Minutos de Paz !

segunda-feira, abril 06, 2026

Semeia, Semeia - Emmanuel

 

 



Semeia, Semeia

Emmanuel

C - 1.ª Parte - Cap. VII - Item 4


Cada coração do caminho é comparável a trato de terra espiritual.


Muitos estarão soterrados no pedregulho dos preconceitos, ao pé de outros que se enrodilham no espinheiral da ilusão, requisitando tempo enorme para se verem livres.


Entretanto, reflete na terra boa, lançada ao desvalimento.


É aí que todos os parasitos geradores da inércia se instalam, absorventes!... 


Terras abandonadas, terras órfãs!... 


Criaturas que anseiam pelo adubo da fé, almas que suplicam modesta plantação de esperança e conforto!...


Esses solos desprezados, muita vez, te buscam, fronteiriços... 


Descerram-se-te à visão, na fadiga dos pais que a dor imanifesta suplicia e consome; 


no desencanto dos companheiros tristes que carregam no peito o próprio sonho em cinza; 


no problema do filho que a revolta desgasta; 


na prova dos irmãos que sorriem chorando para que lhes não vejas os detritos de angústia...


Se já podes ouvir o Excelso Semeador, semeia, semeia!...


Sabes que a caridade, é o sol que varre as sombras; 


trazes contigo o dom de esparzir o solo; 


podes pronunciar a palavra da bênção; 


consegues derramar o que sobra da bolsa, transformando a moeda em prece de alegria; 


guardas o braço forte que levanta os caídos;


teus dedos são capazes de recompor as cordas que o sofrimento parte em corações alheios, afinando-as no tom da música fraterna; 


reténs o privilégio de repartir com os nus a roupa que largaste; 


nada te freia as mãos no socorro ao doente; 


ninguém te impede enfim, de construir na estrada o bem para quem passa e o bem dos que virão...


***

Não te detenhas, pois, no vazio das trevas!...


Planta a verdade e a Luz, o júbilo e a bondade.


Se percebes a voz do Excelso Semeador, escuta-lo-ás, a cada passo, rente aos próprios ouvidos, a dizer-te confiante:


- Trabalha, enquanto é tempo e semeia, semeia!...

 

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 42 p. 68 .Imagem Reproduzida da Internet.


sexta-feira, abril 03, 2026

Visão Espírita da Páscoa - Jose Valim

 



Visão Espírita da Páscoa

Jose Valim


Jesus reúne os Discípulos para a Ceia


O Espiritismo não celebra a Páscoa, mas respeita as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs, e também não proíbe que seus adeptos manifestem sua religiosidade.


Páscoa, ou Passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito, mas no Cristianismo comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida.


O Espiritismo, embora sendo uma Doutrina Cristã, entende de forma diferente alguns dos ensinamentos das Igrejas Cristãs. 


Na questão da ressurreição, para nós, espíritas, Jesus apareceu à Maria de Magdala e aos discípulos, com seu corpo espiritual, que chamamos de perispírito. 


Entendemos que não houve uma ressurreição corporal, física. 


Jesus de Nazaré não derrogou as leis naturais do nosso mundo para firmar o seu conceito de missionário. 


A sua doutrina de amor e perdão é muito maior que qualquer “milagre”, até mesmo a ressurreição.


Isto não invalida a Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo. 


A Páscoa Judaica pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral. 


A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação. 


A Páscoa Cristã, representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor. 


Jesus de Nazaré demonstrou que é possível executar homens, mas não se consegue matar as grandes ideias, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.


Como a Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, queremos deixar firmado o conceito que aprendemos no Espiritismo, que a vida só pode ser definida pelo amor, e o amor pela vida. 


Foi por isso que Jesus de Nazaré afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor.

 

Fonte

Associação Espírita Allan Kardec. Disponivel em < https://siteespirita.com/2018/04/01/visao-espirita-da-pascoa/>. Acesso : 03 ABR 2026

Medo E Mediunidade - André Luiz

 


Medo E Mediunidade

André Luiz

M - Questão 159


- Gosto das reuniões espíritas, contudo, tenho medo de comparecer...


- Sinto a mediunidade, mas temo...


- Creio racionalmente no Mundo dos Espíritos, entretanto, não posso nem pensar seja possível que um espírito me apareça...


Se surgem comumente confissões quais essas, é preciso anotar que elas exprimem apenas reduzido número daquelas criaturas que dizem com franqueza o que pensam.


Quantos médiuns se afastam em silêncio da ação edificante a que foram chamados e só os Amigos da Espiritualidade lhes testemunham o medo inconfessável, a lhes enrodilhar nos corações por visco entorpecente!


Sim! 


Um dos muitos tipos de medianeiros frustrados no intercâmbio espiritual e que escapam até agora de toda classificação é o médium medroso.


As pessoas impressionáveis quase sempre revelam espontâneas suscetibilidades incluindo naturalmente o medo por um dos agentes essenciais da sensibilização mediúnica. 


Complexadas por algum fato ou conversa ouvida, leitura ou referência que lhes vincaram a emotividade, alimentam terror pânico e difuso ante o exercício das faculdades psíquicas, sem qualquer razão de ser.


Certifiquem-os de que o medo é uma espécie de baraço invisível, frenando inutilmente legiões de trabalhadores valorosos à margem do serviço. 


Fobia, - muitas vezes derivada de atitudes infantis -, é necessário saibamos curá-la, pela medicação do amor fraternal e do esclarecimento lógico, sem perder de vista que a ocorrência mediúnica é manifestação de espírito para espírito igual aos sucessos corriqueiros da vida terrestre.


Médium, se o medo é o teu problema individual, no que respeita à prática medianímica, situa na construção da fé raciocinada a ,melhoria a que aspiras!


A coerência com os princípios que esposamos ensina-nos que a criatura de fé verdadeira nada teme, senão a si própria, atenta que vive às fraquezas pessoais. 


Em razão disso, é correto receares simplesmente a ti mesmo, em todos os sentimentos que ainda não conseguiste disciplinar.


Se não te amedrontas face à condição de intérprete para a troca verbal entre criaturas que versam idiomas diferentes por que temer a posição de instrumento entre pessoas domiciliadas em esferas diferentes, carecidas da cooperação mediúnica?


Por que motivo te assustares diante dos desencarnados, que são, na essência, personalidades iguais a ti mesmo?


Espíritos benevolentes e esclarecidos são mentores preciosos que merecem apreço e espíritos doentes ou infelizes não devem ser temidos, por necessitados de mais amor.


Medo é inexperiência.


Corrige-te, através do labor mediúnico, raciocinado com o Evangelho Vivo e perseverando na tarefa de fraternidade.


Na edificação doutrinária, onde se objetiva o intercâmbio puro com as Esferas Superiores, todos os companheiros se esforçam na garantia dos bons pensamentos e assistência espiritual se levanta de preces sinceras sendo, portanto, num templo espírita, o local em que a pessoa humana cousa alguma deve temer, por encontrar aí as fontes de seu próprio consolo e sustentação.


Não te admitas incapaz de dominar o medo perante as efusões do reino da alma. 


Reage contra qualquer receio infundado, mantendo-te na tranquilidade da confiança, no desassombro da fé, na leitura edificante e na meditação construtiva e, ao fazeres a tua parte na supressão de semelhante fantasma íntimo, reconhecerás que os benfeitores da Vida Maior te farão descobrir na lavra mediúnica o áureo caminho da verdade e o portal sublime do amor.

 

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 41 p. 66,67 .Imagem Reproduzida da Internet.

 


quinta-feira, abril 02, 2026

Felizes e Infelizes - Emmanuel

 


 Felizes E Infelizes

Emmanuel

L - Questão 921


O conceito espírita da felicidade nem sempre enxerga os felizes onde o mundo os coloca.


Há pessoas que requisitam conforto demasiado, na preocupação de serem felizes, e acabam infelizes, estiradas no tédio.


Criaturas aparecem, pleiteando destaque e, em se crendo ditosas por obtê-lo, confessam-se infortunadas depois, quando se reconhecem inabilitadas para os encargos que receberam.


Há felizes nas mesas lautas, comprando enfermidades com os excessos a que se afeiçoam e infelizes, na carência material, entesourando valores imperecíveis, no proveito das lições que o mundo lhes reservou.


Em toda parte, surpreendemos os felizes de saúde, que abusam da robustez, caindo na desencarnação prematura, e os infelizes de doença, que senhoreiam longa vida pelo respeito que dedicam ao corpo.


Em todos os lugares, os contrastes aparentemente chocantes... 


Situações risonhas, muitas vezes, geram suplícios porvindouros, por não saber quem as possui, empregar criteriosamente a felicidade que lhes foi emprestada. 


Aqui e além, surgem, sem conta, os felizes-infelizes nos enganos a que se arrojam e os infelizes-felizes, nas provações em que se elevam.


Sócrates, considerado infeliz, é o pai da filosofia.


Anytos, imaginado feliz, ainda hoje, no conceito do mundo, é o carrasco.


Jesus, suposto infeliz, é o renovador do mundo.


Barrabás, julgado feliz, até agora, na memória dos homens, é o malfeitor.


***

Apliquemos o entendimento espírita aos acontecimentos cotidianos e verificaremos que os felizes e os infelizes não estão qualificados pela abastança ou pela indigência que entremostrem nos quadros exteriores. 


São e serão sempre aqueles que, em qualquer circunstância, edificam a felicidade para os outros, de vez que as leis da vida determinam seja a criatura medida pelas outras criaturas, especificando que a felicidade ou a infelicidade articuladas por alguém, nos caminhos alheios, se voltem, matematicamente, para quem os formou.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 40 p. 65 .Imagem Reproduzida da Internet.