Pachelbel - Canon In D Major

sexta-feira, abril 30, 2010


Aproveitar a vida



Momento Espírita



Você aproveita a vida?

É muito comum ouvir as pessoas e, principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida. E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades.



Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?



Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas.



Para outros é arriscar a vida em esportes perigosos, noitadas de orgias, consumir-se nos prazeres carnais.



Talvez isso se dê porque muitos de nós não sabemos porque estamos na Terra. E, por essa razão, desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.



Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública, na companhia de outros colegas que costumavam se reunir todos os finais de expediente para beber e fumar à vontade, foi convidado a acompanhá-los.



Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro. Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia, ao que ele respondeu: A minha inteligência é que me impede de fazer isso.



E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida?Perguntaram os colegas.



O rapaz respondeu com serenidade: E vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar? Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida que, para mim, é preciosa demais.



* * *



Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor.



É investir os minutos preciosos que Deus nos concede em atividades úteis e nobres.



Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.



Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos dando valor à vida.



Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.



Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la. Assim também é com relação à vida. E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela.



Se você é partidário dessa ideia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida.



E se você acha que os vícios lhe pouparão a existência, visite alguém que está se despedindo dela graças a um câncer de pulmão, provocado pelo cigarro.



Converse com quem entrega as forças físicas a uma cirrose hepática causada pelos alcoólicos.



Ouça um guloso inveterado que se encontra no cárcere da dor por causa dos exageros na alimentação.



Visite um infeliz que perdeu a liberdade e a saúde para as drogas que o consomem lentamente.



Observando a vida através desse prisma, talvez você mude o seu conceito sobre aproveitar a vida.



* * *



A vida é um poema de beleza, cujos versos são constituídos de propostas de luz, escritas na partitura da natureza, que lhe exalta a presença em toda parte.



Em consequência, a oportunidade da existência física constitui um quadro a parte de encantamento e conquistas, mediante cuja aprendizagem o Espírito se embeleza e alcança os altos planos da realidade feliz.



Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais extraídos do itemAlegria de viver do cap. 6, do livro Vida: desafios e soluções, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2502&stat=3&palavras=aproveitar%20a%20vida&tipo=t>


quinta-feira, abril 29, 2010



Nunca abandone os seus sonhos


Momento Espírita


As crianças têm sonhos. E não há limites para os seus sonhos.

Elas são princesas, super-heróis.


Sonham salvar o Mundo de toda maldade. Acreditam-se com poderes infinitos.


Sonham em alcançar as nuvens, em fazer todo mundo feliz, em ter muito dinheiro para distribuir brinquedos para todas as crianças.


Sonham e sonham.


Mas todas as crianças crescem e se tornam adultas. E, quase sempre, esquecem dos seus sonhos.


Desencantam-se ao contato com a realidade. Ou talvez encontrem muitos adultos desencantados que as façam acreditar que não podem perseguir os seus sonhos.


A pequena Jean, na terceira série, era um exemplo típico. Filha de um piloto, sonhava voar.


Um dia, em uma redação, ela colocou todo seu coração e revelou seus sonhos: ser piloto de avião, ver as nuvens, saltar de pára-quedas.


Era meado do século XX. A sua nota foi zero, porque, segundo sua professora, todas as profissões que ela listara não eram para mulheres.


Jean foi massacrada, no decorrer dos anos seguintes, pela negatividade de muitos adultos.


Garotas não podem ser pilotos de avião. Não são suficientemente inteligentes para isso.


E ela desistiu.


No último ano do ensino médio, a professora de inglês pediu que os alunos escrevessem sobre o que estariam fazendo dentro de 10 anos.


Jean descartou piloto, aeromoça, esposa. E escreveu: garçonete. Afinal, pensou, aquilo ela seria capaz de fazer.


Duas semanas depois, a professora colocou a folha com a resposta de cada um dos alunos, virada para baixo, na frente de cada um deles.


E agora pediu que escrevessem o que cada um deles faria se tivessem acesso às melhores escolas, a dinheiro ilimitado, a habilidades ilimitadas.


Quando terminaram, ela deu a grande lição: Tenho um segredo para todos vocês.
Vocês têm acesso a boas escolas. Vocês podem conseguir muito dinheiro, se desejarem algo com muito vigor.


Se não correrem para concretizar os seus sonhos, ninguém o fará por vocês.


Vocês têm muita potencialidade. Não deixem de utilizá-la.


Jean ficou animada e ao mesmo tempo amedrontada.


Depois da aula, foi falar com a professora e lhe segredou seu desejo de ser piloto.


Então, seja! – foi o que ouviu.


E Jean resolveu concretizar o seu sonho. Foram 10 anos de trabalho duro, encarando oposições, hostilidades, rejeição, humilhação.


Tornou-se piloto particular. Conseguiu graduação para transportar carga e pilotar aviões de passageiros.


Mas não recebia promoção porque era mulher. Não desistiu.


Foi em frente. Fez tudo o que a professora da terceira série disse que era um conto de fadas.


Ela pulverizou plantações, pulou de pára-quedas centenas de vezes.


Em 1978, Jean Harper foi uma das três primeiras mulheres a serem aceitas como piloto pela United Airlines.


Por fim, tornou-se piloto de Boeing 737 na mesma empresa aérea.


Tudo, graças ao poder de uma palavra positiva bem colocada.


Pense nisso


Se você abandonou os seus sonhos, é tempo de retomá-los.


Não diga que é tarde, que você está velho demais, que não consegue mais.


Decida-se e parta para a luta!


Estude, persevere, conquiste.


Utilize a força de sua fé. Acredite e invista no seu potencial.


Lembre: você pode ser o que quiser, se desejar o bastante e não perder o foco do seu ideal.


Seja a sua meta tocar as estrelas. Vá em frente!



Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. O vento debaixo das minhas asas, de Carol Kline com Jean Harper, do livro Histórias para aquecer o coração, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Heather McNamara, ed Sextante.





Nunca estamos realmente sós


Momento Espírita



Quem na vida nunca enfrentou dificuldades? Talvez alguém muito jovem, que ainda muito pouco viveu e que goze de uma boa estrutura familiar e escolar, possa dizer que nunca enfrentou uma situação difícil.


Com o passar do tempo, porém, à medida que a vida avança, são cada vez mais comuns as situações adversas.


Inúmeras são as dificuldades: a perda de um ente querido, a separação da família, a perda de um emprego que garante o sustento, os insucessos econômicos, as dificuldades no estudo.


Para cada um de nós situações diferentes representam diferentes graus de adversidade, mas todos lembramos facilmente delas.


Frequentemente despreparados para enfrentar tais situações, deixamo-nos levar por sentimentos de tristeza, de desespero e de impotência perante o fato.


Comumente, expomos nossa situação a familiares, amigos e, não raramente, pessoas não muito próximas, que se disponham a nos escutar.


Falando constantemente sobre o fato que nos preocupa permanecemos imersos nos sentimentos negativos, mantemos nossa mente agitada, entristecida e, até mesmo, revoltada.


Não faltam, nessas situações, opiniões diversas, de pessoas bem intencionadas, porém que nos deixam confusos, frequentemente sem encontrar uma solução.


Poucas são as pessoas que se recolhem e buscam em si mesmas a real causa de tal insucesso, tentando, a partir dessa reflexão, modificar seu comportamento, ou encontrar uma solução eficaz.


Muitos dizem se sentir sozinhos frente às dificuldades e, por este motivo, esperam opiniões e conselhos de todos aqueles que se dispuserem a dá-los.


Falsa ideia a da solidão. Aqueles que dela se queixam se esquecem de que temos, ao nosso lado, sempre pronto a nos ajudar, alguém que só quer o nosso bem.


Muitos de nós costumávamos pedir proteção a esse alguém, quando crianças, dirigindo-lhe uma prece, antes de dormir. Ao crescermos, esquecemos de tal atitude.


Nosso Espírito protetor ou anjo da guarda está sempre presente, desde nosso nascimento até quando, ao final da vida física, voltamos à pátria espiritual, podendo ainda nos acompanhar em futuras existências.


Silenciosamente, espera uma oportunidade de ser ouvido. Ele nos fala à mente e o podemos ouvir na forma de intuição ou de boas ideias.


Para que essas intuições ou ideias cheguem ao nosso consciente é necessário que tenhamos a mente pronta para as receber. Obviamente, em meio à agitação e aos sentimentos negativos não teremos paz de espírito para tal.


Tornamo-nos receptivos por meio do recolhimento, do silêncio, da oração, da meditação, ou dos sonhos durante um sono calmo.


São muitos os relatos dos que, depois de orar com real recolhimento e, portanto, sintonizando com o mundo espiritual que nos guia, encontraram uma solução, ou, pelo menos, consolo e paz diante de uma dificuldade.


* * *


Lembremo-nos sempre desse auxílio que Deus deixa à nossa disposição, e que não nos falta nunca.


Tenhamos a certeza de que, se um dia nos sentimos sem recurso, isto não é verdade, pois nunca estamos realmente sós!


Redação do Momento Espírita.


Disponível<http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2399&stat=3&palavras=nunca%20desista&tipo=t>


quarta-feira, abril 28, 2010


Erro coletivo


Momento Espírita



É comum ouvir alguém reclamar a respeito da presença de uma pessoa complicada em sua vida.


Pode ser algum parente, vizinho ou colega de trabalho.


Em geral, está presente o raciocínio de que a vida seria boa sem os problemas trazidos por aquela pessoa.


Por vezes, há até alguma indignação com quem tem dificuldades físicas ou psíquicas.


Quem é convocado ao auxílio e à compreensão não raro se sente indignado.


Entretanto, urge refletir que a Lei Divina é perfeita.


Ela estabelece a felicidade e o equilíbrio como naturais resultados da observação de seus preceitos.


Por outro lado, toda violação dos estatutos cósmicos enseja problemas.


Contudo, o erro raramente é individual.


O defraudamento dos deveres de honestidade, pureza e respeito ao semelhante costuma surgir de um contexto complexo.


Quando alguém comete desatinos, de ordinário tal se dá sob o influxo de vários envolvidos.


Esses podem ser os pais, que não cumpriram a contento seu dever de educação.


Deixaram-se levar por múltiplos afazeres e não deram ao filho a atenção e as orientações necessárias.


Ou então, foram amigos que incentivaram ao vício.


Quem sabe, irmãos ou outros parentes que deram maus exemplos.


Talvez, um namorado ou namorada que fez falsas promessas e gerou grande dor moral.


O certo é que poucas vezes alguém erra sozinho, sem a influência de terceiros.


Ocorre que é da lei que quem cai junto se reerga em conjunto.


Os partícipes do erro são naturalmente convocados a auxiliar no reajuste.


Conforme o grau de sua participação na derrocada moral, devem colaborar no soerguimento.


Assim, a presença de alguém complicado em sua vida não é uma injustiça e nem fruto do acaso.


Justamente por isso, não procure saídas fáceis ou desonrosas.


Libertar-se de uma situação constringente não é o mesmo que fugir dela.


A Lei Divina é perfeita e ninguém consegue ludibriá-la.


A atitude de fuga apenas denota rebeldia e complica a situação do devedor.


Para se libertar de semelhante conjuntura adversa, somente mediante o exercício da fraternidade.


Faça o seu melhor no auxílio aos que o rodeiam.


Ampare física e moralmente os que se apresentam frágeis e viciados, do corpo e da alma.


Saiba que a paz em sua vida será o resultado natural da consciência tranquila pelo dever bem cumprido.


E, principalmente, cuide para não induzir ninguém a trilhar caminhos indignos.


Preste atenção no que diz e faz, a fim de não ser partícipe de atos torpes.


Muitos testemunham seus atos e palavras e podem ser influenciados por eles.


Mesmo sem desejar, você pode assumir graves responsabilidades e complicar seu futuro.


Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2594&stat=0>


sábado, abril 24, 2010

Nosso Lar - Trailer Oficial




PARA OUVIR O VÍDEO, PAUSE A MIDI À DIREITA

Mensagem de Juscelino Kubitschek psicografia de Wagner Gomes da Paixão no 3º Congresso Espírita




PARA OUVIR O VÍDEO, PAUSE A MIDI À DIREITA


Escalando o céu


Momento Espírita



Era uma viagem de férias, mas o pai a desejara transformar em uma viagem de cultura.


Por isso, os países que seriam visitados e os locais foram devidamente selecionados.


Levava a esposa e os filhos a museus, salas de arte, bibliotecas, universidades a fim de que vissem, ao vivo, a história do homem em pinturas, livros, arquitetura.


Velhos castelos, conservados uns, somente ruínas outros, foram visitados. E o pai se esmerava em apontar detalhes, que assinalavam o esforço do homem para defender a sua casa, as suas terras, de outros homens.


Ali, o castelo feudal fora erguido em ponto estratégico, permitindo que das torres de vigia se pudesse ver muito ao longe o eventual inimigo que desejasse chegar por via fluvial.


Em outra instância, a imponente construção de pedras fora erguida exatamente em local próximo a uma imensa pedreira, facilitando a aquisição da matéria prima.


Entre as ruínas do que fora um castelo imenso, erguido bem no alto, dominando a paisagem, o destaque para a pequenina porta de madeira, quase oculta entre as folhagens: a porta da traição.


Ela fora deixada aberta para que os inimigos adentrassem e tomassem o que era considerado local inacessível.


E assim transcorria a viagem, cheia de cores, de vivacidade, história e apontamentos.


Mas depois de terem visitado antigas igrejas de extraordinária arquitetura e riqueza sem par, um dos meninos voltou-se para o pai e fez a pergunta:


Pai, por que as igrejas têm torres tão altas?


O pai parou um momento. Ele lera muito para ser o guia cultural naquelas férias. Esmerara-se em aprender sobre arquitetura, pintura, história.


Mas não se lembrava de nada ter lido a respeito. Recordou-se com rapidez da visita à igreja de Saint-Michel, no monte de mesmo nome, na Normandia.


Ali, a estátua do arcanjo São Miguel culmina na torre de 32 metros.


Rapidamente ainda rememorou outras igrejas visitadas, algumas erguidas em locais altos, privilegiados e com suas torres escalando o céu.


E estava pronto para abrir a boca e falar da arquitetura, da influência dos estilos, quando o filho menor, falou:


Ora, é simples: as igrejas têm torres pontudas para levar mais depressa as orações das pessoas até Deus. É como torre de transmissão de rádio.


* * *


Resposta simples de alguém que lembrou que os templos visitados, muito antes da riqueza arquitetônica, dos arabescos, dos estilos dessa ou daquela época, são locais de oração.


Templos que o homem ergueu, através dos tempos, em todas as épocas, no intuito de ter um local para falar com Deus.


Um abrigo, um refúgio para dialogar com a Divindade.


E se Jesus ensinou que o templo devia ser o do coração e o altar o da consciência de cada um para o diálogo com o Pai de todos nós, justo é perceber que o homem sempre buscou esse contato com o Criador.


Assim, utilizemos nossa mente e coração para erguer torres que atravessem os céus pelos poemas da oração.


Essas torres, com certeza, serão inigualáveis em altura porque os versos viajarão pelas antenas do pensamento até o Pai amoroso e bom de toda a Humanidade


Redação do Momento Espírita.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2591&stat=0>




Nossas crianças



Momento Espírita



Por que uma criança nos emociona tanto? Por que seu sorriso, seus gestos meigos, nos conquistam rapidamente?



Quantas vezes não nos percebemos rendidos por uma graça infantil, pelo aceno ingênuo de uma criança anônima, a nos sensibilizar os sentidos?



A ingenuidade e graciosidade infantis muitas vezes nos levam à conclusão que nascemos como uma folha em branco, como um livro a ser escrito, como se isentos de maldades e livres das dificuldades morais da vida adulta.



Como Espíritos imortais que somos todos nós, a cada nova oportunidade que a vida nos oferece para renascermos, somos os mesmos Espíritos antigos, distantes da simplicidade e da ignorância, que retornamos para os desafios da vida.



Mas por que trazemos essa aura de ingenuidade e de pureza? Por que temos a impressão que a criança ao nascer nada traz em si de conhecimentos prévios?



O período da infância, a fase infantil é aquela onde a natureza oportuniza mais facilmente o aprendizado de coisas novas. E isso não se dá por acaso, desde que, para uma nova existência, todo um novo processo educacional se inicia.



Desta forma, o período infantil é o mais rico e o mais importante para a educação dos caracteres.



Será sempre na fase infantil que ocorrerão as melhores oportunidades para semearmos valores nobres, conceitos adequados.



Todo pai, todo educador deve estar atento para que não se desperdice esse período precioso de educação.



Educar está longe de ser o processo de satisfazer a vontade dos filhos, trocando o esforço de estabelecer limites pela comodidade de oferecer presentes, evitando incômodos.



Devemos aproveitar essa ingenuidade infantil para oferecermos as lições que serão roteiro de conduta para toda a existência.



Logo mais, nossas crianças crescerão e, ao adentrarem na adolescência, tomarão posse de outros valores, virtudes, defeitos, dificuldades e problemáticas que trazem impressos na alma.



Por isso é explicável que nossos adolescentes mudem tanto o comportamento nessa fase desafiadora da vida.



Assim, todo o esforço em educar nossas crianças deve ser levado a termo.



Devemos cuidar com desvelo e amor dos filhos que Deus nos emprestou, para que, em nome Dele, possamos ser o apoio e auxílio de todos aqueles que retornam aos desafios terrenos, sob nossa tutela.



* * *



Todo filho é empréstimo sagrado que deve ser valorizado e melhorado pelo cinzel do amor dos pais, para oportuna devolução ao genitor Celeste.



São bênçãos que chegam ao lar. Alguns, gemas brutas para lapidação. Compete-nos fazer a nossa parte e prosseguir tranquilos, na direção do futuro e de Deus, o excelso Pai de todos nós.



Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais colhidos no verbete Filho, do livro "Repositório de sabedoria", pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, v. 1, ed. Leal.



Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2590&stat=0>




A morte não muda ninguém


Momento Espírita


Há sempre os que afirmam que ameaçar o criminoso com a morte tem o dom de mudar sua disposição, refreando-lhe os impulsos, pelo temor de sofrer a penalidade fatal.


Apoiados neste entendimento, defendem com vigor a pena de morte como a solução ideal para aliviar a pesada carga social de crimes e criminosos.


O doutor Yan Stevenson, da Universidade da Virgínia, conhecido mundialmente por suas pesquisas em torno da reencarnação, teve oportunidade de dialogar com um jovem do Ceilão, que nasceu com marcas profundas pelo corpo.


Uma enorme cicatriz no peito e o braço direito atrofiado por completo. Tem ele recordações muito nítidas de trechos de sua vida anterior.


Recorda-se de ter vivido antes no próprio Ceilão. Lembra-se de, conforme rezam as tradições daquele país, ter contraído matrimônio civil com uma jovem e marcado a data para a realização da cerimônia religiosa para alguns meses depois.


Nesse período de tempo começou a construir a casa para onde deveria levar sua esposa e passou a sonhar com uma vida de muita felicidade.


Contudo, com o passar do tempo, a moça apaixonou-se por outro rapaz e pediu o rompimento do compromisso.


O jovem abandonado tomou-se de revolta e planejou terrível vingança. Mataria a noiva infiel e culparia o seu próprio rival. Assim pensou e assim fez.


Numa noite escura, protegido pelas sombras, ele a apunhalou certeiramente no coração.


Mas, foi visto por testemunhas. Foi preso, julgado e condenado a morrer pela forca.


Renasceu como filho de seu irmão e, além da problemática física, também tinha lembranças atormentadoras do momento em que se faziam testes com a forca para ver se funcionava bem. Lembrava-se ainda dos dias que passou no presídio e que antecederam sua morte.


A esse jovem, que tão bem recorda de sua morte na forca e a causa que a originou, perguntou o pesquisador doutor Yan Stevenson: Se voltasse a acontecer com você o que aconteceu no passado, como você procederia?


O rapaz respondeu prontamente: Com toda a certeza, voltaria a matar.


* * *


Verdadeiramente, sacrificar a vida do criminoso não o educa, nem o regenera.


A educação ou a reeducação é um processo lento, que não se realiza sem afeto e dedicação. Processo que se exterioriza nos atos do ser, mas que tem sua origem na intimidade da criatura.


Para acabar com o crime, a violência, há que se percorrer o longo caminho da educação, que demanda esforço, dedicação e tempo. No entanto, exatamente como a medicação correta, agirá atacando o mal pela raiz, porque modifica a causa do problema e o transforma.


* * *


Na Bíblia encontramos anotações que nos informam que o Pai não quer a morte do pecador, mas sim a do pecado.


E essa afirmação nos diz exatamente o caminho que devemos seguir quando pensamos em acabar com o mal que tanto nos aflige.


Redação do Momento Espírita, com base no ítem "A morte não muda ninguém", do jornal Correio Fraterno do ABC, de novembro de 1998.


Disponível<http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2589&stat=0>



Servir sempre


Momento Espírita



Saber-se útil é essencial para um viver equilibrado.


Por isso, convém desenvolver o hábito de servir.


Não apenas em dias de arrependimento ou reparação.


Em todas as circunstâncias, o serviço é o antídoto do mal.


Talvez você tenha caído na trama de terríveis enganos e sonhe em se reabilitar.


Sendo assim, não desperdice a riqueza das horas, em inúteis lamentações.


Levante-se e sirva nos próprios lugares onde espalhou a sombra do erro.


Com essa atitude humilde, granjeará apoio infalível ao reajuste.


Quem sabe você enfrente duros problemas em sua vida particular.


Nessa hipótese, livre-se do fardo inútil da aflição sem proveito.


Reanime-se e sirva, no quadro de provações e dificuldades em que se situa.


A diligência e o labor funcionarão como preciosas tutoras, abrindo a senda ao concurso fraterno.


Quiçá você padeça obscura posição no edifício social.


Nessa situação, convém se prevenir do micróbio da inveja.


Movimente-se e sirva no anonimato.


A conduta digna e o devotamento funcionarão como luminosa escada rumo ao Alto.


É provável que você sofra o assalto de ferozes calúnias.


Esqueça a vingança, que seria aviltamento e baixeza.


Silencie e sirva, olvidando ofensas.


Ao eleger o perdão e a atividade no bem como estandartes, você forjará um invencível escudo contra os dardos da injúria.


Quem o vir trabalhador e nobre não conseguirá acreditar na maledicência.


Pode ser que você suporte o assédio de Espíritos inferiores.


Antigos desafetos de outras vidas podem estar a persegui-lo, no desejo de vê-lo recair em velhos vícios.


Abstenha-se da queixa sem utilidade.


Resista e sirva, dedicando-se ao socorro dos que choram em dificuldades maiores.


A dedicação à beneficência terminará por conquistar a simpatia de seus próprios adversários.


Ao vê-lo incansável no serviço ao próximo, eles se envergonharão de desejar seu mal.


A preguiça é ópio das trevas.


Os que não trabalham transformam-se facilmente em focos de tédio e ociosidade, revolta e desespero.


Tornam-se desequilibrados, pessimistas e ressentidos.


Como prestam muita atenção nos próprios problemas, acham-se os mais desafortunados do mundo.


Também estão sempre dispostos a fiscalizar o comportamento alheio e a apontar falhas.


Ao contrário, quem se dispõe a amparar raramente encontra tempo para criticar.


Assim, servir é um imperativo de saúde física e espiritual.


Para ser feliz e equilibrado, impõe-se adquirir esse saudável hábito.


Quem busca sinceramente servir nunca encontra motivos para se arrepender.


Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. LXXI, do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2587&stat=0>


terça-feira, abril 20, 2010




O que nossos pensamentos determinam


Momento Espírita


Marco Aurélio, o grande filósofo que dirigiu o Império Romano, resumiu em nove palavras aquilo que define nosso destino na vida:


Nossa vida é o que os nossos pensamentos determinam.


Inspirado nesta afirmativa, o estudioso Dale Carnegie acrescenta que se tivermos pensamentos felizes, seremos felizes.


Se pensarmos em coisas que nos causam medo, seremos medrosos. Se pensarmos em doenças, provavelmente ficaremos doentes.


Se pensarmos no fracasso, fracassaremos, com toda certeza. Se nos entregarmos à autopiedade, todos irão querer nos evitar, afastar-se de nós.


Normam Vincent Peale afirmou: você não é o que você pensa que é. Mas o que você pensa, você é.


Tudo isso se resume na ideia de uma atitude positiva perante a vida. Devemos nos interessar por nossos problemas, mas não nos preocuparmos com eles.


Há uma grande diferença entre uma e outra postura.


Interessar-se significa procurar compreender como são as coisas e tomar calmamente as medidas necessárias para enfrentá-las.


Preocupar-se significa dar voltas em círculos inúteis e enlouquecedores. Significa sofrer antes e ser dominado pelo medo.


Tais posturas são determinadas pelo pensamento, simplesmente.


Desta forma, o pensamento poderá determinar se seremos felizes ou infelizes, independente de onde estejamos, independente das condições de vida que temos.


Napoleão Bonaparte e Helen Keller podem ser bons exemplos que atestam tais afirmações.


Napoleão dispunha de tudo que os homens habitualmente almejam - glória, poderio, riqueza -, e, não obstante, disse, em seu exílio, na ilha de Santa Helena: Não conheci jamais seis dias de felicidade em minha vida.


Helen Keller - cega, surda, muda - todavia, declarou: Considerei a vida tão bela!


Reflitamos sobre tal comparação.


Como viveram os dois personagens? Que postura mental apresentou cada um deles diante das adversidades?


O filósofo grego Epiceto advertiu-nos que devemos nos preocupar mais em afastar da mente os maus pensamentos do que remover tumores e abscessos do nosso corpo.


E a medicina moderna vem comprovando, dia após dia, que a grande fonte das enfermidades está na postura mental, na qualidade do nosso pensar.


Por isso a importância de perceber que nossa vida é o que nossos pensamentos determinam e que vigiando, cuidando do pensar, viveremos muito melhor.


* * *


Emerson, na parte final de seu ensaio sobre a confiança em nós mesmos, diz:


Uma vitória política; um aumento em suas rendas; a recuperação de uma enfermidade; o regresso de um amigo ausente; ou outro qualquer acontecimento exterior, anima-lhe o Espírito e você pensa que lhe estão reservados dias felizes.
Não o creia. Jamais pode ser assim. Nada, a não ser você mesmo, pode trazer-lhe paz.


Redação do Momento Espírita, com citação do cap. 12, pt. IV, do livro Como evitar preocupações e começar a viver, de Dale Carnegie, ed. Companhia Editora Nacional.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2585&stat=0>


domingo, abril 18, 2010



Vida e obras

Henfil


Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.

Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.

Aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.

A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem.

E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;

até que você volte para a faculdade;

até que você perca 5 kg;

até que você ganhe 5 kg;

até que seus filhos tenham saído de casa;

até que você se case;

até que você se divorcie;

até sexta à noite até segunda de manhã;

até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;

até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;

até o próximo verão, outono, inverno;

até que você esteja aposentado;

até que a sua música toque;

até que você tenha terminado seu drink;

até que você esteja sóbrio de novo;

até que você morra;

e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...

Lembre-se: a felicidade é uma viagem, não um destino.

Que na nossa caminhada, possamos nos sentir sempre de mãos dadas com Jesus e envolvidos nas Suas vibrações de muita Paz!!!

sábado, abril 17, 2010




QUANDO ME AMEI DE VERDADE


Kim Mcmillen e Alison Mcmillen


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.E então, pude relaxar.


Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.


Hoje sei que isso é… Autenticidade.


Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.


Hoje chamo isso de… Amadurecimento.


Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.

Hoje sei que o nome disso é… Respeito.


Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.


De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama… Amor-próprio.


Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.


Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.


Hoje sei que isso é… Simplicidade.


Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.


Hoje descobri a… Humildade.


Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.


Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.Hoje vivo um dia de cada vez.


Isso é…Plenitude.


Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar.


Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.


Tudo isso é… Saber viver!!!


ESPIRITUALIDADE E CONSCIÊNCIA


Espiritualidade é um estado de consciência;

Não é doutrina, não!


É o que se leva dentro do coração.


É o discernimento em ação!

É o amor em profusão.


É a luz nas idéias e equilíbrio na senda.


É o valor consciencial da alegria na jornada.


É a valorização da vida e de todos os aprendizados.

É mais do que só viver; é sentir a vida que pulsa em todas as coisas.


É respeitar a si mesmo, para respeitar o próximo e a natureza.

É ter a plena noção de que nada acaba na morte do corpo, pois a consciência segue além, algures, na eternidade...


É saber disso – com certeza -, e não apenas crer nisso.


Ah, espiritualidade é qualidade perene; não se perde nem se ganha; apenas é!


É valor interno, que descerra o olhar para o infinito... para além dos sentidos convencionais

É janela espiritual que se abre, dentro de si mesmo, para ver a luz que está em tudo!


Espiritualidade é essa maravilha: o encontro consigo mesmo, em paz.

Espiritualidade é ser feliz, mesmo que ninguém entenda por quê.


É quando você se alegra, só pelo fato de estar vivo!


É quando o seu chacra do coração se abre igual a uma rosa, e você se sente possuído por um amor que não é condicionado a coisa alguma, mas que ama tudo.


É quando você nem sabe explicar porque ama; só sabe que ama.


Espiritualidade não depende de estar na Terra ou no Espaço; de estar solteiro ou casado; de pertencer a esse ou aquele lugar; ou de crer nisso ou naquilo.


É valor de consciência, alcançado por esforço próprio e faz o viver se tornar sadio.
Espiritualidade é apenas isso: SER FELIZ!


Ou, como ensinavam os sábios celtas de outrora:


SER UM PRESENTE!

Que teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que você perceba a ternura invisível tocando o centro do teu ser eterno.


Que teus pensamentos, teus amores, teu viver, e tua passagem pela vida sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.


Que esse amor seja o teu rumo secreto, viajando eternamente dentro do teu ser.


Que esse amor transforme os teus dramas em luz, tua tristeza em celebração,e teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.


Que teu viver seja pleno de paz e luz!



Autor Desconhecido

quarta-feira, abril 14, 2010



Estrela esperança


Momento Espírita




Contam as lendas que, quando foi concluída a criação, as estrelas vieram visitar a Terra.


A estrela amarela, simbolizando as riquezas, visitou todos os recantos e voltou ao veludo escuro da noite, tomando seu lugar no firmamento.


A estrela azul, simbolizando os rios e os mares, igualmente deu um giro em todas as profundezas e retornou.


As demais estrelas simbolizando o restante da natureza, fizeram o mesmo, e todas se engastaram nos lugares definitivos onde deveriam permanecer para sempre.


Todas voltaram, menos uma, por discreta determinação do rei do firmamento.


E quando perceberam a sua ausência, os demais astros buscaram-na aflitos, de longe. Então perceberam, entre os sofredores e necessitados do mundo, a sua luz faiscando em tom verde.


Por isso, é que a esperança nunca abandona a vida.


Através de uma lenda, os poetas encontraram uma maneira de falar da esperança.


Quando a noite escura do desalento invadir a nossa vida, lembremos a suave luz da esperança que não nos deixa a sós, e recobremos o passo, no compasso da harmonia.


Quando sentirmos os ferimentos da cruz de espinhos a vergastar nossos ombros, permitamos que o brilho inapagável da esperança nos console.


Se o véu escuro da morte se estender sobre os olhos físicos dos seres amados, lembremos que a imortalidade, mensageira da esperança, vem lhes descortinar horizontes novos, no além túmulo.


Ainda que os dias de sofrimento pareçam não ter fim...


Ainda que a enfermidade anuncie que veio para ficar...


Ainda que os amigos abandonem os nossos passos, deixando-nos caminhar a sós...


Ainda que tenhamos a impressão de que o Pai Divino nos esqueceu, lembremos da sublime lâmpada da esperança, e permitamos que ela ilumine a nossa alma, plenificando-a com suave claridade, anunciando um novo alvorecer.


Lembremos sempre que, por mais escura e longa que seja a noite, o sol sempre volta a brilhar, e com ele, novas oportunidades de construirmos a nossa felicidade.


Para tanto, devemos permitir que a esperança siga conosco como portadora da chave que abre a aurora e vence o crepúsculo.


***


A esperança se apresenta em nossas vidas de várias maneiras:


Pode estar presente num sorriso...


Num olhar de ternura...


Num aperto de mão...


Num afago...


Podemos encontrá-la, ainda, na suave brisa de uma manhã de sol...


Na serenidade das gotas de chuva, caindo devagar...


No cinza escuro da paisagem crestada pela neve a anunciar que, em breves dias, tudo estará reverdecido novamente, sob os diversos matizes de cores e perfumes, mostrando que a esperança está presente, e jamais nos abandona.


Baseado no cap. IX do livro "Estesia", pág. 30 da Livraria Espírita Editora Alvorada - LEAL


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=224&stat=3&palavras=esperança&tipo=t>


segunda-feira, abril 12, 2010



Deus responde sempre


Momento Espírita




Quantas vezes você já dirigiu uma prece a Deus e não recebeu resposta?


Não é raro pedirmos pela recuperação da saúde de um familiar, e mesmo assim ele morre.


Acreditamos que Deus não nos ouviu.


Pedimos auxílio ao Pai celestial para as nossas dores. E muitas vezes as dores aumentam, levando-nos quase ao desespero.


No entanto, os que têm fé afirmam que Deus sempre responde às nossas orações. Será mesmo?


Emy tinha apenas 3 anos de idade. Vivia em um lugar maravilhoso dos Estados Unidos, em frente ao mar.


Sua família era cristã. Ela fora alimentada, desde o berço, por orações e Evangelho.


A família ia ao templo religioso e fazia, no lar, o estudo sistemático do Evangelho.


Emy amava sua família e admirava os olhos azuis de seu pai, de sua mãe e de seus irmãos.


Todos, em sua casa, tinham olhos azuis. Todos... menos Emy!


O sonho de Emy era ter olhos azuis da cor do céu. Como ela desejava isso!


Certo dia, na Escola de Evangelização, ela ouviu a orientadora dizer que Deus sempre responde a todas as orações. Passou o dia pensando nisso.


À noite, na hora de dormir, ajoelhou ao lado da sua cama e orou.


Sua prece foi um misto de gratidão e de solicitação:


Senhor Deus, agradeço porque você criou o mar que é tão grande. Tão bonito e tão feroz. Agradeço pela minha família. Agradeço pela minha vida. Gosto muito de todas as coisas que você faz. Mas, eu gostaria de pedir, por favor, quando eu acordar amanhã, descobrir que os meus olhos ficaram azuis como os de minha mãe.


Ela acreditou que daria certo. Teve fé. A fé pura e verdadeira de uma criança.


Pela manhã, ao acordar, correu para o espelho e olhou. Abriu bem os olhos e qual era a cor deles?


Bem castanhos! Como sempre haviam sido.


Bom, naquele dia, Emy aprendeu que não também era resposta. Do mesmo modo, agradeceu a Deus. Mas não entendia muito bem porque Ele não a atendeu.


Os anos se passaram. Emy cresceu e se tornou missionária, na Índia.


Entre outras atividades, ela se devotou a resgatar crianças que eram vendidas pelas suas próprias famílias, que passavam fome.


Para isso, ela precisava entrar nos mercados infantis, onde aconteciam as vendas.


Naturalmente, para as comprar para Deus, como dizia, precisava não ser reconhecida como estrangeira.


Então ela passava pó de café na pele, cobria os cabelos, vestia-se como as mulheres do local.


Desta forma, entrava nos mercados de crianças, podendo transitar tranquila, pois aparentava ser uma indiana.


Certo dia, uma amiga olhou para ela disfarçada e lhe disse: Puxa, Emy! Você já pensou como faria para se disfarçar se tivesse olhos claros como todos os de sua família?


Que Deus inteligente, não? Ele deu a você olhos escuros, pois sabia que isso seria essencial para a missão que lhe confiou.


O que a amiga não sabia é que Emy chorara muitas noites, em sua infância, por não ter olhos azuis...


* * *


Deus está no controle de tudo. Ele conhece cada lágrima que já rolou dos seus olhos.


Ele sabe que talvez você desejasse olhos de outra cor, ou cabelos mais lisos, ou encaracolados, ou mais espessos.


Não chore se os seus olhos continuam castanhos ou azuis, ou pretos, e você os deseja de outra cor.


Não se entristeça se você ainda não foi atendido como gostaria.


Tenha certeza: Deus tem o controle de tudo.


E o não de Deus, hoje, em sua vida, é o melhor para você.


Redação do Momento Espírita com base em história de autoria ignorada. Disponível no livro Momento Espírita, v.5, ed. Fep.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1088&stat=3&palavras=amar%20sempre&tipo=t>




Amabilidade


Momento Espírita



Benjamin Franklin costumava dizer que se alguém deseja ser amado, deve amar e ser amável.


A fórmula não é inédita. Francisco de Assis, em seu cântico, se propunha a muito mais amar do que ser amado.


E foi isso que aquela jovem sentada na lanchonete em frente à clínica, naquela manhã de primavera, pode comprovar por si mesma.


Ela não queria admitir, mas estava com medo. No dia seguinte deveria ser internada para fazer uma operação de alto risco.


Uma cirurgia na coluna vertebral.


Tinha perdido seu pai recentemente e se sentia desamparada, sozinha.


Parecia-lhe que a luz que sempre a guiava, tinha retornado ao céu.


Mesmo assim, ela tentava encontrar forças em sua fé. Intimamente, cerrando de leve os olhos, pediu com fervor:


“Senhor, nessa época de tanta provação, mande-me um anjo.”


Acabou seu lanche e se dirigiu ao caixa. Uma senhora idosa, andando vagarosamente, ficou à sua frente.


Ela começou a admirar a elegância da senhora. Um lindo vestido xadrez vermelho e preto, um lenço, um broche, um chapéu vermelho-escarlate.


Não se conteve.


“Desculpe, senhora”, disse-lhe. “Mas não posso deixar de lhe dizer como é bonita. Vê-la assim tão elegante encheu-me de alegria.”


A idosa se voltou para ela e a brindou com um sorriso.


“Deus a abençoe, minha jovem. Eu tenho um braço artificial, uma placa de metal no outro e uma perna não é minha.


Levo um bom tempo para conseguir me vestir. Tento me arrumar da melhor maneira possível.


Você sabe, à medida que os anos passam, parece que as pessoas pensam que não têm importância vestir-se bem.


Você fez com que eu me sentisse uma pessoa especial. Que o senhor a possa proteger e abençoar.


Você deve ser um anjo enviado por ele para alegrar o meu dia.”


A senhora se foi sem que a jovem conseguisse dizer uma só palavra.


Sentiu-se reconfortada ao ouvir toda aquela disposição de quem tinha tantas dificuldades e extravasava elegância e bem-estar.


Deus lhe enviara, afinal, o anjo que ela pedira.


E ela somente fora amável com alguém.


O amor é a virtude das virtudes. Veste-se de múltiplos modos e onde quer que se apresente, brinda sempre a quem o recebe com alegria, ventura, vida abundante.
Ninguém se move sobre o planeta se não for com o combustível do amor.


Amar é uma honra.


E o trabalho da compreensão, o esforço da paciência, a dedicação da caridade, o conforto da fraternidade – tudo isto é amor.


A firmeza da cooperação, a harmonia da afabilidade, a lucidez do bom alvitre são, também, parte do amplo espectro do amor.


***


Conscientes dos limites que ainda nos caracterizam, na Terra, devemos concluir que temos necessidade de continuar amando o mais que possamos.


Um elogio, um estímulo, uma realização feliz, uma construção do bem que esteja ao nosso alcance.


Dessa maneira, lançaremos no solo do mundo as nossas sementes de paz, cooperando com a paz ampla com que sonhamos.



Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Um anjo de chapéu vermelho, de Tami Fox, do livro Histórias para aquecer o coração, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff, ed. Sextante e do cap. 19 do livro A carta magna da paz, do Espírito Camilo, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1337&stat=3&palavras=resposta%20de%20deus&tipo=t>


domingo, abril 11, 2010


Dr. Adolfo Bezerra de Menezes


Nesta data, 11 de abril de 1900 retornava à Pátria Espiritual o respeitável e humilde trabalhador de Jesus Dr.Bezerra de Menezes


Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, nasceu em 29 de agosto de 1831 e desencarnou em 11 de abril de 1900 aos 69 anos. Foi filósofo, político, médico, cientista e espírita.


Aos 20 anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, às duras penas, formou-se em Medicina, sendo cognominado o "Médico dos Pobres".


Bezerra de Menezes tem uma biografia exemplar de renúncia para com o dever cumprido. Antes de se tornar espírita, a sua conduta era a de um cristão.


Nesse sentido, tão logo tomou conhecimento de "O Livro dos Espíritos" não lhe foi difícil exclamar que era um "espírita de nascença", ou um "espírita inconsciente", pois tudo o que ali estava relatado lhe parecia familiar.


Seus exemplos de vida, foram um marco para todos os que desejam vivenciar os ensinamentos de Jesus.


Antes de se tornar espírita publicou as seguintes obras, que denotam o seu amor ao próximo : "A Escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação"; "Breves considerações sobre as secas do Norte".


Depois da conversão publicou: "A Casa Assombrada"; "A Loucura sob Novo Prisma"; "A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica"; "Casamento e Mortalha"; "Pérola Negra"; "Lázaro - o Leproso"; "História de um Sonho"; "Evangelho do Futuro".


Escreveu ainda várias biografias de homens ilustres , como o Visconde do Uruguai, o Visconde de Carvalas, etc. Foi um dos redatores de "A Reforma", órgão liberal da Corte, e redator do jornal "Sentinela da Liberdade".


Referência:




Ao querido trabalhador de Jesus, Dr. Bezerra de Menezes, o nosso carinho e imensa gratidão pelos exemplos de vida, que nos incentivam a sermos melhores a cada dia desta oportunidade reencarnatória.

Que as Vibrações da Mãe Santíssima e do Seu Amado Filho Jesus o envolvam, onde quer que se encontre.