À Margem Da Estrada
Irmão José
Não passes pelo mundo sem
acrescentar o teu tijolo à magnífica construção do bem.
Não permitas que os teus
dias se escoem sem que algo faças de útil em benefício do próximo.
Não deixes que a tua
oportunidade de servir se perca no grande vazio das horas inúteis.
Não consintas em viver
exclusivamente para os interesses pessoais.
Não adotes o comodismo por
norma de conduta, refletindo que Jesus permanece no madeiro, braços
abertos, à nossa espera.
Enquanto tens forças para
caminhar, sai de ti mesmo ao encontro daqueles que choram à margem
da estrada...
Atende-os, como se fossem
eles – e realmente o são – vida de tua própria vida.
Liberta-te dos pesados
grilhões da indiferença!
Sê a fonte de água pura para
os sedentos, a côdea de pão para os famintos, a veste
aconchegante para os que sentem frio, o bálsamo para as feridas que sangram, a mão
amiga para os que tropeçam, o consolo para os que sofrem....
Recordando a palavra do
Mestre: “Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes com relação
a um desses mais pequenos de meus irmãos, foi a mim que fizeste”, apressa-te
no cumprimento do dever, porquanto, todas as vezes que te furtares à prática do
bem, estarás, em essência, negando auxílio Àquele a quem tudo devemos.
XAVIER, Francisco Cândido; BACCELLI, Carlos A. Espíritos Diversos. Brilhe vossa luz.Cap.2. Araras SP: IDE, 2007, 80 p.