Mediunidade E
Mistificação
André Luiz
M - Questão 303
Compreendendo-se que na
experiência humana exameiam espíritos desencarnados de todos os estalões, seja
lícito comparar os médiuns, tão-somente médiuns, aos instrumentos de
comunicação usados pelos homens, no trato com os próprios homens.
Médiuns de transporte.
Vejamos o guindaste que
opera por muitos estivadores.
Tanto pode manejá-lo um
chefe culto, quanto o subordinado irresponsável.
Médiuns falantes.
Observemos o aparelho de
gravação.
O microfone que transmitiu
mensagem edificante assinala com a mesma precisão um recado indesejável.
Médiuns escreventes.
Analisemos o apetrecho de
escrita.
O mesmo lápis que atendeu
à feitura de um poema serve à fixação de anedota infeliz.
Médiuns sonâmbulos.
Estudemos a hipnose.
Na orientação de um
paciente, tanto consegue estar um magnetizador digno que o sugestiona para a verdade,
quanto outro, de formação moral diferente, que o induza à paródia.
A força mediúnica, como
acontece à energia elétrica, é neutra em si.
A produção mediúnica
resulta sempre das companhias espirituais a que o médium se afeiçoe.
Evidentemente, o médium é
chamado a garantir-se na sinceridade com que se conduza e na abnegação com que se
entregue ao trabalho dos Bons Espíritos que, em nome do Senhor, se encarregam do
bem de todos.
Em tais condições, nada
pode o médium temer, em matéria de embustes, porque todos aqueles que se consagram e
se sacrificam pelo bem dos semelhantes, jamais mistificam, por se resguardarem na
tranquilidade da consciência, convictos de que não lhes compete outra atitude senão a de
perseverar no bem, acolhendo quaisquer embaraços por lições, a fim de aprenderem a
servir ao bem com mais segurança, já que o merecimento do bem cabe ao Senhor e não a
nós.
Fácil reconhecer, assim,
que não se carece tanto de ação da mediunidade no Espiritismo, mas em toda parte e com
qualquer pessoa, todos temos necessidade urgente do Espiritismo na ação da
mediunidade.
XAVIER, Francisco Cândido;
VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz . Opinião espírita. Cap. 47 p. 74,75
.Imagem Reproduzida da Internet.