Pachelbel - Canon In D Major

terça-feira, agosto 31, 2010



Aprender a amar


Momento Espírita



De que vale a vida? Qual o motivo de estarmos aqui? São tantos os problemas, que temos dificuldades em responder a essas perguntas.


Ouve-se com frequência os noticiários das catástrofes naturais, que nos assustam. Outras vezes, são crimes hediondos que chocam.


Dias há em que a saúde nos falta, outros em que o nosso amor se despede e parte para onde os olhos não enxergam. E ainda outros são dias de problemas no seio da família e no trabalho.


Jesus, ao afirmar que neste mundo só teríamos aflições, lembra-nos que a vida é escola a nos dar lições, nem todas permeadas pela alegria e a satisfação.


Porém, qual a finalidade dessas lições? O que a vida espera de cada um de nós, ao nos impor desafios pesados, aflições que nos perturbam e nos exigem tanto da alma? Em outras palavras, o que a vida quer de nós?


Jesus foi indagado a respeito, quando, utilizando o linguajar da época, alguém Lhe perguntou qual o maior mandamento da Lei de Deus.


Para o religioso que O indagara, entender o mandamento da Lei de Deus significava entender o próprio objetivo da vida.


E Jesus foi claro ao responder que o objetivo maior da vida é o de amar. Seja o amor a Deus, o amor ao próximo ou o amor a si mesmo, devemos aprender a amar.


Desta forma, seja o que for que nos ocorra, essas situações serão sempre dádivas da vida a nos oferecer possibilidades para o aprendizado do amor.


Seja o que quer que venha a nos suceder, lembremos que no fundo e no final de tudo, está o aprendizado para o amor.


Por isso, a atitude mais sábia que podemos ter perante a vida é a de amar. Amar incondicionalmente.


Pensando dessa forma, Richard Allens escreveu um poema que diz o seguinte:


Quando ames, dá tudo o que tenhas


E quando tenhas chegado ao teu limite, dá ainda mais


E esquece a tua dor.


Porque frente à morte, só o amor que tenhamos dado e recebido é que contará. Todo o mais: as vitórias, as lutas, os embates ficarão esquecidos em nossas reflexões.


E conclui o poeta:


E se tenhas amado bem, então tudo terá valido a pena.


E o prazer que encontrarás nisso durará até o final. Porém, se não o tenhas feito, a morte sempre te chegará muito rápida, e afrontá-la será por demais terrível.


Assim, compreendemos que a única coisa que importa é o amor. Tudo o mais, nossas conquistas, nossos títulos, o dinheiro que temos ou a posição social que desfrutamos, é secundário.


O que fazemos não é importante. A única coisa que importa é como fazemos. E o que realmente importa é que o façamos com amor.


Por isso, antes que a morte nos convide a retornar ao grande lar, antes que nossa jornada de aprendizado aqui se conclua, aproveitemos o tempo e as lições para que o amor comece a ganhar espaço em nosso mundo íntimo.


Aproveitemos os dias valiosos da existência. A cada nascer do sol aceitemos o convite ao aprendizado do amor que se renova.


Entendendo a vida por esse prisma, tenhamos a certeza que as dores amenizarão e as ansiedades repousarão na certeza de que Deus vela por todos, aguardando que as lições do Seu amor se façam em cada um de nós.


Redação do Momento Espírita, com poema extraído do cap.El capullo y la mariposa, do livro Conferencias: Morir es devital importancia, de Elizabeth Klüber Ross, ed. Luciérnaga.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2705&let=A&stat=0>. Acesso: 31 AG. 2010.




Torradas queimadas


Momento Espírita




Quando eu ainda era uma menina, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar.


E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia muito duro de trabalho.


Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.


Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.


Eu não me lembro o que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geleia, e engolido cada bocado.


Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:


Amor, eu adoro torrada queimada...


Mais tarde, naquela mesma noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.


Ele me envolveu em seus braços e me disse:


Filha, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.


A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado ou cozinheiro!


* * *


O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.


De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e amigos.


Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio.


Procure ver pelos olhos de Deus e sinta pelo coração Dele. Você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.


As pessoas poderão se esquecer do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.


Gastamos muito tempo e muitas energias nos importando com coisas pequenas, pequenos aborrecimentos, pequenas querelas que não levam a lugar algum.


Acabam, sim, sempre nos fazendo mal, estragando o dia, que tinha tudo para ser tão proveitoso, se houvéssemos escolhido o caminho da compreensão, da paz.


A empatia e a caridade salvarão o mundo. Assim, urge que tenhamos estas duas virtudes muito bem construídas no coração.


Trace planos, estabeleça objetivos que compreendam a empatia e a caridade em sua vida, e perceba que os bons resultados, na forma de felicidade intensa, virão imediatamente.

Redação do Momento Espírita com base em relato de autor desconhecido.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2724&stat=0>. Acesso: 30 AG. 2010.

segunda-feira, agosto 30, 2010



Um aluno diferente


Momento Espírita



A professora levou seus alunos até os jardins do colégio para lhes falar sobre a natureza mostrando-lhes a natureza viva.


Aproximou-se de um flamboyant, coalhado de flores, e perguntou aos alunos que árvore era aquela.


Alguns, disseram que era uma árvore, apenas. Outros, que aquela árvore era um flamboyant, pois em sua casa havia um semelhante.


Uma menina falou que os flamboyants só servem para fazer sujeira na calçada, quando derrubam as flores, pois isso é o que sua mãe diz sempre.


Um garoto disse que seu pai havia cortado um, recentemente, pois suas raízes racharam o muro de seu quintal.


Mas Pedro, menino de alma sensível, começou dizendo que via ali muito mais que uma árvore.


Disse que via as flores, muito belas por sinal, mas que também podia sentir seu suave perfume.


Chamou atenção para as abelhas que pousavam de flor em flor, e também dos pássaros que buscavam refúgio em seus galhos aconchegantes.


Lembrou que todos estavam sob a sombra generosa que as folhas propiciavam, e apontou para alguns insetos que passeavam, ligeiros, pelo tronco gentil.


Falou, ainda, das muitas vidas que encontram guarida naquele flamboyant desprendido, como liquens, musgos, pequenas bromélias e outras tantas formas de vida que se podia perceber.


“Eis o que percebo, professora”, falou Pedro, com a espontaneidade de um pequeno-grande poeta.


A educadora, ainda embevecida com a aula que acabara de receber, falou amavelmente: “você tem razão, Pedro. Definir este pequeno universo simplesmente como uma árvore, é matar toda a sua grandeza e majestade.”


Existem pessoas que não percebem os flamboyants floridos em praças, bosques e ruas. Elas são muito ocupadas para perder tempo com coisas sem importância.


Tem pessoas que definem flores e folhas apenas como sujeira indesejável.


Outras preferem cortar árvores de dezenas de anos, para que não rachem seus muros e calçadas de cimento.


Existem também aquelas para as quais os flamboyants representam alguns cifrões. Cortados, poderiam oferecer madeira para lenha ou se transformar em belos móveis.


E há aquelas pessoas, como o pequeno Pedro, que vêem muito mais que uma simples árvore. Vêem o autógrafo do Criador, na majestosa obra da natureza.


E você, a que grupo de pessoas pertence?


***


Reverenciar a vida é respeitá-la na sua mais ampla forma de expressão.


Albert Schweitzer, o notável e mundialmente famoso missionário, médico, musicista e filósofo da Alsácia, conta, em seu livro autobiográfico intitulado minha infância e mocidade:


“Achava inconcebível antes mesmo de frequentar a escola que, na oração da noite, só me mandassem rezar pelos homens.


Por isso, depois de mamãe orar comigo e dar-me o beijo de boa noite, eu acrescentava, por conta própria, uma pequena oração suplementar, de minha autoria, em nome de todos os seres humanos, dizendo:


Bom Deus, protegei e abençoai tudo o que respira, preservai-nos do mal e fazei-nos dormir tranqüilamente!”


Um garoto de apenas sete anos de idade, com uma consciência lúcida sobre o que é reverenciar a vida.


Apenas um menino, mas certo de que amar a Deus sobre todas as coisas quer dizer, em primeiro lugar, respeitar sua obra, e todas as coisas por ele criadas.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro “Minha infância e mocidade”, de Albert Schweitzer, Edições Melhoramentos, São Paulo.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=998&stat=3&palavras=um%20aluno%20diferente&tipo=t> . Acesso : 30 AG. 2010



Mágoa desnecessária


Momento Espírita



As relações humanas serão sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E não poderia ser diferente.


Como somos seres em evolução, muito ainda há que se construir nas conquistas emocionais para que o equilíbrio, a justiça e a retidão sejam as ferramentas no relacionamento humano.


Não é raro indivíduos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.


O raciocínio se torna quase que natural, frente a tantos esforços que temos que empreender, tanta paciência a exercitar, no trato com o semelhante.


E não são poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela instituição. Esses buscam a paz que não encontravam nas relações sociais e familiares.


Muito embora assim o façam imbuídos, por vezes, das mais nobres intenções, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da convivência.


Somente nos atritos que vivemos é que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experiências, de crescer, de superar aos poucos os próprios limites de interação social.


Somos todos indivíduos criados para viver em conjunto e a vida solitária somente nos causaria graves sequelas à vida emocional e psicológica.


É na experiência de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de aflições e exemplos inesquecíveis.


É natural que nossas relações não sejam sempre pautadas pela harmonia. São nossos valores íntimos que determinam os entrechoques que, não raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufruímos.


Como ainda não nos acostumamos a viver em estabilidade íntima por longos períodos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposições variadas em nossos relacionamentos.


Pensando assim, pode-se concluir o quanto é desnecessário e improdutivo viver-se carregando no íntimo mágoas e malquerenças.


Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe do outro o que não gostaria de receber. No entanto, não podemos esquecer que ninguém também pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.


Desta forma, cabe a cada um de nós procurar resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte também acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.


Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração.


Há tanto a se realizar de bom e de útil a cada dia, e o tempo está tão apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos mágoa na alma, qualquer que seja a intensidade.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 41, do livro Ações corajosas para viver em paz, pelo Espírito Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2722&stat=0>> Acesso : 30 AG. 2010.



Seguir em frente



Momento Espírita


Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma:


Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.


O Cristo é a figura mais notável da História.


Ao contrário de todos os demais homens, Ele não possui vícios e fraquezas.


Pleno de grandeza e compaixão, constitui o modelo ideal fornecido por Deus aos homens.


Nessas palavras de Jesus, pode-se vislumbrar todo um roteiro de evolução.


O que primeiro se identifica é o respeito à liberdade.


Trata-se de um convite, não de uma imposição.


Aquele que quiser ir após Ele deve prestar atenção em Suas palavras.


O jugo do Messias é suave e a rota que Ele sinaliza é luminosa.


Mas a criatura pode se decidir por caminhos tortuosos e obscuros, cheios de dor e desencanto.


Como a evolução é um desígnio Divino, todos se aperfeiçoarão.


Mas cada qual é livre para gerenciar o seu processo evolutivo, apressá-lo ou retardá-lo.


Havendo vontade de seguir em frente, surgem outras duas exortações.


Uma se refere ao ato de tomar a própria cruz.


Todo ser é como se construiu ao longo dos séculos.


Sua felicidade e sua desgraça constituem a herança que preparou para si mesmo.


Não adianta buscar culpados para as próprias mazelas.


A razão dos problemas enfrentados não reside no governo, no cônjuge, no vizinho, nos filhos, nos pais ou no patrão.


O Espírito é artífice de seu destino.


De acordo com seus atos, pensamentos e sentimentos, forja suas experiências e necessidades.


Como os outros não são culpados, não adianta tentar transferir o peso da cruz que se carrega.


A rebeldia e a revolta não resolvem nenhum problema.


É preciso coragem e decisão para assumir a responsabilidade pela vida que se leva, pelos próprios problemas e dificuldades.


Sem reclamações ou desculpas, é necessário tomar a cruz aos ombros e seguir adiante, com firmeza e dignidade.


Por difícil que se apresente, o dever precisa ser cumprido.


O derradeiro conselho é renunciar a si próprio.


Esse evidencia que o egoísmo é incompatível com a sublimação espiritual.


Quem deseja se libertar de injunções dolorosas tem de exercitar a abnegação.


Aprender a servir, a calar e a compreender, sem qualquer expectativa de retorno.


Trata-se do esquecimento dos próprios interesses no cuidado do semelhante.


Quem se esquece de si mesmo no afã de ajudar o outro ultrapassa o limite de seus deveres.


Não mede perdas e ganhos e se entrega à atividade do bem, pela simples alegria de ser útil.


Talvez o programa de trabalho pareça difícil, em um mundo marcado pelo egoísmo.


Mas representa a rota de acesso à paz e à plenitude.


Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2721&stat=0> .Acesso: 30 AG. 2010


domingo, agosto 29, 2010




Semeie o amor


Para viver bem...


É bom saber que o bem sempre vence.

Por mais que lhe digam o contrário, não acredite !

Aparentemente as pessoas más são vistas algumas vezes como vitoriosas e felizes.

Mas são só aparências.

O mal envolve com fluidos perniciosos todo aquele que o emite ou convive com ele.

Os espiritualistas sabem muito bem, que tudo que se faz volta contra si.

Portanto faça só o bem e conviva com a força mais poderosa que existe: o amor.

Texto extraído do livro Para viver bem... página 144 Letras & Textos EditoraAutor: Humberto Pazian


TUDO PASSA


Não te prendas a nada do que seja transitório.

Todas as coisas à tua volta haverão de passar.

O tempo age, inexorável, promovendo mudanças em tudo.

Opiniões se modificam.

Hábitos se renovam.

Leis se aperfeiçoam.

Impérios caem.

Reis são destronados.

Ditadores perdem o poder.

As gerações se sucedem.

Cada dia é uma nova página na história da Humanidade.

E, se assim é, não olvides que também chegará a tua hora de sair de cena no palco em que protagonizas o teu papel.

Irmão José


Do livro Dias Melhores:: Pelo espírito Irmão José:: Psicografia de Carlos A. Bacelli :: Mensagem semanal do Grupo Espírita Renascer:: Iguatama/MG


Tenho aprendido que tudo na vida é questão de tempo. Nos disseram que "Deus escreve certo em linhas tortas"...Ao contrário aprendi que " Deus escreve certo, em linhas certas".

Também tenho aprendido que tudo passa ...É questão de tempo...Basta observarmos o renascer dos dias e das Estações... Só permanece o que é verdadeiro...

Desejo-lhes uma semana de muita Paz, sob as bênçãos do Amigo Incondicional de nossas almas.

Recebam o meu carinho!

Nunca é um tempo longo demais

Para viver bem...

Nunca é um tempo longo demais, é como dizer: por toda a eternidade.

Será que dá para afirmar qualquer coisa relacionada a isso? “toda a eternidade!”

Pois é, mas é o que muitas vezes afirmamos, “nunca mais vou vê-lo”, “nunca mais poderei fazer isto ou aquilo”, “nunca terei outra oportunidade como esta”, e assim por diante...

Excentricidades à parte, não diga mais “nunca”.

Acredite na evolução e mudanças de todas as coisas, inclusive a sua vida!

Humberto Pazian Texto extraído do livro Para viver bem... página 146 Letras & Textos ::::São Paulo

quinta-feira, agosto 26, 2010



Por que ser gentil vale a pena


Segundo Verônica Mambrini, as pesquisas evidenciam que a gentileza traz felicidade a quem a pratica. Projetos se dedicam a multiplicar esta virtude .

Leia na íntegra em <http://www.istoe.com.br/reportagens/18737_POR+QUE+SER+GENTIL+VALE+A+PENA>. Acesso: 26 AG. 2010.




Vocação versus profissão



Momento Espírita



O termo vocação vem do latim, vocare, que quer dizer “chamado”.


Assim, vocação é um chamado íntimo de amor. Amor e prazer por um fazer que dá alegria e satisfação.


Quem atende a esse chamado íntimo certamente desempenhará suas atividades vocacionais com bom ânimo e disposição, não apenas pela remuneração, mas pelo prazer de fazer o que gosta.


Ouvir esse chamamento seria o ideal para qualquer ser humano que desejasse ser útil à sociedade na qual vive.


A excelência do seu trabalho por certo lhe traria, como conseqüência, uma recompensa financeira satisfatória.


No entanto, a realidade é bem diferente.


Os filhos crescem ouvindo os pais dizer: “alegria não enche barriga”, “vocação nem sempre dá status”, então o jovem precisa optar pela “barriga cheia”, nem que isso lhe custe a alegria de viver e a utilidade.


Aí ele escolhe uma profissão que lhe traga vantagens financeiras e status em vez de ouvir o chamamento íntimo da sua vocação.


Na vocação, a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão, o prazer se encontra não na ação mas no ganho que dela deriva.


O profissional, somente profissional, executa seu “fazer” não por amor a ele, mas por amor a algo fora dele: o salário, o ganho, o lucro, a vantagem.


Já o homem movido pela vocação é um apaixonado pelo seu “fazer”, e faz até de graça, apenas por satisfação.


Essa diferença é fácil de constatar entre um político por vocação e um político por profissão.


A vocação política é uma paixão por um jardim, já que “política” vem de polis, que quer dizer cidade.


A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade.


O político é aquele que cuida desse espaço. A vocação política, assim, está a serviço da felicidade dos cidadãos, os moradores da cidade.


Dessa forma, um político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que poderia plantar para si mesmo.


O político é, antes de tudo, um jardineiro.


O jardineiro por vocação dá sua vida pelo jardim de todos.


O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que para isso aumentem, ao seu redor, o deserto e o sofrimento.


Essa grande diferença entre vocação e profissão pode se estender a todos os outros ramos de atividades.


Os médicos por vocação, por exemplo, exercem suas atividades com amor e prazer. Sem precisar de juramentos, se dedicam a salvar vidas por amor à causa que abraçam, de coração.


Existem também os profissionais da medicina. Mesmo sob juramento eles só atendem depois de saber quem vai pagar a conta.


Talvez esses sejam os que resolveram seguir o conselho dos mais velhos, quando estes diziam que alegria não enche barriga.


Poderíamos citar vários exemplos das diferenças entre profissão e vocação, mas isso não vem ao caso.


O que desejamos ressaltar é a necessidade de se ouvir e respeitar o chamado interior, a tendência íntima, a vocação.


Isso não quer dizer que não se deva receber para exercer sua vocação. O que dizemos é que o dinheiro deixa de ser o principal objetivo para ser uma conseqüência natural de uma atividade prazerosa.


Pense nisso!


Quando se trabalha só pela recompensa exterior, a atividade se torna um fardo pesado demais.


Quando se gosta do que se faz o desgaste é menor ou quase nulo.


Como disse o velho e bom Aristóteles, “o prazer aperfeiçoa a atividade”.


Quando se trabalha com prazer, o trabalho pode trazer ótimos resultados ao longo de uma existência.


Por essa razão, sempre vale a pena ouvir esse apelo íntimo chamado vocação.


Pense nisso!


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 15 do livro “Mansamente pastam as ovelhas”, de Rubem Alves, Ed. Papirus.


Disponível em<http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.phpid=999&stat=3&palavras=vocação&tipo=t>. Acesso: 26 AG. 2010.


quarta-feira, agosto 25, 2010



Um enorme coração


Momento Espírita



Amar o próximo como a si mesmo é preceito evangélico exaustivamente repetido.


Acontece que, quase sempre, não sabemos exatamente o que significa.


Como demonstrar amor ao próximo? Às vezes, marcamos data e vamos visitar um asilo. Preocupamo-nos em levar coisas para os idosos: doces, frutas, guloseimas. E vamos distribuindo, de mão em mão, meio às pressas.


De outras vezes, deixamos de ir porque dizemos não ter dinheiro para comprar algo para levar. Como chegar de mãos vazias?


Nem pensamos que, para aquelas criaturas solitárias, quase sempre esquecidas dos familiares, o mais importante é alguém se dar.


Isto significa segurar suas mãos, levar uma tesourinha e cortar suas unhas. Lixá-las. Colocar um esmalte. Tomar de um pente e escova e fazer um penteado diferente.


Qual a mulher, de qualquer idade, que não gosta de se sentir bonita?


Amar o próximo é servi-lo onde se encontra, na circunstância que se apresente. Ceder o lugar no ônibus é sinal de urbanidade.


Mas, convidar o idoso, deficiente ou a mãe com o bebê ao colo a se sentar, com um sorriso nos lábios e uma frase sugestiva, como: “sente-se aqui. Ficará mais confortável” –é amor ao próximo.


Estar atento ao que ocorre ao redor de si. O que nos recorda daquela sorveteria famosa, sempre lotada nos dias de calor.


Sorvete delicioso. Sabores variados. Clientela bem atendida.


Homens, mulheres, crianças, todos fazem fila e aguardam pacientemente a sua vez.


Tudo por um sorvete gostoso. Refrescante.


A menina sozinha, com o dinheiro na mão, também entrou na fila. Esperou, sem reclamar, mesmo quando uns garotos passaram à sua frente, sem cerimônia e sem polidez.


Quando chegou ao caixa, antes que pudesse falar qualquer coisa, o funcionário lhe ordenou que saísse e lesse o cartaz na porta.


Ela baixou a cabeça, engoliu em seco e saiu. E leu o cartaz, bem grande, na porta de entrada: proibido entrar descalço!


Olhou para os seus pés descalços e sentiu as lágrimas chegarem aos olhos. O gosto do sorvete não comprado se diluindo na boca.


Ia se retirando, cabisbaixa, quando uma mão forte a tocou no ombro. Era um homem alto, grande. Para a menininha, ele parecia um gigante.


Foi com ela até o meio-fio, sentou-se e tirou os seus sapatos número 44 e os colocou em frente a ela.


Depois, a suspendeu e enfiou os pés dela nos seus sapatos.


“Eu fico aqui, esperando.” – disse ele. “vá buscar o seu sorvete! Não tenho pressa.”


Ela foi deslizando os pés, arrastando os sapatos, até o caixa. Comprou sua ficha e saiu, vitoriosa, com seu sorvete na mão.


Quando foi devolver os sapatos para aquele homem, de pés grandes, barriga grande, ela se deu conta de que se ele tinha pés enormes, muito maior ainda era o seu coração.


***


Amar ao próximo é fazer a alegria de alguém, por mais insignificante que ela possa parecer.


É ter olhos de ver a necessidade embutida nos olhos tristes.


É ter ouvidos de ouvir os soluços afogados na garganta e os pedidos jamais expressos.


Amar ao próximo é simplesmente ter a capacidade de olhar um pouco além de si mesmo.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Pés grandes, coração maior ainda, de autor desconhecido, do livro Histórias para aquecer o coração dos pais, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jeff Aubery, Mark & Chrissy Donnely, ed. Sextante.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=997&stat=3&palavras=coração&tipo=t>




Gentileza e polidez


Momento Espírita


Na língua portuguesa existem palavras com vários significados. Nem sempre sabemos o que realmente significam no contexto em que estão inseridas.

A palavra gentil, por exemplo, segundo os dicionários, quer dizer: de boa linhagem; nobre, fidalgo; elegante, garboso; que agrada pela delicadeza de sentimentos ou fineza de maneiras; amável.

E a palavra polidez quer dizer: caráter ou qualidade do que é polido; atitude gentil; cortesia, civilidade.

Geralmente as pessoas gostam de ser consideradas gentis e polidas, pois esses termos pressupõem atitudes nobres.

No entanto, a pessoa pode ser gentil e polida e não ser ética e nem moralmente correta.

Uma pessoa que se comporta com gentileza e polidez não está, necessariamente, agindo com bondade, equidade, complacência e gratidão.

O excesso de polidez e de gentileza pode até ser muito inconveniente.

É por isso que o ditado popular: É polido demais para ser honesto tem sua razão de ser.

Aquele que é gentil e polido, em excesso, passa por pouco verdadeiro. Isso porque, às vezes, a honestidade, a seriedade e a verdade exigem que se desagrade alguém.

Levada muito a sério, a polidez é o contrário da autenticidade.

Os muito polidos são como crianças grandes demasiadamente bem comportadas, prisioneiras de regras, iludidas pelos costumes e pelas conveniências.

Assim, entende-se que uma pessoa polida não deve ser, só por esse fato, considerada virtuosa.

A polidez pode ser uma atitude externa, como uma fina camada de verniz, adquirida pelas regras de etiqueta, e não ter ressonância no interior da alma.

Uma pessoa pode ser gentil e enérgica ao mesmo tempo, sem que isso a torne menos gentil.

Pessoas que nunca contrariam ninguém não podem estar sendo honestas nem verdadeiras.

Uma pessoa gentil sabe usar a sua autenticidade com moderação, bom senso e firmeza, sem resvalar na pieguice ou na loucura.

Já uma pessoa vil não deixa de ter mau caráter pelo fato de ser polida.

Geralmente, esse equívoco de interpretação confunde a análise e julga-se mais pela aparência do que pela essência.

É por isso que um gentil cavalheiro ou uma dama polida, quando provocados, podem tornar-se irreconhecíveis, pela grosseria de seus atos e gestos.

Isso porque a provocação não resiste à pedra de toque, as mazelas internas rompem o verniz e a criatura mostra-se tal qual é: uma fera.

Nesses momentos usa todas as armas possíveis para agredir, sem mensurar se há justiça ou não em suas atitudes insanas.

Quanto mais fina a camada de verniz, mais facilmente surgirão as intimidações dos oponentes mostrando-lhes, de alguma forma, que estão investidas de algum poder, atrás do qual se protegem.

Quando não se tem argumentos lógicos, justos e coerentes, apela-se para o grito, a carteirada ou a força bruta.

Jesus, o grande Sábio de todos os tempos, disse: Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que são semelhantes a sepulcros caiados, vistosos por fora mas cheios de podridão por dentro. Assim também vós, por fora pareceis justos aos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade.

É essa maldade que vai aparecer sempre que ficar exposto o verdadeiro caráter do indivíduo, que está escondido por trás da polidez ou da falsa gentileza.

Por tudo isso vale construir um bom caráter de dentro para fora, pois ninguém poderá se manter por muito tempo sobre bases falsas.

Seja essencialmente gentil e sua gentileza se exteriorizará naturalmente, tão natural como o ato de respirar.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 20 de O livro das virtudes de sempre, de Ramiro Marques, ed. Landy e no Evangelho de Mateus, cap. 23, vv 27 e 28.



segunda-feira, agosto 23, 2010



Minutos de Sabedoria

Carlos Torres Pastorino


Fixe seu olhar no lado belo da vida!

Há tanta coisa para ser contemplada e apreciada!

As moscas buscam as chagas, num corpo inteiramente limpo.


As abelhas buscam as flores, mesmo no meio de um pântano.


Seja como as abelhas!


Embora tudo em torno seja lama, procure com atenção, que há de descobrir uma pequenina flor, que venha alegrar sua alma.


Fixe seu olhar no lado belo da vida!


PASTORINO,Carlos Torres. Minutos de Sabedoria.

domingo, agosto 22, 2010


A pesquisa


Momento Espírita



Um notável pesquisador, que viajava constantemente colhendo dados para sempre renovadas pesquisas, chegou certo dia a uma cidade, no alto de uma montanha.


O ar ali era puro. Muitas árvores haviam sido plantadas, enchendo praças e jardins.


Nos feriados e finais de semana os parques recebiam as famílias para os folguedos com os filhos.


As escolas viviam repletas de crianças e jovens, das variadas idades, dispostas a estudar e aprender.


A indústria, o comércio, tudo andava em crescente progresso.


O que chamou a atenção do pesquisador é que ali não havia doentes. Era um povo sadio que sentia prazer na execução das tarefas, tanto quanto sentia prazer no lazer, compartilhado com afetos em todos os momentos.


Passado algum tempo, o pesquisador desceu a montanha, pelo lado oposto que viera e se deparou com outra cidade.


Logo que a adentrou, verificou como ela era diferente da que acabara de visitar. Não havia flores, nem jardins. As escolas estavam quase vazias, enquanto as crianças ficavam pelas ruas, aprontando molecagens.


Homens, que poderiam ser fortes, estavam acomodados debaixo de árvores antigas, preguiçosos, dormindo em redes, em pleno dia.


Jovens que poderiam estar produzindo, graças ao seu vigor físico e sua inteligência, nada mais faziam que se divertir.


Uma característica, no entanto, saltava aos olhos. Era um povo doente. Filas enormes se estendiam nas portas dos hospitais. Ambulâncias iam e vinham com as sirenes ligadas, de forma contínua.


Consultórios médicos, clínicas, tudo abarrotado. É como se uma grave praga se tivesse abatido sobre o povo. O que seria?


E por que uma tão grande diferença entre o povo do alto da montanha e aqueles do vale?


Não foi necessário muito tempo para que o homem, habituado a pesquisas, descobrisse o motivo. É que o povo do vale não trabalhava. A sua filosofia de vida era deixar para depois o que devia ser feito de imediato.


Assim, a grama crescia e se tornava mato, onde se abrigavam espécies nocivas que agrediam as criaturas.


O lixo era jogado por todos os lugares, permitindo o surgimento de outros tantos perigos. Germes, vírus, micróbios andavam em festa, desde que a higiene mais simples não era realizada. E havia descuidos na alimentação, no vestuário, nas residências. Era um caos.


Portanto, a grande diferença entre as duas cidades estava no trabalho.


* * *


O trabalho é uma Lei Divina, aliada à Lei do Progresso. Quem não se afervora ao trabalho, não se desenvolve, pois não se permite a experiência nova, o desafio.


Pelo trabalho o homem aprimora a sua inteligência e exercita suas habilidades.


O trabalho não deve ter por meta somente lucros materiais, salários e prêmios. Auxiliar o progresso das pessoas e dos povos, bem como a beleza e a harmonia do planeta é uma forma de trabalho que confere ao ser humano satisfação pessoal e engrandecimento próprio.


* * *


A ociosidade é matriz de muitos males que atormentam os seres humanos. Gera perturbações emocionais e desajustes comportamentais.


A Lei do Trabalho rege a harmonia dos mundos. Ao nos afirmar Jesus que O Pai trabalha até hoje e Ele trabalha também, nos ensinou que o trabalho é Lei da vida a que todos estamos submetidos.

Redação do Momento Espírita com base na história A pesquisa, do livro O melhor é viver em família, v. 9, de Marilena Mota Alves de Carvalho, Vera Verônica do Nascimento Cavalcanti, Berenice Castro Gonçalves Leite e Nancy Medeiros, ed. Celd e da questão 33, do capítulo 1.4, do livro Atualidade do pensamento espírita, pelo Espírito Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2713&stat=0>



Flores do Caminho



Nicolas Roerich, célebre pintor russo (1874 - 1947), teve um instrutor de pintura que o orientava também para uma compreensão profunda do universo.



Certa vez esse instrutor lhe disse que, quando a vida colocasse uma flor em seu caminho, não deveria poupar nenhum esforço para auxiliar seu pleno desabrochar; do mesmo modo, quando a vida colocasse em seu caminho um ser, nenhum esforço deveria deixar de fazer para auxiliar a manifestação da luz interior daquele ser.



A essa inspiradora instrução é preciso unir a busca da percepção além do que é aparente.



Há em geral três tipos de visão: a dos que se limitam às aparências, a dos que sabem ou intuem sobre uma realidade maior que transcende as aparências e a dos que conhecem essa realidade e se pautam por ela.



O serviço evolutivo requer esforço no sentido de conhecer cada vez mais profundamente a existência e os seres.



Ao tentar ver além das aparências descobre-se que o Eu Interior de muitos começa a esculpir-lhes na consciência e nos atos seus padrões de luz.



Esses padrões precisam encontrar campo propício, confiança e alimento para transformar a conduta do ser, transformar sua vida, e essa transformação sempre se reflete no meio onde ele vive.



Dessa maneira, mudanças em âmbitos mais amplos se realizam.



Os que aspiram a colaborar com essas transformações procurem ver em todos a possibilidade de renascimento, de superação de aspectos desarmoniosos, de elevação. Evitam emitir julgamentos, críticas ou comentários sobre os demais.



Assim, com essa simples proposta, dão importante contribuição para que flores cubram de beleza e alegria os caminhos.



Prosseguir sem Medo


O medo está profundamente arraigado na consciência do homem.



Encontra-se sedimentado nas próprias células que compõem o seu corpo físico, pelo conhecimento que elas têm da existência de uma vida imortal da qual não participam integralmente, já que os planos materiais estão sujeitos à decomposição, à desintegração e à ilusória morte.



A cada instante ocupamos uma posição na roda da vida: ora em cima, ora embaixo, ora aqui, ora ali; recebemos elogios e críticas, atuamos de formas certas e erradas, somos vistos de vários modos e temos as mais variadas perspectivas.



Mas com o tempo acabamos aprendendo, de tanto viver situações diversificadas, a estar neutros diante de qualquer circunstância e a nos respaldar em uma realidade mais profunda.



Assim, permanecendo nesse ponto de neutralidade, chegamos a descobrir como viver sem medo algum.



Podemos então compreender a pressão que se ocultava atrás desse sentimento: ela nos move a uma maior responsabilidade e atenção para com as leis dos vários níveis da existência.



Nos momentos em que o medo nos invade, vale imensamente uma mudança total de atitude e uma coligação firme com a Luz.



À medida que cultivamos a aspiração a uma existência mais abrangente que não se deixa tocar pelos acontecimentos, à medida que reconhecemos em nosso interior um elo indestrutível com a Hierarquia, e à medida que nos vemos ser conduzidos ao destino para nós traçado desde o início dos tempos, nada de externo tem poder suficiente para nos abalar.



Instala-se em nós um estado de total aceitação de tudo o que nos é dado viver, somos ajudados a nos liberar dos apegos que nos aprisionam e entramos na grande liberdade de ser o que somos em união com a fonte que nos alenta.


Texto de Trigueirinho extraído do jornal O Povo



A razão e o dever

Momento Espírita


As reclamações a respeito de dificuldades são comuns entre os homens.

De forma aberta ou velada, incontáveis pessoas dão a entender que se consideram injustiçadas pela vida.

Reputam merecer mais do que tem.

Desejariam ter esposas ou esposos mais compreensivos.

Gostariam que seus filhos fossem mais estudiosos e comportados.

Apreciariam dispor de mais salário e menos trabalho.

Reclamam das agruras da profissão.

Consideram qualquer dificuldade, física ou moral, sumamente injusta.

Doenças são uma catástrofe imerecida, problemas financeiros representam um desastre iníquo.

É comum ouvir-se alguém falar do desejo de jogar tudo para o ar e sumir.

Como bem poucos o fazem, tem-se aí um certo sinal de maturidade.

Entretanto, a real maturidade se revelaria ao assumirmos a própria realidade, tal qual se apresenta, sem reclamações.

A Lei Divina é perfeita e cuida de todos.

No mundo há homens injustos, mas não injustiçados.

Sempre se tem, em qualquer drama, um processo de retificação e aperfeiçoamento.

O dever mais elementar entre os homens reside na fraternidade.

Eles se devem amparar mutuamente.

Contudo, vítimas injustiçadas a rigor não existem no mundo.

Nas situações mais dolorosas, há uma matriz no passado, a clamar por correção.

A vida é inegostável, ninguém jamais dela escapa ou consegue burlar suas regras de equilíbrio.

Assim, importa prestar muita atenção nos próprios deveres.

A razão se ilumina pela reflexão a respeito da Justiça e da Bondade Divinas.

Sendo Deus sumamente justo e bom dá a Seus filhos o que merecem e precisam.

E também manifesta por eles grande desvelo, na figura de moratórias e oportunidades de utilização do bem para retificar o mal.

* * *

Com sua razão esclarecida por essas reflexões, procure encarar seus deveres de modo positivo.

O trabalho não é um castigo, mas uma forma de ser útil ao progresso coletivo.

Não busque folgas demais, para não gastar mal o precioso tempo que a Misericórdia Divina lhe facultou.

Veja nos irmãos de trato difícil seus credores de erros do pretérito.

Agora, mais digno e maduro, você tem condições de amparar, compreender e perdoar.

Seu exemplo de conduta digna pode ser um farol nas existências dos que o rodeiam.

Identifique em cada crise uma chance de se superar.

Se a vida lhe exige certos tributos, você pode e deve dá-los.

Submeta-se aos desígnios superiores e faça o seu melhor.

O dever bem cumprido é o seu passaporte para a felicidade.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.


sábado, agosto 21, 2010



O AUXÍLIO VIRÁ


Scheilla


O problema que te preocupa

talvez te pareça excessivamente amargo ao coração.

E tão amargo que talvez não possas comentá-lo, de pronto.

Às vezes, a sombra interior é tamanha

que tens a idéia de haver perdido o próprio rumo.

Entretanto, não esmoreças.

Abraça o dever que a vida te assinala.

Serve e ora.

A prece te renovará energias.

O trabalho te auxiliará.

Deus não nos abandonará.

Faze silêncio e não te queixes.

Alegra-te e espera


porque o Céu te socorrerá.

Por meios que desconheces,

Deus permanece agindo.

XAVIER, Francisco CÂndido. Pelo Espírito Scheilla.


O antídoto do medo é a fé


Para viver bem...


Não tenha medo.


Provavelmente, aquilo que você teme jamais acontecerá.


Quantas vezes em sua vida houve momentos de angústia e ansiedade por preocupar-se com insucessos que não ocorreram?


Esquecemos facilmente desses momentos e nos angustiamos,frequentemente, sem motivos.


O antídoto do medo é a fé.


Use-a, acredite que com a ajuda de Deus você terá êxito em todos os seus empreendimentos.


Acredite nisso, esqueça o medo, pois você já o venceu.


Humberto Pazian

Texto extraído do livro Para viver bem... página 148- Editora Petit Autor: Humberto Pazian

sexta-feira, agosto 20, 2010



Semeie a alegria


Para viver bem...



Reflita. A Lei de Ação e Reação, muito conhecida dos espíritas e dos adeptos de várias religiões, deve ser entendida na sua amplitude.


A misericórdia divina é infinita e dá, a casa um de nós, por intermédio da reencarnação, a oportunidade de reconstruir o que, por vezes, destruímos no passado.


Adotando a fraternidade como norma de conduta, moldaremos, no presente, um futuro melhor.


Não é maravilhoso?


Se você quer vivenciar a paz, a harmonia, a saúde, a felicidade, plante essas sementes em outros corações.


Agindo assim, desde já estará preparando a farta colheita do futuro.


Humberto Pazian


Texto extraído do livro Para viver bem... página 156. Editora Petit Autor: Humberto Pazian

quinta-feira, agosto 19, 2010



PREOCUPAÇÕES


André Luiz



Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.


Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.


Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.


Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para lembrar injúria ou ingratidão.


Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".


Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.


Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.


Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.


Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.


Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que aguentou você ontem, aguentará também hoje.


XAVIER, F.C.Pelo Espírito André Luiz - Do livro "Sinal Verde", cap. 25, edição CEC

quarta-feira, agosto 18, 2010




Deus não desiste



Momento Espírita



Você já se deu conta de que Deus nunca desiste?


Se ainda não havia percebido, observe o mundo ao seu redor.


Se você amanhece triste, Deus lhe oferece o canto dos pássaros, antes mesmo do amanhecer, pois seu canto sonoro se faz ouvir quando a noite ainda não se despediu por completo.


Se você se sente só no mundo, Deus lhe acena com inúmeras oportunidades de conhecer pessoas e fazer novas amizades, desfazendo essa sensação de abandono.


Deus nunca desiste...


Para aqueles que não gostam dos dias chuvosos, o Criador enfeita as folhas verdes com pequenas gotas brilhantes, como querendo mostrar que a chuva tem seus encantos e belezas.


Para quem não gosta dos dias quentes, Deus oferece o espetáculo dos insetos alados, em graciosa dança, a dizer que o verão tem sua graça.


Deus nunca desiste...


Aos Seus filhos que não apreciam os dias frios do inverno, Deus mostra as noites mais limpas e cravejadas de estrelas e os dias de céu mais azul, de todas as estações.


Deus nunca desiste...


Se você ainda hão havia percebido essa realidade, comece a olhar ao seu redor. Há muitos motivos para você acreditar que o Criador está sempre fazendo o máximo para que você perceba o Seu empenho.


Só no dia de hoje, quantas mostras da ação de Deus não se podem contemplar?!


Se, para você, o dia parece inútil, as situações sem graça e os problemas sem possibilidade de solução, pare e observe melhor.


Você notará uma árvore lhe oferecendo sombra, uma flor ofertando perfume, um pássaro cantando para você, uma borboleta o convidando a bailar... porque Deus nunca desiste.


Ainda que a morte se apresente como vencedora da vida...


Mesmo que se diga o ponto final da relação de amor que nos une a outros seres...


Ainda que se proclame devastadora de sentimentos e capaz de aniquilar sonhos...


Não se deixe levar por essa farsante cruel...


Porque do outro lado do túmulo a morte será desmascarada, porque Deus nunca desiste... e a vida segue estuante.


O Criador tem planos de felicidade para você...


E jamais desistirá, enquanto você não tomar posse dessa herança que lhe foi destinada.


Essa herança está depositada no íntimo de cada um de nós, e mesmo que os milênios se escoem, que nos pareça que jamais a conquistaremos, um dia a felicidade será realidade...


Deus nunca desiste...


Ainda que no dia de hoje você não tenha nenhuma conquista significante, que a tristeza lhe ronde as horas, que a alegria pareça distante e a esperança esteja de férias... Deus não desiste.


Quando o hoje partir e nada mais restar de suas horas, Deus lhe acenará com um novo dia, e novas oportunidades surgirão para que você dê mais um passo na direção da felicidade efetiva.


E se esta existência não for suficiente para você atingir a felicidade suprema, ainda assim, Deus não desistirá...


Uma nova oportunidade irá surgir... uma nova existência lhe será oferecida... e novamente teremos a prova de que Deus não desiste.


E se Deus não desiste é porque Ele ama cada filho Seu...


E se assim é, por que você, que é herdeiro desse Pai amoroso e bom, irá desistir?


Pense nisso e observe os acenos divinos em cada convite da vida para que você jamais deixe de caminhar na direção da luz.


... porque Deus, Deus nunca desiste.



Redação do Momento Espírita.Disponível no CD Momento Espírita, Coletânea v. 8 e 9, ed. Fep.