Pachelbel - Canon In D Major

domingo, junho 28, 2009




Tranquilidade

André Luiz



Comece o dia na luz da oração.


O amor de Deus nunca falha.


Aceite qualquer dificuldade sem discutir.


Hoje é o tempo de fazer o melhor.


Trabalhe com alegria.


O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal, de ouro maciço é um cadáver que pensa.


Faça o bem quando possa.


Cada criatura transita entre as próprias criações.


Valorize os minutos.


Tudo volta com exceção da hora perdida.


Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.


Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.


Estime a simplicidade.


O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.


Perdoe sem condições.


Irritar-se é o melhor processo de perder.


Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa.


Experimente atender os familiares como você trata as visitas.


Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.


Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo solitário era causa de Deus.



Francisco Cândido Xavier -Pelo Espírito ANdré Luiz- livro: "O Espírito da Verdade" - EDIÇÃO FEB



Ambiente Caseiro


André Luiz


A casa não é apenas um refúgio de madeira ou alvenaria, é o lar onde a união e o companheirismo se desenvolvem.


*A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando na condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelos menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos.


Respeite a higiene, mas não transfigure a limpeza em assunto de obsessão.


Enfeite o seu lar com os recursos de gentileza e do bom-humor.


Colabore no trabalho caseiro, tanto quanto possível.


Sem organização de horário e previsão de tarefas, é impossível conservar a ordem e a tranqüilidade dentro de casa.


Recorde que você precisa tanto de seus parentes quanto seus parentes precisam de você.


Os pequeninos sacrifícios em família formam a base da felicidade no lar.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 49 edição. Uberaba-MG: CEC. 2001.



Questão de Escolha

André Luiz



Procure um delinquente e encontrará muitos malfeitores. É necessário, então, que você possua imenso cabedal de amor para renová-los, sem fazer-se criminoso também.


Busque identificar uma falta e achará inúmeras. Chegando a essa situação, é imprescindível que você esteja bastante esclarecido para não acrescentar seus erros aos erros alheios.


Tente situar um espinho e vários virão ao seu encontro. Em face de tal contingência, é necessário que você permaneça eminentemente equilibrado para não ferir-se.


Fixe com demasiada atenção uma pedra da estrada e, em breve, o solo estará empedrado aos seus olhos. Depois disso, você necessitará de muita resistência para não sucumbir às asperezas da jornada.


Aproxime-se do bem, procure-o com decisão e a bondade virá iluminar seu caminho. Somente aí você surgirá perfeitamente armado para vencer na guerra contra a mal.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.


Apresentações

André Luiz


Em se vendo objeto de apresentação, não deve enunciar seus títulos e lances autobiográficos, mas se você apresenta alguém, é justo lhe decline o valor sem afetação.


Diante de algum apontamento desairoso para com os ausentes, recorde o impositivo do respeito e da generosidade para com eles.


Nunca impossível descobrir algo de bom em alguém ou em alguma situação para o comentário construtivo.


Qualquer criatura que se mostre necessitada de pedir-lhe um favor, é um teste para a sua capacidade de entendimento e para os seus dotes de educação.


Um mendigo é um companheiro no caminho a quem talvez amanhã tenhamos de solicitar apoio fraterno.


A criança desprotegida que encontramos na rua não é motivo para revolta ou exasperação, e sim um apelo para que trabalhemos com mais amor pela edificação de um mundo melhor.


Não adianta reprimenda para o irmão embriagado, de vez que ele, por si mesmo, já se sabe doente e menos feliz.


Toda vez que você destaque o mal, mesmo inconscientemente, está procurando arrasar o bem.


Não critique, auxilie.


Para qualquer espécie de sofrimento é possível dar migalha de alívio ou de amparo, ainda quando semelhante migalha não passe do sorriso de simpatia e compreensão.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 49 edição. Uberaba-MG: CEC. 2001..



Esforço Pessoal

Joanna de Ângelis




As grandes conquistas da Humanidade têm começo no esforço pessoal de cada um.


Disciplinando-se e vencendo-se a si mesmo, o homem consegue agigantar-se, logrando resultados expressivos e valiosos.


Estas realizações, no entanto, têm início nele próprio.


É possível que não consigas descobrir novas terras, a fim de te tornares célebre. Todavia, poderás desvelar-te interiormente para o bem, fazendo-te elemento precioso no contexto social onde vives.


Certamente, não lograrás solucionar o problema da fome na Terra. Não obstante, poderás atender a algum esfaimado que defrontes, auxiliando a diminuir o problema geral.


Não terás como evitar os fenômenos sísmicos desastrosos que, periodicamente, abalam o planeta. Assim mesmo, dispões de recursos para que a onda de acidentes morais não dizime vidas preciosas ao teu lado.


De fato, não terás como impedir as enfermidades que ceifam as multidões que lhes tombam, inermes, ao contágio avassalador. Apesar disso, tens condições de oferecer as terapias preventivas do otimismo, da coragem e da esperança.


Diante das ameaças de guerra, das lutas e do terrorismo existentes que matam e mutilam milhões de homens, te sentes sem recursos para fazê-los cessar, mudando-lhes o rumo para a paz.


Entretanto, a tua conduta pacífica e os teus esforços de amor serão instrumentos para gerar alegria e tranqüilidade onde estejas e entre aqueles com os quais compartes as tuas horas.


A violência urbana e a criminalidade reinantes não serão detidas ao preço dos teus mais sinceros desejos e tentativas honestas.


Sem embargo, a tarefa de educação que desempenhes, modesta que seja, influenciará alguém em desalinho, evitando-lhe a queda no abismo da agressividade.


As sucessivas ondas de alienação mental e suicídios, que aparvalham a sociedade, não cessarão de imediato sob a ação da tua vontade.


Muito embora, a tua paciência e bondade, a tua palavra de fé e de luz, conseguirão apaziguar aquele que as receba.


Oferecendo-lhe reajuste e renovação.Naturalmente, o teu empenho máximo não alterará o rumo das Leis de gravitação universal.


Mas, se o desejares, contribuirás para o teu e o equilíbrio do teu próximo, em torno do Sol de Primeira Grandeza que é Jesus.


Os problemas globais merecem respeito.


Mas, os individuais, que se somam, produzindo volume, são factíveis de solução.


A inundação resulta da gota de água.


A avalanche se dá ante o deslocamento de pequenas partículas que se desarticulam.


A epidemia surge num vírus que venceu a imunização orgânica.


Desta forma, faze a tua parte, mínima que seja, e o mundo melhorar-se-á.


A sociedade, qual ocorre com o indivíduo. é o resultado de si mesma.


Reajustando-se o homem, melhora-se a comunidade.


E, partindo do teu empenho pessoal, para ser mais feliz, ampliando a área de bem-estar para outros, o mundo se fará mais ditoso e o mal baterá em retirada.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Coragem. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1988.



Pensamento e Vida

Joanna de Ângelis


O homem pode ser considerado o pensamento que exterioriza, fomenta e nutre.


Conforme a sua paisagem mental, a existência física será plasmada, face ao vigor da energia direcionada.


O pensamento é a manifestação do anseio espiritual do ser, não uma elaboração cerebral do corpo.


Sendo o Espírito o agente da vida, nos intrincados painéis da sua mente se originam as idéias, que se manifestam através dos impulsos cerebrais, cujos sensores captam a onda pensante e a transfornam, dando-lhe a expressão e forma que revestem o conteúdo e que se faz portadora.


O homem de bem, pensando corretamente como conseqüência da sua realidade interior, progride, adicionando forças à própria estrutura.


A criatura de constituição moral frágil, por efeito das suas construções mentais infelizes, envolve-se nas teias dos pensamentos perturbadores e passa a estados tumultuados, doentios.


Como resultado, conclui-se que o Espírito e não o corpo, é fraco ou forte, conforme o conteúdo dos pensamentos que elabora e a que se entrega.


O pensamento é força.Por isso, atua de acordo com a direção, a intensidade e o significado próprios.


A duração dele decorre da motivação que o constitui, estabelecendo a constância, a permanência e o direcionamento do que possui como emanação da aspiração íntima.


O pensamento são os fenômenos cognitivos que procedem do ser real.


*Pensa no amor; e te sentirás afável.


Cultiva a idéia do progresso, e terás estímulo para porfiar, logrando êxito nos empreendimnentos.


Sustenta a idéia do bem, e descobrirás quão ditoso és como fruto do anelo vitalizado.


*Se pensas no medo, ele assoma e te domina.


Se dás atenção ao pessimismo, tornas-te incapaz de realizações ditosas.


Se te preocupas com o mal, permanecerás cercado de temores e problemas.


Se agasalhas as idéias enfermiças, perderás a dádiva da saúde.


*Tudo pode ser alterado sob a ação do pensamento.


Vibração que sintoniza com ondas equivalentes, o teu pensamento é o gerador das tuas ações, e estas, as modeladoras da tua vida.


Pensamento e vida, pois, são termos da equação existencial do ser humano.


*Pensando na necessidade de ascensão, os heróis, os cientistas, os mártires, os educadores e os santos edificaramn o mundo melhor, que ainda não alcançou o seu ápice, porque tu e outros ainda não vos convencestes de pensar bem, agindo melhor; para conquistardes a vitória sobre as paixões, a dor e a infelicidade.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1990.



Caridade e Esperança

Por Emmanuel



Lembra-te da esperança para que a tua caridade não se faça incompleta.


Darás ao faminto, não somente a côdea de pão que lhe mitigue a fome, mas também o carinho da palavra fraterna, com que se lhe restaurem as energias.


Não apenas entregarás ao companheiro, abandonado à intempérie, a peça que te sobra ao vestiário opulento, mas agasalhá-lo-ás em teu sorriso espontâneo a fim de que se reerga e prossiga adiante, revigorado e tranqüilo.


Não olvides a paciência divina com que somos tolerados a cada hora.


Qual acontece ao campo da natureza, em que o Sol mil vezes injuriado pela treva, mil vezes responde com a bênção da luz, dentro de nossa vida, assinalamos a caridade infinita de Deus, refazendo-nos a oportunidade de servir e aprender, resgatar e sublimar todos os dias.


Não te faças palmatória dos próprios irmãos, aos quais deves a compreensão e a bondade de que recebes as mais elevadas quotas do Céu, na forma de auxílio e misericórdia, em todos os instantes da experiência.


Não profiras maldição nem espalhes o tóxico da crítica, no obscuro caminho em que jornadeiam amigos menos ditosos, ainda incapazes de libertarem a si mesmos das algemas da ignorância.


Recorda que Jesus nos chamou à senda terrestre para auxiliar e salvar, onde muitos já desertaram da confiança no eterno bem.


Seja onde for e com quem for, atende à esperança para que o mundo conquiste a vitória a que se destina.


Aliviar com azedume é alargar a ferida de quem padece e dar com reprimendas é envolver o socorro em repulsivo vinagre de desânimo ou desespero.


À maneira de raio solar que desce à furna cada manhã, restaurando o império da luz, sem reclamação e sem mágoa, sê igualmente para os que te rodeiam a permanente mensagem do amor que tudo compreende e tudo perdoa, amparando e auxiliando sem descansar, porque somente pela força do amor alcançaremos a luz imperecível da vida.




Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Araras, SP: IDE. 1978.

sábado, junho 27, 2009




We Are The World (tradução)

Nós Somos o Mundo

Usa For Africa



Composição: Michael Jackson & Lionel Ritchie



Chega um momento, quando ouvimos uma certa chamada

Quando o mundo tem que vir junto como um só

Há pessoas morrendo

E está na hora de dar uma mão a vida

O maior presente de todos



Nós não podemos continuar fingindo todos os dias

Que alguém, em algum lugar irá mudar

Todos nós somos parte da grande família de Deus

É a verdade

Você sabe que o amor é tudo que nós precisamos



Refrão:
Nós somos o mundo, nós somos as crianças

Nós que fazemos um dia mais brilhante

Assim comecemos nos dedicando

Há uma escolha que nós estamos fazendo

Nós estamos salvando nossas próprias vidas

É verdade que nós faremos um dia melhor, só você e eu



Lhes envie seu coração assim eles saberão que alguém se preocupa

E as vidas deles serão mais fortes e independentes

Como Deus nos mostrou transformando pedras em pão

E por isso todos nós temos que dar uma mão amiga


Refrão

Quando você está acabado, e não aparece nenhuma esperança

Mas se você acredita que não há nenhum modo que nos faça cair

Nos deixa perceber que uma mudança só pode vir

Quando nós nos levantamos junto como um só


Refrão

(quatro vezes)

Disponível em http://letras.terra.com.br/usa-for-africa/71348. Acesso 27 JUN 2009






Com esta produção Michael Jackson chamou a atenção do mundo para as causas sociais.


Agradecemos a ele por haver nos contemplado com interpretações incríveis, que sempre evidenciaram seu lado perfeccionista e que foram pano de fundo de muitos momentos importantes de nossa vida.


Sabemos que Jesus conhece muito bem todas as Suas ovelhas e mais que isso, as suas necessidades.


Que os Amigos Espirituais o recebam na condição de "Irmão do Caminho" oferecendo-lhe " a mão amiga" que talvez tenha lhe faltado na presente experiência reencarnatória e que as vibrações de Paz e de Amor de Jesus e da Mãe Santíssima o envolvam hoje e sempre!




Adolescentes antes da hora

Por Momento Espírita


Namorar, ficar, pedir para sair com a galera, tudo está programado para depois dos quatorze anos. Mas, pequenos a partir dos oito anos já estão assustando os adultos com atitudes que deveriam ser de adolescentes com mais de quinze anos.



Sempre há quem aplauda e ache bonito que as crianças cresçam rápido. Afinal, estamos no terceiro milênio, a era da informática e da aldeia global.



Contudo, tudo isso faz muito mal. Para os adultos e para as crianças. É que elas começam a atropelar seu compasso de amadurecimento, ao qual até já se deu um nome: síndrome da adolescência precoce.



É síndrome porque não é uma adolescência de fato. Até em torno dos 11 anos de idade, os pequenos não têm a devida estrutura psíquica para processar emoções que surgem em situações complexas vividas pelos maiores.



Um beijo sensual, uma tragada, um gole de bebida alcoólica ricocheteia no corpo e não encontra lugar para se encaixar. Não dá prazer. Só fazem com que eles se achem importantes.



Mas sem prazer no que fazem, sem dar conta do que estão sentindo, acabam desgastados e sobrecarregados. Abre-se o caminho para a depressão e a agressividade.



Tentando ser o que não podem, correm o risco de ficar sem nenhum lugar. É por isso que a atitude dos pais se faz muito importante.



Dos seis aos onze anos é a fase em que a criançada tem tudo para ser tranqüila, não rebelde.



É a hora de copiar os pais, de se pentear, se vestir, andar e falar como eles. É a fase em que os meninos grudam nos pais e as meninas são a sombra das mães.



Isto contribui para que se definam como masculino e feminino. Cabe aos pais auxiliar os seus filhos nessa fase.



Sua tarefa é assumir o lugar de importância máxima para seus imitadores e admiradores. Devem falar de si, das suas atividades, o que fazem, o que sentem. Ensinar a sentir. E, naturalmente, dar limites. Só pode ser referência para uma criança, quem cuida dela. E só quem coloca limites realmente cuida.



É assim que se mostra aos pequenos o valor real no mundo. O valor de quem merece ser cuidado e que tem um duro trabalho de amadurecimento para realizar, em seu tempo certo.



Sem esta posição, sem esta ajuda, as crianças ficam à mercê de comportamentos ilusórios e com a falsa impressão de que só serão bons se forem como os grandes, mesmo que estes apenas pareçam ser grandes.



Vão se sentir inferiores e fazer tudo para parecer crescidos, a fim de acompanhar os demais. Poderão ficar ousados ou poderão ficar com aquela impressão amarga de que estão perdendo todo seu tempo, que a juventude lhes está escorrendo através dos dedos, enquanto os outros estão, sim, gozando a vida.


***


A tarefa da educação começa no berço, e não mais tarde. A criança e o adolescente, embora possam parecer ingênuos, puros, quase nunca o são.



Podem trazer experiências nem sempre positivas de existências anteriores. Em razão disso, é indispensável a educação no seu sentido mais amplo e profundo, a fim de que adquiram valores verdadeiros, reais, superando as dificuldades.



Para esse nobre objetivo são indispensáveis o amor, o conhecimento e a disciplina. Somente assim, serão gravadas nestas almas, que estão reescrevendo a própria história, as lições que as deverão acompanhar para sempre.



Equipe de Redação do Momento Espírita, (Livro Adolescência e Vida, Ed. LEAL e Jornal Gazeta do Povo de 8.8.1999, artigo Adolescentes Antes da Hora de Ivan Capelatto e Sangela Minatti)

sexta-feira, junho 26, 2009




A difícil arte de dizer não aos filhos



Momento de Reflexão


Você costuma dizer "não" aos seus filhos?



Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?


Uma conhecida educadora do nosso País alerta que não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.


Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem?


Por que não satisfaze-los?


Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas?


Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que faze-lo pensar nos outros?


E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"...


O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os filhos.



Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos.



Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer "não", porque ele já tem outros dez ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter.


Estamos, indiretamente, valorizando o ser.


Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.


Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com muita "flexibilidade" ética, para não dizer desonesto.


Caso contrário, como conseguir tudo?


Como aceitar qualquer derrota, qualquer "não" se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal?


Não se defende a idéia de que se crie um ser acomodado sem ambições e derrotista.


De forma alguma.


É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida às vezes se ganha, e, em outras, se perde.


Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que alguém lhe dará tudo, sempre, e de "mão beijada"


Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas consumismo caprichoso.



Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável.



Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer.



Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa.



Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na importância de aprender a difícil arte de dizer não.


Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.


***


O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.



Todos temos responsabilidades no contexto da vida, nas realizações humanas, nas atividades sociais, membros que somos da família universal.




Do livro "Repositório de Sabedoria" vol I, Educação




Disponível em Acesso 26 JUN 2009




Tranquilidade

André Luiz



Comece o dia na luz da oração.


O amor de Deus nunca falha.


Aceite qualquer dificuldade sem discutir.


Hoje é o tempo de fazer o melhor.


Trabalhe com alegria.


O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal, de ouro maciço é um cadáver que pensa.


Faça o bem quando possa.


Cada criatura transita entre as próprias criações.


Valorize os minutos.


Tudo volta com exceção da hora perdida.


Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.


Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.


Estime a simplicidade.


O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.


Perdoe sem condições.


Irritar-se é o melhor processo de perder.


Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa.


Experimente atender os familiares como você trata as visitas.


Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.


Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo solitário era causa de Deus.


Francisco Cândido Xavier - Pelo Espírito ANDRÉ LUIZ - livro: "O Espírito da Verdade" - EDIÇÃO FEB




No Campo da Mente

Joanna de Ângelis



Canaliza as tuas forças mentais para a ideação do bem em preparativos de materialização.


As energias da mente são o potencial de força que estrutura a vida.


Jogadas a esmo, perdem a finalidade superior para a qual existem, concretizando irrisão e desequilíbrio.


Assim, cuida do direcionamento dos teus pensamentos, evitando os devaneios que te incendeiam de paixões perturbadoras, que anelas e, certamente, não se consumarão.


Mesmo que aconteçam, sustentadas pelo teu desejo ardente, são fogos-fátuos que logo desaparecem.


Exercita a tua mente, fixando idéias otimistas, de saúde e de trabalho.


Insiste com essas formas ideais, e elas se consubstanciarão, mantidas pelo fluxo do anelo, condensando-se no plano da realidade objetiva.


Quando saibas comandar a mente, alterar-se-á, em profundidade, o ritmo da tua existência.


O cenho contraído cederá lugar à alegria espontânea; a ira fácil dará campo à benevolência; a exigência será substituída pela compreensão, e experimentarás o prazer de ser bom, pelo bem que faças, que te fará bem.


Insiste no pensamento gentil, edificante.


A mente, que se faz leviana, exorbita na alucinação e padece a hipertrofia das aspirações felizes.


A formulação de propósitos saudáveis faculta a viabilidade deles, que se convertem em realização.O homem se torna aquilo que cultiva na mente.


A usina mental é dínamo gerador de que o Espírito se utiliza para a viagem carnal e, fora dela, para expressar a sua identidade e valor, que exterioriza no processo da evolução.


Se embalas pesadelos, defrontarás sempre sofrimentos.


Se vitalizas esperanças de paz, encontrarás tranqüilidade.


Triunfo e insucesso são termos iguais de qualquer empresa: aquele que elejas, merece a tua fixação e o teu trabalho, mediante os quais o lograrás.


No bloco de pedra dorme a estátua, que o artista vê e de lá a arranca, a esforço e dedicação.


No solo adusto se oculta a seara, que o agricultor descobre a contributo de adubagem, irrigação e semeação.


No barro imundo repousa a peça de cerâmica, que o oleiro modela com carinho e habilidade.


Na mente vigem o ideal, a forma, a vida.


Aplica com sabedoria as tuas forças mentais e não as perturbes com os desvios da ilusão.


Jesus, que as conhecia com profundidade, usou-as, convidando-nos a aplicá-las bem, quando enunciou que podemos fazer tudo quanto Ele fez, se quisermos, se tivermos fé e valor de lutar contra as imperfeições, e extrair, do bloco de granito que ainda somos, a centelha divina que dorme em nós.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1990.






Convite à Perseverança

Por Joanna de Ângelis



"...Mas quem perseverar até ofim, esse será salvo."(Mateus: 10-22).



Não asseveres: "é-me impossível fazer!"


Nem redargas: "Não consigo!"


Nunca informes: "sei que é totalmente inútil aceitar."


Nem retruques: "é maior do que as minhas forças."


Para aquele que crê, o impossível é tarefa que somente demora um pouco para ser realizada, já que o possível se pode realizar imediatamente.


Instado a ajudar não te permitas condições, especialmente se fruis o tesouro da possibilidade.


Fácil ser delicado sem esforço, ser amigo sem sacrifício, ser cristão sem auto-doação...


Perseverança nos objetivos elevados, com oferenda de amor, é materialização de fé superior.


Para que seja atuante, a fé deve nutrir-se do poder dos esforços caldeados para as finalidades que parecem inatingíveis.


Todos podem iniciar ministérios...


Tarefas começantes produzem entusiasmos exaltados.


Mede-se, porém, o verdadeiro cristão e, particularmente, o espírita pelo investimento que coloca na bolsa de valores imortalistas a render juros de paz...


Unge-se, portanto, de fé e deixa que resplandeça a tua fidelidade ao lado de quem padece.


Não fosse o sofrimento, ninguém suplicaria socorro.


Não fosse a angústia ninguém se encorajaria a romper os tecidos da alma para exibir exulcerações...


Ninguém se compraz carregando demorada canga, não obstante, confiando em alívio, lenitivo...


Nas cogitações que te cheguem ao plano da razão, interroga como gostarias que fizessem contigo se foras o outro, o sofredor, o necessitado que ora te roga ajuda.


Assim, envolve-te na lã do "Cordeiro de Deus" e persevera ajudando.


Não somente dando o que te sobra mas aquela doação maior que te parece difícil, a quase impossível...


A perseverança dar-te-á paz e plenitude.

Insiste na sua execução.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Convites da Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 5 edição. Salvador, BA: LEAL. 1991.




Aprendendo a viver

Por Momento Espírita



A experiência terrena consiste em um projeto um tanto arriscado.


Antes de renascer, o Espírito traça um programa que pretende cumprir.


Alguns pontos capitais são definidos, como o corpo, a família e o ambiente em que renascerá.


Ele também estabelece estratégias para vencer alguns problemas evolutivos.


São antigos desafetos com os quais pretende conviver.


Comparsas de persistentes erros que lhe devem surgir no caminho, em geral na forma de tentação.


Vítimas de leviandades cometidas e que seguem amarguradas o devem rodear, sequiosas de auxílio.


O Espírito estuda tudo com grande atenção, ora e se prepara mental e emocionalmente.


Como se percebe, renascer é um empreendimento de vulto.


A existência terrena é imprescindível à evolução, em especial em suas fases mais incipientes.


No corpo de carne, a força de vontade é testada e o ser imortal gradualmente abandona ilusões e paixões.


Demora um pouco, mas ele começa a perceber a transitoriedade de muito do que é valorizado na Terra.


Poder, aparências e conúbios sexuais apartados de um forte vínculo afetivo são apenas algumas dessas quimeras.


Embora firmemente decidido a transcender, não raro o Espírito sucumbe às tentações mundanas.


Ele programa trabalhar no bem, ser puro, honesto e generoso.


Decide transformar antigos parceiros de crimes em nobres companheiros de ideal superior.


Quer amparar aqueles a quem no pretérito lançou no despenhadeiro do vício.Entretanto, cede à tentação do passado e revive indignidades.


A partir de determinado momento, nem mais é possível alegar ignorância.


Afinal, a mensagem cristã, a convidar claramente para a renovação, não é nova no mundo.


Essas experiências frustradas podem se repetir inúmeras vezes.


Há um inevitável amargor na hora do ajuste de contas com a própria consciência.


Confrontar o que se programou com o que se fez pode ser decepcionante.


Entretanto, as oportunidades se renovam.


Sempre chega o momento em que o Espírito cansa de falhar consigo mesmo.


Tantas são as decepções, que ele realmente se desgosta das ilusões mundanas.


Cheio de firmeza, resiste a todas as tentações e persevera em seu propósito de renovação.


Não se preocupa em ser rico, importante ou em fruir exóticas sensações.


Tem convicção de que tudo isso nada lhe acrescenta, em termos de paz e plenitude.


Ao contrário, identifica felicidade com deveres cumpridos e com dignidade.


* * *


Ciente disso, preste atenção no modo como você vive.


Seus pensamentos, atos e sentimentos são um prenúncio de paz?


Ou eles anunciam grandes decepções, quando você retornar para o verdadeiro lar?



Redação do Momento Espírita.




Viagens

Joanna de Ângelis



Ambicionas viajar, mudar de ares, viver novas experiências, conhecer outras pessoas...


Sentes-te saturado por fazer as mesmas coisas, repetir os trabalhos habituais, conviver com as criaturas de todos os dias.


A imaginação te desenha cenas empolgantes, enriquecidas de ilusões, convidando-te a conhecer outras terras, passear pelas regiões paradisíacas.


Os lugares onde ainda não estiveste, se te apresentam encantadores, ricos de promessas e de realizações, ensejando-te a felicidade que se te faz escassa, muito distante daquilo que anelas.


Os promotores de turismo apresentam recepcionistas risonhos, vivendo um clima de festa permanente, de verdadeiro encantamento.


Fascinado, acreditas que lá, no lugar onde não estás, tudo são alegrias e brilho, jogos de prazeres e constante renovação de festa.


Se não consegues, de imediato, realizar os projetos que traças, na esperança de fruir essas satisfações, deixas-te dominar pela amargura, pela frustração, tombando em estados depressivos ou de revolta contra tudo e todos.


Retifica, porém, a maneira de encarar a vida.


A dor, a dificuldade e o problema, a alegria e a tristeza, a saúde, a enfermidade e a morte visitam a todos e se apresentam em todos os lugares.


Quem vive lá, no lugar que desejas ardentemente visitar, atormenta-se pelo desejo irreprimível de vir cá, onde te encontras, com idênticas impressões.


Ali se padece de situações iguais às tuas.


Há um fluxo contínuo e crescente destes que vão e daqueles que vêm.


Sorridentes e joviais aqui, comunicativos e ligeiros, lá, são taciturnos e tristes, vivem cansados e deprimidos, qual ocorre contigo e com os indivíduos daqui.


Há festa em toda parte e programações especiais para vender sensações, que deixam ressaibos de insatisfação e dor.


Provocam paixões que se desvanecem, tornando-se cinzas e rescaldo dos incêndios que proporcionam.


Enquanto na Terra, ninguém passa isento de provações.


Cada criatura experimenta e vive sua quota, conforme as suas necessidades evolutivas.


Não te iludas, portanto.


Aqueles que se te fazem modelos de felicidade e beleza, também sofrem muito.


Estão, apenas, disfarçados, guindados ao profissionalismo do qual retiram o pão diário, e, às vezes, o veneno com que se matam lentamente.


Não imaginas o que lhes sucede...


Há um lugar ao teu alcance, onde a felicidade te aguarda e nada a perturbará.Não te exige muito, nem te atormenta.


Este reduto maravilhoso é o coração.


Põe nele o teu tesouro, conforme propôs Jesus, e aí o desfrutarás.


Se viajares e te alegrares, levarás contigo a verdadeira alegria, e se não puderes sair de onde vives, manterás a mesma bênção sem qualquer conflito.


Já que desejas, porém, viajar, faze-o como uma experiência para dentro, descobrindo o mundo íntimo profundo, e aí fruirás da plenitude que nunca se acabará.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Coragem. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1988.




A sabedoria do samurai

Por Momento Espírita



Conta-se que, perto de Tóquio, capital da Japão, vivia um grande samurai.



Já muito idoso, ele agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens.



Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.Certa tarde, apareceu por ali um jovem guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos. Era famoso por usar a técnica da provocação.



Utilizando-se de suas habilidades para provocar, esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de inteligência e agilidade, contra-atacava com velocidade fulminante.



O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta.



Assim que soube da reputação do velho samurai, propôs-se a não sair dali sem antes derrotá-lo e aumentar sua fama.



Todos os discípulos do samurai se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio.



Foram todos para a praça da pequena cidade e diante dos olhares espantados, o jovem guerreiro começou a insultar o velho mestre.



Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais.



Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu sereno e impassível.



No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.



Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado calado tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:Como o senhor pôde suportar tanta indignidade?Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?



O sábio ancião olhou calmamente para os alunos e, fixando o olhar num deles lhe perguntou:Se alguém chega até você com um presente e lhe oferece mas você não o aceita, com quem fica o presente?



Com quem tentou entregá-lo, respondeu o discípulo.



Pois bem, o mesmo vale para qualquer outro tipo de provocação e também para a inveja, a raiva, e os insultos, disse o mestre.



Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.



Por essa razão, a sua paz interior depende exclusivamente de você.



As pessoas não podem lhe tirar a calma, se você não o permitir.



* * *



Sempre que alguém tentar tirar você do sério, lembre-se da sábia lição do velho samurai.Lembre-se, ainda, que seus atos lhe pertencem.



Só você é responsável pelo que pensa, sente ou faz.



Só você, e mais ninguém, pode permitir que alguém lhe roube a paz ou perturbe a sua tranquilidade.



Foi por essa razão que Jesus afirmou que só lobos caem em armadilhas para lobos.



Assim, aceitar provocações ou deixar que fiquem com quem nos oferece, é uma decisão que cabe exclusivamente a cada um de nós.



Pensemos nisso!



Redação do Momento Espírita com base em texto de autor desconhecido.Disponível no CD Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.

domingo, junho 21, 2009




CORAGEM DE VIVER

Osho



A vida exige enorme coragem. Apesar de todos os medos, temos que começar a viver. E a vida é insegurança. Se você ficar preocupado demais com proteção e segurança, você permanecerá confinado a um pequeno cantinho, quase em uma prisão. Será seguro, mas não será vivo, não terá aventura, não terá êxtase..



Jesus, O Incomparável

Joanna de Ângelis



Vencendo os milênios que nos separam do Seu berço, ninguém que se Lhe equipare ou sequer apresente as características que O assinalaram.Havendo nascido em um recinto modesto e quase desprezível, transformou-o num esplêndido reduto de luzes e de harmonias gloriosas.



Residindo mais tarde em uma aldeia desconhecida, tornou-a imortal na História, na literatura e na memória dos tempos.



Convivendo com as pessoas do Seu pequeno burgo, evitou destacar-se, mantendo-se simples e de relacionamento afável, de forma a não os perturbar ou provocar celeuma antes do momento.



Fiel servidor das Divinas Leis, trabalhou na pequena carpintaria do pai sem alarde ou demonstração inoportuna de superioridade.



Conhecendo a tarefa para a qual viera, não se precipitou, tampouco postergou a hora em que se deveria desvelar.



E o fez de maneira natural, sem alarde nem provocação, quando tomou do texto de Isaías, inserto no Testamento Antigo e, em plena sinagoga, interpretou-o com inusitada acuidade, deixando-se identificar como o Messias.Compreendeu a reação de surpresa dos Seus coevos e familiares que, tomados de espanto e ira, atiraram-se contra Ele, ameaçando-O de morte.



Mas não reagiu, nem os agrediu com palavras ou ações que desmentissem o Seu ministério de amor, quando predominavam as sombras da ignorância e da perversidade.



Sem qualquer acusação, deixou aqueles sítios e partiu para a gentil Galiléia, onde as almas simples e desataviadas, sedentas de paz, cansadas de sofrimentos e humilhações, anelavam pela oportunidade de serem livres do jugo cruel da servidão e realmente felizes.



Entre os pobres e desafortunados, os sofredores e puros de coração, entoou o Seu hino de amor à Vida como dantes jamais alguém o fizera, e depois nunca mais se repetiria.



A Sua canção de misericórdia e de ação temperada pela sabedoria arrebatou as gentes de todos aqueles rincões, que abririam espaço para se alargarem pelas terras do futuro, dando início à Era da fraternidade que, embora ainda não vivida, já se encontra instalada desde aqueles inesquecíveis momentos.



A Sua revolução diferiu de todas as que a precederam e a sucederiam, porquanto, tratava-se de lutas contínuas nas paisagens do coração contra as más inclinações, as tendências primárias e as heranças asselvajadas do período primitivo.



Amando a todos sem distinção, até mesmo àqueles que obstinadamente O perseguiam e tentavam malsinar-Lhe as horas, Jesus permaneceu incomparável, ensinando compaixão e ternura, trabalho e confança irrestrita em Deus.Ninguém jamais se Lhe equipararia!Os grandes gênios da fé que O precederam e os nobres missionários do amor que O sucederam foram, respectivamente, Seus mensageiros que Lhe deveriam preparar o advento e continuadores insistindo na preservação dos Seus ensinamentos e atitudes.Esse homem nascido em Belém e morador em Nazaré, dividiu os fastos históricos, assinalando a Sua trajetória com os incomparáveis testemunhos da Sua elevação.



Quando provocado pelo farisaísmo compreendia a fúria do despeito e da mesquinhez humana, lamentando o atraso moral daqueles que se Lhe apresentavam como adversários.



Admoestava-os e esclarecia-os, embora eles não desejassem respostas honestas, porque os seus eram os objetivos perversos...



Visitado pelo sofrimento dos indivíduos e das massas, não obstante sabendo da transitoriedade do corpo físico, renovava os enfermos e curava-lhes as mazelas, advertindo-os quanto aos valores imperecíveis do Espírito.



Acusado de atitudes que se chocavam contra a Lei e os Profetas, informava que não os veio combater, mas vitalizá-los e dar-lhes cumprimento.



Tentado pela hipocrisia e envolvido nas malhas das insensatas ciladas, destrinchava os fios envolventes e devolvia-os aos sistemáticos perseguidores.



Jamais se escusou aos enfrentamentos promovidos pela perversidade dos pigmeus morais, mesmo conhecendo-lhes as artimanhas e propósitos nefastos.



Também nunca se recusou a esclarecer qual era a Sua tarefa e quais as bases da Sua revolução, estruturadas no amor a Deus, ao próximo e a si mesmo.



Nunca desmentiu os postulados propostos nos Seus sermões, mediante uma conduta dúbia ante as ameaças e malquerenças que se Lhe apresentavam a cada momento.



Resistiu a todos os tipos de tentação na Sua humanidade, avançando sempre no rumo do holocausto sem qualquer tipo de revolta ou de insegurança quanto aos valores esposados e divulgados.



Profundo conhecedor da psicologia humana, jamais se utilizou desse recurso incomum para humilhar ou submeter quem quer que fosse ao Seu ministério.



Pelo contrário, dele se utilizava para identificar as causas transatas geradoras dos sofrimentos que os aturdiam e para aplicar a terapêutica mais conveniente em relação aos múltiplos distúrbios que os afligiam.



Perfeitamente identificado com Deus, não fingiu ser-Lhe igual e jamais se Lhe equiparou, informando sempre ser o Filho, o Embaixador, o Caminho para a Verdade e para a Vida...



Confundido com os profetas que O precederam, revelou a própria procedência, informando que aqueles que vieram antes realizaram o seu mister com elevação, mas a Sua era a confirmação de tudo quanto ensinaram no seu tempo.



Incomparável, Jesus, o Homem libertador de todos os homens e mulheres!



A humanidade sempre recebeu no transcurso da História guias admiráveis, que vieram iluminar as sombras dominantes.



Em cada povo e em todos os tempos surgiram missionários incomuns, que demonstraram a vacuidade da vida física e a perenidade do ser espiritual, convidando à reflexão e à conquista da liberdade total.



Alguns tiveram a existência assinalada por muitos conflitos antes da revelação que os transformou; outros sentiram o impulso interno e romperam com os preconceitos e condicionamentos existentes, trazendo o conhecimento e a vivência do dever como essenciais, à conquista da paz.



Diversos se imolaram em testemunho do que ensinavam, mas só Jesus é o Modelo e Guia nunca ultrapassado ou sequer igualado.



Havendo chegado à Terra na condição de Espírito puro, por haver realizado o Seu processo de evolução em outra dimensão, permanece como o Homem incomparável para conduzir a humanidade na direção do inefável amor de Deus.



Franco, Divaldo P.. Da obra: Nascente de Bençãos. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 1 edição. LEAL. 2001.



Deveres dos Filhos

Joanna de Ângelis


Toda a gratidão sequer retribuirá a fortuna da oportunidade fruída através do renascimento carnal.



O carinho e respeito contínuos não representarão oferenda compatível com a amorosa assistência recebida desde antes do berço.



A delicadeza e a afeição não corresponderão à grandeza dos gestos de sacrifício e da abnegação demoradamente recebidos...



Os filhos têm deveres intransferíveis para com os pais, instrumentos de Deus para o trâmite da experiência carnal, mediante a qual o Espírito adquire patrimônios superiores, resgata insucessos e comprometimentos perturbadores.



Existem genitores que apenas procriam, fugindo à responsabilidade.



Não compete, porém, aos filhos julgá-los com severidade, desde que não são dotados da necessária lucidez e correção para esse fim.



Se fracassaram no sagrado ministério, não se furtarão à consciência, em forma da presença da culpa neles gravada.



Auxiliá-los por todos os meios ao alcance é mister indeclinável, que o filho deve ofertar com extremos de devotamento e renúncias.



A ingratidão dos filhos para com os pais é dos mais graves enganos a que se pode permitir o Espírito na sua marcha ascensional.



A irresponsabilidade dos progenitores de forma alguma justifica a falência dos deveres morais por parte da prole.



Ninguém se vincula a outrem através dos vigorosos liames do corpo somático, da família, sem justas, ponderosas razões.



Desincumbir-se das tarefas relevantes que o amor e o reconhecimento impõem - eis o impositivo que ninguém pode julgar lícito postergar.



Ama e respeita em teus genitores a humana manifestação da paternidade divina.



Quando fortes, sê-lhes a companhia e a jovialidade: quando fracos, a proteção e o socorro.



Enquanto sadios, presenteia-os com a alegria e a consideração; se enfermos, com a assistência dedicada e a sustentação preciosa.



Em qualquer situação ou circunstância, na maturidade ou na velhice, afeiçoa-te àqueles que te ofertaram o corpo de que te serves para os cometimentos da evolução, como o mínimo que podes dispensar-lhes, expressando o dever de que encontras investido.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: SOS Família. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.



Sórdidos Porões

Joanna de Ângelis



A civilização dita cristã no ocidente ainda não compreendeu que Jesus é o exemplo da centralidade mais admirável que se conhece.



Em todo o Seu ministério jamais houve lugar para a exclusão, para a exceção.



Ele sempre se caracterizou pela proposta de solidariedade humana e pela igualdade dos direitos humanos.



A Sua mensagem renovadora tem uma direção certa: a transformação moral da criatura para melhor, sempre e incessantemente.



Nesse sentido, ninguém se pode considerar indene ao crescimento interior ou excluído da oportunidade.



Jamais o Mestre preferiu aquele que tem mais ou que pensa ser mais, preterindo aqueloutros detestados, marginalizados, esquecidos.



À semelhança dos profetas antigos Ele veio resgatar os mais sofridos, os mais perseguidos, os mais desesperados.



Não há lugar em Sua palavra para qualquer tipo de preconceito.



Ele próprio pertenceu a um lugar de excluídos, conforme anotou João no comentário feito por Natanael, quando convidado por Filipe para conhecê-lO:



- Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? (Jo. I-46).



Não poucas vezes Ele sofreu o opróbrio, a humilhação, o acinte, a perseguição sistemática.



Conhecendo, portanto, a hediondez da perversidade e injustiça humana, Ele colocou no centro aqueles que são empurrados para a periferia, para a marginalidade, fazendo com eles um pacto de amor.



É esse amor que viceja em toda a mensagem neotestamentária, renovando as esperanças do mundo e apontando um rumo de segurança onde predomine a vera fraternidade.



Os indivíduos que se apresentam como sendo mais poderosos, mais possuidores, também não foram rejeitados, porquanto Ele sabia que esses, igualmente são infelizes, refugiando-se no terror, na opressão, na vingança, na exploração do seu próximo, através de cujos artifícios se sentem seguros nos tronos de mentira em que se sentam.



Os opressores, os perseguidores, são pessoas que perderam a direção de si mesmos, tornando os corações empedrados, por não se permitirem a doçura que tanto desejam e de que sentem irresistível falta.



Invejam-na em quem a tem, e por isso, através da projeção do seu conflito, perseguem-no implacavelmente, com violência, como se a houvessem roubado do seu sacrário íntimo.



Jesus respeitou todas as vidas, concedendo o direito de cidadania igualitária a todos quantos adotassem o reino de Deus e se empenhassem pelo conseguir.



Os modernos cristãos, conforme ocorreu com muitos outros no passado, não compreenderam esse ensinamento, que registraram no cérebro, mas não insculpiram nos sentimentos.



São capazes de abordar o tema da solidariedade com lágrimas, no entanto, não saem do pedestal em que se encastelam, para proporcionar centralidade ao seu próximo, arrancando-o da periferia marginalizadora.



Não obstante as gloriosas conquistas culturais, científicas e tecnológicas, o ser humano ainda mantém o seu próximo em muitos porões de exclusão, que são habitados pelos que se fizeram ou foram tornados marginais: crianças que se prostituem por imposição da crueldade moral, geradora da miséria sócio-econômica, pela escravidão do indivíduo que não tem escolha e perdeu a liberdade de decisão e de movimento, e os que vivem nas ruas do mundo, desconsiderados e sem quaisquer direitos, perfeitamente descartáveis pela sociedade hedonista.



Suas dores, suas necessidades são propositalmente ignoradas, e não raro, tidos como lixo social, são assassinados, exilados, expulsos dos seus guetos, porque enxovalham a sociedade que os excluiu.



Trata-se de hediondez da modernidade, que somente pensa no crescimento horizontal do seu poder e da sua libertinagem, esquecendo-se do ser humano em si mesmo, que é o grande investimento da vida.



Nesse lixo social, encontram-se também muitas jóias perdidas: homens e mulheres de bem e de valor, que derraparam nas ruelas da existência e não tiveram resistência para enfrentar e vencer as vicissitudes, enveredando pelo alcoolismo, pela toxicomania, pela perversão de conduta nos vícios sexuais, vivendo nos escuros porões que lhes servem de refúgio.



Perdida a dignidade humana, eles relutam para permanecer nesses sítios de vergonha e sombras, sendo denominados como criminosos, mesmo que crime algum hajam cometido.



Rotulados de lixo, criminosos, excluídos, gentalha, perdem a identidade e não se encorajam a recuperar a sua humanidade, que lhe foi tirada e nunca devolvida.



Afirma-se que esses irmãos da agonia se recusam a sair dos porões onde se encontram, e que, ao serem retirados, fogem de retorno aos mesmos lugares onde se entregam aos disparates da vergonha moral.



Talvez tenham razão com a exceção, jamais com a totalidade.



Ocorre, muitas vezes, que se encontram enfermos, sem autoconfiança, sem nenhuma auto-estima, e autopunem-se, após haverem sido torturados, estuprados, pervertidos.



A sua terapia de recuperação é lenta, quanto o foi a imposição da degradação, da perda de sentido existencial.



É impressionante observar como poucos cristãos dão-se conta do que está ocorrendo a sua volta e poderá atingir o seu castelo de refúgio e de ilusão.



Mesmo quando vêm à superfície as denúncias contra a dignidade violada do seu próximo e ele aparece como fantasma apavorante, esses cristãos cerram os olhos para não o ver e tapam os ouvidos, a fim de não escutar o clamor da sua voz, porque isso os perturba e inquieta, tirando-lhes alguns momentos de sono ou de excesso de alimentos....



E confessam a crença em Deus, a Quem dizem amar, em Jesus, que tomam por modelo teórico, mas não lhe seguem os ensinamentos libertadores.



Perfumados e bem vestidos evitam o contato com eles, nunca se permitem ir aos porões, temem-nos e abandonam-nos, quando os deveria visitar e amar, procurando conviver com eles, trazendo-os à luz do dia da compreensão de todos.



Eles ficam nos seus porões e os cristãos nos seus esconderijos de luxo e de proteção com medo deles, aqueles a quem Jesus procurou trazer para o centro, retirando-os do abismo escuro em que se refugiavam.



Felizmente, nem todos os cristãos se escondem do seu próximo retido nos porões.



Eles denunciam a sua existência, tentam arrancá-los dos sórdidos lugares onde jazem, esquecidos e perseguidos, recordando-se de Jesus, e imitando-O.



Raia uma luz na treva em favor dos excluídos, ainda muito débil é certo, mas que se expandirá como o rosto brilhante da manhã após a noite renitente, que vai devorada pela claridade.



O novo Cristianismo propõe que se acabem com os porões, que se recicle o lixo social mediante os mecanismos do amor, que se traga para o centro da comunidade todos aqueles que têm sido excluídos, de forma que a sociedade se torne verdadeiramente digna do Mestre e Senhor, que é Modelo e Guia para todos através dos evos...



Franco, Divaldo Pereira. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 13 de julho de 2000, em Paramirim, Bahia. Extraído do Jornal Mundo Espírita de Fevereiro de 2001.