Minutos de Paz !

domingo, fevereiro 22, 2026

Ante Os Grandes Irmãos Emmanuel

 

 


 Ante Os Grandes Irmãos

Emmanuel


C - 1ª Parte – Cap. III - item 12

Médiuns!


Ainda que a trilha se vos abra na sarça de fogo, purificai o pensamento, a fim de refletirdes, no mundo, a mensagem celeste!...


Todas as realizações respeitáveis da Terra nascem no trabalho dos que se humilham para servir.


Não admitais, entretanto, que os obreiros do progresso recebam exclusivamente de Deus o quinhão das lágrimas, porque nenhum deles se esfalfa, sem que a dor se lhes transfigure no espírito em cântico jubiloso... 


É que, em meio aos golpes que lhes ultrajam a carne e a lama, sentem-se apoiados pelos Grandes Irmãos!...


* * *

Os espíritos sublimados, que atingiram a alegria suprema do amor sem nome, trazem-vos hoje à edificação do reino de paz e felicidade das promessas do Cristo.


Nem sempre sereis o pano alvo das legendas desfraldadas. 


Surgireis, muitas vezes, na condição da pedra colada ao limo do solo para que as paredes se levantem. 


Outros conduzirão dísticos preciosos, enquanto que, em muitas circunstâncias, se vos reservará o papel do cimento oculto, garantindo a estrutura dos edifícios!...


Lembrai-vos, porém, dos representantes da Glória Inefável que asseguram a harmonia do mundo, sem jamais esperarem por aplausos terrestres.


* * *

Quando não estiverdes à altura das interrogações humanas, não vos sintais diminuídos, se o alheio sarcasmo vos impele à desilusão!


O jequitibá vigoroso foi ramo tenro e muitos sábios da Terra, conquanto se riam dos céus, obrigam-se a comer o pão que os vermes acalentaram, quando a semente descansava no berço escuro.


Aos que vos peçam maravilhas, oferecei o prodígio do coração renovado e humilde, em que o Amparo Divino se manifeste.


* * *

Se os vossos deveres estão cumpridos, não vos preocupeis por vós, porque a claridade fala da lâmpada que se extingue para varrer as sombras. 


Postos no mundo para alimentar as verdades do espírito, tendes o formoso e obscuro destino das árvores, que produzem abastança, entre as varas e os repelões dos que lhes arrebatam os frutos, mas os vossos cultivadores não possuem campos na Terra... 


Moram na gleba estrelada do Infinito, de onde volvem, abnegados, ao domicílio dos homens, para integrar lhes o espírito na posse de herança imarcescível de imortalidade, que o Pai Supremo lhes destina, no erário do Universo!...


* * *

Regozijai-vos porque os mensageiros da Eterna Alegria vos aceitam a migalha de sofrimento por tijolos de luz na construção divina!


Eles que estiveram com todos os apóstolos do passado, sustentam-vos, hoje, as energias, para que a Terra de amanhã surja melhor!...


Clareiam-vos a palavra, para que os desalentos de reanimem, balsamizam-vos os dedos para que os enfermos se refaçam...


São eles a inspiração que vos move a pena, a oração que vos tonifica!... 


Curai, atribuindo-lhes a virtude; 


o bem, restituindo-lhes o poder;


consolai, conferindo-lhes o mérito;


esclarecei, creditando-lhes a lição!...


Confiai e auxiliai, porque os Grandes Irmãos estão convosco e para que estejais invariavelmente unidos a todos eles, basta seguirdes adiante, esquecendo a vós mesmos, no serviço ao próximo, carregando a consciência tranquila na sinceridade do coração!...

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 8 p. 15,16 .Imagem Reproduzida da Internet.

sexta-feira, fevereiro 20, 2026

O Espírita Deve Ser - André Luiz

 


O Espírita Deve Ser

André Luiz

L - Questão 843


O espírita deve ser verdadeiro, mas não agressivo, manejando a verdade a ponto de convertê-la em tacape na pele dos semelhantes.


Bom, mas não displicente que chegue a favorecer a força do mal, sob o pretexto de cultivar a ternura.


Generoso, mas não perdulário que abrace a prodigalidade excessiva, sufocando as possibilidades de trabalho que despontam nos outros.


Doce, mas não tão doce que atinja a dúbia melifluidade, incapaz de assumir determinados compromissos na hora da decisão.


Justo, mas não implacável, em nome da justiça, impedindo a recuperação dos que caem e sofrem.


Claro, mas não desabrido, dando a ideia de eleger-se em fiscal de consciências alheias.


Franco, mas não insolente, ferindo os outros.


Paciente, mas não irresponsável, adotando negligência em nome da gentileza.


Tolerante, mas não indiferente, aplaudindo o erro deliberado em benefício da sombra.


Calmo, mas não tão sossegado que se afogue em preguiça.


Confiante, mas não fanático que se abstenha do raciocínio.


Persistente, mas não teimoso, viciando-se em rebelar-se.


Diligente, mas não precipitado, destruindo a si próprio.


"Conhece-te a ti mesmo" - diz a filosofia, e para conhecer a nós mesmos, é necessário escolher atitude e posição de equilíbrio, seja na emotividade ou no pensamento, napalavra ou na ação, porque, efetivamente, o equilíbrio nunca é demais.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 7 p. 14 .Imagem Reproduzida da Internet.

 

 

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Facho Libertador Emmanuel

 

 

Facho Libertador

Emmanuel

E - Cap. VI - Item 4


Consolador prometido por Jesus, o Espiritismo alcança o homem por mensageiro divino, estendendo-lhe as chaves da própria libertação.


Rompe os limites que lhe circunvalam o planeta, em forma de horizontes, e descortina-lhes a visão do Universo, povoado de mundos inumeráveis, rasgando a venda de ilusão que lhe empana a ideia da vida.


Funde as grades da incompreensão, entre as quais se acredita cobaia pensante em vale de lágrimas, e fala-lhe da justiça perfeita e da bondade incomensurável do Criador que  concede oportunidades iguais a todas as criaturas, nos planos multiformes da Criação, extirpando a cegueira que lhe escurece o entendimento e ensinando-lhe a reconhecer que deve a si mesmo o bem ou mal, que lhe repontem da senda.


Parte as grilhetas de sombra, que lhe encerram a inteligência em falsos princípios de maldição e favor, impropriamente atribuídos à Excelsa Providência, e oferece-lhe o conhecimento da reencarnação do espírito, em aperfeiçoamento gradativo na Terra ou em outros mundos.


Derrete as algemas de tristeza que lhe aprisionam o sentimento, na tenebrosa perspectiva de eterno adeus perante a morte, e clareia-lhe o raciocínio na consoladora luz da sobrevivência, para além da estância física.


Solucionando em cada um de nós os problemas da evolução e do ser, da dor e do destino, o Espiritismo é o facho libertador, desatando correntes de angústia, demolindo muralhas de separação, eliminando clausuras de pessimismo e abolindo cativeiros de ignorância.


Se te encontras, quanto nós, entre aqueles que tanto recebem da Nova Revelação, perguntemos a nós mesmos o que lhe damos em serviço e apoio, cooperação e amor, porque sendo o Espiritismo crédito e prestigio de Cristo entregues às nossas consciências endividadas, é natural que a conta e o rendimento que se relacionem com ele seja responsabilidade em nossas mãos.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 6 p. 13 .Imagem Reproduzida da Internet.

 

segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Economia Espírita - André Luiz

 


 Economia Espírita

André Luiz

E - Cap. XIII - Item 11


Espiritismo abrange com a sua influência regenerativa e edificante não apenas a individualidade, mas também todos os círculos de atividade em que a pessoa respire. 


É assim que o Espiritismo na economia valoriza os mínimos recursos, conferindo-lhes especial significação.


Vejamos o comportamento do espírita, diante dos valores considerados de pouca monta:


Livro respeitável - Não o entregará à fome do cupim. 


Diligenciará transferi-lo a companheiros que lhe aproveitem a leitura.


Jornal espírita lido - Não alimentará com ele o monte de lixo. 


Respeitar-lhe-á o valor fazendo-o circular, notadamente entre os irmãos entregues à fauna rural ou núcleos distantes ou ainda entre reclusos em hospitais e penitenciárias, sem maiores facilidades para o acesso ao conhecimento doutrinário.


Publicações de qualquer natureza - Não fará com elas fogueiras sem propósito. 


Saberá empacotá-las, entregando-as aos necessitados que muitas vezes conquistam o pão catando papéis velhos.


Objetivos disponíveis - Não fará dos pertences sem uso, elogio à inutilidade. 


Encontrará meios de movimentá-los, sem exibição de virtude, em auxílio dos irmãos a que possam prestar serviço.


Móvel desnecessário - Não guardará os trastes caseiros em locais de despejo. 


Saberá encaminhá-lo em bases de fraternidade para recintos domésticos menos favorecidos, melhorando as condições do conforto geral.


Roupa fora de serventia - Não cultivará pastagem para as traças. 


Achará meios de situar com gentileza todos os petrechos de vestuário, cobertura e agasalho, em benefício de companheiros menos quinhoados por vantagens materiais.


Sapatos aposentados - Não fará deles ninhos de insetos. 


Providenciar-lhes-á reforma e limpeza, passando-os, cordialmente, àqueles que não conseguem o suficiente para se calçarem.


Medicamento usado mas útil - Não lançará fora o remédio de que não mais careça e que ainda apresenta utilidade. 


Cedê-lo-á aos enfermos a que se façam indicados.


Selos utilizados- Não rasgará sem considerações os selos postais já carimbados.


Compreenderá que eles são valiosos ainda e oferta-los-á a instituições beneficentes que os transformarão em socorro aos semelhantes.


Recipientes, garrafas e vidros vazios - Não levantará montes de cacos onde resida.


Empregará todos os invólucros e frascos sem aplicação imediata na benemerência para com o próximo em luta pela própria sustentação.


Gêneros, frutos, brinquedos e enfeites sem proveito no lar - Não exaltará em casa o egoísmo ou o desperdício. 


Lembrar-se-á de outros redutos domésticos, onde pais doentes e fatigados, entre crianças enfraquecidas e tristes receber-lhe-ão por bênçãos de alegria as pequenas dádivas de amor, em nome de solidariedade, que é para nós todos simples obrigação.


A economia espírita não recomenda desapreço à propriedade alheia e nem endossa o esbanjamento. 


Seja no lar ou na casa de assistência coletiva, no campo ou no vilarejo, nas grandes cidades ou nas metrópoles, é a economia da fraternidade que usa os dons da vida sem abuso e que auxilia espontaneamente sem ideias de recolher agradecimentos ou paga de qualquer espécie, por reconhecer, diante do Cristo e dos princípios espíritas, que os outros necessitam de nós como necessitamos deles, de vez que todos somos irmãos.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 5 p. 11,12 .  Imagem Reproduzida da Internet.