Pachelbel - Canon In D Major

quinta-feira, janeiro 31, 2008


Carnaval

O Brasil é um país de inúmeras festas.
É assombroso o número de feriados no calendário anual.
Mas, se somarmos os dias que são emendados, teremos ao longo do ano, mais de quinze dias parados. Segundo especialistas do assunto, os prejuízos são enormes para o País.
Agora, nesta época, temos o feriado de carnaval.
Em alguns lugares perde-se mais de uma semana de trabalho.
É o festejo da alegria num País de quase 40 milhões de miseráveis.
Desde o início de janeiro a mídia vem explorando as folias de Momo, como se fosse o acontecimento mais importante do ano.
Fala-se em alegria, festa, colocar para fora as angústias contidas durante o ano passado. Infelizmente os caminhos propostos nada têm a ver com alegria ou alívio de tensões.
Ligamos a televisão e ouvimos a batida repetitiva das escolas de samba, cujo valor folclórico e cultural foi lentamente sendo perdido.
Há muita gente que busca fazer do carnaval um momento de esperança, oportunizando empregos, abrigando menores e isso é muito valioso.
Entretanto, o grande saldo da festa se resume em duas palavras: ilusão e sensualidade. Referimo-nos à ilusão dos entorpecentes, dos alcoólicos.
A ilusão de grandeza, que falsamente produz um imenso contraste entre a beleza da avenida e a subvida dos barracos.
Falamos da sensualidade que se torna material de venda, nos corpos desnudos e aparentemente felizes por fora, mas muitas vezes profundamente infelizes por dentro.
As emissoras não cansam de exibir os bailes, os concursos de fantasias, os desfiles, levando-os a todos os que se comprazem em observar a loucura.
Mas, ao longo do caminho, multiplicam-se os doentes de Aids, os abortamentos, a pobreza e o abandono, a violência.
Com o risco de sermos taxados de moralistas, num tempo em que se perdem as noções de moralidade, não podemos deixar de analisar criticamente esses disparates do mundo brasileiro. Em nenhum momento nos colocamos contra a alegria.
Porém, será justo confundir euforia passageira com alegria real?
Alegria de verdade seria viver num lugar onde não houvesse fome, violência, tráfico de drogas e tráfico de influências.
Não podemos nos colocar contra o alívio de tensões.
Entretanto, alívio real seria encontrar um caminho para os graves problemas pelos quais o País atravessa.
O carnaval é bem típico da alienação espiritual que a sociedade se permite.
De um lado, as falsas aquisições sociais de alguns, negadas pela agressividade de muitos; de outro, a falsa felicidade de quatro dias de folia, e 361 dias de novas e renovadas angústias.
Vale a pena? Nestas horas, pessoas embriagadas, perdidas, usam um segundo de falso prazer, em troca de um enorme tempo de arrependimentos. Por quê? - perguntamos.
As pessoas pulam, vibram, e nem ao menos sabem o motivo da festa.
Vão porque as outras pessoas também vão.
Enquanto a sociedade agir desta forma, sem personalidade digna, dando valores justamente aos desvalores, as pessoas continuarão sofrendo as conseqüências de seus próprios atos.
Vamos fazer destes dias de feriado, dias de alegria verdadeira, em paz conosco mesmos.
Vamos meditar, ler, pensar.
Vamos conviver com nossa família e amigos, trocar idéias salutares.
Vamos orar também por aqueles que ainda não tiveram consciência de fazer o bem conforme o Cristo nos recomendou, e padecem nestes instantes de euforia descontrolada.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, janeiro 30, 2008




A felicidade só é plena quando é fraterna.


Para viver bem...


Acredite na felicidade.
Cada um de nós tem objetivos e desejos próprios e a felicidade, que é nossa meta, não é exclusiva: é a meta de todos.
Embora possa parecer óbvio, vale repetir, pois algumas vezes nos esquecemos disso.
É por isso que só vamos nos sentir realizados quando vivermos num ambiente de felicidade onde todas as pessoas possam senti-la, e jamais nos sentiremos bem se por conta dessa nossa realização tornarmos outras pessoas infelizes.
A felicidade só é plena quando é fraterna.


Humberto Pazian



Texto extraído do livro Para viver bem... página 60::Petit Editora::Autor: Humberto Pazian

domingo, janeiro 27, 2008


Berthe Morisot ::Pelo Médium Medrado/BA


FANATISMO RELIGIOSO

Por vezes, o fanatismo religioso também é motivo de desavenças no lar.
Respeitar a crença de teus familiares é colocar o amor que lhes deves acima de tuas convicções pessoais.
Não olvides que, em matéria de entendimento espiritual da Vida, cada qual a interpreta de acordo com o degrau evolutivo em que se encontra.
A pretexto de servir a Deus e de ser fiel à Verdade, não estabeleças um clima de guerra dentro de casa.
Mais vale o que tens no coração do que o que trazes nos lábios.
O extremismo religioso para o espírito, é pior que a própria incredulidade.
Se não amas o próximo, o teu amor a Deus não passa de sentimento equivocado.
Considera a profissão de fé dos teus familiares e procura incentivá-los na genuína vivência de seus postulados.
A religião que te leva a indispor-te com os teus certamente não traduz a essência do Evangelho. A crença religiosa que separa os homens entre si não consegue o intento de aproximá-los de Deus.
Irmão José

DO LIVRO: Teu Lar::PELO ESPÍRITO: Irmão José::PSICOGRAFIA: Carlos A. Baccelli


Doutrina dos espíritos sem Jesus não faz sentido
Jorge Hessen

Mais uma vez levantamos a questão sobre o surradíssimo realejo dos que intentam banir o Cristo da Doutrina Espírita, para transformá-la - pasmem! - numa espécie de academia de "doutores antimísticos"। Volto ao tema, porque tais confrades têm se colocado como vítimas da pecha de afugentadores do Mestre Maior das hostes doutrinárias. Trôpegos, cavalgam, suspirando a falácia de que peregrinam o calvário da xenofobia contra eles.
É evidente que há um estranho movimento de alguns confrades, para expulsar Jesus do Espiritismo ou, pelo menos, reduzi-lo a mera figura de segundo escalão no ideário espírita, iniciativa infeliz que esbarra na firme convicção do próprio Kardec, que o reconhece como a figura mais importante da Humanidade।
Os discípulos de Angeli Torterolli (aquele que insultou várias vezes Bezerra de Menezes no século XIX, na famigerada luta entre "místicos e científicos"), nos dias de hoje, alguns desenterram ossos e relembram-lhe o nome como uma das figuras mais expressivas(?!) e desconhecidas do movimento espírita brasileiro। Tais coveiros criticam Chico Xavier, a FEB e Emmanuel (na afirmação de que, por ter sido o Padre Manuel da Nóbrega, estava trazendo influência católica) para o Espiritismo e, - acreditem! - afirmam que o "Kardec brasileiro" era mariólatra e nunca abandonou sua simpatia pelo catolicismo.(?!)
Achincalham, até, a figura do pioneiríssimo Olympio Teles de Menezes, alcunhando-o de espiritólico, pois, que conciliava os princípios espíritas com algumas crenças católicas।
As trevas são poderosas? Claro! Atualmente, essas tropas, disfarçadas de espíritas, infiltradas no movimento doutrinário brasileiro, querem separar a parte científica, filosófica e religiosa da Doutrina, afirmando que o Espiritismo não é religião, ou seja, estão querendo colocar Jesus como coadjuvante do projeto do Espiritismo।
As hordas das regiões densas são poderosas e se "organizam", uma vez que têm, como meta, a retirada de Jesus dos estudos espíritas। Se conseguirem retirar o Cristo da Doutrina Espírita, a casa espírita se transforma em escola de fantoches da ilusão, vira circo mesmo, vira comédia! Se abolirmos os estudos evangélicos do projeto espírita, vira negócio estranho, lembrava nosso velho Chico.
Sejamos lúcidos e francos: Sem Jesus, o Espiritismo deteriora e acaba! Fazendo coro com as sábias palavras de Chico Xavier, relembramos que o Mestre Jesus está na nossa experiência cotidiana। Tanto é verdade, que em nossas agruras e dissabores pungentes, o primeiro nome de que nos lembramos, capaz de nos proporcionar alívio e reconforto, é JESUS. (...)
No filosofismo desses obsedados, usa-se o reforço de palavras ocas, através de arranjos de definições e conceitos que sempre giram em torno de um mesmo eixo, qual rosca-sem-fim, e sem avanços efetivos। Confrades esses, encabrestados por astutos cavaleiros das brumas umbralinas, atestam que Kardec escreveu o Evangelho para apaziguar os teólogos, tentando uma aproximação com a Igreja (!) Nesse desenfreado galope de raciocínio, desrespeitam a seriedade do ínclito Druida de Lyon. Arremessam, na estribaria, o caráter ilibado de Kardec e a firmeza de suas convicções. O bom senso nos sussurra, obviamente, que os teólogos ortodoxos não ficaram satisfeitos com o terceiro livro do Pentateuco Kardeciano.
Pensam que é só isso? Não, tem mais! Então, vejamos: apregoam, esses vanguardeiros da arrogância, que é necessário atualizar e contextualizar o pensamento do Codificador। Que os centros espíritas precisam se transformar em centros de cultura espírita, sem as amarras do religiosismo decrépito e ultrapassado.
São, inequivocamente, andróides das trevas que espalham as esdrúxulas idéias: "Jesus é somente o emergir de um arquétipo plasmado no inconsciente coletivo"। Nesse arroubo de supremo reducionismo, atestam que, de tudo quanto a civilização cristã reteve de Jesus, nesses dois milênios, muito mais há de mito. Enxovalham nossas mentes com afirmativa do tipo: -"Nosso Jesus não é o mítico Governador do Planeta, aquele que vive, entre "Anjos e Tronos", na bela ficção literária de Humberto de Campos" e, ainda, regurgitam outras pérolas frasais como: -"Nosso Jesus, inteiramente homem, não evoluiu em linha reta" e, mais ainda, cacarejam: -"Jesus não criou nenhuma nova moral. Apenas interpretou, adequadamente, aquela que sempre esteve no coração do homem por todos os tempos e lugares.! Que talento, hein! Tratam, o mais supremo dos homens como um "João ninguém".
Em que pese nossas palavras mais contundentes no texto, temos a dúlcida energia para afirmar que Jesus é o Governador espiritual do planeta e de todos os espíritos que nele se encontram। Suas faculdades morais e espirituais jamais poderemos definir em nossa paupérrima linguagem humana. Ele foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua bondade. Para o célebre pedagogo e gênio de Lyon, o Cristo foi "Espírito superior da ordem mais elevada, Messias, Espírito Puro, Enviado de Deus, é Diretor angélico do orbe e Síntese do amor divino". Sua lição, acima de editos e espadas, decretos e encíclicas, sobe sempre e cresce cada vez mais, na acústica profunda da audição humana, preparando os homens e a vida para a soberania do Amor Universal.
Embora seja Ele o centro de polêmicas e cogitações infindáveis, Jesus, para nós espíritas, foi, é, e sempre será a síntese da Ciência, da Filosofia e da Religião। Concretamente, a Doutrina dos Espíritos sem Jesus não faz sentido como uma Nova Ordem Espiritual para a Humanidade.

Sociedade Espírita NOVA ERA
Setenta anos da desencarnação de Cairbar Schutel
Orson Peter Carrara
Foi no dia 30 de janeiro de 1938 que ele retornou à pátria espiritual. Nascido no Rio de Janeiro, em 22 de setembro de 1868, fixou-se posteriormente em Matão, onde plantou as sementes do bem, conforme registra a história do grande seareiro.
Mais que lembrar a data de desencarnação, vale destacar o esforço empreendido pelo notável Cairbar Schutel, em Matão, na divulgação do Espiritismo, o que deixou clara sua posição de grande comunicador.
Tomando conhecimento dos ensinos trazidos pelo Espiritismo, o moço que viera do Rio de Janeiro e se instalara no pequeno município paulista que ele mesmo auxiliara emancipar-se politicamente, não teve dúvidas: lançou-se de corpo e alma para que tais ensinos se tornassem conhecidos e pudessem beneficiar mais e mais pessoas.
A partir da fundação de um centro espírita e de um jornal que já é centenário, sua atuação extrapolou os limites da então pequena Matão, projetando-se através das décadas para o cenário internacional, principalmente após o surgimento de sua querida RIE, fundada em 1925.
Da distribuição avulsa pelas ruas da cidade, nos trens de passageiros, na remessa a cidades vizinhas e na postagem que se ampliou gradativamente para todo o Brasil, o pequeno jornal foi um farol a despertar consciências adormecidas para a realidade da imortalidade da alma, da pluralidade das existências e da comunicabilidade dos espíritos, entre outros princípios da Doutrina Espírita.
Vale acentuar que, em 1905, quando Schutel iniciou seu apostolado, sua idade era de apenas 36 anos. Durante os próximos 33 anos, de 1905 a 1938, dedicou sua vida completamente à divulgação e à vivência do Espiritismo.
É importante destacar também o aspecto de vivência. Afinal ele foi um autêntico cristão, nunca desprezando ou ignorando quem quer que o buscasse. Jamais teve atitudes de indiferença ou discriminação quanto aos pobres e necessitados que o procuravam em busca de consolo moral ou em busca do socorro material.
Mas sua grande marca foi mesmo o de comunicador. Além dos periódicos que publicou, dos livros que escreveu, das palestras proferidas, do incentivo doutrinário distribuído, ele igualmente influenciou expressivamente toda uma geração de espíritas.
Seu exemplo, seu estímulo, a notável seqüência pioneira dos programas radiofônicos (depois transformada em livro), fizeram dele um comunicador por excelência. Há que se destacar também que, mesmo após a desencarnação, seu trabalho continua.
Ditou várias mensagens, por diferentes médiuns, já foi identificado igualmente mediunicamente em locais onde o assunto é divulgação espírita e, por relatos idôneos, pode-se afirmar que ele é um dos espíritos coordenadores da expansão do pensamento espírita, inclusive no âmbito internacional.
Cairbar percebeu de imediato a proposta do Espiritismo, exposta com clareza por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos, obra que alcançou seus 150 anos de publicação em 2007, pois que lançada em 18 de abril de 1857. Fica claro perceber o alcance da comunicação espírita. Ela, a Doutrina Espírita, não é estanque, mas dinâmica.
Sua própria índole cristã é comunicativa. Surgiu com a publicação de livros, projetou-se através de livros e comunicação verbal, alcançou respeito pela comunicação vivida na prática e atualmente vive a realidade de ver seus temas essenciais serem tratados abertamente pela mídia.
Ora, o trabalho iniciado pelos espíritos, percebido por Allan Kardec – que lhe organizou metodicamente os ensinos –, vitalizado pela marcante presença de Chico Xavier, mas igualmente estimulado pelo trabalho de homens da fibra de Cairbar Schutel, entre tantos anônimos ou conhecidos, do presente ou do passado, é fator que nos convida à reflexão.
Que atuação estamos tendo para continuar referido empreendimento, cujo objetivo é espiritualizar o ser humano? Especialmente na condição de dirigentes e coordenadores das instituições inspiradas pelo ideal espírita... Exemplos não nos faltam.
Entre eles, um comunicador por excelência: Cairbar de Souza Schutel (1868-1938).

sábado, janeiro 26, 2008



Vincent Van Gogh ::Pelo Médium Medrado/BA



AVISO CALMANTE


O trabalho eficiente deve ser planejado, mas não olvide que as circunstâncias procedem da vida superior.

O tempo é um rio de surpresas.

Use o apoio da bondade e a bateia da tolerância para colher o ouro da Providência Divina no cascalho dos fatos desagradáveis.

A conversa fastidiosa talvez seja o veiculo da valiosa indicação.

A visita que não se espera provavelmente traga uma bênção.

O obstáculo com que não se contava, em muitas ocasiões, traduz o amparo da Espiritualidade Maior, antes que certa dificuldade apareça.

O aborrecimento de um minuto pode ser a pausa de aviso salvador.

A enfermidade súbita, quase sempre, é o processo de que se utiliza o Plano Superior para se impedir uma queda espetacular.

Atenda ao seu programa de ação, conforme os seus encargos, mas não se esqueça da paciência na trilha das suas horas.

Cada um de nós é chamado para a execução de tarefa determinada, mas a habilitação para isso vem de Deus.


Pelo Espírito ANDRÉ LUIZ, Médium: Francisco Cândido Xavier, do Livro: " Buscas e Acharás"

Imagem e realidade não são sinônimos - Humberto Pazian



Psicopictografia de Edouard Manet ::Pelo Médium Medrado/BA



Imagem e realidade não são sinônimos


Para viver bem...


Tenha calma.


Nem sempre aquilo que se vê é o que aparenta ser.


As imagens chegam, muitas vezes, distorcidas à nossa mente fazendo com que tiremos conclusões erradas.



Em outras ocasiões, formamos nossas conclusões baseados nas observações de outras pessoas, o que aumenta ainda mais nossa chance de errar.


Procure, sempre, analisar com bondade e discernimento tudo o que vê e ouve, pedindo a Deus o entendimento correto de cada situação.


Texto extraído do livro Para viver bem... página 58::Petit Editora::Autor: Humberto Pazian

terça-feira, janeiro 22, 2008

Edouard Manet :: Pintura mediúnica pelo médium Medrado/BA




CONSTRUÇÃO SOBRE A ROCHA




Você se considera uma pessoa de fé?Não importa qual seja a sua religião, mas será que você tem plena confiança nas verdades que aprende, a ponto de obter sustentação nas horas difíceis?
Para os cristãos, há um ensinamento do Cristo que vale a pena relembrar e refletir.
Em Mateus, cap. 7, versículos 21 a 29, lemos o seguinte:Todo aquele que ouve estas minhas palavras, e as põe em prática, será como um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra a casa, mas ela não desabou. Estava fundada na rocha. Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será como um homem tolo que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela desabou. E grande foi sua ruína.
Jesus se refere, claramente, à fé operante daqueles que ouvem as suas palavras e as praticam.A fé operante é aquela que nos sustenta nas horas mais difíceis da vida.Será que a nossa fé resiste às chuvas, ventos e enxurradas que chegam a cada dia?Ou será que o mais leve vento derruba a nossa confiança em Deus?
Será que, quando o vendaval da morte arranca do nosso convívio uma pessoa querida, nossa casa ainda continua firme, ou desaba como as construções feitas sobre a areia?Nesses momentos, só a certeza da imortalidade da alma e da individualidade que nosso ente caro guarda após a morte, será capaz de nos trazer conforto íntimo.
Quando a nossa fé não está fundamentada na razão, passamos a nos questionar:"E se a morte for o fim de tudo? E se meu familiar querido se foi para sempre? E se aquele corpo que foi enterrado era tudo que existia?"Nessas horas, o cristão se esquece que o mestre, de quem se diz seguidor, deu o maior exemplo de imortalidade e individualidade, voltando depois de ter sido morto e enterrado.
E voltou para provar que o túmulo não é o fim da vida, e que o espírito conserva sua individualidade, isto é, não se perde no todo, como uma gota d'água no oceano.Tendo essas bases sustentando a fé, nada a fará desabar, nem mesmo os mais terríveis temporais.
E se é capaz de sustentar diante da mais terrível das dores, que é a da separação pela morte, que força não terá frente às demais amarguras?
Se em algum momento a sua fé demonstrar fragilidade diante de uma situação qualquer, talvez seja hora de você buscar solidificar suas certezas.
Se você diz ter fé num Deus justo e bom, nada que lhe aconteça deverá ser motivo de desespero.
Se nas bases da sua fé está bem sedimentada a certeza de que cada um receberá segundo suas obras, nenhuma tempestade a abalará.
Você terá sempre confiança plena no Criador, que tudo sabe e a tudo provê.
Mas, se a mais leve brisa abala suas frágeis crenças, é hora de refletir, estudar a fundo as bases da sua religião e fortalecê-las.Só assim essa construção estará firmada na rocha.
Na rocha de convicções inabaláveis.
Pense nisso! Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em O Evangelho segundo o Espiritismo.

sábado, janeiro 19, 2008



"O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo."
Mahatma Gandhi

Declarar Amor

Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração. A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.
Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais. E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.
Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital. Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.
O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido. Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo: - O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.
Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura. A resposta do marido foi curta, mas precisa: - Ela tem de ficar boa.
Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.
Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível. O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa: - Querida, eu vou fazer você ficar boa. - Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos. - Porque você representa muito para mim.
Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele. - Você nunca me disse isso. - Estou dizendo agora.
Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa. Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.
É importante saber dizer: amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.
É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo. A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.
Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do cap. "Ecologia Doméstica", da obra Pais e Filhos – Companheiros de Viagem, de autoria de Roberto Shinyashiki, ed. Gente, e do texto "A Convivência Humana", de José Ferraz, extraído da revista Presença Espírita, nº 227, de novembro/dezembro 2001.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Monet - Pintura mediúnica pelo médium Medrado/BA


Livre-se do peso inconveniente da amargura.


Para viver bem...



É preciso, em algumas ocasiões, contabilizar nosso prejuízo, deixar as diferenças de lado e seguir em frente.
Numa grande caminhada, também é necessário largar o excesso de peso para se poder seguir com mais suavidade morro acima.
Na grande viagem da vida, não poderia ser diferente, é necessário, sempre, abandonar o peso das mágoas, ressentimentos, ódio e tudo o mais que possa prejudicar a nossa ascensão espiritual.

Humberto Pazian


Texto extraído do livro Para viver bem... página 56::Letras e Textos Editora::Autor: Humberto Pazian

sexta-feira, janeiro 11, 2008

SIGAMOS COM JESUS - Neio Lúcio




SIGAMOS COM JESUS



Maomé foi valoroso condutor de homens.
Milhões de pessoas curvaram-se-lhe às ordens.
Todavia, deixou o corpo como qualquer mortal e seus restos foram encerrados numa urna, que é visitada, anualmente, por milhares de curiosos e seguidores.
Carlos V, poderoso imperador da Espanha, sonhou com o domínio de toda a Terra, dispôs de riquezas imensas, governou muitas regiões; entretanto, entregou, um dia, a coroa e o manto ao asilo de pó.



Napoleão era um grande homem.
Fez muitas guerras.
Dominou milhões de criaturas.
Deixou o nome inesquecível no livro das nações.
Hoje, porém, seu túmulo é venerado em Paris..
.Muita gente faz peregrinação até lá, para visitar-lhe os ossos...
Como acontece a Maomé, a Carlos V e a Napoleão, os maiores heróis do mundo são lembrados em monumentos que lhes guardam os despojos.



Com Jesus, todavia, é diferente.
No túmulo de Nosso Senhor, não há sinal de cinzas humanas.
Nem pedrarias, nem mármores de preço, com frases que indiquem, ali, a presença da carne e do sangue.
Quando os apóstolos visitaram o sepulcro, na gloriosa manhã da Ressurreição, não havia aí nem luto, nem tristeza.
Lá encontraram um mensageiro do reino espiritual que lhes afirmou: "Não está aqui."
E o túmulo está aberto e vazio, há quase dois mil anos.
Seguindo, pois, com Jesus, através da luta de cada dia, jamais encontraremos a angústia da morte e, sim, a vida incessante.



No caminho de notáveis orientadores do mundo poderemos encontrar formosos espetáculos da glória passageira; contudo, é muito difícil não terminarmos a experiência em desilusão e poeira.
Somente Jesus oferece estrada invariável para a Ressurreição Divina.
Quem se desenvolve, portanto, com o exemplo e com a palavra do Mestre, trabalhando por revelar bondade e luz, em si mesmo, desde as lutas e ensinamentos do mundo, pode ser considerado cidadão celeste.



Neio Lúcio


Da obra: Alvorada Cristã.Psicografia de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, janeiro 08, 2008



O desânimo é uma praga que se expande lentamente e corrói nossos sonhos.


Para viver bem...



Motive-se.
Procure observar sempre o lado bom que há em tudo.
O desânimo é uma praga que se expande lentamente e corrói nossos sonhos.
Livre-se dele por seu oposto, buscando a companhia de pessoas alegres e otimistas, leia a biografia de pessoas que tiveram sucesso em suas atividades.
Há milhares de pessoas vencedoras, de ânimo firme e forte, que poderão servir-nos de exemplo, em todas as épocas e em todos os povos.
E então, o que está esperando para ser uma delas?

Humberto Pazian



Texto extraído do livro Para viver bem... página 54::Petit Editora::Autor: Humberto Pazian

domingo, janeiro 06, 2008



Monet - Pintura Mediúnica pelo Médium Medrado



NOS CAMINHOS DO CORAÇÃO



Nos Caminhos do Coração
Quanto você puder:
Movimente-se, fale, trabalhe ou escreva para fazer o bem.
Não pergunte.
Sirva.
Alguém está precisando.
Quem é, saberá você depois.Jejuns e penitências, serão válidos.
A dieta pode ajudar a vida e prolongá-la.
Promessas observadas trazem o benefício da disciplina e da educação.
Existem, no entanto, certos votos de que todos devemos compartilhar: - aceitar os outros como são,
- servir sem incomodar,
- abençoar sempre,
- desculpar sem restrições.
ANDRÉ LUIZ
Do livro “Endereços da Paz”, Psicografia do médiumFrancisco Cândido Xavier.