Minutos de Paz !

terça-feira, maio 03, 2011



Quando deixei de ver a lua


Momento Espírita



Num final de noite frio, de noite estrelada, um homem dirige seu carro pelas ruas da cidade.


No banco de trás ele carrega um tesouro: seu filhinho de dois anos de idade.


Parados no semáforo, ele observa que o filho está com o olhar fixado no alto, longe, para fora da janela.


Uma luz azul suave adentra o veículo, iluminando o rosto da criança, proporcionando uma beleza sem igual para o pai apaixonado.


Então, com aquela voz tenra, a voz pequena da descoberta das primeiras palavras, o filho diz: lua.


Sim, é mesmo! - diz o pai. É a lua! Que linda é a lua, não é, meu filho?


A criança nada responde, e continua observando, encantada, o satélite natural da Terra.


As crianças sabem que o belo precisa ser contemplado, e que qualquer palavra é pequena e insuficiente para descrevê-lo.


Após isto, o pai torna o olhar para fora também, e consegue observar a maravilha de uma noite enluarada de outono.


Consigo então pensa: Quando deixei de ver a lua?...


Lembrou-se que fazia muito tempo, desde a última vez que pôde contemplar o fulgurante brilho lunar.


Será que me esqueci da lua?... Ela certamente não esqueceu de mim, pois há pouco conversava com meu filho, em pensamento...

*
Os dias tumultuosos, os muitos afazeres, as preocupações. Tudo isso pode nos fazer perder um pouco o contato com a natureza, e com as coisas simples da vida.


Começa o ano, quando vemos já é março, já é junho... E nesse tempo todo - pois é muito tempo - não pudemos ver o céu estrelado, um pôr do sol, ouvir um pássaro cantar...


Faltou tempo, alegamos, quando na verdade faltou oportunidade. E quem é capaz de criar tais oportunidades? Somos nós apenas, ninguém mais.


O contato com a natureza nos renova as forças, nos proporciona momentos de reflexão, de pensamentos mais leves, despretensiosos até...


Tudo isso faz bem à alma e ao corpo. O ser humano precisa recarregar suas energias, constantemente, e Deus nos deu diversas fontes inesgotáveis de tais recursos.


Uma volta na quadra a passos lentos; um piquenique sem hora para começar ou terminar; alguns minutos de brincadeira com os filhos...


Um jantar surpresa, a dois; uma visita a alguém querido; um final de semana sem TV ou Internet...


Não podemos nos deixar ser simplesmente consumidos, pelo mundo moderno e suas neuroses atuais.


A vida é muito mais que acordar, trabalhar, alimentar-se, usufruir de pequenos prazeres, dormir...


Estamos aqui, na Terra, com objetivos muito claros e nobres. Estamos aqui para crescer, para nos transformar em pessoas de bem através do amor.


Se nos esquecemos disso passamos a ser espécies de zumbis sociáveis, afogados em mil afazeres, sempre fazendo algo - sem tempo para nada - mas, vazios, tristes, depressivos.


Assim, não deixe de ver a lua, de notar as estrelas, e de se maravilhar com elas.


Não deixe de estar de corpo e alma com quem você ama; não deixe de observar a natureza, e escutar o que ela sempre tem a lhe dizer.



Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 16, ed. Fep.

Disponível em www.momento.com.br



Nenhum comentário:

Postar um comentário

“Deixe aqui um comentário”