sábado, abril 22, 2017

Jesus Cuidando de Você: Cuidar do Corpo e de Espírito





Queridos amigos, convido vocês a assistirem esse vídeo , com o qual a querida expositora Yasmin Madeira, do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo: Recanto da Prece,  nos contempla com imensos ensinamentos referentes ao corpo e a alma e finaliza com uma linda Visualização para Tratamento do Corpo e da Alma. Assistam, divulguem e assim estaremos sendo Canais de Luz na Terra.

terça-feira, abril 18, 2017

Todos somos amados - Momento Espírita





Todos somos amados



A experiência de quase morte, chamada EQM, do neurocirurgião norte-americano, que retornou de um coma considerado irreversível, após sete dias, é bastante peculiar.


Segundo Dr. Raymond Moody, Jr., que estuda esse fenômeno há mais de quatro décadas, é a mais impressionante de todas.


Dr. Eben Alexander era um cético. 


Sempre que ouvia os relatos de seus pacientes a respeito do que haviam visto e quem haviam encontrado, enquanto em coma, acreditava ser pura fantasia.


Quando ele foi acometido por uma meningite das mais graves, que quase o levou à morte, ele mesmo viu, ouviu e contatou criaturas de uma outra dimensão.


Isso fez com que modificasse seus conceitos a respeito de Deus, da existência do Espírito imortal, de uma vida que existe, plena, intensa, além daquela simplesmente material.


E teve que se habituar com o olhar de espanto e incredulidade dos colegas, toda vez que relata a sua experiência.


Contudo, havia algo que inquietava o neurocirurgião. 


Nas suas leituras pós-coma, ele descobrira que todos se referiam ao encontro com as pessoas mortas que haviam conhecido em vida.


No entanto, ele não encontrara nenhum conhecido. 


E o que mais o incomodava é que ele teria adorado ter visto seu pai adotivo, que morrera quatro anos antes.


Por que ele não estava lá, para consolá-lo, para confortá-lo como acontecia com todos os pacientes em coma?


Ele tivera contato mas não com quem ele mais desejara. 


Seu contato maior fora sempre, naqueles sete dias, com uma menina de rosto angelical.


Ela o confortava, sua presença era agradável. 


Porém, ele tinha certeza de que não a conhecia.


Isso era uma frustração. 


Se o encontro com um amigo ou familiar da Terra era o que mais deixava marcas após a experiência, por que ele estivera com uma garota desconhecida e não com seu pai, a quem tanto amava?


Dr. Eben tinha um problema com baixa autoestima por ter sido abandonado ainda bebê. 


Ele se sentia como jogado fora, apesar do empenho da sua família adotiva para curar essa tristeza com o seu amor.


Por isso, ter estado com seu pai durante a experiência teria sido muito importante.


Quatro meses depois de sair do hospital, ele recebeu de sua irmã biológica, a quem encontrara há pouco tempo, uma foto.


Era da irmã de ambos, chamada Betsy, que morrera sem que nunca ele a tivesse conhecido.


A foto a mostrava num belo pôr do sol, com um longo cabelo castanho, olhos azuis bem profundos e um sorriso que irradiava amor e bondade.


Ao olhar a foto, seu coração se inflamou. 


Aquela irmã ele somente conhecia pelas histórias que a família biológica lhe contara.


Era uma pessoa bondosa, carinhosa. 


Uma pessoa que mais parecia um anjo – é o que lhe haviam dito.


Olhou para o rosto de sua irmã na foto e se deu conta: ela era a menina angelical que o acompanhara na sua viagem durante o coma.


Aquele detalhe curou a sua alma partida. 


Era a resposta que ele precisava. 


A presença daquela irmã lhe afirmava que ele sempre fora amado e lhe mostrou que absolutamente todos no Universo também o são.


Deus não é mesmo extraordinário?




Redação do Momento Espírita, com base nos  caps. 34 e 35, do livro Uma prova do céu, de  Eben Alexander III, ed. Sextante. Disponível em www.momento.com.br

Controle das Emoções - Yasmin Madeira


sexta-feira, abril 14, 2017

Meditação Para Superar as Aflições - Yasmin Madeira


Intimidade Sexual - Irmão José







Intimidade Sexual

Irmão José



Procura não falar de tua vida íntima com quem cujos propósitos e intenções te sejam desconhecidas.


Não exponhas o teu cônjuge à apreciação da maledicência alheia.



A tua intimidade sexual deve ser preservada.



Igualmente, não te interesses pela vida afetiva de alguém que não te diga respeito.



Silencia comentários em torno das experiências extraconjugais que se tornem públicas.



Respeita a privacidade e os sentimentos do próximo, pensando no respeito aos sentimentos e à privacidade que reclamas para os que te são mais caros.



O que recriminais nos outros, os outros acabarão repreendendo em ti.



Evita o anedotário infeliz que te inspire a condição sexual dos teus semelhantes.



Com certeza, desconheces o que a Vida reserva aos teus filhos e netos.



E nem sabes, em matéria de deslizes do que serias capaz, se tantos olhos não te vigiassem os movimentos.








BACCELLI, Carlos A. pelo Espírito Irmão José.  Teu Lar .

quinta-feira, abril 13, 2017

O Auxílio Virá - Emmanuel






O Auxílio Virá

Emmanuel



O problema que te preocupa talvez te pareça excessivamente amargo ao coração.


E tão amargo que talvez não possas comentá-lo, de pronto.


Às vezes, a sombra interior é tamanha que tens a idéia de haver perdido o próprio rumo.


Entretanto, não esmoreças.


Abraça o dever que a vida te assinala.


Serve e ora.


A prece te renovará energias.


O trabalho te auxiliará.


Deus não nos abandonará.


Faze silêncio e não te queixes.


Alegra-te e espera porque o Céu te socorrerá.


Por meios que desconheces, Deus permanece agindo.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel.

Auto Iluminação - Yasmin Madeira


quarta-feira, abril 12, 2017

D. Pedro II, reencarnação de Cassius Longinus - Reformador





D. Pedro II, reencarnação de Cassius Longinus




Cassius Longinus, que viveu de 213 a 273 de nossa era, cognominado ‘Philologus’ por Porfírio, e por Eunapius como ‘biblioteca ambulante’, autor de muitos livros célebres, foi o mais notável crítico de Filosofia e Retórica da Grécia, embora tivesse, ou entrasse para a História, com nome latino. 


Um dos homens melhores e mais cultos de todos os tempos.


Foi escolhido pelo próprio Jesus para cumprir a missão de segundo e último imperador do Brasil. Leiamos a gloriosa nomeação:


“Longinus, entre as nações do orbe terrestre, organizei o Brasil como coração do mundo. 


Minha assistência misericordiosa tem velado constantemente pelos seus destinos e, inspirando a Ismael e seus companheiros do Infinito, consegui evitar que a pilhagem das nações ricas e poderosas fragmentasse o seu vasto território, cuja configuração geográfica representa o órgão do sentimento no Planeta, como um coração que deverá pulsar pela paz indestrutível e pela solidariedade coletiva e cuja evolução terá de dispensar, logicamente, a presença contínua dos meus emissários para a solução dos seus problemas de ordem geral. 


Bem sabes que os povos têm a sua maioridade, como os indivíduos, e se bem não os percam de vista os gênios tutelares do mundo espiritual, faz-se mister se lhes outorgue toda a liberdade de ação, a fim de aferirmos o aproveitamento das lições que lhes foram prodigalizadas".


 “Sentes o teu coração com a necessária fortaleza para cumprir grande missãona Pátria do Evangelho?”


 “-Senhor - respondeu Longinus, num misto de expectativa angustiosa e refletida esperança-, bem conheceis o meu elevado propósito de aprender as vossas lições divinas e de servir à causa das vossas verdade sublimes, na face da Terra. 


Muitas existências de dor tenho voluntariamente experimentado, para gravar no íntimo do meu espírito a compreensão do vosso amor infinito, que não pude entender ao pé da cruz dos vossos martírios no Calvário, em razão dos espinhos da vaidade e da impenitência, que sufocavam, naquele tempo, a minha alma. 


Assim, é com indizível alegria, Senhor, que receberei vossa incumbência para trabalhar a árvore magnânima da vossa inesgotável misericórdia. 


Seja qual for o gênero de serviços que me foram confiados, acolherei as vossa determinações como um sagrado ministério.”


 “-Pois bem - redargüiu Jesus com grande piedade,- essa missão, se for bem cumprida por ti, constituirá a tua última romagem pelo planeta escuro da dor e do esquecimento. 


A tua tarefa será daquelas que requerem o máximo de renúncias e devotamentos. 


Serás imperador do Brasil, até que ele atinja a sua perfeita maioridade, como nação. 


Concentrarás o poder e a autoridade para beneficiar a todos os seus filhos. 


Não é preciso encarecer aos teus olhos a delicadeza e sublimidade desse mandato, porque os reis terrestres, quando bem compenetrados das suas elevadas obrigações diante das leis divinas, sentem nas suas coroas efêmeras um peso maior que o das algemas dos forçados. 


A autoridade, como a riqueza, é um patrimônio terrível para os espíritos inconscientes de seus grandes deveres. 


Dos seus esforços se exigirá mais de meio século de lutas e dedicações permanentes...


 Esse belo discurso é muito mais longo, estende-se das páginas 125 a 128, de “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, mas o trecho transcrito parece-nos bastar à finalidade deste artigo.


 Em 2 de Dezembro de 1825 nascia, no Rio de Janeiro, Pedro de Alcântara, que, aos 16 anos de idade, em 1841, era coroado Imperador do Brasil, com o nome de D. Pedro II. Não só cumpriu maravilhosamente sua missão, revelou de novo sua imensa erudição já famosa há 17 séculos, mas ainda continuou, do Plano Espiritual, zelando pelo Brasil. 


Não perde ocasião de nos transmitir preciosos ensinamentos em belos versos.


Recordemos bem, do que ficou dito acima, que Pedro II foi escolhido pelo próprio Jesus, enquanto que outros grandes missionários o foram por Ismael.


 O discurso de Jesus, que interrompemos acima, termina com esta predição:


 “A posteridade, porém, saberá descobrir as marcas dos teus passos na Terra, para se firmar no roteiro da paz e da missão evangélica do Brasil.”


Parece-nos que esse tempo já é chegado e dia a dia o Imperador Sábio vai sendo melhor compreendido pelos brasileiros.



Fonte

REVISTA REFORMADOR/FEB -  Junho 1958



Meditação Para a Saúde Integral - Yasmin Madeira


quinta-feira, março 16, 2017

D. Pedro II - Humberto de Campos






D. Pedro II

Humberto  de Campos


Enquanto os vivos se reuniam em torno do monumento que o Brasil erigiu ao Patriarca da Independência, no Rio de Janeiro, os grandes "mortos" da Pátria igualmente se colocavam entre os encarnados, aliando-se ao povo carioca nas suas comovedoras lembranças.



Também acorri ao local da festa votiva dos Brasileiros, acompanhado do meu amigo José Porfírio de Miranda, antigo milionário do Pará, que a borracha elevara às culminâncias da fortuna, conduzindo-o em seguida, aos declives da miséria, nos seus caprichosos movimentos.


Os vivos e mortos do Brasil se reuniam na mesma vibração afetiva das recordações suaves, enviando ao nobre organizador da vida política da nacionalidade um pensamento de amizade e de veneração.



Antigo companheiro nosso, também no plano invisível, em plena via pública acercou-se de mim, exclamando:


- Chegas um pouco tarde. 


José Bonifácio já não está presente; mas, poderás ainda conseguir uma proveitosa entrevista para os teus leitores. 


Sabes quem saiu daqui neste momento?


- Quem? 


Pergunto eu, na minha fome de notícias.


- O Imperador.


- D. Pedro II?


- Ele mesmo. 


Após lembrar a grande figura do Patriarca, dirigiu-se com alguns amigos para Petrópolis, a reavivar velhas lembranças...


Em meu íntimo, havia um alvoroço de emoções. 


Lembrei-me de que, em toda a minha existência de jornalista no mundo, só enxergara um monarca dentro dos meus olhos: o rei Alberto I, dos Belgas, quando, no Clube dos Diários, a elite dos intelectuais do país lhe oferecera a homenagem de uma comovida admiração.


E ponderei se haveria mérito em consultar o pensamento de um rei, no outro mundo, onde todas as majestades desaparecem. 


Recordei a figura do grande imperador que Victor Hugo considerava o monarca republicano.


Com os olhos da imaginação, vi-o, de novo, na intimidade dos Paços de São Cristóvão: o perfil heráldico, onde um sorriso de bondade espalhava o perfume da tolerância; as barbas compridas e brancas, como as dos santos das oleografias católicas; o olhar cheio de generosidade e de brandura, irradiando as mais doces promessas.


Um vivo, em havendo de ir a Petrópolis, é obrigado ao trajeto penoso dos ônibus, embora as perspectivas maravilhosas do mais belo trecho de todas as estradas do Brasil; os desencarnados, porém, não necessitam de semelhantes sacrifícios. 


Num abrir e fechar de olhos, eu e o meu amigo nos encontrávamos na encantadora cidade das hortências onde os milionários do Rio de Janeiro podem descansar nas mais variadas épocas do ano.


Não fomos encontrar o Imperador nos antigos edifícios em que estabelecera a residência patriarcal de sua família; mas, justamente num recanto de jardim, contemplando as deliciosas paisagens da Serra da Estrela e apreciando o sabor das recordações amigas e doces.


Acerquei-me da sua individualidade, com um misto de curiosidade e de profundo respeito, procurando improficuamente identificar os dois companheiros que o rodeavam.


- Majestade! 


- Tentei chamar-lhe a atenção com a minha palavra humilde e obscura.


- Aproximem-se meus amigos! 


-  respondeu-me com benevolência e carinho - 


Aqui não existe nenhuma expressão de majestade. 


Cá estão, fraternalmente comigo, o Afonso(Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto. Foi presidente do último gabinete ministerial que teve a monarquia)  e o Luiz(Luiz Felipe Gastão de Orleans, Conde d'Eu. Foi genro de D. Pedro II, por ter casado com a princesa Isabel. , como três irmãos, sentindo eu muito prazer na companhia de ambos. Se o mundo nos irmana sobre a Terra, a morte nos confraterniza no espaço infinito, sob as vistas magnânimas do Senhor.


E, fazendo uma pausa, como quem reconhece que há tempo de falar e tempo de ouvir, conforme nos aconselha a sabedoria da Bíblia, exclama o Imperador com bondade:


- A que devo o obséquio da sua interpelação?


- Majestade! 


- Respondi, confundido com a sua delicadeza - desejara colher a sua opinião com respeito ao Brasil e aos Brasileiros. 


Estamos no limiar do cinquentenário de República e seria interessante ouvir o vosso conselho paternal para os vivos de boa vontade. 


Que pensais destes quarenta e tantos anos de novo regime?



- Minha palavra  - Retrucou D. Pedro - não pode ter a importância que a sua generosidade lhe atribui. 


Que poderia dizer do Brasil, senão que continuo a amá-lo com a mesma dedicação de todos os dias? 


Do plano invisível, para o mundo, prosseguimos no mesmo labor de construção da nacionalidade. 


As convenções políticas dos homens não atingem os espíritos desencarnados. 


O exílio termina sempre na sepultura, porque a única realidade é o amor, e o amor, eliminando todas as fronteiras, nos ligou para sempre ao torrão brasileiro. 


Não tenho o direito de criticar a República mesmo porque todos os fenômenos políticos e sociais do nosso país tiveram os seus pródomos no mundo espiritual, considerando-se a missão do Brasil dentro do Evangelho. 


Apenas quero dizer que não só os republicanos, mas também nós os da monarquia, estávamos redondamente enganados. 


O erro da nossa visão, quando na Terra, foi supor no Brasil o mesmo espírito anglo-saxão que a Inglaterra legara aos Norte-americanos. 


Eu também fui apaixonado pelo liberalismo, mas a verdade é que, em nossa terra, prevaleciam outros fatores mesológicos e, até agora, não temos sabido conciliar os interesses da nação com esses imperativos.


A ausência de tradição nos elementos de nossa origem como povo estabeleceu uma descentralização de interesses, prejudicial ao bem coletivo do país. 


Para a formação nacional, não vieram da metrópole os espíritos mais cultos. Pesando, de um lado, os africanos, revoltados com o cativeiro, e, de outro, os índios, revoltados com a invasão do estrangeiro na terra que era propriedade deles, a balança da evolução geral ficou seriamente comprometida. Sentimentos excessivos de liberdade não nos permitiram um refinamento de educação política. 


Todos querem mandar e ninguém se sente na obrigação de obedecer. 


Quando no Império, possuíamos a autoridade centralizadora da Coroa, prevalecendo sobre as ambições dos grupos partidários que povoavam os nossos oito milhões de quilômetros quadrados; mas, quando os republicanos sentiram de perto o peso das responsabilidades que tomaram à sua conta, os espíritos mais educados reconheceram o desacerto das nossas concepções administrativas. 


Enquanto as nações da Europa e os Estados Unidos podiam empregar livremente em nosso país os seus capitais, a título de empréstimos vultosos que desbaratavam compulsoriamente a nossa economia, o Brasil podia descansar na monocultura, fazer a política dos partidos e adiar a solução dos seus problemas para o dia seguinte, dentro de um regime para o qual não se achava preparado em 1889. 


Mas, quando se manifestou a crise mundial de 1929, todas as instituições políticas sofreram as mais amplas renovações, dentro dos movimentos revolucionários de 1930. 


Os capitais estrangeiros não puderam mais canalizar suas disponibilidades para a nossa terra, controlados pelos governos autárquicos dos tempos que correm, e o Brasil, acordou para a sua própria realidade. 


Aliás, nós, os desencarnados, há muito tempo procuramos auxiliar os vivos na sua tarefa.


- Quer dizer que também tendes inspirado os labores dos estadistas brasileiros?


- Sim, de modo indireto, pois não podemos interferir na liberdade deles. 


Há alguns anos, procurei auxiliar Alberto Torres nas suas elucubrações de ordem social e política. 


Em geral, nós os desencarnados, buscamos influenciar, de preferência, os organismos mais sensíveis à nossa ação e Torres era o instrumento de nossas verdades para a administração. 


A realidade, porém, é que ele falou como Jeremias. 


Somente a gravidade da situação conseguiu despertar o espírito nacional para novas realizações.


- Majestade, as vossas palavras me dão a entender que aprovais o novo estado de coisas do Brasil. 


Aplaudistes, então, a queda da denominada república velha, sob as vibrações revolucionárias de 1930?


- Com as minhas palavras - disse ele bondosamente - não desejo exaltar a vaidade de quem quer que seja, nem deprimir o esforço de ninguém. 


Não posso aplaudir nenhum movimento de destruição, pois entendo que, sobre a revolução, deve pairar o sentimento nobre da evolução geral de todos, dentro da maior concórdia espiritual. 


Considere que, examinando a minha consciência, não me lembro de haver fortalecido nenhum sentimento de rebeldia nos meus tempos de governo; entretanto, muito sofri, verificando que eu poderia ter suavizado a luta entre os nossos estadistas e os políticos da América espanhola. 


Outra forma de ação poderíamos ter empregado no caso de Rosas e de Oribe e mesmo em face do próprio Solano Lopes3, cuja inconsciência nos negócios do povo ficou evidentemente patenteada. E note-se que o problema se constituía de graves questões internacionais. 


O nosso mal foi sempre o desconhecimento da realidade brasileira. 


Os nossos períodos históricos têm sofrido largamente os reflexos da vida e da cultura europeias. 


Nos tempos do Império, procurei saturar-me dos princípios democráticos da política francesa, tentando aplicá-los, amplamente, ao nosso meio, longe das nossas realidades práticas. 


Os republicanos, como Benjamin Constante, Deodoro, etc., deram-se a estudar a "República Americana", de Bryce, distantes dos nossos problemas essenciais. 


Quando regressei das lutas terrestres, procurei imediatamente colaborar na consolidação do novo regime, afim de que a 3 Alusão às lutas e guerra em que se envolveu o Brasil com as Repúblicas do Uruguai, Argentina e do Paraguai. 


Divisão e os desvarios de muitos dos seus adeptos não terminassem no puro e simples desmembramento do país. 


Graças a Deus, conseguimos conduzir Prudente de Morais ao poder constitucional, para acabarmos reconhecendo agora as nossas realidades mais fortes. 


Devo, todavia, fazer-lhe sentir que não me reconheço com o direito de opinar sobre os trabalhos dos homens públicos do país. 


Cabe-me, sim, rogar a Deus que os inspire, no cumprimento de seus austeros deveres, diante da pátria e do mundo. 


O grande caminho da atualidade é a organização da nossa Economia em matéria de política, e o desenvolvimento da Educação, no que concerne ao avanço sociológico dos tempos que passam. 


Os demais elementos de nossas expressões evolutivas dependem de outros fatores de ordem espiritual, longe de todas as expressões transitórias da política dos homens.


A essa altura notei que a minha curiosidade jornalística começava a magoar a venerável entidade e mudei repentinamente de assunto.


- Majestade, que dizeis da grande figura hoje lembrada?


- O vulto de José Bonifácio foi sempre objeto de meu respeito e de minha amizade. 


E olhe que foi ele o mais sensato organizador da nacionalidade brasileira, cujo progresso acompanha, carinhosamente, com a sua lealdade sincera. 


Hoje, que se comemora o centenário da sua desencarnação, devemos relembrar o seu regresso de novo ao Brasil, em meados do século passado, tendo sido uma das mais elevadas expressões de cultura, na Constituinte de 1891.


Dispunha-me a obter novos esclarecimentos; mas, o Imperador, acompanhado de amigos, retirava-se quase que abruptamente da nossa companhia, correspondendo fraternalmente a outros apelos sentimentais.


Palavras amigas de adeus e votos de ventura no plano imortal e eu e o meu amigo José Porfírio lá ficávamos com a suave impressão da sua palavra sábia e benevolente.


Daí a momentos, o meu companheiro quebrava o silêncio de minha meditação:


- Humberto, os monarquistas tinham razão!... 


Este velho é um poço de verdade e de experiência da vida! 


Você deve registrar esta entrevista, oferecendo aos vivos estas palavras quentes de conhecimento e de sabedoria!...


E aqui estou escrevendo para os meus ex-companheiros pelo estômago e pelo sofrimento.


Acreditarão no humilde cronista desencarnado?


Não guardo dúvidas nesse sentido. 


Penso que obteria mais amplos resultados, se fosse ao Cemitério do Caju e gritasse a palavra do Imperador, para dentro de cada túmulo.





XAVIER, Francisco Cândido  pelo Espírito D. Pedro II. Novas Mensagens pelo Espírito Humberto de Campos. FEB, p. 4-6.




Família Imperial