Minutos de Paz !

sexta-feira, março 13, 2026

Na Conduta De Cristo - André Luiz



 Na Conduta De Cristo

André Luiz

L - Questão 625


Basta deseje e qualquer um pode comprovar nos versículos evangélicos, que nos três anos de vida messiânica, Jesus:


Em tempo algum duvidou do Pai;


Nenhuma vez operou em proveito próprio;


Não recusou a cooperação dos trabalhadores menos respeitáveis que as circunstâncias lhe ofereciam;


Jamais deixou de atender às solicitações produtivas e nem chegou a relacionar as requisições irrefletidas que lhe deram endereçadas;


Não discriminou pessoas ou recintos para prestação de auxílio;


Nada fez de inútil;


Nada fugiu de regular o ensinamento da verdade conforme a capacidade de assimilação dos ouvintes;


Nunca foi apressado;


Nada fez em troca de recompensa alguma, nem mesmo na expectativa de considerações quaisquer.


***

Realmente, se Jesus não fez isso, por que faremos?


***

Aplicada a conduta de Cristo à mediunidade, compreenderemos facilmente que se possuímos a fé raciocinada é impossível vacilar em matéria de confiança no auxilio espiritual; 


que tarefeiro a deslocar-se para ações de benefício próprio figura-se lâmpada que enunciasse o despropósito de acreditar-se brilhante sem o suprimento da usina; 


que devemos atender às petições de concurso fraterno que nos sejam encaminhadas dentro dos nossos recursos, sem a presunção de tudo saber e fazer, quando o próprio sol não pode substituir o trabalho de uma vela, chamada a servir no recesso da furna; 


que o aprendiz da sabedoria interessado em carregar inutilidades e posses estéreis lembra um pássaro que ambicionasse planar nos céus, repletando a barriga com grãos de ouro.


Na mediunidade com Cristo, principalmente, faz-se preciso reconhecer que a pressa não ajuda a ninguém, que ele, o Mestre, nada exigiu e nada fez a toque de força, e nem transformou situações ou criaturas, através de empresas milagrosas, porque todo trabalhador sem paciência assemelha-se ao cultivador dementado que arrancasse, diariamente, do seio da terra, a semente viva, nela depositada, para verificar se já germinou.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 21 p. 36.Imagem Reproduzida da Internet. Arte: vinsantonius. 

 

quinta-feira, março 12, 2026

Mediunidade A Desenvolver - Emmanuel

 


Mediunidade A Desenvolver

Emmanuel

M - Questão 200


Mediunidade a desenvolver: tema constante nas atividades espíritas.


Para explicar, no entanto, o que vem a ser isso, enfileiremos o mínimo de palavras, recorrendo aos esclarecimentos vivos do trabalho e do estudo.


Alguém chega à oficina, pedindo emprego.


Precisa garantir a subsistência.


Obtém lugar e acolhida.


Mas se espera, durante dias e dias, que os diretores da organização lhe arrebate a cabeça e as mãos, movimentando-as à força, para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja no transporte de fardo humilde ou no manejo da escova para auxiliar na limpeza, acabará sempre sob as vistas dos orientadores da obra que encontrarão motivos para agradecer-lhe a presença e conferir-lhe substituto.


Isso porque ninguém entesoura competência, através de expectativa.


***

Alguém chega à escola, pedindo instrução.


Precisa desvencilhar-se da ignorância.


Obtém admissão e valimento.


Mas se espera, durante meses e meses, que os professores lhe arrebatem a cabeça e as mãos, movimentando-as à força para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja na pontualidade às lições ou na consulta espontânea a esse ou aquele volume, a fim de se esclarecer, em matéria determinada, acabará sempre sob as vistas dos examinadores de ensino, que lhe situarão as necessidades na estaca da repetência.


Isso porque ninguém entesoura cultura por osmose.


***

Desenvolvimento mediúnico é igualmente assim.


Partindo da sinceridade do médium, todo aperfeiçoamento das forças espirituais deve apoiar-se no estudo que ilumina o campo da vida e no trabalho que se converte em lavoura do bem.


Raciocínio e sentimento em ação. 


Caridade e conhecimento.


Fora disso, estaremos reafirmando, invariavelmente, que possuímos mediunidade a desenvolver, e falamos certo, ao indicar semelhante realização para o futuro indeterminado, porque eficiência mediúnica é comparável à competência e à cultura que ninguém alcançará sem adquirir.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 20 p. 34.Imagem Reproduzida da Internet.

 

quarta-feira, março 11, 2026

O Espírito Do Espiritismo - André Luiz

 


Espírito Do Espiritismo

André Luiz


E - Cap. XV - Item 3

Consciência individual - eis o oráculo do bom senso ante a justiça inseduzível de Deus.


Não nos satisfaça atender simplesmente aos nossos deveres, porém, que abracemos espontaneamente a obrigação de cumpri-los com êxito.


Não descreias de tua força interior.


Não te sintas incapaz, porque tanto estás habilitado a fazer o mal quanto o bem, lembrando que a chama da vela tanto pode estar aquecendo e iluminando, quanto incendiando e destruindo...


Sobre a ênfase das palavras cativantes, avança além dos lugares-comuns em torno da beneficência, praticando-a com a precisa fidelidade a ti mesmo.


As Leis do Criador, imutáveis desde o passado sem início até o futuro sem fim, prescrevem o clima do auxílio mútuo por ambiente ideal das almas em qualquer páramo do Universo.


Quem beneficia recebe o maior quinhão do benefício.


Todo supérfluo é retido nos laços do egoísmo ou da ignorância.


Reconheçamos que muita gente renasce de novo para passar a limpo a garatuja dos próprios atos.


Depende de cada um fazer das nuvens de provações, chuvas benfeitoras da vida ou raios destruidores de morte.


Não basta rogar sem méritos do trabalho pessoal, porquanto ninguém transforma as mãos implorantes em gazuas para abrir as portas dos celeiros espirituais.


As lágrimas tanto conseguem exprimir orações quanto blasfêmias.


O silêncio na tarefa mais apagada surge sempre muito mais expressivo que o queixume na inutilidade brilhante.


O raciocínio descobre a vizinhança entre a fé e o entendimento e a distância entre a fé e o fanatismo.


Os homens não são fantoches do destino e sim construtores dele.


Arma-te de confiança e sai de ti mesmo, servindo às vidas em derredor.


O amor é o coração do Evangelho e o espírito do Espiritismo chama-se caridade.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 19 p. 33.Imagem Reproduzida da Internet.

 

segunda-feira, março 09, 2026

Poema da Gratidão - Amélia Rodrigues

 

 


Poema da Gratidão


Amélia Rodrigues

 

Senhor, muito obrigado...


Pelo ar que nos dás, pelo pão que nos deste, pela roupa que nos veste, pela alegria que possuímos, por tudo de que nos nutrimos...

 

Muito obrigado pela beleza da paisagem, pelas aves que voam no céu de anil, pelas Tuas dádivas mil..

 

Muito obrigado, Senhor, pelos olhos que temos...

 

Olhos que vêem o céu, que vêem a terra e o mar, que contemplam toda beleza...

 

Olhos que se iluminam de amor ante o majestoso festival de cor da generosa Natureza!

 

E os que perderam a visão?

 

Deixa-me rogar por eles ao Teu nobre coração!

 

Eu sei que depois desta vida, além da morte, voltarão a ver com alegria incontida...

 

Muito obrigado pelos ouvidos meus, pelos ouvidos que me foram dados por Deus.

 

Obrigado, Senhor, porque posso escutar o Teu nome sublime e, assim, posso amar...

 

Obrigado pelos ouvidos que registram a sinfonia da vida no trabalho, na dor, na lida...

 

O gemido e o canto do vento nos galhos do olmeiro, as lágrimas doridas do mundo inteiro e a voz longínqua do cancioneiro...

 

E os que perderam a faculdade de escutar?

 

Deixa-me por eles rogar.

 

Sei que em Teu Reino voltarão a sonhar...

 

Obrigado, Senhor, pela minha voz, mas também pela voz que ama, pela voz que ajuda, pela voz que socorre, pela voz que ensina, pela voz que ilumina e pela voz que fala de amor, obrigado, Senhor!

 

Recordo-me, sofrendo, daqueles que perderam o dom de falar e o Teu nome não podem pronunciar.

 

Os que vivem atormentados na afasia e não podem cantar nem de noite, nem de dia.

 

Eu suplico por eles sabendo, porém, que mais tarde, no Teu reino voltarão a falar...

 

Obrigado, Senhor, por estas mãos que são minhas alavancas da ação, do progresso, da redenção...

 

Agradeço pelas mãos que acenam adeuses, pelas mãos que fazem ternura, e que socorrem na amargura.

 

Pelas mãos que acarinham, pelas mãos que elaboram as leis pelas mãos que cicatrizam feridas retificando as carnes sofridas balsamizando as dores de muitas vidas!

 

Pelas mãos que trabalham o solo, que amparam o sofrimento e estancam lágrimas, pelas mãos que ajudam os que sofrem, os que padecem...

 

Pelas mãos que trabalham nestes traços, como estrelas sublimes fulgindo em meus braços!

 

E pelos pés que me levam a marchar, ereto, firme a caminhar.

 

Pés de renúncia que seguem humildes e nobres sem reclamar...

 

E os que estão amputados, os aleijados, os feridos, os deformados, eu rogo por eles e posso afirmar que no Teu Reino, após a lida dolorosa da vida, hão de poder bailar e em transportes sublimes outros braços afagar...

 

Sei que a Ti tudo é possível mesmo que ao mundo pareça impossível...

 

Obrigado, Senhor, pelo meu lar, o recanto de paz ou escola de amor, a mansão da glória...

 

Obrigado, Senhor, pelo amor que eu tenho e pelo lar que é meu...

 

Mas, se eu sequer nem um lar tiver ou teto amigo para me aconchegar nem outro abrigo para me confortar...

 

Se eu não possuir nada, senão as estradas e as estrelas do céu, como leito de repouso e o suave lençol, e ao meu lado ninguém existir, vivendo e chorando sozinho ao léu sem alguém para me consolar...

 

Direi ainda: Obrigado, Senhor porque Te amo e sei que me amas, porque me deste a vida jovial, alegre, por Teu amor favorecida...

 

Obrigado, Senhor, porque nasci...

 

Obrigado porque creio em Ti e porque me socorres com amor, hoje e sempre, obrigado, Senhor!

 

FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Amélia Rodrigues. Sol de esperança.

 


O poema de Gratidão, é antes de tudo, uma prece de agradecimento a Deus.


É o ser humano, expressando esse sentimento de forma bela e poética.


Ressalta com muita beleza, os atributos do espírito imortal, a se refletir no hoje e o quanto podem ser úteis, produzindo no campo do Bem e do Amor.

 

Evidencia que as mãos, em ações altruísticas e no trabalho edificante, são propulsoras do progresso e da evolução.

 

E, sobretudo, um hino magnífico, que exalta a reencarnação, abrindo perspectivas de esperança, de novas e sucessivas etapas através dos tempos, nas quais, os que sofrem, encontrarão a recompensa merecida.

 

Essa bela oração gratulatória do espírito Amélia Rodrigues, foi psicografada por Divaldo P. Franco, em Buenos Aires, Argentina, em 21 de Novembro de 1962, que passou a apresentá-la ao finalizar as suas palestras.

 

No momento de encerramento, quando Divaldo pronuncia as primeiras frases do poema, unem-se os pensamentos e vibrações do público presente e, como um majestoso concerto, seus acordes repercutem harmoniosamente, levando a mensagem de gratidão a Deus pela amplidão afora.

 

Suely Caldas Schubert