Pachelbel - Canon In D Major

quarta-feira, setembro 30, 2015

Relacionamento - Emmanuel




Relacionamento

Emmanuel


Se dificuldades e provações te visitam, no relacionamento com o próximo, não te permitas requentar mágoas no coração.


Deixa que a confiança na Sabedoria Divina te dissipe qualquer sombra do pensamento, lembrando o Sol a desfazer nuvens diariamente para vitalizar e revitalizar os processos da vida.


Para isso, é imperioso que a compreensão te presida os impulsos. 


E a compreensão te fará saber que os outros são criaturas autônomas, gravitando sempre na direção de objetivos diferentes dos teus.


A certeza disso te livrará da solidão negativa, capaz de induzir-te a desânimo e desespero.


A verdade nos ensina que ninguém realiza o bem e nem caminha para o bem, sem os outros, mas porque isso aconteça, ninguém pode exigir que os outros lhe carreguem a existência, nas sendas a percorrer.


Os outros serão nossos cooperadores, intérpretes, associados e companheiros, enquanto         isso se lhes faça possível, ocorrendo o mesmo conosco, em relação a eles.


À vista disso, ama aos amigos sem prendê-los.


Esse terá sido o sustentáculo de tuas esperanças, por muito tempo; entretanto, é possível surja um dia em que não consiga permanecer inteiramente ao teu lado, em face de novas tarefas que lhe despontam na senda.


Outro te entendia os propósitos, até ontem; no entanto, experiências, que se lhe fizeram necessárias, alteraram-lhe provisoriamente os raciocínios.


Aceita-os quais se mostram, continuando a agir no exercício do bem e seguindo adiante na construção da vida melhor em ti mesmo.


Ninguém aprende algo de bom e nem melhora a si mesmo, sem os outros, mas ninguém pode depender totalmente dos outros nas realizações que demande.


Nos momentos de mudanças e renovação para aqueles a quem mais amas, afasta de ti a ideia de separação e não te lastimes.


Prossegue trabalhando, porque, pelos Desígnios da Vida Superior, outros virão ao teu encontro para a execução das tarefas que o mundo te conferiu e os que se afastam de ti voltarão depois, com mais força de amor, a fim de te auxiliarem ou serem auxiliados.


A verdade não se deteriora.


Somente perde os seres queridos aquele que possessivamente os procura, quando se fazem distantes, porquanto quem ama, ama sempre, e de tal modo que, ainda mesmo quando os corações amados se distanciam, o coração que ama prossegue amando-os e abençoando-os, sabendo conscientemente que, pelas forças do espírito, jamais deles se afastará.




XAVIER , Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Calma. Cap. 10,  p. 13.

terça-feira, setembro 29, 2015

Pessoas Queridas - Emamnuel






Pessoas Queridas

Emamnuel



Claro que já compreendes que a pessoa querida é um mundo a parte, muitas vezes, com sentimentos e raciocínios muito diversos dos teus.


Entendamos a situação de cada individualidade, dentro do contexto de necessidades e provas de que se faça portadora e respeitemo-la na problemática que apresente.


Incentivemos os familiares queridos a fazerem o melhor de si mesmos, sem, no entanto, desconsiderar-lhes a vocação para as tarefas mais simples.


Atendemos ao imperativo do diálogo construtivo em que as nossas sugestões de melhoria possam ser plenamente enunciadas.


Se os nossos roteiros mais nobres não forem atendidos, desde que estejamos tratando com criaturas a quem as leis humanas já conferiram os direitos da maioridade, seria violência de nossa parte encarcerá-las em nossos pontos de vista.


Planejamos a ventura conjugal para nossos filhos, enquanto na Terra, entretanto, na hipótese de haverem nascido para uniões de resgate difícil, seria perigoso compeli-los à fuga do caminho a percorrer.


Estimaríamos honorificar descendentes amados com os títulos acadêmicos do mais alto porte, todavia muitos terão vindo até nós, quando no Plano Físico, para os mais rudes encargos, cabendo-nos respeitá-los.


Se almas queridas jazem caídas no erro, quando terão vindo ao mundo com a promessa de superar induções à queda, não as reprovemos ou condenemos de modo algum e sim saibamos deixar-lhes o caminho livre, tanto quanto possível, para fazerem da vida que lhes é própria o que melhor lhes pareça.


Não obrigues ninguém a viver, conforme os teus padrões de comportamento, de vez que não suportarias imposições alheias em teu modo de ser.


Em suma: conserva serenidade ante as escolhas do próximo e vive a própria vida, deixando aos outros a liberdade de viver a existência que Deus lhes concedeu.



XAVIER , Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Calma. Cap. 8,  p. 11. 

segunda-feira, setembro 28, 2015

DIVALDO FRANCO - os espíritos que voltarão a reencarnar na Terra


Acerto de Contas - Emmanuel



Acerto de Contas


Emmanuel


O companheiro terá tido estranho comportamento, agredindo-te ou prejudicando-te.


Não te dês a reações precipitadas, sob o pretexto de justificar-te.


Imagina-te, antes de tudo, em lugar dele.


Como te desinibirias, se tivesses uma pessoa querida, avizinhado-se da morte?


Que comportamento seria o teu, ante determinada moléstia que te corroesse o corpo, num momento em que alguém te lembrasse o peso de uma dívida?


Se te vês à frente de um louco não podes ignorar que será impossível curá-lo com marteladas na cabeça.


Diante do prejuízo material, mesmo de grandes proporções, se podes sustentar-te sem que o devedor consiga solvê-lo, mais vale esperar que provocar um rompimento de conseqüências imprevisíveis.


Pensa nas ocasiões em que corações amigos te haverão desculpado as próprias faltas.


Medita nas pessoas queridas para as quais, muitas vezes, terás de impetrar a benevolência dos outros, algumas vezes, até mesmo desses outros a quem talvez pretendas constranger com desafios e exigências.


Em qualquer acerto de contas, medita na extensão das nossas dívidas para com Deus e asserena-te, na certeza de que, acima de todos os conflitos, a paciência vale mais.



XAVIER , Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Calma. Cap. 16,  p. 19.



domingo, setembro 27, 2015

Pelo Lado Melhor - Emamnuel




Pelo Lado Melhor

Emamnuel


Para que a paz te abençoe a vida, abre as portas íntimas do entendimento a fim de que a misericórdia se te instale no coração.


Ninguém nega o mérito da crítica construtiva, nascida nos mananciais da justiça, contudo, quanto puderes, deixa que a compreensão nascida do amor te presida as manifestações.


Conquanto estejamos todos submetidos aos princípios de causa e efeito, não olvidemos que Deus é Amor, concedendo-nos os recursos de que careçamos para a integração com as Leis Universais que nos farão felizes para sempre.


Para que a misericórdia te ilumine os sentimentos, considera os nossos irmãos, em Humanidade, pelo lado melhor em que estimariam estar agindo.


Esse companheiro abandonou as tarefas que lhe competiam na seara do bem, no entanto, provavelmente, adotou essa medida, não por espírito de infidelidade aos compromissos assumidos e sim por lhe ter faltado a precisa resistência.


Outro que entrou na sombra da delinqüência, não terá falhado porque a crueldade lhe dominasse o espírito, mas por não haver conseguido ainda senhorear a própria natureza, suscetível de queda, nas tramas da obsessão.


Aquele outro que desertou das obrigações domésticas, não haverá fugido aos próprios deveres por falta de amor aos familiares e sim por lhe esmorecerem as forças, no trato com as responsabilidades da vida.


Outro ainda deslanchou para esse ou aquele hábito infeliz, não porque  assim o desejasse, mas temendo resvalar na criminalidade a que se sentia impelido pela insistência de longas tentações.


Deixa que a misericórdia te auxilie em todas as ocorrências, a fim de que possas tudo interpretar pelo lado melhor das pessoas e situações do caminho, de modo a que o lado melhor de teus problemas próprios seja também visto.


Lembremo-nos de que Deus nos governa a cada um pelas forças da Justiça, mas nos compreende e espera a todos com o Infinito Amor; de nossa parte, uns diante dos outros, saibamos igualmente compreender e esperar.




XAVIER , Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Calma. Cap. 7,  p. 10. 

sábado, setembro 26, 2015

Motivação - Um Novo Olhar Sobre a Vida

Paz em Nós - Emamnuel





Paz em Nós

Emamnuel


A paz em nós não resulta de circunstâncias externas e sim da nossa tranqüilidade de consciência no dever cumprido e é preciso anotar que o dever cumprido é fruto da compreensão.


Compreender significa, na essência, desculpar as pessoas que nos cercam, nas oposições que nos façam e esquecer as ocorrências que nos mostrem adversas, a fim de que nos mantenhamos fiéis à tarefa que se nos indica.


Não te conturbem a censura ou a crítica dos outros no desempenho das obrigações que a vida te assinala, porquanto se aceitas os próprios compromissos no bem geral, esses compromissos dizem respeito a ti mesmo e não aos que te observam, nem sempre com lógica e segurança.


Em qualquer atividade edificante, convém lembrar que idéias e palavras, ações e atitudes dos outros pertencem a eles e não a nós.


No critério da reciprocidade, é justo recordar que não nos é lícito violentar essa ou aquela pessoa com opiniões e medidas tendentes a sufocar-lhes a personalidade.


As discussões auxiliam em muitos casos de assuntos obscuros ou de companheiros desinformados, mas servir aos semelhantes, doando-lhes, o melhor de nós, é o argumento decisivo para clarear os agentes de solução a qualquer problema.


Para colaborar no interesse do bem de todos, é imperioso olvidar-nos naquilo que as induções ao egoísmo nos impulsionem a titubear, ante as obrigações que a vida nos traça.


Ainda que todos os elementos exteriores se te revelem contrários à ação que desenvolves, é perfeitamente possível guardar a própria serenidade, desde que saibas entender pessoas e situações, deixando-as onde se coloquem e seguindo para a frente com o trabalho que te compete.


A paz em nós – repitamos – nasce da compreensão em serviço e a compreensão em serviço é mantida pela tolerância para com os erros alheios e até pela autoaceitação dos nossos próprios erros, de modo a sabermos corrigi-los sem tumulto e perda de tempo.


Em suma, enquanto não soubermos perdoar, não seremos livres para submeter-nos à prática do bem, segundo as Leis de Deus.




XAVIER , Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Calma. Cap. 6,  p. 09. 

sexta-feira, setembro 25, 2015

Captando um S.O.S. - Momento Espírita




Captando um S.O.S.


Às vezes ela ficava assim, sem ânimo para pensar em algo que lhe preenchesse aquela sensação angustiante de vazio, que lhe invadia o peito.


Um vazio enorme e pesado, com o qual não conseguia lidar.


Deitava-se, querendo sumir através do sono, mas o sono não chegava.


Levantava-se.


Pensava em ir para a frente da televisão. 


Mas só de imaginar a pouca atração que lhe seria oferecida, desistia, antes mesmo de ligar o aparelho.


Um trabalho manual, talvez...


Mas, qual? 


Para quê? 


Para quem?


Ler um livro interessante. 


Sim. 


Mas, qual?


Que sensação de incapacidade, de invalidez com aquele misto de angústia...


Chorar não conseguia nesses momentos. 


Conversar, não tinha assunto. 


Cantar então, nem pensar...


Oh,meu Deus!


Sim, Deus, Deus deve me entender, pensou ela um dia. 


Vou falar com Ele.


Lembrou-se de que sua mãe a orientava para orar.


Sentou-se em sua cama e fez uma singela oração. 


Rogou ajuda, pediu por algo que a auxiliasse a se desvencilhar daquela angústia, daquele vazio.


E, enquanto pensava em sua própria condição, acudiu-lhe à mente a lembrança de outros tantos que poderiam estar sentindo o mesmo que ela e que, igualmente, precisavam de ajuda. 


E rogou a Deus por eles.


O pensamento, veloz, se reportou aos que haviam partido para a Espiritualidade: pais, irmãos, amigos. 


E também pediu por eles, devagar, evocando um a um, mentalmente.


Quando concluiu a prece, sentiu vontade de ouvir uma música. 


Selecionou um CD e as harmonias de uma trilha clássica encheram o ambiente.


Ela se pôs a ouvir e pareceu bailar na melodia. 


Quanto tempo escoou, não saberia dizer. 


Mas, um certo bem-estar a envolveu.


Mal se dera conta de que, enquanto orava por si e pelos demais, enquanto se deixava embalar pelas ondas sonoras, foi amplamente abençoada por salutares energias espirituais.


*   *   *


Ao fazermos sentidamente uma oração, atraímos energias positivas que nos equilibram as emoções, e beneficiam, igualmente, quem se nos aproxima.


Nosso anjo de guarda ou amigos espirituais encontram campo propício, graças ao canal da prece, para nos estender o socorro adequado.


Depois do dia de muitos e exaustivos atendimentos ao povo, sempre insaciável por benesses, Jesus buscava a orla marítima ou outro recanto da natureza, para dialogar com o pai.


Era o momento de seu contato mais estreito com Deus, retemperando as próprias energias.


Exatamente por conhecer o valor da prece, Jesus nos ensinou a buscar o Pai em segredo e desnudar a alma. 


Para nos facilitar o entendimento, legou-nos a mais bela e completa oração que se conhece na Terra, o Pai nosso.


E, como a lei é de amor, o Mestre nos ensinou a orarmos pelas próprias e pelas alheias necessidades. 


Pelos que se encontram na carne e pelos que realizaram a grande viagem.


Dessa forma, se o desalento tentar nos minar as forças, se a tristeza se aproximar, enlaçando-nos, recordemo-nos de acionar a prece em nosso favor.


E, reconhecendo que todos os filhos de Deus sobre a Terra somos infinitamente carentes, envolvamos nosso próximo em nossas rogativas.


Pensemos nisso.





Redação do Momento Espírita.Disponível em www.momento.com.br.

quinta-feira, setembro 24, 2015

Segurança Íntima - Emmanuel





Segurança Íntima

Emmanuel



Ante os impactos emocionais do cotidiano, estimarias construir a segurança íntima, a fim de que a serenidade se te faça constante cidadela defensiva e podes, indiscutivelmente, construir semelhante refúgio.


Inicia a edificação da própria paz, observando que todos necessitamos pensar por nós mesmos, embora sabendo que somos influenciáveis pelas idéias alheias.


Aceitando-nos na condição de parcelas da imensa família humana, verificaremos que as nossas dificuldades não são maiores que as dos outros.


Integrando a comunidade terrestre, suscetível de adotar numerosos enganos em razão do aprendizado em que nos encontramos, somos impelidos a entender que não estamos isentos de cometer determinados erros e que isso é compreensível, à maneira do sinal vermelho, no trânsito comum, convidando-nos a parar, de modo a seguirmos adiante, em espaço imune de riscos.


Alertados pelo impositivo de atender ao caminho que nos seja próprio, aprenderemos que a estrada dos entes mais queridos pode ser muito diferente da nossa.


Admitindo cada criatura por transeunte ou viajor no carro da própria existência, saberemos zelar por nossas diretrizes, sem interferir na condução do próximo.


Partilhando a realidade de todos, ser-nos-á fácil reconhecer que, os contratempos que nos  ocorram, talvez igualmente aconteçam na marcha dos seres que amamos, competindo-nos auxilia-los, tanto quanto desejamos ser auxiliados na solução de nossos problemas.


A convicção de que todos nos achamos em caminho, buscando realizações mais ou menos idênticas entre si, sob riscos análogos, nos podará qualquer impressão de privilégio, à frente dos companheiros da Humanidade, com os quais precisamos estar em paz, na garantia da própria segurança.


Reflete nisso e concluirás que esse ou aquele viajor no mundo tem necessidade de proteger a viatura que lhe diga respeito, de maneira a não suscitar desastres que ameacem aos outros e a si mesmo.


A serenidade habitará conosco, na Terra, quando aí compreenderemos que toda criatura irmã tem o seu próprio corpo, com os sonhos, compromissos, realizações e iniciativas a que se associe, o que nos afastará dos julgamentos precipitados e das condenações indébitas, para que estejamos em plena vivência da regra áurea, cuja prática é o coração da felicidade a fim de que estejamos na felicidade do coração.



XAVIER , Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Calma. Cap. 4,  p. 07.



quarta-feira, setembro 23, 2015

Serenidade e Paciência - Emmanuel




Serenidade e Paciência

Emmanuel



No sentido de preservar a própria paz, é indispensável nos disponhamos a manter criteriosa atenção sobre nós mesmos.


O conflito de resultados inavaliáveis pode surgir da explosão de sentimentos descontrolados; entretanto, não se obtém a paz sem esforço.


Quem acredite no imaginário valor da desinibição despropositada, no intuito de garantir o equilíbrio próprio, observe a força elétrica desorientada ou o trânsito sem disciplina.


Ninguém possui uma serenidade que não construiu.


Daí, o impositivo da vigilância em nós próprios.


Não se trata de prevenção contra ninguém e sim de autogoverno.


Para semelhante realização, ser-nos-á justo enfileirar certas obrigações primordiais que se nos mostram por alicerces da consciência tranqüila.


Compreendamos que somos colocados, uns à frente dos outros, a fim de aperfeiçoar-nos.


Abracemos as iniciativas de concórdia sem esperar que determinadas pessoas venham a promovê-las.


Pelos erros alheios que claramente nos preocupem, examinemos os nossos com a sincera resolução de corrigi-los.


Não nos aborreçamos com o trabalho que a vida nos confia, de vez que, através dele, é que atingiremos a promoção justa na escala de valores da vida.


Nunca nos esqueçamos de que a eficiência não se harmoniza com a pressa, mas não se fará vista sem apoio da diligência.


Convém lembrar que os nossos ouvidos podem ser transformados em extintores do mal, todas as vezes em que o mal nos procure.


Aceitemos a realidade de que o próximo não tem a nossa formação e saibamos respeitar cada criatura na posição em que se encontre.


Em suma, a serenidade não é uma aquisição espiritual que se faça em toque de mágica e sim, através do trabalho, muitas vezes, duro e áspero da paciência em ação.



XAVIER , Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Calma. Cap. 3,  p. 06.

terça-feira, setembro 22, 2015

Fala em Paz - Emmanuel





Fala em Paz

Emmanuel


Justo lembrar: a voz humana está carregada de vibrações.


Esforça-te por evitar os gritos intempestivos e inoportunos.


Uma exclamação tonitroante equivale a uma pedrada mental.


Se alguém te dirige a palavra em tom muito alto, faze-lhe o obséquio de responder em tom mais baixo.


Os nervos dos outros são iguais aos teus: desequilibram-se facilmente.


Discussão sem proveito é desperdício de forças.


Não te digas sofrendo esgotamento e fadiga para poder lançar frases tempestuosas e ofensivas; aqueles que se encontram realmente cansados procuram repouso e silêncio.


Se te sentes à beira da irritação, estás doente e o doente exige remédio.


Barulho verbal apenas complica.


Pensa nisso: a tua voz é o teu retrato sonoro.


Nas Crises


Estarás talvez diante de algum problema que te parece positivamente insolúvel.
Não acredites que a fuga te possa auxiliar.


Pensa nas reservas de força que jazem dentro de ti e aceita as dificuldades como se apresentem.


Não abandones a tua possibilidade de trabalhar e continua fiel aos próprios deveres.


Assume as responsabilidades que te dizem respeito.


Evita comentar os aspectos negativos da provação que atravesses.


Ora – mas ora com sinceridade – pedindo a proteção de Deus em favor de todas as pessoas envolvidas no assunto que te preocupa, sejam elas quem sejam.


Se existem ofensores no campo das inquietações em que, porventura, te vejas, perdoa e esquece qualquer tipo de agressão de que hajas sido objeto.


Esforça-te por estabelecer a tranqüilidade em tuas áreas de ação, sem considerar sacrifícios pessoais que serão sempre pequenos, por maiores te pareçam, na hipótese de serem realmente o preço da paz de que necessitas.


Se nenhuma iniciativa de tua parte é capaz de resolver o problema em foco, nunca recorras à violência, mas sim continua trabalhando e entrega-te a Deus.




XAVIER , Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Calma. Cap. 3,  p. 05.