Pachelbel - Canon In D Major

segunda-feira, dezembro 31, 2007


ESPERANÇA

Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenes
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mário Quintana
Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, p. 118
Recebi este texto da Lu Francis e a compartilho com vocês... Que possamos entrar em 2008 com muitas esperanças e que as mesmas se concretizem...Beijos mil!

sábado, dezembro 29, 2007




RECEITA DE ANO NOVO



Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido(mal vivido talvez ou sem sentido)


para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens(planta recebe mensagens?passa telegramas?)



Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.



Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.



Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.



É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.



Carlos Drummond de Andrade








Lembre-se de que o Ano Novo, começa dentro de
você...
FELIZ 2008!!!
Eu mereço, você merece , o Brasil e o mundo merecem !!!
Beijos mil!!!
Gabi

terça-feira, dezembro 18, 2007



CARTA ao PAPAI NOEL
Ir. Zuleides Andrade, ascj

O recado, em carta enviada ao Papai Noel, vale para todos nós: "Em silêncio, deixe que a luz ilumine primeiro o Menino Jesus, seus pais e o berço, depois, faça morada em seu coração e, progressivamente, ilumine todos os seus pensamentos e ações.
Antes de sair de casa para o seu trabalho, pare um pouco e entre em sintonia com o Deus da Vida que, um dia, veio palmilhar o nosso chão, veio amorosamente ensinar-nos a viver como irmãos.
Que a Celebração do Natal seja alegre, santa, solidária e resposta ao desejo de tantos que suplicam: "Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida em todas as famílias, crianças, adolescentes, jovens e idosos que, saindo de si mesmos, colaborarem para um Natal sem fome, um Natal de paz, um Natal de amor! Queremos ver Jesus!

Querido Papai Noel,


Escrevo-lhe esta carta, não para pedir presentes, mas para sugerir-lhe que seja uma presença diferente, neste NATAL.
Sinceramente espero que não estranhe o fato da carta ser um tanto longa. Acontece que há muitos anos venho pensando neste assunto. Lendo um texto do "Pe. Zezinho", achei por bem escrever-lhe diretamente.

Desculpe-me se a carta não chegar às suas mãos enluvadas, acompanhada de um presente material. Tenho certeza de que o ANIVERSARIANTE tem alguma surpresa divina mais condizente com a sua condição humana e com a sua profissão temporária - a de ser Papai Noel durante dois meses.

Sei que a culpa não é toda sua, querido Papai Noel, pois fizeram muito barulho e propaganda a seu respeito, a tal ponto que algumas pessoas nem mais se lembram do que comemoram no dia 25 de dezembro. É triste verificar que muitos não mais recordam a linda história daquela noite santa nem a contam às crianças.
A data não é bem essa, eu sei, mas os cristãos cristianizaram a celebração de 25 de dezembro, que a princípio era a festa do deus SOL - o solstício de dezembro. Agora é a festa de JESUS, o Sol de nossa vida.

Penso que vai concordar com a minha sugestão e, com o seu jeito carinhoso de papai e vovô, pode ajudar a devolver a admiração, o amor, a esperança e as homenagens natalinas para o verdadeiro dono da festa - o aniversariante, JESUS.

Sabemos que tanto os pequenos quanto os adultos gostam muito de ouvir histórias.

Sugiro-lhe que aproveite esta chance e, com sua voz macia e sonora, peça para as crianças sentarem no seu colo ou no chão.... para ouvirem o que tem a contar. Garanto que os adultos também vão ficar curiosos, pois todos, mesmos crescidos, conservamos um coração de criança.

Entre, com tranqüilidade em seu coração de criança, recorde seus sonhos, expectativas e tudo o que aprendeu e viveu na juventude e idade adulta. Conte a história daquela noite santa: fale de Jesus, de seus pais, das estrelas, dos anjos, dos pastores, dos animais e toda aquela cena cheia de mistério e graça ... Era uma noite silenciosa, lembra? Os anjos cantavam e Deus se fez presente para nós. Procure, agora, escutar o recado de Deus.

Presentes? Será que as crianças precisam ser boas e se comportarem bem para ganhar presentes? Isso é chantagem! Deus costuma dar presentes para todo o mundo: a noite, o dia; o sol, a chuva; as flores, os pássaros; rios, águas... milhares de presentes. É só prestar atenção para identificá-los e acolhe-lhos . Ele nunca pergunta se somos bonzinhos e obedientes. Você poderia imitar esse jeito generoso de Deus que é Pai-Mãe-Amor, não acha?

Pais costumam dar o que têm de melhor para seus filhinhos, pois são sempre os melhores filhos do mundo.

Está bem assim, Papai Noel? Espero que ainda se lembre das histórias que lhe contavam quando criança. Sei que suas preocupações são muitas e que, talvez, o Natal represente dinheiro extra para a sua família.

Tudo bem que os pais lhe tragam as crianças esperando ouvir aquelas costumeiras perguntas: O que você quer ganhar nesse Natal? Você se comportou bem? Estudou bastante e passou de ano? Obedeceu aos pais? Depois entrega um pirulito ou algumas balas aos pequenos de olhos arregalados.

Já pensou se as crianças não recebem dos pais o que lhe pediram?!

Não me leve a mal, mas... ainda bem que eu, bem pequenina, vi meu pai pulando a janela do quarto para colocar uma boneca embaixo de minha cama. Ô, feliz descoberta!

Dou-lhe mais uma sugestão e espero que, pelo menos em parte, lhe agrade:
Continue sim, o seu trabalho mas, de uma forma nova: cuide também de seu coração, da dimensão espiritual e afetiva. As crianças são muito sensíveis e vão notar sua alegria e o brilho que vem de dentro e se expande em seu olhar. Vamos lá, Papai Noel!

Continue na Festa do Aniversário de JESUS - o Natal!

Encontre um jeito ou peça até para o colocarem no Presépio, mas ao lado dos Reis magos ou de outros personagens.

Em silêncio, deixe que a luz ilumine primeiro o Menino Jesus, seus pais e o berço, depois, faça morada em seu coração e, progressivamente, ilumine todos os seus pensamentos e ações.

Antes de sair de casa para o seu trabalho, pare um pouco e entre em sintonia com o Deus da Vida que, um dia, veio palmilhar o nosso chão, veio amorosamente ensinar-nos a viver como irmãos.

Além desta carta, envio-lhe este recado que escrevi para muitas pessoas, mas penso não tê-lo enviado a você:

"Encontre um tempo a mais para recordar e passar adiante a história do Menino Deus, que veio viver a nossa vida e a nossa história.Conserve as tradições vivas. Recorde os Natais da infância, da juventude, da idade adulta, e também os dos anos dourados... e agradeça a Ele, o aniversariante Jesus. E escreva também. Visite ou presenteie, se puder. Nesse tempo que é tão especial, muita gente espera e merece ser lembrada. Partilhe os bens materiais e espirituais. Um Natal muito santo, alegre e fraterno, a todos!"
Querido Papai Noel, sinceramente espero que esta carta chegue em suas mãos, faça-o refletir sobre o assunto e encontre eco em seu coração. Ah, lembre-se daquela canção: "Botei meu sapatinho na janela do quintal. Papai Noel deixou-me um presente de Natal". Sei que não é segredo para você nem para tantas pessoas solidárias que procuram ajudar aos mais carentes, por ocasião do Natal.

Há muitas crianças e adultos que não têm calçados, muito menos para colocá-los na janela. Mesmo assim, conservam a esperança de que este Natal lhes traga um pouco mais do conforto e da dignidade a que têm direito.

Aceite o meu abraço natalino e a minha gratidão por ter feito parte dos meus sonhos de criança, mesmo que por pouco tempo. Talvez não tenha a oportunidade de responder a esse meu recado; não faz mal, fico feliz da mesma forma. Guarde esta minha carta com carinho ou repasse-a para outra pessoa.
Fonte: "Triunfo do Coração de Jesus n° 41 - Natal de 2004::CARTA ao PAPAI NOEL::Ir. Zuleides Andrade, ascj
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O dinheiro, quando bem utilizado, traz felicidade a muita gente, inclusive a você.


Para viver bem...


Acredite:

O dinheiro traz felicidade sim, mas precisamos saber como utilizá-lo.
Muitas pessoas ouviram desde a infância que é errado ter dinheiro e, por esse motivo, inconscientemente, atrapalham a si mesmas em todos os projetos financeiros.
O dinheiro em si não tem nenhum poder malévolo. O mesmo dinheiro que compra uma arma para matar ou roubar pode comprar o pão de muitos para minimizar a fome.
Saiba usá-lo e ele será uma benção que se irradiará pelas suas mãos, partindo do seu coração.

Humberto Pazian

Texto extraído do livro Para viver bem... página 52 ::Petit Editora ::Autor: Humberto Pazian

domingo, dezembro 16, 2007




"O lar não é somente a moradia dos corpos, mas, acima de tudo, a residência das almas..."
Emmanuel
Casas Mortas, Casas Vivas

Sua casa é viva ou morta? A pergunta soa estranha, com certeza.
E você logo responderá que casa é algo inanimado.
A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida.
Entretanto, casas existem que são mortas.
Você as adentra e sente em todos os cômodos a inexistência de vida.
Sim, dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras.
Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido.
Tudo tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro.
Casas em que o quarto das crianças é impecável.
Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.
Essas casas são frias.
Pequenas ou imensas, carecem do calor da descontração, da luz da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver.
Por isso mesmo parecem mortas.
As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria.
No gramado, a bola quieta fala da existência de muitos folguedos.
A bicicleta, meio deitada, perto da garagem, diz que pernas infantis até há pouco a movimentaram com vigor.
Em todos os cômodos se reflete a vida.
No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino irrequieto que carrega a sua preciosidade por todos os cantos.
Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas.
O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa falam de pesquisa e leitura atenciosa.
A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo d’água, um café, um pedaço de pão.
Os quartos traduzem a presença dos moradores.
Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância.
Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras.
Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade.
O que não quer dizer com desordem.
As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas sobretudo para se viver.
O desapego às coisas terrenas inicia nas pequeninas coisas.
Se estabelecemos, em nosso lar, rígidas regras de comportamento para que tudo esteja sempre impecável, como se pessoas ali não vivessem, estamos demonstrando que o mais importante são as coisas, não as pessoas.
Manter o asseio, a ordem é correto.
Escravizar-se a detalhes, temer por estragos significa exagerado apego a coisas que, em última análise, somente existem em função das pessoas.
Transforme sua casa, pequena, de madeira, uma mansão, num lugar agradável de se retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos, os amores.
Coloque sinais de vida em todos os aposentos.
Disponha flores nas janelas para que quem passe, possa dizer: Esta é uma casa viva. É um lar.
Redação do Momento Espírita.



REENCARNAÇÃO

Não olvides que a reencarnação te conduz ao encontro de tuas necessidades de aperfeiçoamento.
Antes de te ligares aos teus compromissos cármicos do pretérito, liga-te em teus vínculos afetivos do presente, à lição que o teu espírito mais carece assimilar.

Assim, nem todo problema que faceies em teu relacionamento doméstico é conseqüência de vidas anteriores.

Os espíritos também se atraem pela necessidade mútua de aprendizado.

Pelas lutas ante as quais se defronta no corpo, o espírito é chamado a resgatar-se das sombras da própria ignorância.

Não debites, pois, as tuas dificuldades de te relacionares com alguém de tua convivência mais íntima apenas à conta de conflitos originários no ontem.

Convence-te de que, em teu atual estágio de evolução, se fosse outro o quadro de tuas experiências em família, a tua prova não seria diferente.

Mudariam, talvez, os personagens que contracenam contigo, mas o enredo da história que estás representando seria o mesmo.

Não aspires, pois, a outro palco que não seja o da realidade que vivencias.

Valoriza o teu papel e não rasgues o teu script.
Irmão João

Do livro Teu Lar :: Pelo Espírito Irmão José :: Psicografia de Carlos A. Baccelli