quarta-feira, outubro 01, 2008



TUDO PASSA



Não te esqueças, sempre, de meditar na transitoriedade de tudo.
Problema algum vem para ficar.
Nenhuma alegria é eterna.
Aborrecimentos surgem e vão.
Dias felizes são momentos fugazes.
Não te fixes, demasiadamente, em teus estados de espírito.
Trabalha para perpetuar o bem, com o propósito de fazer durar a serenidade.
Assim como se alternam as estações, alternam-se as fases da alma no corpo.
A dor que te parece eterna é prova passageira.
A Alegria Perene está na perfeita integração com Deus.
A paz que se foi há de voltar!
Sofrimento que vem há de ir embora!
Conserva, no entanto, contigo a certeza de que o bem que praticas cotidianamente é uma bênção que se faz constante.



Pelo Espírito Irmão José -Psicografia do médium Carlos A. Baccelli




PARA SEMPRE , MÃE



Com o teu amor aprendi a alimentar o meu.Confiei nas direções que me deste, direções estas que, por vezes, não me fizeram sorrir de imediato, mas que trouxeram horizontes que até os dias de hoje ainda ensinam, ainda aconchegam o meu ser.



Tua dedicação ensinou-me a cuidar não só de mim, mas de cada flor que plantaste em meu quintal.



E com elas, conheci as cores, os perfumes, a entrega, e soube o que querias dizer com: tudo tem seu tempo para desabrochar aos olhos de Deus.




Tantas vezes em teu colo sereno, ouvindo tua voz até dormir...



Tantas vezes procurando desculpas para não sair da tua cama, da tua presença tão segura...



E no entanto, me ensinaste a prosseguir sozinha e por vezes me vi realmente só.



Mas, sempre me lembravas que a solidão era feita para aqueles que não desejam compartilhar e compartilhar, para ti, sempre foi sinônimo de força e de amor.



A semente que tanto falavas que vingaria era eu, o meu ser, o meu despertar.



Lembro das tuas palavras sussurradas em meus ouvidos ao amanhecer, onde pedias para que acreditasse na precisão da vida.



Que era minha forma de conduzí-la que faria a diferença...




"Pense no amor e ele virá, pense na paz e ela se manifestará, acredite na verdade e ela se mostrará.



Não deixe Deus se calar dentro de ti alimentando dores e confusões.




Deixe o Criador livre em teu coração e a vida mostrar-te-á quão luminoso é o teu ser e o caminho que tens a percorrer".




Tantos anos se passaram e ainda tenho esta chama acesa dentro do peito a lembrar que é através do amor que chegamos a nós mesmos.Penso que tu chegaste a ti mesma, pois teu amor consolou o mundo, trazendo luz para toda escuridão, trazendo bênção para toda solidão.



Muito me ensinaste e hoje minha gratidão toma a forma de silêncio, de alegria e fidelidade a tudo que contigo começou.



Peço bênçãos Minha Mãe.



Peço todas as flores, de todas as cores ao teu jardim sagrado.



Peço a luz do amanhecer, das estrelas guias e das luas cheias a enfeitar teu caminho de paz.Peço amor, eternamente, em teu ser.



Tua presença, em meu coração, para sempre será.



Texto extraído da "Estação Paz"


Dedico este post a minha querida mãe , rogando ao Divino Amigo , que a envolva em Suas Vibrações de Paz...


A minha eterna gratidão por ter merecido uma mãe tão presente em minha vida...

Que as doces Vibrações de Paz da Mãe Santíssima a envolvam e fortaleçam hoje e sempre !




OS LÍRIOS DOS CAMPOS
Pelo Espírito Scheilla

Vejamos a indicação de Jesus, mostrando-nos os lírios dos campos, com suas vestes superiores aos reis da Terra. E quem os vestiu? Certamente que foi o Criador.

Meditemos nas flores como sorrisos da vida superior, a nos convidarem a sorrir, meditemos nelas em todas as suas nuances divinas, a nos convidarem ao amor, analisando as suas procedências.

Meditemos nas flores dos jardins e dos campos, a nos indicarem as belezas que nos esperam. E se elas nos extasiam, o que dizer das flores das virtudes que se encontram, às vezes, a desabrochar nos nossos corações? Elas são inúmeras, como beijos de luz fundindo e refundindo todos os nossos sentidos.

O exterior nos predispõe e abre os nossos interesses para os campos do íntimo. Eles são mais ricos em campos e jardins, com uma profusão de estrelas a brilhar em nosso céu consciencial, se despertarmos a luz do entendimento, se a caridade guiar os nossos passos e se o amor for a nossa força de vida, no dia-a-dia da nossa existência.

Que linda expressão escolhida por Jesus: os lírios dos campos!

Quantos campos existem dentro das criaturas? Quantos lírios devem ser despertados em nossos corações? São incontáveis. Mas o Senhor espera de nós esse esforço que somente nós mesmos haveremos de fazer, mesmo que surjam dores e sacrifícios a enfrentar, sob o comando das bênçãos do Mestre, por intermédio dos anjos e dos próprios homens que já se encontram à nossa frente.

Falamos aqui como criatura da Terra, semelhante a todos, lutando com os mesmos problemas, entendendo as necessidades do aprimoramento espiritual.

Agradecemos a todos os homens, como Espíritos desencarnados, as oportunidades de trabalho, de compreensão e de dever que estamos recebendo. Que Deus os abençoe!

Agradecemos ao sol, essa fonte divina de vida, pelos raios que nos aquecem.

Agradecemos às estrelas que nos invadem com a esperança;

Agradecemos às águas que tanto nos servem.

Agradecemos à flora e à fauna, que nos acodem com seus recursos todas às vezes que precisamos.

Agradecemos aos que amam na Terra, fornecendo-nos este néctar de vida, para que possamos trabalhar nos campos em que operamos por misericórdia da divindade.

Agradecemos às crianças e aos velhinhos, que tanto nos ajudam no trabalho de ajudar.

Agradecemos aos ventos, que sempre nos sopram os valores da vida, quando precisamos recompor nossas energias.

Agradecemos e beijamos a vida, na expressão de tudo, como se beijássemos a Deus.

Jesus, os lírios do campo! Senhor, inspira-nos como um poeta que ultrapassa o reino dos astros!

Beijamos, Senhor, os Vossos pés, que sempre vemos nos pés dos Filhos do Calvário!




(Pelo Espírito Scheilla ::Do Livro "Flor de Vida" :: Psicografado pelo médium João Nunes Maia)
Tela de Renoir



DOCE NOME


Irmão X


Não obstante a defecção de Caim e o abandono de José, filho de Jacob, o nome de irmão é talvez um dos títulos mais doces que existem no mundo.


O verdadeiro amor fraternal não pede compensações, não experimenta ciúme, não é exclusivista. Reclama somente a felicidade do objeto amado, com a qual se contenta.


Jesus chamava irmãos a todos os seguidores de seu ideal divino e seus legítimos continuadores viviam em comunidade fraternal.


Os cristãos martirizados nos circos penetravam na arena abraçados e felizes. Damas do patriciado davam as mãos a escravas misérrimas, unidas para o sacrifício. Não se conheciam antes.

As filhas dos romanos aristocráticos haviam nascido no berço da dominação, enquanto as servas dos nobres haviam chegado ao mundo à sombra do cativeiro. Enfrentavam, porém, as feras sacrílegas, de mãos entrelaçadas, porque o Evangelho do Reino Celeste lhes revelara o doce mistério da sublime fraternidade. Eram irmãs, diante do Eterno: era tudo o que podiam saber no supremo holocausto a Jesus-Cristo, por quem vertiam o sangue generoso e renovador.

Francisco de Assis, abnegado companheiro dos homens e da Natureza, sentia-se irmão do lobo de Gúbio, ao qual dirigia a palavra em nome de Deus. Paulo de Tarso, o apóstolo da gentilidade, escrevendo aos hebreus, que representavam o povo escolhido, recomenda-lhes, no versículo primeiro do capítulo treze, a conservação do amor fraternal.


Paulo tinha razões sérias para emitir o conselho porque, se não podemos opinar sobre o amor angélico, inacessível ainda ao nosso entendimento, podemos algo dizer sobre os afetos humanos. E nas atividades além do túmulo, a legítima ligação fraternal, sublime e constante, elevada e sincera, é talvez a única que jamais surpreende ou desconcerta.

Constituindo reais exceções os enlaces das almas em união imperecível, na face do planeta, em regra geral os cônjuges, depois da morte, descobrem, por fim, que consumiram imensas quantidades de combustível das paixões para aprenderem a ser bons irmãos um do outro. Filhos e pais, nas mesmas circunstâncias, adquirem expressivos ensinamentos, em virtude dos imperati vos da reencarnação.


Muitas vezes, a consangüinidade constitui o cadinho purificador.


O devotamento fraterno, porém, alcança culminâncias divinas. A realidade não lhe embacia o clarão, nem a morte lhe desfigura a beleza. Continua sempre, como as árvores generosas que dilatam as raízes, cobrindo-se de flores e de frutos.


O irmão não conhece os dramas passionais dos desejos desatendidos, não exige considerações exteriores, não solicita senão a ventura dos que lhe gozam o carinho e a dedicação. Por isso mesmo, embora estejamos muito distantes da plena execução da regra áurea, a Humanidade não será integralmente feliz, enquanto o amor fraternal não estabelecer o seu império no mundo.



(Pelo Espírito Irmão X na obra “Lázaro redivivo”, médium Francisco Cândido Xavier)