Pachelbel - Canon In D Major

quarta-feira, setembro 29, 2010



Palavras que fazem a diferença


Momento Espírita



Muitos dos que alcançam o sucesso o devem a palavras de estímulo de alguém.

Uma pessoa, professor, pai, esposa, amigo que confiou na capacidade dele e o incentivou a perseguir seus sonhos.

Por vezes, é somente apoio moral. De outras, ainda há algum gesto especial que motiva a criatura a tomar a decisão e ir em frente.

Conta-se que um escritor de renome, desde criança tinha um dom especial para criar histórias.

Morando em um país onde alguns poucos privilegiados tinham acesso à instrução, Amir se divertia lendo histórias e romances para um amigo seu.

Em verdade, o amigo era filho do empregado de seu pai. Por conseqüência, conforme o costume local, o menino era seu empregado.

Quase um escravo. Sempre pronto para tudo. Pois Amir gostava de ler. E o outro, de ouvir.

Nas tardes quentes, iam para debaixo de uma árvore, deitavam-se na relva e começavam seu ritual.

Numa dessas oportunidades, Amir pensou em pregar uma peça para o amigo.

Em vez de ler exatamente como estava no livro, começou a inventar a seqüência do enredo.

Quando concluiu, o amigo bateu palmas e lhe disse:
Que história linda, Amir! Você devia ler mais histórias como essas.

Amir se surpreendeu. Tudo tinha saído de sua cabeça. Mas será que dava para confiar na opinião de um analfabeto?

Por isso, quando chegou em casa, escreveu seu primeiro conto. Uma história triste de um homem e de uma mulher que se amavam.

Mas, depois de um tempo, pela ambição do esposo, a felicidade se diluiu pois ele preferiu trocar as carícias da esposa por adquirir somas e somas de dinheiro.

Quando concluiu, Amir mostrou a história para o sócio de seu pai. Isso porque o pai nunca tinha tempo para ele, sempre imerso no mar dos negócios.

O sócio levou o conto para seu escritório e, no dia seguinte, o devolveu com um embrulho.

Quando Amir abriu o pacote, encontrou um caderno de capa de couro marrom, e um bilhete:
Adorei a sua história. Deus lhe concedeu um talento especial.
Cabe a você, agora, aperfeiçoar esse talento, pois alguém que desperdiça os talentos que Deus lhe deu é simplesmente tolo.
Você escreve corretamente do ponto de vista gramatical e tem um estilo interessante.
Minha porta está e sempre estará aberta para você. Estou pronto para ouvir qualquer história que tenha para contar! Bravo!
Seu amigo, Rahim.

Foi nesse caderno que Amir passou a escrever as suas histórias.

Anos depois, escritor consagrado, voltou a encontrar Rahim e lhe falou do caderno marrom. E de como aquele bilhete tivera importância em sua vida.

As palavras de dois amigos o fizeram definir-se pelo que sempre ele desejara e seu pai não apoiava.

* * *

A palavra foi dada ao homem para grandes coisas. Embora alguns a utilizem para a destruição, os homens de sabedoria dela se servem para edificação do Mundo melhor.

Envolvendo-a em afeto, sustentam vidas prestes a fenecer.

Burilando-a com correta adjetivação, incentivam o bem, os ideais nobres.

Desta forma, pense ao falar que, do seu verbo, pode depender a vida de muitos que o rodeiam.

Pondere, pois, sempre, antes de falar e fale com sabedoria, edificando, estimulando, incentivando.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 4 do livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, ed. Nova Fronteira.



Disponível . Acesso : 29 SET 2010.


Concretizando sonhos

Momento Espírita

 

Haverá esperança para quem nasce no morro, na favela, em comunidades onde o que mais se fala e se vê é miséria, droga, violência?

Poderá sonhar com um mundo diferente a criança que, ao abrir a janela, se depara com a pobreza, o tráfico, o banditismo?

*   *   *



Foi no Natal de 2009, que o Brasil deu um raro presente ao Reino Unido.

No canal 4, exatamente no dia 25 de dezembro, em horário nobre na TV aberta britânica, foi ao ar o documentário
Only when I dance.

Uma diretora inglesa desejou mostrar uma história das favelas, diferente de tráfico de drogas e violência.

E encontrou Irlan Silva, bailarino clássico de apenas 19 anos, criado num dos morros mais violentos do Rio de Janeiro, o Complexo do Alemão e atual integrante do prestigiado American Ballet Theatre.

Esse jovem, além de talento, tem uma grande disposição para contornar obstáculos. Enquanto participa de concursos nacionais e internacionais de dança, ele segue as atividades escolares e anos de estudo de balé clássico no Centro de Dança Rio.

Irlan teve que enfrentar, no início, a resistência que seu pai tinha em relação ao balé clássico. Resistência que cedeu quando ele assistiu ao primeiro espetáculo do filho e passou a apoiar o seu sonho de se tornar bailarino.

Irlan é um fenômeno que tira o fôlego do espectador, especialmente quando dança Nijinski. Apresentando-se na Suíça, arrancou lágrimas de uma das juradas.

O documentário
Only when I dance mereceu do jornal americano The New York Times a comparação de Irlan a Billy Elliot da vida real.

Irlan começou a estudar balé aos 11 anos e não mede esforços para triunfar no palco. Tem muita determinação para enfrentar as adversidades, com a cabeça erguida e postura de primeiro bailarino.

Impõe-se uma disciplina espartana de aulas e ensaios, além de cuidar da alimentação e do corpo.

Conta com o apoio da família mas venceu, sobretudo, graças à sua garra, à vontade firme de alcançar um sonho.

E a uma mulher extraordinária, Mariza Estrella, fundadora e diretora do Centro de Dança Rio, uma escola que tem 450 alunos e 80 bolsistas.

Ela é
tia Mariza para os alunos de sua escola. Ela vibra com cada vitória de Irlan e de outros alunos tão extraordinários, como Thiago Soares, hoje primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres.

Também investe, além de si mesma, carinho para com cada aluno. Ela é a grande incentivadora, experiente, mestra, tutora.

Ela inscreve e acompanha os alunos nas principais competições de dança no Brasil e no Exterior.

Não é raro contribuir com dinheiro do próprio bolso, custeando despesas de alunos de famílias pobres, que mais se destacam no circuito de concursos e festivais.
*   *   *

Nosso Brasil é verdadeiramente grande. Em extensão territorial e em coração.

Coração como o de
tia Mariza que auxilia crianças e adolescentes alcançarem o seu ideal, exportando para o mundo o que o Brasil tem de melhor: a sua gente.

Pensemos nisso e verifiquemos como podemos contribuir, onde estejamos, para tornar realidade o sonho de um menino, uma menina, nossa gente brasileira.



Redação do Momento Espírita, com base no artigo Do Complexo do Alemão ao American Ballet, de Juliana Resende (Londres), publicado na Revista Época, de 4 de janeiro de 2010.


Disponível . Acesso: 29 SET 2010.




A alegria do trabalho



Momento Espírita





Um grande pesquisador da alma humana, interessado em estudar os sentimentos alimentados no íntimo de cada ser, resolveu iniciar sua busca junto àqueles que estavam em pleno exercício de suas profissões.



Dirigiu-se, então, a um edifício em construção e ali permaneceu por algum tempo a observar cada um daqueles que, de uma forma ou de outra, faziam com que um amontoado de materiais fossem tomando forma de um arranha-céu.



Depois de observar cuidadosamente, aproximou-se de um dos pedreiros que empurrava um carrinho de mão, cheio de pedras e lhe perguntou:



Poderia me dizer o que está fazendo?



O pedreiro, com acentuada irritação, devolveu-lhe outra pergunta:



O senhor não está vendo que estou carregando pedras?



O pesquisador andou mais alguns metros e inquiriu a outro trabalhador que, como o anterior, também empurrava um carrinho repleto de pedras:



Posso saber o que você está fazendo?



O interpelado respondeu com presteza:



Estou trabalhando, afinal, preciso prover meu próprio sustento e da minha família.



Mais alguns passos e o estudioso acercou-se de outro trabalhador e lhe fez a mesma pergunta.



O funcionário soltou cuidadosamente o carrinho de pedras no chão, levantou os olhos para contemplar o edifício que já contava com vários pisos e, com brilho no olhar, que refletia seu entusiasmo, falou:



Ah, meu amigo! eu estou ajudando a construir este majestoso edifício!







* * *





Neste relato singelo, encontramos motivos de profundas reflexões acerca do trabalho.



Em primeiro lugar, devemos entender que o trabalho não é castigo: é bênção. Deve, por isso mesmo, ser executado com prazer.



E o meio de conseguirmos isso consiste em reduzir o quanto possível o cunho egoístico de que o mesmo se reveste em nosso meio.



O trabalho é lei da natureza, mediante a qual o homem forja o próprio progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida.



Desde as imperiosas necessidades de comer e beber, defender-se das intempéries até os processos de garantia e preservação da espécie, o homem se vê compelido à obediência à Lei do trabalho.



O trabalho, no entanto, não se restringe apenas ao esforço de ordem material, física mas, também, intelectual, pelo labor desenvolvido, objetivando as manifestações da cultura, do conhecimento, da arte, da ciência.



Dessa forma, meditemos no valor do trabalho, ainda que tenhamos que enfrentar tantas vezes um superior mal humorado, um subalterno relapso, porque as Leis Divinas nos situam exatamente onde necessitamos. No lugar certo, com as pessoas certas, no momento exato.



Convém que observemos a natureza e busquemos imitá-la, florescendo e produzindo frutos onde Deus nos plantou.



E, se alguém nos perguntar o que estamos fazendo, pensemos bem antes de responder, pois da nossa resposta depende a avaliação que as leis maiores farão de nós.



Será que estamos trabalhando com o objetivo de enriquecer somente os bolsos, ou pensamos em enriquecer também o cérebro e o coração?





Redação do Momento Espírita.





A cura que se deseja


Momento Espírita



Impressionantes casos de curas são relatados por especialistas eestudiosos da área médica.

Um eminente oncologista americano, Dr. Bernie Siegel, narra o caso muito curioso de uma paciente que o procurou.

Ela morava a mais de mil quilômetros de distância da sua clínica.

Quando recebeu o diagnóstico de que teria somente poucas semanas de vida, pediu para consultar com Dr. Siegel.

Tentaram a princípio, demovê-la da idéia. Ela estava muito doente, a clínica ficava muito distante, ela já tinha um diagnóstico.

Ela insistiu, conseguindo seu intento.

Dr. Siegel a examinou e lhe disse que ela chegara tarde demais.

Ele era médico e como médico, constatara que nem cirurgia, nem quimioterapia poderiam curá-la.

Seu destino era mesmo a morte, a etapa final da natureza biológica.

A mulher estava irredutível e passou a crivá-lo de perguntas.

Ela teria uma chance em dez?

Com a resposta negativa, ela foi prosseguindo com as perguntas:

Teria uma chance em cem? Em mil? Em um milhão?

Bom, em um milhão de pacientes, é provável.- falou o especialista.

De olhos brilhando, com firmeza, ela argumentou:

Então, doutor, cuide de mim, porque eu sou essa paciente no meio do milhão.

Dada a firmeza da mulher, ele iniciou o tratamento.

Quando foi estudar seu histórico médico, Dr. Siegel deu-se conta que o câncer de que ela era portadora, começara exatamente quando ela entrou em um processo litigioso de divórcio.

Ela ficara tão triste, que desejara morrer, para se vingar do marido.

Foi quando gerou o câncer.

Trabalhou o médico essa questão com ela:

Morrer por causa de uma pessoa?

E motivou-a. Ela se submeteu à terapia psicológica de otimismo, enquanto fazia quimioterapia.

Resultado final: ela se curou.

E Dr. Siegel, que tem a certeza de Deus e de que o organismo é uma máquina extraordinária, conta que calcula o tempo de vida de seus pacientes pela forma como eles encaram a enfermidade.

Há os que optam pela terapia psicológica, porque crêem na vida e desejam lutar. São os que vivem mais.

Há os que simplesmente se entregam, não desejando lutar. São os que perdem a batalha mais rapidamente. Isto é, a vida.

* * *


Se você está enfermo, se recebeu um diagnóstico de difícil sobrevida, não se entregue.

A morte chegará, com certeza, pois nenhum ser vivo a ela escapa. Mas poderá chegar mais tarde. E sem tantos traumas.

Encare a enfermidade e decida-se por viver o melhor possível, emocionalmente falando.

Ame-se, ame aos que o cercam, ame a vida.

Não importa o tratamento a que você se submeta, ele terá total, parcial ou nenhuma eficácia, conforme o deseje você.

Pense nisso e decida o que almeja para si.


Redação do Momento Espírita com base no cap. 25 do livro
Um encontro com Jesus, de Divaldo Pereira Franco,compilado por Délcio Carlos Carvalho, ed. Leal.


terça-feira, setembro 28, 2010




OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO


Como são belos

Quando a manhã nasce

No coração dos homens...




Olhai os lírios do campo...

Tão alvos,

Tão castos,

Tão puros,

E procurai imitá-los

Em tudo que fizerdes,

Em tudo que virdes,

Em tudo que beijardes...




Olhai os lírios do campo...

Como são felizes

Quando dormem resignados

Nos dias úmidos do inverno triste...




Olhai os lírios do campo...

Como são felizes,

Como são castos,

Como são bons

Quando escrevem na “Vida”

O poema da “Inocência”...



Fonte: MAIOR, Mário Souto. Meus poemas diferentes. Recife: Geração, 1938. p. 1.





Você é Insubstituível

Augusto Cury


Todo ser humano passa por turbulências em sua vida. A alguns falta o pão na mesa; a outros, a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver. Outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranqüilidade e da felicidade.


Que pão falta em sua vida? 


Quando o homem explorar intensamente o pequeno átomo e o imenso espaço e disser que domina o mundo, quando conquistar as mais complexas tecnologias e disser que sabe tudo, então ele terá tempo para se voltar para dentro de si mesmo. Nesse momento descobrirá que cometeu um grande erro. Qual?



Compreenderá que dominou o mundo de fora, mas não dominou o mundo de dentro, os imensos territórios da sua alma. Descobrirá que se tornou um gigante na ciência, mas que é um frágil menino que não sabe navegar nas águas da emoção e que desconhece os segredos que tecem a colcha de retalhos da sua inteligência.



Quando isso ocorrer, algo novo acontecerá. Ele encontrará pela segunda vez a sua maior invenção: a roda. A roda? Sim, só que dessa vez será a roda da emoção. Encontrando-a, ele percorrerá territórios pouco explorados e, por fim, encontrará o que sempre procurou: o amor, o amor pela vida e pelo Autor da vida.



Ao aprender a amar, o homem derramará lágrimas não de tristeza, mas de alegria. Chorará não pelas guerras nem pelas injustiças, mas porque compreendeu que procurou a felicidade em todo o universo e não a encontrou.



Perceberá que Deus a escondeu no único lugar em que ele não pensou em procurá-la: dentro de si mesmo.


Nesse dia, sua vida se encherá de significado e uma revolução silenciosa ocorrerá no âmago do seu espírito: a soberba dará lugar à simplicidade, o julgamento dará lugar ao respeito, a discriminação dará lugar à solidariedade, a insensatez dará lugar à sabedoria. Mas esse tempo ainda está distante. Por quê?


Porque nem sequer descobrimos que a pior miséria humana se encontra no solo da emoção. O homem sonha em viver dias felizes, mas não sabe conquistar a felicidade. Os poderosos tentaram dominála. Cercaram-na com exércitos, encurralaram-na com armas, pressionaram-na com suas vitórias. Mas a felicidade os deixou atônitos, pois nunca o poder conseguiu controlá-la.


Os magnatas tentaram comprá-la. Construíram impérios, amealharam fortunas, compraram jóias. Mas a felicidade os deixou perplexos, pois ela jamais se deixou vender e disse-lhes: "O sentido da vida se encontra num mercado onde não se usa dinheiro!" Por isso há miseráveis que moram em palácios e ricos que moram em casebres.



Os cientistas tentaram entender a felicidade. Pesquisaram-na, fizeram estatísticas, mas ela os confundiu, falando-lhes: "A lógica numérica jamais compreenderá a lógica da emoção!" Perturbados, descobriram que o mundo da emoção é indecifrável pelo mundo das idéias. Por isso, os cientistas que viveram uma vida exclusivamente lógica e rígida foram infelizes.


Os intelectuais buscaram a felicidade nos livros de filosofia, mas não a encontraram. Por quê? Porque há mais mistérios entre a emoção e a razão do que jamais sonhou a mente dos filósofos. Por isso, os pensadores que amaram o mundo das idéias e desprezaram o mundo da emoção perderam o encanto pela vida.



Os famosos tentaram seduzir a felicidade. Ofereceram em troca dela os aplausos, os autógrafos, o assédio da TV.Mas ela golpeou-os, dizendo: "Escondo-me no cerne das coisas simples!" Rejeitando o seu recado, muitos não trabalharam bem a fama. Perderam a singeleza da vida, se angustiaram e viveram a pior solidão: sentir-se só no meio da multidão.



Os jovens gritaram: "O prazer de viver nos pertence!" Fizeram festas e promoveram shows, alguns se drogaram e outros apreciaram viver perigosamente. Mas a felicidade chocou-os com seu discurso: "Eu não me encontro no prazer imediato, nem me revelo aos que desprezam seu futuro e as conseqüências dos seus atos!" Algumas pessoas creram que poderiam cultivar a felicidade em laboratório. Isolaram-se do mundo, baniram as pessoas complicadas de sua história e as dificuldades de sua vida. Gritaram: "Estamos livres de problemas!"



Mas a felicidade sumiu e deixou-lhes um bilhete: "Eu aprecio o 'cheiro' de gente e cresço em meio aos transtornos da vida."


Por que muitos falharam em conquistar a felicidade? Porque quiseram o perfume das flores, mas não quiseram sujar suas mãos para cultivá-las; porque quiseram um lugar no pódio, mas desprezaram a labuta dos treinos. Precisamos aprender a navegar nas águas da emoção se quisermos ter qualidade de vida no mundo estressante .



O mundo da emoção não aceita atos heróicos tais como: "De hoje em diante acordarei bem-humorado", "Daqui para frente serei uma pessoa calma", "De agora em diante serei uma pessoa feliz, com alto astral e cheia de auto-estima". Grande engano! No calor da segunda-feira todas essas intenções se evaporam...



No mundo da emoção as palavras-chaves são "treinamento" e "educação". Você precisa treinar sua emoção para ser feliz. Você precisa educá-la para superar as perdas e as frustrações. Caso contrário, sua emoção nunca será estável e nem capaz de contemplar o belo nos pequenos eventos da rotina diária. Você contempla o belo?



Pisou nesta Terra um excelente mestre da emoção. Ele conseguia erguer os olhos e enxergar o belo num ambiente de pedras e areias. No auge da fama e sob intensa perseguição, ele fazia pausas e dizia: "Olhai os lírios do campo."



Somente alguém plenamente feliz e em paz é capaz de gerenciar seus pensamentos e fazer de uma pequena flor um espetáculo aos seus olhos.



Entretanto, muitos não conseguem ter prazer de viver. Eles estão desanimados e ansiosos. Por isso dizem: "A felicidade não existe. Ela é um sonho de homens que não acordam." Eles se sentem sem forças para superar seus pensamentos negativos e para vencer as batalhas do dia-a-dia. Alguns, apesar de não terem problemas exteriores, também perderam o sentido da vida.



A vida é belíssima, mas não é tão simples vivê-la. Às vezes, ela se parece com um imenso jardim. De repente, a paisagem muda e ela se apresenta árida como um deserto ou íngreme como as montanhas. Independentemente dos penhascos que temos de escalar, cada ser humano possui uma força incrível. E muitos desconhecem que a possuem.



CURY,Augusto.Da Obra: Você é Insubstituível.Ed. Sextante.



O perfume do amor



Momento Espírita


Certa feita, a menina, maravilhada com os frascos de perfume da mãe sobre a bancada, se admirava com aquelas diferentes formas e cheiros. Experimentava um e outro, reconhecendo sua mãe em cada um deles.


A cada essência, ela embarcava em uma viagem de lembranças e sonhos, brincando com cada nova experiência olfativa.


Foi embalada pela imaginação, que ela surpreendeu a mãe com uma pergunta, dessas que os adultos preferem classificar de ingênuas, quando, na verdade, de tão profundas nos atordoam.



Mãe, qual será o perfume do amor?


A mãe aturdida, ficou a se questionar: Afinal, terá o amor a sua essência?


Enquanto a indústria de perfumes gasta milhões no desenvolvimento de novas fragrâncias, buscando essa ou aquela nota diferente para compor novos aromas, a fim de agradar aos consumidores, há que se perguntar: Será que conseguimos sintetizar o perfume do amor?


Quando nos lembramos do cheiro da comida gostosa com que a avó nos esperava nos finais de semana, ou nos dias de férias na sua casa, não será essa a fragrância do amor?


Ou quando a mãe aninha o filho ao colo, para curar-lhe as dores do mundo, seja um arranhão no joelho ou o medo de dormir no escuro, não estará ela perfumada e perfumando com seu amor?


Quando tantos saem de suas casas nas horas vagas, com a intenção de ir aos asilos brincar com crianças em orfanatos, visitar o desconhecido sozinho em um hospital, não estarão eles exalando o mesmo perfume, o perfume do amor?


A essência mais rara, mais nobre é aquela que todos nós conseguimos sintetizar no laboratório do coração. Não há ninguém que não consiga vestir-se com o perfume do amor, a fim de perfumar a vida.


Todas as vezes que saímos do casulo do nosso egoísmo ou das preocupações unicamente pessoais, estamos nos impregnando com essa rara essência.


E o perfume do amor é tão sutil quanto marcante. Ao mesmo tempo que não percebemos quando ele nos chega, ao nos deixarmos impregnar por sua essência, nunca mais esqueceremos a lembrança e as marcas que nos deixa na alma.


A essência do amor tem a magia de não nos perfumar externamente, para logo no próximo banho nos deixar.


O amor, ao nos contagiar, perfuma-nos a alma e, enquanto estivermos por ele impregnados, iremos perfumando os caminhos que percorrermos.

*

Experimente deixar-se inundar pelo perfume do amor.


Permita que ele penetre a intimidade de sua alma, experienciando uma das maiores venturas da vida, a de amar indistintamente, somente pelo prazer de perfumar a vida de outrem.


E não se engane. Não lhe faltam oportunidades.


Onde você estiver, a vida sempre lhe oferece a chance de sair do seu mundo, para, estendendo a mão ao próximo, conseguir perfumar-se pelo amor.


Redação do Momento Espírita.


Disponível < id="2753&stat="> . Acesso : 28 SET 2010.