Pachelbel - Canon In D Major

quinta-feira, julho 31, 2014

Seu destino é grande - Momento Espírita





Seu destino é grande



Meu irmão, tenha fé em seu destino, porque ele é grande.


Você nasceu com faculdades inatas, aspirações infinitas, e a eternidade lhe é dada para desenvolver umas e satisfazer outras.


Crescer vida a vida, esclarecer-se pelo estudo, purificar-se pela dor, adquirir uma ciência sempre mais vasta, qualidades cada vez mais nobres. 


Eis o que lhe está reservado.


Deus tem feito ainda mais por você. 


Deu-lhe os meios de colaborar em Sua obra. 


De participar na lei do progresso sem limites, abrindo novas vias aos seus semelhantes, elevando seus irmãos, atraindo-os a você, iniciando-os nos esplendores do verdadeiro e do belo e nas sublimes harmonias do Universo.


Não é isso criar, transformar almas e mundos?


E esse trabalho imenso, fértil em gozos, não é preferível a um repouso morno e estéril?


Colaborar com Deus! 


Realizar em tudo e por tudo o bem e a justiça! 


Que pode ser maior, mais digno ao seu Espírito imortal!


Eleve então seu olhar e abrace as vastas perspectivas de seu futuro.


Ponha nesse espetáculo a energia necessária para afrontar os ventos e as tempestades do mundo.


Marche, valente, lutador, suba a rampa que conduz aos cumes que chamamos virtude, dever, sacrifício.


Não se detenha no caminho para colher flores das moitas, para brincar com seixos dourados.


Para frente, sempre em frente!


Você vê, nos céus esplêndidos, esses astros flamejantes, esses sóis inumeráveis arrastando, em suas evoluções prodigiosas, brilhantes cortejos de planetas?


Quantos séculos acumulados não foram necessários para os formar! 


Quantos séculos não serão precisos para os dissolver!


Bem! 


Um dia virá em que todos esses fogos estarão extintos, em que esses mundos gigantescos se esvanecerão para dar lugar a novos globos, a outras famílias de astros emergentes das profundezas.


Nada daquilo que você vê hoje existirá mais.


O vento dos espaços terá para sempre varrido a poeira, esses mundos usados. 


Mas você, você viverá, prosseguindo sua marcha eterna no seio de uma Criação incessantemente renovada.


Que serão então para sua alma purificada, engrandecida, as sombras e os cuidados do presente?


Acidentes efêmeros de percurso, não deixarão, no fundo da memória, mais do que tristes ou doces lembranças.


Diante dos horizontes infinitos da Imortalidade, os males do presente, as provas sofridas serão como uma nuvem fugitiva no meio de um céu sereno.


Meça então, em seu justo valor, as coisas da Terra. 


Não as desdenhe, porque são necessárias ao progresso, e sua missão é de contribuir para o seu aperfeiçoamento pelo aperfeiçoamento de si mesmo.


Mas não prenda sua alma exclusivamente nisso. Antes de tudo, procure os ensinamentos que trazem.


Graças a eles, você compreenderá que os objetivos da vida não são os gozos, nem a felicidade, mas, acima de tudo, uma forma de trabalho, de estudo e de cumprimento do dever.


O desenvolvimento da alma, da personalidade que você reconhecerá além da tumba, tal qual a tem estado esculpindo, você mesmo, no curso de sua existência terrestre.





Redação do Momento Espírita, com base no item VII, do livro O porque da vida, de Léon Denis, ed. FEB. Disponível em www.momento.com.br.

Aprendendo com a morte - Momento Espírita





Aprendendo com a morte



Toda vez que se pensa na morte, imagina-se que é o outro quem vai morrer, não nós. 


Mas, todos vamos morrer. 


É o que existe de mais preciso.


Não importa se somos ilustres ou desconhecidos, que tenhamos muitos diplomas ou sequer tenhamos cursado o ensino fundamental.


Não importa se tenhamos estragado nossa vida, tornando-a quase insuportável, ou se a tornamos bela, harmoniosa. 


Todos vamos morrer.


Mas, se isso é o que há de mais certo na nossa vida, por que tememos tanto a morte?


Segundo Léo Buscaglia, só tememos a morte quando não estamos vivendo. 


Se estamos envolvidos no processo de vida, não vamos gritar, nem gemer. 


Se tratamos bem as pessoas enquanto estavam ao nosso lado, na carne, nós as deixaremos morrer com dignidade, sem que tenham que se sentir culpadas porque morreram antes de nós.


A morte é um processo contínuo e belo da vida. 


É uma boa amiga, pois nos diz que não temos para sempre e temos que viver agora. 


Por isso, cada minuto é precioso. 


E temos que viver conforme esta verdade.


Quando alguém está falando conosco, escutemos e não olhemos por cima do ombro para ver o que mais está acontecendo. 


Usufruamos o momento. 


Olhemos a pessoa nos olhos. 


Ouçamos o que ela tem a dizer. 


Pode ser que seja o seu último contato conosco.


E nos empenhemos em ouvir sua voz, gravando-a em nossa memória. 


Assim, quando tivermos saudades do timbre daquela voz, poderemos amenizá-la, acionando os preciosos mecanismos cerebrais, escutando-a outra vez, na intimidade da alma.


A morte nos ensina que o momento é sempre agora. 


É este o momento para pegar o telefone e ligar para a pessoa que amamos e dizer que a amamos. 


É este o momento de atender o chamado do filho e observá-lo enquanto ele se balança no galho mais alto da árvore e, feliz, nos pergunta: Viu o que eu faço?


É o momento de pararmos de ler o jornal e almoçarmos com a família, de corpo e alma presentes. 


Dar-se conta de que o filho está com o joelho machucado e perguntar onde foi que se esfolou. 


Olhar para a esposa e fazer um carinho, dizer-lhe como, apesar dos anos, ela continua a namorada encantadora e porque, um dia, nos apaixonamos por ela.


A morte nos ensina que não temos a eternidade na Terra. 


Ensina que nada aqui é permanente. 


Ensina-nos a deixar as coisas terrenas, que não há nada a que nos possamos agarrar, senão aos sentimentos que nos acompanharão aonde formos.


A morte nos diz para olharmos hoje para o mar, com olhos de quem quer mesmo olhar o mar. 


Encantar-se com o pôr do sol, reconhecendo que este pôr do sol, com estas tonalidades, jamais se repetirá.


Finalmente, a morte nos diz para vivermos agora, sem querer de forma ansiosa viver o momento seguinte, porque afinal, ninguém pode ter a certeza de que ele existirá para nós.


Este é um grande desafio. 


Viver o instante presente, com toda intensidade, usufruindo todo o encanto, amor e ternura que ele nos pode oferecer.


*   *   *


O Mestre de Nazaré, ao prescrever a fórmula da felicidade para o homem, teve oportunidade de lecionar que não nos preocupássemos com o dia de amanhã, com o que haveríamos de comer ou de vestir.


Com isso, não estava ensinando imprudência ou descaso, mas nos dizendo exatamente isto: Usufrua o dia que o Senhor Deus te concede na carne. 


Ama. 


Trabalha. 


Cresce, hoje, porque este é o dia melhor de toda a tua vida.




Redação do Momento Espírita, com base no cap. As crianças de amanhã, do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Léo Buscaglia, ed. Nova Era.Disponível em www.momento.com.br.

quarta-feira, julho 30, 2014

Ingratidão - Momento Espírita





Ingratidão


Você já teve o sentimento de que alguém lhe foi ingrato alguma vez? 


Já sentiu a decepção congelando seus sentimentos e tomando-lhe a intimidade de maneira intensa, como que afogando-lhe o coração em fel?


Das dores da alma, talvez a ingratidão seja uma das mais profundas, dando-nos a sensação de ser capaz de dilacerar o coração.


Ora foi o amigo que nos traiu a confiança, não sendo digno da intimidade que compartilhamos em segredo. 


Outra feita o vizinho, incapaz de aquilatar os esforços que fizemos para lhe amenizar as dificuldades e os problemas.


Outras tantas, surgem no seio familiar as relações de ingratidão, com filhos tratando aos pais como se esses lhe fossem criados com a obrigação de os servir. 


Ou esposos tratando com indiferença a dedicação e o desvelo da companheira.


Quando a ingratidão nos atormenta a alma é porque o sentimento da decepção está acompanhando-o, indicando que esperávamos outra atitude do próximo.


Afinal, só nos decepcionamos quando criamos uma expectativa que não se cumpriu.


E quando a decepção vinda da ingratidão nos toma de súbito, não é raro pensarmos que não valeu a pena fazer o bem, agir no bem, agir de maneira correta e acertada.


Magoados pela decepção, muitos de nós nos atormentamos, fazendo juras de que nunca mais ajudaremos e alegamos, ainda, que seremos mais felizes não nos incomodando mais com o próximo.


Fazer o bem nunca pode ser considerado um erro. 


Jamais alguém que esteja pensando no bem do próximo, no bem estar alheio, pode estar errado, desde que agindo desinteressadamente.


Se o outro é incapaz de reconhecer nossos esforços, se lhe faltam valores morais para entender a bondade alheia, que a sua limitação não seja fonte de nosso desestímulo.


Só agem assim porque, no egoísmo em que mergulham, ficam impedidos de perceber a bondade no coração do outro, iludidos na sua limitação de que o mundo está para lhes servir.


Imaginar que seremos mais felizes não fazendo o bem porque não nos decepcionaríamos, é iludir-se na felicidade do egoísta, de quem se fecha em si mesmo, a fim de não correr o risco da decepção.


A Providência Divina permite esses embates, apenas nos faz experimentar o amargor das decepções, para testar nossa perseverança no bem. 


Afinal, o bem deve bastar-se por si mesmo, sendo desnecessário vir acompanhado pelo reconhecimento, louvores e dádivas.


*   *   *


No exercício do bem, jamais deixemos que o não reconhecimento do próximo seja motivo para abandonar os propósitos de fazer o bem.


Ao perceber que os que hoje semeiam ingratidão ainda precisam percorrer longas estradas na vida, a fim de amadurecer suas relações para com o próximo, desperta em nós um sentimento de compaixão por eles, que substitui a decepção, nos dando ânimo e coragem, para continuar no esforço necessário de crescimento pessoal.




Redação do Momento Espírita, com base nos itens 937 e 938 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec,ed. Feb.

terça-feira, julho 29, 2014

Exercitando a serenidade - Momento Espírita




Exercitando a serenidade



É verdade que os dias que se sucedem trazem consigo uma série de emoções desequilibrantes e desafiadoras.


Não podemos negar as tribulações e dificuldades morais pelos quais passamos todos nós, de maneira crescente.


Os disparates, os comportamentos inconsequentes, a leviandade parecem ser o roteiro da vida de muitos.


Relacionam-se com o próximo como objeto de uso, em um utilitarismo calculado, para o descarte inconsequente logo mais.


Comportamentos violentos, desmedidos, infundados permeiam as relações sociais, sem espaço para a compreensão, paciência e respeito às limitações alheias.


E, não raro, perguntamos para onde irá parar essa sociedade se, coroada pelas conquistas do intelecto, desenvolvida tecnologicamente, ainda rasteja nas limitações morais em que estagia.


São dias de aflição contínua, como efeito das ações perturbadoras que atingem quase todas as criaturas.


Porém, são esses mesmos dias os mais propícios para se vivenciar princípios nobres, de certa maneira, rígidos, como aqueles propostos por Jesus.


A insensatez e o desamor têm vida breve e, logo mais, darão espaço, em caráter perene e definitivo, para o equilíbrio, a paz e a harmonia nas relações humanas.


Estes são dias de batalha, de luta não declarada.


Ela acontece no mundo íntimo, entre os vestígios de uma alma doente e um tanto violenta com as novas propostas de comportamento digno e nobre, que começam a aflorar em nossa consciência.


Também acontecem batalhas na sociedade, entre aqueles já despertos para o bem e a dignidade e os que se comprazem na desordem e na ignorância.


São dias desafiadores para todo aquele que pretenda construir uma sociedade mais feliz e menos turbulenta.


Cabe a esses desejosos de dias novos, não fazerem cantilena às desgraças ou estimularem os embates.


Será sempre a serenidade perante os fatos a melhor ferramenta para se enfrentar tais dias.


Não importa o que nos suceda.


 Manter a mente tranquila, envolta na serenidade será o desafio daqueles que abraçam a certeza de que Deus está sempre no comando de tudo.


*   *   *


Assim, se desejas colaborar para que os dias ganhem novos panoramas, mais lúcidos e felizes, faze a tua parte.


Na provocação, mantém a paz. 


Quando aterrorizado, mantém a firmeza no bem. 


Se afrontado até o limite, permanece sem revidar.


Seja o teu o comportamento equilibrado e lúcido daqueles que já perceberam no Cristo o melhor roteiro a ser seguido.


Logo mais, aqueles outros, após exauridos no seu desequilíbrio e insensatez, irão se pautar na tua conduta, buscando a mesma paz que veem em ti.


Permanece tranquilo e sereno, na fé daqueles que veem estes, apenas como dias do aprendizado necessário para todos os que ainda não nos convencemos ser o amor a melhor opção para nossas vidas.




Redação do Momento Espírita, com base no cap. 11, do livro Ilumina-te, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

segunda-feira, julho 28, 2014

Dupla Da Paz - André Luiz




Dupla da Paz

André Luiz



Súplicas de socorro explodem nos lugares mais recôndidos do mundo.


As respostas, no entanto, surgem da própria vida.


Provações violentas enxameiam-te no caminho...


Coragem e paciência.


Incompreensões te envolvem a estrada, dificultando-te os passos...


Paciência e coragem.


Desgostos francamente inesperados aparecem-te, de súbito...


Coragem e paciência.


Notícias fulminantes esfolgueiam-te os ouvidos...


Paciência e coragem.


Enfermidades sitiam-se a casa, conturbando-te a vida...


Coragem e Paciência.


Surpresas amargas te procuram, às vezes, por dentro do próprio lar...


Paciência e coragem.


Entes queridos se transformam em aflitivos problemas...


Paciência e coragem.


Conflitos e tentações assomam-te ao pensamento, ameaçando-te a consciência tranquila...


Coragem e paciência.


Sejam quais forem os obstáculos que te desafiem, aciona essas duas alavancas da paz, porque a coragem te manterá o coração ligado à fé no Divino Poder que nos rege os dias e a paciência é a luz da esperança que nasce de nós mesmos nas lutas edificantes do dia-a-dia.


O dinheiro que alivia é bálsamo da vida superior.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Endereço de paz. Cap.10, p.12.


A Palavra - André Luiz



A Palavra

André Luiz



A palavra é indubitavelmente um dos fatores determinantes no destino das criaturas.


Ponderada – favorece o juízo.


Leviana – descortina a imprudência.


Alegre – espalha otimismo.


Triste – semeia desânimo.


Generosa – abre caminhos à elevação.


Maledicente – cava despenhadeiros.


Gentil – provoca o reconhecimento.


Atrevida – traz a perturbação.


Serena – produz calma.


Fervorosa – impõe a confiança.


Descrente – invoca a frieza.


Bondosa – ajuda sempre.


Cruel – fere implacável.


Sábia – ensina.


Ignorante – complica.


Nobre – tece o respeito.


Sarcástica – improvisa o desprezo.


Educada – auxilia a todos.


Inconsciente – gera amargura.


Por isso mesmo, exortava Jesus: 


- “Não procures o argueiro nos olhos de teu irmão, quando trazes uma trave nos teus”.


A palavra é a bússola de nossa alma, onde estivermos.


Conduzamo-la na romagem do mundo para a orientação do Senhor, porque, em verdade, ela é a força que nos abre as portas do coração às fontes luminosas da vida ou às correntes da morte.





XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Endereço de paz. Cap.1, p.3.

domingo, julho 27, 2014

Convite à Paciência - Joanna de Ângelis




Convite à Paciência


Joanna de Ângelis



“... Em muita paciência, em aflições, em necessidades, em angústias.” (2ª Epístola aos Coríntios: capítulo 6º, versículo 4).



Antiga lenda nórdica narra que alguém perguntou a um sábio como poderia
ele explicar a eternidade do tempo e do espaço.


O missionário meditou, e apontando colossal montanha de granito que desafiava as alturas, respondeu com simplicidade: 


“ Suponhamos que uma avezita se proponha a desbastar a rocha imponente, paulatina, insistentemente, atritando o bico de encontro à pedra. 

Quando houver destruído tudo, estará apenas iniciando a eternidade...”

*

A paciência é o fator que representa, de maneira mais eficiente, o equilíbrio do homem que se candidata a qualquer mister.


Fácil é o entusiasmo do primeiro impulso, comum é o desencanto da terceira hora.


A paciência é a medida metódica e eficaz que ensina a produzir no momento exato a tarefa correta.


Diante do que devemos fazer, não poucas vezes somos acionados pelos implementos da precipitação.


Frente às tarefas acumuladas e aos problemas, indispensável façamos demorado exame e cuidada reflexão antes de apressar atitudes.


Precipitação traduz desarmonia, perturbação, com agravante desconsideração ao tempo.


A paciência significa auto-confiança.


A pirâmide se ergueu bloco a bloco.


As construções grandiosas resultaram da colocação de peça sobre peça.


As gigantescas sequóias se desenvolveram célula a célula.


O que hoje não consigas, perseverando com dignidade e paciência, lograrás amanhã.


Paciência não quer dizer amolentamento, mas dinâmica eficiente e nobre de produzir diante dos deveres que nos competem desdobrar.


Ao lado de alguém que nos subestima — paciência.


Entre as dores que nos chegam — paciência.


Ante o rebelde que nos atormenta — paciência.


O tempo é mestre eficiente que a todos ensina, no momento próprio, com a lição exata plasmando o de que cada um necessita a benefício de si mesmo.


Jesus, acompanhando e inspirando o progresso da Terra, pacientemente espera que o homem se volte para Ele, a fim de que, encarregado da nossa felicidade, possa dirigir-nos pelo caminho que leva a Deus. 


Em qualquer circunstância, pois, paz e paciência para o êxito do empreendimento encetado.





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Convites da vida, Cap. 34, p .29-30, 1972.