Pachelbel - Canon In D Major

segunda-feira, novembro 29, 2010




Utilidade providencial


Momento Espírita



 
Na antiga Israel, havia um Rei chamado Davi, que se pôs a pensar sobre a serventia de algumas coisas no mundo. Olhando para as aranhas, logo imaginou que elas não deveriam ter nenhuma utilidade.


Eram uns bichos perigosos, que só serviam para assustar as pessoas e sujar as paredes.


E os mosquitos, então? Insetos que só incomodam. Quando se está para adormecer, surgem eles com o seu barulho esquisito. Ou então, nos passeios pela mata, resolvem estragar tudo, perseguindo as pessoas com suas picadas inconvenientes.


O Rei Davi chegou à conclusão de que esses bichos e outros mais somente existiam para atrapalhar, perturbar a vida humana.


Ocorreu que, em determinada época, o Rei Davi foi perseguido por tropas inimigas. Conseguindo uma boa vantagem sobre os seus perseguidores, ele encontrou uma caverna e nela se abrigou.


Correndo o risco de ser descoberto, qual não foi sua surpresa ao ver passarem pela boca da caverna os cavaleiros apressados que o perseguiam, sem nem tentar observar se ele estaria naquele esconderijo.


É que uma aranha tecera sua rede na entrada da gruta, o que fez com que os inimigos do Rei pensassem que ninguém poderia ali ter se ocultado, pois a entrada estava obstruída pela teia muito bem trançada.


De outra feita, entrando à noite no acampamento inimigo, sozinho, para buscar uma lança, passou perto de um guarda, que dormia. No justo momento em que ele rastejava para adentrar no campo, o guarda estendeu uma perna e Davi ficou embaixo dela.


Situação difícil. Se ele tentasse se mexer para dali sair, poderia acordar o guarda. Se ficasse quieto, até o amanhecer, seria surpreendido pelos demais. De toda forma o seu destino era a morte.


Ele não sabia o que fazer. Foi então que um mosquito pousou na perna do guarda. Este moveu a perna para espantar o mosquito, libertando Davi.


Uma aranha, um mosquito. Duas vezes a sua vida fora salva graças a eles. Que grande utilidade, descobriu o Rei israelita e cantou:


Senhor meu, quem será como tu tão grande, tão sábio?/


* * *

Muitos seres e coisas existem no mundo que nos merecem perguntas semelhantes à do Rei de Israel: para que servem? Por que Deus as terá colocado no mundo? Não estaria a Terra bem melhor sem elas?


São pontos de vistas imediatistas dos que não conseguimos descobrir os propósitos e a Presciência Divina.


Tudo na natureza está sabiamente disposto, atestando a Sabedoria Divina, que tudo providencia ao homem para seu conforto, crescimento e ascensão.


* * *

A natureza é um celeiro abençoado de lições. Nela, coisa alguma permanece sem propósito, sem uma justa finalidade.


A árvore, o caminho, a nuvem, o pó, o rio, os animais revelam mensagens silenciosas e especiais.


É preciso que o homem aprenda a ler nas páginas vivas e eternas da natureza e escutar as vozes que lhe falam ao coração da bondade de Deus, que nada fez de inútil.


Redação do Momento Espírita com base no cap. A utilidade de tudo, do Talmude, do livro Momentos de luz, v. 1, de Hiran Rocha, ed. Kuarup e no cap. A grande fazenda, do livro Cartilha da natureza, pelo Espírito Casimiro Cunha, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.





Nossa Terra


Momento Espírita



Contemplando os quadros de miséria do nosso mundo, crianças que são pele e ossos, velhos que vivem desamparados, o desânimo nos chega.


Contemplando as multidões que passam parecendo sem rumo, desejando somente sobreviver a qualquer custo, somos tentados a pensar que este planeta é um verdadeiro vale de lágrimas, um lugar de exílio doloroso.


Sofremos, muitas vezes, por verificarmos a fragilidade da saúde humana e o trabalho dos anos no corpo físico. Anos que o vão tornando enfraquecido, mais enfermo, com maiores necessidades.


Tudo isso nos entristece. No entanto, se observarmos com mais cuidado perceberemos que o nosso mundo terreno não é somente miséria, fome, desamparo e flagelos.


O nosso planeta é um grande campo experimental, onde cada Espírito que aqui vive tem por dever o aprimoramento de si mesmo e o compromisso de socorrer o seu semelhante.


Mas é também um local de muita beleza. A Divindade se esmerou em cuidados para nos permitir gozar alegrias. Basta que olhemos e descobriremos as explosões de flores nos jardins, bosques e pradarias.


O tapete verde do pasto abundante se estendendo por montanhas, em tons que vão do claro ao escuro, como uma enorme colcha de retalhos estendida sobre a Terra.


O vento que nos acaricia os cabelos é aquele mesmo colaborador na reprodução das espécies floridas, carregando o pólen em seus braços, espalhando-o pelas campinas. Vento amigo que dedilha sinfonias nas cabeleiras das árvores para que possamos ouvir a voz da natureza.


É neste planeta abençoado que sentimos a garoa nos molhando o rosto. Observamos as chuvas fortes. Os relâmpagos que traçam desenhos luminosos nos céus escuros.


É aqui que, nas noites quentes, o pirilampo fica piscando e de dia o sol se apresenta com todo seu vigor.


É aqui que o filete d'agua pura desce a montanha e o mar se mostra exuberante.


É na Terra que encontramos as borboletas coloridas dançando no ar e os pássaros cantantes que enchem os nossos ouvidos de sons. A erva rasteira e a árvore gigantesca, que desafia os séculos.


Tudo nos fala do amor de Deus em todos os setores da vida no mundo.


Nosso mundo é uma sublimada escola. Busquemos assimilar as mais importantes lições que nos farão alcançar o esperado progresso.


Não o condenemos. Nem nos entristeçamos. Consideremos todas as possibilidades de beleza e som que o planeta nos concede a fim de que nos renovemos e nos iluminemos.


Valorizemos nosso mundo e cuidemos de tudo que nos rodeia: animais, vegetais e nossos irmãos em humanidade.


* * *


É importante que nos integremos às belezas do nosso mundo.


Que aprendamos a observar as madrugadas de luz, quando o sol se espreguiça, espalhando os seus raios pela Terra.


As auroras de rara beleza. As águas do mar que batem forte contra os penhascos. As estrelas, cujo brilho se projeta sobre nós.


Então haveremos de descobrir que nos compete amar e respeitar o nosso planeta, esse campo excelente de trabalho com que Deus nos felicita as horas.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1, do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

Disponível em
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2818&stat=0

Quero ser uma TV


Momento Espírita


Na sala de aula, a professora pediu aos alunos que fizessem uma redação e que nela expressassem, de alguma forma, o que gostariam que Deus fizesse por eles.


Já em casa, quando corrigia os textos dos alunos, deparou-se com uma que a deixou deveras emocionada.


Um choro sentido irrompeu sem que ela pudesse controlar.


Deixou tudo o que estava fazendo, sentou-se numa poltrona, ainda com a redação nas mãos, e ficou ali, pensativa, entre lágrimas.


O marido percebeu que alguma coisa estava errada, e entrou no escritório onde ela estava:


O que aconteceu, querida?


Ela, sem conseguir falar direito, passou a ele a redação e disse:


Lê... A redação é de um aluno meu.


O marido segurou a folha de papel e começou a ler:


Senhor, nesta noite, peço-te algo especial: transforma-me numa televisão.


Quero ocupar o espaço dela. Viver como a televisão da minha casa vive. Ter um espaço especial para mim e reunir a família ao meu redor.


Quero ser levado a sério quando falar. Ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções e perguntas.


Senhor, quero receber a mesma atenção que ela quando não funciona, quando está com algum problema.


Ter a companhia de meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado.


Que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, ao invés de me ignorar.


E ainda, que meus irmãos briguem para poderem estar comigo.


Quero sentir que minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para estar comigo.


Por fim, que eu possa divertir a todos.


Senhor, não te peço muito. Só te peço que me deixes viver intensamente como qualquer televisão vive!


Quando o marido terminou a leitura, estava incomodado.


Meu Deus, coitado desse menino! Que pais ele tem! - disse ele virando-se para a esposa.


A professora olhou bem nos olhos do marido e depois baixou-os, dizendo num sussurro:


Esta redação é do nosso filho...

* * *

Há tantas coisas que o mundo moderno nos oferece! Tantas opções para tudo, que ainda parecemos deslumbrados com esta realidade, como crianças ao adentrar numa imensa loja de brinquedos.


São tantas informações disponíveis, tantas distrações, tanto entretenimento ao nosso dispor...


Mas será que não estamos deixando de lado o mais importante? Será que sabemos o que é mais importante, o que procurar na vida?


Mediante esta constatação, será que a família não está sendo deixada em segundo plano?


Será que os relacionamentos não estão sendo vividos numa certa superficialidade confortável?


É tempo de pensar em tudo isso.


Não troquemos a brincadeira com um filho por um jornal televisivo. Não troquemos momentos de conversa amiga com os familiares por um capítulo de novela.


Aquele Reality Show não é mais importante do que o telefonema ao amigo, perguntando se está bem.


A vida em família é o grande alicerce da felicidade de todos nós. O resto é acessório. O resto... é resto.


Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada.

sexta-feira, novembro 26, 2010




A união faz a força, independentemente das crenças de cada um...

 
Vamos lá, pessoal, vamos transformar os pensamentos. (...) 

Procuremos não ficar comentando sem um objetivo útil, pois os comentários sem propósito levam à leviandade e a julgamentos equivocados, criando formas tenebrosas de pensamentos. 

Vamos pedir a Jesus que fortaleça a todos nós do plano material e do plano espiritujal para que consigamos agir com sabedoria neste momento difícil. 

O principal é não estimular essa propaganda de violência. (...) se nós fizermos desse acontecimento uma manchete constante nas nossas conversações, é possível que estejamos criando um campo de pensamento contrário ao que desejamos. 

É importante ter a consciência que o que enviarmos de pensamento ao universo será o que receberemos de volta. Então, vamos fiscalizar os nossos pensamentos e plasmar melhores dias para o nosso Rio.


"Ontem na sessão mediúnica mensal que é realizada no CEERJ em prol dos trabalhos de COMEERJ e ENEFE recebemos comunicações de 2 espíritos nos convocando a ajudar o Plano Espiritual nesse momento difícil pelo qual o Rio de Janeiro está passando.

O primeiro Espírito não se identificou mas veio nos tranquilizar afirmando que Jesus está no comando, sempre, e que pra essa situação de violência que o Rio enfrenta, Bezerra de Menezes foi convocado pra liderar uma caravana de espíritos.


No momento da reunião, por volta das 20:30h, o espírito informou que Bezerra estava no local de comando do tráfico trabalhando pra modificar a ambiência e os pensamentos equivocados desses irmãos.


Além disso, ele nos informou que tudo isso é temporário e será resolvido no menor tempo possível. Que muitos espíritos estão trabalhando em todos os pontos de incidentes, junto aos irmãos violentos mas também junto a toda população do Rio. Ele frisou que isso é temporário, que Jesus está no comando e que Bezerra está liderando pessoalmente a Caravana.
Logo após, veio o espírito José Grosso, que trouxe uma mensagem bem rápida dizendo que todos nós somos convocados a participar desse momento com nossas preces, que devemos orar pelo Governador do Rio e os homens que estão liderando as operações no plano espiritual, bem como orar pelos irmãos que estão nesse momento equivocados.


Mais do que isso pediu que trabalhássemos junto aos nossos conhecidos pra diminuir qualquer pensamento negativo e ajudar assim a manter o ambiente propício para o trabalho das Caravanas Espirituais.


Ele frisou que a tarefa de todos nós é transformar o pensamento em torno dessa questão, dando um tom de esperança e fazendo preces por todos os envolvidos.
Lembremos que o pensamento é matéria... e que se nos unirmos em pensamentos positivos e equilibrados estaremos munindo a Caravana Espiritual de instrumentos pra trabalharem em prol da resolução dessa questão."

Que Jesus abençoe a todos!!!

Repassando...


quarta-feira, novembro 24, 2010



A outra porta


Momento Espírita



Talvez isso já tenha acontecido com você, pois é uma cena muito comum em estacionamentos de shoppings e condomínios.

Você chega para apanhar o carro, geralmente com pressa, mas outro veículo está estacionado bem ao lado do seu, impedindo você de abrir a porta e entrar no carro.

O que fazer, então?

Xingar, chamar o irresponsável e dizer-lhe umas verdades, brigar com o porteiro, com o síndico, ou chutar os pneus do veículo infrator...

Essas talvez sejam as atitudes mais comuns. Mas será que resolvem o problema?

Ou será que acabam azedando ainda mais o seu dia e provocando um atraso maior aos seus compromissos?

Embora para muitos de nós as reações violentas sejam as que brotam mais facilmente, é importante pensar em soluções, em vez de nos debater e piorar a situação.

Indignados com o motorista descuidado que bloqueou a porta do nosso veículo, provocamos uma guerra de nervos.

Mas uma guerra que acaba só com os nossos próprios nervos, pois o infrator talvez esteja dormindo, fazendo suas compras calmamente...

Nesse caso, não seria melhor pensar um pouco e buscar uma solução para o problema?

Quando desejamos solucionar o problema em vez de encontrar e punir o culpado, nós acharemos outra saída, ou melhor, outra entrada...

Há uma porta do outro lado do veículo, a porta do passageiro. Que tal entrar por ela? Dá um pouco de trabalho, mas dá certo.

Seria uma solução inteligente. Resolveríamos o problema e pouparíamos os nossos nervos.

Figuradamente, em todas as situações da vida há sempre uma outra porta, uma outra janela, uma outra saída...

Basta que desejemos encontrar soluções e não culpados.

O que geralmente nos paralisa e nos embrutece diante de situações difíceis, é o orgulho.

O orgulho é sempre um mau conselheiro, em todas as circunstâncias.

O orgulho sempre sugere que isso não pode ficar assim, que é preciso dar uma lição no responsável pelo problema, que é preciso revidar, tomar satisfação, brigar.

Já a sabedoria aconselha: saia dessa, busque a outra porta, não vale a pena declarar guerra, você também erra, e quando isso acontece você deseja o perdão e a indulgência.

A sabedoria diz: vá em frente, não detenha o passo. A sua irritação não solucionará problema algum. Aja com inteligência, não reaja. A reação é própria dos irracionais.

Optar entre os conselhos do orgulho ou os da sabedoria, cabe exclusivamente a você, e a ninguém mais.

Assim, lembre-se sempre que tornar as coisas mais difíceis ou facilitá-las, é uma decisão sua. Só sua.

E facilitar pode ser exatamente dirigir-se à outra porta, abri-la, entrar, dar partida e tocar em frente, sem irritação, nem aborrecimentos desnecessários.

Pense nisso!

Os rios, caudalosos ou não, diante dos obstáculos desviam seu curso, superam barreiras e seguem seu caminho, levando em seu leito inúmeros benefícios por onde passam.

Você, mais do que os rios, traz em sua intimidade mil maneiras de contornar obstáculos e solucionar problemas, com sabedoria.

Se a vida lhe impede de entrar por uma porta, abra outra. Contorne os obstáculos, vença os desafios. Você é capaz.

Pense nisso!

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

Disponível em www.momento.com.br

segunda-feira, novembro 22, 2010



PREOCUPAÇÕES

André Luiz


Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.

Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.

Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.

Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para lembrar injúria ou ingratidão.


Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".


Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.


Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.


Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.


Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.


Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que aguentou você ontem, aguentará também hoje.


XAVIER, F.C.Pelo Espírito André Luiz - Do livro "Sinal Verde", cap. 25, edição CEC



Vítimas de Nós Mesmos


Momento Espírita


Quantas pessoas do nosso convívio conseguem nos tirar do sério? Quantas pessoas que conhecemos, conseguem nos fazer perder a paciência?


Frequentemente usamos dessas expressões para justificar nossa descompostura ou desequilíbrio, ao culpar fulano ou beltrano.


Agora nos resta perguntar por que alguém consegue fazer-nos perder a paciência, ou por que alguém é capaz de provocar uma mudança em nossa atitude.


E esses nossos descontroles cotidianos acontecem em qualquer ambiente. Algumas vezes na família, outras tantas no trabalho. Ou, ainda, nas corriqueiras relações sociais.


E sempre estamos a justificar que a culpa é de alguém. Sempre estamos prontos a explicar que se não fosse essa ou aquela pessoa agir desta ou daquela forma, nada disso aconteceria.


Colocamos a culpa do descontrole em alguém, em algo e, ao nos tornarmos vítimas da situação, nada nos resta a fazer, pois afinal, o problema está nos outros e não em nós.


Mas, será que somos apenas reféns das situações, e realmente nada podemos fazer a não ser reagir a elas?


Lembremo-nos da última contenda, da última discussão na qual nos envolvemos. Nada poderíamos ter feito para evitá-la? Nada estava ao nosso alcance para que a situação fosse minimizada?


Recordemo-nos do nosso último desentendimento familiar. Será que a maneira como agimos e nos comportamos realmente era a única possível?


Ao fazermos essa breve análise, claro fica que poderíamos ter tido outras atitudes.


Poderíamos nos calar em algum momento, ao invés de soltar a palavra ácida e corrosiva. Poderíamos buscar o entendimento ao invés da provocação. Poderíamos suavizar o tom de voz ao invés dos arroubos no falar.


Porém, se optamos por agir de outras maneiras, não foi culpa de ninguém, nem de situação nenhuma. Foi apenas uma opção pessoal.


Poderíamos ter pensado antes de falar, refletido antes de agir, mas preferimos a reação à ação. Enquanto a reação é irrefletida e calca-se nos instintos, a ação é atitude pensada e amadurecida na reflexão.


Desta forma, ao dizer que perdemos a paciência, ao constatar que saímos do sério, somos responsáveis por essas atitudes. E, apenas vítimas de nós mesmos.


Jamais poderemos justificar que alguém nos faz perder a paciência. Ao contrário, somos nós que não temos a paciência suficiente para a situação que se apresenta.


Ou ainda, de maneira nenhuma poderemos acreditar que algo ou alguém nos faz sair do sério, nos faz perder a compostura.


A atitude tomada é sempre uma opção de cada um que, perante tal ou qual situação, não consegue ou não quer comportar-se de maneira mais digna ou melhor.


Assim, não mais nos permitamos ser vítima de nossas próprias atitudes ou reações.


Reflitamos antes do agir, pensemos mais detidamente antes de falar e, acima de tudo, compreendamos que todas as nossas relações sociais, por mais difíceis que nos pareçam, são lições abençoadas no aprendizado do amor ao próximo.


Redação do Momento Espírita.

Disponível em www.momento.com.br

domingo, novembro 21, 2010



Amor Fraternal

Emmanuel



"Permaneça o amor fraternal." Paulo (Hebreus, 13:1)





As afeições familiares, os laços consangüíneos, as simpatias_naturais podem ser manifestações muitos santas da alma, quando a criatura as eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.



O equilíbrio é a posição ideal.



Por demasia de cuidado, inúmeros pais prejudicam os filhos.



Por excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do desespero, defrontados pelos insaciáveis monstros do ciúme que lhes aniquilam a felicidade.



Em razão da invigilância, belas amizades terminam em abismo de sombra.



O apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.



A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas.



O homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vítima dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança. Os que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros; sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.



Afeições violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.

Na teia das reencarnações, os títulos afetivos modificam-se constantemente. É que o amor fraternal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no caminho eterno.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pão Nosso.Ditado pelo Espírito Emmanuel.17a edição. Lição 141. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.

sábado, novembro 20, 2010


Isso é Contigo


Momento Espírita



Segundo a narrativa evangélica, após ver Jesus ser condenado, Judas se arrependeu profundamente.


Ele foi ter com os sacerdotes e queria lhes devolver as trinta moedas de prata que anteriormente tinha recebido.


Compungido, afirmou:


Pequei, traindo sangue inocente.


Eles, porém, disseram:


Que nos importa? Isso é contigo.


A palavra da maldade humana é sempre cruel para quantos lhe ouvem as criminosas sugestões.


O caso de Judas demonstra a inconsequência e a perversidade dos que cooperam na execução dos grandes delitos.


O Espírito imprevidente por vezes considera e atende conselhos malévolos.


Mas, quando as consequências chegam, ele se encontra solitário.


Quem age corretamente sempre tem companheiros, se suas iniciativas são bem sucedidas, pois são muitos os que desejam partilhar as vitórias e desfrutar dos sucessos.


Contudo, raramente sentirá a presença de alguém que lhe comungue as aflições nos dias de derrota temporária.


Nesses momentos, somente sua consciência ilibada o socorrerá.


Semelhante realidade induz a criatura à precaução mais insistente.


A experiência amarga de Judas repete-se com a maioria dos homens, todos os dias, embora em diferentes setores.


Há quem ouça as delituosas insinuações da malícia ou da indisciplina.


Seja no trabalho, na vida social ou familiar.


Por vezes, o homem respira em paz, desenvolvendo as tarefas que lhe são necessárias.


Todavia, é alcançado pelo conselho da inveja ou da desesperação e perturba-se com falsas expectativas.


Passa a achar o dever ingrato.


Enamora-se de ganhos fáceis, aventuras inconsequentes ou folgas mais dilatadas.


Facilmente se convence de que faz mais do que o necessário, que é explorado e incompreendido.


Embalado nessas ilusões, consegue argumentos para desertar do dever.


Embrenha-se em labirintos escuros e ingratos, dos quais será muito difícil sair.


Quando reconhece o equívoco do cérebro ou do coração, volta-se para quem o aconselhou ou instigou.


É então que ouve a mesma frase dita a Judas, em seu momento de desespero:


Que nos importa? Isso é contigo.


Convém refletir sobre essa realidade, perante os conselheiros de plantão.


Nas complexas ocorrências da vida, a saída mais fácil raramente é a mais honrosa.


Contudo, o caminho do dever é o único que pode ser trilhado em paz.


Pouco importa que os outros aconselhem ou façam o contrário.


A responsabilidade pelo que se faz é pessoal e intransferível.


Pense nisso.

 
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 91, do livro Pão nosso, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.


Disponível em www.momento.com.br




Filhos Carentes

Momento Espírita



Em 1951, foi realizado um estudo com crianças de cinco anos, a respeito da melhor forma de criar filhos. Tal estudo teve prosseguimento em 1990.


A conclusão foi de que as crianças que, ao se tornarem adultas, tinham mais aflições, problemas emocionais e se davam mal no casamento, nas amizades e no trabalho não eram as filhas dos pais ricos, nem dos pais pobres.


Eram os filhos de pais distantes e frios, que mostravam pouco ou nenhum afeto por eles.


Até alguns anos, podia se conceber que pais do sexo masculino tivessem reservas em matéria afetiva com respeito aos filhos do mesmo sexo.


Isso porque entendiam que abraçar, beijar e dizer: Eu te amo, eram atitudes que poderiam refletir mal na masculinidade do garoto.

Também porque os pais deviam ser respeitados, não demonstravam afeto, acreditando que iriam perder a autoridade.

A psicologia derrubou muitos mitos, declarando que afeto e autoridade casam
muito bem e que demonstrar carinho é uma atitude positiva.


Na atualidade, em que são tantas as informações aos pais, em matéria de educação de filhos e formação do caráter, o problema persiste.


A dificuldade está nas pressões que sofrem os pais de hoje. Enquanto pais novatos não cabem em si de contentamento por causa do bebê e se desmancham em mimos, beijos e carícias, em outras famílias a linguagem da ternura cede lugar a palavras duras e grosseiras.


As pequenas falhas no aprendizado das coisas mínimas são recebidas com aspereza e a criança logo é taxada por adjetivos depreciativos.


Em alguns lares, em vez de abraços afetuosos, as crianças curtem a ausência total de qualquer toque de ternura.


Fala-se em maus tratos e se pensa que sejam somente aqueles de ordem física, que mutilam crianças e se tornam manchetes de jornal ou da televisão.


Maus tratos são todas as atitudes que agridam esses pequenos que olham o mundo com os olhos da esperança e a veem desaparecer a cada dia, ao contato rude da amargura que se extravasa em palavras e atos, por parte daqueles incumbidos de amá-los e cuidá-los.


Os pais devem se esforçar por criar um ambiente de tranquilidade aos filhos. Um ambiente em que eles se sintam amados.


Ser bons ouvintes e elogiar com regularidade os progressos alcançados fazem parte do desenvolvimento sadio dos pequenos.


Adaptar a disciplina às necessidades de cada criança e não esperar mais do que o razoável da parte dela é questão de bom senso dos adultos.



* * *


A depressão infantil não é rara.


As crianças se sentem desanimadas e tristes quando recebem agressões verbais e emocionais.


Na qualidade de pais, é nosso dever zelar pelo equilíbrio dos nossos filhos.


Por isso mesmo, não nos devemos permitir que a raiva, o cansaço e o desânimo sejam extravasados justamente sobre aqueles que são mais frágeis e estão sob a nossa guarda: nossos filhos.


Para eles, a dose deve ser sempre de amor, recheada de energia e ternura.





Redação do Momento Espírita, com base no artigo Pais sob pressão, do jornal O repórter, ano I, nº 1.