Pachelbel - Canon In D Major

quinta-feira, abril 30, 2015

O Instrumento - Emmanuel





O Instrumento

Emmanuel



Onde estiveres, agradece ao Senhor o instrumento da regeneração. 


Ninguém vive sem ele.


Aqui, é o esposo de trato difícil.


Além, é a companheira de presença desagradável.


Acolá é o filho rebelde.


Mais além e a filha inconsequente.


Hoje, é o amigo que se confiou à incompreensão.


Amanhã, será o chefe áspero.


Depois, será o subalterno distraído.


Agora, é o companheiro que desertou.


Mais tarde, será o adversário, compelindo-te a inesperadas tribulações.


Silencia, aproveita e segue adiante.


A pedra recebe do martelo que a estilhaça a dignidade com que se faz útil à construção.


O metal deve a pureza que lhe é própria ao cadinho esfogueante que o martiriza.


Não olvideis que o corpo é o santuário de possibilidades divinas em que temporariamente te refugias para assimilar a lição do progresso.


Cada caminho cede lugar a outro caminho.


Cada experiência conduz a experiência maior.


Toda prova é alimento espiritual e toda dor é impulso à ascensão.


Aprendamos a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um dia, os cimos da Luz.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Livro Jóia , p. 15.

quarta-feira, abril 29, 2015

Oração Por Auxílio - Emmanuel





Oração Por Auxílio


Emmanuel




Auxilia-nos para o bem que nos destinas, mas também para extinguir o mal que ainda carregamos.


Auxilia-nos não só a crer, mas também a realizarmos o melhor.


Auxilia-nos a praticar aceitação, mas também a exercermos o discernimento.


Auxilia-nos a usar a paciência, mas também a livrar-nos da inércia.


Auxilia-nos a trabalhar, mas também a servirmos sem reclamação.


Auxilia-nos a estender o amor que nos ensinaste, mas também a cultivar o amor, sem criarmos problemas para ninguém.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Livro Jóia , p. 14.


terça-feira, abril 28, 2015

Discernimento - André Luiz






Discernimento

André Luiz



Os defeitos mais arraigados são aqueles que tomamos à feição de qualidades.


É preciso discernir;


apresentação e vaidade;


brio e orgulho;


serenidade e indiferença;


correção e frieza;


humildade e subserviência;


fortaleza e segurança de coração.


Quando algum sentimento nos induzir a parecer melhor ou mais forte que os outros, é chegado o momento de procurar a nossa própria realidade, para desistir da ilusão.


De que serve a felicidade dos felizes quando não diminui a infelicidade dos que se sentem menos felizes?



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Endereços de Paz , p. 11.


segunda-feira, abril 27, 2015

Gratidão e Esforço - André Luiz





Gratidão e Esforço

André Luiz



Quando você estiver à beira da inconformação, conte as bênçãos que já terá recebido.


Jamais desconsidere o valor do trabalho.


O dono da mina de ouro, só por isso, não obterá sem esforço a ervilha que lhe enriquece o prato.


Riqueza, na essência, é o aproveitamento real das oportunidades que a vida nos oferece em nome do Senhor.


O homem afortunado pode ser o rico da benemerência.


O pobre pode ser o rico de esforço.


A pessoa robusta pode ser o rico de serviço.


A doente pode ser o rico de resignação.


O moço pode amealhar o tesouro da força bem dirigida.


Quem amadureceu na experiência pode organizar valioso patrimônio de ponderações edificantes.


A mulher pode torna-se um modelo de abnegação.


O homem pode converter-se numa coluna de heroísmo.


A criatura cercada de obstáculos pode enriquecer-se de virtudes excelsas.


Fortuna, de modo algum, será apenas metal ou papel amoedado. 


É, sobretudo, valor do espírito, bênção da alma, luz do coração.


Deus não criou a pobreza.


O homem, sim, quando perturba a marcha das leis divinas que governam a vida e abusa das graças que recebe, empobrece-se de oportunidades de progresso e gera para ele próprio a escassez, a dor, o remorso, a enfermidade e a expiação que o consomem, por largo tempo, sem destruí-lo, no purgatório necessário da regeneração.


Não esmoreça, ante os obstáculos do caminho de elevação.





XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Endereços de Paz , p. 18.

domingo, abril 26, 2015

Em louvor ao Irmão Sol - Joanna de Ângelis




Em louvor ao Irmão Sol

Joanna de Ângelis
     


Quando chegaste à Terra, a noite medieval espalhava o terror, mantendo a ignorância em predomínio de que se locupletavam os poderosos para esmagar os camponeses e os citadinos pobres.


Havia superstição e medo em toda parte, caminhando a humanidade sob o estigma do pecado e do vício que eram punidos com impiedade.


Tu chegaste e apresentaste a Verdade, que nunca mais deixou de iluminar a sociedade.


Existiam a perversidade sem disfarce e a discriminação de todo tipo, havendo-se tornado o homem o lobo do homem, assim ficando desprezível.


Na sua simplicidade santa cantaste o hino de louvor a todas as criaturas, chamando-as docemente de irmãs.


Permanecia epidêmico o ódio, que espalhava o bafio pestilento das guerras intérminas, deixando os campos juncados de cadáveres que apodreciam a céu aberto...


Tua voz, suave e meiga, entoou, então, o canto da paz, e te fizeste o símbolo da verdadeira fraternidade que um dia se estenderá por toda a Terra.


As epidemias dizimavam os seres humanos, reduzidos a hilotas do destino insano, dentro da terrível fatalidade do sofrimento sem termo.


A fé religiosa com a sua pompa extravagante amparava-se nos fortes e os ajudava a perseguir e malsinar os fracos, mas tu tiveste a coragem de despir-te das sedas e brocados do teu pai, desnudando-te, para nascer novamente dedicando-te,a partir daquele momento, aos leprosos de Rivotoro...


No início do teu ministério, quando se aproximaram os primeiros servidores do Amor, riscaste no chão uma cruz e enviaste-os aos quatro pontos cardeais do mundo, para que todos conhecessem o Sol de Primei ra Grandeza. Enquanto Ele os houvera enviado dois a dois, tiveste a coragem de os encaminhar a sós, porque sabias que Ele seria o companheiro inseparável daqueles abençoados heróis do amor em todos os seus momentos.


Num período em que a fé religiosa inspirava pavor, aqueles que se consideravam representantes de Deus no mundo, distanciando-se cada vez mais das ovelhas que deveriam pastorear, tomaste a vestimenta de ovelha branda e reuniste aquelas desgarradas, formando um novo rebanho...


Nos teus dias, e mesmo um pouco depois, ninguém te resistia a presença, a voz, a vibração de inefável amor...


Nem mesmo o lobo feroz de Gúbio ou as andorinhas gárrulas, que te perturbavam a canção de amor, quando cantavas aos ouvidos atentos dos sofredores no altar da Natureza, fazendo-as calar-se.


No forte verão, quando tinhas a vista queimada pelo ferro em brasa e estavas ao ar livre, percebeste pelo zumbido das abelhas, que lhes faltavam pólen e flores para fabricar mel. 


Não trepidaste em solicitar à tua irmã Clara que providenciasse do monastério o alimento para aquelas irmãzinhas laboriosas...


Quem se atreveu a comportar-se dessa forma, depois dEle, a quem tanto amaste, a ponto de imitá-lO em todos os teus momentos, a partir do instante em que Ele te chamou para a reedificação da Sua Igreja moral que estava em escombros?


Oh! Irmão Cantor dos desesperados e esquecidos!


O mundo moderno, rico de glórias ligeiras e pobre de sentimentos, orgulhoso das suas conquistas rápidas, mas que não nota a imensa aflição em que estorcegam as multidões famintas e excluídas da sua sociedade, vivendo uma insuperável noite de horror e de incertezas, necessita de ti com muita urgência.


Nunca houve tanta carência de amor quanto agora, por isso, o teu canto virá diminuir a angústia que se transformou em patética afligente na Terra sofredora.


Há, sem dúvida, grandezas que defluem da ciência e da tecnologia, mas a solidão, a ansiedade, o medo e as incertezas, todos eles filhos do materialismo insensível produzem o vazio existencial, os transtornos psicológicos graves, as doenças psicossomáticas, a loucura pelas drogas, pelo alcoolismo, pelo tabaco, pelo sexo desvairado, levando suas vítimas à fuga pelo suicídio injustificável.


Volta, Irmão Francisco, para novamente reunir as tuas criaturas, todas elas à tua volta como fizeste naqueles dias já recuados, conduzindo-as a Jesus.


Novamente convoca os teus irmãos Leão, Rufino, Chapéu, assim como aqueloutros que contigo construíram o mundo que te escuta há oitocentos anos, mas não tem coragem hoje de seguir-te os passos.


Quantos te abandonaram após a tua volta ao Grande Lar?!


Ainda escutamos o silêncio da deserção deles na turbulência das atrações de onde haviam saído e para aonde retornaram com avidez...


Eles estão novamente, na Terra, aturdidos, saudosos, aguardando a tua voz que conhecem e não conseguem esquecer.


A tua Assis querida agora está ampliada além das muralhas em que se resguardava, e a sociedade em agonia deseja pertencer-lhe à cidadania.


Há música no ar, silêncio nos corações e lágrimas nos olhos de quase todas as criaturas destes dias de inquietações e de incertezas.


Em decorrência, há uma grande expectação denunciando a espera...


Volta, por favor, Irmão Alegria, a fim de que a tristeza do desamor bata em retirada e uma primavera de bênçãos tome conta de tudo.


O céu azul que te agasalhou e os campos verdes com lavanda perfumada que os teus pés feridos pisavam, continuam aguardando-te.


Há multidões que te vêm louvar, bulhentas e festivas, mas indiferentes ao teu chamado, sem valor para te seguir.


Canta, então, novamente, a tua oração simples, com que nos brindaste naqueles dias inesquecíveis, e onde houver desespero faze que se manifestem a paz e a esperança, e ante a ameaça da morte iminente, o ser ressurja em júbilos ante as certezas da ressurreição, porque é morrendo que se vive para sempre.


Irmão Sol, a grande noite moral da atualidade te aguarda ansiosa!





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia do médium Divaldo P. Franco, na tarde do  dia 3 de junho de 2009, junto à tumba de S. Francisco de ASsis,  ao lado de diversos amigos, em Assis, Itália. 






Filme Clara e Francisco  Parte I












Filme Clara e Francisco  Parte II

sábado, abril 25, 2015

O que mais sofremos no mundo - Albino Teixeira






O que mais sofremos no mundo

Albino Teixeira




Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.


Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.


Não é a doença. 


É o pavor de recebê-la.


Não é o parente infeliz. 


É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.


Não é o fracasso. 


É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.


Não é a ingratidão. 


É a incapacidade de amar sem egoísmo.


Não é a própria pequenez. 


É a revolta contra a superioridade dos outros.


Não é a injúria. 


É o orgulho ferido.


Não é a tentação. 


É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.


Não é a velhice do corpo. 


É a paixão pelas aparências.


Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflições que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Albino Teixeira . Do livro "Passos da Vida", ed. IDE.


sexta-feira, abril 24, 2015

O caderno infinito - Momento Espírita





O caderno infinito



Você já encontrou um caderno antigo com anotações suas?


É sempre um acontecimento curioso, pois nos remete a um determinado momento em nossa História que ficou ali, gravado.


O que estávamos sentindo, ou o que estávamos aprendendo, ou simplesmente anotações importantes naquele contexto temporal.


Porém, o mais comum é que, depois de preenchermos todas as folhas de um caderno, e aqueles escritos não nos interessarem mais, simplesmente o descartemos.


Em resumo: um caderno só pode ser utilizado uma vez. Como se ele só tivesse uma vida.


Isso, porém, não é mais verdade, graças à tecnologia que a cada dia nos traz novas surpresas.


Uma empresa norte-americana criou um caderno inteligente. 


Um caderno que não tem fim.


O rocketbook, como é chamado, utiliza uma tinta sensível ao calor e é controlado por um aplicativo. 


Basta colocá-lo por trinta segundos no microondas para que as anotações sejam apagadas do dispositivo.


Mas, podemos perguntar, de que adianta? 


Perde-se tudo? 


Não, de forma alguma. 


Antes de apagá-las, ele as converte em documento digital e as armazena em sistema de nuvem no aplicativo.


Genial. 


O caderno volta a ser novo, em branco, porém, tudo o que ele já recebeu de anotações está lá com ele.


*   *   *


Assim ocorre conosco, Espíritos imortais e com nossas diversas encarnações.


Cada vez que nascemos, nascemos caderno em branco. 


Temos chance de reescrever nossas histórias, de reescrever nossos caminhos, nos são dadas novas oportunidades.


Quanto mais belo for o conteúdo escrito nas folhas de nosso caderno, mais belo será o que levaremos para a nuvem, ao final da vida.


Nada que vivemos se perde. 


Todas as experiências, os aprendizados, as lembranças, os amores, os ódios, as dificuldades, ficam ali, armazenados.


Ao retornar para nova encarnação, o caderno estará em branco novamente, mas tudo que temos na nuvem nos influenciará sempre e, por vezes, nos fará lembrar das razões de estarmos aqui.


Algumas vezes teremos impressão desse caderno ser o primeiro, principalmente na infância, mas, quando algumas tendências começarem a surgir, sem explicação, nos diferenciando significativamente dos demais, perceberemos que já fizemos e guardamos anotações, em muitos cadernos antes deste.



*   *   *



Somos infinitos.


Tivemos um início que vai longe no tempo. 


Hoje, estamos iniciando um despertar que nos elevará para um novo patamar de consciência.


Estamos começando a ter condições de saber quem somos. 


Estamos começando a ter condições de saber aonde devemos chegar e por quê.


Só uma vida espiritualizada nos leva nesta direção. 


Só uma vida amorosa nos eleva acima dos problemas do mundo.


Mergulhados na matéria em que estamos, precisamos aprender a utilizá-la como instrumento, e não mais nos deixarmos ser dominados por ela.


O materialismo é invenção nossa, de nossos vícios. 


Ele nunca precisou existir. 


Então, agora que acordamos e entendemos, pensemos e atuemos como seres inteligentes e amorosos que somos.


Inteligência e amor sempre estiveram escritos na contracapa de nosso caderno infinito, como objetivos maiores de nossa vida. 


Nós é que nem sempre tivemos a curiosidade de olhar.





Redação do Momento Espírita.Disponível em www.momento.com.br

quinta-feira, abril 23, 2015

PRECE COM PRESSA





Sabe quando chega a hora de fazer uma PRECE mas você tá é com PRESSA? 

Quem nunca?!

"A prece é sempre agradável a Deus quando ditada pelo coração, porque a intenção é tudo para ele. 

A prece do coração é preferível à que podes ler, por mais bela que seja, se a leres mais com os lábios do que com o pensamento. 

A prece é agradável a Deus quando é proferida com fé, com fervor e sinceridade." Pergunta 658 do Livro dos Espíritos.

Dor e coragem - Bezerra de Menezes




Dor e coragem 


 Bezerra de Menezes
     



Na Terra todos temos inimigos. Todos, sem exceção. Até Jesus os teve. Mas isso não é importante. Importante é não ser inimigo de ninguém, tendo dentro da alma a dúlcida presença do incomparável Rabi, compreendendo que o nosso sentido psicológico é o de amar indefinidamente.


Estamos no processo da reencarnação para sublimar os sentimentos. Por necessidade da própria vida, a dor faz parte da jornada que nos levará ao triunfo.


É inevitável que experimentemos lágrimas e aflições. Mas elas constituem refrigério para os momentos de desafio. Filhos da alma, filhos do coração!


O Mestre Divino necessita de nós na razão direta em que necessitamos dEle. Não per mitamos que se nos aloje no sentimento a presença famigerada da vingança ou dos seus áulicos: o ressentimento, o desejo de desforçar-se, as heranças macabras do egoísmo, da presunção, do narcisismo. Todos somos frágeis. Todos atravessamos os picos da glória mas, também, os abismos da dor.


Mantenhamo-nos vinculados a Jesus. Ele disse que o Seu fardo é leve, o Seu jugo é suave. Como nos julga Jesus? Julga-nos através da misericórdia e da compaixão.


...E o Seu fardo é o esforço que devemos empreender para encontrar a plenitude.


Ide de retorno a vossos lares e levai no recôndito dos vossos corações a palavra libertadora do amor. Nunca revidar mal por mal. A qualquer ofensa, o perdão. A qualquer desafio, a dedicação fraternal. O Mestre espera que contribuamos em favor do mundo melhor, com um sorriso gentil, uma palavra amiga, um aperto de mão.


Há tanta dor no mundo, tanta balbúrdia para esconder a dor, tanta violência gerando a dor, que é resultado das dores íntimas.


Eis que Eu vos mando como ovelhas mansas ao meio de lobos rapaces, disse Jesus. Mas virá um dia, completamos nós outros, que a ovelha e o lobo beberão a mesma água do córrego, juntos, sem agressividade.
Nos dias em que o amor enflorescer no coração da Humanidade, então, não haverá abismo, nem sofrimento, nem ignorância, porque a paz que vem do conhecimento da Verdade tomará conta de nossas vidas e a plenitude nos estabelecerá o Reino dos Céus.


Que o Senhor vos abençoe , filhas e filhos do coração, são os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos Espíritos-espíritas que aqui estão participando deste encontro de fraternidade.



Muita paz, meus filhos, são os votos do velho amigo,


Bezerra.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Bezerra de Menezes . Mensagem psicofonica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, em 25 de setembro de 2011, na Creche Amélia Rodrigues, em Santo André /SP.