Minutos de Paz !

terça-feira, março 17, 2026

Práticas Estranhas-André Luiz

 


 

Práticas Estranhas

André Luiz

M - Cap. XXXI - Item XXI


Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.


No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida.


Criaturas de todas as plagas dos Universos são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. 


Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar.


Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a determinado ponto do mundo. 


Contudo, somente os viajores irresponsáveis escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros, espinheiros e charcos, no Dédalo de aventuras marginais, ao longo da estrada justa.


Indiscriminadamente, os produtos expostos num mercado são úteis. 


Mas sob a desculpa do acatamento que se deve a todos, não nos cabe e sem qualquer consideração para com a própria saúde.


Águas de qualquer procedência liquidam a sede. 


No entanto, com a desculpa de que todas são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto.


Sabemos que a legislação humana obtida à custa de sofrimento estabelece a segregação dos irmãos delinquentes para o trabalho reeducativo; 


sustenta a policia rodoviária para garantir a ordem da passagem correta; 


mantém fiscalização adequada para o devido asseio nos recursos destinados à alimentação pública e cria agentes de filtragem para que as fontes não se façam veículos de endemias e outras calamidades que arrasariam populações indefesas.


Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as sua atividades atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; 


a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; 


a largar o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água potável por líquidos de salubridade suspeita.


Em Doutrina Espírita, pois, seja compreensível afirmar que é certo respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de nossos irmãos, onde quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo, a fim de podermos estar certos.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 25 p. 41,42 .Imagem Reproduzida da Internet.

 


segunda-feira, março 16, 2026

Proteção Da Vida Superior - Emmanuel

 


Proteção Da Vida Superior

Emmanuel

L - Questão 491


Há mais de um século, conforme se depreende da Questão número quatrocentos e noventa e um de "O Livro dos Espíritos " Inquiriu Allan Kardec dos mentores desencarnados que lhe presidiam a obra: 


"Qual a missão do Espírito protetor" e o esclarecimento veio claro: 


" a de um pai com relação aos filhos; 


a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seu conselhos, consolá-los nas sua aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas da vida".


Tracemos reduzidas anotações aos cinco pontos enunciados:


***

Um pai consagra-se aos filhos, durante a existência terrestre, pavimentando-lhes o caminho com todas as facilidades que o amor lhe possibilite, entretanto, não consegue exonerá-los das tribulações, referentes às dividas contraídas por eles, em passadas reencarnações.


***

Determinado educador abraçará generosamente o compromisso de orientar alguém, nas trilhas da virtude, contudo, o aprendiz traz a consciência livre para aceitar ou não as indicações que se lhe sugere.


O amigo ampara a outro amigo, administrando-lhe avisos oportunos, todavia, é provável que o beneficiário não os admita resolvendo tomar experiências difíceis, à própria conta.


***

Devotado companheiro dispensar-nos-á reconforto nas aflições, mas se está consciente do respeito à justiça, não intentará suprimi-las, na certeza de que as recebemos da vida por inevitável necessidade.


***

Compassivo irmão dar-nos-á coragem para vencer nos transe de rudes provas, no entanto, se realmente nos deseja felicidade, procederá conosco, à maneira do professor que instrui o discípulo, nas dificuldades do ensino, sem furtar-lhe os méritos da lição.


***

Longe de nos classificarmos por espíritos protetores, de vez que somos simples e imperfeitos servidores de todos aqueles que ainda sofrem o esmeril das lutas humanas, compreendemos as dores e os constrangimentos de quantos imploram socorro e exceção, em nossas casas de fé, mas a clareza doutrinária recomenda se proclame que o Evangelho não promete gratificações do mundo e que o Espiritismo não anuncia vantagens materiais, no que concerne à ilusão.


Nós todos, espíritos vinculados ainda à Terra, estamos evoluindo e resgatando, aprendendo e edificando, no burilamento da lama.


Estendamos mãos fraternas, amparando-nos mutuamente.


Reconheçamos, porém, que progresso reclama esforço, quitação pede reajuste, estudo exige atenção e trabalho roga suor.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 24p. 39, 40.Chico Xavier e Emmanuel: Imagem Reproduzida da Internet.


domingo, março 15, 2026

Segundo O Espiritismo - André Luiz



 Segundo O Espiritismo

André Luiz

L - Questão 628


Nossa vida reflete-se sobre todas as vidas que nos rodeiam. 


Acata as leis que dirigem a experiência coletiva, sem esquecer-se de que o comportamento da pessoa interessada em burilar-se moralmente, é sempre mais observado e seguido pelos outros.


A riqueza inaproveitada cria a miséria. 


Aperfeiçoa a paisagem onde estejas situado, com os melhores recursos da aprendizagem humana, recordando que estás em trânsito, nessa ou naquela propriedade que a Sabedoria Divina pode fazer passar de mão em mão.


A existência no corpo terrestre, por mais longa, é instante breve à frente da Eternidade.


Certifica-te de que os minutos não nos esperam para a consecução desse ou daquele acontecimento.


***

A opinião atrai, mas a conduta arrasta. 


Elege a bondade e a paciência, a alegria e a fé, por tuas companheiras da alma, levantando o ânimo e fortalecendo os corações que te partilhem a marcha, a fim de que a sinceridade e a pureza se façam a luz na tua estrada cristã.


Do auxílio individual surge a grandeza do esforço coletivo. 


Busca dentro das próprias possibilidades os ideais e as opiniões favoráveis à melhoria das normas de trabalho nas organizações a que te filies.


***

O personalismo é porta sutil para a vaidade. 


Faze confluir para Jesus, Nosso Divino Mestre, as atenções e os agradecimentos, a confiança e a reverência de todas as criaturas que mourejam nas tarefas do bem.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 23 p. 38. Imagem Reproduzida da Internet.


sábado, março 14, 2026

Função Mediúnica - Emmanuel

 

 


Função Mediúnica

Emmanuel

M – Questão 226


Mediunidade é igual ao trabalho: acessível a todos.


Entretanto, qual ocorre ao trabalho, é forçoso que o servidor dela seja leal ao próprio dever, para que a obra alcance os fins em vista.


O mais humilde dos utensílios tem qualidades polimórficas.


Qualquer médium também é suscetível de ser mobilizado, na produção de fenômenos múltiplos, favorecendo pesquisas e observações, com algum proveito, mas se quisermos rendimento medianímico, seguro e incessante, na composição doutrinária do Espiritismo, cada tarefeiro da Mediunidade, embora pronto a colaborar, seja onde for, no levantamento do bem, é convidado logicamente a consagrar-se à própria função, conquanto possua faculdades diversas, a, ando-a, estudando-a, desenvolvendo-a e praticando-a, no serviço ao próximo, que será sempre serviço a nós mesmos.


* * *

Se fomos chamados a ensinar, através da palavra falada, aprimoremos a emoção e selecionemos a frase, para que os instrutores da Vida Maior nos utilizem o verbo, por agente de luz, construindo esclarecimento e consolação nos que ouvem; 


se designados a escrever, façamos em nós bastante silêncio interior, a fim de que a voz do mundo espiritual se manifeste por nossas mãos, instruindo a quem lê; se indicados ao labor curativo, sustentemos o magnetismo pessoal tão limpo quanto possível, para que os emissários celestes nos empreguem as energias no socorro aos doentes; 


se trazidos a cooperar na desobsessão, mantenhamos o pensamento liberto de ideias preconcebidas, a fim de que os benfeitores desencarnados nos encontrem capazes da enfermagem precisa, no amparo aos companheiros desorientados e sofredores, sem criar-lhes problemas...


* * *

Mero ferrolho, deve estar no lugar próprio, para atender à serventia que se lhe roga dentro de casa.


Simples fio, para canalizar os préstimos da eletricidade, necessita ajustar-se à ligação correta, de modo a garantir a passagem da força.


Sobretudo, é imperioso recordar que todos podemos ser medianeiros do bem, sob a inspiração de Jesus, honorificando encargos e responsabilidades, em posição certa, no plano de construção da felicidade geral. 


É por isso que ele, o Cristo de Deus, não nos disse que o maior no reino dos Céus será quem saiba fazer tudo, mas sim aquele que se fizer o servo leal de todos.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 22 p. 37.Imagem Reproduzida da Internet.