Pachelbel - Canon In D Major

terça-feira, maio 31, 2011



Impressões de otimismo


Momento Espírita


Muito se tem escrito sobre as fórmulas proveitosas dos pensamentos positivos, elaborando resultados eficientes, imediatos.


A Psicologia, ao estudar mais profundamente a psiquê humana, através da psicanálise, constata que todas as impressões, conscientes ou não, se arquivam na inconsciência, em cujos depósitos transitam, retornando à consciência, a seu tempo.


Ora, enviando-se mensagens constantes e positivas aos arquivos da mente, oportunamente estas aflorarão, realizando o fim a que se destinam.


Pouco importa que as impressões remetidas sejam acreditadas ou não.


O essencial é que sejam enviadas ininterruptamente, de tal modo que consigam expulsar aquelas que criaram o clima de pessimismo.


Preenchendo nossa mente e nosso dia com pensamentos positivos, literalmente não haverá espaço nem tempo para os pensamentos negativos, tristes e perigosos.


É como se nossa mente fosse um grande vaso repleto de água turva, e fôssemos lentamente substituindo, molécula a molécula, esse líquido sujo, por águas claras e límpidas.


Assim, vale dizer, diariamente e muitas vezes:


Sou feliz. Lutarei, pois, contra as minhas imperfeições, consoante os ditames cristãos.


Criemos o hábito, empolguemo-nos com ele, e conseguiremos a prática das virtudes evangélicas, a princípio por automatismo psicológico, depois por entusiasmo racional.


Comecemos a considerar, por princípio, que todas as pessoas guardam valores positivos nos seus corações, por exemplo.


Que nossos comentários sobre alguém tragam somente referências às suas qualidades superiores, mínimas que sejam, sem azedume, e descobriremos, surpresos, em breve, que todos temos aspectos bons, não havendo ninguém totalmente repleto de maldade.


Também iremos nos impregnar de bondade e cantaremos, sem que o percebamos, a mesma alegria do Senhor e dos Seus discípulos, começando novos tempos para a própria vida na Terra, serenos e realmente ditosos.

* * *

Sabemos que os Espíritos nos influenciam a vida significativamente, então, como aproveitar melhor esta ação inevitável?


Se desejamos boas influências, faz-se necessário que ouçamos os bons Espíritos, os que desejam nosso bem.


Se desejamos ouvir os bons, faz-se necessário que estejamos numa mesma sintonia, no mesmo padrão de pensamento que eles.


É aí que entra uma outra consequência benéfica dos pensamentos positivos: a possibilidade de ser muito bem inspirado em todas as situações da existência.


Em toda parte e sempre uma vida oculta se mistura à nossa.


Quem decide que tipo de influência será esta, que tipo de companhia teremos junto aos nossos passos, somos nós, através de nossos pensamentos.


Quem deseja ter boas companhias precisa ser um bom companheiro.


Ninguém aprecia estar ao lado de pessoa negativa e pessimista.


Por outro lado, as pessoas que irradiam otimismo, alegria, bem-estar, estarão sempre bem acompanhadas.


Que essas impressões de otimismo possam iluminar nossa estrada, motivar nossa alma e aquecer nosso coração.


Lembremos de dizer a nós mesmos, várias vezes:


Sou feliz. Lutarei, pois, contra as minhas imperfeições, consoante os ditames cristãos.



Redação do Momento Espírita com base no cap. 59, do livro Espírito e vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Disponível em www.momento.com.br

segunda-feira, maio 30, 2011







Finalidade da vida





Momento Espírita




Não são poucos os filósofos, pensadores, religiosos que, ao longo da História da Humanidade, vêm se debruçando em torno de uma indagação que, não raro, também toma a mente de nós todos: Afinal, qual o significado da vida?



Por que estamos nesta vida? Para alguns, a vida se faz com tranquilidade e dias previsíveis e de paz, a navegar em mar calmo e sereno.



Para outros, os dias são batalhas, esforços, dores e dificuldades, como tempestades a se suceder, mal terminando uma, para logo se armar outra.



Há aqueles que passam pela vida como quem está em um parque de diversões, na busca de prazeres e emoções fortes, sem compromissos de ordem alguma.



Há outros para os quais a vida se faz sinônimo de trabalho, em anseios por melhora financeira, por amealhar bens, garantindo sustento e segurança monetária para o futuro incerto.



Há aqueles que elegem os valores do individualismo e do egoísmo. Outros desdobram-se na preocupação com o próximo, nos valores da solidariedade e da cidadania.



Frente a tantas diferenças, tantas experiências e vivências, naturalmente haverá dias em que nos perguntaremos: Qual a finalidade da vida?



Se materialistas, responderemos a essa pergunta dizendo que a vida é para que desfrutemos de seus prazeres, não importa como e a que preço, pois quando a vida se esvair de nós, tudo estará consumado.



Se imaginamos a vida única e singular a esta existência, nossa resposta será que a vida é desafiadora e algo injusta, pois nessa única experiência nosso destino para após a morte será traçado.



Porém, se entendermos esta vida como mais um capítulo de um longo livro, que iniciou sua escrita desde há muito, veremos tudo sob outro prisma.



Entenderemos que a vida, sob o foco da Imortalidade da alma e da multiplicidade das existências, é mais uma oportunidade que o Senhor nos oferece para que nosso progresso se faça.



Assim, os desafios e oportunidades são sempre as lições melhores que a Providência Divina pode nos ofertar, para que novas conquistas alcancemos.



E, desta forma, entenderemos que o maior significado da vida é o do aprendizado das coisas de Deus, das Leis que regem o Universo, da melhoria e progresso individual.



Seja esse progresso intelectual, através do investimento em nossa formação, em nossa capacidade intelectiva, seja o progresso moral, através da transformação de valores menos nobres para aqueles consentâneos com a Lei de amor, que rege a tudo no Universo.



Lembremo-nos, portanto, que se dificuldades e problemas de grande monta batem à nossa porta, é o convite para novos aprendizados.



Assim também os dias de bonança e ventura serão dias de aprendizado das coisas da vida, das coisas de Deus.



Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita.


Disponível em www.momento.com.br

sábado, maio 28, 2011



Mentira e descrédito

Momento Espírita


Você costuma mentir para seus filhos?


É possível que, sem uma reflexão aprofundada, a maioria dos pais responda não. Que a mentira não é uma boa medida pedagógica.


No entanto, é muito comum, no trato com os filhos, observarmos pais, mães e outros educadores lançando mão de pequenas mentiras para convencer os filhos a fazerem o que eles desejam ou o que deve ser feito.


Assim é que, há poucos dias, vimos pelo telejornal, uma mãe convencer o filho a embarcar no avião, num dia em que jogaria o time para o qual ele torcia, mentindo que, na aeronave, ele poderia assistir ao jogo pela televisão.


Ao ser entrevistada, ela respondeu ao repórter que havia inventado uma mentirinha para que o filho embarcasse sem dar trabalho.


Apenas uma mentira sem importância, para a mãe, mas, de grandes proporções para aquele garotinho ávido por assistir seu time disputar uma partida decisiva.


Muitas vezes, para nos livrar da insistência do filho, prometemos coisas que sabemos, de antemão, que não iremos cumprir.


Se ele quer ir ao zoológico, por exemplo, prometemos que o levaremos noutro dia. E esse dia não chega nunca.


Se não quer ir para a escola, fazemos mil propostas interessantes mas, tão logo ele consinta em ir, nos esquecemos delas.


Vezes sem conta, percebemos pais que enganam os filhos dizendo que vão dar uma saidinha e logo voltam. E se demoram dias em viagens de lazer, enquanto os pequenos, desiludidos, esperam e esperam...


São mentiras que, aparentemente sem importância, constroem nas almas infantis a descrença, a desconfiança e a insegurança.


São essas pequenas pedras apodrecidas que levantam homens falsos e mentirosos que não têm compromisso com a verdade e, muito menos, com os sentimentos alheios.


Crescem enganados e, se não forem Espíritos elevados, incorporam essas vivências de forma natural, devolvendo-as à sociedade conforme as receberam.


Depois, essa mesma sociedade reclama quando é iludida com promessas não cumpridas, com plataformas que não passam de simulacro, com mentiras e enganações.


É importante que pensemos, com seriedade, nas palavras destiladas dia a dia, junto aos filhos.


É imprescindível que analisemos muito bem as promessas que fazemos e, uma vez feitas, sejam cumpridas. Mas, se por um motivo ou outro não as pudermos cumprir, que expliquemos esses motivos, sem mentir nem iludir.


No princípio pode parecer difícil mas a experiência prova que a verdade é eficaz e duradoura e que a mentira, além de ter pernas curtas, é ineficiente e prejudicial.

*

A mentira é como ácido corrosivo; dilacera os laços afetivos e os rompe pouco a pouco.


A verdade é a pedra boa que, empregada na construção do afeto, a torna sólida e duradoura, resistente a qualquer tempestade.


Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita


Disponível em www.momento.com.br


Ensinando a cooperar

Momento Espírita


Na nobre tarefa de educar os filhos, é muito comum vermos os pais pouparem as crianças e jovens de colaboração na manutenção da organização e limpeza do lar.


Não nos passará pela mente, em realidade, que os pequenos ou jovens devam, quando não houver necessidade, ser postos para que realizem trabalhos pesados, que lhes absorvam as horas de estudo e aprimoramento de si mesmos.


Invocamos as possibilidades de aprenderem a arte de auxiliar, de prestar colaboração, o que, a cada dia, se torna mais raro.


São muitas as mães que se transformam em serviçais de seus filhos, não para que cresçam, mas, para que se encharquem nos caldos de terrível egoísmo, sem que aprendam, nos dons do amor, a se fazerem úteis.


Onde o problema de ensinar-se aos pequenos a esticar a cama donde se levantaram?


Onde a dificuldade de fazer-lhes atender a essa ou àquela pequena higiene doméstica?


Onde a impossibilidade de que aprendam a pregar um botão ou costurar uma bainha?


Como ignorar que é importante para os jovens lavar ou passar uma peça do vestuário, para si ou para alguém que precise?


Por que tanto constrangimento em ensinar ao jovem, rapaz ou moça, a passar um café ou preparar um arroz, considerando-se a honra da cooperação fraterna?


Identificamos muitos filhos que se tornaram incapazes pelos caminhos, em razão da displicência ou descaso dos que lhes deviam educação.


Não os deveremos preparar para os tempos de facilidade e abastança, mas para os dias de necessidade e carência, de modo que a incapacidade não os mutile, desnecessariamente.

*

Pensemos na educação que estamos oferecendo aos nossos filhos, em como os devemos educar para o mundo.


O lar é a primeira escola. É onde serão aprendidos todos os valores.


Da mesma forma que nos esmeramos para oferecer a melhor educação escolar aos nossos filhos, lembremos de ofertar-lhes a educação cristã, plantando neles a semente da cooperação.


Os membros de uma família devem se sentir incentivados a se ajudarem mutuamente, sempre que necessário.

*
Evoquemos o Divino Mestre, na carpintaria do Pai, cooperando.


Coloquemos a luz do Evangelho em seus corações sem deixarmos, contudo, de lhes ocuparmos as mãos, ainda que seja nos pequenos afazeres domésticos ou da oficina, pois ajudar no trabalho do bem, onde quer que ele apareça, é também evangelização.



Redação do Momento Espírita, com base no cap.18, do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de J. Raul Teixeira, ed. Fráter.

Disponível emwww.momento.com.br

quinta-feira, maio 26, 2011



Felicidade - agora ou depois?

Momento Espírita


Você costuma afirmar que a felicidade foge de você? Que sempre que você está para conquistá-la, ela se vai, como fumaça ao vento?


Você não será porventura daqueles, como muitos de nós, que coloca a sua felicidade no futuro? Algo que é projetado e que um dia, quem sabe, poderá ser alcançado?


Talvez justamente aí resida a grande dificuldade de ser feliz. Não sabemos apreciar o momento que passa, o que temos, o que somos, onde estamos.


Vejamos. Quando andamos a pé, nossa felicidade está em comprar um carrinho. Não importa o tamanho, a cor, o ano. Importante que rode, que nos leve de um lado a outro, sem longas esperas em terminais de ônibus.


Quando, afinal, conseguimos adquirir o carro e começamos a utilizar, passamos a desejar ter um maior, mais confortável, mais econômico, melhor, enfim. E nisso passa a residir a nossa felicidade.


Sequer nos damos tempo de ficar felizes por termos o primeiro carro. Termos alcançado uma meta.


Quando não temos casa própria, sonhamos com ela. Ficar livres do fantasma do aluguel, podermos, em nossa propriedade, fazer o que desejamos, sem precisar pedir autorização ao proprietário.


Um dia, então, alcançamos o nosso desejo. Eis-nos na casa própria. Em vez de ficarmos felizes, plantarmos um jardim, e ir colocando os pequenos mimos cá e lá, enfeitando nosso cantinho particular, começamos a sonhar com uma casa maior.


Ou, então, em um bairro melhor, com mais comodidades. Afinal, seria interessante que cada membro da família tivesse seu próprio quarto e seu banheiro.


E sonhamos, e sonhamos.


Ora, desejar progredir é próprio do ser humano. Desejar melhorar as condições de vida é natural. Contudo, o que não nos permite sermos felizes, em momento algum, é não valorizarmos a conquista realizada.


E aprendermos que a felicidade não está especialmente em ter coisas, mas em saber dar a elas o seu devido valor.


Mais precioso que o carro, é a possibilidade de andar com as próprias pernas. É ter braços para estreitar, apertar contra o peito quem se ama.


Melhor que a casa onde se reside é gozar da felicidade de um lar, que quer dizer família, lugar de morar, de se expandir, de crescer, de amar e ser feliz.


Eis o segredo da felicidade. Eis porque encontramos seres que nada ou quase nada possuem e sabem sorrir.


Eis porque as crianças, que ainda não entraram no esquema do consumismo, ficam felizes por poder brincar, correr com os amigos.


Elas esquecem se está frio ou calor, se é hora de comer ou de dormir. O importante é gozar até o último momento da brincadeira com os amigos. Por isso, todos os dias, elas nos dizem com seus sorrisos: É possível ser feliz na Terra.

*

Saúde o seu dia com a oração da gratidão a Deus.


Você está vivo.


Enquanto a vida se expressa, se multiplicam as oportunidades de crescer e ser feliz.


Cada dia é uma bênção nova que Deus lhe concede, dando-lhe prova de amor.


Acompanhe a sucessão das horas, cultivando otimismo e bem-estar.



Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do cap. 1, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Disponível em www.momento.com.br



Deus é quem cura

Momento Espírita


 
Alguns homens, quando realizam grandes feitos, costumam encher-se de orgulho.


Chegam a pensar que são infalíveis em sua atuação e creem que tudo podem.


E isso nos recorda do grande mestre e criador da homeopatia, Samuel Cristian Hahnemann. Uma postura de verdadeiro sábio.


Em 1835, chegou a Paris e começou a clinicar, embora o descrédito e o ataque de muitos dos seus colegas alopatas.


Foi então que a filha de Ernest Legouvé, membro da Academia Francesa, famoso escritor da época, adoeceu gravemente.


Um artista de nome Duval foi chamado para fazer um retrato da jovem agonizante. Era a derradeira lembrança que o pai amoroso desejava ter da filha que se despedia da vida.


Concluída a tarefa, executada com as emoções que se pode imaginar, Duval fez ao pai uma pergunta nevrálgica:


Se toda a esperança está perdida, por que o senhor não tenta uma experiência com a nova medicina que tanto alvoroço tem feito?


Por que não consulta o doutor Hahnemann?


Nada havia a perder e o pai chamou o homeopata. Quando o viu, pareceu-lhe estar defronte a um personagem fantástico de contos infantis.


Hahnemann era de baixa estatura, robusto e firme no andar, envolvido em uma capa e apoiado sobre uma bengala com castão de ouro.


Uma cabeça admirável, cabelos brancos e sedosos, lançados para trás e cuidadosamente encaracolados em torno do pescoço.


Com seus olhos de um azul profundo, sua boca imperiosa inquiriu minuciosamente sobre o estado da menina.


Na sequência, pediu que transferissem a enferma para um quarto arejado, abrindo portas e janelas para que ar e luz entrassem abundantes.


No dia seguinte, iniciou o tratamento. Foram dez dias de expectativa e de tensão. Finalmente, a esperança se confirmou. A menina estava salva.


O impacto dessa cura, quase milagrosa, foi enorme, em toda Paris.


Em reconhecimento pela salvação de sua filha, apesar de muitos ainda afirmarem que Hahnemann não passava de um charlatão, Legouvé presenteou o médico com o próprio quadro pintado por Duval.


Era uma obra prima. O criador da Homeopatia a contemplou demoradamente, tomou da pena e escreveu:


Deus a abençoou e salvou.Hahnemann.


Considerava pois a cura uma bênção de Deus, da qual ele não fora mais do que um instrumento.

*

Assim são os verdadeiros sábios, os grandes gênios da Humanidade.


Eles sabem que dominam grandes porções do conhecimento. Mas não esquecem de que a inteligência lhes foi dada por Deus, de onde todos emanamos.


Somos os filhos da Suprema Inteligência, que nos permite crescer ao infinito.


Contudo, a Ele cabem todas as bênçãos, permitindo-nos, na qualidade de irmãos uns dos outros, atuar, agir, no grande concerto da criação.


Pensemos nisso e façamos o bem, sempre nos recordando que sem Deus nada podemos.



Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Samuel Hahnemann.


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domingo, maio 22, 2011



Verdade Libertadora

Joanna de Ângelis


A verdade sempre predomina.

O culto à mentira é dos mais danosos comportamentos a que o indivíduo se submete. Ilusão do ego, logo se dilui ante a linguagem espontânea dos fatos. Responsável por expressiva parte dos sofrimentos humanos, fomenta a calúnia que lhe é manifestação grave e destrutiva - a infâmia, a crueldade...

A maledicência é-lhe filha predileta, por expressar-lhe os conteúdos perturbadores, que a imaginação irrefreada e os sentimentos infelizes dão curso.

Além desses aspectos morais, a mentira não resiste ao transcurso do tempo. Sem alicerce que a sustente, altera a sua forma ante cada evento novo e de tal maneira se modifica, que se desvela. Por ser insustentável, quem se apóia na sua estrutura frágil padece insegurança contínua.

Porque é exata na sua forma de apresentar-se, a verdade é o inimigo normal da mentira. Enquanto a primeira esplende ao sol dos acontecimentos e exterioriza-se sem qualquer exagero, a segunda é maneirosa, prefere a sombra e comunica-se com sordidez. Uma é fruto da realidade; a outra, da fantasia, que não medita nas consequências de que se reveste.

A mentira teme o confronto com a verdade. Aloja-se nas sombras, espraia-se, às escondidas, e encontra, infelizmente, guarida.

A verdade jamais se camufla; surge com força e externa-se com dignidade. Não tem alteração íntima, permanecendo a mesma em todas as épocas. Ninguém consegue ocultá-la, porque, semelhante à luz, irradia-se naturalmente. Nem sempre é aceita, por convidar à responsabilidade. Amiga do discernimento, é a pedra angular da consciência de si mesmo, fator ético-moral da conduta saudável.

Enquanto a mentira viger, a acomodação, o crime afrontoso ou sob disfarce, o abuso do poder e a miséria de todo tipo predominarão na Terra exaltando os fracos, que assim se farão fortes, os covardes, que se tornarão estóicos, os astutos, que triunfarão em detrimento dos sábios, dos nobres e dos bons...

Face a tais logros, que propicia, não obstante efêmeros, os seus famanazes e cultuadores detestam e perseguem a verdade. Não medem esforços para impelir-lhe a propagação, por saberem dos resultados que advirão com o seu estabelecimento entre as criaturas.

São baldas, porém, tão insanas atitudes.

A verdade espera... Seus opositores enfermam, envelhecem e morrem, enquanto ela permanece.

A mentira é de breve existência. Predomina por um pouco, esfuma-se e passa...

(...) Jesus, em proposta admirável, afirmou: Busca a verdade e a verdade te libertará.

Ninguém tem o direito de ocultar a verdade, qual se fosse uma luz que devesse ficar escondida. Onde se encontre, irradia claridade e calor.

O seu conhecimento induz o portador a apresentá-la onde esteja, a divulgá-la sempre. Pelos benefícios que proporciona, estimula à participação, à solidariedade, difundindo-a. (...)



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Sob a Proteção de Deus.Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL, 1994.





Confia Sempre

Meimei


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue

para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima

de ti mesmo.Crê e trabalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na terra,

mas o que vem do céu permanecerá.

De todos os infelizes os mais desditosos

são os que perderam a confiança em Deus e

em si mesmo,porque o maior infortúnio é

sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.

Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve. Aprende e adianta-te.

Brilha a alvorada além da noite.

Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe

o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te

com a aflição ou ameaçando-te com a morte...

Não te esqueças, porém, de que amanhã será

outro dia.



XAVIER, Francisco Cândido. pelo Espírito Meimei.

sábado, maio 21, 2011



Trem da vida

Momento Espírita


Você já viajou de trem alguma vez?


Numa viagem de trem podemos notar uma grande diversidade de situações, ao longo do percurso.


E a nossa existência terrena bem pode ser comparada a uma dessas viagens, mais ou menos longa.


Primeiro, porque é cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em algumas partidas.


Quando nascemos, entramos no trem e nos deparamos com algumas pessoas que desejamos que estejam sempre conosco: são nossos pais.


Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis...


Mas isso não impede que durante a viagem outras pessoas especiais embarquem para seguir viagem conosco: são nossos irmãos, amigos, amores.


Algumas pessoas fazem dessa viagem um passeio. Outras encontrarão somente tristezas, e algumas circularão pelo trem, prontas a ajudar a quem precise.


Muitas descem e deixam saudades eternas... Outras passam de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém percebe.


Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são caros, se acomodam em vagões distantes do nosso, o que não impede, é claro, que durante o percurso nos aproximemos deles e os abracemos, embora jamais possamos seguir juntos, porque haverá alguém ao seu lado ocupando aquele lugar.


Mas isso não importa, pois a viagem é cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...


O importante, mesmo, é que façamos nossa viagem da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os demais passageiros, vendo em cada um deles o que têm de melhor.


Devemos lembrar sempre que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisemos entendê-los, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, certamente, haverá alguém que nos entenda e atenda.


A grande diferença, afinal, é que no trem da vida jamais saberemos em qual parada teremos que descer, muito menos em que estação descerão nossos amores, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.


É possível que quando tivermos que desembarcar, a saudade venha nos fazer companhia...


Porque não é fácil nos separar dos amigos, nem deixar que os filhos sigam viagem sozinhos. Com certeza será muito triste.


No entanto, em algum lugar há uma estação principal para onde todos seguimos...


E quando chegar a hora do reencontro teremos grande emoção em poder abraçar nossos amores e matar a saudade que nos fez companhia por longo tempo...


Que a nossa breve viagem seja uma grande oportunidade de aprender e ensinar, entender e atender aqueles que viajam ao nosso lado, porque não foi o acaso que os colocou ali.


Que aprendamos a amar e a servir, compreender e perdoar, pois não sabemos quanto tempo ainda nos resta até à estação onde teremos que deixar o trem.

*
Se a sua viagem não está acontecendo exatamente como você esperava, dê a ela uma nova direção.


Se é verdade que você não pode mudar de vagão, é possível mudar a situação do seu vagão.


Observe a paisagem maravilhosa com que Deus enfeitou todo o trajeto...


Busque uma maneira de dar utilidade às horas. Preocupe-se com aqueles que seguem viagem ao seu lado...


Deixe de lado as queixas e faça algo para que a sua estrada fique marcada com rastros de luz..

Pense nisso... E, boa viagem!



Redação do Momento Espírita, com baseem texto de autoria de Silvana Duboc, disponível no site http://www.silvanaduboc.us/.

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