Minutos de Paz !

quarta-feira, março 18, 2026

Diretriz Evangélica - Emmanuel


 


Diretriz Evangélica

Emmanuel

E - Cap. XVIII _ Item 12


Não vos adapteis às conveniências e convenções do mundo, mas transformai-vos pela renovação do entendimento, de modo a conhecerdes os desígnios de Deus, para que a vossa tarefa se faça agradável e útil.


Aprendei com temperança o que vos convém saber, conforme o grau de vossa fé, porquanto assim como temos em um só corpo vários membros e nem todos eles guardam a mesma função, também nós que somos muitos formamos um só corpo em Cristo, embora sejamos individualmente membros uns dos outros.


Desse modo, existindo diversos dons, segundo as concessões que nos são dadas, se nos cabe a profecia seja ela praticada, na medida de nossos recursos; 


se convocados à administração, ocupemo-nos em administrar; se localizados no ensino, devotemo-nos à

instrução; os que exortem, usem as possibilidades em exortar; 


os que foram trazidos a repartir, procedam com liberalidade; 


quem preside, seja prudente; 


corações chamados aos exercício da misericórdia, empreguem a misericórdia com alegria.


Entre nós, seja o amor não simulado.


Esqueçamos o mal, buscando o bem.


Amai-vos cordialmente uns aos outros com afeto fraternal.


Não sejais vagarosos na vigilância, afervorai-vos no trabalho, servindo ao Senhor.


Regozijai-vos na esperança, sede pacientes nas dificuldades, perseverai na oração.


Amparai os bons, na solução de suas necessidades, sede hospitaleiros.


Abençoai os que vos perseguem, mantendo-vos solidários e unidos entre vós.


Não ambicionei situações, para as quais ainda não conseguimos a altura necessária, acomodando-nos à humildade, para que não estejamos alardeando sabedoria que ainda não temos.


A ninguém, torneis mal por mal.


Sejamos honestos com as cousas que nos dizem respeito e, se for possível e quanto for possível em nós, tenhamos paz com todos.


Estas observações, de forma e sentido positivamente espíritas e que parecem grafadas hoje para as lides naturais da pregação e da mediunidade, da propaganda e da ação; 


dos ideais e das obras de nossas instituições não são nossas e sim do apóstolo Paulo de Tarso, constantes dos versículos dois a dezoito do capítulo décimo-segundo de sua Epístola aos Romanos.


Destacando esta breve página de orientação evangélica, escrita há dezenove séculos, relacionemos as nossas responsabilidades, dentro do Espiritismo, que restaura o Cristianismo, em suas bases puras, e procuremos pensar.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 26 p. 43,44 .Imagem Reproduzida da Internet : Projeto Conhecer, Sentir, Viver Kardec.

 

terça-feira, março 17, 2026

Práticas Estranhas-André Luiz

 


 

Práticas Estranhas

André Luiz

M - Cap. XXXI - Item XXI


Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.


No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida.


Criaturas de todas as plagas dos Universos são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. 


Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar.


Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a determinado ponto do mundo. 


Contudo, somente os viajores irresponsáveis escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros, espinheiros e charcos, no Dédalo de aventuras marginais, ao longo da estrada justa.


Indiscriminadamente, os produtos expostos num mercado são úteis. 


Mas sob a desculpa do acatamento que se deve a todos, não nos cabe e sem qualquer consideração para com a própria saúde.


Águas de qualquer procedência liquidam a sede. 


No entanto, com a desculpa de que todas são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto.


Sabemos que a legislação humana obtida à custa de sofrimento estabelece a segregação dos irmãos delinquentes para o trabalho reeducativo; 


sustenta a policia rodoviária para garantir a ordem da passagem correta; 


mantém fiscalização adequada para o devido asseio nos recursos destinados à alimentação pública e cria agentes de filtragem para que as fontes não se façam veículos de endemias e outras calamidades que arrasariam populações indefesas.


Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as sua atividades atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; 


a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; 


a largar o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água potável por líquidos de salubridade suspeita.


Em Doutrina Espírita, pois, seja compreensível afirmar que é certo respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de nossos irmãos, onde quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo, a fim de podermos estar certos.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 25 p. 41,42 .Imagem Reproduzida da Internet.

 


segunda-feira, março 16, 2026

Proteção Da Vida Superior - Emmanuel

 


Proteção Da Vida Superior

Emmanuel

L - Questão 491


Há mais de um século, conforme se depreende da Questão número quatrocentos e noventa e um de "O Livro dos Espíritos " Inquiriu Allan Kardec dos mentores desencarnados que lhe presidiam a obra: 


"Qual a missão do Espírito protetor" e o esclarecimento veio claro: 


" a de um pai com relação aos filhos; 


a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seu conselhos, consolá-los nas sua aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas da vida".


Tracemos reduzidas anotações aos cinco pontos enunciados:


***

Um pai consagra-se aos filhos, durante a existência terrestre, pavimentando-lhes o caminho com todas as facilidades que o amor lhe possibilite, entretanto, não consegue exonerá-los das tribulações, referentes às dividas contraídas por eles, em passadas reencarnações.


***

Determinado educador abraçará generosamente o compromisso de orientar alguém, nas trilhas da virtude, contudo, o aprendiz traz a consciência livre para aceitar ou não as indicações que se lhe sugere.


O amigo ampara a outro amigo, administrando-lhe avisos oportunos, todavia, é provável que o beneficiário não os admita resolvendo tomar experiências difíceis, à própria conta.


***

Devotado companheiro dispensar-nos-á reconforto nas aflições, mas se está consciente do respeito à justiça, não intentará suprimi-las, na certeza de que as recebemos da vida por inevitável necessidade.


***

Compassivo irmão dar-nos-á coragem para vencer nos transe de rudes provas, no entanto, se realmente nos deseja felicidade, procederá conosco, à maneira do professor que instrui o discípulo, nas dificuldades do ensino, sem furtar-lhe os méritos da lição.


***

Longe de nos classificarmos por espíritos protetores, de vez que somos simples e imperfeitos servidores de todos aqueles que ainda sofrem o esmeril das lutas humanas, compreendemos as dores e os constrangimentos de quantos imploram socorro e exceção, em nossas casas de fé, mas a clareza doutrinária recomenda se proclame que o Evangelho não promete gratificações do mundo e que o Espiritismo não anuncia vantagens materiais, no que concerne à ilusão.


Nós todos, espíritos vinculados ainda à Terra, estamos evoluindo e resgatando, aprendendo e edificando, no burilamento da lama.


Estendamos mãos fraternas, amparando-nos mutuamente.


Reconheçamos, porém, que progresso reclama esforço, quitação pede reajuste, estudo exige atenção e trabalho roga suor.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 24p. 39, 40.Chico Xavier e Emmanuel: Imagem Reproduzida da Internet.


domingo, março 15, 2026

Segundo O Espiritismo - André Luiz



 Segundo O Espiritismo

André Luiz

L - Questão 628


Nossa vida reflete-se sobre todas as vidas que nos rodeiam. 


Acata as leis que dirigem a experiência coletiva, sem esquecer-se de que o comportamento da pessoa interessada em burilar-se moralmente, é sempre mais observado e seguido pelos outros.


A riqueza inaproveitada cria a miséria. 


Aperfeiçoa a paisagem onde estejas situado, com os melhores recursos da aprendizagem humana, recordando que estás em trânsito, nessa ou naquela propriedade que a Sabedoria Divina pode fazer passar de mão em mão.


A existência no corpo terrestre, por mais longa, é instante breve à frente da Eternidade.


Certifica-te de que os minutos não nos esperam para a consecução desse ou daquele acontecimento.


***

A opinião atrai, mas a conduta arrasta. 


Elege a bondade e a paciência, a alegria e a fé, por tuas companheiras da alma, levantando o ânimo e fortalecendo os corações que te partilhem a marcha, a fim de que a sinceridade e a pureza se façam a luz na tua estrada cristã.


Do auxílio individual surge a grandeza do esforço coletivo. 


Busca dentro das próprias possibilidades os ideais e as opiniões favoráveis à melhoria das normas de trabalho nas organizações a que te filies.


***

O personalismo é porta sutil para a vaidade. 


Faze confluir para Jesus, Nosso Divino Mestre, as atenções e os agradecimentos, a confiança e a reverência de todas as criaturas que mourejam nas tarefas do bem.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 23 p. 38. Imagem Reproduzida da Internet.