Extinção do Mal
Bezerra
de Menezes
Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.
Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações da Misericórdia Divina.
Nada
de anátemas, gritos, baldões ou pragas.
A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.
A
propósito, meditemos.
O
Senhor corrige:
a
ignorância: com a instrução;
o
ódio: com o amor;
a
necessidade: com o socorro;
o
desequilíbrio: com o reajuste;
a
ferida: com o bálsamo;
a
dor: com o sedativo;
a
doença: com o remédio;
a
sombra: com a luz;
a
fome: com o alimento;
o
fogo: com a água;
a
ofensa: com o perdão;
o
desânimo: com a esperança;
a maldição:
com a benção.
Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.
Simples ilusão
O
mal não suprime o mal.
Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem.
XAVIER,
Francisco Cândido; BACCELLI, Carlos A. Espíritos Diversos. Brilhe vossa
luz.Cap.21. Araras SP: IDE, 2007, 80 p.



