Pachelbel - Canon In D Major

domingo, janeiro 31, 2010



Acreditar e agir


Momento Espírita




Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.


Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.


O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.


O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.


Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.


Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.


O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.


O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.


Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.


Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.


Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.


Então, o barqueiro disse ao viajante:


Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.


Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.


Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.


Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.


* * *


Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do jugo inglês. Tinha também uma estratégia: a não-violência.


Sua autoconfiança foi tanta que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas também agiu com segurança.


Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá. Acreditou e agiu, superando a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro.


Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África francesa para atender aos nativos, no mais completo anonimato.


Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular.


* * *


E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?


Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.
Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.


* * *


Caso você ainda não tenha uma meta traçada ou deseje refazer a sua, considere alguns pontos:


verifique se os caminhos que irá percorrer não estarão invadindo a propriedade de terceiros;


se as águas que deseja navegar estão protegidas dos calhaus da inveja, do orgulho, do ódio;


e, antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo.


Depois de tomar todas estas precauções, siga em frente e boa viagem.


Redação do Momento Espírita, com base em texto veiculado pela Internet, atribuído a Aurélio Nicoladeli.Disponível no CD Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=50&let=&stat=0>


sábado, janeiro 30, 2010


A alegria do trabalho


Momento Espírita


Um grande pesquisador da alma humana, interessado em estudar os sentimentos alimentados no íntimo de cada ser, resolveu iniciar sua busca junto àqueles que estavam em pleno exercício de suas profissões.


Dirigiu-se, então, a um edifício em construção e ali permaneceu por algum tempo a observar cada um daqueles que, de uma forma ou de outra, faziam com que um amontoado de materiais fossem tomando forma de um arranha-céu.


Depois de observar cuidadosamente, aproximou-se de um dos pedreiros que empurrava um carrinho de mão, cheio de pedras e lhe perguntou:


Poderia me dizer o que está fazendo?


O pedreiro, com acentuada irritação, devolveu-lhe outra pergunta:
O senhor não está vendo que estou carregando pedras?


O pesquisador andou mais alguns metros e inquiriu a outro trabalhador que, como o anterior, também empurrava um carrinho repleto de pedras:


Posso saber o que você está fazendo?


O interpelado respondeu com presteza:


Estou trabalhando, afinal, preciso prover meu próprio sustento e da minha família.


Mais alguns passos e o estudioso acercou-se de outro trabalhador e lhe fez a mesma pergunta.


O funcionário soltou cuidadosamente o carrinho de pedras no chão, levantou os olhos para contemplar o edifício que já contava com vários pisos e, com brilho no olhar, que refletia seu entusiasmo, falou:


Ah, meu amigo! eu estou ajudando a construir este majestoso edifício!


* * *


Neste relato singelo, encontramos motivos de profundas reflexões acerca do trabalho.


Em primeiro lugar, devemos entender que o trabalho não é castigo: é bênção.



Deve, por isso mesmo, ser executado com prazer.


E o meio de conseguirmos isso consiste em reduzir o quanto possível o cunho egoístico de que o mesmo se reveste em nosso meio.


O trabalho é lei da natureza, mediante a qual o homem forja o próprio progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida.


Desde as imperiosas necessidades de comer e beber, defender-se das intempéries até os processos de garantia e preservação da espécie, o homem se vê compelido à obediência à Lei do trabalho.


O trabalho, no entanto, não se restringe apenas ao esforço de ordem material, física mas, também, intelectual, pelo labor desenvolvido, objetivando as manifestações da cultura, do conhecimento, da arte, da ciência.


Dessa forma, meditemos no valor do trabalho, ainda que tenhamos que enfrentar tantas vezes um superior mal humorado, um subalterno relapso, porque as Leis Divinas nos situam exatamente onde necessitamos. No lugar certo, com as pessoas certas, no momento exato.


Convém que observemos a natureza e busquemos imitá-la, florescendo e produzindo frutos onde Deus nos plantou.


E, se alguém nos perguntar o que estamos fazendo, pensemos bem antes de responder, pois da nossa resposta depende a avaliação que as leis maiores farão de nós.


Será que estamos trabalhando com o objetivo de enriquecer somente os bolsos, ou pensamos em enriquecer também o cérebro e o coração?



Disponível <
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2508&stat=0>




O palco do mundo


Momento Espírita



Poeticamente, os escritores se referem, por vezes, ao mundo, como um grande palco.


A vida seria, então, nada além de uma peça teatral.


Em verdade, se vivêssemos pensando que estamos em um palco, possivelmente nos sairíamos melhor na representação do papel que nos compete.


Para o êxito de uma peça teatral, uma grande equipe se faz necessária.

E um número quase sempre maior dos que aparecem no palco, trabalham nos bastidores ou jamais pisam sequer as dependências do teatro.

Os papéis se distribuem por ordem de importância. Sem o respeito ao desempenho individual e ao que ele representa, não haverá êxito.


A harmonia do conjunto é que resulta no sucesso da apresentação. O escritor, o diretor, o figurinista, o maquiador, o iluminador, os atores - todos têm seu momento próprio para agir.


Da sua atuação específica depende o resultado final.


Não se concebe que, em meio à apresentação do principal personagem, o funcionário deixe a mesa de iluminação e diga: Não esqueçam. Esta cena só ficou tão boa por causa do jogo de luzes. Ah! Se não fosse eu.


Durante o espetáculo, quando a platéia se emociona, com a representação da heroína, jamais a costureira irrompe no palco para chamar a atenção sobre um detalhe do figurino, que realça a silhueta da atriz.


Em suma, cada um desempenha o seu papel, a seu tempo, do seu modo.


Quanto melhor isso ocorre, maior o sucesso, melhor o resultado final.


Se começarmos a pensar que nos encontramos em um palco e uma grande platéia nos assiste, é possível que sejamos mais gentis e educados.


Se pensarmos que para representar o grande ou pequeno papel que nos foi confiado, dependemos de tantos, trataremos melhor as pessoas.


Não desprezaremos pais envelhecidos e enfermos. Afinal, foram eles que nos possibilitaram a chegada ao palco do mundo.


Teremos em melhor conta professores valorosos que nos ensinaram o alfabeto, o segredo dos números, o intrincado da ciência e da filosofia.


Especialmente não desejaremos para nós os aplausos e ovações que a outro pertencem.


Iremos nos sentir satisfeitos por atuar ao lado do ator extraordinário, aprendendo com ele. Sem desejar ou tentar roubar a cena.


Finalmente, quando a cortina se fechar, denunciando o final da peça, poderemos dizer alegres, embora cansados: Que bom! Tudo saiu muito bem!


* * *


Da próxima vez que alguém estiver brilhando mais do que nós: é o seu papel, no momento.


Para isso nasceu, se preparou, ensaiou. Se desejarmos brilhar tanto quanto ele, realizemos o esforço que ele despendeu.


Mas, se nosso papel nos exigir a permanência nos bastidores, ainda assim façamos o melhor.


O que realmente importa é o nosso desempenho. Será ele que merecerá a imparcial avaliação do Criador da peça e dono do teatro: Deus, nosso Pai.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2507&stat=0>




Um herói numa cadeira de rodas


Momento Espírita



Havia um homem de 38 anos que tinha enormes cicatrizes no rosto. Suas marcas eram tão salientes que lhe deformavam a face.


Em qualquer ambiente social que ele comparecia, as pessoas ficavam chocadas com a sua aparência.


Além disso, era paraplégico, andava de cadeira de rodas.


Seu filho Rodolfo tinha muita vergonha, e cresceu tentando escondê-lo.


Não chamava os amigos para freqüentar sua casa, nem o pai para participar de reuniões e festividades da escola.


Certo dia Rodolfo contraiu uma gripe forte e faltou à aula.


Por causa de um trabalho urgente, dado pela professora, os colegas foram até sua casa, sem avisar.


Quando viram aquele homem ficaram atônitos. E Rodolfo mais ainda.


"Não se preocupem, sei que sou bonitão" - disse, bem humorado, o homem.


E os garotos perceberam a doçura daquele homem mutilado pela vida.


Enquanto faziam o trabalho tiveram algumas dúvidas e pediram ajuda ao homem feio, que os atendeu e lhes mostrou sua admirável cultura, pois lia mais de um livro por semana.


Após o término do trabalho, uma pergunta fatal.


Alguém perguntou por que ele estava naquela situação.


Rodolfo ficou vermelho e preocupado, pois os pais nunca haviam lhe falado o porquê.


Sempre evitaram a resposta.


Então aquele homem dócil resolveu aproveitar a oportunidade para contar o que havia acontecido no passado.


Quando Rodolfo ainda era um bebê, eles fizeram uma viagem e se hospedaram num hotel-fazenda.


Ausentaram-se, ele e a mãe, por algum tempo, deixando Rodolfo com a babá.


Quando retornavam perceberam que o hotel estava em chamas.


Desesperado, o pai se embrenhou pelo meio do fogo e resgatou o filho.


Mas no exato momento que entregou o bebê ao bombeiro, uma viga caiu sobre sua coluna jogando-o no chão, e as labaredas provocaram sérias queimaduras no seu rosto.


Então, com profunda ternura, o pai de Rodolfo falou: "a vida de meu filho era mais importante que a minha.


Eu poderia morrer, mas lutaria para salvar a dele."


E acrescentou que as cicatrizes eram o sinal do amor intenso que sentia pelo filho.


Disse a Rodolfo que não lhe contaram a história antes para que ele não se sentisse culpado, e pudesse crescer sem traumas.


O garoto entendeu que não conhecia a intimidade de seu pai.


Compreendeu que foi injusto e superficial todas as vezes que tentava esconder aquele herói dos seus amigos.


Aprendeu que deveria conhecer, amar e curtir mais seus pais, enquanto ainda era tempo.


***


Bons filhos conhecem a história de seus pais, mas filhos brilhantes vão muito mais longe: conhecem os capítulos mais importantes de suas vidas.


Jovens com essa característica desenvolvem a arte de ouvir, dialogar, compreender.


Adquirem a capacidade de se colocar no lugar dos outros, de superar conflitos e desenvolver relações saudáveis e felizes.


Mesmo quando seus amores erram, eles agem como garimpeiros que procuram ouro no subsolo da história de quem amam.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 01, do livro Filhos brilhantes, alunos fascinantes, de Augusto Cury, Academia de Inteligência.

quinta-feira, janeiro 28, 2010



RENASCER


Emmanuel


"Se a vontade bem dirigida é a bússola de nossa embarcação no mar das provas edificantes, podemos, em verdade, renascer, cada hora..." - Emmanuel

Deplorável engano esperar alguém por nova reencarnação, a fim de melhorar-se.


A entrada de nossa alma na luta humana é como que o ingresso do aluno do amor e da sabedoria, em novas fases de aprimoramento na grande escola da Terra.


E, se vemos a árvore renascer da semente, em trabalho metódico, e se observamos o tempo ressurgir, em cada novo dia, é fácil reconhecer a nossa privilegiada posição de criaturas conscientes, no círculo das possibilidades de renascimento espiritual em qualquer ocasião.


Se a vontade bem dirigida é a bússola de nossa embarcação no mar das provas edificantes, podemos, em verdade, renascer, cada hora...


Da incerteza para a confiança.


Do desalento para a coragem.


Da tristeza para a alegria.

Da fadiga para o bom ânimo.


Da sombra para a luz.


Do mal para o bem.


Da perturbação para o equilíbrio.


Da dor para a felicidade.


Da discórdia para a paz.


Da violência para a harmonia.


Do ruído para o silêncio.


Do ódio para o amor.


Renascimento de hoje, porém, indica a morte da véspera.


Se não aprendemos a ceder, em silêncio, apagando os nossos impulsos de dominação individualista, quando se cala a semente na cova escura, morrendo para reviver no pão que enriquece o celeiro, será sempre difícil a nossa renovação.


Usando o amor e a humildade, no clima do serviço incessante, encontraremos, cada dia, mil recursos de recomeçar a nossa jornada, com bases no Infinito Bem.


Cada qual de nós possui o tesouro do coração, do cérebro, do verbo, dos braços...


Se quisermos empregar semelhantes patrimônios, na transformação dos valores que nos cercam, convertendo a nossa fé em motivo de trabalho santificador, em todos os momentos da vida, permaneçamos convictos de que estamos no renascimento constante, a caminho da perfeição crescente, que nos outorgará o direito às mais vastas compensações da Vida Universal.



XAVIER,Francisco Cândido - Pelo Espírito Emmanuel - Do livro “União Em Jesus”, Espíritos Diversos.



Lar, um lugar para voltar


Momento Espírita



Você já se deu conta da importância do seu lar?


Não nos referimos ao valor financeiro da sua casa, mas da importância do aconchego do lar.


Na correria do nosso dia a dia, muitos de nós não pensamos no que significa ter um lar para voltar, ao final de um dia de trabalhos intensos e cansativos.


No entanto, o lar é a base segura de todos aqueles que possuem esse grande tesouro.


Temos acompanhado as histórias de pessoas que obtiveram grande sucesso nas artes, na música, nos esportes, e todos eles apontam a união familiar como ponto de apoio seguro.


Existem pessoas que lutaram com dificuldades, passaram por necessidades de toda ordem, mas lograram êxito graças ao carinho e à dignidade dos pais que ofereceram suporte para vencer os obstáculos.


Por essa razão, o lar é um elemento indispensável como base para uma carreira de sucesso.


Não importa o tamanho da construção nem o material de que é feito, mas importa que seja um verdadeiro ninho de amor, afeto e amizade.


Pode ser uma mansão ou uma tapera...


Um bangalô, ou um barraco singelo...


Pode faltar o pão, mas não deve faltar o abraço de ternura de uma mãe dedicada...


Pode faltar uma cama confortável, mas não devem faltar os braços fortes de um pai que ampara e orienta...


Pode faltar o luxo, mas não deve faltar o toque delicado de uma mãe caprichosa.


Pode faltar muita coisa, mas não pode faltar o diálogo amigo que estreita os laços e se faz ponte de entendimento em todas as situações.


A casa pode ser frágil e não oferecer resistência contra a chuva fria, mas o lar deve ser bastante resistente para suportar as investidas das drogas e de todos os vícios.


A construção pode balançar com os açoites dos ventos impiedosos, mas o lar deve se manter firme, mesmo diante das investidas mais ásperas da indignidade e da desonra.


Se você nunca havia pensado nisso, pense agora.


E, à noitinha, enquanto o sol se despede do dia e o manto escuro da noite se estende sobre a cidade, e você, vencido pelo cansaço, avistar seu lar de portas abertas e um familiar de braços abertos para dizer:


Olá! Como foi seu dia? - perceberá como é importante poder voltar para casa.


Com chuva ou com sol, lá está o nosso lar para nos acolher e nos dar abrigo.


Por essa razão, valorizemos esse refúgio seguro no qual passamos a maior parte de nossas vidas, valorizando também aqueles que compartilham conosco desse pequeno oásis e fazendo com que ele possa ser um verdadeiro porto seguro.


E nunca nos esqueçamos de que o lar, mesmo quando assinalado pelas dores decorrentes do aprimoramento das arestas dos que o constituem, é oficina purificadora onde se devem trabalhar as bases seguras da Humanidade de todos os tempos.


Redação do Momento Espírita.Disponível no CD Momento Espírita v. 4 ed. Fep.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=345&stat=3&palavras=LAR&tipo=t>


quarta-feira, janeiro 27, 2010


Recomeçar


Momento Espírita



Não importa onde você parou... em que momento da vida você se cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.


Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...


É renovar as esperanças na vida e, o mais importante: acreditar em você novamente.


Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado...


Chorou muito? Foi limpeza da alma...


Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...


Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechou a porta até para os anjos...


Está se sentindo sozinho? Talvez você tenha afastado as pessoas no seu "período de isolamento"..


Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da sua melhora...


Pois bem, agora é hora de reiniciar, de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo.


Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para se aproximar.


Que tal dar um jeito no visual, fazer um novo curso ou realizar aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa?


Observe quantos desafios a vida está a lhe oferecer!


Quanta coisa nova está esperando para ser descoberta!


Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis.


O mau humor vai minando nosso fígado, até a boca ficar amarga.


Se você está se sentindo assim, com a sensação de derrota, é hora de recomeçar...


E hoje é um bom dia para enfrentar novos desafios.


Defina aonde você quer chegar e dê o primeiro passo.


Comece por fazer uma faxina mental, jogando fora todos esses pensamentos e sentimentos pessimistas que se acumularam ao longo do tempo.


Atire para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade de entrar.


Desfaça-se desse sentimento de inferioridade, de incapacidade, e valorize-se. Você é o que fizer de você.


Em seguida, faça uma faxina no seu quarto. Jogue fora todo aquele lixo que você acumula há tempos, só como recordação do passado.


Papéis velhos dos quais você nunca precisou. Disco e fitas que você não irá mais ouvir, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e tudo aquilo que só traz recordações tristes.


Abra seu guarda-roupa e retire tudo o que não usa mais. Doe para alguém que precisa. Doe os calçados que apertam seus pés ou que não servem porque seu número não é mais o mesmo.


Para recomeçar é preciso abrir espaços mentais e físicos...


Depois que tomar essas providências, leia um bom livro, assista um bom filme, para alimentar sua mente com idéias positivas e otimistas.


Aproxime-se dos amigos, dos familiares, das pessoas alegres que ajudarão você a sustentar o bom ânimo e a coragem.


Evite, enquanto se restabelece, a presença de pessoas pessimistas e desanimadas. Só as busque quando estiver forte o bastante puder ajudá-las.


Busque um lugar calmo e eleve a Deus uma prece.


Mas comece agradecendo pela vida, pelas oportunidades renovadas, pelos obstáculos e desafios que surgem no caminho. Eles nos fazem mais forte quando os superamos.


Lembre-se: o dia de hoje é uma página em branco que o Criador lhe oferece para que você escreva um novo capítulo da sua história.


Recomeçar é só uma questão de querer. Se você quer, Deus quer. É por isso que Ele acena sempre com essa nova chance chamada presente.


Pense nisso e não perca nem mais um minuto!


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto de Paulo Roberto Gaefkeno, do livro "Decidi ser feliz".


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=822&let=R&stat=0>


terça-feira, janeiro 26, 2010


Amabilidade


Momento Espírita



Benjamin Franklin costumava dizer que se alguém deseja ser amado, deve amar e ser amável.


A fórmula não é inédita. Francisco de Assis, em seu cântico, se propunha a muito mais amar do que ser amado.


E foi isso que aquela jovem sentada na lanchonete em frente à clínica, naquela manhã de primavera, pode comprovar por si mesma.


Ela não queria admitir, mas estava com medo. No dia seguinte deveria ser internada para fazer uma operação de alto risco.


Uma cirurgia na coluna vertebral.


Tinha perdido seu pai recentemente e se sentia desamparada, sozinha.


Parecia-lhe que a luz que sempre a guiava, tinha retornado ao céu.


Mesmo assim, ela tentava encontrar forças em sua fé. Intimamente, cerrando de leve os olhos, pediu com fervor:


“Senhor, nessa época de tanta provação, mande-me um anjo.”


Acabou seu lanche e se dirigiu ao caixa. Uma senhora idosa, andando vagarosamente, ficou à sua frente.


Ela começou a admirar a elegância da senhora. Um lindo vestido xadrez vermelho e preto, um lenço, um broche, um chapéu vermelho-escarlate.


Não se conteve.


“Desculpe, senhora”, disse-lhe. “Mas não posso deixar de lhe dizer como é bonita. Vê-la assim tão elegante encheu-me de alegria.”


A idosa se voltou para ela e a brindou com um sorriso.


“Deus a abençoe, minha jovem. Eu tenho um braço artificial, uma placa de metal no outro e uma perna não é minha.


Levo um bom tempo para conseguir me vestir. Tento me arrumar da melhor maneira possível.


Você sabe, à medida que os anos passam, parece que as pessoas pensam que não têm importância vestir-se bem.


Você fez com que eu me sentisse uma pessoa especial. Que o senhor a possa proteger e abençoar.


Você deve ser um anjo enviado por ele para alegrar o meu dia.”


A senhora se foi sem que a jovem conseguisse dizer uma só palavra.


Sentiu-se reconfortada ao ouvir toda aquela disposição de quem tinha tantas dificuldades e extravasava elegância e bem-estar.


Deus lhe enviara, afinal, o anjo que ela pedira.


E ela somente fora amável com alguém.


O amor é a virtude das virtudes. Veste-se de múltiplos modos e onde quer que se apresente, brinda sempre a quem o recebe com alegria, ventura, vida abundante.


Ninguém se move sobre o planeta se não for com o combustível do amor.


Amar é uma honra.


E o trabalho da compreensão, o esforço da paciência, a dedicação da caridade, o conforto da fraternidade – tudo isto é amor.


A firmeza da cooperação, a harmonia da afabilidade, a lucidez do bom alvitre são, também, parte do amplo espectro do amor.


***


Conscientes dos limites que ainda nos caracterizam, na Terra, devemos concluir que temos necessidade de continuar amando o mais que possamos.


Um elogio, um estímulo, uma realização feliz, uma construção do bem que esteja ao nosso alcance.


Dessa maneira, lançaremos no solo do mundo as nossas sementes de paz, cooperando com a paz ampla com que sonhamos.


Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Um anjo de chapéu vermelho, de Tami Fox, do livro Histórias para aquecer o coração, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff, ed. Sextante e do cap. 19 do livro A carta magna da paz, do Espírito Camilo, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1337&stat=3&palavras=diário%20da%20criaança%20que%20não%20nasceu&tipo=t>




Agente da Providência


Momento Espírita



A oração constitui um hábito da maior parte das pessoas.


Conscientes de sua fragilidade, elas buscam manter contato com o Ser Supremo.


Muitas pedem auxílio em questões materiais, como a conquista de um emprego ou a cura de uma enfermidade.


Outras rogam por forças em momentos difíceis.


Há quem busque junto ao Alto inspiração para bem conduzir sua existência, em um contexto de dignidade.


Também não falta quem se lembre de orar em agradecimento por dádivas recebidas.


Ou apenas como forma de entrar em contato com as esferas superiores da Espiritualidade.


O Evangelho relata diversas passagens nas quais o Cristo orou.


Jesus era puro e sábio e mesmo assim não desdenhou o recurso da oração.


Trata-se de um eloqüente sinal de que orar é imprescindível ao viver humano.


Ao compor a oração dominical, o Mestre salientou que o homem deve perdoar, a fim de ser perdoado.


Em outro momento, afirmou que o homem deve fazer ao próximo o que gostaria que ele lhe fizesse.


Conclui-se que sempre se deve estar disposto a dar o que se deseja receber, em termos de auxílio e compreensão.


O Espiritismo ensina que os Espíritos são agentes da Criação.


Eles encarnam com a finalidade de evoluir e amealhar conhecimentos e virtudes.


Assim, adquirem condições de fazer a parte que lhes cabe na obra da Criação.


Os Espíritos fazem parte da natureza.


A inteligência humana integra o Plano Divino.


Todo homem tem a missão de colaborar no aperfeiçoamento do mundo em que vive.


Os projetos da Divindade se realizam pela ação de Suas criaturas.


Minúsculos animais, ao atuarem de forma inconsciente, auxiliam na elaboração de arquipélagos.


A luta de incontáveis homens levou à supressão de práticas injustas, como a escravidão e a tortura.


Cientistas estão sempre a descobrir a cura de doenças que infelicitam a Humanidade.


As inovações tecnológicas, fruto do labor humano, tornam a vida mais fácil e interessante.


Assim, a Providência Divina manifesta-se por intermédio do homem.


Certamente, a tal não se circunscrevem os recursos divinos.


Mas o atuar humano insere-se na forma natural pela qual as bênçãos do Criador atingem a Terra.


A sua tarefa é tornar melhor o Mundo em que habita.


E sempre deve fazer ao próximo o que deseja que lhe façam.


A resposta a suas orações habitualmente não vem de forma retumbante e mística.


Ela, em regra, assume o contorno de pequenos acontecimentos que o auxiliam e esclarecem, pela atuação de terceiros.


Desse modo, você pode e deve ser a resposta à prece que seus semelhantes dirigem ao alto.


Preste atenção nas dificuldades dos homens que o rodeiam.


Muitos precisam de um conselho prudente e sensato, a fim de não cometerem desatinos.


Outros necessitam de uma palavra de compreensão, após errarem gravemente.


Alguns estão em vias de desistir, após alguma derrota, e carecem de incentivo e esperança.


Você tem tanto para dar!


Conte seus tesouros e alegre-se em reparti-los.


Deixe que o bem se manifeste por suas mãos.


Seja um agente da Providência.


Esta é a sua missão.


Ao realizá-la, você alcançará paz e plenitude.


Pense nisso.



Redação do Momento Espírita.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1835&stat=3&palavras=diário%20da%20criaança%20que%20não%20nasceu&tipo=t>




Além da vida


Momento Espírita



O que nos espera depois da morte física? Esta é uma pergunta que muitos se fazem. Ante o desconhecimento do que os aguarda, alimentam o terror da morte.


Pessoas há que sequer ousam mencionar a palavra, como se isso fosse atrair o fato para si ou para os seus. Mas isso não impede que a morte chegue.


O medo de morrer está muito em função do desconhecimento de que para além da vida corporal existe a verdadeira, a vida espiritual.


Embora alguns ainda duvidem, é uma certeza. Dr. Raymond Moody Jr, com residência na Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, possui larga experiência sobre o assunto.


Com vários livros publicados, ele relata os casos de pacientes que tiveram Experiências de Quase Morte.


Isto é, pessoas que sofreram problemas graves, que quase lhes assinalaram a morte e retornaram, contando o que lhes aconteceu naquele período.


Embora alguns tratem tais relatos como alucinação, não se pode conceber que ao retornarem ao corpo, após a morte aparente, tais criaturas relatem fatos, situações, quase sempre confirmados.


Mais recentemente, Dr. Moody passou a analisar o caso de crianças que sofreram morte aparente.


Porque, diz ele, se o adulto teve tempo para ser influenciado e modelado pelas experiências de sua vida e crenças religiosas, as crianças não estão profundamente influenciadas pelo ambiente cultural e nelas a experiência adquire um certo frescor.


É o caso da garota de sete anos que, ao atravessar um trecho congelado do rio, caiu e bateu a cabeça. Desmaiou e permaneceu inconsciente por doze horas.


Durante esse tempo, o médico não sabia se ela iria morrer ou viver.


A garota se viu em um jardim extraordinariamente belo, com flores semelhantes a dálias enormes.


Olhou em volta e viu um ser. Sentiu-se amada e acalentada pela sua presença.



Foi uma sensação deliciosa, como jamais experimentara em sua vida.


O ser então lhe disse: Você vai voltar. E ela respondeu: Sim.


Ele perguntou porque ela queria retornar ao seu corpo e ela disse: Porque minha mãe precisa de mim.


Depois disso, sentiu-se descendo por um túnel. Acordou na cama, levantou-se e disse: Oi, mamãe.


Essa é uma boa evidência de que há vida depois da morte.


Prosseguiremos a viver sim, porque o Espírito é imortal e haverá de retornar, muitas vezes ainda, ao cenário da Terra, até sua completa depuração.


* * *


Quando as crianças relatam suas Experiências de Quase Morte, constata-se que um número surpreendente delas se vêem em corpos espirituais adultos.


Tal fato está levando expoentes da Psiquiatria, da Psicologia e da Psicanálise à conclusão de que o homem não é um ser físico, vivendo experiências espirituais, mas um ser espiritual, temporariamente ligado a um corpo físico.


É a Ciência levando o homem a reconhecer as verdades já propaladas desde a remota Antigüidade e vulgarizadas pelo Cristo.


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 3 do livro A luz do além, de Raymond Moody, Jr., ed. Nórdica.



Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1440&stat=3&palavras=diário%20da%20criaança%20que%20não%20nasceu&tipo=t>


Albert Schweitzer


Seguidores de Cristo


Momento Espírita



Albert Schweitzer nasceu na Alsácia, no dia 14 de janeiro de 1875 e, por várias semanas, ninguém esperava que ele vivesse.


Mas ele venceu a morte e ela somente retornaria para beijá-lo aos 90 anos.


Aos 30 anos, ele tinha nas mãos o que a maior parte dos homens desejaria: um cargo público vitalício, numa das mais afamadas Universidades europeias, excelente reputação como músico e erudito, a delícia de pregar o que acreditava firmemente e, finalmente, a promessa de fama europeia e mundial.


Num dia muito frio, ele pôs de lado tudo isso para se tornar médico entre os selvagens da África Central.


Viveu entre os negros que lhe faziam perguntas simples e desconcertantes.


Durante o período de 1914-1917, os rumores da guerra que dominava as nações chegaram até Lambarené. Os nativos se mostravam preocupados com ela.


Toda vez que chegava o correio, o cozinheiro do bom doutor perguntava: Ainda há guerra?


Certo dia, espalhou-se a notícia de que os dez brancos que trabalhavam em Lambarené e haviam sido convocados para o conflito, haviam morrido.


Um velho nativo exclamou: Dez mortos, já? Por que as tribos não se reúnem e negociam a paz? Afinal, quem pagará por tantos homens mortos?


É que nas suas lutas, todos os que morressem em combate, não importando se pertencessem ao lado vencedor ou ao vencido, deviam ter pagas suas vidas pelo lado contrário.


Também não conseguiam entender os nativos como era possível que os homens brancos, que lhes haviam trazido a mensagem do Amor, esquecessem os ensinamentos do Senhor Jesus e pudessem cortar a garganta uns aos outros.


E tinham razão. É verdadeiramente incompreensível. A vida humana é inestimável. Nada que a possa pagar.


Os Evangelhos expressam a Lei do Amor, em todos os seus versículos. Mas o homem prossegue matando o seu semelhante.


Aí estão as guerras para prová-lo, todos os dias. Além das disputas entre irmãos, vizinhos, conterrâneos, companheiros de crença.


Tinham mesmo razão os nativos africanos em não entender porque agiam assim os brancos.


* * *


Por detrás das catástrofes geradas pelas guerras existe sempre uma catástrofe pessoal e individual.


Somente porque o ser ainda é guerreiro em seu interior, ele exterioriza sua animalidade e parte para agredir o outro.


A violência maior é fruto da violência que vige na intimidade de cada um.


A violência cresce e permanece somente porque os homens não se amoldaram ainda à Lei do Amor que, há mais de dois milênios, foi ensinada e aplicada pelo Carpinteiro de Nazaré, filho de um homem chamado José e de uma jovem mulher chamada Maria.


* * *


Enquanto na Europa, durante a Primeira Guerra Mundial, os homens se matavam aos milhares, na África, o Doutor Albert Schweitzer estava salvando algumas centenas de vidas?


Todas as manhãs, ao se dirigir ao hospital, dava graças a Deus porque, em tempos como aqueles, havia-lhe sido concedido salvar vidas, em vez de as destruir.


Foi ali, em plena selva, que se descortinou para ele a célebre frase que defenderia até o fim dos seus dias: Reverência pela vida.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. IX do livro O profeta das selvas, de Hermann Hagedorn, ed. Alvorada.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2503&stat=0>



O novo bebê


Momento Espírita


Quando nasce um novo bebê numa família, de maneira geral, há uma reação negativa por parte do irmãozinho.


É assim que os pais o surpreendem, por vezes, a beliscar o bebê ou a bater com um de seus brinquedos na sua miúda cabeça.


Isso quando não decide pegar o pequeno nos braços, suspendê-lo e perguntar para a mãe se o pode jogar fora.


Os pais costumam entrar em crise, explodindo em exclamações, perguntando como pode ele ser tão mau. Ou afirmam que encomendaram aquela coisinha pequena só para ele, que ele deve zelar por ela.


A última afirmativa não é verdadeira pois nenhum casal opta por ter mais um filho, pensando em companhia para o primeiro. Pai e mãe decidem o retorno à maternidade e paternidade por suas próprias razões.


Dizer para um pequerrucho de 3 ou 4 anos que é sua a responsabilidade de cuidar do irmão é uma incoerência. Em primeiro lugar, porque tal responsabilidade é carga demasiada para ele e, em segundo lugar, porque é aos pais que compete a guarda e zelo dos filhos.


Como administrar a questão? Primeiramente, levando em consideração que a criança pode estar se sentindo rejeitada, desprezada, pois que todas as atenções se voltam agora para o bebezinho.


Também não descartar a hipótese de que os Espíritos de um e de outro não tenham sido amigos em existência anterior.


Pode ocorrer que, embora a memória atual do filho mais velho não revele, em nível consciente, seu Espírito detecte o ser para com o qual nutre rancor ou desconfiança e, na linguagem infantil, reage de forma agressiva à vinda dele para o mesmo teto.


Se esse eventualmente lhe tenha usurpado afetos, anteriormente, criará para a atualidade desconforto e intranquilidade naturais.


Torna-se necessário que, desde os primeiros momentos da gravidez, a mãe incentive o filho a receber o irmãozinho, por meio de gestos de carinho e atenção, como passar a mão pela sua barriga, conversar com o maninho, projetar brincadeiras que um dia farão juntos.


Pedir a ajuda dele para escolher algumas peças de roupa que lhe serviram um dia.


Afirmar, com frequência, que o ama e que não importa quantos sejam os filhos, haverá amor para todos. Que cada um é especial e é amado de forma particular.


Após o nascimento, não relegar o maiorzinho, nem repetir de contínuo que ele já é grande e pode se virar sozinho.


Evitar de lhe tolher a liberdade, dizendo a toda hora que ele não pode fazer barulho para não perturbar o sono do bebê, pois que isso colaborará para que ele o sinta como um estraga prazeres, alguém que veio para perturbar, desagradar.


Criar um ambiente de tranquilidade e receptividade, evitando comparações de temperamentos e comportamentos, é tarefa que aos pais compete, servindo-se constantemente da oração que ampara e auxilia.


* * *


A criança necessita de muito amor, de exemplos edificantes, de ambiente de afeto, de colaboração e respeito mútuo, para que possa desenvolver-se em bases afetivas e morais.


A criança é fruto do seu passado espiritual, das experiências anteriores que viveu, mas traz dentro de si o germe da perfeição.


Não esqueçamos de que ela é um Espírito criado por Deus para a perfeição e de nós aguarda o auxílio para se credenciar a tal, com maior rapidez.


Redação do Momento Espírita.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2504&stat=0>




UM TESTE PARA A SUA AUTO-ANÁLISE


Gerson Simões Monteiro



Abordei, domingo passado, a necessidade do autoconhecimento para progredirmos espiritualmente.



Nesse sentido, a primeira coisa a fazer, segundo Sócrates, o grande filósofo grego, é conhecer-se a si mesmo, aliás, a chave do nosso progresso moral, conforme esclarece a questão 919 de ‘‘O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. E para facilitar essa auto-análise, apresento um teste, a seguir, como prometi na coluna da semana passada. Boa-sorte!



Para tanto, responda as perguntas a seguir, com sinceridade, colocando "S” quando sua resposta for “sim”, “N” para “não”, e “X” para “mais ou menos”, quando for o caso.



Você perdoa sempre as ofensas recebidas? ( )


Procura não falar mal dos outros? ( )


Tem paciência para ficar numa fila? ( )


Sente arrependimento quando faz algo errado?( )


É incapaz de falar palavrão? ( )


Consegue não guardar ressentimentos? ( )


Evita dramatizar suas doenças? ( )


Freqüentemente usa de franqueza exagerada? ( )


Procura não gastar mais do que dispõe? ( )


Visita seus parentes ou amigos enfermos? ( )


Jamais fica feliz com o fracasso do inimigo? ( )


Evita queixar-se sistematicamente de tudo e de todos? ( )


Ajuda o próximo sem esperar recompensa? ( )


É capaz de repetir com paciência mais de cinco vezes a mesma resposta quando a outra pessoa não entende? ( )


Trata seus familiares como trata as suas visitas? ( )


Consegue vencer sempre o seu mau humor?( )


Nunca faz amizade por interesse?( )


Gosta de receber elogios? ( )


E de receber críticas? ( )


Procura fazer planos e busca realizá-los ? ( )


Consegue dominar o seu medo mantendo a confiança? ( )


Você procura falar menos e ouvir mais os outros? ( )


Não condena o próximo antes de apurar se ele é culpado? ( )


Chega sempre na hora para seus compromissos? ( )


Procura dominar os vícios? ( )


É incapaz de condenar quem não pensa como você? ( )


Não se irrita com facilidade? ( )


Você tem orado a Deus, agradecendo o dom da vida? ( ).



Caso você tenha marcado menos de 15 Sim é sinal que precisa de mais esforço na sua transformação moral, para um dia, como Jesus ser um espírito perfeito.



Como desta vez consegui marcar 20 Sim, é sinal que ainda preciso melhorar!



Fonte: JORNAL EXTRA COLUNA: EM NOME DE DEUS Gerson Simões Monteiro-Vice-Presidente da FUNTARSO ( Rádio Rio de Janeiro - 1.400AM -RJ)


E-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br

domingo, janeiro 24, 2010



ECOLOGIA E ESPIRITISMO

André Trigueiro



É urgente que o movimento espírita absorva e contextualize, à luz da doutrina, os sucessivos relatórios científicos que denunciam a destruição sem precedentes dos recursos naturais não renováveis, no maior desastre ecológico de origem antrópica da história do planeta.


Os atuais meios de produção e de consumo precipitaram a humanidade na direção de um impasse civilizatório, onde a maximização dos lucros tem justificado o uso insustentável dos mananciais de água doce, a desertificação do solo, o aquecimento global, a monumental produção de lixo, entre outros efeitos colaterais de um modelo de desenvolvimento “ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto”.


Na pergunta 705 do Livro dos Espíritos, no capítulo que versa sobre a Lei de Conservação, Allan Kardec pergunta: “Porque nem sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?”, ao que a espiritualidade responde: “É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se” (...).


É evidente que em uma sociedade de consumo, nenhum de nós se contenta apenas com o necessário.


A publicidade se encarrega de despertar apetites vorazes de consumo do não necessário, daquilo que é supérfluo, descartável, inessencial – renovando a cada nova campanha a promessa de felicidade que advém da posse de mais um objeto, seja um novo modelo de celular, um carro ou uma roupa.


Para nós espíritas, é fundamental que o alerta contra o consumismo seja entendido como uma dupla proteção: ao meio ambiente – que não suporta as crescentes demandas de matéria-prima e energia da sociedade de consumo, onde a natureza é vista como um grande e inesgotável supermercado – e ao nosso espírito imortal, já que, segundo a doutrina espírita, uma das características predominantes dos mundos inferiores da Criação é justamente a atração pela matéria.


Nesse sentido, não há distinção entre consumismo e materialismo, e nossa invigilância poderá custar caro ao projeto evolutivo que desejamos encetar.


Essa questão é tão crucial para o Espiritismo, que na pergunta 799 do Livro dos Espíritos, quando Kardec pergunta “de que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?”, a resposta é taxativa: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade.(...)”


Uma das mais prestigiadas organizações não governamentais do mundo, o Worldwatch Institute, com sede em Washington, divulga anualmente o relatório “Estado do Mundo”, uma grande compilação de dados e estudos científicos que revelam os estragos causados pelo atual modelo de desenvolvimento.


Na última versão do relatório, referente ao ano de 2004, afirma-se que “o consumismo desenfreado é a maior ameaça à humanidade”.


Os pesquisadores do Worldwatch denunciam que “altos níveis de obesidade e dívidas pessoais, menos tempo livre e meio ambiente danificado são sinais de que o consumo excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas”.


Aos espíritas que mantêm uma atitude comodista diante do cenário descrito nessas breves linhas, escorados talvez na premissa determinista de que tudo se resolverá quando se completar a transição da Terra (de mundo de expiações e de provas para mundo de regeneração) é bom lembrar do que disse Santo Agostinho no capítulo III do Evangelho Segundo o Espiritismo.


Ao descrever o mundo de regeneração, Santo Agostinho diz que mesmo livre das paixões desordenadas, num clima de calma e repouso, a humanidade ainda estará sujeita “às vicissitudes de que não estão isentos senão os seres completamente desmaterializados; há ainda provas a suportar (...) e que “nesses mundos, o homem ainda é falível, e o Espírito do mal não perdeu, ali, completamente o seu império. Não avançar é recuar, e se não está firme no caminho do bem, pode voltar a cair nos mundos de expiação, onde o esperam novas e terríveis provas”.


Ou seja, não há mágica no processo evolutivo: nós já somos os construtores do mundo de regeneração, e, se não corrigirmos o rumo na direção do desenvolvimento sustentável, prorrogaremos situações de desconforto já amplamente diagnosticadas.


Não é possível, portanto, esperar a chegada do mundo de regeneração de braços cruzados. Até porque, sem os devidos méritos evolutivos, boa parte de nós deverá retornar à esse mundo pelas portas da reencarnação. Se ainda quisermos encontrar aqui estoques razoáveis de água doce, ar puro, terra fértil, menos lixo e um clima estável – sem os flagelos previstos pela queima crescente de petróleo, gás e carvão que agravam o efeito estufa – deveremos agir agora, sem perda de tempo.


Depois que a ONU decretou que 2003 seria o ano internacional da água doce, os católicos não hesitaram em, pela primeira vez em 40 anos de Campanha da Fraternidade, eleger um tema ecológico: “Água: fonte de vida”.


Mais de 10 mil paróquias em todo o Brasil foram estimuladas a refletir sobre o desperdício, a poluição e o aspecto sagrado desse recurso fundamental à vida.


E nós espíritas? O que fizemos, ou o que pretendemos fazer?


O grande Mahatma Gandhi – que afirmou certa vez que toda bela mensagem do cristianismo poderia ser resumida no sermão da montanha – nos serve de exemplo, quando diz: “sejamos nós a mudança que nós queremos ver no mundo”.


André Trigueiro (Jornalista)


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JESUS E A OBSSESSÃO


Emmanuel


Cristãos eminentes, em variadas escolas do Evangelho, asseveram na atualidade que o problema da obsessão teria nascido no culto da mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, quando a Doutrina Espírita é o recurso para a supressão do flagelo.


Malham médiuns, fazem sarcasmo, condenam a psicoterapia em favor dos desencamados sofredores e, por vezes, atinge o o disparate de afirmar que a prática medianímica estabelece a loucura.


Esquecem-se, no entanto, de que a vida de Jesus, na Terra, foi uma batalha constante e silenciosa contra obsessões, obsidiados e obsessores.


O combate começa no alvorecer do apostolado divino. Depois da resplendente consagração na manjedoura, o Mestre encontra o primeiro grande obsidiado na pessoa de Herodes, que decreta a matança de pequenínos, com o objetivo de aniquilá-lo.


Mais tarde, João Batista, o companheiro de eleição que vem ao mundo secundar-lhe a obra sublime, sucumbe degolado, em plena conspiração de agentes da sombra.


Obsessores cruéis não vacilam em procurá-lo, nas orações do deserto, verificando-lhe os valores do sentimento.


A cada passo, surpreende Espíritos infelizes senhoreando médiuns desnorteados.


O testemunho dos apóstolos é sobejamente inequívoco.


Relata Mateus que os obsidiados gerasenos chegavam a ser ferozes; refere-se Marcos ao obsidiado de Cafarnaum, de quem desventurado obsessor se retira clamando contra o Senhor em grandes vozes; narra Lucas o episódio em que Jesus realiza a cura de um jovem lunático, do qual se afasta o perseguidor invisível, logo após arrojar o doente ao chão, em convulsões epileptóides; e reporta-se João a israelitas positivamente obsidiados, que apedrejam o Cristo, sem motivo, na chamada Festa da Dedicação.


Entre os que lhe comungam a estrada, surgem obsessões e psicoses diversas.


Maria de Magdala, que se faria a mensageira da ressurreição, fora vitima de entidades perversas.


Pedro sofria de obsessão periódica.


Judas era enceguecido em obsessão fulminante.


Caifás mostrava-se paranóico.


Pilatos tinha crises de medo.


No dia da crucificação, vemos o Senhor rodeado por obsessões de todos os tipos, a ponto de ser considerado, pela multidão, inferior a Barrabás, malfeitor e obsesso vulgar.


E, por último, como se quisesse deliberadamente legar-nos preciosa lição de caridade para com os alienados mentais, declarados ou não, que enxameiam no mundo, o Divino Amigo prefere partir da Terra na intimidade de dois ladrões, que a ciência de hoje classificaria por cleptomaníacos pertinazes.


À vista disso, ante os escarnecedores de todos os tempos, eduquemos a mediunidade na Doutrina Espírita, porque só a Doutrina Espírita é luz bastante forte, em nome do Senhor, para clarear a razão, quando a mente se transvia, sob o fascínio das trevas.


Psicografia de Francisco Candido Xavier- Pelo Espírito Emmanuel