Pachelbel - Canon In D Major

terça-feira, julho 31, 2012

Perdoa Agora - Emmanuel






Perdoa Agora

Emmanuel



Não te detenhas!


Torna à presença do companheiro que te feriu e perdoa, ajudando-o a recuperar-se.


Reflete e ampara-o!


Quantas dores e quantas perturbações lhe vergastaram a alma, antes que a palavra dele se erguesse para ofender-te ou antes que o seu braço, armado pela incompreensão, deferisse contra ti o golpe deprimente?


Guarda a calma e auxilia, sem cessar.


Mais tarde, é possível que não possas, por tua vez, suportar o horrendo assalto da ira e reclamarás, igualmente, o bálsamo da alheia compreensão.


Retorna ao teu lar ou à tua luta e espalha, de novo, a bênção do amor, com todos os corações que jazem envenenados, pelo fel da crueldade ou pela peçonha da calúnia.


Não hesites, porém! Perdoa agora, enquanto a oportunidade de reaproximação te favorece os bons desejos porque, provavelmente, amanhã, o ensejo luminoso terá passado e não encontrarás, ao redor de ti senão a cinza do arrependimento e o choro amargo da inútil lamentação.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel.Do livro "Assim Vencerás".








Prece Ante o Perdão

Emmanuel



Senhor Jesus!


Ensina-nos a perdoar, conforme nos perdoaste e nos perdoas, a cada passo da vida.


Auxilia-nos a compreender que o perdão é o poder capaz de extinguir o mal.


Induze-nos a reconhecer nos irmãos que a treva infelicita filhos de Deus, tanto quanto nós, e que nos cabe a obrigação de interpretá-los na condição de doentes, necessitados de assistência e de amor.


Senhor Jesus, sempre que nos sintamos vítimas das atitudes de alguém, faze-nos entender que também somos suscetíveis de erros e que, por isso mesmo, as faltas alheias poderiam ser nossas.


Senhor, sabemos o que seja o perdão das ofensas, mas compadece-te de nós e ensina-nos a praticá-lo.



Assim seja!



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Do livro "Tesouro de Alegria".

Evitando Obsessões - André Luiz





Evitando Obsessões

André Luiz


Não deixe de sonhar, mas enfrente as suas realidades no cotidiano.


Reduza suas queixas ao mínimo, quando não possa dominá-las de todo.


Fale tranqüilizando a quem ouve.


Deixe que os outros vivam a existência deles, tanto quanto você deseja viver a existência que Deus lhe deu.


Não descreia do poder do trabalho.


Nunca admita que o bem possa ser praticado sem dificuldade.


Cultive a perseverança, na direção do melhor, jamais a teimosia em pontos de vista.


Aceite suas desilusões com realismo, extraindo delas o valor da experiência, sem perder tempo com lamentações improdutivas.


Convença-se de que você somente solucionará os seus problemas se não fugir deles.


Recorde que decepções, embaraços, desenganos e provações são marcos  no caminho de todos e que, por isso mesmo, para evitar o próprio enfaixamento na obsessão o que importa não é o sofrimento que nos visite e sim a nossa reação pessoal diante dele.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Do livro "Paz e Renovação".



Perante os Amigos - André Luiz





Perante os Amigos

André Luiz



"O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar em clima de gratidão..." - André Luiz


 Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.


A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.


Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar os entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.


Em geral, pensamos que nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.


A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.


Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá-los como são.


Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.


Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.


Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.


Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz . Sinal Verde, 12,  edição CEC.



segunda-feira, julho 30, 2012

Chão de Rosas - Scheilla







Chão de Rosas

Scheilla



O mundo em que vives assemelha-se a um chão de Rosas, a receber todo o carinho de Jesus e o amor de Deus.


Devemos interromper, de vez em quando, as nossas cogitações comuns, e meditar sobre as oportunidades valiosas que recebemos, como prêmio da vida, ao ingressarmos nos fluidos da carne.


Tudo para nós é ação benfeitora. Tudo que nos cerca são bênçãos do Criador a nos despertar para mais vida.


Começa no mundo espiritual, o carinho com que os benfeitores nos gratificam, ao nos anunciarem a nossa volta.


E, quando queremos e aceitamos essa viagem de aprendizado, somente encontramos afabilidade, atenção e amparo, no arrumo das nossas bagagens.


Todas as estradas são floridas, mesmo que os nossos olhos a vejam em formas de espinhos. Na profundidade, são flores que educam e instruem. É por isso que chamamos o ingresso na carne Chão de Rosas.


Pessoalmente, passamos por situações dolorosas quando na Terra, animando um corpo. Mas, depois, compreendemos que as trilhas pelas quais andamos foram as mais produtivas para a nossa experiência terrena, por tirar delas as mais ricas lições de amor e de vida, para com o coração torturado. Hoje, colhemos os frutos do que pudemos fazer em favor dos desesperados, face às lutas.


Dentro de nós nada falta. Existem todos os recursos apreciáveis, de modo a ajudar-nos, com eficiência, em todas as dificuldades que surgirem em nossos caminhos. Estamos, pois, preparados para a luta, e o dever é lutar contra as nossas imperfeições, transformando-as em atividades do Bem, que vibra, sempre, na consciência, e se nos faz visível em toda parte da vida.


Onde estiveres, meu irmão, encontrar-te-ás num Chão de Rosas, desfrutando do perfume do Amor, fragrância que reacende os corações carentes. Compartilha da caravana da fraternidade, cujo ambiente é o universo. Sê cidadão do mundo sem limites.


Vamos materializar o Bem, em todos os ângulos da existência, e fazer com que o Amor não perca a luminosa estrada dos nossos corações, onde deve nascer o Cristo de Deus a nos mostrar a felicidade.


Tornamos a afirmar que a Terra é, pois, um Chão de Rosas, com as bênçãos de Deus a se mostrarem nas mínimas coisas: desde o pingo d'água, até os oceanos, dos elementos periódicos, aos mundos que circulam na criação do Grande Soberano, dos primeiros movimentos das células isoladas, à maravilhosa harmonia do corpo humano, a manifestar a inteligência racional e iluminada de Evangelho.


Se quiseres, poderás sentir e ver tudo florido, por onde andas, a convidar-te para o banquete celestial, pelas palavras inarticuladas dos ventos, das águas, das árvores, dos pássaros, das estrelas, de tudo que puderes observar, desde que tenhas carinho em teus gestos e amor no coração.


Não percas a oportunidade, tu que estás animando um corpo. Abraça esse Chão de Rosas, como sendo oferta do progresso, e serás abençoado pelos frutos que deverás colher, assinalando a tua vida na correspondência da sementeira que lançaste no seio do solo.


Que Deus e Jesus nos abençoem a todos, onde estivermos, dando início, se ainda não começamos, à prática do Bem, pelo Amor, e da Caridade, por Dever.


MAIA, João Nunes pelo Espírito Scheilla. Do livro Chão de Rosas.

domingo, julho 29, 2012

Planos e sonhos - Momento Espírita







Planos e sonhos



Quem de nós não tem metas, planos ou sonhos a alcançar? Como o combustível de nossa jornada, são eles a nos empurrarem e motivarem nosso caminhar.


Seja no campo profissional, no planejamento familiar ou nas conquistas pessoais, os nossos dias presentes ganham um estímulo especial quando se pautam nas conquistas futuras.


Nenhum de nós deve se furtar a sonhar e a planejar o próprio futuro. A vida tem como objetivo maior o progresso intelectual e moral de cada um. Programar novas conquistas é o mais adequado caminho para enriquecer a mente e o coração.


Porém, ao planejarmos o futuro, não podemos esquecer a impermanência da vida e sua descontinuidade natural.


Programada antes mesmo de acontecer, a vida, em si mesma, tem suas metas e objetivos.


Mesmo que momentaneamente esquecidas, dormindo nos porões de nossa mente, as grandes conquistas que programamos para nossa existência permanecem ativas.


Assim, algumas vezes, os sonhos e planos que aqui programamos, sofrem reveses.


A doença que nos alcançou, a partida do ente querido em momento impensável e repentino, o revés profissional... Nada disso estava nos nossos sonhos.


Contudo, estavam previstos nos caminhos de nossa vida. Ninguém deseja a dor, não há quem sonhe com a tristeza, nem tampouco alguém planeja dificuldades.


Porém, esses são também mecanismos de que a vida se utiliza para nosso progresso e melhoria.


Assim sendo, é natural que, algumas vezes, apontemos o rumo de nossa vida para uma direção e ela nos ofereça outro caminhar.


Nem sempre os sonhos e planos daqui se realizam, podendo gerar desânimo, descrédito, tristeza.


Porém, jamais devemos esquecer que se outros planos se descortinam, esses oferecem oportunidades melhores para nossa jornada.


Nenhum de nós está abandonado no mundo e vida nenhuma tem por parâmetro de conduta o acaso.


A Providência Divina, que a tudo e a todos sustenta, cuida de nossa existência, com desvelo e carinho, nem imaginados por nós.


Entendendo Deus como provedor do melhor a cada um, conseguiremos compreender porque a vida nem sempre nos conduz ou se encaminha conforme nossos planos.


Portanto, se dias se tornarem difíceis, se sonhos se desfizerem e planos nobres e felizes se mostrarem impossíveis, não desanimemos.


Alimentemos a esperança, entendendo que a vida é muito mais ampla do que nossos olhos conseguem divisar.


Anteriormente ao berço e permanecendo após o túmulo, a vida sempre nos oferecerá o melhor de que precisamos.


Na certeza de que não somos frutos de um acaso, nem nossa vida está pautada por ações fortuitas, alimentemos a coragem e a fé para aceitar as lições que nos chegarem.


*   *   *


Na esfera dos sonhos e das conquistas, não esqueçamos que a técnica perfeita da felicidade é o amor.


Permitamo-nos desabrochar os sentimentos nobres, resplandecendo à luz da vida, cada vez mais atraídos pelo Divino sol, que é Jesus Cristo.



 Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br.

A verdade que liberta - Momento Espírita






A verdade que liberta



"Busque conhecer a verdade e a vivenciá-la no seu dia a dia, e esta verdade assumida e vivida fará de você um homem livre."


Os que ouviram de Jesus esta afirmativa não a entenderam de pronto e imediatamente lhe falaram:


"Nós nunca fomos escravos de ninguém; então seremos livres de quem?"
Jesus, por sua vez, disse mais: "Se você erra, ou comete pecado, é escravo do erro, ou do pecado, até que consiga reparação."


Face à afirmativa do Cristo, podemos concluir que Ele não se referia à escravidão de homens, imposta por outros homens, mas sim à nossa escravidão pela consciência, em decorrência de faltas morais.


Entendendo o pecado como a transgressão das Leis Divinas, fica fácil compreender a afirmativa de Jesus.


E entendendo que liberdade é a "situação ou estado do homem livre, integrado na plenitude da dignidade do ser humano", que tem respeitabilidade, nobreza, autoridade moral, saberemos que liberdade implica em responsabilidade.


O ser humano sempre lutou pela própria libertação.


Levando em conta os ensinos do Homem de Nazaré, enquanto cometermos infrações contra as Leis Divinas, seremos escravos dessas infrações, das suas conseqüências, do mal que provocaram.


Se perante a legislação humana, que ainda tem muitas falhas e é limitada pelo nosso não entendimento pleno de justiça, o infrator deve redimir-se, deve pagar pelo mal feito para obter a liberdade, não poderia ser diferente com relação às Leis Divinas que regem a vida.


Jesus condiciona a libertação definitiva ao conhecimento e vivência da verdade superior.


Podemos dizer, para fixar melhor: da verdade verdadeira.


Na medida em que o homem vai descobrindo a verdade, vai fazendo luz íntima e automaticamente vai se libertando da ignorância e deixando de errar, por já conhecer o correto, o devido.


A ignorância é a grande fomentadora dos falsos conceitos a respeito da Divindade e por conseguinte, das leis que regem a vida.


Um exemplo disto era o horror que o homem pré-histórico tinha dos fenômenos da natureza.


O medo era gerado pela ignorância do processo pelo qual se davam tais fenômenos.


Junto com o conhecimento de tais mecanismos, veio a libertação do medo.


Assim ocorre também nos variados pontos da existência humana.


Quando a peste negra dizimou milhares de vidas em toda a Europa, em princípio acreditava-se que fosse um castigo de Deus imposto aos pecadores de toda ordem.


Todavia, a descoberta da verdade elucidou que a enfermidade era transmitida pelos ratos, e hoje é chamada peste bubônica.


Assim é com relação à autolibertação das criaturas. Cada um possui em si a chave para libertar-se em definitivo dos maus hábitos e equívocos cultivados ao longo das existências.


Para isso, é necessário que conheçamos as Leis de Deus, para que a elas busquemos nos ajustar, de forma que possamos avançar a passos largos na direção da luz.

*

Quando a verdade brilhar, no caminho das criaturas, se verá que obstáculos e sofrimentos não representam espantalho para os homens, mas sim quadros preciosos de lições sublimes que os aprendizes sinceros nunca podem esquecer.


É necessário que você, apesar das rajadas aparentemente destruidoras do destino, se conserve em pé, com coragem, marchando, firme, ao encontro dos sagrados objetivos da vida.



Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 119, do livro Vinha de luz, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB; Evangelho de João, 8:32 e Evangelho de Lucas, 16:14-17.Disponível em www.momento.com.br.

sábado, julho 28, 2012

Anjos Guardiães - Joanna de Ângelis




Anjos Guardiães

Joanna de Ângelis 


Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.

Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.

Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.

Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.

Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.

São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.

Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.

Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.

Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.

Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.

Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.

Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.

Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.

Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.

Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.

Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.

O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.

O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.

Imana-te a ele.

Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.

Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.



FRANCO,Divaldo Pereira  pelo Espírito Joanna de Angelis. Momentos Enriquecedores, Salvador, BA: LEAL, 1994.


sexta-feira, julho 27, 2012

Aprendizado - Meimei





Aprendizado

Meimei


 Estudas ciências e filosofias, artes e idiomas.

Para isso, gastas forças e tempo.

Escuta.

O amor que Jesus nos traçou por estrada de redenção pode ser igualmente adquirido em exercício disciplinar.

Esforcemo-nos por alcançá-lo.

Os instrutores são os nossos próprios semelhantes.

Alguns te procuram. São aqueles que te desconsideravam ou te agridem, por vezes inconscientemente, junto dos quais é possível aprender compreensão e tolerância, desprendimento e perdão.

Alguns outros precisas buscar.

São aqueles companheiros a quem devemos amparo, habitualmente domiciliados na enfermidade ou na penúria, no regaço frio da noite ou em ruínas abandonas.

Vai ao encontro desses, dá-lhes algo da posse ou da migalha que te servem de apoio à existência, mas deixa-lhes a tua dádiva, iluminada com o teu próprio amor, à maneira do Sol, cuja luz te assegura a vida sem te pedir reconhecimento.

Não delongues o aprendizado.

Entretanto, existe uma condição para o êxito.

Auxilia e perdoa sem falar disso a ninguém.

O silêncio é a base na didática do amor, porque em todas as aulas, embora, por vezes, diante de muita gente, estarás profundamente em ti e dialogando contigo na presença de
Deus.

Cede um minuto do tempo de que disponhas ou algo do que possuis para diminuir o frio da penúria e a febre da aflição.

Nessa imensa vereda, descobrirás pequeninos abandonados, aos quais estenderás o agasalho da esperança.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei. Do livro  “Palavras do coração” .

quinta-feira, julho 26, 2012

Caravana - Meimei





Caravana


Meimei

Qual se te visses em meio de grande multidão, da qual participas, observas os que passam, renteando contigo na caminhada.

Natural que te enterneças, ante os que se apresentam infortunados e enfermos.

Os tristes e os fracos, os cansados e os esquecidos te arrancam melodias de ternura às cordas do coração.

Entretanto, não silencies essa música da alma à frente daqueles outros que te pareçam felizes.

Não raro, indagas a ti mesmo porque passam tantos deles, como se não enxergassem o sofrimento dos semelhantes, qual se andassem sob a hipnose do luxo e do prazer.

Não te precipites, porém, no espinheiral da censura.

Abençoa e serve a todos, tanto quanto puderes.

Bastas vezes, o homem que se te adianta em caminho, na posição de comandante da fortuna, traz um cérebro esfogueado por aflições que não conseguirias suportar; outro, que se te afigura perdulário, quase sempre é doente buscando a fuga de si próprio; outro ainda que avança, recolhendo condecorações e medalhas pelos recursos que conseguiu entesourar, freqüentemente, é um mendigo de amor, relegado à solidão; a mulher que enxergaste ricamente trajada costuma ocultar no peito enorme vaso de lágrimas que não conseguem criar; e aquela outra que se te revela por expoente de beleza e poder, muitas vezes, transporta uma cruz de fel por dentro do coração.

Não critiques e nem apedrejes criatura alguma.

Na Terra e fora da Terra, integramos a imensa caravana que se desloca incessantemente para diante.

Não reproves ninguém.

Todos somos viajores nas estradas da vida, necessitando do auxílio uns dos outros e todos estamos seguindo com sede de compreensão e fome de Deus.

A marcha será medida pelo passo do serviço ao próximo.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei. Do livro  “Palavras do Coração".

quarta-feira, julho 25, 2012

Música em nossas vidas - Momento Espírita






Música em nossas vidas




Conta-se que, um dia, ao ouvir o silvo do vento passar pelo tronco oco de uma árvore, o homem o desejou imitar. E inventou a flauta.


Tudo na natureza tem musicalidade. O vento dedilha sons na vasta cabeleira das árvores e murmura melodias enquanto acarinha as pétalas das flores e os pequenos arbustos.


Quando se prepara a tempestade, ribombam os trovões, como o som dos tambores marcando o passo dos soldados, em batidas ritmadas e fortes.
Quando cai a chuva sobre a terra seca pela estiagem, ouve-se o burburinho de quem bebe com pressa.


Cantam os rios, as cachoeiras, ulula o mar bravio.


Tudo é som e harmonia na natureza. Mesmo quando os elementos parecem enlouquecidos, no prenúncio da tormenta.


E lembramos das poderosas harmonias do Universo, gigantesca harpa vibrando sob o pensamento de Deus, do canto dos mundos, do ritmo eterno que embala a gênese dos astros e das humanidades.


Em tudo há ritmo, harmonia, musicalidade.


Em nosso corpo, bate ritmado o coração, trabalham os pulmões em ritmo próprio, escorre o sangue pelas veias e artérias.


Tudo em tempo marcado. Harmonia.


Nosso passo, nosso falar é marcado pelo ritmo.


A música está na natureza e, por sermos parte integrante dela, temos música em nossa intimidade. Somos música.


Por isso é que o homem, desde o princípio, compôs melodias para deliciar as suas noites, amenizar a saudade, cantar amores, lamentar os mortos.


Também aprendeu que, através das notas musicais, podia erguer hinos de louvor ao Criador de todas as coisas.


E surgiu a música mística, a música sacra, o canto gregoriano.


Entre os celtas, era considerada bem inalienável a harpa, junto ao livro e à espada.


Eles viam na música o ensinamento estético por excelência, o meio mais seguro de elevar o pensamento às alturas sublimes.


Os cristãos primitivos, ao marcharem para o martírio, o faziam entre hinos ao Senhor. Verdadeiras preces que os conduziam ao êxtase e os fortaleciam para enfrentar o fogo, as feras, a morte, sem temor algum.


O rei de Israel, Saul, em suas crises nervosas e obsessivas, chamava o pastor Davi que, através dos sons de sua harpa, o acalmava.


A música é a mais sublime de todas as artes. Desperta na alma impressões de arte e de beleza. Melhor do que a palavra, representa o movimento, que é uma das leis da vida. Por isso ela é a própria voz do mundo superior.


A voz humana possui entonações de uma flexibilidade e de uma variedade que a tornam superior a todos os instrumentos.


Ela pode expressar os estados de espírito, todas as sensações de alegria e da dor, desde a invocação de amor até às entonações mais trágicas do desespero.


É por isso que a introdução dos coros na música orquestrada e na sinfonia enriqueceu a arte de um elemento de encanto e de beleza.


É por isso que a sabedoria popular adverte: Quem canta, seus males espanta!


Cantemos!


Redação do Momento Espírita, com trechos do cap. VII do livro O espiritismo na arte, de Léon Denis, ed. Arte e cultura. Disponível em www.momento.com.br.