Pachelbel - Canon In D Major

segunda-feira, setembro 19, 2016

7. Posses - Joanna de Ângelis

O poder divino enriquece-me do necessário a uma existência feliz.


O que me falta, certamente não é importante, não me faz falta.


Diante das pessoas encarceradas na insatisfação, que possuem coisas inúteis embora disputadas, eu disponho dos recursos do discernimento para a conquista da saúde e da paz.


A posse real nunca me será tomada. Esta eu a deverei lograr.








7. Posses

 Joanna de Ângelis




O verdadeiro possuidor é sempre o melhor doador.


O que se tem, deve-se. 


Quando se oferece, possui-se.


Na contabilidade da vida, a verdadeira posse apresenta-se como o bem que se esparze e proporciona alegria, ao invés de significar o recurso que se armazena, permanecendo inútil.


A verdadeira doação enriquece aquele que a faz, certamente beneficiando quem a recebe.


Convencionalmente, a pessoa que economiza e guarda valores amoedados torna-se rica.


Quase sempre, porém, amesquinha-se, apaixonando-se pelos haveres de que se faz prisioneira.


Há, em conseqüência, sistemas que se encarregam de amealhar e ensinar a poupar, gerando as cirandas de investimentos, que permitem auferir lucros e vantagens.


Os que assim tornam-se ricos, vivem em constante ansiedade em relação às oscilações do câmbio, das bolsas, dos títulos, pobres de sentimentos elevados, vítimas da ganância financeira.


A riqueza, em si mesma, não é boa, nem é má, dependendo de quem a usa e de como é utilizada.


Com facilidade gera o apego e o medo de perdê-la; empobrece outros indivíduos, enquanto dorme nos cofres da usura, permitindo que a miséria se generalize.


Aprende a repartir, a fim de melhor compartires.


O que tens passa, deixas de possuir; mas, o que és permanece, não se consome.


Reflete em torno da transitoriedade da existência física e compreenderás quão é urgente aproveitá-la com propriedade.


A sucessão inexaurível do tempo demonstra a fragilidade das coisas diante d’Ele e a sua inexorabilidade, no que diz respeito à consumpção de tudo quanto é terreno.


Somente as conquistas intelecto-morais têm sabor de eternidade.


Desse modo, enriquece-te das aquisições espirituais, que te alargarão os horizontes do entendimento, da vida, melhor apresentando-te o significado e o objetivo da existência carnal.


Portador de uma visão correta a respeito de como deves proceder, irás libertando-te de incontáveis fatores degenerativos que se te fixaram à personalidade e são responsáveis por problemas, doenças, insatisfações, que te afligem.


Não mais disputarás vaidades, nem te afetarão agressões, que são de nenhuma importância.


Tuas aspirações serão mais elevadas.


Não te sentirás maior ou menor de acordo com o jogo das enganosas referências, das inúteis competições do palco terrestre. 


Tuas conquistas não serão mensuráveis por aplausos ou apupos.


Viverás tranqüilo, e disporás de tudo quanto é necessário, sem o tormento dispensável do supérfluo.


A vida te dá tudo, bastando o esforço para consegui-lo. Também toma-o, sem que ninguém possa reter os bens que lhe não pertencem.


Saúde, paz, alegria, trabalho e auto-realização sejam-te as raras moedas de que necessitas para a jornada humana, que te abrirão as portas do futuro no rumo da imortalidade — a tua meta final e única.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap.7 ,1992, p.09.

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