Pachelbel - Canon In D Major

sexta-feira, julho 31, 2009



Perdoar

Joanna de Ângelis



Sim, deves perdoar!



Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz.



Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.



Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.



Ante a tua aflição, talvez ele sorria.



A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.



Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente.



Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.



Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.



Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.



Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.



Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.



O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.



*Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.



O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espirito em lucro.



Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.



Todo agressor sofre em si mesmo.



É um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima.



Não desças a ele senão para o ajudar.



Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento.



Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.



Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.



O que te é Inusitado, nele é habitual.



Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!



*A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente.



Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.



O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.



A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.



E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.



Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!



Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.



*"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". Mateus: 18-22."



A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for miseri-cordioso não poderá ser brando e pacifico.



Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas". O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. X - Item 4.



Divaldo Pereira Franco, Espírito: Joanna de Ângelis. Da obra: Florações Evangélicas. 1 edição. LEAL. 1974.



O Mais Importante
André Luiz

Provavelmente você estará atravessando longa faixa de provações em que o ânimo quase que se lhe abate.


Crises e problemas apareceram.


Entretanto, paz e libertação, esperança e alegria dependem de sua própria atitude.


Se veio a colher ofensa ou menosprezo, você mesmo pode ser o perdão e a tolerância, doando aos agressores o passaporte para o conhecimento deles próprios.


Se dificuldades lhe contrariaram a expectativa de autorealização, nesse ou naquele sentido, a sua paciência lhe fará ver os pontos fracos que precisa anular a fim de atingir a concretização dos seus planos em momentos mais oportuno.


Se alguém lhe impôs decepções, o seu entendimento fraterno observará que isso é uma benção de vida imunizando-lhe o espírito contra a aquisição de pesados e amargos compromissos futuros.


Se experimenta obstáculos na própria sustentação, o seu devotamento ao trabalho lhe conferirá melhoria de competência e a melhoria de competência lhe elevará o nível de compensações e recursos.


Se você está doente, é a sua serenidade, com a sua cooperação, que se fará base essencial de auxílio aos médicos e companheiros que lhe promovem a cura.


Se sofre a incompreensão de pessoas queridas, é a sua bondade, com o seu despreendimento, que se lhe transformará em arrimo para que os entes amados retornem ao seu mundo afetivo.


Evite as complicações de rebeldia e inconformidade, ódio e inveja, egoísmo e desespero que apenas engrossarão o seu somatório de angústia.


Mudanças, aflições, anseios, lutas, desilusões e conflitos sempre existiram no caminho da evolução.


Por isso mesmo, o mais importante não é aquilo que aconteça e sim o seu modo de reagir.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Na Era do Espírito. Ditado pelo Espírito André Luiz. GEEM.


Ricos - Pobres

Por Ivan de Albuquerque



Caro coração amigo,


Sabes que na romagem da Terra, conduzes em ti uma multiplicidade de riquezas com as quais o Criador honra-te a vida planetária.



Tens a preciosidade da voz e da visão. Mas qual a importância de semelhante bênção, se não te tornas capaz de falar nada que construa consolação, instrução e alegria a tua volta?



Que grandeza terá tua visão, se não consegues ver com clareza os teus amigos, a tua família, os teus serviços, tudo o que te cabe realizar durante a jornada reencarnatória?



Gozas de boas pernas e de pés possantes que te conduzem para todo lado. Contudo, de que te valem pés e pernas formidáveis, se não te deslocas ao encontro de ninguém a quem possas ajudar ou levar felicidade?



Usufruis de excelente audição, que te abençoa com os sons da vida. Mas, de que valerá ter bons ouvidos e ouvir por ouvir, se não consegues escutar as vozes dos fracos nem os gemidos dos que padecem ao teu derredor, nem as falas de tantos que te querem instruir para o bem?



Tens o corpo sadio e soberbo, que te oferece possibilidade de levar adiante a bênção da tua reencarnação. De que te serve o corpo formoso, porém, se te atiras aos pântanos dos vícios, infelicitando-te profundamente, sem que o aprecies, sem que o respeites, sem colocá-lo a serviço da tua evolução?



Conduzes cérebro exuberante, apto a interpretar o movimento do universo, desde a flor que aparece no charco, até o brilho das estrelas, dando-te ensejo de decidir por ti mesmo os teus humanos caminhos. De que te vale a bênção do cérebro e da mente em esplêndida atividade, se não logras discernir com proveito, mantendo-te qual alma transtornada, irrefletida, a comprometer-se cada vez mais com equivocados roteiros e atos desnorteados?



És, amigo, imensamente rico diante do amor de Deus, em virtude de tudo o que te compõe os implementos físicos e mentais, a fim de fazer a vida crescer em tuas mãos.Embora imensamente rico, quantas vezes te apresentas grandemente empobrecido, em verdadeira mendicância moral, cada vez que abres mão de fazer bom proveito de tudo o que o Criador te ofertou para a tua evolução, toda vez que não te vales de tudo o que tens para transformar o mundo a tua volta, deixando marcas de amor por onde passes.



Desse modo, caro coração, aprende a utilizar os elementos de que foste dotado, fazendo com que teu corpo, com todos os recursos que dispõe, sob o comando da alma inteligente que és, seja posto a serviço do teu próprio avanço, do progresso do teu semelhante, enfim, a serviço de Deus.



Página do Espírito Ivan de Albuquerque, psicografada por J. Raul Teixeira.Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 25.02.2006, na Fazenda Recreio, em Pedreira-SP.



Disponível em <http://seal.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1115&Itemid=28>



O MAIS VALIOSO DOS TESOUROS


Momento Espírita




Em uma das Suas parábolas, Jesus compara o Reino dos Céus a um tesouro escondido em um campo. Um homem o encontra e, desejando-o para si, vende tudo o que tem e compra aquele campo.


A parábola nos convida a realizarmos uma reflexão acerca do que consideramos tesouro.


Para alguns de nós, os tesouros são as coisas materiais: a casa bonita, os móveis novos, o carro último tipo, uma conta corrente expressiva, roupas caras, perfumes raros.


A possibilidade de comparecer a restaurantes sofisticados e solicitar pratos requintados. A chance de percorrer o mundo, conhecendo as obras raras do ontem e do hoje.


Para outros, tesouros são livros. E não nos cansamos de buscá-los, em especial as edições esgotadas, mais valiosas.


Outros colecionamos obras de arte e as exibimos aos amigos com alegria. Cada obra adquirida, mais um ponto para o nosso tesouro.


Recordamos de certo filme que apresentava uma família excessivamente rica. Tão rica que, para guardar seus maiores tesouros, mandou cavar um cofre no seio de uma alta montanha, onde até foram esculpidas as faces da mãe, do pai e do filho.


Certo dia, ladrões audaciosos adentraram aquele lar, amarraram os pais e sob ameaças de lhes ferir o filho, os fizeram dizer qual o segredo para adentrar na fortaleza. Os ladrões desejavam as riquezas que ali se encontravam.


Qual não foi sua surpresa ao descobrirem que os tesouros tão propalados não passavam de coisinhas tolas, como o bercinho onde dormira o bebê pela primeira vez, o primeiro brinquedo, o primeiro troféu, o primeiro sapatinho.


Para aqueles pais, tão ricos, o que consideravam como de maior valor era tudo aquilo que se referia ao filho. Ele lhes era o maior tesouro.


* * *


E o nosso tesouro? Qual será?


Recordamos Jesus que Se referia aos tesouros da intimidade, que o ladrão não rouba, nem a traça corrói.


É isso mesmo. O maior tesouro é aquele que podemos amealhar dentro de nós: nossa riqueza interior.


O que possamos crescer em intelecto, em moral, isso ninguém nos haverá de furtar.


E mesmo após a morte do corpo físico, são aqueles que seguirão conosco.


Nosso conhecimento, nossas virtudes, nossas qualidades morais. Tesouros que utilizaremos na vida espiritual e nas próximas reencarnações, seja na Terra ou em qualquer outro mundo, qualquer outra morada de nosso Pai.


* * *


Para os Apóstolos Paulo de Tarso e Barnabé o maior tesouro eram os escritos de Levi, depois chamado evangelista Mateus.


Por falarem muito a respeito do grande tesouro que possuíam, certa noite, ambos foram assaltados a fim de terem furtada aquela preciosidade.


Após o assalto, deram graças a Deus, considerando que aqueles escritos, nas mãos dos ladrões, com certeza os haveriam de transformar para o bem.


Redação do Momento Espírita.


Disponível em <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2299&stat=0>




UM CORAÇÃO BRILHANTE


Momento Espírita


Jennifer Lovehewitt é uma atriz de seriado de televisão e foi convidada para uma festa beneficente, organizada por uma instituição que ajuda crianças portadoras do vírus da aids.
Havia muitas barraquinhas espalhadas pelo pátio da instituição promotora, mas as crianças tinham se aglomerado ao redor de uma em especial.
Jennifer verificou que todas as crianças recebiam pequenos recortes de tecidos que deveriam ser pintados, para depois serem costurados, formando uma colcha.
O objetivo era presentear um dos diretores que tinha dedicado grande parte da sua vida à organização e estava se aposentando.
Potes com as cores mais variadas foram distribuídos, além de pincéis. As crianças pintaram corações cor-de-rosa, nuvens azuis, flores verdes e roxas, um lindo pôr-de-sol alaranjado. Todos os desenhos eram positivos, animadores. Exceto um.
Um menino pintava um coração escuro, vazio, sem vida. No primeiro momento, ela pensou que ele estava usando cor escura, porque talvez tivesse sido a única tinta que sobrara.
Mas, quando ela perguntou a razão, o menino disse que o coração era daquela cor porque o seu próprio coração estava se sentindo escuro.
Tanto ele quanto sua mãe estavam muito doentes e nunca iriam melhorar. Ninguém pode fazer nada para ajudar, terminou dizendo.
A artista se sentou ao seu lado e falou que sentia muito que ele estivesse doente e que podia entender porque ele estava tão triste.
Até podia entender porque ele pintara o coração escuro. Mas, não era verdade que ninguém podia fazer nada. Talvez as pessoas não pudessem curar a ele, nem sua mãe.
Entretanto, algumas coisas podiam ser feitas.
Aprendi, continuou explicando, que dar abraços bem apertados ajuda de verdade quando se está triste. Se você quiser, eu posso lhe dar um abraço.
O menino pulou nos braços dela e tanto deu, quanto recebeu um apertado e longo abraço.
Ele ficou ali, sentado no colo, um bom tempo. Depois desceu para terminar o desenho.
Ele disse que se sentia melhor, mas continuava doente, ninguém iria mudar aquilo. E concluiu a sua pintura escura de um coração vazio e sem vida.
Ela sentiu uma dor aguda por dentro e, triste, se afastou.
No final do dia, Jennifer estava se aprontando para ir para casa quando sentiu que alguém lhe puxava pelo casaco. Quando se virou, o menininho estava ali de pé, com um sorriso no rosto.
Moça, sabe, eu vim lhe dizer que meu coração está mudando de cor. Está ficando mais brilhante. Acho que aqueles abraços apertados funcionam mesmo.
Ela se ajoelhou, para ficar do tamanho dele e trocaram um novo e demorado abraço.
No caminho de casa, ela mesma sentiu que seu próprio coração também tinha mudado para uma cor mais brilhante.
***
O amor tem capacidade transformadora. O sorriso, o abraço, um momento de atenção traduzem valiosas manifestações do amor e onde quer que se apresentem, transformam a dor em esperança, a solidão em conforto.
O amor acende luz na escuridão das vidas em desalento e transforma a terra árida dos corações em jardim ou pomar.
Quando a criatura ama com profundidade real, esquece-se si mesma e seu amor tem a capacidade de libertar as vidas, porque o amor é a força do bem inteiramente livre e saudavelmente direcionada.
Equipe de Redação do Momento espírita, com base no cap. Coração brilhante, de Jennifer Lovehewitt, da obra Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante e cap. 21 da obra Perfis da Vida, do Espírito Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Franco, ed. Leal.

Disponível em <
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=790&stat=3&palavras=crianças%20doentes&tipo=p>

quinta-feira, julho 30, 2009


QUALIDADE TOTAL



Momento Espírita




Você já participou de algum treinamento para melhorar a qualidade do seu desempenho no trabalho?



É bem possível que você tenha respondido que sim, e que lhe foi muito útil.



Geralmente as orientações visam a melhoria da qualidade do serviço, mas nem sempre se leva em conta as qualidades morais do indivíduo.



Caso tenha interesse, aí vão algumas dicas que favorecem a qualidade total.



Ao acordar, não permita que algo que saiu errado ontem seja o primeiro tema do dia. Pense em algo agradável e na nova oportunidade que Deus lhe concede para tornar seu trabalho cada vez mais eficaz.



Pensar positivo é qualidade.



Ao entrar no prédio de sua empresa, cumprimente cada um que lhe dirigir o olhar, mesmo que não seja seu amigo ou colega.



Ser educado é qualidade.



Seja metódico ao abrir seu armário, ligar seu terminal, disponibilizar os recursos ao redor. Comece relembrando as boas notícias de ontem e os compromissos de hoje.



Ser organizado é qualidade.



Não se deixe envolver pela primeira informação de erro recebida de quem talvez não saiba de todos os detalhes. Junte mais dados que lhe permitam obter um parecer correto sobre o assunto.



Ser cauteloso é qualidade.



Use os equipamentos e os materiais da empresa com moderação e sem desperdícios.



Respeitar as coisas alheias é qualidade.



Quando alguém lhe buscar tente adiar sua própria tarefa, pois quem veio lhe procurar deve estar precisando bastante de sua ajuda e confia em você. Esse alguém ficará feliz pelo auxílio que você lhe der.



Ser atencioso é qualidade.



Não deixe de se alimentar na hora do almoço, ainda que seja um pequeno lanche, mas respeite suas necessidades físicas. Aquela tarefa urgente pode aguardar alguns minutos. Se você adoecer, dezenas de tarefas terão que aguardar a sua volta, menos aquelas que acabarão por sobrecarregar seu colega.
Respeitar a saúde é qualidade.



Dentro do possível, procure organizar sua agenda para os próximos 10 dias. Não fique trocando datas a todo momento, principalmente pouco tempo antes do evento. Lembre-se de que você afetará o horário de vários colegas.



Cumprir o combinado é qualidade.



Ao comparecer aos eventos, leve tudo o que for preciso para a ocasião, principalmente suas idéias e divulgue-as sem receio. O máximo que pode ocorrer é não serem aceitas. Talvez mais tarde, em dois ou três meses, você tenha nova chance de mostrar que estava com a razão. Saiba esperar.



Ter paciência é qualidade.



Não prometa o que está além das suas possibilidades só para impressionar quem lhe ouve. Se você não cumprir vai comprometer o conceito que levou anos para construir.



Falar a verdade é qualidade.



Na saída do trabalho, esqueça-o. Pense como vai ser bom chegar em casa e rever a família ou os amigos que lhe dão segurança para desenvolver suas tarefas com equilíbrio.



Amar a família e os amigos é a maior das qualidades.



Pense nisso!



A qualidade não se resume unicamente em produzir muito e fazer bem feito.





Humanizar o ambiente de trabalho também é fator importante de qualidade.



Respeitar as diferenças, colaborar de boa vontade, comprometer-se com a harmonia geral, é ter qualidade.



Para alcançarmos a qualidade total é preciso considerar, além da nossa qualificação profissional, também o nosso aperfeiçoamento moral.



Pensemos nisso!

(Baseado em texto recebido pela Internet, sem menção a autor)

quarta-feira, julho 29, 2009




VALORIZE O SEU DIA



Momento Espírita




Valorize o seu dia!



Cada dia corresponde a uma nova página escrita no livro da sua vida, onde você deverá escrever as melhores memórias.



Assim, quando desperte, dirija ao Infinito a sua prece.



Agradeça pela noite superada e rogue ao Pai do Céu as indispensáveis bênçãos para o período iniciante.



Erga-se e alegre-se com a oportunidade renovada de manter seu corpo físico para os empreendimentos do progresso.



Busque ocupar-se com algo nobre, algo que dignifique a sua existência na Terra.



À frente dos transtornos e contratempos, que surgem nos caminhos de todos, invariavelmente, não se deixe conduzir pela irritação, pelo agastamento ou pelo azedume.



Procure compreender que nada lhe ocorre sem que tenha um sentido útil para o seu crescimento geral.



Perante as ocorrências de violência e diante dos quadros de agressões que veja em sua rota, realize o melhor que possa, sem revolta nem desespero.



Você está no mundo que fez por merecer, com as situações que caracterizam a sua quadra evolutiva e com as pessoas do seu mesmo patamar moral, com ligeiras diferenças, facilmente observáveis.



Onde esteja, semeie alegria e jovialidade, atendendo à recomendação do apóstolo Paulo para que demos graças a Deus por todas as coisas da vida.



Busque fazer novos amigos, mantendo, com carinho, os velhos companheiros.



A amizade, no mundo, é como o beijo solar iluminando as flores, sem o qual elas tendem a murchar e fenecer.



Alimente-se com moderação. Não é preciso passar fome, contudo, é bom que não transforme estômago em tonel de venenosas misturas, capazes de intoxicar, de lhe acumular indevido colesterol nas artérias ou de lhe provocar disfunções hepáticas.



Afaste-se das pseudo-necessidades alcoólicas. O álcool que você precisa para a digestão a Divindade já fez constar do seu programa de produção orgânica.



Fora disso, a ingestão dessa substância corresponderá sempre a consciente envenenamento que lhe perturbará a saúde aos poucos.



Procure ser comedido nas brincadeiras, a fim de não constranger os amigos, gerando afastamentos e inimizades.



Ou para não perder seu precioso tempo com intermináveis lorotas e banalidades.



Sorria, seja prazenteiro, uma vez que o Evangelho de Jesus, que você afirma conhecer, é fonte inesgotável de alegrias.



E quando chegar ao fim o seu dia, vivido com maior ou menor dificuldade, ponha-se em meditação.



Verifique onde é que você poderia ter sido melhor, em que itens deveria ter agido melhor.



E, sem remorsos prejudiciais, faça projetos de renovação para o dia seguinte, procurando levá-los a sério.



Ore e entregue-se uma vez mais ao Supremo Senhor, construindo, dia-a-dia, a própria felicidade, a sua própria luz.



Valorize o seu dia.



Não o desperdice remoendo mágoas ou destilando tormento, mas aprenda a cultivar a alegria de viver, apesar das lutas e limitações que carregue.



Valorize o seu tempo na Terra e prossiga, decidido pelo bem, para que, no serviço do Senhor, você continue crescendo em busca do encontro consigo mesmo.




Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2, do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografado por Raul Teixeira, ed. Fráter.



A BAGAGEM


Momento Espírita



Existe um personagem de desenhos animados infantis que tem um certo toque de mistério e magia.Seu nome é Gato Félix.



A todo lugar que vá, ele leva a sua maleta. É uma maleta especial, pequena. E tudo o que ele deseja, tira da dita maleta.


Se for hora do lanche, ele encontra frutas, sanduíches e sucos. Se necessitar fazer um conserto, as ferramentas lá estão. Sempre as certas e precisas.


Se chover de repente, basta abrir a maleta para encontrar capa, guarda-chuva, botas. E assim em qualquer situação.


Cada um de nós também possui uma pequena mala de mão, em nossa vida, mais ou menos parecida com a do personagem infantil.


Quando a vida começa, temos em mãos a pequena mala. À medida que os anos passam, a bagagem, dentro dela, vai aumentando.


É que vamos colocando tudo o que recolhemos pelo caminho. Algumas coisas muito importantes. Outras, nem tanto. Muitas, dispensáveis.


Chega um momento em que a bagagem começa a ficar insuportável de ser carregada. Pesa demais.


Nesse momento, o melhor mesmo é aliviar o peso, esvaziar a mala.


Você examina o conteúdo e vai pondo para fora.


Amor, amizade. Curioso, não pesam nada.


Depois você tira a raiva. Como ela pesa! Na seqüência, você tira a incompreensão, o medo, o pessimismo.


Nesse momento, você encontra o desânimo. Ele é tão grande que, ao tentar tirá-lo, ele é que quase o puxa para dentro da mala.


Por fim, você encontra um sorriso. Bem lá no fundo, quase sufocado.


Pula para fora outro sorriso. E mais outro. Aí você encontra a felicidade.


Mas ainda tem mais coisas dentro da mala. Você remexe e encontra a tristeza. É bom jogá-la fora.


Depois, você procura a paciência dentro da mala. Vai precisar bastante dela.
E também procura a força, a esperança, a coragem, o entusiasmo, o equilíbrio, a responsabilidade, a tolerância e o bom e velho humor.


A preocupação que você encontrar, deixe de lado. Depois você pensa no que fazer com ela.


Bem, agora que você tirou tudo da sua mala, deve arrumar toda a bagagem.


Pense bem no que vai colocar lá dentro de novo. Isso é com você.


E depois de toda a bagagem pronta, o caminho recomeçado, lembre de repetir a arrumação vez ou outra.


O caminho é longo até chegar ao final da jornada, e você terá que carregar a mala o tempo todo.


E quando chegar do outro lado, é bom que em sua bagagem tenha o máximo de coisas positivas, como boas obras, amizades, carinho, amor.Porque isso tudo não pesa na sua bagagem, enquanto na terra. Mas quando for colocada na balança da justiça, para além da existência física, pesará e muito, positivamente.


***


A vida é uma grande viagem. Durante um tempo excursiona-se pelas paisagens terrenas.


É um período para estudar, trabalhar, progredir.


Um dia, retorna-se para a estação espiritual. É o momento de contar as conquistas e as perdas. Os erros e os acertos.


Que a nossa bagagem, nesse dia, possa estar repleta de virtudes, o bem praticado, afetos conquistados para nossa própria e grande felicidade.Equipe de



Redação do Momento Espírita com base em artigo recebido denominado “A Bagagem”, sem designação de autor.



OMISSÃO


Momento Espírita



As notícias veiculadas pelos meios de comunicação costumam impressionar negativamente.


Elas atendem a uma demanda um tanto mórbida das massas, que gostam de saber detalhes de acontecimentos funestos.


Fala-se muito em roubos, fraudes, estupros e assassinatos.


Esse contínuo bombardear de manchetes tristes pode produzir resultados bastante negativos no imaginário popular.


Talvez alguém conclua ser virtuoso, apenas porque não comete os desatinos noticiados pela mídia.


Ocorre que esse pensamento implica eleger a omissão como conduta desejável.


O panorama do mundo é dinâmico e está em constante evolução.


O progresso surge de atos humanos positivos, que são agentes de transformação.


Nesse contexto a omissão, enquanto roteiro de vida, é um escândalo.


Em um mundo em perpétuo movimento, quem não avança se atrasa.


Assim, não basta deixar de praticar o mal.


Importa primordialmente fazer o bem.


Os contextos mudam com rapidez e talvez a oportunidade de agir corretamente não se repita facilmente.


Se um amigo necessitado cruzar o seu caminho, não hesite.


Auxilie-o como pode, pois a vida é muito dinâmica.


Talvez amanhã você não mais consiga vê-lo com os olhos da própria carne.


Perante um sofredor que surge à sua frente, evite pensar em excesso antes de estender seu auxílio.


É provável que o abraço de hoje seja o início de um longo adeus.


Não adie o perdão e nem atrase a caridade.


Abençoe de imediato os que o injuriam.


Ampare sem condições os que lhe comungam a experiência terrena.


Se seus pais, velhos e enfermos, parecem um problema, supere-se e apoie-os com mais ternura.


Se seus filhos, intoxicados de ilusão, causam-lhe amargas dores, bendiga a presença deles.


Em caso de discórdia, seja o que tenta imediatamente a conciliação.


Não hesite perante o trabalho que aguarda suas mãos.


Jamais perca a divina oportunidade de estender a alegria.


Tudo o que você enxerga entre os homens, usando a visão física, é moldura passageira de almas e forças em movimento.


Faça, em cada minuto, o máximo que puder.


Qualquer que seja a dificuldade, não deserte do dever.


Talvez a oportunidade não se repita.


É possível que você esteja perante seu familiar, seu amigo ou seu companheiro de jornada pela derradeira vez.


É melhor dar o melhor de si, a fim de não ter motivos de arrependimento.


Em termos de vida imortal, não fazer o mal é muito pouco, quase nada.


O que dignifica e habilita a novas experiências é o bem que se constrói, dentro e fora de si.


Pense nisso.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. XIX do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

terça-feira, julho 28, 2009

"Dois homens viviam em uma cela de imunda prisão.
Um deles olhava para o alto e enxergava estrelas.
O outro, olhava para baixo e somente via lama.
Abraços.
Mamãe".




Aprender a florescer



Momento Espírita




Ela era uma jovem das famílias mais ricas de Los Angeles. Prestes a se casar, seu noivo foi convocado para o Vietnã. Antes, deveria passar por um treinamento de um mês.





Enamorada, ela optou por antecipar o casamento e partir com ele. Ao menos poderia passar o mês do treinamento próximo dele, antes de sua partida para terras tão longínquas e perigosas.





Próximo à base do deserto da Califórnia onde se daria o treinamento, havia uma aldeia abandonada de índios Navajos e uma das cabanas foi especialmente preparada para receber o casal.





O primeiro dia foi de felicidade. Ele chegou cansado, queimado pelo sol de até 45 graus. Ela o ajudou a tirar a farda e deitar-se. Foi romântico e maravilhoso.





Ao final da semana, ela estava infeliz e ao fim de dez dias estava entrando em desespero.





O marido chegava exausto do treinamento, que começava às cinco horas da manhã e terminava às dez horas da noite. Ela era viúva de um homem vivo, sempre exaurido. Escreveu para a mãe, dizendo que não aguentava mais e perguntando se deveria abandoná-lo.





Alguns dias depois, recebeu a resposta. A velha senhora, de muito bom senso, lhe enviou uma quadrinha em versos livres que dizia mais ou menos assim:
"Dois homens viviam em uma cela de imunda prisão. Um deles olhava para o alto e enxergava estrelas. O outro, olhava para baixo e somente via lama. Abraços. Mamãe".





A jovem entendeu. Ela e o marido estavam em uma cela, cada um a seu modo. Ver as estrelas ou contemplar a lama era sua opção.





Pela primeira vez, em vinte dias de vida no deserto, ela saiu para conhecer os arredores.





Logo adiante, surpreendeu-se com a beleza de uma concha de caracol. Ela conhecia conchas da praia, mas aquelas eram diferentes, belíssimas.





Quando seu marido chegou naquela noite, quase que ela nem o percebeu, tão aplicada estava em separar e classificar as conchas que recolhera durante todo o dia.





Quando terminou o treinamento e ele foi para a guerra, ela decidiu permanecer ali mesmo. Descobrira que o deserto era um mar de belezas.





De seus estudos e pesquisas resultou um livro que é considerado a obra mais completa acerca de conchas marinhas, porque o deserto da Califórnia um dia foi fundo de mar e é um imenso depósito de fósseis e riquezas minerais.





Mais tarde, com o retorno do esposo do Vietnã, ela voltou a Los Angeles, com a vida enriquecida por experiências salutares. Tudo porque ela aprendera a florescer onde Deus a colocara.



* * *



Existem flores nos jardins bem cuidados. Existem flores agrestes em pleno coração árduo do deserto.



Existem flores perdidas pelas orlas dos caminhos, enfeitando veredas anônimas.
Muitas sementes manifestam sua vida florescendo a partir de um pequeno grão de terra, perdido entre pedras brutas, demonstrando que a sabedoria está em florescer onde se é plantado.





Florescer, mesmo que o jardineiro sejam os ventos graves ou as águas abundantes.





Florescer, ainda que as condições de calor e umidade nem sempre sejam as favoráveis...



Redação do Momento Espírita, com base na palestra Floresça onde for plantado, proferida por Divaldo Pereira Franco.



Para que serve o casamento?


Momento Espírita


Você já se perguntou alguma vez sobre os objetivos do casamento?


Sim, porque algum objetivo o Criador deve ter para fazer da união de dois seres uma lei da natureza.


Talvez, refletindo superficialmente você responda que o objetivo do casamento é a perpetuação da espécie humana. Mas será só isso?


Na verdade, o casamento marca grande progresso na marcha evolutiva da Humanidade.


E, por quê?


Porque Deus visa não somente a procriação, mas também a evolução moral dos seres.


É assim que o casamento se constitui numa excelente oportunidade de crescimento para aqueles que sabem aproveitá-la bem.


Quando duas pessoas resolvem, de comum acordo, viver sob o mesmo teto, desde logo terão chances de melhoria individual. E a primeira delas é vencer o egoísmo.


Sim, porque o que antes era meu, agora passa a ser nosso.


Antes de casar, era o meu quarto, o meu carro, o meu aparelho de som, o meu... o meu...


No primeiro dia de convivência mútua, deverá ser o nosso quarto, o nosso carro, o nosso aparelho de som, e assim por diante.


Com o passar dos dias os pares vão se conhecendo melhor, e percebem que o outro não era bem aquilo que parecia ser.


Bem, nosso par tem algumas manias que desaprovamos, e que só notamos graças à convivência diária.


Eis uma ótima oportunidade para aprender a dialogar e resolver conflitos como gente grande.


Depois surgem mais alguns membros para nos ajudar a treinar outras virtudes: chegam os filhos.


Agora temos que dividir um pouco mais, e isso nos torna menos egoístas.


Devemos dividir mais a atenção, treinar a renúncia, aprender a passar noites sem dormir, tropeçar em fraldas sujas, correr para o médico nas horas mais impróprias, perder o filme que gostaríamos de assistir... a novela... o telejornal.


A cama, que antes era só minha e passou a ser nossa, agora tem mais alguém nela, disputando espaço.


E não é só o espaço físico que o pimpolho reclama, ele quer nosso carinho, nossa atenção, nossa companhia, nossa proteção.


E aí temos a grande oportunidade de aprender a superar o ciúme, o medo, a insegurança, o desejo de posse exclusiva sobre o nosso par, para amparar esse serzinho que chegou para ficar.


Junto a tudo isso, herdamos também a família do nosso cônjuge, que nem sempre nos parece uma boa aquisição.


Eis um grande desafio para aprender a fraternidade pura, a tolerância, o desprendimento, a amizade e outras tantas virtudes que ainda não possuímos.


Ademais, para cumprir bem o papel que um dia aceitamos, unindo-nos a alguém de livre e espontânea vontade, é preciso que os dois pilares do templo chamado lar permaneçam firmes até o fim.


Quando isso não acontece está declarada a vitória do egoísmo. Está declarada a nossa falência enquanto seres que desejamos superar os limites e alcançar paragens mais felizes.


* * *


Talvez você não concorde com todos esses arrazoados, no entanto, seria bom refletir sobre o assunto.


Há casos de pessoas que optam por não se casar, assumindo, declaradamente seu egoísmo. Com certeza irão responder perante a própria consciência e a Consciência Cósmica pela decisão tomada.


Considerando que nem todos nascem com o compromisso de se casar, obviamente estamos falando daqueles que tinham assumido esse compromisso, antes de renascer.


Aquele que se casa e promete conviver bem com seu par e com os filhos que Deus lhes envia, mas abandona o barco ao menor indício de tempestade, certamente será responsável pelos destinos daqueles que abandona à própria sorte.


Isso será, fatalmente, sementeira de amargura num futuro próximo ou distante, cuja colheita será obrigatória.


Por todas essas razões, vale a pena pensar ou repensar os nobres objetivos que a Divina Sabedoria estabeleceu com a união de dois seres.


Vale a pena refletir sobre o que queremos para nós. Refletir sobre as forças internas que devem nos elevar acima dessa miséria moral chamada egoísmo.


Ou será que vamos jogar a tolha, numa demonstração tácita de derrota para esse monstro cruel?



Pense nisso! Pense agora! E decida-se pelo amor.



Redação do Momento Espírita.Disponível no CD Momento Espírita, v.10, e no livro Momento Espírita, v.4, ed. Fep.



ABORRECIMENTOS


Momento Espírita



Nada mais comum nas atividades terrenas do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações.

Nada mais corriqueiro entre os indivíduos humanos.

Como um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos o mesmo fenômeno ocorre.

Mais do que compreensível é que você, semelhante a um menino de "pavio curto", libere adrenalina nos episódios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional.

Compreensível que se agite, que se irrite, que alteie a voz, que afivele ao rosto expressões feias de diversos e matizes.

Em virtude do nível do seu mundo íntimo, tudo isso é possível de acontecer.

Contudo, você não veio à terra para fixar deficiências, mas para tratá-las, cultivando a saúde.

Você não se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida.

Você não nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irritação que desarticula o equilíbrio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com Deus, à medida que cresça, que amadureça, que se enobreça.

Desse modo, os seus aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, já começam a provocar ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos abençoados com Jesus Cristo e com Seus prepostos.

Assim, observe-se mais; conheça-se no aprendizado do bem, um pouco mais.

Esforce-se mais por melhorar-se.

Resista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experiências íntimas.

Aproxime-se um pouco mais dos Benfeitores Espirituais que o amparam.

Perante as perturbações alheias, aprenda a analisar e não repetir.

Diante da rebeldia de alguém, analise e retire a lição para que não faça o mesmo.

Notando a explosão violenta de alguém, reflita nas conseqüências danosas, a fim de não fazer o mesmo.

Cada esforço que você fizer por melhorar-se, por educar-se, será secundado pela ajuda de luminosos Imortais que estão, em todo tempo, investindo no seu progresso, para que, pouco a pouco, mas sempre, você se cresça e se ilumine, fazendo-se vitorioso cooperador com Deus, tendo-se superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manhãs de perene formosura.

***

Quando você for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela.

E, quando houver conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfação: "fui o mais forte."

Adaptação do cap. 13 do livro Para uso diário, ed. Fráter Livros Espíritas.

segunda-feira, julho 27, 2009



PERMITIR-SE


Adenauer Novaes



Permita-se dizer sim quando tudo parecer dirigir sua vida
para a flexibilidade em favor de seu encontro com a felicidade;
Permita-se faltar um dia em seu trabalho em favor de um passeio
a pé nas areias de uma praia ou entre árvores de um campo;
Permita-se sair do sério e sorrir a uma criança que você não
conheça, buscando entender a inocência, a ingenuidade e a pureza;
Permita-se pedir a Deus um tempo para você e diga-Lhe o
quanto você gostaria de senti-lO sem a obrigação de adorá-lO;
Permita-se um dia em que você faça questão de nada receber
e ocupe-se em estar o tempo todo doando em favor da Vida;
Permita-se um dia para que você se ocupe integralmente
em apenas perdoar tudo que considere gerador de culpa em você
e que faz parte de seu passado;
Permita-se amar as pessoas sem exigir retorno de espécie
alguma;
Permita-se apaixonar por algo ou alguém, em favor da vontade
de viver, sentindo que a vida é motivação e determinação;
Permita-se o direito de negar algo a alguém, sem ferir, aprendendo
a ajudar sem sufocar, ou ter de concordar com o outro,
em favor de sua felicidade;
Permita-se um dia deixar um vício de lado em favor da
liberdade em relação a ele e pela sua integridade e dignidade
pessoal;
Permita-se negar a voz interior que teima em insuflar seu
orgulho e sua vaidade e que impede seu progresso espiritual;
Permita-se calar seu desejo egoísta e inferior em humilhar
alguém, não favorecendo que a vontade de poder suplante sua
humildade;
Permita-se, pelo menos em um dia, visitar alguém que se
encontre necessitando de ajuda através da palavra amiga e de
sua presença serena;
Permita-se um dia não estar para ninguém, desligando seus
telefones e realizando um passeio consigo mesmo num lugar que
ninguém lhe conheça;
Permita-se conversar com Deus como amigo, sem nada
Lhe pedir, agradecer ou mesmo sem querer adorá-lO;
Permita-se ser feliz, independente das forças que teimam
em contrário.


NOVAES, Adenauer.Felicidade sem culpa. Fundação Lar Harmonia

O antídoto do medo é a fé

Para viver bem...
Não tenha medo.
Provavelmente, aquilo que você teme jamais acontecerá.
Quantas vezes em sua vida houve momentos de angústia e ansiedadepor preocupar-se com insucessos que não ocorreram?
Esquecemos facilmente desses momentos e nos angustiamos,freqüentemente, sem motivos.
O antídoto do medo é a fé.
Use-a, acredite que com a ajuda de Deus
você terá êxito em todos os seus empreendimentos.
Acredite nisso, esqueça o medo, pois você já o venceu.
Humberto Pazian
::Texto extraído do livro Para viver bem... página 148Editora PetitAutor: Humberto Pazian ::Mensagem do Grupo Espírita Fraternidade de Assis/SP::

SINAIS DA VIDA

Faze de cada pedra de tropeço um degrau de tua ascensão;
de cada obstáculo com que te defrontes, um sinal de advertência;
de cada reincidência no mal um alerta para que te mantenha mais vigilante;
de cada deslize, uma lição que se repete para que não olvides a tua própria fragilidade;
de cada desilusão um convite à realidade;
de cada lágrima uma lente com que melhor consigas divisar o caminho;
de cada ofensa uma nova oportunidade de aprender a superar-te;
de cada sofrimento, uma exortação para que te fortaleças na fé;
de cada mágoa recebida um exercício de esquecimento de ti mesmo;
de cada crítica incentivo ao trabalho em que deves te aperfeiçoar;
de cada ingratidão estímulo à prática do bem desinteressado;
de cada sentimento de culpa a valorização da virtude.
Pelo Espírito Irmão José :: Do livro Dias Melhores :: Psicografia de Carlos A. Bacelli::Mensagem do Grupo Espírita Renascer:: Iguatama/MG


VOAR É PRECISO


Aldo Colombo



No ponto mais alto de uma rocha, a águia construiu seu ninho.

Lá embaixo ficava a planície, no alto as nuvens e as estrelas.


Foram longos dias de paciência e um dia, três pequenas águias romperam a casca do ovo e ficaram fascinadas pela luz.


Os dias iam passando e os pais traziam, com pontualidade, o alimento.


E, à noite, as penas aveludadas da mãe garantiam o calor e a tranqüilidade, evitando o vento frio e a neve.


Para os filhotes, esta vida poderia durar sempre.


E, de alguma maneira, assim pensavam seus pais.


Mas chegou o dia do empurrão.


A águia empurrou, com ternura e firmeza, seus filhotes para a beirada do ninho.

Seu coração se acelerou, com emoções conflitantes,ao mesmo tempo que sentiu a resistência dos filhotes, com medo de cair.


Lá embaixo estava o abismo.


Se as asas não funcionarem, os filhotes morrerão,rolando de pedra em pedra até o sopé da gigantesca rocha.

Apesar do medo, a águia-mãe sabia que aquele era o momento.

Sua missão estava prestes a terminar.


Faltava a tarefa final: o empurrão.

Ela se encheu de coragem.


Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá futuro.


Enquanto eles não aprenderem a voar, não descobrirão o privilégio de nascer águia.


O empurrão era o melhor presente que ela poderia oferecer-lhes.


Era seu supremo gesto de amar.


Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram.


A águia em seu instinto cego,fez aquilo que os pais devem fazer em sua racionalidade.


O lar é o ninho da ternura, do amor e da aprendizagem.


Mas chega um dia que a excessiva proteção compromete o futuro dos filhos.


Coitados, são tão inexperientes, pensam alguns pais.


E os filhos ficam dormitando no comodismo, enquanto a vida passa.


Eles nunca vão aprender a voar.


A racionalidade deve vencer o medo e os filhos precisam encontrar seu próprio espaço, tomar em suas mãos o destino.


Amar não é querer bem, mas querer o bem dos filhos.


Amar não é sempre dizer sim, mas ter, igualmente, a coragem do não, que também é prova de amor.


Os pais devem indicar aos filhos o caminho, mas não podem caminhar por eles.


Educar é fortalecer as asas, mas não podem voar por eles.


Misturar, de maneira inteligente, o amor e a firmeza, sintetiza a arte de educar.


Por vezes o coração, sobretudo materno, raciocina mal.


Como a águia, os pais devem empurrar seus filhos.


Águias adultas não podem ficar dormitando no ninho a vida inteira.


Uma canção do padre Zezinho afirma: “Se já tem asas, seu destino é voar!”.


Somente voando as aves descobrem suas possibilidades.


Elas nasceram para serem águias e não galinhas.


Somente tentando tomamos consciência do enorme poder que temos.


Os limites humanos sempre podem ser superados.


Até mesmo aquilo que parece impossível pode ser feito.


Educar é também empurrar, a seu tempo, os filhos para fora do ninho.


E eles voarão.


Extraído do Correio Riograndense, 05/10/2005.





Sempre tive admiração pelas águias , o que se intensificou quando li a obra "A Águia e a Galinha" de Leonardo Boff.

Compreendi que todos nascemos para sermos águias, mas infelizmente muitos se acomodam na condição de "galinha", vivendo num território delimitado e jamais saberão o que é voar em liberdade.