Pachelbel - Canon In D Major

quinta-feira, dezembro 30, 2010



Iniciando um novo ano

Momento Espírita


Toda vez que o ano vai chegando ao fim, parece que todos vamos manifestando cansaço maior.

Seja porque as festas se multipliquem (são formaturas, casamentos, jantares de empresas), seja porque já nos vamos preparando para as viagens de férias de logo mais.

De uma forma ou de outra, é comum se escutar as pessoas desabafarem dizendo que desejam mesmo que se acabe logo o ano.

Quem muito sofreu, deseja que ele se acabe e aguarda dias novos, de menos dores.

Quem perdeu amores, deseja que ele se acabe de vez, na ânsia de que os dias que virão consigam trazer esperanças ao coração esfacelado pelas ausências.

Quem está concluindo algum curso e deu o máximo de si, deseja que os meses que se anunciam cheguem logo, para descansar de tanto esforço.

E assim vai. Cada um vai pensando no ano que se finda no sentido de deixar algo para trás. Algo que não foi muito bom.

Naturalmente, muitos são os que veem findar os dias do ano com contentamento, pois eles lhe foram propícios. Esses, almejam que os dias futuros reprisem esses valores de alegria, de afeto, de coisas positivas.

Ano velho, ano novo. São convenções marcadas pelo calendário humano, em função dos movimentos do planeta em torno do astro rei.

Contudo, psicologicamente, também nos remetem, sim, a um estado diferente.

Como Deus nada faz, em Sua sabedoria, sem um fim útil, também assim é com a questão do tempo como o convencionamos.

Cada dia é um novo dia. A noite nos fala de repouso. A madrugada nos anuncia oportunidade renovada.

Cada ano que finda nos convida a deixarmos para trás tudo de ruim, desagradável que já vivenciamos, permitindo-nos projetar planos para o futuro próximo.

Por tudo isso, por esta ensancha que a Divindade nos permite a cada trezentos e sessenta e cinco dias, nesta Terra, pense que você pode melhorar a sua vida no ano que se anuncia.

Comece por retirar de sua casa tudo que a atravanca. Libere-se daquelas coisas que você guarda nos armários, na garagem, no fundo do quintal.

Coisas que estão ali há muito tempo, que você guarda para usar um dia. Um dia que talvez nunca chegue. Pense há quanto tempo elas estão ali: meses, anos... Esperando.

São roupas, calçados, livros, discos antigos, utensílios que você não usa há anos. Libere armários, espaços.

Coisas antigas, superadas são muito úteis em museus, para preservação da memória, da evolução da nossa História.

Doe o que possa e a quem seja mais útil.

Sinta o espaço vazio, sinta-se mais leve.

Depois, pense em quanta coisa inútil você guarda em seu coração, em sua mente.

Mágoas vividas, calúnias recebidas, mentiras que lhe roubaram a paz, traições que o deixaram doente, punhais amigos que lhe rasgaram as carnes da alma...

Alije tudo de si. Mentalmente, coloque tudo em um grande invólucro e imagine-se jogando nas águas correntes de um rio caudaloso que as levará para além, para o mar do esquecimento.

Deseje para si mesmo um ano novo diferente. E comece leve, sem essa carga pesada, que lhe destrói as possibilidades de felicidade.

Comece o novo ano olhando para frente, para o alto. Estabeleça metas de felicidade e conquistas.

Você é filho de Deus e herdeiro do Seu amor, credor de felicidade.

Conquiste-a. Abandone as dores desnecessárias, pense no bem.

Mentalize as pessoas que são amigas, que o amam, lhe querem bem.

Programe-se para estar mais com elas, a fim de, fortalecido, alcançar objetivos nobres.

Comece o ano pensando em como você pode influenciar pessoas, ambientes, com sua ação positiva.

Programe-se para vencer. Programe-se para fazer ouvidos moucos aos que o desejam infelicitar e avance.

Programe-se para ser feliz. O dia surge. É ano novo. Siga para a luz, certo que com vontade firme, desejo de acertar, Jesus abençoará as suas disposições.

É ano novo. Pense novo. Pense grande. Seja feliz.


Redação do Momento Espírita.


Disponível no CD Momento Espírita, v. 13, ed. Fep.

Quando você é jovem

Momento Espírita


Quando você ouve o canto dos passarinhos no céu e se alegra com a sua algazarra na madrugada, sem dizer que eles vêm lhe perturbar o sono;

quando você se delicia com o vento que sopra do mar, nas tardes quentes;

quando você tem tempo para ver as flores que dançam a dança das cores nas praças e nas estradas;

quando você tem a fé dos grandes conquistadores, dos profetas e dos inventores que enxergavam mais além, e marcaram o futuro pondo luzes na escuridão da ignorância humana, para nortear os que vieram e os que continuam a vir;

quando você consegue despertar pela manhã com a certeza de que o dia oferece sempre a melhor oportunidade, a resposta correta a todas as incertezas;

quando você tem a mente aberta, positiva, criativa, otimista. Aquela que procura sempre a verdade. Quando você tem consciência da sua inteligência e da sua genialidade;

quando você acredita que há um poder Divino que vela por sua vida; quando você crê que esta imensa força faz tudo acontecer;

quando você pensa grande e não tem medo do mal porque Deus é a sua defesa e proteção;

quando você acredita que este mundo tem conserto, que cada dia que passa o torna ainda melhor;

quando você sorri e fala e acredita que o paraíso está em você e ao seu redor;

quando você admira os heróis de cada dia. Quando você vibra de alegria com os que fazem o bem. Quando aplaude os grandes gestos dos ricos e dos modestos, pelo simples valor que eles têm;

quando você tem em mente seguir em frente com toda fé no presente e esperança no futuro;

quando você é capaz de sorrir para os mais velhos, de escutar os seus conselhos com paciência e mansidão; quando você cede o braço para que nele eles se amparem e diminui o passo, para que eles o possam acompanhar;

quando você vibra e canta nas cordas do coração. Quando você diz que nasceu para viver num mundo cheio de paz. Quando você não reclama porque acredita mesmo que a vida é você que a faz;

quando você tem vontade de abraçar a Humanidade, negros, brancos, amarelos. Crianças, velhos, doentes, num forte abraço de amor;

quando você canta a vida, porque a vê como uma grandiosa seresta; quando você se emociona no sentimento da prece cheia de fé;

quando tudo isso acontece, você é grande, é forte e existe em você o brilho da eterna mocidade.

Tenha você qualquer idade, você é um jovem!

* * *

Jovem é todo aquele que não se permite deixar de crescer a cada dia. A sua meta é aprender sempre mais.

Jovem é todo aquele que se alimenta da fé e não teme falar de Deus, das suas convicções, da alegria que lhe sobeja na alma.

Jovem é aquele que se esquece de contar os anos e se surpreende a cada vez que o bolo de aniversário apresenta mais uma velinha.


Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida, encontrada em um cartão de aniversário, enviada pelo ouvinte Luiz Pedro Pizzato.


Menos é mais

Momento Espírita


O escritor português José Saramago escreveu: Não ter pressa não é incompatível com não perder tempo.


Mas, hoje, o que mais se exige é rapidez. Rapidez em tudo. O computador deve ser de alta velocidade, é preciso pensar rápido, agir rápido para não perder negócios, para não perder audiência, para não perder mercado de trabalho.


No mundo dos executivos, ao contrário da realidade do trânsito, não há limite de velocidade. A multa é alta para quem anda lento. A ordem é supervelocidade.


Para esses, cada minuto conta. E se estressam somente contando o tempo que perdem aguardando o elevador, o semáforo abrir, o autoatendimento bancário lhes fornecer as informações de que necessitam.


São pessoas que se sentem culpadas quando param para um cafezinho, porque poderiam estar produzindo. A sua meta é executar projetos, ler apenas livros técnicos, acelerar a rotina. Tudo o mais é desperdício.


E, no entanto, a vida é feita de pequenas coisas.


Felizes são aqueles que decidem subir pela escada para exercitar as pernas e a imaginação. Aqueles que tem tempo para um sorriso ao desconhecido que está na fila, logo atrás, esperando sua vez para ser atendido.


Os que, em vez de engolirem um sanduíche rápido no escritório, preferem almoçar com um amigo, com calma, bater um papo descontraído. Ou melhor, ir até em casa e observar os filhos crescerem, enquanto a família se reúne em volta da mesa.


Essas pessoas não costumam usar atalhos para encurtar caminhos. Elas preferem procurar estradas com paisagens com que se possam deliciar.


Quando viajam, vão com calma. Não tem hora para chegar. Como as crianças, a quem o fazer é mais importante do que a tarefa pronta, eles param na beira da estrada para provar uma fruta e conversar com o vendedor, que sempre tem histórias para contar. Histórias de vida. Experiências importantes.


Quando descobrem uma paisagem bonita, param para apreciá-la. Alguns fotografam para levar consigo aquele momento mágico. Chegam ao destino com maior disposição e alegria.


Esses são os que adotam a filosofia de que menos é mais. Menos velocidade é mais oportunidade de olhar para os lados e apreciar a natureza.


Menos horas de trabalho equivalem a mais tempo com a família. Tirando levemente o pé do acelerador das suas vidas tem mais tempo para ouvir música, ler algo mais além do que a profissão lhes exige, assistir um filme, meditar.


Em síntese, tem mais tempo para viver. Em verdade, a velocidade máxima permitida para ser feliz é aquela que não nos deixa esquecer de que, além dos negócios, do trabalho, do dinheiro, o mais importante é a vida em si mesma.

* * *

Viver é uma arte. Todos nascemos com programas definidos que nos possibilitem o progresso. Por isso, todo momento se faz importante.


Também todas as experiências do cotidiano nos enriquecem. Desfrutar de cada uma delas retirando o máximo de proveito, deve ser a meta do homem sábio.


Isto significa aproveitar bem a vida. Não desperdiçar nenhuma de suas oportunidades.


Redação do Momento Espírita, com base no texto Velocidade máxima, publicado na revista Exame, de 15.12.1999.

Disponível em:http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2861&stat=0



Momento de avaliação

Momento Espírita




No encerramento de cada exercício e início de um novo é inevitável para as empresas a estruturação de um balanço, em relação aos investimentos estabelecidos.


Receita e despesa, confrontados, resultam no saldo que caracteriza o acerto ou a incapacidade do administrador.


No que diz respeito à economia moral, é imprescindível fazer-se uma avaliação das conquistas realizadas durante a ocorrência de cada período.


Indispensável, para bem se aquilatar de como se vai e de como programar-se a etapa nova.

* * *

Os minutos sucedem-se, gerando as horas.


Os dias passam, estabelecendo meses.


Os anos se acumulam e as estruturas do tempo se alteram.


Quem conhece Jesus é convidado a investir, nos divinos cofres do amor, as moedas que a sabedoria lhe faculta em forma de maior iluminação, pela renúncia, caridade, perdão e esperança.


De tempos em tempos, impostergavelmente, torna-se necessário um cotejo do que foi feito em relação ao programado, para medir-se o comportamento durante o trânsito dos compromissos.


Façamos hoje, no encerramento ou início da experiência, uma avaliação-balanço.


Constatada a presença de equívocos, disponhamo-nos a corrigi-los.


Identificados os êxitos, preparemo-nos para multiplicá-los.


Logrados os sucessos, apliquemo-los em favor do bem geral.


Detectados os malogros e sofrimentos, abençoemos a dor e a dificuldade que nos devem constituir impulso e estímulo para o prosseguimento.


Tenhamos, no entanto, a coragem de uma avaliação honesta, sem desculpas, sem excesso de intransigência.

* * *

Hora de balanço é hora séria.


Proponhamo-nos à pausa da reflexão com a coragem de nos despirmos perante a consciência.


A ajuda dos amores ao redor é preciosa, uma vez que, por vezes, a autovisão poderá estar embaçada por desequilíbrios ou traumas vivenciados.


Perguntar como nos enxergaram durante tal período específico, sobre esse ou aquele aspecto, é bastante válido e propício.


São opiniões que devem ser levadas em conta nesta grande avaliação-balanço produzida em nosso mundo íntimo.


Suponhamos que a desencarnação nos surpreendesse e nos não fosse possível omitir, escamotear ou fugir à responsabilidade que adquirimos perante a vida, face à dádiva da reencarnação.


Experiência que passa, enseja lição que permanece.


E, de aprendizado em aprendizado, o relógio da eternidade nos propiciará o crescimento no rumo de Deus e na aquisição da virtude da paz.


Redação do Momento Espírita com base no cap. 8 do livro Alegria de viver, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Disponível em :< http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2859&stat=0>.

segunda-feira, dezembro 27, 2010



MENSAGEM DE ANO NOVO





Aprendemos que, por pior que seja um problema ou situação, sempre existe uma saída.

Aprendemos que é bobagem fugir das dificuldades.

Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.

Aprendemos que perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.

Aprendemos que é necessário um dia de chuva para darmos valor ao Sol, mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima.

Aprendemos que heróis não são aqueles que realizam obras notáveis, mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as consequências dos seus atos.

Aprendemos que, não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos.

Aprendemos que, ao invés de ficar esperando alguém nos trazer flores, é melhor plantar um jardim.

Aprendemos que amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de nos fazer felizes.

Cabe a nós a tarefa de apostar nos nossos talentos e realizar os nossos sonhos.

Aprendemos que o que faz diferença não é o que temos na vida, mas quem  nós temos.

E que boa família são os amigos que escolhemos.

Aprendemos que as pessoas mais queridas podem às vezes nos ferir.

E talvez não nos amem tanto quanto nós gostaríamos, o que não significa que não amem muito, talvez seja o máximo que conseguem.

Isso é o mais importante.

Aprendemos que toda mudança inicia um ciclo de construção, se você não esquecer de deixar a porta aberta.

Aprendemos que o tempo é precioso e não volta atrás.

Por isso, não vale a pena resgatar o passado.

O que vale a pena é construir o futuro.

O nosso futuro ainda está por vir.

Então aprendemos que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.


Desconheço a autoria


PÉROLA DE DEUS

Ermance Dufaux



A pérola, uma das mais belas jóias naturais, é formada a partir do instante em que as ostras são agredidas por algum agente externo e liberam uma substância chamada nácar, cujo objetivo é envolver aquele elemento agressor e protegê-las. O acúmulo de várias camadas de nácar e movimentos concêntricos vai formar a pérola depois de algum tempo.

A felicidade é como a pérola que se forma dentro da ostra: nasce dos embates de cada dia no esforço da transformação no reino do sentimento.

Portanto, mesmo com os problemas e dificuldades, não desanime ou interrompa teus ideais de espiritualização. A seu tempo, perceberás um clarão reluzente na tua intimidade refletindo a riqueza e a sabedoria do Pai, que servirão para embelezar a vida e fazer-te mensageiro da paz em ti mesmo. É a pérola da alegria definitiva.

Ser feliz é estar bem consigo mesmo e com o mundo. É deixar a pérola da alegria luzir para tudo que vibra à tua volta. Ser feliz é desconhecer barreiras, porque a felicidade anda de mãos dadas com a fé. Ser feliz! Quanto significa essa expressão!

Abra-te para a vida sem medo ou culpa, acredite no futuro, trabalhe e sirva, ame e perdoe. Inevitavelmente serás respondido pelas leis que conspiram a favor de teu progresso e ascensão.

Prossiga confiante na conquista de ti próprio e guarda inabalável certeza que foste criado por Deus para ser feliz na condição de "ostra da Terra" e pérola de Sua Criação.

Pelo Espírito Ermance Dufaux do Livro: Mereça ser Feliz - Superando as ilusões do orgulho - psicografia de Wanderley S. de Oliveira - p. 15.

domingo, dezembro 26, 2010



Mensagem de Ano Novo


Carlos Drummond Andrade





Para você ganhar belíssimo Ano Novo


cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,


Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido


(mal vivido talvez ou sem sentido)


para você ganhar um ano


não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,


mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;


novo


até no coração das coisas menos percebidas


(a começar pelo seu interior)


novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,


mas com ele se come, se passeia,


se ama, se compreende, se trabalha,


você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,


não precisa expedir nem receber mensagens


(planta recebe mensagens?


passa telegramas?)





Não precisa


fazer lista de boas intenções


para arquivá-las na gaveta.


Não precisa chorar arrependido


pelas besteiras consumidas


nem parvamente acreditar


que por decreto de esperança


a partir de janeiro as coisas mudem


e seja tudo claridade, recompensa,


justiça entre os homens e as nações,


liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,


direitos respeitados, começando


pelo direito augusto de viver.





Para ganhar um Ano Novo


que mereça este nome,


você, meu caro, tem de merecê-lo,


tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,


mas tente, experimente, consciente.


É dentro de você que o Ano Novo


cochila e espera desde sempre.

sexta-feira, dezembro 24, 2010



Súplica do Natal

Amado Jesus
na excelsa manjedoura
que Te esconde a glória sublime,
ouve a nossa oração !

Ajuda-nos a procurar a simplicidade
que nos reune ao Teu amor...

Auxilia-nos a renascer dentro de nos mesmos,
buscando em Ti a força para sermos
em Teu Nome, irmãos uns dos outros !

Mestre do Eterno Bem, sustenta as nossas almas
a fim de que a alegria de servir e ajudar
nos ilumine a senda, não somente na luz de Teu Santo Natal,
mas em todos os dias, aquí, agora e sempre...

Xavier, Francisco Cândido. Da obra Antologia Mediunica do Natal. Ditado pelo Espírito Aparecida.

quinta-feira, dezembro 23, 2010



Uma Figura Incomparável


Momento Espírita


A figura de Jesus não encontra equivalente em nenhuma outra.

Qualquer que seja a personalidade humana que se pretenda estudar, ela apresenta nuanças de luz e sombra.

Em algum aspecto de sua vida, titubeou e cometeu deslizes.

Com Jesus isso não se verifica.

Ele é o Modelo dado por Deus a todos os homens.

Ao surgir no cenário terreno, já havia atingido o ápice de Seu estado evolutivo.

Embora essencialmente humano, não portava nenhuma das mazelas comuns aos homens.

Justamente por isso, causou tanto impacto.

Como Ser perfeito, não Se deixou contaminar por desejos e preconceitos humanos.

Transcendeu a todos os vícios, embora cheio de compaixão pelos pobres viciados.

Sua Celestial Sabedoria confundiu os mais doutos da época.

Sempre pacífico, nem por isso deixou de combater a hipocrisia
Sem desrespeitar as consciências alheias, tratou de demonstrar em que realmente consistia a essência das Leis Divinas.

Valorizou as mulheres, em uma época em que nenhum direito lhes era reconhecido.

Tratou de leprosos, quando todos fugiam deles.

Amparou e encaminhou prostitutas, as quais eram objeto de intenso desprezo.

Conviveu com pessoas de má vida, sem Se importar com as críticas.

Abriu os braços às crianças, encantado com sua fragilidade e com a pureza que simbolizam.

Gastou tempo com seres ignorantes e rudes, sempre paciente e benfazejo.

Ele viveu no mundo, sem ser do mundo.

Amparou, cuidou e esclareceu a toda a gente, sem jamais ser manchado pela impureza que O rodeava.

Qualquer que seja o ângulo pelo qual se observa, a grandeza de Jesus impressiona.

Não Se deixou tocar pelos preconceitos próprios da época.

Amou sem esperar ser amado.

Ensinou e viveu a compaixão em um período de sentimentos rudes e hábitos cruéis.

Movimentou recursos magnéticos e de cura até hoje desconhecidos.

Lançou a ideia da vida futura, como uma esperança para todos os homens.

Substituiu o conceito de um Deus vingativo e cruel pelo de um Pai amoroso.

Trata-Se de uma figura incomparável, superior a qualquer outra.

E é dEle o convite que ressoa, através dos séculos:

Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me!

* * *

Em algum momento será necessário atender ao amoroso chamado, romper com o passado de equívocos e marchar para a luz.

O seu momento pode ser agora!

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.

Disponível no livro Momento Espírita, v. 8 e no CD Momento Espírita Especial de Natal, v.15, ed. Fep.

quarta-feira, dezembro 22, 2010



Alegria do Natal

Maria Dolores


Agradeço, Jesus,
A bênção do Natal que nos renova e aquece
Em vibrações de paz aos júbilos da prece,
Que te louvam, dos Céus ao pó que forra o chão!...

Agradeço a mensagem que Te exalta,
Reacendendo o Sol da Nova Era
Nos cânticos da fé viva e sincera
Que nos refaz e eleva o coração.

Agradeço as palavras em teu nome,
Naqueles que conheço ou desconheço,
Que me falam de Ti com bondade sem preço,
Conservando-me em Ti, seja em que verbo for,
E as afeições queridas que me trazem,
Por teu ensinamento que me alcança,
A sublime presença da esperança
Ante a força do amor.


Agradeço o conforto
De tudo o que recebo em forma de ternura,
Na mais singela flor que me procura
Ou na prece de alguém
E as generosas mãos que me auxiliam
A repartir migalhas de consolo,
Seja um simples lençol ou um simples bolo
Para a festa do bem.

Agradeço a saudade
Dos entes que deixei noutros campos do mundo,
Que me deram contigo o dom profundo
De aprender a servir, de entender e de orar,
Os afetos que o tempo me resguarda
Sob fulgurações que revejo à distância,
Induzindo-me a ver-te entre os brincos da infância
Nas promessas do lar!...


Por tudo em que o Natal se revela e se expande
A envolver-nos em notas de alegria
Que o Teu devotamento nos envia
Em carícias de luz,
Pelo trabalho que nos ofereces,
Perante a fé maior que hoje nos invade,
Para a edificação da Nova Humanidade,

Sê louvado, Jesus!...

Pelo Espírito Maria Dolores Psicografia de Francisco Cândido Xavier

ALGO MAIS NO NATAL

Emmanuel


Senhor Jesus!

Diante do Natal, que te lembra a glória na manjedoura, nós te agradecemos:

a música da oração;

o regozijo da fé;

a mensagem de amor;

a alegria do lar;

o apelo a fraternidade;

o júbilo da esperança;

a bênção do trabalho;

a confiança no bem;

o tesouro da tua paz;

a palavra da Boa Nova;

e a confiança no futuro!...

Entretanto, oh! Divino Mestre, de corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais! ...

Concede-nos,Senhor, o dom inefável da humildade para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!

Pelo Espírito Emmanuel Do livro “Luz do Coração”, Francisco Cândido Xavier - Edição CLARIM .

terça-feira, dezembro 21, 2010


Ao meu querido pai , que há 16 anos nessa data retornou à Pátria Espiritual.
A nossa saudade, carinho e gratidão por tudo que nos legou, principalmente pelos exemplos de vida.
Receba a nossa homenagem com as suas rosas preferidas e  que agora, na condição de rosas espirituais, possam exalar o perfume de muita Paz e de Progresso Espiritual sob as bênçãos de Jesus.
Que Deus o abençoe e ampare sempre!

segunda-feira, dezembro 20, 2010


Senhor e Mestre


Momento Espírita





Inigualável. Senhor das estrelas. Senhor dos Espíritos.


Iniciou Sua jornada, na Terra, num berço de palha, improvisado por Seu pai.


Fez-Se frágil, num corpo de criança, como todos os Seus irmãos, na Terra.


Demonstrando o valor do amor, confiou-Se à guarda de uma mulher. Sua mãe.


Em seu seio Se aninhou, alimentou-Se e recebeu carinho.


Sábio dentre todos os sábios, obedecendo ao costume de Israel, aprendeu de Seu pai o ofício da carpintaria, moldando a madeira com Suas mãos abençoadas.


Conhecedor da Lei, que Ele próprio viera ensinar, submeteu-Se à frequência à sinagoga local, como todos os meninos de Sua idade.


Mais de uma vez, apresentou questões de alta filosofia e ciência, numa demonstração do quanto sabia, bem como desejando assinalar, de forma clara, que muito mais saber havia para ser aprendido, não sendo os homens os detentores de toda a sabedoria.


Mestre o foi, sempre. Portador de entendimento pedagógico, como ninguém mais, conhecedor da alma das Suas ovelhas, lançou sementes aqui e acolá, de forma sutil, muito antes de iniciar o Seu Messianato.


Quando o tempo se fez, deixou a casa simples de Nazaré, onde crescera, olhou os campos e as colinas, e buscou as estradas do mundo.


A partir de então, condutor de um imenso rebanho de Espíritos, não teria uma pedra para repousar a cabeça.


Onde passou, fez amigos, lecionando que o homem foi feito para viver em sociedade. E viver bem com todos.


Granjeou amigos entre os pobres, os ricos, os doentes e os que esbanjavam saúde, moços e velhos.


Não deixou de buscar ovelhas desgarradas em terras estranhas, distribuindo Suas bênçãos, em nome do amor que representava.


Curou cegos, afirmando que é preciso ter olhos de ver.


Libertou ouvidos do silêncio, conclamando que era preciso ter ouvidos de ouvir.


Cada gesto, um ensino. Nada desperdiçado.


Devolveu movimentos a paralisados, lucidez a perturbados. E o convite era de, dali em diante, o agraciado fazer o melhor, para conquistar felicidade.


Não Se entristeceu por viver entre os homens. A nota melancólica que cantou foi somente pela dureza dos corações, pois prescrevia que a cada um seria dado segundo suas obras, antevendo as dores dos que semeavam espinhos em suas jornadas.


Iniciou Sua missão abençoando, com Sua presença, a união de dois seres, na constituição de uma nova família.


Como convidado, nos banquetes do mundo, serviu-Se das oportunidades para distribuir a Sua luz a todos os convivas.


Entregou-Se, no momento oportuno, ao martírio, como um cordeiro ao sacrifício.


Da mesma forma que o berço foi Lhe improvisado o túmulo, para o depósito do corpo, por um amigo conquistado para o Seu Reino.


Apresentando-Se glorioso aos discípulos, após a morte, num atestado da Imortalidade, despediu-Se num dia de luz, na mesma Galileia onde entoara o mais belo canto que a Humanidade jamais ouvira.


E nos aguarda, no Seu Reino de bênçãos, amando-nos ainda e sempre.


Jesus, Mestre e Senhor. Caminho, Verdade e Vida.


Sigamo-lO.


Redação do Momento Espírita.