Minutos de Paz !

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

O Mestre e O Apóstolo - Emmanuel

 


 O Mestre e O Apóstolo

Emmanuel

E - Cap. 1 - Item 7


Luminosa, a coerência entre o Cristo e o Apóstolo que lhe restaurou a palavra.


Jesus, o Mestre.


Kardec, o professor.


Jesus refere-se a Deus, junto da fé sem obras.


Kardec fala de Deus, rente às obras sem fé.


Jesus é combatido, desde a primeira hora do Evangelho, pelos que se acomodam na sombra.


Kardec é impugnado desde o primeiro dia do Espiritismo, pelos que fogem da luz.


Jesus caminha sem convenções.


Kardec age sem preconceitos.


Jesus exige coragem de atitudes.


Kardec reclama independência mental.


Jesus convida ao amor.


Kardec impele à caridade.


Jesus consola a multidão.


Kardec esclarece o povo.


Jesus acorda o sentimento.


Kardec desperta a razão.


Jesus constrói.


Kardec consolida.


Jesus revela.


Kardec descortina.


Jesus propõe.


Kardec expõe.


Jesus lança as bases do Cristianismo, entre fenômenos mediúnicos.


Kardec recebe os princípios da Doutrina Espírita, através da mediunidade.


Jesus afirma que é preciso nascer de novo.


Kardec explica a reencarnação.


Jesus reporta-se a outras moradas.


Kardec menciona outros mundos.


Jesus espera que a verdade emancipe os homens; ensina que a justiça atribui a cada um pela próprias obras e anuncia que o Criador será adorado, na Terra, em espírito.


Kardec esculpe na consciência as leis do Universo.


Em suma, diante do acesso aos mais altos valores da vida, Jesus e Kardec estão perfeitamente conjugados pela Sabedoria Divina.


Jesus, a porta.


Kardec, a chave.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 2 p. 07,08 .  Imagem Reproduzida da Internet.

 

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Examinemos A Nós Mesmos - André Luiz

 


Examinemos A Nós Mesmos

André Luiz

 L - Questão 919


O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.


Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.


Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.


Testa a paciência própria:  


- Estás mais calmo, afável e compreensivo?


Inquire as tuas relações na experiência doméstica: 


- Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?


Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: 


- Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?


Observa-te nas manifestações perante os amigos: 


- Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?


Reflete em tua capacidade de sacrifício: 


- Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?


Pesquisa o próprio desapego: 


- Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?


Usas mais intensamente os pronomes "nos", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"?


Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?


Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?


Dissipaste antigos desafetos e aversões?


Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência?


Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?


Entendes melhor a função da dor?


Ainda cultivas alguma discreta desavença?


Auxilias aos necessitados com mais abnegação?


Tens orado realmente?


Teus ideais  evoluíram?


Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?


Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?


Evangelho é alegria no coração: 


- Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?


Tudo caminha! 


Tudo evolui! 


Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!


Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor!


Não te iludas! 


Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.


Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.


Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 1 p. 05,06 .  Imagem Reproduzida da Internet.

 


segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Amor - Emmanuel

 



Amor

Emmanuel


O amor puro é o reflexo do Criador em todas as criaturas.


Brilha em tudo e em tudo palpita na mesma vibração de sabedoria e beleza.


É fundamento da vida e justiça de toda a Lei.


Surge, sublime, no equilíbrio dos mundos erguidos à glória da imensidade, quanto nas flores anônimas esquecidas no campo.


Nele fulgura, generosa, a alma de todas as grandes religiões que aparecem, no curso das civilizações, por sistemas de fé à procura da comunhão com a Bondade Celeste, e nele se enraíza todo o impulso de solidariedade entre os homens.


Plasma divino com que Deus envolve tudo o que é criado, o amor é o hálito d'Ele mesmo, penetrando o Universo.


Vemo-lo, assim, como silenciosa esperança do Céu, aguardando a evolução de todos os princípios e respeitando a decisão de todas as consciências.


Mercê de semelhante bênção, cada ser é acalentado no degrau da vida em que se encontra.


O verme é amado pelo Senhor, que lhe concede milhares e milhares de séculos para levantar-se da viscosidade do abismo, tanto quanto o anjo que o representa junto do verme. 


A seiva que nutre a rosa é a mesma que alimenta o espinho dilacerante. 


Na árvore em que se aninha o pássaro indefeso, pode acolher-se a serpente com as suas armas de morte. 


No espaço de uma penitenciária, respira, com a mesma segurança, o criminoso que lhe padece as grades de sofrimento e o correto administrador que lhe garante a ordem.


O amor, repetimos, é o reflexo de Deus, Nosso Pai, que se compadece de todos e que a ninguém violenta, embora, em razão do mesmo amor infinito com que nos ama, determine estejamos sempre sob a lei da responsabilidade que se manifesta para cada consciência, de acordo com as suas próprias obras.


E, amando-nos, permite o Senhor perlustrarmos sem prazo o caminho de ascensão para Ele, concedendo-nos, quando impensadamente nos consagramos ao mal, a própria eternidade para reconciliar-nos com o Bem, que é a Sua Regra Imutável.


Herdeiros d'Ele que somos, raios de Sua Inteligência Infinita e sendo Ele Mesmo o Amor Eterno de Toda a Criação, em tudo e em toda parte, é da legislação por Ele estatuída que cada espírito reflita livremente aquilo que mais ame, transformando-se, aqui e ali, na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenhe o coração.


Eis por que Jesus, o Modelo Divino, enviado por Ele à Terra para clarear-nos senda, em cada passo de seu Ministério tomou o amor ao Pai por inspiração de toda a vida, amando sem a preocupação de ser amado e auxiliando sem qualquer ideia de recompensa.


Descendo à esfera dos homens por amor, humilhando-se por amor, ajudando e sofrendo por amor, passa no mundo, de sentimento erguido ao Pai Excelso, refletindo-lhe a vontade sábia e misericordiosa. E, para que a vida e o pensamento de todos nós lhe retratem as pegadas de luz, legou-nos, em nome de Deus, a sua fórmula inesquecível:  

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”


XAVIER , Francisco Cândido Xavier ditado pelo Espírito Emmanuel.  Pensamento e vida. Cap. 30 p. 50,51.  Imagem Reproduzida da Internet.

domingo, fevereiro 08, 2026

Obsessão - Emmanuel





Obsessão

Emmanuel


Observando-se a mediunidade como sintonia, a obsessão é o equilíbrio de forças inferiores, retratando-se entre si.


Fenômeno de reflexão pura e simples, não ocorre tão somente dos chamados mortos para os chamados vivos, porque, na essência, muita vez aparece entre os próprios Espíritos encarnados a se subjugarem reciprocamente pelos fios invisíveis da sugestão.


A mente que se dirige a outra cria imagens para fazer-se notada e compreendida, prescindindo da palavra e da ação para insinuar-se, porquanto, ambientando a repetição, atinge o objetivo que demanda, projetando-se sobre aquela que procura influenciar. 


E, se a mente visada sintoniza com a onda criadora lançada sobre ela, inicia-se vivo circuito de força, dentro do qual a palavra e a ação se incumbem de consolidar a correspondência, formando o círculo de encantamento em que o obsessor e o obsidiado passam a viver, agindo e reagindo um sobre o outro.


Não há, por isto, obsessão unilateral. 


Toda ocorrência desta espécie se nutre à base de intercâmbio mais ou menos completo. 


Quanto mais sustentadas as imagens inferiores de um Espírito para outro, em regime de permuta constante, mais profundo o poder da obsessão, de vez que se afastam da justa realidade para o circuito de sombra em que entregam a mútuo fascínio.


É o mesmo que se verifica com a pedra quando em serviço de gravação.


Quanto mais repetida a passagem do buril, mais entranhado o sulco destinado a perpetuar a minudência da imagem.


Lembremo-nos, ainda, do disco comum, em cujas reentrâncias sutis permanecem os sons fixados para repetição à nossa vontade. 


Muita vez a mente obsidiada se assemelha à chapa de ebonite, arquivando ordens e avisos do obsessor (notadamente durante o sono habitual, quando liberamos os próprios reflexos, sem o controle da nossa consciência de limiar), ordens e avisos que a pessoa obsessa atende, de modo quase automático, qual o instrumento passivo da experiência magnética, no cumprimento de sugestões pós-hipnóticas.


Quanto mais nos rendamos a essa ou àquela ideia, no imo de nós mesmos, com maior força nos convertemos nela, a expressar-lhe os desígnios.


É assim que se formam estranhos desequilíbrios que, em muitas circunstâncias, concretizam moléstia e desalento, aflição e loucura, quando não plasmam a crueldade e a morte.


Toda obsessão começa pelo debuxo vago do pensamento alheio que nos visita, oculto.


Hoje é um pingo de sombra, amanhã linha firme, para, depois, fazer-se um painel vigoroso, do qual assimilamos apelos infelizes que nos aprisionam em turbilhões de trevas.


Urge, pois, que saibamos fugir, desassombrados, aos enganos da inércia, porque o espelho ocioso de nossa vida em sombra pode ser longamente viciado e detido pelas forças do mal que, em nos vampirizando, estendem sobre os outros as teias infernais da miséria e do crime.


Dar novo pasto à mente pelo estudo que eleve e consagrar-se em paz ao serviço incessante é a fórmula ideal para libertar-se de todas as algemas, pois que, na aquisição de bênçãos para o espírito e no auxílio espontâneo à vida que nos cerca, refletiremos sempre a Esfera Superior, avançando, por fim, da cegueira mental para a divina luz da Divina Visão.

 

XAVIER , Francisco Cândido Xavier ditado pelo Espírito Emmanuel.  Pensamento e vida. Cap. 27 p. 46.  Obsessor durante ingestão de bebida alcoólica. Imagem Reproduzida da Internet.