Pachelbel - Canon In D Major

segunda-feira, janeiro 31, 2011



INDIVIDUALISMO

Joanna de Ângelis




A imaturidade psicológica não oferece sinergia para as lutas com efetivo espírito de competitividade e de realização.


Porque num estado medíocre de evolução, o ho­mem busca sobressair-se, engendrando mecanismos de individualismo e utilizando-se de superados mé­todos de combate aos outros antes que de autoliber­tação.


Para destacar-se, em tal conjuntura, usa os ou­tros, através de artifícios do ego para conseguir os seus objetivos que, não o plenificando, prosseguem conflitivos, ou recorre à velha conduta do dividir para imperar, acumulando insucessos reais que são tidos como realizações vantajosas.


A valorização de si mesmo conscientiza o ser quanto à necessidade de bom trânsito no grupo so­cial e da sua importância no mesmo. Célula valiosa do conjunto deve encontrar-se harmônico, a fim de gerar um órgão sadio que se promoverá ampliando o círculo através de novos membros, dessa forma alcançando toda a sociedade.


A vida expressa-se em um todo, num coletivo equilibrado que, mesmo se apresentando numa es­trutura geral, não anula o indivíduo, nem o impede de desenvolver-se, agigantar-se. Isso porém, não o leva, necessariamente, ao individualismo, que é con­duta imposta pelo ego conflitivo.


Quando tal ocorre, as carências afetivas se apre­sentam transmudadas em ambições que atormentam enquanto parecem satisfazer, o indivíduo dá mos­tras de auto-realização que mal disfarça a solidão e a insatisfação íntima que se lhe encontram pulsantes no íntimo.


É provável que, nesse contexto, o hemisfério es­querdo do seu cérebro — racional, analítico, matemá­tico, lógico, casuístico — ignore o poder do direito — intuição, imaginação, transcendência, pensamento holístico, artístico —, condenando-o a viver sob a in­junção de fórmulas, de teorias, de conceitos preesta­belecidos, de julgamentos feitos, de regulamentos rígidos, aparentando não sentir necessidade do emo­cional e artístico, do divino e metafísico.


Nesse afã de ser lógico e individualista, impõe-se, sem dar-se conta, os próprios limites, e, por te­mor de aventurar-se no grupo social, integrando-se e explorando possibilidades que poderão resultar no progresso geral, estiola-se emocionalmente, tornan­do-se rude, amargo, ingrato para com a vida, embo­ra projete imagem diferente de si.


Perdendo o contato com a intuição, a simplici­dade, o senso comum, isola-se, e passa a ver o mun­do e as demais pessoas por meio de uma óptica distorcida, que lhe tira a claridade do discernimento e lhe faculta a identificação de conteúdos e contor­nos, fronteiras e intimidades.


Estabelecendo objetivos que agradam ao ego, mais se lhe aumentam os conflitos internos, por fal­ta de valor para identificar as próprias falhas e os medos que não combate.


O individualismo é recurso de fuga das propos­tas da vida, desvio de rota psicológica, porque avan­ça holística e socialmente para o todo, para o con­junto que não se pode desagregar sob pena de não sobreviver.
Todo individualista impõe-se, usando os demais, e converte-se em títere de si mesmo e dos outros, ou sucumbe nas sombras espetaculares do transtorno íntimo que foge para a loucura ou o suicídio.


Os objetivos não conflitivos da vida, porém, são conseguidos pelo indivíduo que os reparte com o seu grupo social, no qual sustenta os ideais, haurin­do aí sinergias para prosseguir lutando e vencendo, de forma saudável e equilibrada, sem projeções nem imagens irreais.




FRANCO, Divaldo Pereira, pelo Espírito Joanna de Ângelis - Da obra Amor Imbatível Amor .

domingo, janeiro 30, 2011

Medicina e Espiritualidade -Tratamento Espiritual Complementar Dr. Sérgio Felipe de Oliveira



PARA OUVIR O VÍDEO, PAUSE A MIDI




Música e Saúde

Cantar pode até não espantar os males, como apregoa a sabedoria popular, mas a utilização de sons, ritmos e melodias ajuda a restabelecer a saúde de alguns pacientes. É o que garantem médicos das mais diferentes especialidades, que utilizam a musicoterapia como recurso terapêutico no tratamento multidisciplinar de inúmeras doenças, como hipertensão, enfermidades cardiovasculares e até câncer.

"A musicoterapia é um excelente complemento ao tratamento convencional. A técnica não consiste em tocar uma música para o paciente ficar alegre. A proposta é fortalecê-lo emocionalmente para melhor lidar com os sintomas da doença. Isoladamente, a musicoterapia pode até não curar ninguém, mas promove melhoras no quadro clínico", salienta a psicóloga e musicoterapeuta Cristiane Ferraz Prade, que utiliza a técnica no tratamento de crianças portadoras de câncer.

O efeito terapêutico da música, porém, vai muito além do aspecto tranqüilizante de uma sonata de Bach ou uma sinfonia de Beethoven. Estudos garantem que a música potencializa a reabilitação de pacientes em casos de doenças degenerativas do cérebro, como Parkinson e Alzheimer, melhora a coordenação motora de deficientes físicos e induz a liberação de certas substâncias, como dopamina e serotonina, que proporcionam sensação de prazer e bem-estar.

Durante sete anos, o psiquiatra Daniel Chutorianscy coordenou o projeto Conto com Você - Magia e Encantamento no Hospital Infantil Getúlio Vargas Filho, em Niterói. Segundo ele, a iniciativa proporcionou a redução de 30% no tempo de internação das crianças. Atualmente, ele está à frente do projeto "A Arte de Ver Nascer", em parceria com a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal Fluminense (UFF), na Maternidade Municipal Alzira Reis Vieira Ferreira, em Niterói.

"A enfermaria de um hospital não tem por que ser um lugar triste e depressivo. Não há nada pior para a recuperação de um paciente do que ficar imobilizado em cima de uma cama olhando para o teto. Música é um grande aliado terapêutico porque estimula imunologicamente o indivíduo. Hospital não deve ser visto como um lugar onde se tratam doenças e, sim, onde se promove a saúde. E, para a saúde, não há nada melhor do que boa música", garante Daniel Chutorianscy.




Música faz bem ao coração

A cardiologista Thamine Hatem é outra entusiasta da utilização terapêutica da música no pós-operatório de patologias cardíacas. Este ano, ela submeteu 84 crianças, entre 1 e 16 anos, a sessões de 30 minutos de musicoterapia. O trabalho mostrou que a música ajuda a regularizar a pressão arterial e a freqüência cardiorrespiratória dos pacientes.

"Normalmente, a música clássica e as canções de ninar são as mais indicadas porque a freqüência cardiorespiratória do paciente tende a acompanhar o ritmo da música que ele está ouvindo. Algumas, em vez de diminuir, até aumentam. A técnica é tão eficiente que, ao reduzir a dor e a ansiedade, reduz-se também o consumo de analgésicos e sedativos", afirma a cardiologista.






Melodia embala pacientes

A musicoterapia faz parte do tratamento multidisciplinar da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), no Jardim Botânico, há 42 anos. Atualmente, a unidade realiza uma média de 750 atendimentos por mês, a uma centena de crianças, jovens e adultos. Segundo a musicoterapeuta Therezinha Jardim, a técnica estimula a reabilitação não só física, mas emocional dos pacientes.

"A música ajuda os pacientes a se expressarem melhor emocionalmente. Isso alivia as tensões e favorece o convívio social. Em alguns casos, a técnica consegue desviar o foco de atenção do indivíduo da dor e do sofrimento para a alegria e o prazer", afirma Therezinha.

O aposentado Wagner Gaspar Toneloto, 55 anos, é um dos mais animados nas sessões de musicoterapia da ABBR. Ele se recupera de um derrame cerebral sofrido há dois meses com a ajuda de chocalhos, pandeiros e tamborins. A princípio, imaginava que ficaria deitado numa sala ouvindo CDs de música. Mas se enganou.

"Quando você sofre um derrame, precisa reaprender a fazer praticamente tudo. Se me tornei mais confiante e equilibrado, só tenho a agradecer à musicoterapia. E, quando falo em equilíbrio, me refiro ao sentido literal da palavra. Até pouco tempo atrás, não conseguia tomar banho ou me barbear sozinho. Hoje, já tenho até vontade de dançar quando ouço 'Carinhoso' ou 'A Volta do Boêmio'", brinca.

Os pais do pequeno Cauê Bezerra de Figueiredo, de apenas 1 ano e meio, também só têm elogios a fazer à técnica. O menino sofre de Síndrome de West, um tipo raro de epilepsia que afeta geralmente crianças menores de 1 ano. "Meu filho sempre fica mais calmo e atento quando ouve música. Por mais que não tenha coordenação motora, ele presta atenção e tenta bater palmas", derrama-se o pai do garoto, o vendedor Eduardo Bezerra, 31 anos.

Atualmente, a ABBR tenta angariar doadores para aumentar em 30% o número de pacientes, todos de baixa renda e deficientes físicos, e manter o atendimento àqueles que não têm condições de pagar o preço simbólico de R$ 5 por sessão.




Herbert Vianna é padrinho de campanha


A campanha "Entre Nessa Sintonia", promovida pela ABBR, tem um padrinho famoso: o vocalista dos Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna, que ficou paraplégico depois de sofrer um acidente de ultraleve em 2001. Durante a recuperação, foi submetido a sessões de musicoterapia no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília.

"Quando estava no hospital, pedia que meus filhos me levassem discos e violão. Com a música, eu canalizava a atenção para outras coisas que não fossem a dor que sentia. A música é o remédio mais elevado que existe", disse, no lançamento da campanha, em setembro.

Fonte:

O Dia .
Disponível em www.hospitaldocoração.com.br

sábado, janeiro 29, 2011


Você nasceu para ser vencedor 


Momento Espírita 


Incessantemente, busque a sua identidade real, isto é, descubra-se, para o seu próprio bem. Em qualquer circunstância, mantenha-se você mesmo.

Não se apresente superior ao que é, nem se subestime, a ponto de parecer o que não seja. Ser autêntico é forma de adquirir dignidade.

Quem hoje triunfa, começou a batalha antes.

Quem está combatendo, alcançará a vitória logo mais.

Você nasceu para ser vencedor.

Um vencedor é sempre parte da resposta.

Um perdedor é sempre parte de um problema.

Um vencedor sempre tem um programa.

Um perdedor sempre tem uma desculpa.

Um vencedor diz: Deixe-me ajudá-lo.

Um perdedor diz: Não é minha obrigação!

Um vencedor enxerga uma reposta para cada problema.

Um perdedor enxerga um problema para cada resposta.

Um vencedor diz: Pode ser difícil, mas é possível.

Um perdedor diz: Pode ser possível, mas é difícil.

Rudyard Kipling, também criador do personagem Tarzan, escreveu com grande lucidez, o poema que denominou Se...,e diz o seguinte:

Se és capaz de manter a tua calma quando todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa;

De crer em ti quando estão todos duvidando e para esses, no entanto, achares uma desculpa;

Se és capaz de esperar sem te desesperares, ou, enganado, não mentir ao mentiroso;

Ou, sendo odiado, sempre do ódio te esquivares;

E não parecer bom demais, nem pretencioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;

De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;

Se encontrando a derrota e o triunfo, conseguires tratar da mesma forma a esses dois impostores;

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas em armadilhas as verdades que dissestes, e as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas, e refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada tudo quanto ganhaste em toda a tua vida e perder, e, ao perder, sem nunca dizer nada, resignado, tornar ao ponto de partida;

De forçar coração, nervos, músculos, tudo e dar seja o que for que neles ainda existe, e a persistir assim quando, exausto, contudo resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe não te corromperes. Rntre reis, não perder a naturalidade, e de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes;

Se a todos podes ser de alguma utilidade; e se és capaz de dar segundo por segundo, ao minuto fatal todo teu valor e brilho;

Tua é a Terra com tudo que existe no mundo, e - o que ainda é muito mais - és um homem, meu filho!

* * *

Seja amigo da verdade, sem a transformar numa arma de destruição ou de ofensa.

O vencedor comete erros e diz: Eu estava errado. O perdedor diz: Não foi minha culpa.

Guie-se sempre pela decisão que produza menor soma de prejuízos a você mesmo e ao seu próximo.

O vencedor transpõe o problema. O perdedor dá voltas ao redor do problema.

Você não é um observador distante da vida.

Você está na condição de membro do organismo universal, investido de tarefas e responsabilidades, de cujo desempenho resultarão a ordem e o sucesso de muitas coisas.

O vencedor trabalha mais arduamente que o perdedor e tem mais tempo.

O perdedor está sempre muito ocupado, talvez evitando o fracasso...

Considere-se pessoa valiosa no conjunto da Criação, tornando-se cada dia mais atuante na obra do Pai e fazendo-a melhor conhecida e mais considerada.

Você é herdeiro de Deus, e o Universo, de alguma forma, também lhe pertence.

Cada dia vencido são vinte e quatro horas que você ganhou.



Redação do Momento Espírita, com transcrição do poema Se... , de Rudyard Kipling, tradução de Guilherme de Almeida, do livro Um presente especial,de Roger Patrón Luján, ed. Aquariana.

Disponível em www.momento.com.br

sexta-feira, janeiro 28, 2011



RESPOSTAS À PRESSA

André Luiz


Evite a impaciência. Você já viveu séculos incontáveis e está diante de milênios sem-fim.

Guarde a calma. Fuja, porém, à ociosidade, como quem reconhece o decisivo valor do minuto.

Semeie o amor. Pense no devotamento dAquele que nos ama desde o princípio.

Guarde o equilíbrio. Paixões e desejos desenfreados são forças de arrasamento na Criação Divina.

Cultive a confiança. O Sol reaparecerá amanhã, no horizonte, e a paisagem será diferente.

Intensifique o próprio esforço. Sua vida será o que você fizer dela.

Estime a solidariedade. Você não poderá viver sem os outros, embora na maioria dos casos possam os outros viver sem você,

Experimente a solidão, de quando em quando; Jesus esteve sozinho, nos momentos cruciais de sua passagem pela Terra.

Dê movimento construtivo, às suas horas. Não converta, no entanto, a existência numa torre de Babel.

Renda culto fiel à paz. Não se esqueça, todavia, de que você jamais viverá tranqüilo sem dar paz aos que pisam seu caminho.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.Ditado pelo Espírito André Luiz.Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.


quinta-feira, janeiro 27, 2011


Receita para ser feliz


Momento Espírita


 
Os seres humanos têm buscado, ao longo do tempo, uma fórmula mágica que lhes permita a posse da felicidade plena.

Todavia, seja por falta de uma receita eficaz ou de vontade firme para a conquista almejada, grande parte da Humanidade se debate, presa nas garras da infelicidade.

Várias tentativas têm sido improdutivas, já que a felicidade é efêmera e passageira. Logo se vai, deixando em seu lugar a presença desagradável da decepção.

Assim, interessado em ajudar as criaturas da Terra na sua busca, um Espírito Benfeitor ditou uma receita simples, descomplicada e eficaz para ser feliz.

A receita é a seguinte:

Cada manhã na face da Terra, é uma página em branco de que dispomos no livro da vida para fazer os melhores exercícios de elevação e bondade.

Não te esqueças de que cada pessoa a cruzar-te o passo na trilha das horas, é uma oportunidade de construção espiritual.

Seja qual seja o motivo para desafeto, cultiva compreensão e amizade, observando que todo favor que possas prestar a benefício de alguém é uma chave que fabricas para a solução de teus problemas futuros.

Por mais claras as razões que justifiquem esse ou aquele comentário infeliz, procura encaixar uma frase edificante no círculo das palavras rudes que estejam sendo pronunciadas.

Por muito que um companheiro te haja ofendido, não lhe negues tolerância. Abençoa-o com as tuas preces e gestos de auxílio, na convicção de que estás, com isso, levantando dispositivos de proteção a ti mesmo.

Na atividade em que te encontras, faze mais do que o dever, porquanto o serviço extra, espontâneo e sem recompensa, em toda situação será sempre a tua mais alta pregação de virtude.

Repousa quando necessário, mas não transformes o descanso em ociosidade vazia.

Começa de casa a execução dos conselhos salutares que ofereces ao próximo, aprendendo que é impossível ajudar a Humanidade quando não saibamos entender e amparar algumas poucas pessoas, entre os limites da parentela.

Alia ação e oração, sustentando a felicidade dos outros, como queres que Deus concretize tua própria felicidade.

E quando o dia terminar, agradece ao Senhor a ventura de haver engastado mais uma pérola do tempo em teu colar de realização.

E, cerrando os olhos para o justo refazimento, guarda por teu maior prêmio a consciência tranquila, com a invariável disposição de viver, cada dia, reconhecendo que tudo na vida depende inteiramente de Deus, mas na certeza de que o trabalho, em tuas mãos, depende unicamente de ti.

* * *

Na estrada de purificação em que nos encontramos, o discípulo mais feliz é aquele que se sente defrontado pelas maiores oportunidades de servir à elevação dos outros, ainda mesmo com absoluto sacrifício de si próprio à maneira de lâmpada que se consome para iluminar.


Redação do Momento Espírita com base em mensagem do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier e no verbete, Feliz, do livro Dicionárioda alma, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

Disponível em www.momento.com.br

quarta-feira, janeiro 26, 2011


Verdadeira identidade


Momento Espírita


Qual é sua identidade?

Quando alguém lhe faz essa pergunta, é natural que você busque um documento de identificação e o apresente a quem o solicita ou, então, decline o número que traz guardado na memória.

Mas você já se deu conta de que esse documento de identidade é válido somente para o mundo físico?

Quando você fizer a grande viagem de retorno ao mundo espiritual, deixará tudo o que diz respeito a este mundo na aduana do túmulo e seguirá apenas com os seus recursos pessoais.

Suas obras serão a sua identificação. Elas falarão em seu favor ou contra você.

Por essa razão, vale a pena pensar em tudo o que diga respeito aos verdadeiros valores da vida.

Mesmo que você tenha um valioso relógio de ouro, o que falará em seu favor será o que tiver feito das suas horas.

Ainda que ocupe um cargo importante junto aos homens, o que falará de você será sua autoridade moral.

Pode possuir roupas de grife e esmerar-se na aparência, mantendo-se sempre impecável, sua testemunha de defesa será o sentimento com que reveste suas ações.

Mesmo que possua os calçados mais caros e finos do mundo, sua identidade serão os seus passos.

Ainda que se adorne das mais belas joias e enfeites raros, somente as ações no bem lhe garantirão a beleza da alma.

Por mais que possua títulos e honrarias, a honradez será a virtude que lhe abrirá as portas da felicidade.

Assim, entendemos que não serão as coisas que possuímos que se constituirão em nossa identidade no mundo espiritual, mas o que efetivamente tivermos realizado.

Em verdade, os bens materiais não são obstáculos à conquista das virtudes, mas não podem ser confundidos com estas.

Pensemos na grandeza das credenciais de Madre Teresa de Calcutá, de Irmã Dulce, d Doutor Bezerra de Menezes e de tantos anônimos que deixaram a Terra em silêncio e foram recebidos com todas as honras no Além.

Madre Teresa, em sua simplicidade e humildade, jamais deixou de falar com firmeza dos ideais nobres que defendia diante de quem quer que fosse.

As autoridades mundiais calavam-se ante aqueles dois olhos miúdos que traziam um brilho singular. Mais pareciam duas estrelas engastadas num rosto marcado pelas agruras da vida.

Irmã Dulce, uma criaturinha franzina e de saúde frágil, era possuidora de uma fortaleza ímpar. Sua simples presença já dava notícias de sua grandeza moral.

Doutor Bezerra de Menezes, conhecido como médico dos pobres, foi reconhecido político de nosso país e jamais se deixou enredar nas malhas da indignidade e da insensatez.

Dedicou-se com amor aos sofredores de toda ordem e fez da sua vida um exemplo de doçura.

De volta ao mundo espiritual, será que essas pessoas precisaram apresentar sua identidade, ou será que suas obras falaram em seu favor?

Considerando que todos teremos que fazer a viagem de volta, mais cedo ou mais tarde, seria oportuno que fizéssemos um pequeno balanço em nossa bagagem para verificar o quanto de bens eternos já temos guardado.

Mas é importante lembrar que somente poderemos levar conosco as aquisições que tenham o selo dos bens eternos.

* * *

Os bens materiais são excelente meio de evolução para os homens, se usados com sabedoria e justiça.

Mas sempre vale a pena lembrar as sábias palavras do Mestre de Nazaré: De que adianta ao homem ganhar o mundo e perder a sua alma?

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita


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terça-feira, janeiro 25, 2011



O meu carinho e votos de muito progresso espiritual sob as bênçãos de Jesus, para o meu querido irmão Márcio, que aniversaria nesta data




O AUXÍLIO VIRÁ


Pelo Espírito Scheilla



O problema que te preocupa


talvez te pareça excessivamente amargo ao coração.


E tão amargo que talvez não possas comentá-lo, de pronto.



Às vezes, a sombra interior é tamanha


que tens a idéia de haver perdido o próprio rumo.



Entretanto, não esmoreças.


Abraça o dever que a vida te assinala.



Serve e ora.


A prece te renovará energias.


O trabalho te auxiliará.


Deus não nos abandonará.


Faze silêncio e não te queixes.



Alegra-te e espera


porque o Céu te socorrerá.


Por meios que desconheces,


Deus permanece agindo.



XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito Scheilla.

PREOCUPAÇÕES

André Luiz

Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.

Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.

Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.

Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para lembrar injúria ou ingratidão.

Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".

Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.

Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.

Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.

Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.

Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que agüentou você ontem, agüentará também hoje.


XAVIER, F.C.Pelo Espírito André Luiz - Do livro "Sinal Verde", cap. 25, edição CEC

segunda-feira, janeiro 24, 2011



Coragem de amar

Momento Espírita


Será que, para amar, é necessário ter coragem? A pergunta, a princípio, parece sem propósito. Afinal, é tão natural amarmos aos nossos filhos, ao companheiro, à esposa, que longe está a necessidade de se ter coragem para isso.

Porém, e se mudarmos a pergunta: Para aprender a amar, é necessário ter coragem? Será que precisamos de coragem para aprender a amar aqueles que ainda não amamos?

Conta-se que Madre Teresa de Calcutá, ao abandonar o convento, onde atuava como professora de jovens de famílias ricas, levou consigo apenas o hábito e as sandálias de religiosa, deixando tudo para trás.

Ao final de sua existência, tinha mais de 400 casas erguidas pelo mundo em nome do seu amor ao próximo, entre asilos, orfanatos, hospitais, escolas.

Certa feita, ao ser homenageada em uma solenidade, um dos convidados interpelou-a dizendo não saber como ela dispunha de coragem para fazer tudo o que fazia. E ela, tranquilamente, respondeu que não entendia como tantas cabeças coroadas tinham coragem de não fazer nada, frente a tanta miséria no mundo.

Albert Schweitzer era um jovem músico, consagrado nas mais famosas salas de concerto europeias, quando decidiu abandonar a carreira musical e cursar medicina.

Sonhava ele ajudar o próximo e elegeu a carreira médica como ferramenta de auxílio.

Deixou o conforto da fama e do reconhecimento ao seu talento musical para começar uma nova vida. Ao se formar, foi trabalhar no coração da África, numa região isolada e sem recursos.

Ao final de sua existência, havia sido reconhecido com um prêmio Nobel da Paz e, em uma região onde nada havia, construiu um hospital que se expandira para mais de 70 prédios, com 500 leitos para internamento.

Não são poucos os exemplos que encontramos de pessoas que, com coragem, optam por amar àqueles que ainda não amam.

Jesus nos alerta que amar àqueles que nos são caros, até os maus o fazem. Porém é necessário ir além. É necessário aprender a amar àqueles que ainda temos dificuldades em amar, que ainda não aprendemos a amar.

Para esses, é necessário armar-se de coragem. Pois o amor ao próximo exige dedicação, esquecimento do orgulho, da vaidade, da presunção.

Podemos não ter a estrutura moral ou a coragem de Madre Teresa e de Albert Schweitzer, que deixaram marcas permanentes na História da Humanidade.

Mas já podemos deixar marcada a nossa presença, se nos decidirmos a amar ao próximo.

Podemos começar com o parente difícil, sempre disposto a fazer comentários e insinuações maldosas. Ou ainda com aquele vizinho sempre pronto a uma nova provocação.

Outras tantas vezes, aprender a amar pode vir através da paciência que desenvolvemos diante das limitações de quem ainda não tem as mesmas capacidades que nós.

Ou que se mostra arrogante e pretensioso, com falsas capacidades que não possui.

Não há verdadeiramente um dia em nossa vida, onde não surja a oportunidade de aprender a amar.

Aprendamos com Jesus, Mestre Maior de todos nós, que não devemos nos contentar com o amor na intimidade do lar ou no relacionamento a dois.

Que possamos, a cada dia, armarmo-nos de coragem e exercitar o sentimento do amor ao próximo, na oportunidade que a vida nos oferecer.

Redação do Momento Espírita.


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Amar é...

Momento Espírita


O que é o amor?

É sentimento. É estado d´alma?

E como buscá-lo, como vivê-lo. desde que todos os grandes Espíritos que vieram à Terra disseram ser ele o caminho seguro?

Os conceitos atribuídos ao amor são inúmeros. As discussões filosóficas tornam-se sem fim.

Porém, o que realmente precisamos conhecer é sua prática, sua vivência em nossos dias.

A compreensão maior virá como consequência, como se precisássemos estar em seu íntimo para finalmente descobri-lo.

O amor é o sacrifício pelo próximo que, aos olhos do mundo, é pesado, é difícil, mas para quem ama é leve, gratificante.

Amar é interessar-se pela vida do outro, é perguntar: Como foi seu dia? É questionar: Você está bem? E estar realmente atento para ouvir a resposta.

Amar é modificar nossa rotina para ouvir um amigo, fazer-lhe uma visita, levar notícias boas.

Amar é reunir a família, sem a necessidade de uma comemoração especial, apenas para celebrar a presença de todos, para fortalecer os laços.

Amar é adiar um sonho para atender as necessidades de um filho, de um pai, de uma mãe.

Amar é respeitar as opiniões dos outros, mesmo que elas sejam diferentes das nossas.

É abraçar os familiares, não apenas quando celebrem aniversários, ou conquistas, mas sempre que o coração lembrar do quanto se querem bem.

Amar é chorar junto. É sorrir junto. É sempre guardar a esperança de que tudo será melhor.

Amar é saber dizer sim. É saber dizer não. É saber ouvir um sim, saber ouvir um não.

Aqueles que amamos jamais serão um peso em nossas vidas. Pelo contrário, serão eles que nos farão mais leves. Serão eles os agentes que farão com que nossa consciência esteja satisfeita, que nosso íntimo receba energias revigorantes do Alto, fazendo-nos mais felizes.

O verdadeiro amor não está distante. Não está apenas nos romances literários, nos poemas inspirados, nas imagens dos sonhos. Ele está conosco nos pequenos gestos de carinho, nas gentilezas inesperadas, nas renúncias.

O verdadeiro amor não está distante. Ele aguarda apenas que as mãos fortes da vontade o alcancem, e concedam-lhe a chance de respirar os ares do mundo.

* * *

Os Espíritos Superiores nos ensinam que amar, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que queira que estes lhe façam.

É procurar em torno de si o sentido íntimo de todas as dores que acabrunham seus irmãos, para suavizá-las.

É considerar como sua a grande família humana, porque essa família todos a encontraremos, dentro de certo período, em mundos mais adiantados, e os Espíritos que a compõem são, como nós, filhos de Deus, destinados a elevar-se ao infinito.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. XI, item 10 de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.

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Cena do filme  "A Raisin in the Sun"   de Lorraine Hansberry, adaptado para o cinema



Sempre resta alguma coisa para amar


Momento Espírita


A peça de teatro intitulada “Raisin in the sun”, de Lorraine Hansberry, traz um trecho realmente admirável, que convida o público a refletir sobre os valores que guardam suas almas.

Na peça, uma família afro-americana recebe dez mil dólares provenientes do seguro de vida do pai.

A dona da casa vê no dinheiro a oportunidade de deixar o gueto onde vivia no Harlem, e mudar-se para uma casa no campo, enfeitada com jardineiras.

A filha, uma moça muito inteligente, vê no dinheiro a oportunidade de realizar seu sonho de estudar medicina.

O filho mais velho, contudo, apresenta um argumento difícil de ser ignorado. Quer o dinheiro para que ele e um amigo iniciem um negócio, juntos.

Diz à família que, com o dinheiro, ele poderá trabalhar por conta própria e facilitar a vida de todos. Promete que, se puder lançar mão do dinheiro, proporcionará à família todos os confortos que a vida lhes negou.

Mesmo contra a vontade, a mãe cede aos apelos do filho. Ela tem de admitir que as oportunidades nunca foram tão boas para ele, e que ele merece a vida boa que esse dinheiro pode lhe oferecer.

No entanto o tal “amigo” foge da cidade com o dinheiro. Desolado, o filho é forçado a voltar para casa e dizer à família que suas esperanças para o futuro lhe foram roubadas e que seus sonhos de uma vida melhor foram desfeitos.

A irmã atira-lhe no rosto toda sorte de insultos. Qualifica-o com as palavras mais grosseiras que se possa imaginar. Seu desprezo em relação ao irmão não tem limites.

Quando ela pára um pouco para respirar, a mãe a interrompe e diz: “pensei que tivesse ensinado você a amar seu irmão.”

A filha então responde: “amar meu irmão? Não restou nada nele para eu amar.”

E a mãe diz: “sempre sobra alguma coisa para amar. E, se você não aprendeu isso, não aprendeu nada. Você chorou por ele hoje?”

Não estou perguntando se você chorou por causa de si mesma e de nossa família, por termos perdido todo aquele dinheiro. Estou perguntando se chorou por ele: por aquilo que ele sofreu e pelas conseqüências que terá de enfrentar.

Filha, quando você acha que é tempo de amar alguém com mais intensidade? No momento em que faz coisas boas e facilita a vida de todos?

Bem, então você ainda não aprendeu nada, porque esse não é o verdadeiro momento para amar. Devemos amar quando a pessoa está se sentindo humilhada e não consegue acreditar em si mesma, porque o mundo a castigou demais.

Se julgar alguém, faça-o da forma certa, filha, da forma certa. Tenha a certeza de que você levou em conta os revezes que ele sofreu antes de chegar ao ponto em que está agora.

Essa é a graça misericordiosa! É o amor ofertado quando não se fez nada para merecê-lo. É o perdão concedido quando não se fez nada para conquista-lo.

É a dádiva que flui como as águas refrescantes de um riacho para extinguir as labaredas provocadas por palavras de condenação carregadas de ira.

O amor que o pai nos oferece é muito mais abundante e generoso. A misericórdia de Deus é muito mais grandiosa e sábia.

Pense nisso

Pense com o coração no que esta lição nos traz, e reflita sobre o seu amar, sobre as condições que você impõe ao outro para que o ame, e descubra a oportunidade de amar de verdade.

Por mais que as pessoas, com suas imperfeições, tragam-nos mágoa, desapontamento ou desilusão, lembremos de que sempre resta alguma coisa para amar.



Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do capítulo “Sempre resta alguma coisa para amar”, da obra “Histórias para o coração” – organizado por Alice Gray.

Disponível em www.momento.com.br