Pachelbel - Canon In D Major

sábado, abril 18, 2015

Divaldo Franco, uma surpresa em Paris - Pedro Fagundes Azevedo





Divaldo Franco, uma surpresa em Paris 


 Pedro Fagundes Azevedo
      




Esta história verídica já foi contada várias vezes pelo próprio médium. 


Assim, mesmo que você já a conheça, há de concordar que é tão original que vale a pena relembrá-la. 


Há muito tempo, em viagem a Paris, quando passeava ao acaso por um caminho de pedras muito bem cuidado, Divaldo Franco teve sua atenção despertada por um imponente Monastério, também revestido de pedras. 


Era de uma ordem religiosa, das monjas enclausuradas, fundada por um frade capuchinho no século XVII. 


Emocionado, sem saber porque, bateu na enorme porta da instituição. 


Apareceu-lhe uma sorridente monja-porteira informando que o Monastério não estava aberto à visitação pública e que as monjas eram enclausuradas.


Divaldo pediu que ela fosse chamar a monja-mestra. 


E só aí deu-se conta de que estava falando em francês, com um estranho sotaque. 


A atendente aquiesceu e mandou-o entrar até o parlatório onde uma outra religiosa, mais idosa, confirmou a impossibilidade de sua visita. 


O médium voltou a insistir com tanta ênfase que teve de vir a Abadessa, uma veneranda senhora belga com cerca de 70 anos. 


Estabeleceu-se então um diálogo mais ou menos assim:


- Senhora, eu sou o fundador dessa Instituição que é muito dura para com as jovens que a habitam. 


Quando a instituí eu não me dava conta disso, mas hoje venho pedir-lhe para ser mais complacente com as monjas.


- Meu filho, você é tão jovem! 


Porque está falando em francês provençal? 


Meu filho, você está aturdido, vou providenciar que alguém o leve de volta.


- Não antes que eu possa visitar a cela onde faleci.


- Como você sabe que nosso fundador morreu aqui?


- Irmã, eu sou ele! 


Eu vivia em orações contínuas, tanto que onde eu me ajoelhava, o piso de pedra-pome, ficou um pouco mais fundo que o restante do assoalho... 


A minha cela possuía uma gravura da Virgem Maria, que certo dia, após muitas preces, inadvertidamente, queimei um pedaço com uma vela acessa.


- Como o senhor pode saber disso? 


Essas referências verídicas não constam em nenhuma de nossas publicações!


- Irmã eu sou ele! 


A monja-mestre diz que não posso visitar minha cela porque teria que passar pelo pátio interno, onde ficam as clausuras proibidas ao sexo masculino. 


Mas, se formos pelo altar-mor, atrás dele, há uma porta, que dá para uns degraus, que vão terminar num corredor, onde sem passar pela clausura chegaremos à minha cela, irmã! 


Vamos!


- Já que insiste tanto e para acabarmos logo com isso, venha e mostre-nos o caminho que diz conhecer! 


E Divaldo foi à frente, mostrando o caminho, que reconhecia, com a Abadessa logo atrás dele, depois a irmã-mestra seguida pela monja-porteira. 


Como nos velhos tempos... 


O fundador à frente de todas... 


Depois do desejo do médium ter sido concretizado e, Divaldo ter observado na cela a surrada vestimenta do sacerdote, ter visto o chão realmente amolgado perto do genuflexório, e de não ter visto mais a gravura de Nossa Senhora que lá não estava mais, todos muito emocionados, retornaram pelo mesmo caminho... 


A Abadessa pediu para que as outras duas se retirassem e lhe pergunta o que seria aquele fenômeno. 


Divaldo fala-lhe abertamente da reencarnação, da lei de causa e efeito e, promete mandar-lhe o EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO e O LIVRO DOS ESPÍRITOS em francês. 


A partir daí os dois passaram a corresponder-se até a morte da abadessa, já aposentada, na Bélgica.



Texto resumido do livro 100 Reflexões Filosóficas, de Divaldo Franco, Ed. Leal.


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