Pachelbel - Canon In D Major

sábado, outubro 30, 2010



O Amor Além do Tempo


Momento Espírita



Até onde vai a sua capacidade de amar? Por quanto tempo você continuaria a amar alguém que desaparecesse de sua vida?



Foi a inimaginável condição de amar daquela mulher chinesa que chamou a atenção da jornalista.



Quando entrou em sua sala, para a entrevista, as roupas tibetanas que portava exalavam um cheiro forte de pele de animal, leite azedo e esterco.



Era uma indumentária, ao mesmo tempo vestuário, mochila, esteira e travesseiro.



A túnica era provida de bolsos internos para livros e dinheiro. O lado de dentro da cintura da túnica escondia dois grandes sacos de couro, destinados a acondicionar comida para as viagens.



Para dormir, a túnica servia de esteira e os grandes sacos de couro de coberta.



Ela havia se casado nos idos de 1958. Menos de 100 dias depois, seu marido, um médico do exército chinês de libertação do povo, foi mandado para o Tibete.



Dois meses depois, ele foi dado como perdido.



A jovem esposa de 26 anos se recusou a aceitar a sua perda daquela forma e decidiu partir à sua procura.



Por onde andaria seu amor? Teria ela que resgatá-lo de alguma condição muito ruim?



Decidida, se juntou ao exército, na qualidade de médica. Era a única forma de viajar para o Tibete, naqueles anos difíceis.



Andou por terras montanhosas, habitadas por uma mistura de mongóis, tibetanos e chineses.



Shu Wen se tornou budista tibetana e procurou seu amor, durante 30 anos.



Experimentou o que era viver em silêncio, experienciou severas condições de vida, sentiu-se esmagar pela altitude, pelo vazio da paisagem...



O que terá sofrido aquela jovem, enquanto os anos lhe amadureciam a personalidade e lhe deixavam áspera a pele e trêmulas as mãos?



Ela testemunhou a incrível engenhosidade do povo tibetano, que consegue viver com escassos recursos.



Viu comida escondida na terra congelada para ser recolhida depois, madeira armazenada embaixo de pedras para servir de combustível, pedras empilhadas para indicar direções.



Conheceu homens que costuravam e mulheres multicoloridas que tilintam.



Porque as roupas tibetanas são feitas à base de couro e metal, costurá-las é um trabalho fisicamente pesado, pelo que é, principalmente, uma ocupação masculina.



E as mulheres tibetanas, não importa quão pobres sejam, dão grande importância às suas jóias. Por isso, onde quer que vão, quando se movem, lá está o tilintar de sininhos e guizos.



Trinta anos de peregrinação por regiões inóspitas, enfrentando frio, fome, solidão. Sempre adiante.



Uma mulher que aprendeu a se defender do tempo, da maldade e alimentou a sua busca com a doçura do amor reservado para quem era o objeto de todas suas andanças: o marido.



* * *



Nesses dias, em que os relacionamentos conjugais parecem tão frágeis, em que os consórcios se desfazem por tudo e por nada, o exemplo dessa mulher leva a concluir que o verdadeiro amor não morre nunca.



O verdadeiro amor tudo vence, porque guarda a certeza de que o ser amado é credor inconteste de sua dedicação, paixão, luta e esperança.



Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita com base no cap.  25 de junho de 2004, do livro O que os chineses não comem, de Xinran, ed. Companhia das Letras. Disponível www.momento.com.br.




Morrer é Voltar Para Casa


Momento Espírita



Quando a morte chega, com sua bagagem de mistérios, traz junto divergências e indagações.



Afinal, quando os olhos se fecham para a luz, o coração silencia e a respiração cessa, terá morrido junto a essência humana?



Materialistas negam a continuação da vida. Mas os espiritualistas dizem que sim, a vida prossegue além da sepultura.



E eles têm razão. Há vida depois da morte. Vida plena, pujante, encantadora.



Prova disso? As evidências estão ao alcance de todos os que querem vê-las.



Basta olhar o rosto de um ser querido que faleceu e veremos claramente que falta algo: a alma já não mais está ali.



O Espírito deixou o corpo feito de nervos, sangue, ossos e músculos. Elevou-se para regiões diferentes, misteriosas, onde as leis que prevalecem são as criadas por Quando a morte chega, com sua bagagem de mistérios, traz junto divergências e indagações.



Afinal, quando os olhos se fecham para a luz, o coração silencia e a respiração cessa, terá morrido junto a essência humana?



Materialistas negam a continuação da vida. Mas os espiritualistas dizem que sim, a vida prossegue além da sepultura.



E eles têm razão. Há vida depois da morte. Vida plena, pujante, encantadora.



Prova disso? As evidências estão ao alcance de todos os que querem vê-las.



Basta olhar o rosto de um ser querido que faleceu e veremos claramente que falta algo: a alma já não mais está ali.



O Espírito deixou o corpo feito de nervos, sangue, ossos e músculos. Elevou-se para regiões diferentes, misteriosas, onde as leis que prevalecem são as criadas por Deus.



Como acreditar que somos um amontoado de células, se dentro de nós agita-se um universo de pensamentos e sensações?



Não. Nós não morreremos junto com o corpo. O organismo voltará à natureza - restituiremos à Terra os elementos que recebemos - mas o Espírito jamais terá fim.



Viveremos para sempre, em dimensões diferentes desta. Somos imortais. O sopro que nos anima não se apaga ao toque da morte.



Prova disso está nas mensagens de renovação que vemos em toda parte.



Ou você nunca notou as flores delicadas que nascem sobre as sepulturas? É a mensagem silenciosa da natureza, anunciando a continuidade da vida.



Para aquele que buscou viver com ética e amor, a morte é apenas o fim de um ciclo. A volta para casa.



Com a consciência pacificada, o coração em festa, o homem de bem fecha os olhos do corpo físico e abre as janelas da alma.



Do outro lado da vida, a multidão de seres amados o aguarda. Pais, irmãos, filhos ou avós - não importa.



Os parentes e amigos que morreram antes estarão lá, para abraços calorosos, beijos de saudade, sorrisos de reencontro.



Nesse dia, as lágrimas podem regar o solo dos túmulos e até respingar nas flores, mas haverá felicidade para o que se foi em paz.



Ele vai descobrir um mundo novo, há muito esquecido. Descobrirá que é amado e experimentará um amor poderoso e contagiante: o amor de Deus.



Depois daquele momento em que os olhos se fecharam no corpo material, uma voz ecoará na alma que acaba de deixar a Terra.



E dirá, suave: Vem, sê bem-vindo de volta à tua casa.



* * *



A morte tem merecido considerações de toda ordem, ao longo da estada do homem sobre a Terra.



É fenômeno orgânico inevitável porque a Lei Divina prescreve que tudo quanto nasce, morre.



A morte não é pois o fim, mas o momento do recomeço.



Pensemos nisso.



Deus.



Como acreditar que somos um amontoado de células, se dentro de nós agita-se um universo de pensamentos e sensações?



Não. Nós não morreremos junto com o corpo. O organismo voltará à natureza - restituiremos à Terra os elementos que recebemos - mas o Espírito jamais terá fim.



Viveremos para sempre, em dimensões diferentes desta. Somos imortais. O sopro que nos anima não se apaga ao toque da morte.



Prova disso está nas mensagens de renovação que vemos em toda parte.



Ou você nunca notou as flores delicadas que nascem sobre as sepulturas? É a mensagem silenciosa da natureza, anunciando a continuidade da vida.



Para aquele que buscou viver com ética e amor, a morte é apenas o fim de um ciclo. A volta para casa.



Com a consciência pacificada, o coração em festa, o homem de bem fecha os olhos do corpo físico e abre as janelas da alma.



Do outro lado da vida, a multidão de seres amados o aguarda. Pais, irmãos, filhos ou avós - não importa.



Os parentes e amigos que morreram antes estarão lá, para abraços calorosos, beijos de saudade, sorrisos de reencontro.



Nesse dia, as lágrimas podem regar o solo dos túmulos e até respingar nas flores, mas haverá felicidade para o que se foi em paz.



Ele vai descobrir um mundo novo, há muito esquecido. Descobrirá que é amado e experimentará um amor poderoso e contagiante: o amor de Deus.



Depois daquele momento em que os olhos se fecharam no corpo material, uma voz ecoará na alma que acaba de deixar a Terra.



E dirá, suave: Vem, sê bem-vindo de volta à tua casa.



* * *

A morte tem merecido considerações de toda ordem, ao longo da estada do homem sobre a Terra.



É fenômeno orgânico inevitável porque a Lei Divina prescreve que tudo quanto nasce, morre.



A morte não é pois o fim, mas o momento do recomeço.



Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita.Disponível no Cd Momento Espírita, v. 17, ed. Fep. Disponível http://www.momento.com.br/.


Dedico este post ao meu querido pai, que hoje estaria completando mais uma data natalícia, mas retornou à Pátria Espiritual ,deixando muitas saudades e embora distante físicamente, se mantem sempre presente em nossas ações, pelos exemplos de vida que nos legou de forma tão marcante.


Que as vibrações de Jesus e da Mãe Santíssima o envolvam e que Jesus permita que ele receba como flores espirituais , as nossas vibrações de amor, carinho, gratidão,  alegria e entusiasmo pela vida, que ele tanto nos exemplificou!





 Rosas orvalhadas da nossa casa, que meu pai sentia imensa satisfação em cultivar!


Fique com Deus !

quarta-feira, outubro 27, 2010


PARÁBOLA DE JOANNA DE ÂNGELIS

 


Gosto muito da parábola de Joanna de Angelis para Divaldo Franco, contida na obra " A Veneranda Joanna de Angelis" ,com a qual Divaldo foi contemplado em uma fase em que carecia de uma palavra amiga.
 



A PARÁBOLA


Joanna de Ângelis


Em 1962, Divaldo passou por uma grande provação, ficando vários dias sem condições de conciliar o sono, hora nenhuma, o que lhe trouxera constante dor de cabeça.



Numa ocasião, não suportando mais, quando Joanna lhe apareceu, ele falou:


 
-Minha irmã, a senhora sabe que estou passando por um grande problema, uma grande injustiça, e não me diz nada?




-Por isso mesmo não te digo nada, porque é uma injustiça. E como injustiça, não tem valor, Divaldo. Tu é quem está dando valor e quem dá valor à mentira, deve sofrer o efeito da mentira. Porque, se tu sabes que não é verdade, porque estás sofrendo? Eu não já escrevi por tuas mãos :"Não valorizes o mal"? Não tenho outro conselho a dar-te.




-Mas, minha irmã, pelo menos me diga umas palavras de conforto moral, porque eu não tenho a quem pedir.




Então, ela falou:




-Vou dar-te palavras de conforto.Não esperes muito.




E contou-lhe a seguinte parábola:




-Havia uma fonte pequena e insignificante, que estava perdida num bosque.Um dia, alguém por ali passando, com sede, atirou um balde e retirou água, sorvendo-a em seguida e se foi. A fonte ficou tão feliz que disse de si para consigo:




-Como eu gostaria de poder dessedentar os viandantes, já que sou uma água preciosa!




E orou a Deus:




-Ajuda-me a dessedentar!




Deus deu-lhe o poder. A fonte cresceu e veio à borda. As aves e os animais começaram a sorvê-la e ela ficou feliz.




A fonte propôs:




- Que bom é ser útil, matar a sede. Eu gostaria de pedir a Deus que me levasse além dos meus limites, para umedecer as raízes das árvores e correr céu aberto.




Veio então a chuva, ela transbordou e tornou-se um córrego. Animais , aves, homens, crianças e plantas beneficiaram-se dela.




A fonte falou:




-Meu Deus, que bom é ser córrego! Como eu gostaria de chegar ao mar! E Deus fez chover abundantemente, informando:




-Segue, porque a fatalidade dos córregos e dos rios é alcançar o delta e atingir o mar. Vai!




E o riacho tornou-se um rio, o rio avolumou as águas.Mas, numa curva do caminho, havia um toro de madeira.




O rio encontrou o seu primeiro impedimento.Em vez de se queixar, tentou passar por baixo, contornar, mas o toro de madeira cerceava-lhe os passos.




Ele parou, cresceu e o transpôs tranquilamente.




Adiante, havia seixos, pequeninas pedras que ele carregou e outras inamovíveis, cujo volume ele não poderia remover.




Ele parou, cresceu e transpôs, até que chegou ao mar.



Compreendeste? -Mais ou menos.




-Todos nós somos fontes de Deus -disse ela. - E como alguém um dia bebeu da linfa que tu carregavas, pediste para chegar à borda, e Deus, que é amor, atendeu-te.




Quisseste atender aos sedentos, e Deus te mandou os Amigos Espirituais para tanto.




Desejaste crescer, para alcançar o mar e Deus fez que a Sua misericórdia te impelisse na direção do oceano.


Estavas feliz.


Agora, que surgem empecilhos, porque reclamas?


Não te permitas queixas.


Se surge um impedimento em teu caminho, cala, cresce, transpõe-no, porque a tua fatalidade é o mar, se é que queres alcançar o oceano da Misericórdia Divina.


Nunca mais lamentes a respeito a nada.





Fico sensibilizada quando lembro dessa parábola, pois com ela me despedi de um amigo muito querido, trabalhador da Seara Espírita , um "irmão do coração" que desencarnou precocemente, deixando muitas saudades, mas tenho a certeza de que onde estiver, sempre saberá fazer uso dos ensinamentos dessa querida Benfeitora Espíritual, que não desampara seus tutelados.


 
SANTOS,Celeste;FRANCO, Divaldo Pereira. A Veneranda Joanna de Ângelis. Salvador/Bahia:Leal .1987.



Leitor amigo, que Jesus abençoe o seu dia, a sua família,  os seus amores onde quer que se encontrem e que o perfume das flores espirituais com o qual os Amigos Espirituais sempre nos contemplam, permeie o seu caminhar...




Estrela esperança


Momento Espírita



Contam as lendas que, quando foi concluída a criação, as estrelas vieram visitar a Terra.



A estrela amarela, simbolizando as riquezas, visitou todos os recantos e voltou ao veludo escuro da noite, tomando seu lugar no firmamento.



A estrela azul, simbolizando os rios e os mares, igualmente deu um giro em todas as profundezas e retornou.



As demais estrelas simbolizando o restante da natureza, fizeram o mesmo, e todas se engastaram nos lugares definitivos onde deveriam permanecer para sempre.



Todas voltaram, menos uma, por discreta determinação do rei do firmamento.



E quando perceberam a sua ausência, os demais astros buscaram-na aflitos, de longe. Então perceberam, entre os sofredores e necessitados do mundo, a sua luz faiscando em tom verde.



Por isso, é que a esperança nunca abandona a vida.



Através de uma lenda, os poetas encontraram uma maneira de falar da esperança.



Quando a noite escura do desalento invadir a nossa vida, lembremos a suave luz da esperança que não nos deixa a sós, e recobremos o passo, no compasso da harmonia.



Quando sentirmos os ferimentos da cruz de espinhos a vergastar nossos ombros, permitamos que o brilho inapagável da esperança nos console.



Se o véu escuro da morte se estender sobre os olhos físicos dos seres amados, lembremos que a imortalidade, mensageira da esperança, vem lhes descortinar horizontes novos, no além túmulo.



Ainda que os dias de sofrimento pareçam não ter fim...



Ainda que a enfermidade anuncie que veio para ficar...



Ainda que os amigos abandonem os nossos passos, deixando-nos caminhar a sós...



Ainda que tenhamos a impressão de que o Pai Divino nos esqueceu, lembremos da sublime lâmpada da esperança, e permitamos que ela ilumine a nossa alma, plenificando-a com suave claridade, anunciando um novo alvorecer.



Lembremos sempre que, por mais escura e longa que seja a noite, o sol sempre volta a brilhar, e com ele, novas oportunidades de construirmos a nossa felicidade.



Para tanto, devemos permitir que a esperança siga conosco como portadora da chave que abre a aurora e vence o crepúsculo.

***



A esperança se apresenta em nossas vidas de várias maneiras:



Pode estar presente num sorriso...



Num olhar de ternura...



Num aperto de mão...



Num afago...



Podemos encontrá-la, ainda, na suave brisa de uma manhã de sol...



Na serenidade das gotas de chuva, caindo devagar...



No cinza escuro da paisagem crestada pela neve a anunciar que, em breves dias, tudo estará reverdecido novamente, sob os diversos matizes de cores e perfumes, mostrando que a esperança está presente, e jamais nos abandona.



Baseado no cap. IX do livro "Estesia", pág. 30 da Livraria Espírita Editora Alvorada - LEAL

Disponível www.momento.com.br 

terça-feira, outubro 26, 2010



O Amor de Deus


Momento Espírita



O amor divino se expressa em todo o Universo.


Sua presença está na leve brisa que acaricia as pétalas de uma flor, e nos vendavais que agitam ondas imensas nos oceanos.


Está no tênue sussurro da criança e também nas estrondosas explosões solares.


Está presente na luz singela do vaga-lume, que quebra a escuridão das noites silenciosas do sertão, e nas estrelas de primeira grandeza, engastadas na imensidão dos espaços siderais.


O amor divino está na florzinha singela, que espalha aroma em pequenos canteiros, e nas miríades de mundos que enfeitam galáxias nos jardins dos céus...


Os passarinhos que saltitam nos prados, cantam nos ramos e alimentam seus filhotes, dão mostras do amor de Deus.


As ondas agitadas que arrebentam nas praias, tanto quanto o filete de água cristalina que canta por entre as rochas, falam do amor de Deus.


A fera que ruge na selva e os astros que giram na amplidão enaltecem o amor divino, enquanto falam dessa cadeia que une os seres e as coisas no universo infinito.


No andar pesado do elefante e no vôo leve e gracioso do beija-flor, expressa-se o amor de Deus.


Da ferocidade da leoa em busca do alimento, à dedicação do pingüim chocando os ovos, percebe-se o amor divino.


Da leviandade do chupim, que bota seus ovos em ninho alheio, à operosidade e engenharia do joão-de-barro, notamos a presença do amor de Deus.


Nos insetos nocivos tanto quanto no exemplo de trabalho comunitário das abelhas, cupins e formigas, percebemos o amor divino.


No instinto de sobrevivência de homens, animais e plantas, está presente o amor de Deus.


Na minúscula semente que traz no íntimo o código genético de sua espécie, está contemplado o amor do Criador.


A destreza instintiva do pássaro tecelão, a graciosidade da borboleta, a habilidade inconteste dos reflorestadores alados, falam do amor de Deus.


A criança que sorri, inocente e feliz no regaço materno, e a que chora triste, sem rumo e sem lar, são a presença do Criador no mundo, com acenos de esperança.


O homem sábio, que emprega seus conhecimentos nos serviços do bem, e aquele que se enobrece no trabalho rude da lavoura, apresentam o amor de Deus, elevando a vida.


Até mesmo nas tempestades que destroem nossas flores de ilusão, vemos o convite do Criador para que plantemos em solo firme de felicidade perene.


O ar que respiramos é dádiva do amor celeste...


O amor que trazemos na alma, é herança do Criador da vida...


A esperança que alimentamos é ânfora de luz nutrindo a vida com a chama do amor de Deus.


Por fim, não há espaço algum no universo, onde não pulse o amor de Deus.


***


Na inquietude dos delinqüentes, o amor divino se faz atento...


Na dor dos aflitos, o amor de Deus é afago...


Na inocência da criança, o amor divino se mostra...


Na mansuetude dos sábios, o amor de Deus é quietude.


Na harmonia do universo, o amor do Criador repousa...


No coração de quem ama, o amor de Deus se realiza.



Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

Disponível www.momento.com.br

segunda-feira, outubro 25, 2010


PREOCUPAÇÕES


André Luiz



Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.


Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.


Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.


Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para lembrar injúria ou ingratidão.

Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".


Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.

Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.


Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.


Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.

Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que aguentou você ontem, aguentará também hoje.

 
XAVIER, F.C.Pelo Espírito André Luiz - Do livro "Sinal Verde", cap. 25, edição CEC

domingo, outubro 24, 2010




Felicidade Possível



Joanna de Ângelis

Acreditavas que a felicidade seria semelhante a uma ilha fantástica de prazer constante e paz permanente. Um lugar onde não houvesse preocupação, nem se apresentasse a dor; no qual os sorrisos brilhassem nos lábios, e a beleza engrinaldasse de festa as criaturas.

Uma felicidade feita de fantasias parecia ser a tua busca.

Planejastes a vida, objetivando encontrar esse reino encantado, onde, por fim, descansasses da fadiga, da aflição e fruísses a harmonia.

Passam-se anos, e somas frustrações, anotando desencantos e amarguras, sem anelada conquista.

Lentamente, entregas-te ao desânimo, e sentes que estás discriminado no mundo, quando vês as propagandas apresentadas pela mídia, nas quais desfilam os jovens, belos e jubilosos, desperdiçando saúde, robustez, corpos venusinos e apolíneos, usando cigarros e bebidas famosas, brincando em iates de luxo, ou exibindo-se em desportos da moda, invejáveis, triunfantes. ..

Crês que eles são felizes...
* * *

Não sabes quanto custa, em sacrifício e dor, alcançar o topo da fama e permanecer lá.

Sob quase todos aqueles sorrisos, que são estudados, estão a face da amargura e as marcas do ressaibo, do arrependimento.

Alguns envenenaram a alma dos charcos por onde andaram, antes de serem conhecidos e disputados.

Muitos se entregaram a drogas perturbadoras, que lhes consomem a juventude, qual ocorreu com as multidões de outros, que os anteciparam e desapareceram.

Esquecidos e enfermos, aqueles que foram pessoas-objeto, amargam hoje a miséria a que se acolheram ou foram atirados.
* * *

Felicidade, porém, é conquista íntima.

Todos os que se encontram na Terra, nascidos em berços de ouro ou de palha, homenageados ou desprezados, belos ou feios, são feitos do mesmo barro frágil de carne, e experimentam, de uma ou de outra forma, vicissitudes, decepções, doenças e desconforto.

Ninguém, no mundo terreno, vive em regime especial. O que parece, não excede a imagem, a ilusão.
* * *

Se desejas ser feliz, vive, cada momento, de forma integral, reunindo as cotas de alegria, de esperança, de sonho, de bênção, num painel plenificador.

As ocorrências de dor são experiências para as de saúde e de paz.

A felicidade não são coisas: é um estado interno, uma emoção.

Abençoa os acidentes de percurso, que denominas como desdita, segue na direção das metas, e verás quantas concessões de felicidade pela frente, aguardando por ti.

Quem avança monte acima, pisa pedregulhos que ferem os pés, mas também flores miúdas e verdejante relva, que teimam em nascer ali colocando beleza no chão.

Reúne essas florezinhas em um ramalhete, toma das pedras pequeninas fazendo colares, e descobrirás que, para a criatura ser feliz, basta amar e saber discernir, nas coisas e nos sucessos da marcha, a vontade de Deus e as necessidades para a evolução.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia do médium Divaldo Pereira Franco. Da obra Momentos Enriquecedores.Editora LEAL.