Pachelbel - Canon In D Major

quinta-feira, março 31, 2011



ATIRE A PRIMEIRA FLOR


Glacia Daibert



Quando tudo for pedra, atire a primeira flor;

Quando tudo parecer caminhar errado, seja você o primeiro passo certo;

Se tudo parece escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz, traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada;

Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso; talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que compreenda, de braços que confortem;

Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;

Quando ninguém souber coisa alguma, e você souber um pouquinho, seja o primeiro a ensinar, começando por aprender você mesmo, corrigindo-se a si mesmo;

Quando alguém estiver angustiado à procura, consulte bem o que se passa, talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja;

Dai, portanto, o seu deve ser o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar-se, primeiro que pode ser o único e, mais sério ainda, talvez o último;

Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la;

Quando a flor se sufocar na urze e no espinho, que sua mão seja a primeira a separar o joio, e arrancar a praga, a afagar a pétala, a acariciar a flor;

Se a porta estiver fechada, de você venha a primeira chave;

Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a primeira proteção e primeiro abrigo;

Se o pão for apenas massa e não estiver cozido, seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento;

Não atire a primeira pedra em quem erra. De acusadores o mundo está cheio! Nem, por outro lado, aplauda o erro. Dentro em pouco, a ovação será ensurdecedora;

Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu;

Sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido;

Seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém;

Quando tudo for espinho, atire a primeira flor;

Seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta, compreendendo que o perdão regenera, que a compreensão edifica, que o auxílio possibilita e que o entendimento reconstrói;

Atire você, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor.

Para um beija-flor, basta uma gota de água armazenada em uma flor...


Desperdício


Momento Espírita


O homem é habitualmente cheio de desejos, projetos e sonhos.

Na busca da felicidade, sempre parece lhe faltar algo.

Pode ser dinheiro, raramente considerado suficiente.

Ou uma relação amorosa, cuja ausência causa amargor.

Por vezes a própria aparência física não satisfaz e isso gera desconforto.

Ordinariamente, sempre há alguma coisa em falta, no balanço do viver humano.

Não há nada de errado em ter desejos e sonhos.

O problema reside em não valorizar o que se tem e em achar que a plenitude reside no que falta.

A Espiritualidade Superior ensina que a existência terrena assemelha-se a um curso de aperfeiçoamento.

As condições de vida de cada um guardam relação com suas necessidades de aprendizado.

Enquanto a lição não for assimilada, ela continuará a ser repetida.

Assim, importa não desperdiçar os tesouros que batem à porta.

Por vezes, eles chegam em embalagens pouco atraentes.

Mas sempre representam uma oportunidade de aprendizado e libertação.

O familiar carente e enfermo é uma dádiva na vida de quem necessita aprender a ser abnegado.

O colega difícil afigura-se uma bênção para o carente de tolerância

As dificuldades financeiras trazem a preciosa lição da frugalidade.

Situações de desvalimento propiciam o aprendizado da humildade.

A ausência de um afeto profundo traz o ensinamento da continência e da sublimação.

A saúde frágil chama a atenção para a transitoriedade da vida humana e para a importância de se espiritualizar.

As experiências dolorosas em geral convidam a desenvolver empatia por quem sofre.

A desencarnação de um familiar ou amigo funciona como um convite para estender os laços da fraternidade.

Em tudo, há um aprendizado a ser feito.

A natureza da lição que se apresenta revela em quê reside a carência espiritual.

É no embate de cada dia que as lições de que se necessita lentamente chegam.

Importa não desperdiçá-las, enquanto se sonha com o impossível.

É bom sonhar, planejar e buscar, mas sem angústia.

Os sonhos precisam ser embalados pela confiança na Providência Divina.

O homem é livre para querer, apenas não deve se amargurar pelo que demora ou não se concretiza.

No contexto de uma vida terrestre, há sonhos que não podem se tornar realidade.

Ocorre que a experiência terrena, por longa que se afigure, sempre chega ao fim.

Então, será feito um balanço das bênçãos recebidas e de sua utilização, a benefício da própria paz.

Mais feliz será quem mais tiver aprendido com o que lhe coube viver no mundo.

Já aquele que desperdiçou suas oportunidades terá de repeti-las.

Pense nisso.



Redação do Momento Espírita.


Disponível em www.momento.com.br


quarta-feira, março 30, 2011





Um Ângulo Especial



Momento Espírita

Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol.


Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho. Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo.Ali se pôs a fazer a sua oração cheia de vida, dialogando com Jesus.


Ouviu, então, em meio ao silêncio, a voz de alguém, cuja presença não tinha percebido: "Escute, venha aqui. Venha ver a rosa." Ele olhou para os lados, para frente, e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares.


Levantou-se e a voz falou outra vez: "Venha ver a rosa." Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa. Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: "Venha ver a rosa."


Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita. Mas o homem não se conformou e tornou a dizer: "Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa."


Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com ele com aquele convite? Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele?


Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou ao lado do homem. "Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho." De fato, era um espetáculo todo diferente.


Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele ângulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris. Dali podia-se perceber um raio de luz do sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris.


E o trabalhador, extasiado, exclamou: É a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris. Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou, se não tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espetáculo tão maravilhoso.

*

É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso. O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocar de nosso comodismo, de romper com preconceitos, para ver a pessoa do outro de modo diferente e novo.


Há uma rosa escondida em toda pessoa que não estamos sendo capazes de enxergar. Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar incômodo, de deixar de lado as prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo diferente.


Realizemos esta experiência, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido diferente onde, para nós, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.



Texto elaborado pela equipe de redação do momento espírita, a partir de texto recebido pela Internet, sem alusão a autor


Disponível em www.momento.com.br



Resignação


Joanna de Ângelis


Há virtudes difíceis de serem adquiridas e cujo exercício é pouco compreendido.

A resignação é uma delas.

As criaturas levianas nem a vêem como algo apreciável.

Presas em suas ilusões, consideram a resignação apenas falta de forças ou de coragem.

Entendem que o homem sempre deve reagir violentamente contra qualquer circunstância que contrarie seus interesses.

Pensam ser indigno aceitar com tranqüilidade um revés.

Contudo, urge reconhecer que nem sempre é possível obter-se o que se deseja.

Muitas vezes, nossos sonhos mais caros não se concretizam.

Ou então nossa tranqüilidade, tão duramente conquistada, é atingida por um infortúnio.

Há dificuldades ou contrariedades que podemos vencer, mas algumas vezes, a vida responde a nossos apelos com sombra e dor.

Nessas circunstâncias, alguns encontram em seu íntimo forças para resignar-se.

Em face de situações constrangedoras, dolorosas e inalteráveis, a resignação é uma atitude que apenas os bravos conseguem adotar.

Trata-se da aquiescência da razão e do coração com um regime severo imposto pela vida.

O resignado não é um covarde, mas alguém que compreende a finalidade da existência terrena.

O homem nasce na Terra para evoluir, para vencer a si mesmo e amealhar virtudes.

Justamente por isso, as dificuldades apresentam-se em seu caminho.

Algumas são contornáveis e outras não.

Às vezes, somente poderíamos sair de uma situação triste, prejudicando ou magoando o semelhante.

Como ninguém conquista a própria felicidade semeando desgraças, essa opção não é legítima.

Frente a um infortúnio inevitável, é necessário acomodar a própria vontade.

Impõe-se a consideração de que Deus rege o Universo e jamais se equivoca ou esquece de algo.

Já nascemos inúmeras vezes e renasceremos outras tantas.

A vida é uma escola, na qual passamos da ignorância e da barbárie à angelitude.

Conscientes de nosso papel de aprendizes, convém nos dedicarmos a fazer a lição do momento.

Talvez ela não seja a que desejaríamos, mas certamente é a mais adequada às nossas necessidades.

Se a vida nos reclama serenidade em face da dor, aquiesçamos. A rebeldia de nada nos adiantará.

A criatura rebelde perante as Leis Divinas apenas torna seu aprendizado lento e doloroso.

Rapidamente ela se torna cansativa para seus familiares e amigos.

Ao fazer sentir por toda parte o peso de seu amargor, infelicita os que a amam.

Resignar-se não significa desistir da luta. Implica apenas reconhecer que a luta interiorizou-se.

Quem se resigna enobrece lentamente seu íntimo, ao desenvolver novos propósitos de vida.

Tais propósitos não se resumem a um viver róseo.

Eles envolvem a percepção e a aceitação de que temos um papel a desempenhar na construção de um mundo melhor.

Esse papel pode não coincidir com nossas fantasias.

Mas é uma bênção ser um elemento do progresso, mesmo com algum sacrifício.

Outras pessoas, mirando-se em nosso exemplo, podem encontrar forças para seguir em frente.

A resignação é uma conquista do Espírito que vence suas paixões e atinge a maturidade.

Ele consegue manter a alegria e o otimismo, mesmo em condições adversas.

Ao enfrentar com tranqüila dignidade seus infortúnios, prepara-se para um amanhã venturoso.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 24 do livro Leis Morais da Vida, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


Disponível www.momento.com.br
 


Súplica à Mãe Santíssima

Joanna de Ângelis




      Divaldo psicografando mensagem ao lado da Casa de Maria


Senhora

Eis-nos de retorno aos caminhos luminosos apresentados pelo vosso Filho Jesus há quase dois mil anos: fé e irrestrita confiança em Deus, amor ao próximo como a si mesmo e entrega total à caridade, sem, a qual, não há salvação.

Há muito tempo planejamos seguir a trilha libertadora, mas distraídos pelas ilusões seguimos rumos diferentes e angustiantes.

Hoje, porém, depois de vivenciadas inomináveis angústias, estamos de volta ao rebanho daquele que é o Caminho da Verdade e da Vida.

Sabemos que, enquanto o mundo moderno estertora sob os camartelos do ódio e da insensatez que o ser humano criou para si mesmo, velais, Senhora, por esses filhos aturdidos que vos foram confiados na cruz…

O pranto, na Terra, se avoluma assustadoramente nos olhos aflitos que perdem lentamente a faculdade de ver com claridade, ao tempo em que a revolta domina a orgulhosa cultura que a civilização elaborou ao largo dos milênios, ante as ameaças de extinção que se vem impondo alucinadamente…

Os horrores da violência, do crime e das guerras individuais, coletivas e internacionais, tomam conta das sociedades, demonstrando a quase nulidade das gloriosas conquistas da ciência, do pensamento, da tecnologia…

As mulheres e os homens encontram-se assinalados pelo desencanto, fugindo na direção dos prazeres, a que se entregam insensatamente, porque se perderam no báratro das próprias necessidades, que não têm sabido discernir, quais as que são relevantes em relação às secundárias e sem importância.

O orgulho impera e a indiferença pelo destino das demais criaturas caracteriza estes dias de ansiedade, de medo e de solidão.

É certo que existem doações de amor e de sacrifício, lutas de redenção e trabalhos dignificadores em quase toda parte, não porém, o suficiente para a construção do reino de Deus nos corações.

Em razão dos sofrimentos que campeiam, rogamos, Senhora, que derrameis a luz do discernimento e a paz dos sentimentos nas existências desarvoradas, informando que, enquanto o amor de Jesus permanecer no mundo, não se apagará das mentes nem dos corações a presença da esperança.

Intercedei por todos aqueles que se deixaram enregelar pelo ódio, endurecer-se pelos desencantos e frustrações, a fim de que a sociedade descubra o seu rumo de segurança.

Ontem, aqui semeastes o amor, a caridade e o perdão, enquanto Roma perseguia e assassinava os discípulos do vosso Filho.

As perseguições, no entanto, ainda prosseguem, temerárias e perversas. Não mais praticadas pelo império dos Césares, dominado pela volúpia do poder mentiroso que ruiu, como tudo quanto é transitório no mundo, substituídas pelo materialismo e pela crueldade.

Naqueles dias já passados, eram os de fora da grei que crucificavam, martirizavam e matavam os seguidores do vosso Filho.

Hoje são os próprios discípulos que se disputam primazias e infelicitam os que são fiéis aos postulados de amor, com os quais eles não concordam…

Tende compaixão, Mãe Amantíssima de todos nós, e ajudai-nos a ser fiéis até o fim, sem reclamações nem desânimo, servindo incansavelmente, certos de que, na etapa final, poderemos ver e ouvir o vosso Filho, informando-nos:

Vinde a mim, servidores fiéis, eu vos tenho aguardado em paz.



Pelo Espírito Joanna de Ângelis


Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 22 de Maio de 2007, junto à casa onde desencarnou Maria, a mãe de Jesus, em Éfeso na Turquia.



 


Sentimentos e Afetividade


Joanna de Angelis




A expressiva maioria da sociedade encontra-se desassisada, especialmente pela falta de amor.

Assevera-se que o amor não conseguiu sobreviver à época da ciência de pesquisas frias e da tecnologia, tornando-se uma vaga sensação de prazer, que se experimenta nos encontros momentâneos.

Informa-se, ainda, que a convivência consegue destruí-lo, produzindo a rotina, o desinteresse, sendo ideal, portanto, que os relacionamentos da afetividade ocorram sem a contínua convivência.

Como efeito, as pessoas que se dizem amar, residem em locais diferentes, encontrando-se, sem maiores responsabilidades para os prazeres do repasto, das festas, do teatro e do cinema, dos períodos de férias, sobretudo, para a união sexual...

A experiência vivida por Jean-Paul Sartre e Mme. Beauvoir, no século passado, amando-se e vivendo em residências separadas, influenciou toda uma geração e ressurge com características especiais, ensejando relacionamentos sem maiores compromissos, nos quais os parceiros têm a sua própria vida, sua liberdade inalterada, mantendo fidelidade ao elegido.

Essa conduta leviana proporciona uma falsa existência de gozo, na qual a amizade enriquecedora, os diálogos recheados de experiências e de permutas de bondade desaparecem, dando lugar a encontros fortuitos somente para a preservação do egoísmo. Em consequência, o isolamento das criaturas faz-se, cada dia, mais volumoso, e as distâncias tornam-se mais difíceis de ser vencidas. A desconfiança substituiu o prazer da companhia, a insensibilidade domina os sentimentos, e quando os desafios, em forma de enfermidades, de conflitos, de problemas econômicos surgem, o outro, imediatamente, desaparece, deixando ao abandono o ser com o qual se vinculava...

Dir-se-á que o mesmo ocorre nos relacionamentos convencionais, no matrimônio, na parceria no mesmo lar, o que não deixa de ser verdade, porém, em número de vezes muito menor.

O prazer sensual, como é compreensível, desaparece logo depois de um período de experiências, dando lugar à busca erótica de novas sensações, especialmente para as pessoas sem formação moral equilibrada.

Isto porque, nessas relações o amor verdadeiro é dispensável, não se tornando essencial para a perfeita identificação dos sentimentos.

O amor é uma emoção profunda, que merece considerações especiais, caracterizando-se por valores significativos.

Ele inspira a amizade sem jaça, o apoio incondicional, o respeito contínuo, a dedicação integral, porque é fator de imensurável significado para a existência humana. Mesmo entre os animais, o instinto que se transforma em afetividade no processo da evolução, é responsável pela preservação da prole e sua preparação para os enfrentamentos da sobrevivência.

Pessoas imaturas, sonhadoras e fantasistas mantêm o sentimento de amor dentro do padrão lúdico, vivendo em busca da sua alma gêmea, a fim de completar-se, como se os indivíduos fossem metades aguardando a outra parte.

As almas nascem gêmeas nos sentimentos universais, nos ideais de engrandecimento, na grande família, na qual se destacam os Espíritos mais evoluídos, capazes dos gestos nobres da renúncia e da abnegação em favor daqueles a quem ama e, por extensão, por todas as criaturas...

Desejando-se a alma gêmea, intimamente, anela-se por encontrar alguém disposto a servir e estando sempre presente nas necessidades, sem pensar-se na retribuição e nos cuidados que devem ser mantidos, por sua vez.

* * *

Os sentimentos são conquistas valiosas do curso evolutivo, que se vão aprimorando através das vivências, das longas reencarnações.

Viajando do instinto, aprimora-se e pode apresentar-se de formas variadas: a atração, que pode ser física, social, econômica, na qual o aspecto externo do outro exerce papel preponderante; a mental, que se expressa como de natureza intelectual, em razão da lucidez e da vivacidade que são detectadas noutrem e, por fim, aquela de natureza espiritual, que transcende aos interesses imediatos, facultando bem-estar, alegria na convivência, sentimento de companheirismo.

As emoções, no entanto, estão sempre variando, não raro, de acordo com as circunstâncias,as reações fisiológicas, transformando o sentimento de afeto em antipatia, após certo período de descobrimento da outra pessoa.

Essa ocorrência é comum quando o amor se manifesta numa das duas primeiras expressões a que nos referimos.

No sentimento profundo, mesmo havendo variação de emoções, o amor se torna mais significativo, capaz de resistir e superar as alterações que venham a ocorrer.

Quando se manifestam as expressões do amor, quase sempre aqueles que não têm maturidade para a vivência expressiva do sentimento enobrecido, logo pensam em adaptar-se àquele por quem se sentem atraídos, alterando a programação existencial.

O amor não necessita que ocorram mudanças de compromissos, antes, pelo contrário, é um dínamo de forças e dispensador de energias para que se levem adiante as tarefas abraçadas, impulsionando ao crescimento interior e ao desenvolvimento da sabedoria.

É compreensível que esse sentimento não atrela uma a outra pessoa, gerando dependência de qualquer matiz. Ao invés, liberta os que se envolvem, dando-lhes um encantamento especial que, na esfera física se traduz como contínuas descargas de adrenalina invadindo a corrente sanguínea e proporcionando estímulos renovados.

Por outro lado, estimula a produção equilibrada da dopamina, a denominada substância responsável pela alegria, entre outras finalidades especiais, facultando júbilo, mesmo quando sem a presença física do ser amado.

É comum dizer-se que a distância esfria o amor, apaga-o. Essa ocorrência tem lugar quando é fruto do entusiasmo, da paixão, e arde como labareda que rapidamente consome...

O amor a outrem, desse modo, é também resultado do autoamor, quando o indivíduo se pode relacionar bem consigo, sustentando-se e possuindo as valiosas energias da saúde que pode esparzir.

Normalmente, quando se fala em amor e se o confunde com sexo, o pensamento reveste-se do interesse de fruir-se, de utilizar-se do outro, de receber benefícios. E como o fenômeno é recíproco, a aparente união mantém dois solitários sob o mesmo sentimento, distante dos benefícios que devem resultar quando a afeição é verdadeira.

Indispensável, portanto, nas tentativas de aprimorar-se os sentimentos e a afetividade, investir-se no autoaprimoramento, no esforço de tornar-se melhor, dessa maneira, podendo ser feliz com aquele a quem se elege para companhia.

* * *

É necessário que o amor eleve aquele que se lhe entrega, e não se constitua uma base para segurança pessoal, para fruição, porquanto sempre se recebe conforme se doa.

Se alguém espera receber é frágil ou fragiliza-se, tornando o outro seu protetor, que também tem necessidade de beneficiar-se, e não encontrando esse concurso na pessoa com quem se relaciona, consciente ou inconscientemente parte em busca de outrem.

No enfraquecimento, as emoções inferiores aparecem e transtornam a afetividade.

Ama, portanto, deixando que os teus sentimentos nobres governem a tua existência, e poderás fruir os benefícios que defluem dessa conduta.


Pelo Espírito Joanna de Angelis.


Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã do dia 21 de maio de 2010, no G-10, em Zurique, Suíça.

terça-feira, março 29, 2011




José Alencar: Um guerreiro retorna à Pátria Espiritual


Nesta terça-feira , 29 de março, o ex-vice-presidente José Alencar retornou à Pátria Espiritual, legando a todos, um exemplo de perseverança, otimismo, fé e vontade de viver.


Durante uma entrevista concedida ao reporte Paulo Henrique Amorim, quando este o questionou se tinha medo da morte, com muita serenidade respondeu imediatamente que "não", mas tinha medo da desonra, porque um homem desonrado já morre em vida".


Uma frase que vale a pena refletirmos...


Que possamos enviar-lhe as nossas vibrações de carinho e de reconhecimento pelo exemplo que nos legou, para que o seu retorno à Pàtria Espiritual se faça com muita serenidade.


Que as vibrações de Jesus e da Mãe Santíssima o fortaleçam e amparem nesta viagem, assim como aos seus familiares e demais afetos.





Viva como as flores


Momento Espírita




Em um antigo mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre: Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, muitas são indiferentes.


Sinto ódio das mentirosas e sofro com as que caluniam.


Pois viva como as flores, orientou o mestre.


E como é viver como as flores? - Perguntou o discípulo.


Repare nas flores, falou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.


Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem, do adubo malcheiroso, tudo que lhes é útil e saudável... mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.


É justo inquietar-se com as próprias imperfeições, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o perturbem.


Os defeitos deles são deles e não seus.


Se não são seus, não há razão para aborrecimento.


Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.


Isso é viver como as flores.


Numa simples orientação, sem dúvida, uma grande e nobre lição de bem-viver.


Mas, para viver como as flores, é preciso, ainda, observar outras características que elas nos oferecem como exemplo.


Importante notar que nem todas as flores têm facilidades, mas todas têm algo em comum: florescem onde foram plantadas.


Seja em terreno hostil, em meio a pedregulhos ou em jardins tecnicamente bem cuidados, as flores surgem para perfumar e embelezar a vida.


Existem as flores heroínas, que precisam lutar com valentia por um lugar ao sol. São aquelas que surgem em minúsculas frinchas, abertas em calçadas ou muros de concreto.


Precisam encontrar, com firmeza e determinação, um espaço para brotar, crescer e florescer.


Há flores, cujas sementes ficam sob o solo escaldante do deserto por muitos anos, esperando que um dia as gotas da chuva tornem possível emergir...


E, então, surgem, por poucos dias, só para espalhar seu perfume e lançar ao solo novas sementes, que germinarão e florescerão ao seu tempo.


Em campos cobertos de neve, há flores esperando que o sol da primavera derreta o gelo para despertar de sua letargia e colorir a paisagem, em exuberância de cores e perfumes.


Ah! Como as flores sabem executar com maestria a missão que o Criador lhes confia!


Existem, ainda, flores resignadas, que se imolam na tentativa de tornar menos tristes as cerimônias fúnebres dos seres humanos... enfeitando coroas sem vida.


Viver como as flores, portanto, é muito mais do que saber retirar vida, beleza e perfume, do estrume...


É mais do que florescer em desertos áridos e em terrenos inóspitos...


É mais do que buscar um lugar ao sol, estando numa cova escura sob o concreto espesso...


É mais do que suportar a poda e responder com mais vida e mais exuberância...


Viver como as flores é entender e executar a missão que cabe a você, a mais bela e valorosa criatura de Deus, para quem todas as flores foram criadas...


* * *


As flores são uma das mais belas e delicadas formas de expressão do Divino Artista da natureza.


Parece mesmo que o Criador as projetou e as colocou no mundo para nos falar da grandeza do Seu amor por nós, e também como lições silenciosas a nos mostrar como florescer e frutificar, apesar de todos os obstáculos da caminhada...


Pense nisso, e imite as flores!


Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada.


Disponível em www.momento.com.br

Arquivo mental


Momento Espírita



Com que tipo de informações você alimenta o seu arquivo mental?

Se ainda não havia pensado nisso, vale a pena meditar sobre o assunto, pois é de sua bagagem mental que depende a sua paz íntima.

Quando você abre o jornal, logo cedo, o que você costuma buscar primeiro? As boas notícias, a página policial, os esportes?

Se chega a uma sala de espera e percebe sobre a mesa vários tipos de revistas, qual delas você escolhe?

Ao ligar a TV, que tipo de programação assiste?

Ao navegar pela Internet, quais os assuntos de sua preferência?

Dos acontecimentos diários, das cenas que presencia, das paisagens que vê, o que você costuma observar com mais atenção e guardar no seu arquivo mental?

Talvez isso lhe pareça sem importância, mas, na verdade, de tudo isso dependem as suas atitudes, as suas emoções, a sua vida.

Como você é o que pensa e sente, todas as suas reações dependem das informações que acumula no dia-a-dia.

Se costuma guardar sempre a parte boa, positiva, nobre, quando alguma situação lhe toma de assalto, irá agir com lucidez, tranquilidade e nobreza.

Mas se, ao contrário, procura alimentar sua mente com as desgraças, os fatos negativos, os desequilíbrios e as desarmonias humanas, terá uma reação correspondente ao seu ambiente mental.

Assim, se deseja manter, em qualquer situação, a harmonia íntima, é saudável buscar alimentação condizente com seus propósitos.

Quando abrir o jornal, busque alguma coisa que lhe ofereça leitura agradável, sadia.

Se pode escolher entre várias revistas, opte por aquela que lhe possibilite reflexões nobres, que lhe enriqueça os conhecimentos acerca da vida.

Se tem tempo para navegar pela Internet, não se detenha nas páginas de teor deprimente ou conteúdo duvidoso. Não faça dos seus arquivos mentais uma lixeira.

Busque deter-se nas melhores imagens que compõem a paisagem por onde passa.

Pense que os problemas existem, que as misérias humanas são uma realidade, que os fatos deprimentes poluem a Terra.

Mas considere também que, se você não pode mudar uma situação, não há motivo para carregá-la em seu arquivo mental.

Por essa razão, busque sempre a melhor parte.

Ao levantar-se pela manhã, olhe a sua volta o que tem de melhor.

Observe o amanhecer, as cores que a natureza traz, as paisagens que o dia lhe oferece.

Contemple a lua, mesmo sabendo que sob o luar existe a violência, a injustiça, a dor...

Admire o pôr do sol, ainda que tema os perigos que surgem com a escuridão.

Observe com atenção o inverno, mesmo que a paisagem não lhe pareça agradável, pois é a vida que dorme para ressurgir, ainda mais exuberante, com a primavera.

Detenha-se um pouco para observar o sorriso de uma criança, mesmo que o descaso com a infância seja uma realidade.

Agindo assim, ao final de cada dia você terá uma boa razão para agradecer pelas oportunidades vividas.

* * *

A sua vida íntima é alimentada, basicamente, por tudo aquilo que você mais valoriza.

Assim, se deseja nutrir a esperança, alimente a sua intimidade com os valores nobres. Se quer construir a paz, enalteça-a com alimento correspondente, escolhendo sempre a parte boa de tudo o que o rodeia.


Redação do Momento Espírita inspirado em palestra proferida por Maurício Silva, na Sociedade Espírita Renovação, Curitiba/PR.


Disponível em www.momento.com.br