Pachelbel - Canon In D Major

segunda-feira, agosto 31, 2015

Ciúme - Joanna de Angelis




Ciúme

Joanna de Ângelis



A presença do ciúme no teu comportamento é sinal de desequilíbrio.


O ciúme jamais será o sal temperando o amor.


Desconfiança e insegurança significam a manifestação do ciúme.


Quando ele se introduz na afetividade altera a paisagem dando surgimento a pesadelos e perturbações prejudiciais.


Supera as insinuações ciumentas na tua conduta, amando com tranqüilidade e confiando em paz.


Se a pessoa amada não te corresponder à expectativa, segue adiante, porque o prejuízo é dela.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Angelis. Extraído do livro  “Vida feliz”.

domingo, agosto 30, 2015

Rigidez II - Hammed




  
Rigidez

Hammed



O excesso de rigidez e severidade faz com que criemos um padrão mental que influenciará os outros para que nos tratem da mesma forma como os tratamos.


Poderemos ainda, no futuro, provocar em nós um sentimento de autopunição, pois estaremos usando para conosco o mesmo tratamento de austeridade e dureza.


O arrependimento se associa à culpa, nascendo daí uma vontade de nos redimir pelos excessos cometidos, o que acarreta uma necessidade de expiação – o indivíduo se compraz com o próprio sofrimento.


Nossos limites se expressam de maneira específica e ninguém pode exigir igualdade de pensamento e ação de outro ser humano. 


Respeitando nossa singularidade, aprenderemos a respeitar a singularidade dos outros e sempre cairemos no excesso, quando não aceitarmos nosso ritmo de crescimento, bem como o do próximo.


A compensação é um dos métodos de defesa do ego e consiste num fenômeno psicológico que busca contrabalançar e dissimular nossas tendências inconscientes por nós consideradas reprováveis e que tentam vir à nossa consciência.


Os excessos de todo gênero funcionam, na maioria das vezes, como disfarce psicológico para compensar nossas tendências interiores. 


Exageramos posturas e inclinações na tentativa de simular um caráter oposto.


Atitudes exageradas de um indivíduo significam, quase sempre, o contrário do que ele declara.


Excesso de pudor – compensação de desejos sexuais normais reprimidos.


Excesso de afabilidade – compensação de agressividade mal elaborada.


Excesso de alimentação – compensação de insegurança ou necessidade de proteção.


Excesso de religião – compensação de dúvidas desmoralizadoras existentes na inconsciência.


Excesso de dominação – compensação de fragilidade e desamparo interior.


Atrás de todo excesso ou rigidez se encontra a não aceitação da naturalidade da vida, fora e dentro de nós mesmos.




ESPÍRITO SANTO NETO, Francisco pelo Espírito Hammed. Do livro: As Dores da alma.

sábado, agosto 29, 2015

Rigidez I - Hammed






Rigidez

Hammed



Para melhorarmos as circunstâncias de nossa vida, precisamos transformar nossos padrões de pensamentos limitadores.


Isolando-nos dentro dessas fronteiras estreitas, passamos a encarar o mundo de forma reduzida e nos condicionamos a pensar que a vida é uma fatal provação.


Assim, não mais vivemos intensamente, limitando-nos apenas a sobreviver.


Explorando opções, diversificando nossas opiniões, conceitos, atitudes e recolhendo os frutos do progresso aqui e acolá, teremos expandida a nossa visão, que será a base para agirmos com prudência e maleabilidade diante das nossas decisões.


A arquitetura de uma ponte prevê os movimentos oscilatórios, para que sua estrutura não sobre dano algum.


As estruturas imobilizadas nunca são tão fortes como as flexíveis.


Mentalidades rígidas não são consideradas desembaraçadas e rápidas, pois, nunca estão prontas para mudar ou para receber novas informações.


"... Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governá-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem."


"... Todas as paixões têm seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural. (...)


A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento...".


Paixões podem ser consideradas predisposições impetuosas e violentas, se levadas ao extremo.


Elas atingem as diversas áreas do relacionamento humano, como, por exemplo, a política, a social, a afetiva, a religiosa e a sexual.


Predileção pelo lucro é útil; o exagero é cobiça.


Predileção pelo afeto é valorosa; o exagero é apego.


Predileção pela religião é a evolução; o exagero é fanatismo.


Predileção pela casa é necessária; o exagero é futilidade.


Predileção pelo lazer é saudável; o exagero é ociosidade.


Entendemos, portanto, que a predileção pelas nossas convicções é racional, mas o exagero é inflexibilidade, obstinação, ou seja, paixão.


Ser flexível não quer dizer perda de personalidade ou "ser volúvel, mas ser acessível à compreensão das coisas e pessoas.


Encontramos criaturas que se mantêm presas durante anos e anos a conceitos e crenças imobilizadoras.


Convergiram toda a sua atenção para sentimentos, objetivos ou pensamentos obstinados, dificultando uma amplitude de raciocínio e discernimento.


Esse fenômeno não somente ocorre no mundo físico, mas também com as criaturas na vida espiritual, que permanecem estacionadas, compulsoriamente, a uma paixão doentia ligada a uma ideia única.


Criando uma pluralidade de pensamentos reflexivos, teremos, obviamente, um melhor discernimento para perceber, escutar, ler, aprender e seguir nossos caminhos.


Nossa saúde mental está intimamente ligada a nossa capacidade de adaptação ao meio em que vivemos, e nosso progresso intelectual se expressa por meio da habilidade psicológica de associação de ideias.


Na atualidade, os estudiosos da mente acreditam que os indivíduos duros e intransigentes, por não se adaptarem à realidade das coisas, possuem uma maior predisposição para a psicose.


Fogem para um universo irreal, classificado como loucura.


Essa fuga é, por certo, uma forma de adaptação, para que possam sobreviver no mundo social que eles relutam em aceitar.


Deixar a rigidez mental é fator básico para o crescimento interior.


Para aprendermos o "bem viver", é preciso que abandonemos as condutas da paixão, quer dizer, das emoções exageradas.


As atitudes inovadoras e consideradas inusitadas na vida dos grandes homens foram as que fizeram com que fossem denominadas criaturas extraordinárias.


Jesus Cristo, o Sublime Renovador das Almas, é considerado a maior personalidade "sui generis" de toda a humanidade.


O mestre não somente teve procedimentos e atitudes nobres, mas também inéditos e inovadores, substituindo toda uma forma de pensar rígida, impetuosa e fanática dos homens de caráter austero e intolerante que viviam em sua época.



ESPÍRITO SANTO NETO, Francisco pelo Espírito Hammed.

sexta-feira, agosto 28, 2015

Na Maioria das Vezes - Irmão José





Na Maioria das Vezes   

Irmão José




Não ligues excessiva importância aos que te criticam o trabalho.

Indiferentes ao gosto das criaturas, as árvores frutíferas continuam produzindo, cada qual segundo a sua espécie.

O essencial é que estejas fazendo o melhor do melhor ao teu alcance.

Se reconheces as tuas limitações, não há necessidade de que ninguém as aponte a ti.

Se te sabes servidor imperfeito, é natural que as tuas obras ainda deixem a desejar.

Quase sempre, os que mais exigem de tua capacidade são os que não empreendem o menor esforço de realização.

Não consintas que a tua boa vontade se anule à força de palavras injuriosas.

Os que hoje simplesmente falam serão amanhã chamados a fazer, constatando a enorme distância entre teoria e prática.

A história é feita pelo suor dos que a vivem e não pela tinta dos que a escrevem.

Para que nenhuma de tuas mãos se arrede do dever a cumprir, não cedas aos teus críticos mais que um de teus ouvidos.

Convence-te de que a crítica sincera nunca te alcança pelas costas.

Na maioria das vezes, o intuito dos que te malham é o de fazer com que retrocedas no caminho em que não se encorajam a seguir.


Irmão José




BACELLI, Carlos A. pelo Espírito Irmão José. Do livro: Dias Melhores.

quinta-feira, agosto 27, 2015

Atua em Paz - Joanna de Ângelis






Atua em Paz   



Joanna de Ângelis



Não suponhas que a mudança das velhas estruturas ocorra de um para outro momento.


A violência, por mais intente fazê-lo, não consegue os resultados desejados.


Ao contrário, complica a situação.


A sedimentação de hábitos morais e comodismos sociais não se desfaz a golpes de precipitada determinação.


Exige recursos e tempo que propicie o seu desgaste.


As circunstâncias e os sofrimentos gerais que constringem os homens têm logrado expressivas alterações no comportamento geral, não, porém, o suficiente para mudar a face egoísta da sociedade.


O trabalho atual é de preparação psicológica e despertamento dos que dormem na indiferença acerca dos valores do espírito.


Se já consegues despertar o interesse de alguns poucos, em torno da mensagem espírita,rejubila-te, porquanto Jesus começou com reduzido número de companheiros para a grande tarefa de renovação da Humanidade, que infelizmente ainda não se deu.



Se logras fazer-te ouvir e te apresentam as suas inquietações, entusiasma-te, porque o Mestre, não raro, depois dos seus incomparáveis ensinos, era sempre defrontado pelo sarcasmo farisaico ou pela provocação de adversários gratuitos.


Se alcanças mentes que se propõem, em pequeno grupo, estudar ou conhecer a Doutrina, agradece, pois que o Senhor, por identificar a alma humana em toda a sua realidade, já afirmava que a “Seara é grande, mas os seareiros são poucos”.


Se já podes desviar alguém da delinquência ou da ociosidade, induzindo a uma mudança de atitude perante a vida, alegra-te, tendo em vista que o Rabi, após haver liberado tantas almas das suas duras aflições e torpes compromissos, não contou com ninguém à hora do testemunho.


O importante, por enquanto, é apresentar a mensagem da vida eterna, embora muitos a desprezem e te desconsiderem.


Não descoroçoes no labor para o qual foste chamado e estás a atender.

Evita preocupar-te com o sucesso do ministério que, aliás, não pode ser considerado do ponto de vista multidinario.


O ocidente diz-se cristão e o oriente parece ressumar antiga Espiritualidade; todavia, os fatos e os problemas humanos superlativos demonstram o contrário.


Certamente que há exceções, o que corrobora a generalidade.


Atua, em paz e confiança, sem pressa nem imposição.


A vida se manifesta em ciclos que se traduzem em resultados eficazes.


Há um período para a sementeira e outro para a germinação; hoje é o dia do crescimento, amanhã, o da flor e, mais tarde, o do fruto...


O embrião espera o tempo para alcançar a plenitude da forma.


Nas realizações morais do espírito, o tempo é, igualmente, fator de sua importância.


Procede com equilíbrio e jamais te desanimes. 


Um dia os resultados se darão e esses, sim, são os que mais importa.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Roteiro de Libertação.

quarta-feira, agosto 26, 2015

Olhai os Lírios do Campo - Emmanuel






Olhai os Lírios do Campo


Emmanuel





“...Considerai como crescem ao lírios do campo...” – Jesus (Mateus, 6:28)


“Olhai os lírios do campo ...” - exortou-nos Jesus. 


A lição nos adverte contra as inquietações improdutivas, sem compelir-nos à ociosidade.

O lírios para se evidenciarem quais se revelam não se afligem e nem ceifam; no entanto, esforçam-se com paciência, desde a germinação, na próprio desenvolvimento, abstendo-se de agitações pela conquista de reservas desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.


Não fiam nem tecem para mostrarem na formosura que os caracteriza;


todavia, não desdenham fazer o que podem, a fim de cooperar no enriquecimento do esforço humano.


Não se preocupam em ser gerânios ou cravos e sim aceitem-se na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.



Não cogitam de criticar as outras plantas que lhes ocupam a vizinhança, deixando a cada uma o direito de serem elas mesmas, nas atividades que lhes dizem respeito à própria destinação.



Admitem calor e frio, vento e chuva, deles aproveitando aquilo que lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.


Não indagam quanto à condição ou à posição daqueles a quem consigam prestar serviço, seja acrescentando beleza e perfume à Terra ou ornamentando festas
e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.


E, sobretudo, desabrocham e servem, no lugar em que foram situados pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.


Evidentemente, nós, os espíritos humanos, não somos elementos do reino vegetal, mas podemos aprender com os lírios, serenidade e aceitação, paz e trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem.







Psicografia de Francisco Cândido Xavier . Espíritos Diversos . Da obra Aulas da Vida.

terça-feira, agosto 25, 2015

D.Isabel de Aragão - A Rainha das Rosas - Ana Maria Spranger Luiz



"Deus me deu trono para fazer a caridade..."




D.Isabel de Aragão - A Rainha das Rosas


Ana Maria Spranger Luiz


Divaldo, de certa feita, viu-se ao lado de Auta de Souza, que o convidava para uma excursão promovida pela antiga rainha de Portugal, D. Isabel, conhecida pela sua bondade e abnegada prática da caridade.


Oportuno recordar que o rei, D. Diniz, não gostava das incursões da rainha, levando pão e moedas para as populações necessitadas.


Certa vez foi espreitá-la para surpreendê-la em desobediência...


Viu quando ela se dirigia à dispensa do palácio e enchia o avental de alimentos.


Ele se postou então à sua espera.


"- Onde vai Senhora? O que leva aí em seu avental?- interpelou o rei quando D. Isabel saía apressadamente."


"- São flores, Senhor meu! "


"- Quero vê-las! Flores em Janeiro?"


Quando D. Isabel de Aragão, mãe do futuro rei de Portugal, D.Afonso, espanhola de nascimento e portuguesa pelo coração, a rainha das rosas, também chamada de Rainha Santa, mostrou o avental, caíram, num fenômeno maravilhoso de efeitos físicos, rosas de diferentes cores...


Consta que o rei nunca mais tentou impedir a rainha de praticar a caridade.


Auta de Souza avisa a Divaldo que pisasse nas pegadas da rainha durante a excursão.


Eis que chegaram a uma região em que se ouviam gritos de desespero.


A caravana vai passando e Divaldo, amparado por Auta de Souza, vê que equipes socorristas, atendendo a ordens de D. Isabel, recolhem muitos dos que clamavam por socorro.


Eram os que se mostravam verdadeiramente arrependidos.


Recorda Divaldo, entre outros detalhes da excursão, ter visto também que D. Isabel lançava na direção dos aflitos uma rosa, da qual saíam, então, flocos de luz que pareciam aliviar a angústia daqueles sofredores. Era quando os padioleiros, sob as ordens diretas de D. Isabel, acorriam para recolherem os mais arrependidos.


"- Recordei-me até das descrições de Dante Alighieri sobre o Inferno", diz Divaldo.


Tocado pelas cenas, indaga de Auta de Souza para onde iam aqueles Espíritos recolhidos nas padiolas?


"- Muitos são atendidos nos agrupamentos espíritas existentes na Terra, para que depois possam ser levados a estâncias outras na Espiritualidade."


"- E quando não havia ainda agrupamentos espíritas, antes do advento do Espiritismo?"


" - Os médiuns eram levados, com a aquiescência deles, e com a permissão de Jesus, às zonas intermediárias, onde colaboravam no socorro dos sofredores.


Não te esqueças, Divaldo, de que somos, todos nós, amparados pela Misericórdia do Pai Celestial."


E Divaldo concluiu dizendo que ficou, depois, e durante muito tempo, e ainda hoje, meditando na responsabilidade dos médiuns, na necessidade do estudo permanente, na dedicação devotada às tarefas; meditando também que devemos orar, sobretudo antes do sono reparador, para que enquanto o corpo repousa, todos possamos trabalhar na seara de Jesus.



segunda-feira, agosto 24, 2015

Ligação mental - Emmanuel






Ligação mental

Emmanuel


O progresso na Terra de hoje, compele a criatura a resguardar profunda atenção, para com duas atitudes essenciais à própria segurança no comportamento comum: ligar e desligar.


É preciso saber desligar o carro no momento preciso, desligar as tomadas de força elétrica no instante exato, isolar o fogão, silenciar os aparelhos de voz, quando necessário.


A imagem é das mais oportunas, em nos referindo à tensão emocional que caracteriza a maioria das pessoas na vida terrestre contemporânea.


Recorda : tens o teu mundo íntimo a preservar.


Impraticável a execução integral de qualquer tarefa sem a paz de espírito.


Para isso é imperioso desligar o pensamento das questões que te possam afligir sem necessidade.


Nunca te desinteressares do bem a ser levado a efeito.


Participar, quanto possível, das iniciativas que visem a melhorar o recanto em que vives e acentuar a felicidade de todos.


Entretanto, é indispensável desfocar a mente de tudo o que se nos faça prejudicial ou inútil à própria existência.


Caminhos que não são nossos, pontos de vista diferentes daqueles que nos orientam os passos, amigos conscientes e responsáveis que se afastam do melhor a fazer; familiares que voluntariamente nos menosprezam; deficiências alheias, compromissos que não nos digam respeito, tentações que não se nos coadunam com o modo de ser, preocupações com o supérfluo, convites à aventura e assuntos outros que os noticiários infelizes te despejam à porta, em bases de sensacionalismo, são temas em cujo desdobramento, os nossos créditos de tempo cairiam na vala das horas perdidas.


Quanto mais amplos os domínios da evolução, mais vigilância se nos pede ao senso de escolha.


Em favor de tua segurança e em auxílio à tua rentabilidade de trabalho, é preciso aprendas, na esfera do pensamento, a ligar e a desligar para essa ou aquela experiência a fim de bem sentir e melhor produzir.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Amigo.

domingo, agosto 23, 2015

Retorno dos Habitantes da Cidade Estranha - Dra. Marlene Rossi Severino Nobre





Retorno dos Habitantes da Cidade Estranha

Dra. Marlene Rossi Severino Nobre



O artigo Cidade Estranha de Karl W. Goldstein, pseudônimo de Hernani Guimarães Andrade, publicado na Folha Espírita de janeiro de 1989, relata impressionante revelação feita pelo médium Xavier. 


Os habitantes da cidade estranha foram responsáveis pela liberação sexual do final dos anos 60 e de toda a década de 70, com repercussões decisivas na mudança dos costumes e do relacionamento humanos. 

Eis o artigo:

―Incapacitados de prosseguir além do túmulo, a caminho do Céu que não souberam conquistar, os filhos do desespero organizam-se em vastas colônias de ódio e miséria moral, disputando, entre si, a dominação da Terra. 


Conservam, igualmente, quanto ocorre a nos mesmos, largos e valiosos patrimônios intelectuais e anjos decaídos da Ciência, buscam, acima de tudo, a perversão dos processos divinos que orientam a evolução planetária. (XAVIER, F.C. Libertação, pelo espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB, 1949, Capítulo 1, página 20).

 *

No Plano Astral Inferior — Em 1949, a Federação Espírita Brasileira lançou a obra intitulada Libertação, ditada pelo espírito André Luiz através da psicografia de Chico Xavier. 

Esse trabalho contém minucioso relato acerca das regiões umbralinas situadas no mundo Astral Inferior. 

Em obras anteriores, André Luiz já houvera também feito alusões a essas tenebrosas zonas purgatoriais existentes no Além.


Com o desenvolvimento da Transcomunicação Instrumental (TCI), efetuada por inúmeros investigadores nos EUA e principalmente na Europa, obtiveram-se interessantes revelações a respeito das paragens espirituais inferiores que confirmam e complementam as informações fornecidas por André Luiz, através da mediunidade do nosso querido Chico Xavier.


As primeiras alusões detalhadas, feitas por comunicadores espirituais, às zonas do Astral Inferior, obtidas através de instrumentos, encontram-se na obra de Friedrich Juergenson, intitulada: Sprechfunk Mit Verstorbenen (1967). 


Este livro foi vertido para o português e editado, em 1972, sob o título Telefone para o Além, pela Editora Civilização Brasileira.


No capítulo 20 do trabalho de Friedrich Juergenson, encontram-se interessantes descrições acerca do que ele chama de ―cavernas do submundo.


 Ei-las: 


―Depois me foi descrito o plano inferior, que abriga os representantes de pavorosas deformações do espírito humano. 

Tais deformações podiam assinalar-se como conseqüência direta da crueldade em geral, cuja força cega criou, dentro da plasticidade de fácil configuração da matéria das esferas sutis, regiões ocas, que os meus amigos chamam de cavernas. 

As ondas negativas de pensamento e emoções - sobretudo o pavor, a inveja, e o ódio — mediante a força do desejo e da imaginação, formam, facilmente, com a matéria astral, elementos que correspondem exatamente ao caráter desses impulsos emocionais.


O estado da coisa em si, ou seja, a formação do ambiente, parece processar-se de modo quase automático, independentemente portanto da vontade individual (Juergenson, 1972, páginas 80 e 81).


Os espíritos daqueles que sistematicamente praticaram o mal, exercendo a crueldade e vivendo à custa de atividades criminosas, ao morrer resvalam automaticamente para o interior dessas cavernas do Astral Inferior. 


Ali demoram anos e até séculos, engolfados em delírios horrendos e sofrendo terríveis torturas criadas por eles próprios, como conseqüência dos fatores ideoplásmicos criados pelas suas mentes enfermiças e maléficas.


Juergenson foi informado pelos seus amigos espirituais comunicantes, através de instrumentos eletrônicos, que sobrevieram mudanças significantes para os habitantes daquelas regiões tenebrosas. 


Essas mudanças têm ocorrido graças à ―propagação de ondas especiais de rádio. Tais ondas criadas no próprio Plano Astral, por técnicos desencarnados, ―atuam de forma estimulante sobre os encarcerados naquelas lúgubres cavernas.


Devido à sua natureza mecânica e impessoal, as referidas ―ondas‖ produzem um despertamento casual e passageiro nos espíritos em estado de intensa perturbação, facilitando o estabelecimento de um melhor contacto com eles. Por essa razão, um certo grupo de espíritos resolveu irradiar uma onda especial de propagação, visando apressar o reerguimento dos referidos condenados.


Essa operação libertadora, cuja denominação é Despertar dos Mortos, tem um papel relevante.


Como diz Juergenson, embora possa parecer fantástico, tudo indica que ―a maioria dos mortos das regiões do Astral Inferior encontra-se em um estado de sono profundo, principalmente aqueles que tiveram morte violenta‖. (Ob. cit., p. 81).


A referida operação de ―despertamento equivale a uma intervenção psíquica — diz Juergenson — mediante a qual os adormecidos podem ser arrancados do jugo de seus pesadelos e obsessões.


Ele acrescenta o seguinte: 


―Esse sonho astral, que é uma espécie de tolhimento, é intensamente vivido pelos adormecidos como imaginação plástica fluídica, portanto como realidade objetiva.


Com o despertar, eliminar-se-ia uma parte das maiores dificuldades, pois então os mortos encontrariam aberto o caminho para os seus novos planos de existência em comunhão com almas humanas. (Ob. cit., p.81).


Essas operações de despertamento e resgate de entidades devedoras situadas nos abismos do Astral Inferior têm sido levadas a efeito há muitos milênios e por variadas formas. 

Incumbem-se delas os espíritos das esferas mais elevadas. 


Dessa forma, periodicamente, levas imensas de entidades espirituais são reinjetadas nas correntes da vida carnal, provocando mudanças profundas nos hábitos sociais, revoluções, guerras e também progresso, desenvolvimento cultural e técnico.


Os mentores espirituais, que orientam o processo evolutivo da humanidade, dosam sabiamente o ingresso dos ―ingredientes‖ espirituais na massa humana planetária, de maneira a obter-se, finalmente, algum progresso efetivo das criaturas.


Está claro que, concomitantemente, retornam novamente à esfera em que vivemos, também, aqueles espíritos missionários que se destinam a promover a elevação intelectual e moral dos homens, o desenvolvimento científico e tecnológico, a melhoria das condições de vida etc. 


Em contato com a influência desses seres superiores encarnados, as entidades inferiores devolvidas às correntes da vida carnal ganham certo aprimoramento, ao mesmo tempo em que contribuem para maior aperfeiçoamento dos espíritos missionários incumbidos de ensiná-los.


Tal processo de interação dialética vem se processando ao longo dos milênios, representando a paciente e sistemática forma como a Divina Consciência opera no sentido de levar as criaturas a máxima perfeição. 


Quem compulsar cuidadosamente a História, verificara a realidade dessas transformações periódicas; dos momentos de grandes crises, lutas e tragédias sociais, seguidas de progresso e revoluções nos costumes e comportamentos humanos. Esse atrito constante, gerador de altos e baixos, seguidos de mudanças e progresso, não ocorre apenas no total da humanidade.


Tal fenômeno manifesta-se, também particularmente, em cada setor da vida diária, nos países, nos estados, nas cidades, nos núcleos menores de atividade, nos lares e nos próprios pares de indivíduos.


Para termos uma ideia do preparo de uma operação de reciclagem de espíritos devedores, destinados ao reingresso nos circuitos da vida carnal, tomamos como exemplo um episódio que nos foi relatado, há trinta anos, pelo nosso caro amigo, o conferencista espírita Newton Boechat. 


Ei-lo:





A Cidade Estranha 



- Em 1959 ficamos conhecendo Newton Boechat. 

Ele acabara de findar um roteiro de palestras e, passando por São Paulo, aproveitou a oportunidade para visitar-nos, iniciando então um relacionamento amistoso conosco, o qual tem durado até os dias de hoje, cada vez mais firme e cordial.


Naquela ocasião ouvíamos, interessados, as informações muito atualizadas que Newton nos comunicava sobre o movimento espírita e, particularmente, a respeito de seu convívio com o grande médium de Pedro Leopoldo: Chico Xavier.


Newton Boechat esteve no IBPP, para uma breve visita, no dia 16 de janeiro de 1989, às 14 horas, em companhia do professor Apolo Oliva Filho e sua digna esposa, dona Neyde Gandolfi Oliva.


Naquela oportunidade, aproveitamos para relembrar nosso primeiro encontro ocorrido há trinta anos. 


Pedi ao Newton que tornasse a contar o episódio que lhe fora revelado por Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, e que ele me transmitira naquela ocasião em que nos vimos pela primeira vez.


Os que conhecem Newton são testemunhas da sua notável memória. Aproveitamos, então para obter a gravação do seu depoimento e conservá-lo, mais fielmente, para a posterioridade e para os arquivos do IBPP. Eis uma súmula do que nos foi informado pela segunda vez:


Newton Boechat iniciou explicando que inúmeros fatos têm sido contados por Chico Xavier, em caráter íntimo, aos seus amigos e que, na ocasião, algumas vezes não era oportuna a sua revelação ao público. 


Entretanto, com o passar do tempo, tais confidências foram se tornando livres de censura e poderiam ser dadas a conhecer, sem quaisquer inconvenientes. 


Assim, por exemplo, quando Newton estivera com Chico Xavier, em 1947, na cidade de Pedro Leopoldo, o livro intitulado No Mundo Maior, tinha sido recentemente psicografado por aquele médium (mais precisamente, terminou de recebê-lo em 25 de março de 1947). 


Nesse livro há um capítulo versando sobre o sexo (cap.XI). 


Cerca de 30% da matéria deste capítulo, recebida psicograficamente, teve de ser suprimida, para não causar reações negativas, devido aos preconceitos ainda vigentes em nosso meio, naquela época. 


Somente mais tarde, puderam vir a lume livros que abordaram um tanto livremente as questões ligadas ao sexo.


Mas o episódio que Newton ficou sabendo, foi-lhe relatado justamente logo após Chico Xavier haver recebido o livro No Mundo Maior, aproximadamente há uns 41 anos atrás. Em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, havia um bambuzal onde o médium costumava passear e conversar com os amigos que o procuravam. Foi ali que Chico revelou o caso ao Newton. 


Ei-lo:


Em um dos constantes desdobramentos astrais ocorridos com o nosso médium maior, durante o sono, Emmanuel conduziu o duplo-astral de Chico Xavier a uma imensa ―cidade espiritual‖, situada numa região do Umbral. 


Esta lhe pareceu extremamente inferior e bastante próxima da crosta planetária.


Era uma cidade estranha não só pelo seu aspecto desarmônico e antiestético, como pelas manifestações de luxúria, degradação de costumes e sensualidade dos seus habitantes, exibidas em todos os logradouros públicos, ruas, praças etc.


Emmanuel informou a Chico que aquela vasta comunidade espiritual era governada por entidades mentalmente vigorosas, porém negativas em termos de ética e sentimentos humanos. 

Eram esses maiorais que davam as ordens e faziam-se obedecer, exercendo sobre aquelas entidades um poder do tipo da sugestão hipnótica, ao qual tais espíritos estariam submetidos, ainda mesmo depois de reencarnados.


Pelas ruas da referida cidade estranha, desfilavam, de maneira semelhante a cordões carnavalescos, multidões compostas de entidades que se esmeravam em exibições de natureza pornográfica, erótica e debochada. 


Os maiorais eram conduzidos em andores ou tronos colocados sobre carros alegóricos, cujos formatos imitavam os órgãos sexuais masculinos e femininos. Uma euforia generalizada parecia dominar aquelas criaturas, ou mais apropriadamente, assistia-se a uma ―festa de despedida‖ de uma multidão revelando a certeza da aproximação de um fim inexorável, que extinguiria a situação cômoda, até então, usufruída por todos. 


De fato, aqueles Espíritos, sem exceção, haviam recebido um aviso de que estava determinado, de maneira irrevogável, pelos Planos da Espiritualidade Superior, o seu próximo reingresso à vida carnal na Terra. 


A esse decreto inapelável não iriam escapar nem os próprios maiorais.


Alguns Anos se Passaram 


- O relato de Newton Boechat foi-nos transmitido aproximadamente dez anos depois do seu bate-papo com Chico Xavier, em Pedro Leopoldo. 


Na ocasião em que o ouvimos, o fato causou-nos forte impressão e pudemos gravá-lo bem na memória. 


Cerca de doze anos se passaram depois que Newton nos fez esta revelação.


Lembramo-nos de que ainda trabalhávamos em uma Divisão do DAEE, em São Paulo. 


Um dos nossos colegas havia regressado de uma viagem de férias. 


Ele estivera nos países do norte da Europa e, surpreendidíssimo, vira em bancas de jornais, em algumas capitais, revistas pornográficas expostas à venda livremente. 


Impressionado com aquela novidade, ele adquiriu algumas revistas e trouxe-as, para mostrar aos amigos o que estava se passando naqueles países ―ultracivilizados. 


No dia em que o nosso colega recomeçou a trabalhar, ele nos mostrou as tais revistas.


Imediatamente lembramo-nos do episódio que nos fora relatado por Newton e, inadvertidamente, deixamos escapar uma expressão que nenhum dos nossos colegas entendeu:


―Oh! Eles já estão aí !. 


Realmente, percebemos imediatamente que aquelas revistas deviam ser um dos sinais típicos do reingresso daqueles espíritos que jaziam nas zonas do Baixo Astral, na corrente da vida terrena. 


Com eles viriam mudanças profundas nos costumes da humanidade: a licenciosidade; as músicas ruidosas e desequilibrantes; a rebeldia dos nossos filhos; a instabilidade das instituições familiares e sociais; e, finalmente, o que presenciamos, hoje em dia, com o recrudescimento da criminalidade e da insegurança, além do cortejo de outros inúmeros problemas com os quais se defrontam as criaturas humanas, neste atribulado fim de século.








"O que não podemos entender, confiemos em Deus. 
A ordem do mundo está sob as Suas mãos "



Conclusão 


É elementar, e poucos ignoram que a História da espécie humana apresenta-se pontilhada de períodos de grandes crises, seguidos de fases de prosperidade e reequilíbrio. 


É semelhante a uma sucessão de ciclos que se desenvolvem como uma espiral em constante ascensão. 


Há um lento progredir, apesar dos episódios negativos. Provavelmente os Planos Superiores da Espiritualidade velam pela humanidade, dosando sabiamente os ―ingredientes injetados na corrente da vida. 


A par dos espíritos rebeldes, reencarnam também aqueles que lutam pelo bem, pela Ciência e pelo aperfeiçoamento do homem. 


Não percamos a esperança. (HGA, janeiro de 1990)




Fonte
NOBRE, Marlene Rossi Severino.  Lições De Sabedoria. ESPIRITUALIZAR. Disponível em http://espiritualizarpazeluz.blogspot.com.br/2013/05/retorno-dos-habitantes-da-cidade.html. Acesso : 23 OUT 2015.