Pachelbel - Canon In D Major

domingo, abril 29, 2012

A palavra que faltava - Momento Espírita



A palavra que faltava


Havia uma mulher que amava as palavras. Desde a meninice, elas exerciam sobre ela um grande fascínio.

Talvez por isso ela tenha aprendido a ler muito cedo. Desejava decifrar aqueles sinais que preenchiam as páginas do jornal.

Gostava de apreciar a sonoridade das palavras. Umas suaves, outras mais agressivas. E de aprender o significado de cada uma delas.

Encantava-se em saber que as palavras têm o poder de representar o pensamento humano e estabelecer a comunicação entre as pessoas.

Descobriu que existem palavras doces e perfumadas, como flor, carinho, amizade, maçã. Outras, tristes e angustiantes como lágrima, distância, saudade. Algumas dolorosas como crime, fome, abandono, guerra.

Algumas alegres e descontraídas, como primavera, natureza, criança.

Verificou que existem palavras que soam como uma sentença de morte, como câncer. Dá para imaginar o impacto que esse vocábulo é capaz de causar nos ouvidos de quem a ouve?

Um dia, no entanto, ela ouviu dos lábios do médico que acabara de examinar com muito cuidado uns raios-x, esta palavra e a achou muito feia.

Num momento, a paisagem se modificou, pareceu-lhe não haver mais luz, embora ainda fosse dia. O sangue lhe sumiu das faces, dando lugar a um suor gélido.

O coração tentou fugir a galope. Ela se lembrou de que, tempos atrás, fora convocada para uma batalha pela vida. Agora, outra vez lhe competia empreender a luta pela vida.

Fruto da ignorância, o medo, sempre oportunista, se instalou e a insegurança a dominou. O especialista foi lhe afirmando que havia muitas chances de melhora, graças às mais recentes conquistas da medicina.

Mas ela nem conseguia mais prestar atenção. A voz do médico parecia distante. O cérebro dela desenhava paisagens sombrias, comprometendo o equilíbrio.

De volta ao lar, um tanto mais calma, talvez inspirada por benfeitores invisíveis, ela se lembrou de orar. Preparou sua alma para entrar em contato com Jesus e lhe rogar as forças necessárias.

Enquanto orava, pareceu ver o azul do firmamento, num cair de tarde, começando a salpicar de estrelas. Dele se destacou uma luz radiante, abrangendo todo o espaço ao seu redor.

Alguém, de olhar sereno e sorriso cativante lhe estendeu os braços. Caminhou em sua direção e um delicado perfume a envolveu.

Ela se sentiu aconchegar de encontro ao peito daquela criatura tão serena, como se fosse uma criança amedrontada.

Uma nova energia invadiu todo o seu ser e, então, como um canto divino ela ouviu dentro d’alma a voz melodiosa do mensageiro:

Filha, por que choras? Entre todas as palavras que admiras, esqueceste a mais importante, a mais poderosa.

Ela se atreveu a perguntar: e que palavra eu esqueci, Senhor?

Ele se afastou um pouco, tomou o rosto dela entre suas mãos e olhando-a com doce ternura, respondeu: a palavra é fé!


 
Fé é a mola propulsora que permite superar óbices e vencer obstáculos.

Fé é força motriz da alma que, assim alimentada, vence os percalços e avança, vitoriosa.

Por esta razão é que o Mestre de Nazaré ensinou, um dia: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: move-te daqui para lá e ela se moverá.

E a montanha que todos precisamos mover para avançar na estrada da vida, chama-se dificuldade.

Pense nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no texto Xô, palavra feia!, de autoria de Rute Villas Boas.Disponível em www.momento.com.br.  
     

sábado, abril 28, 2012




Gandhi e o Viajante



Conta-se que Gandhi, sempre que viajava de trem pela Índia, comprava passagem de terceira classe. Ali os passageiros, não cultivavam hábitos de higiene, nem de boas maneiras.


Certa ocasião, quando empreendia uma das suas viagens, ele chamou a atenção de um rapaz que viajava junto a ele no mesmo vagão, porque de quando em quando cuspia no chão. Diante da advertência recebida, o moço respondeu indelicadamente e repetiu várias outras vezes o gesto. Gandhi calou-se.


Depois de um bom tempo de viagem, o rapaz pegou no seu violão, e começou a tocar e cantar músicas que exaltavam o grande líder e herói GANDHI.


Quando, finalmente, o trem parou na estação desejada, Gandhi levantou-se preparando-se para descer. O jovem, que também ficaria ali, juntou suas coisas para sair. Na estação, ele percebeu que alguém de certa importância e grande respeito estaria chegando, porque havia uma enorme recepção organizada com músicas instrumentais, fogos de artifício e discurso. Parou para ver . . . Era Gandhi quem chegava . . .


Ele então, juntou-se a multidão para recepcionar o ídolo. Só quando avistou o homenageado, é que se deu conta que o passageiro a quem havia respondido de maneira tão descortês e insolente, era exatamente aquele que havia enaltecido com tanta veemência através das suas canções.


Ele não conhecia Gandhi, mas certamente entendeu que para ele, de nada significaram suas músicas e cântico.


Essa experiência pode muito bem ser aplicada em relação a Deus.


Pois, muitos procuram apresentar-Lhe honra e louvor superficiais, “honram-Lhe com os lábios; e o coração, porém, está longe Dele.”


“Os templos, as igrejas e centros espíritas estão lotados, mas poucos, muito poucos, compreendem e praticam o que se estuda e se ouve, enquanto fora dos círculos religiosos encontramos muitas almas que praticam a reforma íntima trabalhando anonimamente pelo bem e pela caridade.”(Padre Vítor)


Observação: Podemos seguir qualquer religião e seus cultos exteriores, mas não nos esqueçamos da reforma íntima, educando nossos instintos inferiores, e revendo nossos valores.

Extraído do blog de estudos Allan Kardec.

sexta-feira, abril 27, 2012




       Privações


O homem deve esforçar-se por viver bem, preservar-se da dor e ser feliz.

Constitui um imperativo da lei de conservação que ele busque se furtar a experiências  dolorosas.

Entretanto, nem todos os sonhos e desejos humanos se realizam.

No contexto de uma única existência, sempre há certas dificuldades incontornáveis.

Algumas pessoas possuem marcante fragilidade física.

Desde a infância, ou a partir de dado momento, vivem a braços com dores e enfermidades.

Já outras não conseguem sucesso profissional ou tranquilidade financeira.

Há também as que não se realizam afetivamente.

Também são comuns os casos de importantes inibições.

Há quem não consiga falar em público, tomado de profunda timidez.

Ou então apresenta bloqueios e dificuldades sexuais.

Por certo, tudo isso constitui desafios.

Sendo possível, a superação deve ocorrer.

Mas tal nem sempre acontece e a situação desconfortável acompanha a criatura por longo tempo, talvez por toda a sua vida.

Nesse contexto, é importante não se amargurar e nem se revoltar com a Providência Divina.

Há muito tempo, Jesus formulou interessantes reflexões a respeito de determinadas privações na vida humana.

Ele asseverou que se a mão, o pé ou o olho de alguém é motivo de escândalo, mais vale extirpá-lo do que se perder.

É importante transcender a imagem literal para alcançar os possíveis sentidos dessa contundente afirmação.

A ênfase parece residir na priorização dos objetivos eternos, mesmo que à custa de alguns sacrifícios passageiros.

Ora, o Espírito anima incontáveis corpos físicos em sua jornada pela eternidade.

É um viajor do infinito, na busca da perfeição.

Mas, por vezes, utiliza mal alguns recursos que lhe vêm às mãos.

Chega a se viciar em determinados equívocos.

Por exemplo, ao contato com a riqueza torna-se arrogante e egoísta.

Acha-se superior aos pobres e não lhes estende as mãos.

Ou então gasta sua saúde em loucuras.

Afeiçoa-se ao hábito de noitadas, come e bebe demais.

Ao vivenciar a prova da beleza física, seduz e infelicita os semelhantes.

Ocorre que, ao retornar ao mundo espiritual, vê-se miseravelmente infeliz.

Compreende que utilizou muito mal os talentos e os meios que recebeu.

Então, a fim de aprender a valorizá-los, programa uma nova existência na qual será privado do que malbaratou no passado.

Assim, o que hoje falta, possivelmente, já foi mal utilizado no pretérito.

A privação atual constitui um tratamento espiritual, um processo educativo e não uma injustiça.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.Disponível em www.momento.com.br.

quinta-feira, abril 26, 2012

Sede de espiritualidade -Momento Espírita



Sede de espiritualidade
 
Há, na Terra, uma grande sede de espiritualidade. As criaturas já tendo bebido quase tudo que o mundo lhes pode propiciar, anseiam por algo mais.


Algumas pessoas realizam grandes viagens a esse ou aquele local, em busca de um hálito de espiritualidade. Afirmam que em tais lugares, respira-se um ar diferente.


Pode-se até sentir um quase toque da divindade, comungar com os espíritos, as almas dos que se foram.


Outras repletam seus lares com símbolos, estatuetas, livros que falam a respeito de seres angélicos, benevolentes, igualmente num anseio de lhes penetrar o mundo e se sentirem plenificados de harmonia.


As criaturas buscam. E há muitos caminhos a serem percorridos.


Nessa busca muitos se perdem e chegam a criar um universo isolado, apartado da sociedade, qual se o mundo e a espiritualidade não pudessem conviver.


No entanto, desde há quase dois mil anos uma mensagem de amor peregrinou pela Terra. Corporificada em um homem alto, sereno, que falava com doçura e autoridade, ela foi lançada ao solo das almas.


Permanece, apesar do tempo, nas asas do vento e na voz dos cantores de Deus. Vez ou outra, ela se expressa mais forte, no cântico de alguém que vem à Terra, para recordar aqueles ensinos.


Assim foi com Francisco de Assis, na Idade Média. Assim continua sendo hoje, na multiplicação das mensagens que chegam aos homens, através dos espíritos que não cansam de nos repetir as doces lições de Jesus.


A mensagem da boa nova! Tão simples e tão profunda!


Atende perfeitamente ao anseio de paz e plenifica quem a abraça.


Para um mundo conturbado, de tantas contradições, a voz de Jesus continua a convidar: "Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, e eu vos aliviarei."


Quantos recordamos essas palavras, em nossos momentos de dor?


Para os que vivemos a tormenta das indecisões, a dúvida dos questionamentos a respeito dos objetivos da vida e do sofrimento, Ele afirma: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."


Temos nos reservado o tempo para o estudo dos ditos do Senhor? Há quanto tempo não consultamos os evangelhos e nos embebemos com Sua sabedoria?


Não há necessidade de realizarmos grandes viagens para encontrar a paz. Basta que realizemos a viagem para dentro de nós mesmos, examinando-nos e educando-nos à luz do Evangelho de Jesus.


Há quase dois milênios Ele lançou Seus versos, que continuam ainda hoje a convidar-nos para a serenidade, a paz, o amor.

***

Você sabia que nos tempos primitivos, logo após a morte de Jesus, os textos que continham Suas palavras e Seus feitos, eram considerados como rara preciosidade pelos Seus seguidores?


E que tais textos, antes que se concretizasse a feitura do Evangelho de Mateus, o primeiro a ser escrito, eram copiados com fidelidade e verdadeira devoção pelos chamados homens do caminho?


Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br.

Programação Espiritual - Momento Espírita

 
 
Programação Espiritual
 
 
Antes de renascer na carne, cada Espírito elabora uma programação a cumprir.

Orientado por amorosos e sábios Guias, ele se decide por determinadas vivências.

Esse plano é habitualmente precedido de uma incursão pela memória do candidato à reencarnação.

Salvo o caso de almas muito valorosas, a recordação é algo restrita, a fim de não desequilibrar o Espírito.

É que uma parte muito considerável dos Espíritos cometeu incontáveis equívocos antes de optar pelo bem.

A misericórdia Divina costuma lançar um véu sobre o passado, para permitir o soerguimento do ser.

Mas chega uma hora em que ele já entesourou bastante compreensão da vida e se habituou a perdoar.

Quando a alma se ocupa de amar e esquece de condenar é que pode recordar mais amplamente o que viveu.

A compaixão que aplica naturalmente ao semelhante a credencia a conhecer seu histórico e a perdoar-se também.

Enquanto o amor não domina o ser, este segue tateando em sua evolução.

Mas sempre conta com o apoio de amigos mais evoluídos, que o auxiliam a planejar as futuras vivências.

O livre-arbítrio é costumeiramente respeitado e ninguém se obriga a viver o que não deseja.

O Espírito, por sua conta e risco, pode protelar por um tempo o próprio reajustamento com as leis cósmicas.

Entretanto, não há paz e bem-estar sem consciência tranqüila.

Mais cedo ou mais tarde, ele resolve se dignificar perante os próprios olhos.

O espetáculo da felicidade dos bons Espíritos é um estímulo tentador para quem segue na retaguarda.

Entre permanecer desequilibrado e trabalhar pela própria felicidade, o trabalho parece altamente desejável.

Certa exceção quanto à liberdade na escolha das provas e expiações ocorre no caso de Espíritos muito endurecidos.

Se a liberdade integra a Lei Divina, o mesmo ocorre com o progresso.

Todos os Espíritos devem evoluir para Deus.

Quando conscientes, participam ativamente das decisões sobre o que precisam viver.

É até comum que peçam provas demasiado rudes, no afã de progredir rapidamente.

Então, os amigos espirituais buscam convencê-los a serem mais modestos em sua pretensão.

É melhor avançar mais lentamente do que falir em um projeto grandioso.

Contudo, quando o Espírito é renitente no mal ou um contumaz preguiçoso, pode ser conduzido a uma existência que não deseja.

Seres que enlouqueceram em vivências cruéis ou que perderam o discernimento em rebeldias contra as Leis Divinas são momentaneamente tutelados em seu refazimento.

O ser é tão mais livre quanto mais consciente de seus deveres.

Não ocorreria a nenhum pai deixar a criança decidir se vai ou não para a escola.

Como nenhum pai sensato obrigaria o filho a cursar uma faculdade que detesta.

Em tudo, deve vigorar equilíbrio e respeito a quem tem maturidade para autodeterminar-se.

Assim, com base em liberdade, responsabilidade e conhecimento do passado, são programadas as existências terrenas.

Não se trata de um roteiro minucioso ou de um destino inexorável.

Alguns eventos marcantes são programados, mas a conduta a ser adotada é de inteira responsabilidade do reencarnante.

Este é livre para comportar-se dignamente ou para rebelar-se e fugir ao dever que se apresenta em sua vida.

O relevante é que ninguém é vítima indefesa de forças caprichosas ou arbitrárias.

Em tudo se tem a Justiça Cósmica, que aproveita erros e acertos humanos para conduzir os Espíritos à felicidade.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br.

quarta-feira, abril 25, 2012




Não Desanime

André Luiz


Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.

Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.

Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.

Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.

Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
P
rocure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.

Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.

Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.

Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.

Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz.

terça-feira, abril 24, 2012



Estudo comprova que otimismo faz bem ao coração

23/04/2012

Uma revisão de mais de 200 pesquisas revela que os efeitos do otimismo e de emoções positivas diminuem os riscos de infarto e outras doenças cardiovasculares.

Muitos estudos já comprovaram os efeitos negativos do estresse e da ansiedade e suas influências na saúde, podendo aumentar as chances do desenvolvimento de doenças cardiovasculares e até mesmo do câncer. No sentido contrário da negatividade, um novo estudo feito pela Universidade de Harvard revelou que pessoas otimistas possuem um coração mais saudável.


 
Após a revisão de mais de 200 estudos, os pesquisadores apontaram diversos aspectos psicológicos que reduzem os riscos de doenças cardiovasculares, entre eles o otimismo e outras emoções positivas.


Julia Bohem, uma das autoras do estudo, diz que “vimos que fatores como a felicidade, o otimismo ou a satisfação com a vida reduzem os riscos de doenças do coração, independente de outros fatores como idade, peso e status socioeconômico”.

O estudo, publicado na revista Psychological Bulletin, analisou as relações entre a saúde psicológica e a cardiovascular, levando em consideração outros fatores indiretos.



Os resultados mostraram que, no geral, as pessoas que são mais satisfeitas com a vida costumam desenvolver hábitos mais saudáveis: praticam exercícios todos os dias, seguem uma dieta equilibrada e dormem o suficiente.

Além disso, a pesquisa mostrou que pessoas que têm atitudes mais positivas não costumam ter pressão alta, possuem quantidades normais de gordura no sangue e um peso corporal aceitável. Quando esses fatores são somados, os riscos de doenças cardiovasculares são minimizados consideravelmente.


Fonte: Universia Brasil

Disponível em http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/04/23/924928/estudo-comprova-otimismo-faz-bem-ao-coraco.html 

Pipas ao Vento - Momento Espírita



Pipas ao vento

       Você já viu pipa voar a favor do vento?
Claro que não.

Por mais frágil que seja, de papel de seda e taquara, nenhuma se dá ao exercício fácil de voar levada suavemente pelas mãos de alguma corrente.

Nunca. Elas metem a cara, vão em frente.

Tem dessa vaidade de abrir mão da brisa e preferir a tempestade.

Como se crescer e subir fosse descobrir em cada vento contrário uma oportunidade.

Como se viver e brilhar fosse ter a sabedoria de ver uma lição em cada dificuldade.

No fundo, todo mundo deveria aprender na escola a empinar pipas.

Para entender, desde cedo, que Deus só lhes dá um céu imenso porque têm condições de alcançá-lo.

Assim como nos dá sonhos, projetos e desejos, quando possuímos os meios de realizá-los.






A pipa, também chamada papagaio de papel, pandorga ou raia, é um brinquedo que voa, baseado na oposição entre a força do vento e a força da corda segurada pelo operador.




Ela tem no vento o seu aliado, mesmo quando ele sopra em direção oposta.

A pipa precisa do vento contrário para manter-se lá em cima.

Assim são as lutas da vida, companheiras que, tantas vezes, julgamos indesejáveis, que aparentam estar nos puxando para baixo e nos atrapalhando o caminho, quando na verdade, estão nos impulsionando para frente.

Os problemas encontrados na nossa caminhada nos mostram que chegou o momento de lutar ou, caso contrário, não encontraremos as soluções desejadas.

Não tenhamos a ilusão de que alcançaremos a felicidade futura sem esforço. As dificuldades fazem parte do processo de evolução de todos nós.

Problemas de saúde, na família, desentendimentos, desequilíbrios financeiros são mecanismos que as Leis de Deus nos oferecem para estimular-nos ao avanço.

Às vezes, as pequenas aflições encontradas no presente poderão servir de experiência para enfrentarmos uma grande adversidade que nos aguarda no tempo futuro.

Toda a vida é um processo contínuo de ação.

A luta é um desafio abençoado que a lei do progresso nos impõe.

Lutamos contra as nossas imperfeições, pela aquisição de valores morais elevados, por nos superarmos a cada dia no campo moral, ético, físico e intelectual.

Há lutas para defender os fracos, lutas contra preconceitos de diversos tipos, lutas pela paz, lutas para vencermos todos os problemas que nos afligem.

Sejamos como as pipas, que usam a adversidade para subir às alturas.

Saibamos usar essas dificuldades para nos elevar e crescer na direção de Deus.

E que o nosso objetivo seja alcançar um céu de felicidade plena.

É necessário lutar em paz, alegremente, sabendo que os Bons Espíritos estarão lutando ao nosso lado em nome do lutador incessante que é Jesus, que até hoje não descansa nem desanima, embora permanecendo conosco.

Lutemos, pois, com entusiasmo, renovando as nossas energias, antes que as exaurindo, para que, longos, profícuos e abençoados sejam os nossos dias na face da Terra, quando terminar a nossa oportunidade de serviço e luta.


Redação do Momento Espírita, com base em texto de José Oliva, publicado no site Caixinhas de atitude e no cap. 8, do livro Desperte e seja feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco, ed. Leal.Disponível em www.momento.com.br.

segunda-feira, abril 23, 2012

Medo de Amar - Joanna de Ângelis


Medo de Amar 

 
 Joanna de Ângelis

 
A insegurança emocional responde pelo medo de amar.


O amor é mecanismo de libertação do ser, mediante o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e mentais, sob os quais o ego se esconde.


O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social.

As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal conquista fosse resultado de determinados condicionamentos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.


Toda vez que alguém exige ser amado, demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em latência e afirma os conflitos de que se vê objeto.

O amor, para tal indivíduo, não passa de um recurso para uso, para satisfações imediatas, iniciando pela projeção da imagem que se destaca, não percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade são, também, inconscientes, que se utilizam da ocasião para darem vazão às necessidades de afirmação da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia.


Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, não preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem agradar, igualmente sedentos de amor real.


O amor está presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irmãos... Mas também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar.

Não se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, mediato, aquele que não atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do próprio ato de amar.


Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.

FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Do livro Amor, Imbatível Amor .

Ao Redor do Dinheiro -Emmanuel



Ao Redor do Dinheiro

Emmanuel


Efetivamente, perante a visão da Esfera Espiritual, o homem afortunado na Terra surge sempre à feição de alguém que enorme risco ameaça.

Operários da evolução, a quem se confiou a mordomia do ouro, aqueles que detêm a finança comum afiguram-se-nos companheiros constantemente afrontados pelas perspectivas de desastre iminente, assim como os responsáveis pela condução da energia elétrica, em contacto com agentes de alta tensão, ou, ainda, como os especialistas de laboratório, quando impelidos a manusear certa classe de vírus ou de venenos, com vistas à preservação e ao benefício do povo.

Considerando, porém, as inconveniências e desvantagens que assinalam a luta dos que foram chamados a transportar semelhantes cruzes amoedadas, é forçoso convir que o coração voltado para Jesus pode sustentar-se, nesse círculo de incessantes inquietações, na tarefa sublime da paz e da luz, da ascensão e da liberdade.

Isso porque, se o dinheiro nas garras da usura pode agravar os flagícios da orfandade e os tormentos da viuvez, nas mãos justas do bem converte o pauperismo em trabalho e o sofrimento em educação.

Se a riqueza entesourada sem o lucro de todos pode gerar o colapso do progresso, o centavo movimentado ao impulso da caridade é o avivamento do amor na Terra, por transformar-se, a cada minuto, no remédio ao enfermo necessitado, no livro renovador das vítimas do desânimo, no teto endereçado aos que vagueiam sem rumo e na gota de leite que tonifica o corpo subnutrido da criancinha sem lar.

Ninguém tema, desse modo, a grave responsabilidade da posse efêmera entre as criaturas humanas, mas que toda propriedade seja por nós recebida como empréstimo santo, cujos benefícios é preciso estender em proveito geral, atentos à lei de que a felicidade só é verdadeira felicidade quando respira na construção da felicidade devida aos outros.

Assim, pois, compreendamos, com a segurança da lógica e com a harmonia da sensatez, que, em verdade, não se pode servir a Deus e a Mamon, mas que é nossa obrigação das mais simples colocar Mamon a serviço de Deus.

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Livro Religião dos Espíritos.

domingo, abril 22, 2012

Tudo Depende de Mim - Charles Chaplin



 
Tudo Depende de Mim 

 Charles Chaplin


 
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.


É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.


Posso reclamar porque está chovendo… ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro… ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde… ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria…. ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar…. ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas da casa… ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.

Posso lamentar decepções com amigos… ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser ser.

sábado, abril 21, 2012

Como Jesus Sempre Tratou os Pecadores - Gerson Monteiro

 

Como Jesus Sempre Tratou os Pecadores
Jesus, nas diversas passagens de sua vida, sempre teve palavras de compreensão para com todos os pecadores, sem jamais condená-los ao inferno, mas, sobretudo, indicou para todos eles o caminho da reparação do erro.

E foi dessa forma que Ele procedeu com a mulher que fora pega cometendo adultério.

Quando os seus acusadores viram Jesus na praça, perguntaram-lhe: "Moisés ordena que ela seja apedrejada, e tu, o que dizes?"

Jesus serenamente respondeu: "Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra!".

Depois que a multidão se dispersou, apenas alguns discípulos permaneceram, tendo ao lado a mulher a ocultar as faces com a mão.

Jesus, então, erguendo a fronte perguntou: "Mulher, onde estão os que te acusavam?"

Observando que a pecadora lhe respondia apenas com o olhar agradecido, vertendo lágrimas de reconhecimento e alegria, o Mestre continuou: "Ninguém te condenou?

Também eu não te condeno, vai, e não peques mais".

Para Madalena, disse: "Filha, o amor cobre a multidão de pecados".

Na casa de Zaqueu, o publicano que enriqueceu com a corrupção, o Mestre fez até uma refeição. Jesus, ao ser cobrado pelo fariseu Nicodemos sobre esse gesto de tolerância, esclareceu que Zaqueu, mesmo sendo um rico avarento, desejava instruir-se acerca das coisas espirituais e Ele não poderia negar os Seus ensinos, pois seria o mesmo que recusar remédio ao doente...

Isso está no livro No Roteiro de Jesus, cap. 51, no qual Humberto de Campos, por Chico Xavier, anota outras respostas de Jesus, materializado após a sua morte, a Nicodemos, inclusive o porque de ele ter defendido as meretrizes, o porquê de ter se deixado imolar entre dois malfeitores, e ainda ter asse­gurado ao bom ladrão arrependido o ingresso no paraíso.

E mesmo depois de morto, Jesus foi ao encontro de Judas, permanecendo três dias ao seu lado até que ele adormecesse, segundo revelação do Espírito Maria Dolores, por Chico Xavier, no livro Coração e Vida.

Enfim, Jesus não condenou nenhum dos pecadores ao inferno, e até pelo contrário, deu-lhes a esperança de reabilitação perante as leis de Deus.


Gerson Simões Monteiro
Vice-Presidente da FUNTARSO
E-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br