Pachelbel - Canon In D Major

quinta-feira, fevereiro 26, 2009



O QUE POSSUÍMOS



É interessante anotar como desejamos, no mundo, tantas coisas, que nos parecem imprescindíveis.


Quantas vezes, em meio às tarefas que nos cabem, na oficina de trabalho, não desejamos um emprego melhor?


Pois é. Gostaríamos de um melhor ambiente de trabalho, um chefe menos rigoroso, uma carga horária menor, um salário maior.


No entanto, centenas de pessoas anseiam somente por ter um emprego. Qualquer que fosse. Um salário mínimo, ao menos, para saírem da penúria total.



Quantas vezes reclamamos dos pratos servidos no almoço e no jantar? Sempre a mesma coisa. Parece que a cozinheira está desprovida de idéias ou anda com preguiça.


Entretanto, enquanto almejamos pratos mais sofisticados e variados, milhares, no mundo todo, desejam apenas um prato de comida.


Olhamo-nos no espelho e reclamamos da cor dos olhos. Como seria bom se tivéssemos olhos claros. Ou escuros. Mais esverdeados.


Contudo, inúmeras criaturas aguardam simplesmente a oportunidade de enxergar. Anseiam por uma córnea, uma cirurgia que os libere da cegueira em que se encontram.


Encantamo-nos com as vozes do cantor, do locutor e desejaríamos ter uma voz bonita, cristalina. Ou encorpada, máscula.


Ao nosso lado, porém, caminham muitos que desejariam apenas ter a ventura de falar, em qualquer tom.


Pensamos, olhando nossos pais, que seria muito bom se eles fossem mais esclarecidos, tivessem diplomas universitários, conhecessem o mundo.


Tivessem, enfim, uma visão mais ampla do mundo.


Seria tão bom! Mas, em nosso mesmo bairro, existem dezenas de pessoas que almejariam simplesmente ter pais.


Fossem eles iletrados, analfabetos, pobres de entendimento. Mas que estivessem ao seu lado para amá-los.


Reclamamos da rua barulhenta em que se situa a nossa casa, do cachorro do vizinho que late toda noite, perturbando-nos o sono.


Desejaríamos silêncio. Um bairro tranqüilo, cães disciplinados, ruas sem trânsito. Muito silêncio para nossa leitura, nosso descanso, nosso lazer.

Nem nos damos conta que centenas de criaturas almejam ardentemente, simplesmente ouvir. O que quer que seja. O ruído do trânsito, o apito das fábricas, a gritaria da criançada.


Qualquer coisa, contanto que pudessem ouvir.



Olhamos, com olhos de desejo, as vitrinas abarrotadas de sapatos lindos. Modelos recém chegados. Lançamentos.


Gostaríamos tanto que nosso orçamento nos permitisse comprar um novo par. Afinal, os nossos já andam um pouco gastos e fora de moda.


Enquanto olhamos para nossos pés, desejando novos sapatos, muitos contemplam os próprios membros inferiores, desejando apenas ter pés.


Pensamos num carro novo, mais confortável. Um carro com porta-malas maior, que caiba mais coisas.


Enquanto isso, bem próximo de nós, muitos apenas sonham com a possibilidade de se locomover de um lado a outro com as próprias pernas.


É justo sonhar. É bom desejar melhorar o padrão de vida. Isto faz parte do progresso do ser humano.


Entretanto, que esses anseios não se constituam em nossa infelicidade. Não esqueçamos de valorizar o que já temos.


Valorizemos a possibilidade de andar, ouvir, enxergar, de nos locomover de um a outro lado, por nossa própria conta.



Agradeçamos o emprego que nos permite o atendimento das nossas necessidades.


Sejamos gratos pela nossa família, pequena ou grande. Ilustrada ou não.


Agradeçamos, enfim, a Deus, pelo dom da vida. Por estar na terra, abençoada escola. Por respirar, por poder abraçar, por ter a quem abraçar.


Agradeçamos simplesmente, por viver este dia.



(Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1069&let=Q&stat=0 - Texto recebido do Cantinho da Lu)

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A PROVIDÊNCIA DIVINA



Você já se deu conta que o não de Deus é a melhor resposta?


Já percebeu quantas vezes você pediu alguma coisa ao Criador e não obteve êxito?


De um modo geral, não apreciamos a resposta negativa.


Porém, passado um tempo, concluímos que o que Ele nos enviou foi o melhor.


O adágio popular diz que Deus escreve certo por linhas tortas.


A verdade é que Deus escreve certo por linhas certas.


Lemos, há algum tempo, a história de uma americana que relaciona muitas situações de sua vida em que a Providência Divina se apresentou de forma diversa à solicitada.


Por exemplo, a filha chegou muito chorosa da escola porque não conseguira um papel para a peça de final de ano.


Era o que ela mais queria, mais ansiava.


Por alguns dias, permaneceu tristonha. Até irromper portas adentro do lar, eufórica.


Recebera um convite para um curso muito importante em outra cidade. Era necessário se apresentar imediatamente.


Se ela fizesse parte do elenco da peça da escola, não poderia agora cursar o que lhe era decisivo para a carreira profissional.


Em outro momento, o marido foi transferido para uma outra cidade.


Veio o impasse. Seguir a família também ou não? As crianças teriam problemas na escola?


Ela, Beti, precisaria deixar o emprego. Como conciliar tudo?


Acreditando que seria terrível viverem separados, oraram muito pedindo para que a transferência do marido não se concretizasse. Em vão.


Oraram para que ela conseguisse um emprego para si e escola para os filhos, na outra localidade.


Também em vão.


O marido passou a vir para casa só nos finais de semana.


Então, quando ninguém esperava, uma reviravolta administrativa, uma tarefa que se findou antes do previsto e eis todos juntos, sem mudança.


O não de Deus para os seus pedidos fora mesmo providencial.


Até quando o pai de Beti, já idoso, adoeceu, Deus não atendeu o que lhe foi pedido.


Todos oravam para que se curasse das mazelas. Beti se lembrou de uma frase do marido: Tenha fé na resposta de Deus, querida.


Descobriu que estava orando incorretamente.


Pediu então: Meu Deus, sei o que desejo, mas pode não ser essa a melhor resposta para meu pai.
Ele também é uma das Tuas criaturas. Seja feita a Tua vontade e não a minha.


O pai morreu duas semanas depois. Ela pensou nos anos de invalidez que o adorado pai teria de suportar, se tivesse sobrevivido.


Disse baixinho: Foi a resposta de Deus.


Por tudo isso, no aniversário de casamento, ela entregou ao marido um cartão com os dizeres: Você não é o marido que eu esperava...


Colocou uns pontinhos para dar um ar de suspense e concluiu: Mas com certeza é o melhor que Deus escolheu para mim. Ele sorriu e entendeu.







Analisar o que nos ocorre é importante.


A resposta divina sempre chega, embora de um modo geral, não exatamente como se quer.


Assim é o concurso que hoje não se consegue vencer.



O imóvel cuja negociação não dá certo, até o casamento idealizado e que acaba no noivado.



Tudo tem sua razão de ser.

Razão que a Divindade conhece e que devemos buscar entender.




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Deus te ama e tu percebes. Sua ternura te rocia a face e Suas mãos te sustentam.


Seu hálito te vitaliza e Sua voz silenciosa chega até teus ouvidos, com bênçãos, com esperanças e com orientações.


Deus vive, manifesta e dilata o Seu amor através de ti.

Tu o sabes... e onde estiveres Ele estará sempre contigo.


Pense nisso, mas pense agora!




Redação do Momento Espírita com base em história de autoria desconhecida e no cap. 31, do livro Filho de Deus, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.Disponível no CD Momento Espírita, v. 1.Em 22.01.2008.www.momento.com.br

terça-feira, fevereiro 24, 2009



SOLILÓQUIO COM DEUS


Amazonas Hércules



É maravilhoso, SENHOR,
Que, criado por Ti
Como um ser eterno, um ser imortal
Eu ressurja de etapa em etapa
Para que se me enobreça o coração
E a luz da razão se me faça fanal.



É maravilhoso, SENHOR,
Que o mundo infinito
Este ser tão finito
Tenha vôos de águia
Alcançando galáxias
Em um sonho abismal .



É maravilhoso, SENHOR,
Para um ser tão pequenino
Tão débil, tão fraco,
Ante as dores do mundo,
Carregando o seu fardo,
Sentir-se tão forte, sentir-se gigante.



É maravilhoso, SENHOR,
Que na maior solidão
Tua presença se imponha
E sem Te ver, nem Te ouvir,
Eu te sinta a presença
Cá, no meu coração.



E por tudo isto que me faz vibrar,
Que me faz sentir a felicidade inaudita
De Contigo falar,
Eu Te digo, contrito:
OBRIGADO, MEU DEUS!
OBRIGADO, MEU PAI!



Disponível em <http://www.cefilhosdedeus.com.br/index.phpoption=com_content&task=view&id=17&Itemid=30>

sexta-feira, fevereiro 20, 2009



AS MUITAS MÁSCARAS QUE USAMOS


Enéas Canhadas



As máscaras que usamos são as maneiras como a nossa personalidade se apresenta ao meio onde convive e para o mundo no qual existe e com que se relaciona.



Os Espíritos , uma vez encarnados, passam a usar máscaras para apresentarem-se como são.



Assim, somos um Espíritos dotado da personalidade com que desejamos ser reconhecidos. As máscaras que usamos são intermediárias entre a nossa essência – Anima – (Alma na conceituação de Jung ) e a nossa exterioridade, Persona pela qual nos apresentamos.



Todos nós usamos máscaras?



É possível exemplificar?



Sim, todos usamos.



A pessoa altruísta, a auto suficiente, a pessoa carinhosa, a que está sempre desconfiada, a egoísta, a briguenta, a honesta, a pessoa carente ou parasita, a que se faz pai ou mãe de todos, a mentirosa, narcisista, a otimista ou pessimista, a pessoa colaboradora ou individualista, a pusilânime fraca de ânimo e sem firmeza, a religiosa, a sofredora, a solitária, a sonhadora, são alguns exemplos de máscaras que usamos.



Não se trata, portanto, de negativo ou positivo, de bom ou mau.



São maneiras de ser que compõem a personalidade de alguém e fazem parte da alma, isto é, da essência da pessoa.



Afinal de contas, somos obrigados a usar máscaras ou devemos tirá-las?



Não se trata de desvencilhar-nos das máscaras, como tiramos uma roupa que não vamos mais usar.



A questão é que precisamos das máscaras todos os dias.



É assim que garantimos o desempenho dos vários papéis nas nossas vidas ao nos relacionarmos.



São atitudes adequadas para as várias circunstâncias que se apresentam na vida. O que importa é a consciência de que elas representam faces da personalidade que vêm da nossa Alma , como partes do todo que somos.



Não se trata de eliminar as máscaras, mas de aprender a conviver com elas, até que um dia não tenhamos mais necessidade disso.



Dessa convivência, decorre o nosso desenvolvimento intelectual, psíquico-emocional, moral e espiritual traduzindo a nossa atuação de ser-no-mundo, o que nos dá uma identidade.



Esse caráter mediador das máscaras constitui-se em bastões em que nos apoiamos para dar conta do nosso modo de ser.



São alavancas, quando podemos mostrar um pouco mais da nossa essência interior em atitudes; e são margens, dando-nos a noção dos nossos limites e competências.



Esse “caminhar mascarado” nos conduz na trajetória rumo à plenitude espiritual.



Mas, não somos as nossas próprias máscaras?


Não somos.


Aí é que está o “x” da questão.

Pensar que somos a própria máscara faz-nos perder de nós mesmos. Se não houver nada além da máscara, seremos parciais, incompletos, pedaços de Espírito e não um Espírito uno.



Se fôssemos pedaço Espírito, seríamos como mônadas aleijadas ou mutiladas, incapazes de, um dia, alcançar a plenitude.



Somos um “holos ” em desenvolvimento.



Somos completos e caminhamos para viver em plenitude.



O que aprendemos não ocupa espaço e nem precisa produzir tentáculos.



Assim desenvolvemo-nos como um todo.



O problema não é de crescimento físico, mas sim de ampliação da consciência, e consciência não ocupa um espaço geograficamente delimitado.



Quando alguém se identifica ou deixa-se absorver pela persona, isto é, pela máscara, passando a conviver com os outros assim, estará fugindo ou afastando-se da própria essência.



Isso significa, em termos práticos, que está se esquecendo de si mesmo, perdendo o foco da busca pessoal, desviando-se dos seus projetos futuros.



Nesse caso, a pessoa ficará sujeita ou escravizada às opiniões alheias.



Torna-se mais preocupada com o que os outros esperam ou pensam dela.



Torna-se alguém que parece não ter vontade própria e passa a depender das opiniões e aprovações de amigos, parentes, pais e demais pessoas da sua convivência.



Sente-se infeliz mediante qualquer comentário que não aprove suas ações, decisões, escolhas ou preferências. Sente-se insegura, com medo de ter que enfrentar a realidade.



Qual realidade?



A de que necessita apropriar-se de seus desejos e preferências, idéias ou opiniões, escolhas ou pontos de vista, mesmo que não coincidam com o que os outros gostam.



Escolher os próprios caminhos é a maior tarefa de quem caminha.



Então temos que tirar as máscaras para mostrar a Alma ?



Também não é assim.



Identificar-se com a Anima (Alma para Jung) significa ser uma pessoa voltada inteiramente para dentro de si mesma, tornando-se egoísta, individualista ou auto centrada, o que não permite uma relação com o mundo e com as pessoas, porque ela está em contato apenas consigo mesma.



A música composta por Antonio Nóbrega e Wilson Freire, diz assim:



“Menina, vou te ensinar como é que se namora: põe a alma no sorriso e o sorriso põe pra fora”.



Essa figura fala claramente da essência e da máscara que se usa para manifestar tal atitude.



“A máscara social" é, portanto, a veste necessária para a adaptação social.


Com efeito, esta é entendida como indispensável por si, ou então como aquilo ao qual nenhum de nós pode renunciar. (O caráter necessário atribuído à mascara deve ser entendido como uma impossibilidade para a nudez.



Aquilo que está em questão, portanto, não é o despojar-se da máscara em nome de possível nudez, e sim a possibilidade de representar uma ulterioridade ou um além em relação à máscara, isto é, através de tal noção, o indivíduo é convidado a sair do engano de trocar tal “parte” com o todo da sua individualidade e, portanto, do erro de considerar que sob, por trás ou além da máscara não exista outra coisa)” .



Pensar que podemos dispor das máscaras ainda não nos é possível.



Ainda não podemos expor a nudez do nosso próprio Espírito.



Devido a imaturidade, somos apegados a velhos hábitos .



Quando Adão e Eva viram-se nus no Paraíso, procuraram cobrir sua nudez, simbolizando que ainda não estavam preparados para ela.



Não podemos nos suportar nus e despojados.



Não somos capazes de suportar os nossos pensamentos, incongruências, anseios, desejos, maus quereres, preconceitos, motivos, etc. quando ficam à mostra para os outros, pois nos veríamos cheios de dúvidas, medos, inseguranças, vergonhas e incertezas de todo tipo.



Parece que a gente é o que é sem tirar e nem por . . .



Se isso significar consciência de si mesmo, é verdadeiro.



Existe ainda um outro tipo de máscara que é a “máscara funerária, o arquétipo imutável, no qual supostamente a morte se reintegra”, segundo M. Burckhardt .



As suposições desse pesquisador vão mais além quando diz “não se dar sem perigo quando se trata de um indivíduo que não atingiu certo grau de elevação espiritual.”



No Egito antigo, portanto, a máscara mortuária significava a paralisação, a impossibilidade de mudar, cessando o aprimoramento, ainda acarretando riscos para quem não tivesse elevação espiritual.



Segundo a Doutrina Espírita isso ocorre quando Espíritos ficam presos à sua personalidade passada por fascinação ou outros motivos.



O aprimoramento do Espírito prossegue a cada novo projeto encarnatório, e usando outras máscaras, representaremos novas condições adquiridas.


Entretanto, afinidades com máscaras usadas em tempos passados permitem que os espíritos tenham preferências por esta ou aquela aparência ao se apresentarem para os encarnados.



Para Espíritos esclarecidos, trata-se apenas de mera preferência.



Como entender, ao mesmo tempo, que a evolução prossegue na dimensão espiritual?



A evolução no Plano Espiritual não dispensa a prática que tem lugar no campo do exercício terreno, condição diferenciada de residência transitória na matéria, para consolidar mudanças e aprendizados.



Somos muito vulneráveis às mudanças quando ainda não tenham adquirido consistência na vivência prática, no exercício das relações com os outros.



As encarnações sucessivas, bem justificadas pelo comentário em O Livro dos Espíritos em resposta da pergunta 619, reitera que “a justiça da multiplicidade de encarnações do homem decorre deste princípio, pois a cada nova existência, sua inteligência se torna mais desenvolvida e ele compreende melhor o que é o bem e o que é o mal”.



As sucessivas encarnações não significam simples capricho da resolução criadora de Deus que se concretiza pela evolução. É condição normal e prática uma vez que “a alma compreende a lei de Deus, segundo o grau de perfeição a que tenha chegado e conserva a sua lembrança intuitiva após a união com o corpo (...).



É, como poderíamos dizer, a práxis do Espírito .


Autor Enéas Caminhadas - Delfos

segunda-feira, fevereiro 16, 2009


Sem Caridade

André Luiz



Sem a caridade do trabalho para as suas mãos, o seu descanso pode transforma-se em preguiça.


Sem a caridade da tolerância, o seu trabalho seguirá repleto de entraves.


Sem a caridade da simpatia para com os necessitados de qualquer procedência, as suas palavras de corrigenda serão nulas.


Sem a caridade da gentileza, a sua vida social e doméstica será sempre um purgatório de incompreensões.


Sem a caridade da desculpa fraterna, seus problemas seguirão aumentados.Sem a caridade da lição repetida, o seu esforço não auxiliará a ninguém.


Sem a caridade da cooperação, a sua tarefa poderá descer ao isolamento enfermiço.


Sem a caridade do estímulo ao companheiro que luta, sofre e chora, no trato com as próprias imperfeições, o orgulho se lhe fará petrificado na própria alma.


Sem a caridade do auxílio incessante aos pequeninos, a vaidade viverá fortalecida em nosso espírito invigilante.


Sem a caridade do entendimento amigo, a sua franqueza será crueldade.


Sem a caridade do concurso desinteressado e fraterno, as suas dificuldades crescerão indefinidamente.


Sem caridade em nosso caminho, tudo se converterá em inquietude, sombra e sofrimento.


Por isso mesmo, adverte-nos o Evangelho - "fora da caridade ou fora do amor não existe realmente salvação".



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito André Luiz. Araras, SP: IDE. 1978.



Sugestões no Caminho

André Luiz



Lamentar-se por quê?...


Aprender sempre, sim.


Cada criatura colherá da vida não só pelo que faz, mas também conforme esteja fazendo aquilo que faz.


Não se engane com falsas apreciações acerca de justiça, porque o tempo é o juiz de todos.


Recorde: tudo recebemos de Deus que nos transforma ou retira isso ou aquilo, segundo as nossas necessidades.


A humildade é um anjo mudo.


Tanto menos você necessite, mais terá.


Amanhã será, sem dúvida, um belo dia, mas para trabalhar e servir, renovar e aprender, hoje é melhor.


Não se iluda com a suposta felicidade daqueles que abandonam os próprios deveres, de vez que transitoriamente buscam fugir de si próprios como quem se embriaga para debalde esquecer.


O tempo é ouro, mas o serviço é luz.


Só existe um mal a temer: aquele que ainda exista em nós.


Não parar na edificação do bem, nem para colher os louros do espetáculo, nem para contar as pedras do caminho.


A tarefa parece fracassar?


Siga adiante, trabalhando, que, muita vez é necessário sofrer, a fim de que Deus nos atenda a renovação.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 49 edição. CEC. 2001.




Poluição e Psicosfera

Joanna de Ângelis




Ecólogos de todo o mundo preocupam-se, na atualidade, com a poluição devastadora, que resulta dos detritos superlativos que são atirados nos oceanos, nos rios, lagos e "terras inúteis" circunjacentes às grandes metrópoles, como o tributo pago pelo conforto e pelas conquistas tecnológicas, desde os urgentes ingredientes e artefatos para a sobrevivência, às indústrias bélicas, às de explorações novas, às "de inutilidade" que atiram fora centenas de milhões de toneladas de lixo, óleos e resíduos em todo lugar.




Além dessas, convém recordarmos a de natureza sonora, dos centros urbanos, produzindo distonias graves e contínuas...




Os mais pessimistas, porém, prevêm a possível destruição da vida vegetal, animal e hominal como efeito dos excessivos restos produzidos pelos engenhos de que o homem se utiliza, e logo o esmagarão após transformar a Terra num caos...




Mais grave, demonstram os técnicos no assunto importante, é a poluição atmosférica, graças às substancias venenosas que são expelidas pelas fábricas em forma de resíduos, pelos motores de explosão a se multiplicarem fantástica, insaciavelmente, e os inseticidas usados para a agricultura...




Voluptuoso e desconsertado por desvarios múltiplos do homem, as máquinas avançam, dirigidas pela inconcebível ganância, desbastando reservas florestais e influindo climatericamente com transformações penosas nas regiões, então, vencidas...




O espectro de calamidades não imaginados ronda e domina com segurança muitos departamentos ambientais ora reduzidos à aridez...




Cifras assustadoras denotam o quanto se desperdiça na inutilidade—embora a elevada estatística chocante dos que se estorcegam na mais ínfima miséria, rebocando-se na coleta dos montes de lixo, a cata de destroços de que possam retirar o mínimo para sobreviver , comprovando que no galvanizar das paixões, o homem moderno, à semelhança de Narciso, continua a contemplar a imagem refletida nas águas perigosas da vaidade e do egoísmo em que logo poderá asfixiar-se, inerme ou desesperado.




No entanto, irrefletido, impõe-se exigências dispensáveis, a que se escraviza, complicando a própria e a situação dos demais usuários dos recursos da generosa mãe-Terra.




Nesse panorama deprimente, e para sanar alguns dos males imediatos e outros do futuro, sugestões e programas hão surgido preocupando as autoridades responsáveis pelos Organismos Mundiais, no sentido de serem tomadas providências coletivas e salvadoras urgentes.




Algumas já estão sendo postas em prática, embora em número reduzido, tais o reflorestamento; a ausência de tráfego com motores de explosão em algumas cidades uma vez por semana; a tentativa da industrialização do lixo, com aproveitamento de energia, adubos e outros; controle no uso de pesticidas na lavoura; técnicas não poluentes com o fim de gerar energia; as áreas verdes na cidades; a segurança por meio de controle das experiências nucleares, a fim de ser evitada a contaminação . . .




Afirma-se que por onde o homem e a civilização passam ficam os sinais danosos da sua jornada, em forma de aridez, destruição e morte.




As grandes Nações materialmente, estruturadas e guindadas ao ápice pela previsão futurológica de mentes e computadores que prometiam tudo resolver, fazendo soberbas e vãs as criaturas, foram surpreendidas, há pouco, pelas conseqüências gerais da própria impetuosidade, no resultado da guerra no Oriente Médio, fazendo-as parar e modificando, em muitas delas, as estruturas e programas, previsões e soberania pelas exigências do deus petróleo em que estabeleceram as bases do seu poderio e das suas glórias, decepcionadas, atônitas..




Algumas tiveram a economia abalada, padecendo crises que resultaram do gravame geral, modificando a política interna e externa, num atestado de nulidade quanto aos compromissos humanos assumidos, à segurança e precariedade das humanas forças.




Como resultado, apressam-se as negociações internacionais por acordos diplomáticos e conchavos político-econômicos, enquanto a fome, campeando desassombradamente, confirma a falência dos cálculos e das fantasias materialistas, visivelmente per turbadas no testemunho dos seus líderes em convulsas transações com que tentam reequilibrar o poderio avassalado, quando, não, perdido ..




O poder de um dia qual efêmera glória, sempre muda de mão e local, fazendo oscilarem, mudarem de rumo os interesses e as supostas proteções, fruto, indubitavelmente, de uma poluição descuidada—a de natureza moral!




A força e a grandeza de alguns povos até há pouco mandatários da Terra cederam lugar aos potentados reais, que se demoravam desconsiderados e as exigências da fome ameaçadora e voraz os situou como as legitimas potências que são disputadas, após o deus negro: o arroz, o trigo, o milho e o sorgo cujos celeiros, quase vazios no mundo, deles necessitam com urgência para a sobrevivência dos seres.




Todavia, o homem ingere e disparate mais terrível poluição, venenosa quão irrefreável graças ao cultivo de lamentáveis atitudes em que persevera e se compraz: referimo-nos à poluição mental que interfere na ecologia psicosférica da vida inteligente, intoxicando de dentro para fora e desarticulando de fora para dentro.




Estando a Terra vitimada pelo entrechoque de vibrações, ondas e mentes em desalinho, como decorrência do desamor, das ambições desenfreadas, dos ódios sistemáticos, as funestas conseqüências se faz em presentes não apenas nas guerras externas e destrutivas, mas também nas rudes batalhas no lar, na -família, no trabalho, nas ruas da comunidade, no comportamento.




Intoxicado pela ira, vencido pelo desespero que agasalha, foge na direção dos prazeres selvagens nos quais procura relaxar tensões, adquirindo mais altas cargas de desequilíbrio em que se debate.




A poluição mental campeia livre, favorecendo o desbordar daquela de natureza moral, fator primacial para as outras que são visíveis e assustadoras.




O programa, no entanto, para o saneamento de tão perigoso estado de coisas, já foi apresentado por Jesus, o Sublime Ecólogo que em a Natureza, preservando-a, abençoando-a, dela se utilizou, apresentando os métodos e técnicas da felicidade, da sobrevivência ditosa nos incomparáveis discursos e realizações de que inundou a História, estabelecendo as bases para o reino de amor e harmonia, sem fim, sem dores, sem apreensões...




Nunca reagiu o Mestre sempre agiu com sabedoria.




Jamais se permitiu ferir - deixou-se, porém crucificar.




Nenhuma agressão de Sua parte - facultou-se, no entanto, ser agredido.




Por onde passou, deixou concessões de esperança, bálsamo de reconforto, amenidade e paz.




Seus caminhos ficaram floridos pelas alegrias e abençoados pelos frutos da saúde renovada.




Rei Solar, fez-se servo humilde de todos, mantendo-se inatingido, embora o ambiente em que veio construir a Vida Nova para os tempos futuros..




Repassa-Lhe a sublime trajetória.




Busca-O!




Faze uma pausa na terrível conjuntura em que te encontras e recorda-O.




Para toda enfermidade, Ele tem a eficiente terapia; para as calamidades destes dias, Ele tem a solução.




Ama e serve, portanto, como possas, quanto possas, quando possas.




A Terra sairá do caos que a absorve e voltarão o ar puro, a água cristalina, a relva repousante, o trinar dos pássaros, o fulgor do sol e o faiscar das estrelas em nome do Pai Criador e de Jesus, o Salvador Perene de todos nós.




Texto retirado do livro Após a Tempestade,pelo Espírito Joanna de Ângelis psicografado por Divaldo Pereira Franco.

domingo, fevereiro 15, 2009



Preocupações


André Luiz



Não se aflija por antecipação,



porquanto é possível que a vida resolva o seu problema,ainda hoje



sem qualquer esforço de sua parte.


Não é a preocupação que aniquila a pessoa



e sim a preocupação em virtude da preocupação.



Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo



para comentar injúria ou ingratidão.




Disse um notável filósofo:



´Uma criatura irritada está sempre cheia de veneno,



e podemos acrescentar:



e de enfermidade também.


Trabalhe antes,durante e depois de qualquer crise



e o trabalho garantirá sua paz.




Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida,



em anotando os males que porventura lhe visitem o coração,



para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.



Geralmente o bem é o mal,


mal interpretado


Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar,



pode igualmente servir,



e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.




Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que DEUS ,



que agüentou com você ontem , agüentará também hoje.



Do livro Sinal Verde: André Luiz /Francisco C Xavier




O auxílio virá


Emmanuel



O problema que te preocupa

talvez te pareça excessivamente amargo ao coração.


E tão amargo que talvez não possas comentá-lo, de pronto.


Às vezes, a sombra interior é tamanha


que tens a idéia de haver perdido o próprio rumo.


Entretanto, não esmoreças.


Abraça o dever que a vida te assinala.


Serve e ora.


A prece te renovará energias.


O trabalho te auxiliará.


Deus não nos abandona.


Faze silêncio e não te queixes.


Alegra-te e espera, porque o Céu te socorrerá.


Por meios que desconheces,


Deus permanece agindo.


Psicografia de Francisco Cândido Xavier




Ação da Prece

André Luiz




Você é o lavrador, O outro é o campo.



Você planta. O outro produz.



Você é o celeiro. O outro é o cliente.



Você fornece. O outro adquire.



Você é o ator. O outro é o público.



Você representa. O outro observa.



Você é a palavra. O outro é o microfone.



Você fala. O outro transmite.



Você é o artista. O outro é o instrumento.



Você toca. O outro responde.



Você é a paisagem. O outro é a objetiva.



Você surge. O outro fotografa.



Você é o acontecimento. O outro é a notícia.



Você age. O outro conta.



Auxilie quando puder.



Faça o bem sem olhar a quem



Você é o desejo de seguir para Deus.



Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte.



O criador atende às criaturas, através das criaturas



É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros.



Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito André Luiz. Livro: "O Espírito da Verdade" - Edição: FEB


Liberte Sua Alma

André Luiz



Não se prenda à beleza das formas efêmeras. A flor passa breve.



Não amontoe preciosidades que pesem na balança do mundo. As correntes de ouro prendem tanto quanto as algemas de bronze.



Não se escravize às opiniões da leviandade ou da ignorância. Incitatus, o cavalo de Calígula, podia comer num balde enfeitado de pérolas, mas não deixava, por isso, de ser um cavalo.



Não alimente a avidez da posse. A casa dos numismatas vive repleta de moedas que serviram a milhões e cujos donos desapareceram.



Não perca sua independência construtiva a troco de considerações humanas. A armadilha que pune o animal criminoso é igual à que surpreende o canário negligente.



Não acredite no elogio que empresta a você qualidades imaginárias. Vespas cruéis por vezes se escondem no cálice do lírio.



Não se aflija pela aquisição de vantagens imediatas na experiência terrestre. Os museus permanecem abarrotados de mantos de reis e de outros "cadáveres de vantagens mortas".



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.
Última Atualização ( 05 de junho de 2006 )



Lucrará Fazendo Assim

André Luiz




Reconforte o desesperado. Você não escapará as tentações do desânimo nos círculos de luta.



Levante o caído. Você ignora onde seus pés tropeçaram.



Estenda a mão ao que necessita de apoio. Chegará seu dia de receber cooperação.



Ampare o doente. Sua alma não esta usando um corpo invulnerável.



Esforce-se por entender o companheiro menos esclarecido. Nem sempre você dispõe de recursos para compreender como é indispensável.



Acolha o infortunado. Nem sempre o céu estara inteiramente azul para seus olhos.



Tolere o ignorante e ajude-o. Lembre-se de que há Espíritos Sublimes que nos suportam e socorrem com heróica bondade.



Console o triste. Você não pode relacionar as surpresas da própria sorte.



Auxilie o ofensor com os seus bons pensamentos. Ele nos ensina quão agressivos e desagradáveis somos ao ferir alguém.



Seja benévolo para com os dependentes. Não se esqueca de que o próprio Cristo foi compelido a obedecer.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 32 edição. FEB. 1996.



Questão de Escolha

André Luiz




Procure um delinquente e encontrará muitos malfeitores.



É necessário, então, que você possua imenso cabedal de amor para renová-los, sem fazer-se criminoso também.



Busque identificar uma falta e achará inúmeras.



Chegando a essa situação, é imprescindível que você esteja bastante esclarecido para não acrescentar seus erros aos erros alheios.



Tente situar um espinho e vários virão ao seu encontro.



Em face de tal contingência, é necessário que você permaneça eminentemente equilibrado para não ferir-se.



Fixe com demasiada atenção uma pedra da estrada e, em breve, o solo estará empedrado aos seus olhos.



Depois disso, você necessitará de muita resistência para não sucumbir às asperezas da jornada.



Aproxime-se do bem, procure-o com decisão e a bondade virá iluminar seu caminho.



Somente aí você surgirá perfeitamente armado para vencer na guerra contra a mal.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009


Nos Compromissos de Trabalho

André Luiz


Nunca se envergonhe, nem se lamente de servir.



Enriquecer o trabalho profissional, adquirindo conhecimentos novos, é simples dever.



Colabore com as chefias atráves da obrigação retamente cumprida, sem mobilizar expedientes de adulação.



Em hipótese alguma diminuir ou desvalorizar o esforço dos colegas.



Jamais fingir enfermidades ou acidentes, pricipalmente no intuito de se beneficiar das leis de proteção ou do amparo das instituicoes securitárias, porque a vida costuma a cobrar caro semelhantes mentiras.



Nunca atribua unicamente a você o sucesso dessa ou daquela tarefa, compreendendo que em todo trabalho há que considerar o espírito de equipe.



Sabotar o trabalho será sempre deteriorar o nosso próprio interesse.



Aceitar a desordem ou estimula-la, é patrocinar o próprio desequilíbrio.



Você possui inúmeros recursos de promover-se ou de melhorar a própria area de ação, sem recorrer a desrespeito, pertubação, azedume ou rebeldia.



Em matéria de remuneração, recorde: quem trabalha deve receber, mas igualmente quem recebe deve trabalhar.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 42 edição. Uberaba, MG: CEC. 1996.

terça-feira, fevereiro 10, 2009



A grave problemática da corrupção

Momento Espírita




Conforme o dicionário, corrupção é adulterar, corromper, estragar, viciar-se.



Nos dias em que vivemos, muito se tem falado a respeito da corrupção.



E, quase sempre, direcionando as setas para os poderes públicos.



Pensamos que corrupção esteja intimamente ligada aos que exercem o poder público.



Ledo engano.



Está de tal forma disseminada entre nós, que, com certeza, muito poucos nela não estejamos enquadrados.



Vejamos alguns exemplos.



Quando produzimos algo com qualificação inferior, para auferir maiores lucros, e vendemos como de qualidade superior, estamos sendo corruptos.



Quando adquirimos uma propriedade e, ao procedermos a escrituração, adulteramos o valor, a fim de pagar menos impostos, estamos disseminando corrupção.



Ao burlarmos o fisco, não pedindo ou não emitindo nota fiscal, estamos nos permitindo a corrupção.Isso tem sido comum, não é mesmo?



É como se houvesse, entre todos, um contrato secretamente assinado no sentido de eu faço, todos fazem e ninguém conta para ninguém.



Com a desculpa de protegermos pessoas que poderão vir a perder seus empregos, não denunciamos atos lesivos a organizações que desejam ser sérias.



Atos como o do funcionário que se oferece para fazer, em seus dias de folga, o mesmo serviço, a preço menor, do que aquele que a empresa a que está vinculado estabelece.



Ou daquele que orienta o cliente, no próprio balcão, entregando cartões de visita, a buscar produto de melhor qualidade e melhor preço, segundo ele, em loja de seu parente ou conhecido.



Esquece que tem seu salário pago pelos donos da empresa para quem deveria estar trabalhando, de verdade.



Desviando clientes, está desviando a finalidade da sua atividade, configurando corrupção.



Corrupção é sermos pagos para trabalhar oito horas e chegarmos atrasados, ou sairmos antes, pedindo que colegas passem o nosso cartão pelo relógio eletrônico.



É conseguir atestados falsos, de profissionais igualmente corruptos, para justificar nossa ausência do local de trabalho, em dias que antecedem feriados.



Desvio de finalidade: deveríamos estar trabalhando, mas vamos viajar ou passear.



É promovermos a quebra ou avaria de algum equipamento na empresa, a fim de termos algumas horas de folga.



É mentirmos perante as autoridades, desejando favorecer a uns e outros em processos litigiosos.



Naturalmente, para ser agradáveis a ditos amigos que, dizem, quando precisarmos, farão o mesmo por nós.



Corrupção é aplaudir nosso filho que nos apresenta notas altas nas matérias, mesmo sabendo que ele as adquiriu à custa de desavergonhada cola.



E que dizer dos que nos oferecemos para fazer prova no lugar do outro?



Ou realizar toda a pesquisa que a ele caberia fazer?



Sério, não?



Assim, a partir de agora, passemos a examinar com mais vagar tudo que fazemos.



Mesmo porque, nossos filhos têm os olhos postos sobre nós e nossos exemplos sempre falarão mais alto do que nossas palavras.



Desejamos, acaso, que a situação que vivemos em nosso país tenha prosseguimento?



Ou almejamos uma nação forte, unida pelo bem, disposta a trabalhar para progredir, crescer em intelecto e moralidade?



Em nossas mãos, repousa a decisão.



Se desejarmos, podemos iniciar a poda da corrupção hoje mesmo, agora.



E se acreditamos que somente um de nós fazendo, tudo continuará igual, não é verdade.



Os exemplos arrastam.



Se começarmos a campanha da honestidade, da integridade, logo mais os corruptos sentirão vergonha.



Receberão admoestações e punições, em vez de aplausos.



E, convenhamos, se não houver quem aceite a corrupção, ela morrerá por si mesma.



Pensemos nisso.



E não percamos tempo.



Equipe de Redação do Momento Espírita.