor.

Se te exasperas, não Lhe assimilas o plano.

Se te afeiçoas à gritaria, não Lhe percebes a voz.

Conserva-te, pois, confiante, embora a preço de sacrifício.

Decerto, encontrarás ainda hoje, corações envenenados que destilam irritação e
desgosto, medo e fel.

Ainda mesmo que te firam e apedrejem, aquieta-te e abençoa-os com a tua paz.

Os desesperados tornarão à harmonia, os doentes voltarão à saúde, os loucos serão curados, os ingratos despertarão...

É da Lei do Senhor que a luz domine a treva, sem ruído, sem violência.

Recorda-te que toda dor, como toda nuvem, forma-se, ensombra-se e passa...

Se outros gritam e oprimem, espancam e amaldiçoam, acalma-te e espera..

Não olvides a palavra do Mestre quando nos afirmou que a Deus tudo é possível, e, garantindo o teu próprio descanso, refugia-te em Deus.

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel.

Sábado, Junho 02, 2012

Ainda a Imortalidade - Momento Espírita



Ainda a Imortalidade

                                                         

O século XVIII o conheceu como grande músico. Deu seu primeiro concerto aos 7 anos e aos 12 apresentou sua primeira composição significativa.

Muito triste foi sua vida. O pai, cantor da Corte, usava de brutalidade com ele, especialmente quando, após exaustivas horas de estudo ao piano, o garoto errava uma nota.

Recebia muitos safanões também nas noites em que o pai se embriagava e chegava ao lar em péssimo humor.

Quando tinha 17 anos, sua mãe morreu e ele assumiu os cuidados dos dois irmãos menores.

Viena, a cidade da música, o recebeu de braços abertos e costumava ouvi-lo embevecida.

Aprendeu a tocar trompa, viola, violino, clarinete para melhor poder escrever músicas para orquestra.

A fama do seu talento rápido se espalhou e muitos foram os concertos que deu, inclusive em benefício da viúva e filhos de Mozart.

Mas, aos 27 anos um zumbido incômodo o obrigou a consultar um médico para ouvir a pior sentença de sua vida: estava ficando surdo.

Ludwig Van Beethoven, o compositor, o maestro passou a evitar as reuniões sociais e isolou-se no campo.

As árvores parecem me falar de Deus, ele dizia. Em uma carta, confessou aos irmãos:

Não posso pedir às pessoas que falem mais alto, porque sou surdo. Talvez em outra profissão fosse mais fácil, mas um músico deve ter este sentido mais perfeito do que os outros.

Embora tentado pela depressão, ele não se deixou dominar. Não desistiu.

Sua produção musical foi adquirindo qualidade muito diferente dos demais compositores e, por incrível que pareça, as composições que mais se conhecem e adquiriram maior notoriedade são justamente as que ele compôs após diagnosticada a sua surdez.

Os sons pareciam morrer a pouco e pouco, na sequência dos dias, para sua audiência física. Contudo, ele parecia ouvir sons imortais.

Apesar da tristeza que o rodeou e no isolamento que se impôs, registrou em sua última sinfonia, a Nona, uma Ode à alegria.

É um cântico da alma que exalta o Criador pela Sua criação.

Não há quem a ouça e permaneça indiferente.

Possivelmente, seu Espírito estava a adivinhar que em breve partiria para a Pátria espiritual e já exalava seu hino de felicidade, pela libertação.

Em 1827, depois de uns anos finais tristes, ele morreu, deixando como legado seu testemunho da certeza imortalista: No céu, vou tornar a ouvir.

A certeza da Imortalidade se encontra no íntimo de todos os seres.

Mesmo quando as criaturas afirmam que nada deve existir para além da vida física, deixam escapar vez ou outra alguma frase como: Quando eu me for desta para uma melhor...

Esta certeza é fruto da essência imortal que somos.

Entre os povos mais primitivos, o culto aos mortos registra que eles acreditavam em uma vida depois da vida física, embora não tivessem a exata ciência de como ela seria.



Redação do Momento Espírita, com base no texto
O triunfo de Beethoven, de O livro das virtudes kv. 2, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira. Disponível em www.momento.com.br

Sexta-feira, Junho 01, 2012

Ação da prece - André Luiz



Ação da prece

Você é o lavrador.


O outro é o campo.

Você planta.

O outro produz.

Você é o celeiro.

O outro é o cliente.

Você fornece.

O outro adquire.

Você é o ator.

O outro é o público.

Você representa.

O outro observa.

Você é a palavra.

O outro é o microfone.

Você fala.

O outro transmite.

Você é o artista.

O outro é o instrumento.

Você toca.

O outro responde.

Você é a paisagem.

O outro é a objetiva.

Você surge.

O outro fotografa.

Você é o acontecimento.

O outro é a notícia.

Você age.

O outro conta.

Auxilie quanto puder. 


Faça o bem, sem olhar a quem.

Você é o desejo de seguir para Deus.

Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte.

O Criador atende às criaturas, através das criaturas.

É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Da obra O Espírito da Verdade, 13, FEB.


Quinta-feira, Maio 31, 2012

Este dia - André Luiz



Este Dia

André Luiz



Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora.



Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação permanente.



Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se com segurança.


Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste.


Se esse ou aquele plano de trabalho está incubado em seu pensamento, agora é o momento de começar a realizá-lo.


S
e deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante de promovê-la.


Se alguém aguarda as suas desculpas por faltas cometidas, terá soado a hora  em que você pode esquecer qualquer ocorrência infeliz e sorrir novamente.

Se alguma visita ou manifestação afetiva esperam por você chegou o tempo de atendê-las.


Se precisa estudar determinada lição, encontrou você a oportunidade de fazer  isso.


Este dia é um presente de Deus, em nosso auxílio; de nós depende aquilo que venhamos a fazer com ele.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Da obra Respostas da Vida

Quarta-feira, Maio 30, 2012

Ante as decepções - Camilo


Ante as decepções


Camilo


Não somos poucos os que nos tornamos pessoas amargas, indiferentes ou frias, por causa de decepções que afirmamos ter sofrido aqui ou ali, envolvendo outras pessoas.

A decepção foi com o amigo a quem recorremos num momento de necessidade e não encontramos o apoio esperado. Foi com o companheiro de trabalho que nos constituía modelo, parecia perfeito e o surpreendemos em um deslize.

Tais decepções devem nos remeter a exames melhores das situações.

Decepcionarmo-nos com pessoas que estão no Mundo, sofrendo as nossas mesmas carências e tormentos não é muito real.

Primeiro, porque elas não nos pediram para assinar contrato ou compromissos de infalibilidade para conosco. Segundo, porque o simples fato de elas transitarem na Terra, ao nosso lado, é o suficiente para que não as coloquemos em lugares de especial destaque, pois todas têm seu ponto frágil e até mesmo seus pontos sombrios.

A nossa decepção, em realidade, é conosco mesmo, pois que nos equivocamos em nossa avaliação, por precipitação ou por análise superficial.

Não menos errada a decepção que afirmamos ter com a própria religião, com a doutrina de fé cristã que está a espalhar, em toda parte, os ensinamentos deixados por Jesus Cristo para os seres de boa vontade.

O que acontece é que costumamos confundir as doutrinas que ensinam o bem, o nobre, o bom com os doutrinadores que, embora falem das virtudes que devemos perseguir, conduzem as próprias existências em oposição ao que pregam.

Como vemos, a decepção não é com as mensagens da Boa Nova, mas exatamente com os que conduzem a mensagem. Nesse ponto não nos esqueçamos de fazer o que ensinou Jesus: comparar os frutos com as qualidades das árvores donde eles procedem, de modo a não nos deixarmos iludir.

Avaliemos, desta forma, as nossas queixas contra pessoas e situações e veremos que temos sido os grandes responsáveis pelas desilusões do caminho.

Nós mesmos é que criamos as ondas que nos decepcionam e magoam.

Cabe-nos amadurecer gradualmente nos estudos e na prática do bem, aprendendo a examinar cada coisa, cada situação, analisar a nós mesmos com atenção, a fim de crescermos para a grande luz, sem nos decepcionarmos com nada ou com ninguém.

Precisamos aprender a compreender cada indivíduo no nível em que se situa, não exigindo dele mais do que possa dar e apresentar, exatamente como não podemos pedir à roseira que produza violetas, que não tenha espinhos e que não despetale suas flores na violência dos ventos.


Para que avancemos em nossa caminhada evolutiva, imponhamo-nos uma conduta de maturidade, de indulgência e de benevolência para com os demais.

Disponhamo-nos a brilhar, sob a proteção de Deus, avançando sempre, não nos detendo na retaguarda a examinar mágoas e depressões, que se apresentam na estrada como pedras e obstáculos, calhaus e detritos.
 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 28 do livro Revelações da luz, pelo Espírito Camilo, psicografado por Raul Texeira, ed. Fráter.Disponível em www.momento.com.br

Fixação mental - Orson Peter Carrara


 
Fixação mental

Orson Peter Carrara


Você já teve a sensação de que não fechou a porta, não desligou o ferro elétrico, não travou o carro, não apagou a luz?

Essas situações surgem, pondo em dúvida o que, há poucos minutos, tínhamos como uma certeza.

Se nós nos deixamos atormentar por tais idéias, elas passam a fazer parte do nosso cotidiano, transformando-se em neuroses que, em escala maior, causam-nos prejuízos. É a chamada idéia fixa, fixação mental ou monoidéia.

Nessa mesma linha de raciocínio, os sentimentos de ciúme, de inveja, o fanatismo político, religioso e esportivo, considerados os graus de intensidade, podem causar danos à nossa economia espiritual.

Causados por essas idéias fixas, surgem as ansiedades, os medos, as inseguranças, as mágoas guardadas, entre outros males.

Quando agasalhamos esses sentimentos em nossa intimidade, de maneira a nos deixar atormentar por eles, a tal ponto que se constituam em idéia fixa ou monoidéia, poderemos gerar desequilíbrios e perturbações de difícil remoção.

Se percebermos as insinuações dessas idéias negativas tentando instalação em nossas mentes, envidemos esforços para expulsá-las imediatamente.

Empreguemos a vontade firme, a iniciativa, a perseverança nos bons propósitos, a fé e a paciência, como verdadeiros antídotos para expulsar essas idéias perniciosas.

A transformação moral, a ação no bem, os nobres ideais do sentimento, da arte, da cultura, são medidas eficientes na prevenção de idéias indesejáveis.

Se, por vezes, nos encontramos enredados nas teias de circunstâncias perturbadoras, façamos uma análise dos pensamentos que alimentamos, pois neles estão a causa desses desequilíbrios.

Portanto, manter a mente e as mãos ocupadas no trabalho nobre são medidas profiláticas, que nos fortalecem espiritualmente, predispondo-nos à libertação definitiva dessas verdadeiras prisões mentais.

Busquemos arejar a nossa mente com o otimismo, com leituras edificantes, com fé em Deus, permitindo-nos ser felizes tanto quanto se pode ser feliz sobre a Terra.

Jesus asseverou que onde estiver nosso tesouro, aí estará nosso coração.

Que a esperança seja o nosso grande tesouro e que nosso coração possa estar sempre balsamizado por suas luzes, iluminando-nos a alma e ajudando-nos a libertar-nos, em definitivo, das prisões mentais que tanto nos infelicitam.

Nos momentos em que nos permitimos fixações mentais desajustadas, Espíritos infelizes podem sugerir-nos idéias maléficas, aumentando nosso desequilíbrio.

Nessas situações, podem incitar-nos o orgulho, a sede de vingança, o ciúme, as fobias, entre outros males.

Não foi outro o motivo pelo qual Jesus recomendou vigilância e oração.

A vigilância sobre os pensamentos que emitimos, a fim de que possamos controlá-los, não nos permitindo cair nas sugestões infelizes de Espíritos atormentados.

E a oração, na busca de inspirações nobres vindas do Alto.


Redação do Momento Espírita com base no artigo Fixação mental, de Orson Peter Carrara, da Revista Reformador, de setembro de 1996, ed. Feb.Disponível em www.momento.com.br