Pachelbel - Canon In D Major

domingo, março 30, 2008


ARREPENDIMENTO

Nada faças agora que te venha causar arrependimento amanhã.
Todo prazer é fugaz.
A ilusão é nuvem que passa.
Não dês a qualquer problema a importância que ele não tenha.
Em muitas situações, o silêncio pode mais que as palavras.
A tua receptividade à prova é que determinará o tempo de duração de suas conseqüências contigo.
O desespero e a revolta são faltas agravantes do sofrimento.
Não te interesses pela comiseração alheia em relação a ti e nem te autocompadeças.
Se enfrentas fases difíceis que te desalentam, seja no campo profissional ou na tua vida particular, não pares de cumprir com a tua obrigação.
Perseverando no trabalho e na fé, o tempo e o teu silêncio tomarão a si o encargo de fazer desaparecerem obstáculos do teu caminho.

Irmão José

DO LIVRO: Teu LarPELO ESPÍRITO: Irmão JoséPSICOGRAFIA: Carlos A. Baccelli :: Mensagem Semanal do Grupo Espirita Renascer. disponível em < http://www.ger.org.br/mensagemsemanal1.html>

quarta-feira, março 26, 2008




Nunca é tarde demais para ser feliz.


Para viver bem...


Compreenda que fomos criados para viver saudáveis, alegres e em paz.


Quando assim não acontece é porque transgredimos as leis naturais.


Mas, da mesma forma que as violamos, poderemos restaurá-las, procurando viver em harmonia com as leis divinas.


Se tiver dúvidas de como seguir esse caminho, ouça a voz de sua consciência, pois ela é o guia preparado para conduzi-lo ao equilíbrio de seu ser.


A paz é uma herança divina


Humberto Pazian

Texto extraído do livro Para Viver Bem... Página: 70Autor: Humberto PazianEditora Petit

Tela de Boudin ::Pelo médium Medrado/BA



O BEM E O MAL


Perscruta a sábia Vontade de Deus nos fatos que te sucedem.
O inexplicável é o que ainda não foi apreendido por completo.
Antes de se colocar em condições de produzir, a gleba sofre a ação do arado.
Quase todo bem real e duradouro se faz antecipar por um mal aparente e transitório.
O processo inflamatório é uma reação positiva do organismo.
Certos reveses que atravessas conferem-te a experiência que te conduzirá ao sucesso.
Quem apenas encontrasse caminhos desobstruídos não valorizaria o esforço de percorrê-los.
Sem cair, o espírito não sabe o que é humildade.
Se queres proteger aqueles que amas, não queiras isentá-los dos sacrifícios e nem arredá-los da disciplina.
Às vezes, por estradas sinuosas é que a Vida te ensina a direção correta.


DO LIVRO: Teu LarPELO ESPÍRITO: Irmão JoséPSICOGRAFIA: Carlos A. Baccelli

Mensagem semanal do Grupo Espírita Renascer. Disponível em http://www.ger.org.br/mensagemsemanal1.html


domingo, março 23, 2008

Tela de Edouard Manet ::Pelo médium Medrado/BA




PARTO DE MIM


Ana Jácomo



O dia era grande. Daqueles sem agenda. Sem pés apressados. Sem olhos vigiando ponteiros. Acordei com a sensação de que o tempo era outra coisa. E a vida também. Com uma saudade que tinha feições familiares. Cheiro conhecido. Braços longos. Que eu tentava sufocar das mais variadas formas e continuava lá, pulsando, doída e doce, desde sempre. Misto de veneno e mel, derramando por dentro, alastrando quente, tocando em tudo, permeando a minha história e me seguindo, incansável, aonde quer que eu fosse. A qual eu chamava por diferentes nomes, em diferentes épocas, como se houvesse esquecido do que se tratava.



Quando, por algum descuido meu, a voz daquela saudade conseguia driblar os disfarces do meu ouvido, sussurrando ou gritando ela pedia que eu me entregasse. Que jogasse as armas no chão. Que puxasse o fio do tecido de que eram feitas as máscaras. Que parasse com os truques. Que derrubasse o muro que ergui. Que desistisse de continuar catalogando novas ilusões. Em pânico, eu lhe dizia que não. Como um peixe que nega o mar. Como um pássaro que rejeita as asas. E a cada vez que dizia, a cada vez que a negava, a vida se escondia um pouco mais.



Naquela manhã, quando acordei, sua fala mansa me pegou desprevenida. Eu tinha todo o medo do mundo, mas sentia, com alívio, que já não tinha mais a mesma resistência para esquivar-me dela. As armas que eu manejara, habilmente, por tanto tempo, tornavam-se cada vez mais obsoletas. O tecido das máscaras estava esgarçado; algumas já haviam até caído, desfeitas, pelo caminho. A maioria dos truques tornaram-se tão conhecidos que não conseguiam mais me enganar, ainda que eu tentasse. O muro, repleto de rachaduras em vários pontos, tombava, lentamente, em pequenos pedaços, a cada passo que dava. As ilusões se dissipavam, uma a uma, deixando cada vez mais à mostra os seus olhos pousados nos meus.



A saudade era do ser que me habitava. Que eu era, antes de estar qualquer coisa. Por trás das armas. Das máscaras. Dos truques. Do muro. Das ilusões. Acima. Apesar deles. Que encontrava, raramente, entre gestos tímidos e tensos, quando furava o meu esquema de segurança, vinha ao meu encontro e se misturava comigo de tal forma que, por alguns instantes, éramos um. Que luzia, ainda que eu ofuscasse. Que me ligava a todas as coisas, ainda que eu me afastasse de todas elas. Que jogava sementes, ainda que eu arrancasse os brotos. Que era terra molhada, quando eu era deserto.



A saudade era do ser que morava em mim. Que tinha um sol inteiro para me dar, quando a vela, de chama trêmula, que eu levava, estava se acabando. Que cultivava sorrisos atrás dos meus pântanos. Que não tinha idade. Que abraçava grande. Que pronunciava, sem baixar a voz, palavras como ternura, encanto, fascínio, pureza. Que atraía almas conterrâneas. Com uma musicalidade semelhante. Uma fragrância familiar. Com cheiro de bolo de vó. De sonho sem medo. De vida beijada.



A saudade era do ser, em mim, que entendia de crisálidas. De sede. Pés. Miragens. Da dor das noites que esquecem de dormir. Das emoções que hesitam despertar. E, conhecendo as dores, chamando-as pelos nomes, não se agarrava a elas. Que se via em tudo. Em todos. Que confiava nas pessoas. Que sabia que as pessoas são, em essência, amor, disfarçadas de espelhos, que refletem umas para as outras aquilo que impede que se mostrem e se vejam como são.



A saudade era do ser que me fazia acreditar que eu não era uma turista num planeta estrangeiro nem uma sobrevivente de uma civilização extinta, como tantas vezes sentia. E me ensinava que toda vez que eu achasse que os outros precisavam de legendas para me entender, eu poderia recorrer aos idiomas que o coração entende. Um sorriso. Um olhar. Um abraço.



A saudade era do amor que aquele ser emanava e do qual eu era feita. Da seiva que permeava todo o jardim. Que era o meu corpo, por trás da roupa de gente que eu usava e da qual precisava cuidar com o carinho com que se cuida da roupa do amado, embora raramente eu lembrasse disso. Da porção em mim que era mágica e sábia. Humilde e serena. Que me intuía. Que me ajudava a desenhar o meu caminho. Encontrar o meu acorde. Escrever a minha história.



A saudade, terna e arrebatadora, era daquilo em mim que tinha um compromisso com a vida, ainda que eu fizesse de conta que o havia esquecido e só honrasse os compromissos que o meu coração nunca assumiu. Daquilo que não se importava com os porquês. Que se desprevenia. Que se enamorava. E que se olhasse para o azul do céu mil vezes se emocionava em todas elas, reverenciando o pintor. Que me lembrava de que eu devia saborear a paisagem com os companheiros de viagem, mesmo sem saber aonde o barco me levaria. E de que se chegasse a tormenta, eu não deveria esquecer, na aflição, que eu não era o barco, e, sim, o mar.



Embora tivesse saudade desse ser amoroso que, em essência, eu era, tinha muito medo de me entregar a ele. E sabia, sem conseguir desviar os meus olhos dos olhos daquela saudade, que aquele era o mesmo medo que estava por trás de outras entregas que ficaram no rascunho. O mesmo que tinha feito com que vivesse à margem de mim. E tivesse acompanhado a marcha da multidão. Usado o mesmo uniforme. Empunhado as mesmas armas. Fabricado o mesmo tédio. Compactuado com o suicídio diário e lento das vidas que desaprendem a florescer. E chamado a tudo isso de normal.



Naquele dia acordei com saudade e com medo. Nem mais casulo nem vôo ainda. Sabia que enquanto eu não voltasse a dar a mão àquele ser que me habitava, enquanto eu não voltasse a dançar com ele, continuaria a me sentir longe de casa, separada da minha gente, fora do meu habitat, perambulando, confusa e assustada, no mundo árido e sem cor que desenhei quando larguei a sua mão.



Para fluir comigo, a vida pedia que eu soltasse o medo e me entregasse. Que dissesse sim. Que acreditasse nela. Eu não sabia como fazer, mas sentia, entre as contrações, que ela estava fazendo por mim, através de cada experiência que eu atraía para o meu caminho.



Naquele dia, grande, acordei com a sensação de que o tempo era outra coisa. De que a vida era outra coisa. E eu também.

Foto de Sandro S. Leite

Almas perfumadas

Ana Jácomo

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.


Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.


Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Disponível em Blog: http://anajacomo.blogspot.com/

Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia.
Minha avó era alguém assim.
Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores.
A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou.
E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.


Ana Cláudia Saldanha Jácomo (1966) é carioca, formada em Jornalismo, funcionária pública, e absolutamente enamorada, desde criança, pelo exercício de escrever.

O estilo predominante em seus textos é a prosa poética, a exemplo de “Almas Perfumadas”, que publicou, ainda inédito na internet, no Releituras, quando o site estava inaugurando o espaço para novos escritores.

Na década de 90, participou com contos e crônicas das antologias "Hoje", "Agora" e "Já", resultantes do trabalho da Oficina Literária do poeta Cairo Trindade, a qual freqüentou por cerca de um ano.

Em 2001, lançou um livro independente intitulado “Parto de Mim”, impresso na Fábrica de Livros da SENAI, com duas tiragens já esgotadas.

Apaixonada por música, desde sempre, no finalzinho de 2006 começou também a percorrer o caminho da composição musical.

Gosta de dizer que escrever é o seu trabalho mais lúdico.

Seu jeito preferido de prece.

Sua maneira predileta de levar o coração para pegar sol.

sábado, março 22, 2008


Visão espírita da Páscoa


O Espiritismo não celebra a Páscoa, mas respeita as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs, e também não proíbe que seus adeptos manifestem sua religiosidade.

Páscoa, ou Passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito, mas no Cristianismo comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida.

O Espiritismo, embora sendo uma Doutrina Cristã, entende de forma diferente alguns dos ensinamentos das Igrejas Cristãs.

Na questão da ressurreição, para nós, espíritas, Jesus apareceu à Maria de Magdala e aos discípulos, com seu corpo espiritual, que chamamos de perispírito.

Entendemos que não houve uma ressurreição corporal, física.

Jesus de Nazaré não precisou derrogar as leis naturais do nosso mundo para firmar o seu conceito de missionário.

A sua doutrina de amor e perdão é muito maior que qualquer milagre, até mesmo a ressurreição.Isto não invalida a Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo.

A Páscoa Judaica pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral.

A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação.

A Páscoa Cristã, representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor.

Jesus de Nazaré demonstrou que pode-se Executar homens, mas não se consegue matar as grandes idéias renovadoras, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.

Como a Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, queremos deixar firmado o conceito que aprendemos no Espiritismo, que a vida só pode ser definida pelo amor, e o amor pela vida.

Foi por isso que Jesus de Nazaré afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor.


Amílcar Del Chiaro Filho
Este artigo foi publicado na íntegra
pela Revista Católica MISSÕES - da Ordem Consolata.



ORAÇÃO

A oração não suprime, de imediato, os quadros da provação, mas renova-nos o espírito, a fim de que venhamos a sublimá-los ou removê-los.


Repara o caminho que a névoa amortalha, quando a noite escura te distancia do Sol.


Em cima, nuvens extensas furtam-te aos olhos o painel das estrelas, e embaixo, espinheiros e precipícios ameaçam-te os pés.


Debalde consultarás a bússola que a treva densa embacia.


Se avanças, é possível te arrojes na lama de covas escancaradas; se paras, é provável padeças o assalto de traiçoeiros animais...


Faze, porém, pequenina luz, e tudo se modifica.


O charco não perde a feição de pântano e a pedra mantém-se por desafio que te adverte na estrada; entretanto, podendo ver, surgirás, transformado e seguro, para seguir à frente, vencendo as armadilhas da sombra e as aperturas da marcha.


Assim, também, é a oração nos trilhos da experiência.


Quando a dor te entenebrece os horizontes da alma, subtraindo-te a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável, induzindo-te ao desânimo e insuflando-te o desespero; todavia se acendes no coração leve flama da prece, fios imponderáveis de confiança ligam-te o ser à Providência Divina.


Exteriormente, em torno, o sofrimento não se desfaz da catadura sombria; a morte, ainda e sempre, é o véu de dolorosa separação; a prova é o mesmo teste inquietante e o golpe da expiação continua sendo a luta difícil e inevitável, mas estarás, em ti próprio, plenamente refeito, no imo das próprias forças, com a visão espiritual iluminada por dentro, a fim de que compreendas, acima das tuas dores, o plano sábio da vida, que te ergue dos labirintos do mundo à bênção do amor de Deus.



Emmanuel ::Psicografia.::Francisco Cândido XavierLivro.:: À luz da Oração

terça-feira, março 18, 2008

Foto de Sandro S. Leite


Ter fé é abrir a porta da vida para Deus entrar.


Para viver bem...



Saiba escolher o que é uma verdade para você.

Quando aceitamos um desejo como verdadeiro, enviamos uma ordem ao nosso subconsciente para torná-lo uma realidade física.

Esse é um mecanismo criado por Deus para que possamos criar a maneira que quisermos viver.

Sabendo disso, aceite somente como forças verdadeiras a alegria,a paz, a saúde e a prosperidade, acreditando que é seu direito de vida.

Deixe que as forças criadoras de Deus interajam e se manifestem para você.
Humberto Pazian

Texto extraído do livro: Para Viver BemAutor: Humberto Pazian:Editora Petit

sábado, março 15, 2008


Tudo vem de Deus, mas precisamos fazer a nossa parte.



Para viver bem...



É necessário verificar o que você está fazendo para melhorar sua vida.

Por acaso, está esperando que algo caia do céu ou está, realmente, empenhando-se em criar novas e boas condições para viver?

Está esperando alguma ajuda dos outros ou “caiu na real” e percebeu que tudo só depende de você?

Podemos sempre contar com a ajuda divina, mas... e a nossa parte?

E então, se já verificou todas essas questões, o que está esperando?Vá em frente e viva feliz!


Humberto Pazian


Texto extraído do livro Para viver bem... página 66Petit EditoraAutor: Humberto Pazian

Tela de Renoir :: Pelo médium Medrado/BA



AJUDE A VOCÊ MESMO



Não ambicione do seu vizinho senão os dons excelentes que lhe exornam o espírito.


Não permita que os dissabores gover­nem o leme de seu destino.


Não entregue o templo de sua memória às más impressões.


Não retire sua experiência dos fundamentos espirituais.


Não se esqueça de que o ideal superior, objeto de sua admiração, deve corporificar-se em seus caminhos.


Não se prenda ao mal; no entanto, não se desvie das obrigações de fraternidade para com aqueles que foram atingidos pelo mal.


Não apague o archote da fé em seus dias claros, para que não falte luz a você nos dias escuros.


Não fuja às lições da estrada evolutiva, por mais difíceis e dolorosas, a fim de que a vida, mais tarde, lhe abra o santuário da sabedoria.


Não lhe falte tempo para cultivar o que é belo, eterno e bom.


Não olvide que a justiça institui a ordem universal, mas só o amor dilata a obra divina.


DO LIVRO: AGENDA CRISTÃ. FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER - Emmanuel



MUNDO EM MINIATURA

A tua casa é o mundo em miniatura.
O que fazes dentro dela é determinante para o que acontece lá fora.
Aqueles que educas na intimidade doméstica são o teu próprio retrato que se amplia.
Uma só célula doente pode comprometer a saúde de todo o organismo.
O lar desajustado é grave enfermidade de natureza social, reclamando cuidados especiais.
A paz da Humanidade não se concretizará sem que a paz da família se realize.
Não sejas um déspota no reino particular de tua casa e nem transformes os teus em vassalos de tua vontade.
Há quem, no seio da família, faça pior do que aqueles que são escolhidos para governar os povos.
Em tua casa tens o teu sonho de mundo melhor ao teu alcance.
Materializá-lo depende tão-somente de ti.


DO LIVRO: Teu LarPELO ESPÍRITO: Irmão JoséPSICOGRAFIA: Carlos A. Baccelli

sexta-feira, março 14, 2008


MULHERES

No mundo existem diversos tipos de mulheres. Existem as que curam com a força do seu amor e as que aliviam dores com a sua compaixão. Foram exemplos Irmã Dulce, na Bahia e Madre Tereza, na Índia.
Existem mulheres que cantam o que a gente sente e as que escrevem o que a gente sente. Há muitas mulheres glamourosas, como o foi Lady Di e mulheres maravilhosas que deixam lições eternas, como Eunice Weaver e Madame Curie.
Existem mulheres que fazem rir, e mulheres talentosas no Teatro, nas telas dos cinemas, nos palcos do Mundo. Entre tantos tipos de mulheres existem as que não são conhecidas ou famosas. Mulheres que deixam para trás tudo o que têm, em busca de uma vida nova.
Lembramos das nossas nordestinas e sua luta constante contra a adversidade, para que os filhos sobrevivam. Mulheres que todos os dias se encontram diante de um novo começo, que sofrem diante das injustiças das guerras e das perdas inexplicáveis, como a de um filho amado, pela tola disputa de um pedaço de terra, um território, um comando.
Mães amorosas que, mesmo sem terem pão, dão calor e oferecem os seios secos aos filhos famintos. Mulheres que se submetem a duras regras para viver.
Mulheres que se perguntam todos os dias, ante a violência de que são vítimas, qual será o seu destino, o seu amanhã. Mulheres que trazem escritos nos sulcos da face, todos os dias de sua vida, em multiplicadas cicatrizes do tempo.
Todas são mulheres especiais. Todas, mulheres tão bonitas quanto qualquer estrela, porque lutam todos os dias para fazer do mundo um lugar melhor para se viver.
Entre essas, as que pegam dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar. E quando chegam em casa, encontram um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.
Mulheres que vão de madrugada para a fila a fim de garantir a matrícula do filho na escola.
Mulheres empresárias que administram dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana. Mulheres que voltam do supermercado segurando várias sacolas, depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.
Mulheres que levam e buscam os filhos na escola, levam os filhos para a cama, contam histórias, dão beijos e apagam a luz.
Mulheres que lecionam em troca de um pequeno salário, que fazem serviço voluntário, que colhem uvas, que operam pacientes, que lavam a roupa, servem a mesa, cozinham o feijão e trabalham atrás de um balcão.
Mulheres que criam filhos, sozinhas, que dão expediente de oito horas e ainda têm disposição para brincar com os pequenos e verificar se fizeram as lições da escola, antes de colocá-los na cama.
Mulheres que arrumam os armários, colocam flores nos vasos, fecham a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantêm a geladeira cheia.
Mulheres que sabem onde está cada coisa, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para dor de cotovelo do adolescente.
Podem se chamar Bruna, Carla, Teresa ou Maria. O nome não importa. O que importa é o adjetivo: mulher.
* * *
A tarefa da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito. Tal tarefa pode ser executada no ninho doméstico, entre as paredes do lar, na empresa, na universidade, no envolvimento das ciências ou das artes. Onde quer que se encontre a mulher, ali se deverá encontrar o amor, um raio de luz, uma pétala de flor, um aconchego, um verso, uma canção.
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de mensagens intituladas "Quem é o mulherão?" e "Mulheres", cujas autorias são desconhecidas pela Equipe.- www.momento.org.br)

terça-feira, março 04, 2008



COMPADECE-TE


Compadece-te dos teus.
Não há quem seja suficientemente forte que não necessite de tua compaixão.
Em determinado momento e em certas circunstâncias, todos os homens se revelam frágeis.
Não há quem sempre consiga se sustentar de pé em perfeito equilíbrio.
Todos necessitam de ouvir palavras que lhes aliviem a consciência.
Existem feridas abertas que não se expõem.
Muitas vezes quem exibe músculos rijos e adota inflexível postura, está apenas tentando ocultar a própria vulnerabilidade.
Não creias que os que convivem contigo dispensem a tua mão estendida.
Por mais recebas proteção e carinho de quem te parece inexpugnável fortaleza moral, chegará o teu instante de escorá-lo.
Se o Cristo chorou no Jardim das Oliveiras, os que nunca viste chorar também choram no horto de provas solitárias.

Irmão José

Do livro Teu Lar:: Pelo Espírito Irmão José:: Psicografia de Carlos A. Baccelli

Mensagem semanal do Grupo Espírita Renascer/MG . Disponível em < http://www.ger.org.br/mensagemsemanal1.html>

domingo, março 02, 2008



OS 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE O GRANDE



Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus3 últimos desejos:

1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

2 - que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...);

e3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre

quais as razões. Alexandre explicou:

1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrarque eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas

possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam verque de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

Desconheço o autor

Recebi da Mana e compartilho com vocês...



A SUBSTITUTA


A jovem foi atraída por um anúncio pedindo uma diretora de programação de eventos para uma determinada empresa. Apresentou-se e conseguiu a vaga. O primeiro dia foi aterrador. Logo que chegou ao escritório, a funcionária da recepção a saudou com:
Você é a sucessora de Helena? Vai ser difícil chegar à altura dela. Ela era um fenômeno.
Logo adiante, no corredor, outra pessoa lhe disse:
Sinto pena de você. Não existe ninguém no Mundo como Helena!
A terceira pessoa que encontrou, a recebeu com votos de boas-vindas, afirmando que a empresa era um ótimo lugar para se trabalhar, mas completou, entristecida:
No entanto, é claro que as coisas nunca serão as mesmas sem Helena! A jovem estava a ponto de dar meia volta e largar tudo. Como ela poderia competir com aquela pessoa que todos mencionavam?
Finalmente, indicaram a sala onde ela deveria trabalhar. A mesma sala em que trabalhara Helena, tão mencionada, que ela estava substituindo.
O que viu foi uma montanha de cartas, memorandos, folhetos, recortes de jornal, tudo sobre a mesa de trabalho.
Uma montanha de quase um metro de altura.
Bem, falou a diretora de pessoal, Helena era brilhante, criativa, extraordinária, mas um pouco... desorganizada.
A novata mal sentou-se à mesa, olhando ainda apavorada para aquela montanha de papéis que deveria ler, selecionar, arquivar, jogar fora, quando a porta se abriu:
Olá, disse uma voz cordial. Seja bem-vinda. Helena trabalhou aqui 28 anos. Você acha que vai durar tanto assim?
Era o fim. Ela tomou o telefone, discou para uma amiga, quase aos prantos e disse do seu grande erro.
Estou me demitindo, vou embora daqui! Não vou conseguir competir com o espectro de alguém tão bom em tudo que fazia. Rose, a amiga, falou-lhe com firmeza: Epa! Espere aí! Onde está aquela minha amiga com desejo de crescer, de progredir?
Onde está a pessoa que conheço, sempre pronta a enfrentar desafios e alcançar vitória? A propósito, você lembra de seu nome? Surpresa, a jovem chorosa respondeu:
Que pergunta estranha! Claro que sei o meu nome: Rosa.
Isso mesmo, você é Rosa, não é Helena. Não pode e nem deve ser igual à Helena.
Mostre a sua capacidade de trabalho, a sua criatividade, a sua forma de trabalhar, o seu potencial.
Você é Rosa. Não esqueça disso. Não deseje ser igual a ninguém. Não imite ninguém.
O maravilhoso, neste imenso Universo de Deus, é que cada pessoa é inigualável. Por isso, você nunca deverá querer ser igual a Helena.
Seja você mesma. E conquiste suas colegas, sua chefia, os clientes por suas próprias qualidades. Rosa ficou no emprego.
Alcançou um grande sucesso na carreira.
E, por ter tido oportunidade de entrar em constante contato com autores célebres, ganhou inspiração e estímulo para escrever seu próprio livro.
Diga-se: um grande sucesso!
* * *
Deus criou os espíritos simples e ignorantes.
Conferiu-lhes a imensa possibilidade de progredirem.
Cada qual utiliza essa possibilidade como melhor lhe apraz.
Por isso, cada um tem seus méritos, suas qualidades inigualáveis.
E ninguém deve almejar ser exatamente igual ao outro.
Seguem-se exemplos, mas não se reprisam os mesmos atos.
Observam-se experiências, mas não se reproduzem posturas.
Cada um de nós, espírito imortal, é único em seu potencial de Ser inteligente.
Pense nisso!
(Redação do Momento Espírita, com base nas págs. 51 a 55 do livro Pequenos milagres, de Yitta Jalberstam e Judith Leventhal, 4. ed., ed. Sextante. - www.momento.com.br).
Recebi este texto da Lu Francis :)) e o compartilho com vocês!!!