Pachelbel - Canon In D Major

sexta-feira, março 30, 2012

O Auxílio Virá - Emmanuel




O Auxílio Virá

Emmanuel


O problema que te preocupa talvez te pareça excessivamente amargo ao coração.

E tão amargo que talvez não possas comentá-lo, de pronto.

Às vezes, a sombra interior é tamanha que tens a idéia de haver perdido o próprio rumo.

Entretanto, não esmoreças.

Abraça o dever que a vida te assinala.

Serve e ora.

A prece te renovará energias.

O trabalho te auxiliará.

Deus não nos abandonará.

Fazê silêncio e não te queixes.

Alegra-te e espera porque o Céu te socorrerá.

Por meios que desconheces, Deus permanece agindo.

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel.

quinta-feira, março 29, 2012

Um Tanto Mais - Momento Espírita



Um Tanto Mais


Você guarda a impressão de haver esgotado o estoque de todos os seus recursos, em determinada tarefa de amor, mas se você perseverar um tanto mais no devotamento, ninguém pode prever os louros de luz que brilharão em seu passo.

Você está doente e pretende obter licenças de longo prazo, mas se você continuar um tanto mais em serviço, ninguém pode prever o tesouro de forças novas que lhe aparecerá no caminho.

Você encontrou imensas dificuldades no exercício das boas obras e anseia fugir delas, mas se você persistir um tanto mais na construção da beneficência, ninguém pode prever o triunfo que as suas horas recolherão, nas fontes vivas da caridade.


 
Você acredita que não pode tolerar o amigo importuno, o filho teimoso, o irmão inconsciente, a esposa inconstante ou o marido insensato, mas se você suportar um tanto mais a luta em família, ninguém pode prever a extensão do júbilo porvindouro em seu ninho doméstico.

Você supõe que o azar é o seu clima e chora na bica do desespero, mas se você cultivar um tanto mais de fidelidade às próprias obrigações, ninguém pode prever a amplitude do seu êxito, no amanhã que vem perto.

Você experimenta enorme cansaço e não quer dar ouvidos ao companheiro de longa conversa, mas se você esticar um tanto mais o seu sacrifício, ninguém pode prever os prodígios da colheita de bênçãos que surgirão dos seus breves minutos de gentileza.

Observe que você mesmo para realizar isso ou aquilo, exige incessantemente dos semelhantes um tanto mais de bondade, um tanto mais de cooperação, um tanto mais de tempo, um tanto mais de carinho...

O gênio é a paciência que não se acaba.

É justo que você deseje um tanto mais de felicidade, mas para isso, é necessário que você ajude um tanto mais a felicidade dos outros.

Repare você as lições da vida e compreenderá que a vitória no bem é sempre trabalhar conforme o dever e servir... um tanto mais.

 

 
O mestre da antiguidade, Confúcio, elaborando ideias a respeito da perseverança, afirma:


 
Se há pessoas que não estudam ou que, se estudam, não aproveitam, elas que não se desencorajem e não desistam.


 
Se há pessoas que não interrogam os homens instruídos para esclarecer as suas dúvidas ou o que ignoram, ou que, mesmo interrogando-os, não conseguem ficar mais instruídas, elas que não se desencorajem e não desistam.

Se há pessoas que não meditam ou que, mesmo que meditem, não conseguem adquirir um conhecimento claro do princípio do bem, elas que não se desencorajem e não desistam.

Se há pessoas que não distinguem o bem do mal ou que, mesmo que distingam, não têm uma percepção clara e nítida, elas que não se desencorajem e não desistam.


 
Se há pessoas que não praticam o bem ou que, mesmo que o pratiquem, não podem aplicar nisso todas as suas forças, elas que não se desencorajem e não desistam.


 
O que outros fariam numa só vez, elas o farão em dez. O que outros fariam em cem vezes, elas o farão em mil, porque aquele que seguir verdadeiramente esta regra da perseverança, por mais ignorante que seja, tornar-se-á uma pessoa esclarecida; por mais fraco que seja, tornar-se-á necessariamente forte.


 
   Redação do Momento Espírita com base no cap.71, do livro Ideal espírita, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec e do texto A perseverança, do livro A sabedoria de Confúcio, de Confúcio, ed. José Olympio. Disponível em www.momento.com.br




Confúcio - filósofo chinês
 (551 a.C. - 479 a.C.)


“Se você aprecia o humanitarismo mas não gosta de aprender, isso se transforma em loucura. Se você aprecia o conhecimento, mas não gosta de aprender, degenera-se em lassidão. Se você aprecia a confiança, mas não gosta de aprender, degenera-se em depredação”. CONFÚCIO.


Se aprecia a honestidade, mas não gosta de aprender, degenera-se em estreiteza mental. Se aprecia a coragem, mas não gosta de aprender, degenera-se em desordem. Se aprecia a força, mas não gosta de aprender, degenera-se em selvageria”. CONFÚCIO.

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quarta-feira, março 28, 2012

Grão de Mostarda - Momento Espírita


                     
 
Grão de Mostarda
 
 
Em uma parábola, Jesus afirma que o Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem semeou no seu campo.


Embora seja a menor das sementes, ao crescer se torna a maior das plantas e faz-se uma árvore, que abriga as aves do céu.


Como sempre acontece em se tratando de parábolas, são possíveis muitas interpretações.


Uma delas reside na necessidade de se prestar atenção em questões aparentemente ínfimas.


Raras pessoas costumam pensar com seriedade a respeito da vida e dos deveres que ela lhes apresenta.


Muitos homens, investidos de importantes responsabilidades, evidenciam paixões nefastas e destruidoras, seja no campo dos sentimentos, dos negócios, da família ou das relações sociais.


Por conta dessas paixões, oferecem tristes espetáculos de conduta indigna.


As mentes desequilibradas pela irreflexão encontram-se por toda parte.


Isso evidencia um descuido com as coisas mínimas.


O coração humano muitas vezes parece um campo abandonado.


Por falta de cuidado, nele crescem ervas daninhas que, com o tempo, produzem grandes tragédias.


Todo grave desequilíbrio surge lento na rota humana.


Embora a aparente sensatez, quem de repente comete uma baixeza pensou nela durante algum tempo.


Permitiu que a ideia má crescesse, empolgasse seu coração e finalmente tomasse conta de sua vida.


O homem nunca deve esperar colheitas milagrosas.


Ele precisa amanhar a terra de seu coração e cuidar do plantio.


A semente de mostarda constitui o pensamento, a palavra e o gesto.


Muitos falam bastante em humildade, mas nunca revelam um gesto de obediência.


Contudo, ninguém jamais realizará a bondade em si se não começar a ser bom nas ocasiões mais singelas.


Alguma coisa pequenina há de ser feita, antes de ser edificada uma obra grandiosa.


Extrai-se facilmente da mensagem de Jesus que o Reino de Deus está dentro de cada um.


Portanto, é no seu íntimo que o homem deve construí-lo.


É no interior que se desenvolve o trabalho da realização Divina.


A maior floresta do mundo começou de sementes minúsculas.


O mesmo se dá com o ser humano.


Se ele se permite pequenos pensamentos infelizes e gestos indignos, caminha para a vivência de graves males.


Entretanto, pode decidir cuidar das coisas pequenas, prestar atenção no que pensa, diz e faz em seu cotidiano.


Se cuidar das coisas pequenas, crescerá em força, paz e virtudes.


É preciso semear na própria vida os ínfimos grãos da gentileza, da conversa sadia e dos hábitos dignos.


Essa pequenina semeadura com o tempo se converterá na plenitude íntima de quem possui uma larga faixa de céu no coração.


Pense nisso.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 35 do livro Os mensageiros, pelo Espírito André Luiz, psicografia de  Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.Disponível em www.momento.com.br.

terça-feira, março 27, 2012

André Luiz é Carlos Chagas

 




André Luiz é Carlos Chagas

Estimado João Cabral,


Para subsidiar a questão que você aborda sobre a identidade de André Luiz temos mais algumas considerações a fazer.


Pois bem, para que se esclareça, é preciso lembrar do momento em que André Luiz aparece na obra de Chico Xavier. Chico e a FEB haviam tido a grande desilusão de enfrentar um rumoroso processo judicial da família do escritor Humberto de Campos em disputa por direitos autorais.
O próprio Espírito de Humberto de Campos em mensagem íntima havia externado o seu profundo desgosto ao se deparar com as exigências descabidas dos seus depois de sua morte física.
Segundo informações do próprio Chico, Carlos Chagas fora o escolhido por uma comissão de 12 sábios da Espiritualidade Maior, para ser o intérprete para o plano físico do que àquela época julgou-se possível revelar acerca da vida no mundo espiritual e sua relação direta com o mundo terrestre.
Para efeito de não levar o médium Xavier e a própria FEB a novo caso rumoroso e sensacionalista com a imprensa e a justiça, o próprio Carlos Chagas optou pelo anonimato do pseudônimo, escolhendo o nome de André Luiz aleatoriamente, tal como o irmão mais novo de Chico se chamava.


Segundo Chico Xavier me contou pessoalmente alguns dados biográficos do mesmo foram alterados propositadamente para que não se intentasse àquela ocasião o "descobrimento" de sua personalidade.
Assim dados como o da família, o da desencarnação, etc, foram "ajustados" por ele mesmo com o fim de se não ser descoberto.
O próprio prazo de sua permanência no umbral, descrito no livro como sendo de 8 anos, na realidade foi de apenas 2 anos, e este erro deveu-se a um simples erro da tipografia gráfica da época da primeira edição, decidindo a FEB pela manutenção do mesmo nas edições seguintes ( contrariamente ao desejo expresso de Emmanuel e Chico Xavier ) pois segundo nos dizia Chico, André Luiz apenas ficara no umbral pelo período de 2 anos aproximadamente.


O quadro a óleo pintado que mostra o rosto de Carlos Chagas, e que incluímos em nossa apresentação em pps, se refere a uma pintura encomendada pelo próprio Chico Xavier à Dona Suzana Maia Mousinho, sua grande amiga desde 1957, de origem potiguar e que mora na cidade do Rio de Janeiro e dirige o Lar Espírita André Luiz de Petrópolis.



Estátua do Dr. Carlos Chagas
Endereço Rua Nicaragua/ Botafogo / Rio de Janeiro - Data 1979
Artista Humberto Cozzo - Material Bronze

Fonte: monumentosdorio.com.br. Acesso: 28 MAR 2012

Em determinado momento Chico solicitou a ela que arranjasse um artista plástico de sua confiança e encomendasse a ele a feitura de um quadro a óleo do rosto de Carlos Chagas, e ainda que o referido pintor se baseasse na escultura em homenagem a Carlos Chagas que se encontra na praia de Botafogo na cidade do Rio de Janeiro.


 
Este pedido lhe foi feito em Uberaba e a princípio Dona Suzana não se lembrou de nenhum artista plástico a quem pudesse recorrer.


 
Chegando à repartição pública onde trabalhava, no Ministério da Educação, e comentando o pedido de Chico junto aos colegas de trabalho, um deles se apresentou voluntariamente para o serviço uma vez que cursava a faculdade de Belas Artes, o que até então Dona Suzana ignorava.


 
O artista então se dirigiu à estátua de Carlos Chagas e fez o retrato do rosto do mesmo conforme havia encomendado o Chico.


 
Quando Dona Suzana levou finalmente o quadro até Chico Xavier em Uberaba, este lhe disse :


 
"Suzana este é o retrato de nosso benfeitor André Luiz!" Para surpresa de Dona Suzana Chico então escreveu de próprio punho esta afirmativa atrás do quadro e fez uma dedicatória a ela, dizendo-lhe que ela deveria fundar uma instituição espírita na cidade de Petrópolis com o nome dele, tendo em vista ligações do passado com o estimado benfeitor.


 
Assim foi feito e ela veio a fundar o LEAL que funciona até hoje em Petrópolis.


 
Não preciso dizer que o referido quadro, que conheço, está dependurado na sala de visitas de Dona Suzana em seu apartamento na cidade do Rio de Janeiro até hoje.

Esta revelação foi publicada por nós no livro SEMENTEIRA DE LUZ de Neio Lúcio pela psicografia de Chico Xavier, organizado por Wanda Amorin Joviano em 2006.


 
Em relação ao Brasil Imperial, contou Chico Xavier a Dona Suzana ( Fundadora do Lar Espírita André Luiz de Petrópolis a pedido do próprio Chico ) que André Luiz de fato havia sido em vidas passadas médico da corte brasileira, desencarnado prematuramente, e que ela Dona Suzana estava ligada espiritualmente a ele desde o passado remoto, e por isto mesmo deveria abrir uma instituição espírita naquela cidade dando a ela o nome de André Luiz, coisa que ela concretizou em 1960 e que funciona em Petrópolis até hoje.

É nesta instituição que trabalha também nossa estimada Wanda Amorin Joviano, filha de Dr. Rômulo Joviano, chefe do Chico na Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo.


 
Os direitos autorais da obras da psicografia de Chico Xavier na época da Fazenda Modelo, organizadas por Wanda Joviano e editadas por nós na Editora Vinha de Luz ( www.vinhadeluz.com.br ) pertencem ao LEAL - Lar Espírita André Luiz de Petrópolis. Esta instituição funciona num dos bairros mais pobres da cidade e segundo Chico Xavier os nossos irmãos nela assistidos em nome de Jesus são todos reencarnações da nobreza brasileira ou francesa do século XIX.

Além dos testemunhos de Suzana Maia Mousinho, Wanda Amorin Joviano, Hércio M.C. Arantes, Carlos Baccelli, há vários outros de amigos próximos a Chico Xavier, que devem ser levados em conta, como é o caso de Corina Novelino de Sacramento.


 
Como se vê a universalidade do ensino dos espíritos está aqui comprovada.


 
Temos fontes fidedignas e confiáveis endossando a revelação do próprio Chico.


 
Naturalmente que hoje, passados quase 70 anos da publicação do primeiro livro de André Luiz, o caso já não seja mais de "segredo" e pode muito bem servir aos nossos estudos doutrinários.

Outro ponto a ser esclarecido : a primeira menção de Emmanuel ao espírito de André Luiz, nas reuniões da Fazenda Modelo, foi na data de 31 de Março de 1943, data que nos relembra a desencarnação de Allan Kardec.

Esta informação está no livro de nossa edição DEUS CONOSCO, publicado em Junho de 2007. Curiosamente o prefácio de Emmanuel é datado de 3 de Outubro, aniversário de Kardec.


 
Portanto o livro foi psicografado em apenas 6 meses.


 
Isto é um dado histórico comprovado com os originais das referidas mensagens que estão em nossa guarda, e que integram o escopo das mensagens dos livros aqui cidados : SEMENTEIRA DE LUZ e DEUS CONOSCO de nossa edição. ( vide o site : www.vinhadeluz.com.br )

Espero ter contribuído um pouco mais para a elucidação do tema.

Abraços de sempre para você e toda a família,

Geraldo Lemos Neto


Temos gravação em vídeo onde a própria Suzana Mouzinho afirma ser André Luiz, o Carlos Chagas, que foi seu pai em duas encarnações.

Suzana foi a única pessoa autorizada a ficar com Chico no Hospital Santa Helena em São Paulo, em 1968, quando o médium foi operado da próstata pelo Dr Osvaldo, presente também no vídeo.

Informação confirmada também por Nena e Francisco Galves, amigos íntimos por 40 anos de Chico Xavier.

Enviado por Roberto Silveira | DF
31/01/2011

Fonte:
http://www.vinhadeluz.com.br/site/noticia.php?id=651 . Acesso:25 MAR 2012.



                                                        

Quem foi o Espírito André Luiz - Hércio M. C. Arantes

                                                     


Quem foi o Espírito André Luiz


Hércio M. C. Arantes



Na década de 60, quando estudava a série das obras de André Luiz, psicografadas por Francisco Cândido Xavier, naturalmente entusiasmado com a riqueza de suas informações, colhidas em estágios realizados em vários setores de aprendizagem de Mais Além, e transmitidas com atraente descrição romanceada, também tive, como muitos confrades, a curiosidade de saber quem era o autor, desencarnado há poucas décadas, que se ocultava com aquele pseudônimo.


Essa curiosidade foi aguçada por uma observação da revista Reformador, que, ao divulgar o lançamento de mais uma obra de André Luiz, pela Federação Espírita Brasileira (FEB), identificou-o como um ilustre médico do Rio de Janeiro.


Passei, então, a pesquisar sua identidade, consultando biografias de vultos da Medicina brasileira, embora lembrando sempre a advertência de Emmanuel, conforme se lê em seu prefácio para o livro Nosso Lar, o primeiro da série: “Embalde os companheiros encarnados procurariam o médico André Luiz nos catálogos da convenção. Por vezes, o anonimato é filho do legítimo entendimento e do verdadeiro amor.”


Confirmando a advertência do sábio guia espiritual do médium, minhas pesquisas foram infrutíferas. Elas indicavam, como o autor mais provável, o Dr. Álvaro Alvim (1863-1928), que escreveu vários livros médicos e foi mártir da Medicina brasileira. Alguns dados biográficos e a sua fisionomia, estampada na Enciclopédia Lello Universal, levavam a essa hipótese, que não satisfazia o nosso objetivo.


Citei a fisionomia porque a imagem de André Luiz já havia sido divulgada pelo Anuário Espírita 1964, que a apresentou juntamente com a entrevista desse espírito através dos médiuns Francisco C. Xavier e Waldo Vieira.


Após essa entrevista, realizada em Uberaba (MG), em 1963, com a presença do devotado confrade Jô (Joaquim Alves, S. Paulo, SP, 1911-1985), autor de numerosas capas de livros espíritas, esse conhecido artista solicitou ao Dr. Waldo um esboço da imagem de André Luiz, fundamentado em sua clarividência. Atendido em seu pedido, em face de sua facilidade para desenhar, Jô efetuou a artefinal daquele retrato.


Portanto, não encontrando uma solução clara para a questão, na primeira oportunidade recorri ao médium amigo Chico Xavier, participando-lhe minha pesquisa.


Ele, como sempre, ouviu-me pacientemente, e, a seguir, esclareceu-me de forma incisiva: “Não perca tempo, pois a biografia de André Luiz, em Nosso Lar, está toda truncada.”


Com essa oportuna advertência, encerrei definitivamente minhas pesquisas, entendendo que havia, de fato, razões seriíssimas para o autor se ocultar, não só com o seu pseudônimo, mas também alterando sua própria biografia, sem nenhum prejuízo na transmissão dos ensinamentos superiores dos quais era portador.


                                                              
                                                  


Finalmente, o médium elucida-nos completamente


Em 20 de fevereiro de 1993, num fim de semana, ao visitar o estimado médium Chico Xavier, em sua residência, tivemos uma surpresa feliz.


Juntamente com três familiares – esposa Maria de Nazareth, nosso filho Hélio Ricardo e tio Hélio – entramos na copa de sua casa, local habitual em que ele recebia os visitantes, encontrando-o assentado, em palestra com alguns confrades, dentre eles, Dorival Sortino, presidente das Casas Fraternais O Nazareno, de Santo André (SP), e um médico, já idoso, do Rio Grande do Sul, que integrou a última turma de alunos do Dr. Carlos Chagas, no Rio de Janeiro.


Este, quando residia nos Estados Unidos, teria auxiliado o médium quando em uma de suas viagens àquele país.


Logo depois que chegamos, Chico e o médico passaram a dialogar sobre a figura do prof. Dr. Carlos Chagas (1879-1934), médico e cientista brasileiro que se tornou célebre por estabelecer, sozinho e simultaneamente, a etiologia, características patológicas e prevenção de uma nova e grave enfermidade, que em sua homenagem foi denominada doença de Chagas.


A certa altura da conversa, Chico abordou uma questão, que muito me surpreendeu, pois o seu esclarecimento nunca havia sido divulgado.


Nesse momento, passamos a anotar a sua fala, como sempre fazíamos, eu e minha esposa, quando ouvíamos algo mais interessante do querido médium.


Contou-nos, então, com naturalidade, que, ao terminar a psicografia do livro Nosso Lar, esperava que o seu autor usasse o seu próprio nome da última encarnação.


Mas, para sua surpresa, certa noite, estando em desdobramento espiritual, mantendo um diálogo com Dr. Chagas, foi informado de que, para não criar problemas ao médium, ele usaria um pseudônimo.


E, dentro de um ano, Chico entenderia melhor essa decisão.


A seguir, Chico perguntou-lhe qual pseudônimo ele usaria.


Então o autor olhou para o irmão do médium, chamado André Luiz, que dormia na cama ao lado, e disse-lhe que usaria o nome dele. E assim foi feito.


A primeira edição do Nosso Lar foi lançada, pela FEB, em 1944, com prefácio de Emmanuel, datado de 3 de outubro de 1943.


E o que aconteceria no próximo ano?


Em 1944, a Sra. viúva do renomado escritor Humberto de Campos (1886-1935) pleiteou na Justiça os direitos autorais das obras mediúnicas de Humberto de Campos (espírito) recebidas por Francisco C. Xavier e editadas pela FEB.


Surgiu, então, “o caso Humberto de Campos”, caracterizado como escândalo pela grande imprensa.


A propósito, disse-nos o Chico: “Foi horrível por causa do alarme da imprensa.” (Ver depoimento do médium em Chico Xavier – o Apóstolo da Fé, Carlos A. Baccelli, LEEPP, 2002, cap. Chico, 89 primaveras!)


Após longa trajetória, o processo chegou ao fim com a absolvição dos réus: o médium e a editora.


A partir dessa época, Humberto de Campos, Espírito, passou a usar o pseudônimo de Irmão X em seus livros psicografados.


Portanto, é fácil entender a preocupação do Dr. Carlos Chagas (André Luiz) em não se identificar como autor de Nosso Lar, que, segundo a programação superior, representava o marco inicial de uma longa série de livros.


Era necessário que, além do pseudônimo, o autor espiritual não fosse, de forma alguma, identificado, graças à providê ncia de truncar dados de sua vida, sem afetar o elevado conteúdo da obra.


Reprodução do Anuário Espírita de 2004 – IDE – Araras, pelo mesmo autor
Novembro de 2009 - Edição número 423
 
 

A Esperança Viva - Momento Espírita




 A Esperança Viva
 
 
Meu nome é esperança...


Sorrio para você desde a sua entrada na vida...


Sigo-lhe os passos e não o deixo senão nos mundos onde se realizam as promessas de felicidade, incessantemente murmuradas aos seus ouvidos.


Sou sua fiel amiga. Não repila minhas inspirações...


Eu sou a esperança.


Sou eu que canto através do rouxinol e que solto aos ecos das florestas essas notas lamentosas e cadenciadas que o fazem sonhar com o céu...


Sou eu que inspiro à andorinha o desejo de aquecer seus amores no abrigo seguro da sua morada...


Brinco na brisa ligeira que acaricia os seus cabelos e espalho aos seus pés o suave perfume das flores dos canteiros...


...e você quase não pensa nessa amiga tão devotada!


Não me despreze: sou a esperança!


Tomo todas as formas para me aproximar de você...


Sou a estrela que brilha no azul e o quente raio de sol que o vivifica...


Embalo as suas noites com sonhos ridentes e expulso, para longe, as negras preocupações e os pensamentos sombrios.


Guio seus passos para o caminho da virtude e o acompanho nas visitas aos pobres, aos aflitos, aos moribundos e lhe inspiro palavras afetuosas e consoladoras.


Não me esqueça...


Eu sou a esperança!


Sou eu que, no inverno, faço crescer, na casca dos carvalhos, o musgo espesso com que os passarinhos fazem seus ninhos.


Sou eu que, na primavera, coroo a macieira e a amendoeira de flores rosas e brancas e as espalho sobre a terra como um sopro celeste, que o faz aspirar a mundos mais felizes.


Estou com você, principalmente quando é pobre e sofredor, e minha voz ressoa incessantemente aos seus ouvidos.


Não me despreze... Eu sou a esperança.


Não me repila, porque o anjo do desespero faz guerra encarniçada e se esforça para, junto de você, tomar o meu lugar.


Nem sempre sou a mais forte. E quando o desespero consegue me afastar, envolve-o com suas asas fúnebres, desvia os seus pensamentos de Deus e o conduz ao suicídio.


Una-se a mim para afastar sua desastrosa influência e deixe-se embalar docemente em meus braços...


Porque eu sou a esperança...


* * *


Um dia, um Espírito Sublime abandonou um jardim de estrelas para nascer na Terra e depositar nas almas as gemas preciosas da esperança...


E, nestes dias de inquietação e desassossego, Jesus continua sendo a esperança que reergue os Espíritos e a paz que penetra os corações.


Ainda hoje, o Mestre de Nazaré é a grande esperança que Se tornou realidade.


Redação do Momento Espírita com base no artigo A esperança, da Revista Espírita de fevereiro de 1862, de Allan Kardec.Disponível em www.momento.com.br.

segunda-feira, março 26, 2012

Apelo da esperança - Momento Espírita


Se você não deseja ficar com seu filho, encaminhe-o à adoção, mas não aborte...


Apelo da esperança
 

                                                         
       
Minha querida amiga:


Hoje, estou escrevendo especialmente para você. Tenho acompanhado os seus últimos dias, e muito tem me preocupado a tristeza e a surda revolta que encontrei em seu olhar.


Não me passaram desapercebidas as suas preocupações e medos e, apesar de ter-me colocado ao seu lado, abrindo os meus braços para confortá-la, você passou ao largo, sem abrir o seu coração ao meu.


Por isso estou aqui, insistindo com você! Não desista!


A notícia da gestação inesperada surpreendeu-a com violência e você olha ao seu redor sem encontrar um caminho seguro para seguir.


Aquele que compartilhou com você as horas mornas dos prazeres fáceis, talvez não queira saber mais da sua companhia e menos ainda, do fruto do instante que já é passado.


Sua família talvez não queira saber dos seus problemas e, como de outras vezes, apenas lhe virará as costas, dizendo que você plantou e agora faz a colheita.


Mas, amiga querida, o que cresce em seu íntimo não é um problema. É seu filho!


Uma alma cara ao seu coração, um amor que volta aos seus braços para lhe acompanhar os dias que ainda estão para serem vividos.


Não aborte! Não mate a felicidade que bate às portas de sua alma, pedindo-lhe pouso seguro!


Pela sua mente passam imagens de todos os prazeres que terá que abandonar em nome de uma condição indesejada: as festas, os encontros, a liberdade de ir e vir como queria e com quem queria...


Pensa em seu corpo... Em vê-lo deformado, em perder a forma cobiçada, no desconforto, na dor, no parto.


Pensa nas despesas...nos gastos...


Mas eu sei!... Eu sei de você! Sei que traz tantas coisas guardadas dentro do coração, tantos sonhos que não compartilha com ninguém, tanta doçura que não expressa...


Amiga, eu a conheço! Sei que tem fome de amor, desse amor profundo e sem jaça que procurou nos braços de tantos que não a compreenderam e que muitas vezes, desprezam o seu valor.


Aquele que retorna pelo seu ventre também sabe, por isso, escolheu-a para chamá-la pelo mais sublime nome humano que já pousou nos lábios dos seres que habitam essa terra : Mãe!


Reconheço que não terá dias fáceis, que alguns serão de noites sem estrelas.


Prometo, contudo, estar ao seu lado e ao lado de seu filho, observando, alegre, seu ventre crescer, pleno de vida!


E digo mais: não contará apenas com a minha presença, mas, com a presença de muitos que a amam e que velam pela sua paz e pela paz de seu filho!


Não desista de ser feliz! Não aborte seu sonho! Não mate seu filho, para o seu próprio bem!


Com todo o carinho de meu coração.


Sua amiga e companheira eterna: A esperança.
 
Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br

domingo, março 25, 2012

Fixação mental - Momento Espírita





Fixação mental


Você já teve a sensação de que não fechou a porta, não desligou o ferro elétrico, não travou o carro, não apagou a luz?


Essas situações surgem, pondo em dúvida o que, há poucos minutos, tínhamos como uma certeza.


Se nós nos deixamos atormentar por tais idéias, elas passam a fazer parte do nosso cotidiano, transformando-se em neuroses que, em escala maior, causam-nos prejuízos. É a chamada idéia fixa, fixação mental ou monoidéia.


Nessa mesma linha de raciocínio, os sentimentos de ciúme, de inveja, o fanatismo político, religioso e esportivo, considerados os graus de intensidade, podem causar danos à nossa economia espiritual.


Causados por essas idéias fixas, surgem as ansiedades, os medos, as inseguranças, as mágoas guardadas, entre outros males.


Quando agasalhamos esses sentimentos em nossa intimidade, de maneira a nos deixar atormentar por eles, a tal ponto que se constituam em idéia fixa ou monoidéia, poderemos gerar desequilíbrios e perturbações de difícil remoção.


Se percebermos as insinuações dessas idéias negativas tentando instalação em nossas mentes, envidemos esforços para expulsá-las imediatamente.


Empreguemos a vontade firme, a iniciativa, a perseverança nos bons propósitos, a fé e a paciência, como verdadeiros antídotos para expulsar essas idéias perniciosas.


A transformação moral, a ação no bem, os nobres ideais do sentimento, da arte, da cultura, são medidas eficientes na prevenção de idéias indesejáveis.


Se, por vezes, nos encontramos enredados nas teias de circunstâncias perturbadoras, façamos uma análise dos pensamentos que alimentamos, pois neles estão a causa desses desequilíbrios.


Portanto, manter a mente e as mãos ocupadas no trabalho nobre são medidas profiláticas, que nos fortalecem espiritualmente, predispondo-nos à libertação definitiva dessas verdadeiras prisões mentais.
Busquemos arejar a nossa mente com o otimismo, com leituras edificantes, com fé em Deus, permitindo-nos ser felizes tanto quanto se pode ser feliz sobre a Terra.
Jesus asseverou que onde estiver nosso tesouro, aí estará nosso coração.


Que a esperança seja o nosso grande tesouro e que nosso coração possa estar sempre balsamizado por suas luzes, iluminando-nos a alma e ajudando-nos a libertar-nos, em definitivo, das prisões mentais que tanto nos infelicitam.


* * *
Nos momentos em que nos permitimos fixações mentais desajustadas, Espíritos infelizes podem sugerir-nos idéias maléficas, aumentando nosso desequilíbrio.


Nessas situações, podem incitar-nos o orgulho, a sede de vingança, o ciúme, as fobias, entre outros males.


Não foi outro o motivo pelo qual Jesus recomendou vigilância e oração.


A vigilância sobre os pensamentos que emitimos, a fim de que possamos controlá-los, não nos permitindo cair nas sugestões infelizes de Espíritos atormentados.


E a oração, na busca de inspirações nobres vindas do Alto.


Redação do Momento Espírita com base no artigo Fixação mental, de Orson Peter Carrara, da Revista Reformador, de setembro de 1996, ed. Feb.Disponível em www.momento.com.br.