Pachelbel - Canon In D Major

sexta-feira, setembro 23, 2016

11. A Trajédia do Ressentimento - Joanna de Ângelis

O perdão divino dulcifica-me, acalma-me. Dá-me dimensão do poder terapêutico do amor.


Passo a ver o mundo e as pessoas de maneira diferente, correta, positivamente.


Supero os ressentimentos, que me martirizavam.


Começo a mover-me sem as algemas que me prendiam ao passado.


Recupero a alegria de viver e ser natural, amando todos com ternura, mesmo aqueles que me não correspondem ao sentimento de afetividade.


Tudo agora está bem comigo, porque eu estou de bem com a vida.




11. A Trajédia do Ressentimento


Joanna de Ângelis


As pressões psicossociais, sócio-emocionais, econômicas e de outras origens desencadeiam distúrbios variados, nos quais mergulha uma larga faixa da sociedade.


Provocando medo, ansiedade, amargura, desarmonizam o sistema nervoso dos seres humanos, conduzindo a neuroses profundas que, quase sempre somatizadas, são responsáveis por enfermidades alérgicas, digestivas, do metabolismo em geral, facultando a instalação de processos degenerativos.


Os temperamentos frágeis, sob pressão, procuram realizar mecanismos de fuga, caindo em estados fóbicos e depressivos ou recorrendo à violência como forma de afirmação e defesa da personalidade.


Muitos resíduos psicológicos se lhes instalam no campo emocional e mental, dando lugar a perturbações de comportamento e a doenças diversas, que permanecem sem diagnose adequada.


Pessoas mais sensíveis, que não conseguem suportar e superar esses fenômenos das pressões constritoras, refugiam-se em ressentimentos que as infelicitam e predispõem-nas a reagir sempre, desferindo dardos venenosos contra aqueles que se lhe transformam em inimigos reais ou imaginários.


Algumas intoxicam-se de mágoas e fenecem. 


Outras, inconscientemente, tornam-se vítimas de insucessos afetivos, financeiros e sociais. 


Diversas fracassam na auto-estima, desvalorizando-se e fazendo o jogo da autodestruição.


O ressentimento é responsável por muitas das tragédias do cotidiano.


O ressentimento é tóxico que mata aquele que o carrega. 


Enquanto vibra na emoção, destrambelha os equipamentos nervosos mais sutis e produz disritmia, oscilação de pressão, disfunções cardíacas.


Não vale a pena deixar-se envenenar pelo ressentimento.


Nem sempre ele se manifesta com expressões definidas, camuflando-se nas fixações mentais, e, às vezes, passando despercebido.


Há pessoas ressentidas que se não dão conta.


Um auto-exame enérgico auxiliar-te-á a identificá-lo nos refolhos da alma. 


Logo depois, prosseguindo na sua busca e análise, descobrirás as suas raízes, quando teve ele início e por que se te instalou no ser, passando a perturbar-te.


Verificarás, surpreso, que és responsável por lhe dares guarida e o vitalizares, deixando-te por ele consumir.


Os indivíduos que te foram cruéis, familiares, conhecidos, mestres, na infância e durante a vida, não tinham nem têm dimensão do que fizeram ou estão a fazer. 


Sequer se aperceberam dos seus desmandos e incoerências em relação a ti. 


A seu turno, sofreram as mesmas agressões, quando crianças, e apenas reagem
conforme haviam feito outros em relação a eles.


O teu primeiro passo será compreendê-los, considerando-os sem responsabilidade nem esclarecimento, sem má intenção em relação a ti. 


Mediante tal recurso os compreenderás e os perdoarás posteriormente, liberando-te.


Arrancada a causa injusta do ressentimento, despertarás de imediato em paisagem sem sombras, redescobrindo a vida e desarmando-te em relação às outras pessoas, que antipatizavas ou das quais te mantinhas em guarda.
Ademais, o mal que te façam, somente te perturbará, se o permitires, acolhendo-o. 


Em caso contrário, tornará à sua origem.


Vive, pois, sem mágoas.



Depura-te. 


Ressentimento, nunca.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap14 ,1992, p.09.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

“Deixe aqui um comentário”