quinta-feira, dezembro 08, 2016

50ª Oração Diária - WebTV Nova Luz



Natal de Luzes - Joanna de Angelis






Natal de Luzes

Joanna de Angelis


Não te deixes consumir pela angústia ou pelo medo destes dias.


Busca Jesus nas tuas paisagens íntimas e estabelece um vínculo de amor com Ele, deixando-te conduzir pelo caminho seguro do Bem.


Se Ele, porém, ainda não nasceu no teu coração, abre-te à possibilidade, para que aconteça esse evento imediatamente, passando a conviver com a Sua presença libertadora.


Aquele foi um Natal de luzes, que iniciou era nova para a humanidade, em desalinho.


Permite que este seja o teu momento luminífero e transformador com Ele nascendo nos teus sentimentos e clareando a noite afligente em que te encontras em um permanente Natal de luzes.


Neste Natal permite que o amor de Jesus te irrigue o coração e verta em direção daqueles para os quais Ele veio, os nossos irmãos sofredores da Terra.


Faze mais: deixa-O renascer na tua alma e agasalha-O, para que Ele siga em ti e contigo, por todos os dias da tua vida.





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Angelis.

quarta-feira, dezembro 07, 2016

49ª Oração Diária - WebTV Nova Luz


Alegria do Natal - Maria Dolores






Alegria do Natal

Maria Dolores


Agradeço, Jesus,


A bênção do Natal que nos renova e aquece


Em vibrações de paz aos júbilos da prece,


Que Te louvam, dos Céus ao pó que forra o chão!...



Agradeço a mensagem que Te exalta,


Reacendendo o Sol da Nova Era


Nos cânticos da fé viva e sincera


Que nos refaz e eleva o coração.


Agradeço as palavras em Teu nome,


Naqueles que conheço ou desconheço,


Que me falam de Ti com bondade sem preço,



Conservando-me em Ti, seja em que verbo for,


E as afeições queridas que me trazem,


Por Teu ensinamento que me alcança,


A sublime presença da esperança


Ante a força do amor.





Agradeço o conforto


De tudo o que recebo em forma de ternura,


Na mais singela flor que me procura


Ou na prece de alguém


E as generosas mãos que me auxiliam


A repartir migalhas de consolo,


Seja um simples lençol ou um simples bolo


Para a festa do bem.



Agradeço a saudade


Dos entes que deixei noutros campos do mundo,


Que me deram Contigo o dom profundo


De aprender a servir, de entender e de orar,


Os afetos que o tempo me resguarda


Sob fulgurações que revejo à distância,


Induzindo-me a ver-Te entre os brincos da infância


Nas promessas do lar!...




Por tudo em que o Natal se revela e se expande


A envolver-nos em notas de alegria


Que o Teu devotamento nos envia


Em carícias de luz,


Pelo trabalho que Nos ofereces,


Perante a fé maior que hoje nos invade,


Para a edificação da Nova Humanidade,


Sê louvado, Jesus!...




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Maria Dolores.

segunda-feira, dezembro 05, 2016

47ª Oração Diária - WebTV Nova Luz


O Grande Doador - André Luiz





O Grande Doador

André Luiz



Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou leprosos, usando o divino poder do amor.


Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.


Não possuía fazendas e estabeleceu novo reino na Terra.


Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.


Não era professor consagrado e fez-se o Mestre da Evolução e do Aprimoramento da Humanidade.


Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os
espíritos de boa vontade.


Padecendo amarguras – reconfortou a muitos.


Tolerando aflições – semeou a fé e a coragem.


Ferido – curou as chagas morais do povo.


Supliciado – expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.


Esquecido pelos mais amados – ensinou a fraternidade e o reconhecimento.


Vencido na cruz – revelou a vitória da vida eterna em plena e gloriosa ressurreição, renovando os destinos das nações e santificando o caminho dos
povos.


Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.


Quem oferecer, assim, o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra,
poderá, desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da
Humanidade.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei. Antologia Mediúnica do Natal. Espíritos Diversos, Cap. 59, p. 70.


domingo, dezembro 04, 2016

Controlando Os Pensamentos - Gerson Monteiro






Controlando Os Pensamentos

Gerson Monteiro


Você já parou para pensar sobre o poder da mente? 


E que o pensamento é energia, e essa energia atinge os outros? 


Se você não acredita nisso, basta verificar a telepatia, que é transmissão de pensamento de uma pessoa para outra, fato já comprovado pela pesquisa científica. 


E quando dizemos que o ambiente está "carregado", "pesado"? 


Carregado e pesado do quê? 


Das energias negativas transmitidas pelos pensamentos em desalinho das pessoas que fazem aquele ambiente. 


Então, por tudo isso, devemos tomar cuidado com os nossos pensamentos.

*

Esse cuidado é tão importante, que Jesus recomendou: "Vigiai e orai". 


A vigilância do pensamento em primeiro lugar, isso porque, sabedor da realidade imortal da vida, antecipava a grave questão da ideoplastia, que o Espiritismo estuda, ou seja, um pensamento fixo em determinada coisa gera automaticamente uma forma-pensamento, atraindo para nós as companhias espirituais correspondentes.

*

Em outras palavras, se pensamos coisas ruins, esses pensamentos, que são energias mentais, formam na dimensão espiritual formas e forças correspondentes, por isso a necessidade de pensarmos coisas boas, para criarmos mentalmente formas-pensamento positivas, atraindo para nós a companhia dos bons espíritos.

*

Antes de tomar uma decisão, ou de agir impulsivamente, pare, pense, reflita. 


Não saia simplesmente falando e fazendo, para não ter depois de se arrepender amargamente pelas consequências ruins disso.

*

O mundo está repleto de pessoas que não medem as consequências do que pensam, falam e fazem, mas em contato com o Espiritismo, não podemos mais agir desse modo, pois, perante a lei divina, somos responsáveis por nós mesmos, arcando com as consequências do que pensamos, falamos e fazemos. 


Lembremos que "a cada um será dado segundo as suas obras", já aqui na Terra e depois, no retorno à pátria espiritual. 


Então, controlemos os pensamentos, para que eles gerem boas coisas para nós e para os outros.




Gerson Simões Monteiro - Presidente da Fundação Cristã-Espírita Cultural Paulo de Tarso    gerson@radioriodejaneiro.am.br

Meditando o Natal - Emmanuel






Meditando o Natal

Emmanuel


Na exaltação do Natal do Senhor, acalentemos nossa fé em Jesus, sem nos esquecermos da fé que Jesus deposita em nós.


Não desceria o Senhor da comunhão com os Anjos, sem positiva confiança nos homens.


É por isso que, da Manjedoura de Simplicidade e Alegria à Cruz da Renunciação e da Morte, vemo-lo preocupado na recuperação das criaturas.


Convida pescadores humildes ao seu ministério salvador e transforma-os em advogados da redenção humana.


Vai ao encontro de Madalena, possuída pelos adversários do bem, e converte-a em mensageira de luz.


Chama Zaqueu, mergulhado no conforto da posse material, e faz dele o administrador consciente e justo.


Não conhece qualquer desânimo, ante a negação de Pedro, e nele edifica o apóstolo fiel que lhe defenderia o Evangelho até o martírio e a crucificação.


Não se agasta com as dúvidas de Tomé e eleva-o à condição de missionário valoroso, que lhe sustenta a causa, até o sacrifício.


Não se sente ofendido aos golpes da incompreensão de Saulo, o perseguidor, e visita-o, às portas de Damasco, investindo-o na sua posição de emissário de Sua Graça, coroando de claridades eternas...


A fé e o otimismo do Cristo começaram na descida à estrebaria singela e continuam, até hoje, amparando-nos e redimindo-nos, dia a dia...


Assinalando, assim, os júbilos do Natal, recordemos a confiança do Mestre e afeiçoemo-nos à sua obra de amor e luz, tomando por marco de partida a nossa própria existência.


O Senhor nos conclama à tarefa que o evangelho nos assinala...


Nos primeiros três séculos de Cristianismo, os discípulos que lhe ouviram a Celeste Revelação levantaram-se e serviram-no com sangue e sofrimento, aflição e lágrimas.


Que nós outros estejamos agora dispostos a consagrar-lhe igualmente as nossas vidas, considerando o crédito moral que a atitude d’Ele para conosco significa...


Aprendamos, trabalhemos e sirvamos, até que um dia, qual aconteceu ao velho Simeão, da Boa Nova, possamos exclamar ante a Presença Divina:


- “Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque, em verdade, meus olhos já viram a salvação.”




XAVIER, Francisco Cândido. Antologia Mediúnica do Natal - Espíritos Diversos.

46ª Oração Diária - WebTV Nova Luz


Encontro de Natal - Meimei







Encontro de Natal

Meimei



Recolhes as melodias do Natal, guardando o pensamento engrinaldado pela ternura de harmoniosa canção...


Percebes que o Céu te chama a partilhar os júbilos da exaltação do Senhor nas sombras do mundo.


Entretanto, misturada ao regozijo que te acalenta a esperança, carregas a névoa sutil de recôndita angústia, como se trouxesse no peito um canteiro de rosas orvalhado de lágrimas!...


É que retratas no espelho da própria emoção o infortúnio de tantos outros companheiros que foram inutilmente convidados para a consagração da alegria.


Levantaste no lar a árvore da ventura doméstica, de cujos galhos pendem os frutos do carinho perfeito; entretanto, não longe, cambaleiam seguidores de Jesus, suspirando por leve proteção que os resguarde contra o frio da noite;


banqueteaste, sob guirlandas festivas, mas, a poucos passos da própria casa, mães e crianças desprotegidas aguardando o socorro do Cristo, enlanguescem de fadiga e necessidade;


repetes hinos comovedores, tocados pela serena beleza que dimana dos astros; no entanto, nas vizinhanças, cooperadores humildes do Mestre choram cansados de penúria e aflição;


abraças os entes queridos, desfrutando excessos de reconforto;


contudo, à pequena distância, esmorecem amigos de Jesus, implorando quem lhes dê a bênção de uma prece e o consolo de uma palavra afetuosa, nas grades dos manicômios ou no leito dos hospitais...


Sim, quando refletes na glória da Manjedoura, sentes, em verdade, a presença do Cristo no coração!


Louva as doações divinas que te felicitam a existência, mas não te esqueças de que o Natal é o Céu que se reparte com a Terra, através do eterno amor que se derramou das estrelas.


Agradece o dom inefável da paz que volta, de novo, enriquecendo-te a vida, mas divide a própria felicidade, realizando, em nome do Senhor, a alegria de alguém!...




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei. Antologia Mediúnica do Natal . Espíritos Diversos, Cap. 57, p. 68.

sábado, dezembro 03, 2016

45ª Oração Diária - WebTV Nova Luz


Discernimento - Emmanuel






Discernimento

 Emmanuel


Às vezes, nos afligimos, solicitando orientação.


Estamos certos ou errados, tomando esse ou aquele caminho?


Acaso, devemos fazer desse ou daquele modo aquilo que nos compete?


Entretanto, é importante pensar que a Divina Providência colocou tanto senso natural de escolha nas criaturas que a própria mosca sabe onde se encontra o açúcar.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel . Livro Centelhas.

sexta-feira, dezembro 02, 2016

44ª Oração Diária - WebTV Nova Luz


Seja autêntico- Humberto Pazian






Seja autêntico

Humberto Pazian




Para viver bem...



Temos que assumir o controle de nossas vidas.


Na infância, por necessitarmos de orientação, deixamos que nossos pais nos mostrem o caminho a seguir.


Quando jovens, porém, ignoramos os pais e permitimos que a turma, ou os ídolos determinem nossos gostos e rumos.


Já adultos, deixamos essas esquisitices e saudamos o que a mídia e as filosofias ditam.


Quando em idade avançada, já não permitem que decidamos sobre nossas vidas por acharem que não temos mais juízo.


Em suma, em todas as etapas da vida não vivemos de acordo com nossa vontade.


Reassuma o domínio de sua vida!


Humberto Pazian




PAZIAN, Humberto. Para viver bem... p. 146. Petit Editora.

quinta-feira, dezembro 01, 2016

As Reencarnações de Joanna de Ângelis








As Reencarnações de Joanna de Ângelis



Um Espírito que irradia ternura e sabedoria, despertando-nos para a vivência do amor na sua mais elevada expressão, mesmo que, para vivê-lo, seja-nos imposta grande soma de sacrifícios. Trata-se do Espírito que se faz conhecido pelo nome Joanna de Ângelis , e que, nas estradas dos séculos, vamos encontrá-la na mansa figura de Joanna de Cusa , posteriormente como Clara de Assis ao lado de Francisco de Assis, na grandiosa Sóror Juana Inés De La Cruz  e na intimorata Joana Angélica de Jesus .



Conheça agora um pouco dessas personalidades que marcaram a história com o seu exemplo de humildade e heroísmo.










JOANA DE CUSA


Joana de Cusa, segundo informações de Humberto de Campos, no livro “Boa Nova”, era alguém que possuía verdadeira fé.


Narra o autor que: “Entre a multidão que invariavelmente acompanhava Jesus  nas pregações do lago, achava-se sempre uma mulher de rara dedicação e nobre caráter, das mais altamente colocadas na sociedade de Cafarnaum. Tratava-se de Joana, consorte de Cusa, intendente de Ântipas, na cidade onde se conjulgavam interesses vitais de comerciantes e de pescadores”.


O seu esposo, alto funcionário de Herodes, não lhe compartilhava os anseios de espiritualidade, não tolerando a doutrina daquele Mestre que Joana seguia com acendrado amor. Vergada ao peso das injunções domésticas, angustiada pela incompreensão e intolerância do esposo, buscou ouvir a palavra de conforto de JESUS que, ao invés de convidá-la a engrossar as fileiras dos que O seguiam pelas ruas e estradas da Galiléia, aconselhou-a a seguí-Lo a distância, servido-O dentro do próprio lar, tornando-se um verdadeiro exemplo de pessoa cristã, no atendimento ao próximo mais próximo: seu esposo, a quem deveria servir com amorosa dedicação, sendo fiel a Deus, amando o companheiro do mundo como se fora seu filho.


Jesus  traçou-lhe um roteiro de conduta que lhe facultou viver com resignação o resto de sua vida.


Mais tarde, tornou-se mãe. Com o passar do tempo, as atribuições  foram se avolumando. O esposo, após uma vida tumultuada e inditosa, faleceu, deixando Joana sem recursos e com o filho para criar.


Corajosa, buscou trabalhar. Esquecendo “o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, para que seu filhinho tivesse pão”. Trabalhou até a velhice.

Já idosa, com os cabelos embranquecidos, foi levada ao circo dos martírios, juntamente com o filho moço, para testemunhar o amor por Jesus , o Mestre que havia iluminado a sua vida acenando-lhe com esperanças de um amanhã feliz.

Narra Humberto de Campos, no livro citado:


“Ante o vozerio do povo, foram ordenadas as primeiras flagelações.




- Abjura!… – excalama um executor das ordens imperiais, de olhar cruel e sombrio.


A antiga discípula do Senhor contempla o céu, sem uma palavra de negação ou de queixa. Então o açoite vibra sobre o rapaz seminu, que exclama, entre lágrimas:

- “Repudia a Jesus , minha mãe!… Não vês que nós perdemos?!




- Abjura!… por mim, que sou teu filho!…”


Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das lágrimas. As rogativas do filho são espadas de angustia que lhe retalham o coração.

Após recordar sua existência inteira, responde:


“- Cala-te, meu filho!




- Jesus era puro e não desdenhou o sacrifício. Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as felicidades transitórias do mundo, é preciso ser fiel a Deus!”




Logo em seguida, as labaredas consomem o seu corpo envelhecido, libertando-a para a companhia do seu Mestre, a quem tão bem soube servir e com quem aprendeu a sublimar o amor.








AO LADO DE FRANCISCO DE ASSIS - CLARA DE ASSIS


Séculos depois, Francisco, o “Pobrezinho de Deus”, o “Sol de Assis”, reorganiza o “Exército de Amor do Rei Galileu”, ela também se candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus, que a tudo ama e compreende, entoando a canção da fraternidade universal, como  Clara de Assis - a "Irmã Lua" .














Corpo de Clara de Assis - Basílica de Santa Clara em Assis/ Itália



 Divaldo Pereira Franco (2014) em entrevista concedia à TV CEI no "Programa Conversando com Divaldo", descreveu sua emoção de quando esteve em Assis/Itália.

Falou da beleza e do perfume dos campos recobertos de lavanda e, após visitar o local onde estavam os restos mortais e os trajes de Francisco de Assis, foi à Basílica de Santa Clara e diante do seu corpo exposto, com expressão tão serena , Joanna de Ângelis se fez presente e segundo o mesmo, não teve mais dúvidas, de que se tratava do mesmo Espírito.


Tivemos o desejo de nos aprofundarmos nessa linda passagem vivida por Divaldo, pelo carinho, respeito e admiração pela Veneranda Joanna de Ângelis, cujas mensagens sempre tocaram fundo ao nosso coração e fomos pesquisar.


Clara de Assis desencarnou em 11 de agosto de 1253 e seu corpo foi enterrado na Igreja de São Jorge ao lado do corpo de Francisco. 


No dia 3 de outubro de 1260, o corpo é exumado e colocado na Basílica de Santa Clara, ali permanecendo perto do altar com uma simples inscrição: “Aqui jaz o corpo da Virgem Santa Clara”.

No dia 23 de agosto de 1850 , o corpo é novamente exumado , junto a religiosos e de um especialista em escavações .

No dia 23 de setembro, com a presença de autoridades da igreja católica , de um químico  , de um arqueólogo  e do diretor do arquivo municipal de Assis abriram o sarcófago.

O corpo de Clara tinha o fino semblante intacto, a pele estava sombria e bem colada aos ossos. 

Uma coroa de honra feita no século XIII estava perfeita. Os ramos de tomilho que enfeitavam o corpo permaneciam conservados. 

O corpo todo estava em estado de esqueleto na disposição normal dos ossos. A cabeça inclinada sobre o ombro esquerdo, o braço esquerdo sobre o peito e o direito estendido ao longo do corpo. 

O corpo foi erguido e colocado num relicário.

Nos dias 26, 27 e 28 de setembro, a urna foi reaberta para recobrir os ossos de Clara de Assis e dando-lhe aparência de um corpo. Tinham sido envoltos anteriormente por uma camada de algodão. 

A túnica parda, a cobertura da cabeça branca e o véu preto foram confecionados por algumas senhoras de Assis. Colocou-se sobre a cabeça uma coroa de flores.


O corpo de Clara que está hoje na basílica foi mais uma vez restaurado.


De 17 de novembro de 1986 até 12 de abril de 1987 um paciente trabalho foi feito para tirar do corpo um estado de viscosa humidade, devido ao clima e aos longos anos que criaram a decomposição das partes extremas, em particular as falanges e os dedos dos pés.

Quando examinaram o corpo, ele mantinha a mesma posição deixada em 1850.

Todo ele foi recomposto e restaurado por uma equipe de técnicos incluindo egiptólogo, ortopedista, químico e escultor com tela, gesso, esmalte e silicone.

Recompuseram o corpo e o rosto segundo os documentos da época, mantendo a a expressão de mulher fascinante, ardente, terna, sensível, segura e muito equilibrada.

Diante do corpo de Clara, é preciso redescobrir a espiritualidade da ternura, da pequenez, da pobreza. 

Clara, não é um aprendizado intelectual, mas um conhecimento afetivo.


Por que Clara é bela? Porque o Espírito imprime sempre no corpo a sua forma.



REFERÊNCIAS
Franciscanos.org.br. Disponível em http://www.franciscanos.org.br/?p=5227. Acesso:08 MAR 2015.

Redemptionis-Sacramentum. Disponível em : http://redemptionis-sacramentum.blogspot.com.br/2011/08/serie-corpos-de-santos-e-beatos.html.Acesso: 08 MAR 2015.











SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ





No século XVII ela reaparece no cenário do mundo, para mais uma vida dedicada ao Bem.

Renasce em 1651 na pequenina San Miguel Nepantla, a uns oitenta quilômetros da cidade do México, com o nome de Juanna De Asbaje y Ramirez De Santillana , filha de pai basco e mãe indígena.


Após 3 anos de idade, fascinada pelas letras, ao ver sua irmã aprender a ler e escrever, engana a professora e diz-lhe que sua mãe mandara pedir-lhe que a alfabetizasse. A mestra, acostumada com a precocidade da criança, que já respondia ás perguntas que a irmã ignorava, passa a ensinar-lhe as primeiras letras.


Começou a fazer versos aos 5 anos. Aos 6 anos, Juana dominava perfeitamente o idioma pátrio, além de possuir habilidades para costura e outros afazeres comuns às mulheres da época.

Soube que existia no México uma Universidade e empolgou-se com a idéia de no futuro, poder aprender mais e mais entre os doutores. Em conversa com o pai, confidenciou suas perspectivas para o futuro. Dom Manuel, como um bom espanhol, riu-se e disse gracejando:

-”Só se você se vestir de homem, porque lá só os rapazes ricos podem estudar.” Juana ficou surpresa com a novidade, e logo correu à sua mãe solicitando insistentemente que a vestisse de homem desde já, pois não queria, em hipótese alguma, ficar fora da Universidade.

Na Capital, aos 12 anos, Juana aprendeu latim em 20 aulas, e português, sozinha. Além disso, falava nahuatl, uma língua indígena. O Marquês de Mancera, querendo criar uma corte brilhante, na tradição européia, convidou a menina-prodígio de 13 anos para dama de companhia de sua mulher.

Na Corte encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade, tornando-se conhecida e admirada pelas suas poesias, seus ensaios e peças bem-humoradas. Um dia, o Vice-rei resolveu testar os conhecimentos da vivaz menina e reuniu 40 especialistas da Universidade do México para interrogá-la sobre os mais diversos assuntos. A platéia assistiu, pasmada, àquela jovem de 15 anos responder, durante horas, ao bombardeio das perguntas dos professores.

E tanto a platéia como os próprios especialistas aplaudiram-na, ao final, ficando satisfeito o Vice-rei. Mas, a sua sede de saber era mais forte que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte.

A fim de se dedicar mais aos seus estudos e penetrar com profundidade no seu mundo interior, numa busca incessante de união com o divino, ansiosa por compreender Deus através de sua criação, resolveu ingressar no Convento das Carmelitas Descalças, aos 16 anos de idade.

Desacostumada com a rigidez ascética, adoeceu e retornou à Corte.


Seguindo orientação de seu confessor, foi para a ordem de São Jerônimo da Conceição, que tem menos obrigações religiosas, podendo dedicar-se às letras e à ciência. Tomou o nome de Sóror  Juana Ignés De La Cruz .

Na sua confortável cela, cercada por inúmeros livros, globos terrestres, instrumentos musicais e científicos, Juana estudava, escrevia seus poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra. Era freqüentemente visitada por intelectuais europeus e do Novo Mundo, intercambiando conhecimentos e experiências.

A linda monja era conhecida e admirada por todos, sendo os seus escritos popularizados não só entre os religiosos, como também entre os estudantes e mestres das Universidades de vários lugares. Era conhecida como a “Monja da Biblioteca”.



Se imortalizou também por defender o direito da mulher de ser inteligente, capaz de lecionar e pregar livremente.



Em 1695 houve uma epidemia de peste na região. Juana socorreu durante o dia e a noite as suas irmãs reliogiosas que, juntamente com a maioria da população, estavam enfermas. Foram morrendo, aos poucos, uma a uma das suas assistidas e quando não restava mais religiosas, ela, abatida e doente, tombou vencida, aos 44 anos de idade.






SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS


Passados 66 anos do seu regresso à Pátria Espiritual, retornou, agora na cidade de Salvador na Bahia, em 1761, como Joana Angélica , filha de uma abastada família.

Aos 21 anos de idade ingressou no Convento da Lapa, como franciscana, com o nome de Sóror Joana Angélica de Jesus , fazendo profissão de Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição.

Foi irmã, escrivã e vigária, quando, e, 1815, tornou-se Abadessa e, no dia 20 de fevereiro de 1822, defendendo corajosamente o Convento, a casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.


Nos planos divinos, já havia uma programação para esta sua vida no Brasil, desde antes, quando reencarnara no México como Sóror Juana Inés de La Cruz. Daí, sua facilidade estrema para aprender português.


É que, nas terras brasileiras, estavam reencarnados, e reencarnariam brevemente, Espíritos ligados a ela, almas comprometidas com a Lei Divina, que faziam parte de sua família espiritual e aos quais desejava auxiliar.

Dentre esses afeiçoados a Joanna de Ângelis, destacamos Amélia Rodrigues, educadora, poetisa, romancista, dramaturga, oradora e contista que viveu no fim do século passado ao início deste.






JOANNA NA ESPIRITUALIDADE


Quando, na metade do século passado, “as potências do Céu” se abalaram, e um movimento de renovação se alastrou pela América e pala Europa, fazendo soar aos “quatro cantos” a canção da esperança com a revelação da vida imortal, Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade, para o trabalho de implantação do Cristianismo redivivo, do Consolador prometido por Jesus.
        

E ela, no livro “Após a Tempestade”, em sua última mensagem, referindo-se aos componentes de sua equipe de trabalho diz:

“Quando se preparavam os dias da Codificação Espírita, que ando se convocavam trabalhadores dispostos à luta, quando se anunciavam as horas preditas, quando se arregimentavam seareiros para Terra, escutamos o convite celeste e nos apressamos a oferecer nossas parcas forças, quanto nós mesmos, a fim de servir, na ínfima condição de sulcadores do solo onde deveriam cair as sementes de luz do Evangelho do Reino.”


Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” vamos encontrar duas mensagens assinadas por “Um Espírito amigo”. A primeira, no Cap. IX, item 7 com o título “A paciência”, escrita em Havre, 1.862. A segunda no Cap. XVIII itens 13 e 15 intitulada “Dar-se-á àquele que tem”, psicografada no mesmo ano que a anterior, na cidade de Bordéus.

Se observarmos bem, veremos a mesma Joanna que nos escreve hoje, ditando no passado uma bela página, como o modelo das nossas atitudes, em qualquer situação.

No mundo Espiritual, Joanna estagia numa bonita região, próxima da Crosta terrestre.


Quando vários Espíritos ligados a ela, antigos cristãos equivocados se preparavam para reencarnar, reuniu a todos e planejou construir na Terra, sob o céu da Bahia no Brasil, uma cópia, embora imperfeita, da Comunidade onde estagiava no Plano Espiritual, com o objetivo de, redimindo os antigos cristãos, criar uma experiência educativa que demonstrasse a viabilidade de se viver numa comunidade, realmente cristã, nos dias atuais.

Espíritos gravemente enfermos, não necessariamente vinculados aos seus orientadores encarnados, viriam na condições de órfãos, proporcionando oportunidade de burilamento, ao tempo em que, eles próprios, se iriam liberando das injunções cármicas mais dolorosas e avançando na direção de Jesus.



Engenheiros capacitados foram convidados para traçarem os contornos gerais dos trabalhos e instruírem os pioneiros da futura Obra.

Quando estava tudo esboçado, Joanna procurou entrar em contato com Francisco de Assis, solicitando que examinasse os seus planos e auxiliasse na concretização dos mesmos, no Plano Material.



O “Pobrezinho de Deus” concordou com a Mentora e se prontificou a colaborar com a Obra, desde que “nessa Comunidade jamais fosse olvidado o amor aos infelizes do mundo, ou negada a Caridade aos “filhos do Calvário”, nem se estabelecesse a presunção que é vérmina a destruir as melhores edificações do sentimento moral’.


Quase um século foi passado, quando os obreiros do Senhor iniciaram na Terra, em 1947, a materialização dos planos de Joanna, que inspirava e orientava, secundada por Técnicos Espirituais dedicados que espalhavam ozônio especial pela psicosfera conturbada da região escolhida, onde seria construída a “Mansão do Caminho”, nome dado à alusão à “Casa do Caminho” dos primeiros cristãos.
        

Nesse ínterim, os colaboradores foram reencarnando, em lugares diversos, em épocas diferente, com instrução variada e experiências diversificadas para, aos poucos, e quando necessário, serem “chamados” para atender aos compromissos assumidos na espiritualidade.

Nem todos, porém, residiriam na Comunidade, mas, de onde se encontrassem, enviariam a sua ajuda, estenderiam a mensagem evangélica, solidários e vigilantes, ligados ao trabalho comum.

A Instituição crescendo sempre comprometida a assistir os sofredores da Terra, os tombados nas provações, os que se encontram a um passo da loucura e do suicídio.

Graças às atividades desenvolvidas, tanto no plano material como no plano espiritual, com a terapia de emergência a recém-desencarnados e atendimentos especiais, a “Mansão do Caminho” adquiriu uma vibração de espiritualidade que suplantas humanas vibrações dos que ali residem e colaboram.






REFERÊNCIAS


FRANCO, Divaldo Pereira; SANTOS, Celeste .   “A Veneranda Joanna de Ângelis”.


____________________; SAID, Cezar Braga . " Joanna e Jesus: Uma História de Amor".


DOUTRINAKARDEC. Disponível em http://doutrinakardec.wordpress.com/category/joanna-de-angelis/ . Acesso: 07 MAR 2016.



Franciscanos.org.br. Disponível em http://www.franciscanos.org.br/?p=5227. Acesso:08 MAR 2015.

Redemptionis-Sacramentum. Disponível em : http://redemptionis-sacramentum.blogspot.com.br/2011/08/serie-corpos-de-santos-e-beatos.html.Acesso: 08 MAR 2015.


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Novas Revelações Sobre Joanna De Ângelis

Adilton Pugliese


Uma das mulheres vem mantendo, de forma comovedora, sua fidelidade ao Cristo há mais de 2000 anos, desde o início da Era Cristã, quando ela, na personalidade de Joana, esposa de Cusa, intendente de Ântipas, acompanhava as pregações do Mestre às margens do lago de Cafarnaum. 


Ela possuía a verdadeira fé, mas vivia atormentada com as amarguras domésticas, porque o seu companheiro de lutas não aceitava as claridades do Evangelho, o esposo não tolerava a doutrina do Mestre. 


Atendida fraternalmente por Jesus, é aconselhada a “amá-lo ainda mais”, recomendando-lhe permanecer sempre fiel. 


No ano de 68, “quando as perseguições ao Cristianismo iam intensas”, Joana de Cusa é submetida ao poste do martírio e, quando desafiada pelos verdugos a abjurar a sua fé, que lhe diziam: 


- O teu Cristo soube apenas ensinar-te a morrer? 


Ela, reunindo todas as suas forças, responde:


- Não apenas a morrer, mas também a vos amar!... 


É neste momento decisivo que ela escuta a voz carinhosa e inesquecível:


- Joanna, têm bom ânimo!...Eu aqui estou...


Mais de 1500 anos depois vamos encontrá-la reencarnada no México, em San Miguel Nepantla. 


Que perfil nos interessa nessa encarnação dessa fidelíssima servidora do Cristo? 


Um escritor, poeta e crítico mexicano, Octavio Paz, escreveu um livro de 709 páginas para fazer uma espécie de ressurreição da vida e do mundo de Juana de Asbaje Y Ramírez de Santillana, nascida em 12 de novembro de 1651. 


Foi uma mulher inteligente, que desde menina pedia à mãe para vesti-la de homem para ela poder ir a Universidade. 


Era a necessidade do saber, do conhecimento, certamente preparando-se para as tarefas do futuro. É nesse estágio reencarnatório que aprende, sozinha, o idioma português.


Aos 16 anos entra para a Ordem das Carmelitas Descalças, mas não suporta a vida ascética. 


Aos 18 anos, então, tomou o véu de noviça no Convento de São Jerônimo, e adota o nome de Sóror Inês de la Cruz. 


Tinha enorme biblioteca, era conhecida como a monja da biblioteca. Juana nasceu numa época de grande restrição à mulher. 


Teve vários perseguidores, que não aceitavam a sua excepcionalidade: a de seu sexo e de sua superioridade intelectual. 


Um deles foi o Arcebispo da Cidade do México, Aguiar y Seijas, cuja misoginia o levava a propagar que caso uma mulher entrasse em sua casa, mandaria trocar o piso.


O que marcou a reencarnação de Sóror Juana Inês de la Cruz foi sua constante preocupação pela situação da mulher, especialmente a mexicana, a qual era totalmente marginalizada, levando-a promover um movimento, tornando-se, então, a primeira feminista das Américas. Foi poeta e musicista. 


Houve um instante de inquietação em sua vida, quando interrogou: onde está a felicidade? 


Orando, e fazendo profunda reflexão, lembrou, talvez, que deveria proceder como o moço rico da parábola evangélica. 


Precisava dar tudo o que tinha e dedicar-se aos pobres, à caridade. 


E é o que faz a partir daí. 


Em abril de 1695, grave epidemia varreu o México, ceifando inúmeras vidas, entre elas a de Sóror Juana Inês de la Cruz, aos 44 anos de idade, em 17.04.1695.


Sessenta e seis anos depois renasceria no Brasil, em 11.12.1761, e seria a personalidade Sóror Joana Angélica de Jesus. 


Seus registros terrestres não explicam a sua renúncia ao mundo e a opção pela clausura de um mosteiro da ordem contemplativa. 


Só os registros das vidas passadas, desde 68 d.C., como Joana de Cusa, passando pela religiosa Juana Inés de la Cruz, podem explicar essa opção, pois aos 21 anos ingressou no Convento da Lapa, em Salvador, BA., fazendo profissão de irmã das religiosas reformadas de Nossa Senhora da Conceição da Lapa e por incontáveis méritos, chegou a Abadessa em 1815. 


Em 20.02.1822 ela desencarna, trespassada por uma baioneta, enfrentando às portas do Convento, os soldados do Brigadeiro Madeira, nomeado por Portugal para pôr fim ao movimento de independência. 


Seria a Heroína da Independência do Brasil.


No mundo espiritual, 40 anos após a sua desencarnação no Brasil, ei-la na França, ao lado de Allan Kardec, colaborando com a Codificação Espírita. Imaginamos o número incalculável de Espíritos que se ofereceram para colaborar com o advento da Terceira Revelação! 


E ela foi um dos escolhidos. 


Em abril de 1864, ao lançar em Paris a terceira obra da Codificação Espírita, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec insere duas mensagens desse Espírito, que se assina Um Espírito Amigo: um texto sobre A Paciência , no capítulo IX, item 7 e outro capítulo XVIII, item 15,Instrução dos Espíritos, intitulado Dar-se-á Àquele que Tem, ambos ditados em 1862 nas cidades francesas de Havre e Bordéus, respectivamente.


Continuando a sua trajetória iluminativa, em 1948 ela revela-se ao médium Divaldo Franco, assinando suas primeiras comunicações como Um Espírito Amigo e, mais tarde, em 1956, solicitada pelo médium a identificar-se, pede que seja chamada de Joanna de Angelis, passando a desenvolver a sua grandiosa tarefa, conhecidíssima em todo o Brasil e no Exterior, agora verdadeira Heroína da Independência do Homem, para liberta-lo do materialismo.


Há, dentro de suas existências na Terra, um ponto que gostaria de realçar. 


Quando em 1970 Divaldo Franco visitou o Monastério de Santa Clara, em Assis, na Itália, o Espírito Joanna de Angelis, diante do corpo em conservação de Clara de Assis, desvela um outro ângulo de suas existências. 


Esse momento, em nosso entendimento, revela sua reencarnação como Clara de Assis, no século XII, na cidade de Assis, na Itália. 


Relatam seus biógrafos que durante a gestação, sua mãe tinha medo, era o primeiro filho. 


Um dia correu à igreja. 


Lá ouviu uma voz: 


“não tenhas medo, com felicidade serás mãe de uma menina, e esta filha há de aclarar o mundo com o seu esplendor”. 


Finalmente, no dia 16.07.1194, o castelo dos Condes de Favarone e Hortolona comemora o grande momento: o nascimento de sua primogênita. 


A mãe insistiu em chamar-lhe de Clara, pois em seus ouvidos soava a promessa: ela há de aclarar o mundo inteiro com o seu esplendor...


No ano de 1211, com 17 anos, ouviu um jovem de 29 anos pregar a Quaresma na Catedral de Assis e ficou arrebatada, não apenas com a eloquência da palavra, mas com o gesto da vida daquele jovem. 


O jovem era Francisco de Assis (26.09.1182 – 04.10.1226), que desde o ano de 1206 havia criado um grande impacto em sua cidade natal. 


Jovem rico, filho do grande comerciante Pedro Bernadone que, de repente, após retornar da guerra, no sul da Itália, passara a pregar o desapego às coisas materiais e o amor à mais absoluta pobreza.


Em 18.03.1212, Clara toma uma decisão: 


abandonar a família e seguir Francisco, o que consegue. 


Mais tarde ela se tornaria a primeira mulher franciscana e, com ela, nasceria a Segunda Ordem Franciscana, a das mulheres. 


Em 15.08.1253, ela desencarna aos 59 anos, após uma vida de prodígios e dedicação aos pobres.


Identificamos dias interessantes e significativas conexões reencarnatórias entre Clara de Assis e Joanna Angélica de Jesus: Em 1241, a Itália é invadida por Frederico II, com bandos armados à busca de riqueza e aventuras e chegaram à cidade de Assis. 


Clara enfrenta a soldadesca com a imagem do Santíssimo Sacramento na mão, na porta do Mosteiro, defendendo as irmãs de ideal e a cidade; 


em 20.02.1822 (581 anos depois) ela enfrentaria, às portas de outro Mosteiro, o da Lapa, em Salvador, os soldados do brigadeiro Madeira, comandante das tropas portuguesas.


As tradições relatam comovedor momento, narrado por Divaldo Franco em suas palestras, envolvendo essas duas elevadas almas, a de Clara e a de Francisco: 


numa tarde de inverno, ambos voltavam de Espoleto para Assis. 


A neve cobria o caminho, vestia as oliveiras...


É quando Francisco declara: 


- Irmã devemos nos separar aqui. 


– E quando tornaremos a nos encontrar, irmão? Pergunta Clara. 


– Quando a primavera chegar com suas flores, responde Francisco. 


E separaram-se. 


Francisco faz um sinal da cruz e desaparece como que diluído na neblina. 


Clara ajoelha-se na brancura do caminho, enquanto, em Assis, os sinos repicavam. 


E de repente... 


Uma carícia primaveril a envolveu. 


Abriu os olhos. 


A neve sumira. 


Por toda parte rosas. 


Rosas à beira dos caminhos. 


Rosas nas oliveiras e ciprestes. 


Rosas na amplidão. 


Por toda parte rosas. 


Colheu-as às braçadas e correu ao encalço de Francisco, gritando: 


- Irmão, irmão, a primavera voltou. 


Não nos separemos mais...


A união entre Joanna de Ângelis e Jesus; 


dela com Francisco de Assis e com o médium Divaldo Franco, em séculos de vínculos fraternais e de labor em benefício da humanidade, é o exemplo máximo, a excelência da harmonia íntima, da mensagem da eterna amorosidade. 


Certamente que, para lograrmos esse estado de harmonia que os atingiu, é preciso que semeemos rosas sem espinhos à beira dos caminhos, dos nossos caminhos redentores e com todos aqueles com quem nos encontrarmos e então, também nós, um dia, quando conseguirmos construir a primavera definitiva, na história de nossas vidas, nunca mais nos separemos de Deus e de suas Leis.



Fonte:


PUGLIESE, Adilton . Artigo publicado na Revista Presença Espírita de números 238- set/out de 2003 e 239 – nov/dez de 2003 .


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Homenagem à Veneranda Joanna de Ângelis








A Veneranda Joanna de Ângelis, segundo informações trazidas pelos Benfeitores Espirituais,  esteve reencarnada junto a Jesus , na condição da cristã Joana de Cusa, posteriormente junto à Francisco de Assis, como Clara de Assis.


Esteve presente no México como Sóror Juana Inés de La Cruz, considerada uma das mulheres mais inteligentes que se tem conhecimento, conhecida como a “Monja da Biblioteca”.


Passados 66 anos do seu regresso à Pátria Espiritual, retornou, na cidade de Salvador na Bahia, em 1761, como Joana Angélica , filha de uma abastada família,ingressando no Convento da Lapa, como franciscana, com o nome de Sóror Joana Angélica de Jesus , fazendo profissão de Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. Tornou-se Abadessa e, no dia 20 de fevereiro de 1822, defendendo corajosamente o Convento, a Casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.


Atualmente na Espiritualidade como Joanna de Ângelis, vem reunindo através de suas obras a família espiritual, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco, um de seus filhos, quando esteve reencarnada como Joana de Cusa.


Já temos conhecimento de que essa Veneranda reencarnará em 2016, certamente auxiliando no processo de regeneração da humanidade.




Que Jesus a fortaleça e ampare sempre, como também ao nosso tão querido Divaldo Pereira Franco que tem sido de extrema dedicação, amor e respeito ao próximo, nos ensinando pelos seus exemplos que “ Devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo, como a nós mesmos”, como nos recomendou o Mestre Jesus.


Certamente a Festa na Espiritualidade se estenderá à Festa Espiritual no nosso tão amado Planeta Terra, pela presença dos Espíritos Nobres, ligados à Falange Espiritual de Joanna de Ângelis.



Seja bem-vinda querida Veneranda Joanna de Ângelis, o Mundo de Regeneração a aguarda ...