Pachelbel - Canon In D Major

sexta-feira, setembro 30, 2016

18. A Bênção Da Saúde - Joanna de Ângelis

A vitalidade divina se derrama sobre mim e hauro-a em excelente disposição emocional.


Liberto-me das cargas tóxicas do desgaste psicológico: mágoas, ódios, ciúmes, vinganças, invejas, amarguras.


Sou de procedência saudável. 


A doença é acidente de percurso, que me não impede a marcha.


Sadio e confiante avanço, vitalizado pelo hálito da Fonte Geradora de Vida.







18. A Bênção Da Saúde

Joanna de Ângelis


A saúde resulta de vários fatores que se conjugam em prol da harmonia psicofísica da criatura humana. 


Procedente do espírito, a energia elabora as células e sustenta-as no ministério da vida física, assim atendendo à finalidade a que se destinam.


Irradiando-se através do perispírito, fomenta a preservação do patrimônio somático, ao qual oferece resistência contra os agentes destrutivos, em cuja agressão se engalfinha em luta sem cessar.


Quando essas forças se desorganizam, aqueles invasores microbianos vencem a batalha e instalam-se, dando origem e curso às enfermidades.


Na área dos fenômenos emocionais e psíquicos, face à delicada engrenagem do aparelho pelos quais se expressam, a incidência da onda energética do espírito, nesses tecidos sutis, responde pelo desequilíbrio, mais grave se tornando a questão dos desconcertos e aflições alienantes.


Nesse capítulo, as estruturas profundas do ser, abaladas pelas descargas mentais perniciosas, além dos desarranjos que provocam, facultam a sintonia com outros espíritos perturbadores e vingativos, que se homiziam nos campos psíquicos, produzindo infelizes obsessões.


A preservação da saúde exige cuidados preventivos constantes, e terapêuticos permanentes, pela excelência de que se reveste, para as conquistas a que está destinada durante a reencarnação.


Diante das inumeráveis patologias que atribulam o ser humano, a manutenção do equilíbrio psíquico e emocional é de fundamental importância para a sustentação da saúde.


Desse modo, visualiza-te sempre saudável e cultiva os pensamentos otimistas, alicerçado no amor, na ação dignificante, na esperança.


Liberta-te de todo entulho mental, que te pode constituir fonte de intoxicação e estímulo às vidas microbianas perturbadoras, conservando-te em paz íntima.


Se a enfermidade te visita, aproveita-lhe a presença para reflexões valiosas em torno do comportamento e da reprogramação das atividades.


Pensa na saúde e deseja-a ardentemente, sem imposição, sem pressão, mas com nobre intenção.


Planeja-te saudável e útil, antevendo-te recuperado e operoso no convívio familiar e social como instrumento valioso da comunidade.


Vincula-te à Fonte Generosa de onde promanam todas as forças e haure os recursos necessários ao reequilíbrio.


Reabastece o departamento mental com pensamentos de paz, de compaixão, de solidariedade, de perdão e de ternura, envolvendo-te, emocionalmente, com a Vida, de forma a te sentires nela integrado, consciente e feliz.


Doença, em qualquer circunstância, é prova abençoada, exceto quando, mutiladora, alienante, limitadora, constitui expiação oportuna de que as Soberanas Leis se utilizam para promover os calcetas que, de alguma forma, somos quase todos nós.


Saudável, aproveita o ensejo para te preservares, produzindo mais e melhor.


Enfermo, agradece a Deus e amplia os horizontes mentais no amor para te recuperares, hoje ou mais tarde, seguindo adiante em paz e confiança.





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap18 ,1992, p.21.

quinta-feira, setembro 29, 2016

17. Encontro Com A Realidade -Joanna de Ângelis

A realidade divina desperta-me para que me conheça, assim descobrindo-me e identificando-me.


A minha busca já não se veste de ilusão, mas, sim, de certeza do próximo encontro com a realidade.


Sou o que sou, caminhando para um ser ideal.


Aceito-me e aprimoro-me, a ninguém nada exigindo, a todos amando e, a mim, deixando-me dominar pela Realidade.







17. Encontro Com A Realidade

Joanna de Ângelis




O ego iludido busca sobreviver, utilizando-se de inúmeros mecanismos de fuga da realidade, e expressa-se usando variadas máscaras, a fim de não se deixar identificar.


No inter-relacionamento pessoal apresenta-se disfarçado, ora exigente em relação aos outros ou excessivamente severo para consigo mesmo, projetando os seus conflitos ou introjetando as suas aspirações não realizadas. 


Subconscientemente possui conceitos incorretos sobre si mesmo, não se dispondo à coragem de enfrentar a realidade, superando-a, quando negativa, ou aprimorando-a, se favorável.


Fixando-se na ilusão dos conflitos, cuida de apresentar-se de forma conciliadora — a atitude subconsciente com o que gostaria realmente de ser e a aparência conveniente — expressando-se como pessoa feliz, realizada.


Em razão do desgaste dos valores éticos na sociedade, o medo de desvelar-se a outrem gera reações e subterfúgios, nos quais procura compensações psicológicas, que não são plenificadoras. 


Porque os seus alicerces são frágeis, logo ruem as construções de bem-estar que se aparenta possuir, tombando-se em angústias reprimidas e agressões, por transferência emocional, para compensação íntima.


Há uma gama expressiva de atitudes humanas, que estão longe de serem legítimas e resultam de posturas opostas à sua realidade.


Ressalvadas algumas exceções, que ocorrem nos idealistas não apaixonados nem extremistas, a maioria dos que vociferam contra, seja o que for, mascara desejos subconscientes, que reprime por falta de valor moral para expressá-los com nobreza.


O indivíduo puritano, que fiscaliza a má conduta alheia, projeta o estado interior que procura combater noutrem, porque não se dispõe a fazê-lo em si.


O crítico mordaz, persistente, de olhar clínico para os erros e misérias dos outros, é portador de insegurança pessoal, mantendo um grande desprezo por si próprio e compensando-se na agressão.


Quem se identifica normalmente com as dores e aflições, a humildade exagerada, portanto, inautêntica, exterioriza, inconscientemente, um estado paranóico, ao lado de insopitável desejo de chamar a atenção para si.


Aquele que sempre racionaliza todas as ocorrências, encontrando justificativas para os próprios insucessos e erros, teme-se, sem estrutura emocional para libertar-se dos conflitos.


Sem agressividade nem pieguismo, ou ânsia de confissões injustificáveis, desvela-te aos teus irmãos, aos teus amigos, a fim de que eles se descontraiam e se te apresentem como são.


Não pretendas ser o censor das vidas, perturbando os jogos das pessoas com a apresentação das tuas verdades. 


Se lhes tiras o suporte de sustentação, tens o que oferecer-lhes em termo de
comportamento e segurança?


Vigia-te, pois, e descontrai-te, deixando-te identificar pelos valores grandiosos e pelas deficiências, assim facilitando aos que convivem contigo o mesmo ato de desvelamento e confiança.


Somente com pessoas que conhecemos, podemos sentir-nos realmente bem.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap17 ,1992, p.20.

quarta-feira, setembro 28, 2016

16. Em Serenidade - Joanna de Ângelis

A serenidade divina invade-me após o cumprimento dos deveres.


Compreendo a minha responsabilidade no conjunto da vida em que me encontro e desligo-me dos conflitos.


Lúcido, avanço, passo a passo, na conquista da consciência e harmonizo-me, integrando-me no conjunto da Obra de Deus.


Sereno e confiante, nada de mal me atinge.





16. Em Serenidade

Joanna de Ângelis



A serenidade é pedra angular das edificações morais e espirituais da criatura humana, sem a qual muito difíceis se tornam as realizações. 


Resulta de uma conduta correta e uma consciência equânime, que proporcionam a visão real dos acontecimentos bem como facultam a identificação dos objetivos da vida, que merecem os valiosos investimentos da existência corporal.


Na atormentada busca do prazer, desperdiça-se o tesouro da cultura, que se converte em serva das paixões inferiores, perturbadoras, de conseqüências negativas. 


Quanto mais se frui do gozo, mais necessidade surge de experimentá-lo, renovando sensações que se disfarçam de emoções.


A serenidade é o estado de anuência entre o dever e o direito, que se harmonizam a benefício do indivíduo.


Quando se adquire a consciência asserenada, enfrenta-se toda e qualquer situação com equilíbrio, nunca se permitindo desestruturar. 


As ocorrências, as pessoas e os fenômenos existenciais são considerados nos seus verdadeiros níveis de importância, não se tornando motivo de aflição, por piores se apresentem.


A pessoa serena é feliz, porque superou os apegos e os desapegos, a ilusão e os desejos, mantendo-se em harmonia em qualquer situação. 


Equilibrada, não se faz vítima de extremos, elegendo o caminho do meio com decisão firme, inquebrantável.


A serenidade não é quietação exterior, indiferença, mas, plenitude da ação, destituída de ansiedade ou de receio, de pressa ou de insegurança.


Jesus, no fragor de todas as batalhas, na eloqüente epopéia das bem-aventuranças ou sendo crucificado, manteve a serenidade, embora de maneiras diferentes, impertérrito e seguro de si mesmo, com irrestrita confiança em Deus.


Buda, meditando em Varanasi, onde apresentou as suas Quatro Nobres Verdades ou açodado por terríveis perseguições que lhe moveram os brâmanes, seus inimigos apaixonados, permaneceu em serenidade, totalmente entregue à paz.


Jan Huss, pregando a desnecessidade de intermediários entre Deus e os homens, ou ardendo nas chamas implacáveis da fogueira a que foi condenado, manteve-se fiel, sereno, sabendo que ninguém o poderia aniquilar.


Os mártires conheceram a serenidade que o ideal lhes deu, em todas as áreas nas quais pugnaram, e, por isso mesmo, não foram atingidos pela impiedade, nem pela perseguição dos maus.


A serenidade provém, igualmente, da certeza, da confiança no que se sabe e se faz e se é.


Âncora de segurança, finca-se no solo e sustenta a barca da existência, dando-lhe tempo para preparar-se e seguir adiante.


Age sempre conforme a consciência lúcida, a fim de não caíres em conflito, perdendo a serenidade.


Estuda-te e ama-te, elegendo o melhor, o duradouro para os teus dias, e nunca recuarás. 


No entanto, se errares, se te comprometeres, se te arrependeres, antes que te perturbe a culpa, recompõe-te, refaze o equívoco, recupera-te e reconquista a serenidade. 


Sem ela, experimentarás sofrimentos que poderias evitar, e te impedem o avanço.


Serenidade é vida.





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap16 ,1992, p.19.

terça-feira, setembro 27, 2016

15. Vida Renovada - Joanna de Ângelis

A energia divina dá origem à vida em toda parte e domina-me.


Indefinível, o ato de viver e pensar, sentir e amar, alcança o clímax, no ser humano.


Essa energia poderosa em mim induz-me à captação de novos recursos para o crescimento e à auto-realização.


Escolho a opção da felicidade. 


Não cederei ao marasmo, às injunções perturbantes a que me acostumei. 


Sou vida em desdobramento.


Reergo-me, e adquiro novos padrões de pensamento, de ação, para tornar-me pleno.







15. Vida Renovada

Joanna de Ângelis



A dádiva mais extraordinária que existe é a vida. 


Manifesta-se de formas variadas, obedecendo a ciclos rítmicos, com objetivos estabelecidos.


Não há como evitá-la, sequer procrastiná-la no seu cadenciado fatalismo, no rumo da perfeição.


A vida renova-se sem cessar, e esse fenômeno faz parte do seu processamento. 


O que se não renova, morre, transforma-se, perturba o mecanismo existencial.


Especialmente, a vida humana é um dom supremo, que deve ser preservada e utilizada com eficiência, dilatando-a ao máximo, a fim de se recolherem os benefícios que faculta.


Emanação divina, a vida é a presença do psiquismo superior manifestando-se em toda parte.


Aspirar e inundar-se dessa energia vital é ato de inteligência, aplicado à preservação de conquistas e ampliação delas.


Nesse incessante fluxo de energia eclodem as possibilidades inatas no ser, e ele apercebe-se da glória e da alegria de viver.


Para que a vida estue em abundância em ti, faze-lhe uma cuidadosa avaliação de como te sentes, como estás e que tens conseguido.


Tem coragem para proceder a uma auto-análise consciente, responsável, enriquecedora, de forma que ao constatares os resultados negativos te disponhas ao enfrentamento revolucionário da mudança de crenças, pensamentos, hábitos, comportamentos, tudo quanto constitua obstáculo ao teu desenvolvimento, à valorização da vida e suas realizações.


Velhos hábitos arraigados, pensamentos viciosos, vontade enfraquecida, atavismos perniciosos, ressentimentos conservados, conspiração contra o teu programa de renovação.


Constatarás a necessidade de mudanças, porém, todas as fixações da tua existência se sublevarão, impondo-te restrições, adiamentos, desestímulos...


Dentre os muitos fatores negativos que tentarão manter-te na postura de sofrimento ou de paralisia, há o medo do que dirão os outros, de como te verão os demais, do que te sucederá... 


Outros mecanismos perturbadores emergirão do inconsciente, pretendendo conservar-te no patamar em que estagias.


Acreditar-te-ás cansado, idoso, jovem, desequipado de vontade, sem força moral, incapaz de enfrentar situações novas, e cederás à tentação de permanecer como te encontras: com problemas, angústias, insatisfação, insucessos...


Começa, assim mesmo, o teu programa, renovando as tuas velhas crenças, aquelas que te foram impostas por pessoas incapacitadas para educar-te, embora generosas, com suas opiniões depreciativas, seus conceitos servis, suas previsões funestas.


És capaz de superar o pessimismo e a falta de auto-estima que te foram impingidos e aceitaste sem relutância. 


Este é o teu momento, e não mais tarde, ou nunca mais.


Muda os teus pensamentos e raciocínios, direcionando-os para o êxito, que deves acreditar, e, empenhando-te, conseguirás.


Logo depois, passa à ação renovadora.


Os velhos hábitos criam fortes resistências e lutarão contra as tuas disposições de mudança.


Trata-se de um novo programa, que vivenciarás passo a passo, firmando-se, a pouco e pouco, até o momento dos bons resultados.


Não desistas, nunca, de te renovares para melhor, porquanto a vida não retorna às mesmas condições, circunstâncias e tempo, embora nunca cesse de manifestar-se e oferecer ensejos.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap15 ,1992, p.17.


segunda-feira, setembro 26, 2016

14. Dias De Sombra - Joanna de Ângelis

A luz divina envolve-me, e rompe as trevas exteriores que teimavam sitiar-me na amargura.


Deixo-me clarear, e todas as dificuldades se desfazem, ensejando-me ver melhor o programa da existência.


O pessimismo desaparece e a irritação se acaba.


Estou destinado ao êxito, que buscarei com a mente enriquecida de entusiasmo.


Banho-me de luz externa e sou luz interior.






14. Dias De Sombra

Joanna de Ângelis


Coincidentemente, há dias que se caracterizam pela sucessão de ocorrências desagradáveis. 


Nada parece dar certo. 


Todas as atividades se confundem, e os fatos se apresentam deprimentes, perturbadores. 


A cada nova tentativa de ação, outros insucessos ocorrem, como se os fenômenos naturais transcorressem de forma contrária.


Nessas ocasiões as contrariedades aumentam, e o pessimismo se instala nas mentes e na emoção, levando-as a lembranças negativas com presságios deprimentes.


Quem lhe padece a injunção tende ao desânimo, e refugia-se em padrões psicológicos de auto-aflição, de infelicidade, de desprezo por si mesmo.


Sente-se sitiado por forças descomunais, contra as quais não pode lutar, deixando-se arrastar pelas correntes contrárias, envenenando-se com o mau humor.


São esses, dias de provas, e não para desencanto; de desafio, e não para a cessação do esforço.


Quando recrudescem as dificuldades, maior deve ser o investimento de energias, e mais cuidadosa a aplicação do valor moral na batalha.


Desistindo-se sem lutar, mais rápido se dá o fracasso, e quando se vai ao enfrentamento com idéias de perda, parte do labor já está perdido.


Nesses dias sombrios, que acontecem periodicamente, e às vezes se tornam contínuos, vigia mais e reflexiona com cuidado.


Um insucesso é normal, ou mesmo mais de um, num campo de variadas atividades.


 Todavia, a intérmina sucessão d’Eles pode ter gênese em fatores espirituais perniciosos, cujas personagens se interessam em prejudicar-te, abrindo espaços mentais e emocionais para intercâmbio nefasto contigo, de caráter obsessivo.


Quanto mais te irritares e te entregares à depressão, mais forte se te fará o cerco e mais ocorrências infelizes tomarão forma.


Não te debatas até a exaustão, nadando contra a correnteza. 


Vence-lhe o fluxo, contornando a direção das águas velozes.


Há mentes espirituais maldosas, que te acompanham, interessadas no teu fracasso.


Reage-lhes à insídia mediante a oração, o pensamento otimista, a irrestrita confiança em Deus.


Rompe o moto-contínuo dos desacertos, mudando de paisagem mental, de forma que não vitalizes o agente perturbador.


Ouve uma música enriquecedora, que te leve a reminiscências agradáveis ou a planificações animadoras.


Lê uma página edificante do Evangelho ou de outra Obra de conteúdo nobre, a fim de te renovares emocionalmente.


Afasta-te do bulício e repousa; contempla uma região que te arranque do estado desanimador.


Pensa no teu futuro ditoso, que te aguarda.


Eleva-te a Deus com unção e romperás as cadeias da aflição.


Há sempre Sol brilhando além das nuvens sombrias, e, quando ele é colocado no mundo íntimo, nenhuma ameaça de trevas consegue apagar-lhe, ou sequer diminuir-lhe a intensidade da luz. 


Segue-lhe a claridade e vence o teu dia de insucessos, confiante e tranqüilo.





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap14 ,1992, p.17.