Pachelbel - Canon In D Major

terça-feira, março 27, 2012

A Esperança Viva - Momento Espírita




 A Esperança Viva
 
 
Meu nome é esperança...


Sorrio para você desde a sua entrada na vida...


Sigo-lhe os passos e não o deixo senão nos mundos onde se realizam as promessas de felicidade, incessantemente murmuradas aos seus ouvidos.


Sou sua fiel amiga. Não repila minhas inspirações...


Eu sou a esperança.


Sou eu que canto através do rouxinol e que solto aos ecos das florestas essas notas lamentosas e cadenciadas que o fazem sonhar com o céu...


Sou eu que inspiro à andorinha o desejo de aquecer seus amores no abrigo seguro da sua morada...


Brinco na brisa ligeira que acaricia os seus cabelos e espalho aos seus pés o suave perfume das flores dos canteiros...


...e você quase não pensa nessa amiga tão devotada!


Não me despreze: sou a esperança!


Tomo todas as formas para me aproximar de você...


Sou a estrela que brilha no azul e o quente raio de sol que o vivifica...


Embalo as suas noites com sonhos ridentes e expulso, para longe, as negras preocupações e os pensamentos sombrios.


Guio seus passos para o caminho da virtude e o acompanho nas visitas aos pobres, aos aflitos, aos moribundos e lhe inspiro palavras afetuosas e consoladoras.


Não me esqueça...


Eu sou a esperança!


Sou eu que, no inverno, faço crescer, na casca dos carvalhos, o musgo espesso com que os passarinhos fazem seus ninhos.


Sou eu que, na primavera, coroo a macieira e a amendoeira de flores rosas e brancas e as espalho sobre a terra como um sopro celeste, que o faz aspirar a mundos mais felizes.


Estou com você, principalmente quando é pobre e sofredor, e minha voz ressoa incessantemente aos seus ouvidos.


Não me despreze... Eu sou a esperança.


Não me repila, porque o anjo do desespero faz guerra encarniçada e se esforça para, junto de você, tomar o meu lugar.


Nem sempre sou a mais forte. E quando o desespero consegue me afastar, envolve-o com suas asas fúnebres, desvia os seus pensamentos de Deus e o conduz ao suicídio.


Una-se a mim para afastar sua desastrosa influência e deixe-se embalar docemente em meus braços...


Porque eu sou a esperança...


* * *


Um dia, um Espírito Sublime abandonou um jardim de estrelas para nascer na Terra e depositar nas almas as gemas preciosas da esperança...


E, nestes dias de inquietação e desassossego, Jesus continua sendo a esperança que reergue os Espíritos e a paz que penetra os corações.


Ainda hoje, o Mestre de Nazaré é a grande esperança que Se tornou realidade.


Redação do Momento Espírita com base no artigo A esperança, da Revista Espírita de fevereiro de 1862, de Allan Kardec.Disponível em www.momento.com.br.

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