segunda-feira, dezembro 29, 2008


O Olhar de Jesus
Emmanuel



Recordemos o olhar compreensivo e amoroso de Jesus, a fim de esquecermos a viciosa preocupação com o argueiro que, por vezes, aparece no campo visual dos nossos irmãos de experiência.


O Mestre Divino jamais se deteve na faixa escura dos companheiros de caminhada humana.


Em Bartimeu, o cego de Jericó, não encontra o homem inutilizado pelas trevas, mas sim o amigo que poderia tornar a ver, restituindo-lhe, desse modo, a visão que passa, de novo, a enriquecer-lhe a existência.


Em Maria de Magdala, não enxerga a mulher possuída pelos gênios da sombra, mas sim a irmã sofredora e, por esse motivo, restaura-lhe a dignidade própria, nela plasmando a beleza espiritual renovada que lhe transmitiria, mais tarde, a mensagem divina da ressurreição.


Em Zacheu, não identifica o expoente da usura ou da apropriação indébita, e sim o missionário do progresso enganado pelos desvarios da posse e, por essa razão, devolve-lhe o raciocínio à administração sábia e justa.


Em Simão Pedro, no dia da negação, não se refere ao cooperador enfraquecido, mas sim ao aprendiz invigilante, a exigir-lhe compreensão e carinho, e por isso transforma-o, com o tempo, no baluarte seguro do Evangelho nascente, operoso e fiel até o martírio e a crucificação.


Em Judas, não surpreende o discípulo ingrato, mas sim o colaborador traído pela própria ilusão e, embora sabendo-o fascinado pelas honrarias Terrestres, sacrifica-se, até o fim, aceitando a flagelação e a morte para doar-lhe o amor e o perdão que se estenderiam pelos séculos, soerguendo os vencidos e amparando a justiça das nações.


Busquemos algo do olhar de Jesus para nossos olhos e a crítica será definitivamente banida do mundo de nossas consciências, porque, então teremos atingido o Grande Entendimento que nos fará discernir em cada companheiro do caminho, ainda mesmo quando nos mais inquietantes espinheiros do mal, um irmão nosso, necessitado, antes de tudo, de nosso auxílio e de nossa compaixão.



Pelo Espírito Emmanuel Psicografia de Francisco Cândido Xavier – Livro: VIAJOR

sábado, dezembro 27, 2008


MENSAGEM DE ANO NOVO



Aprendemos que, por pior que seja um problema ou situação, sempre existe uma saída.



Aprendemos que é bobagem fugir das dificuldades.



Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.



Aprendemos que perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.



Aprendemos que é necessário um dia de chuva para darmos valor ao Sol, mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima.



Aprendemos que heróis não são aqueles que realizam obras notáveis, mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as conseqüências dos seus atos.



Aprendemos que, não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos.



Aprendemos que, ao invés de ficar esperando alguém nos trazer flores, é melhor plantar um jardim.



Aprendemos que amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de nos fazer felizes.



Cabe a nós a tarefa de apostar nos nossos talentos e realizar os nossos sonhos.



Aprendemos que o que faz diferença não é o que temos na vida, mas QUEM nós temos.



E que boa família são os amigos que escolhemos.



Aprendemos que as pessoas mais queridas podem às vezes nos ferir.



E talvez não nos amem tanto quanto nós gostaríamos, o que não significa que não amem muito, talvez seja o máximo que conseguem.



Isso é o mais importante.



Aprendemos que toda mudança inicia um ciclo de construção, se você não esquecer de deixar a porta aberta.



Aprendemos que o tempo é precioso e não volta atrás.



Por isso, não vale a pena resgatar o passado.



O que vale a pena é construir o futuro.



O nosso futuro ainda está por vir.



Então aprendemos que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.


Autor desconhecido



Receita de Ano Novo


Carlos Drummond de Andrade




Para você ganhar belíssimo Ano Novo



cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,



Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido



(mal vivido ou talvez sem sentido)



para você ganhar um ano



não apenas pintado de novo,



remendado às carreiras,



mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,



novo até no coração das coisas menos percebidas



(a começar pelo seu interior)



novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,



mas com ele se come, se passeia,



se ama, se compreende, se trabalha,



você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,



não precisa expedir nem receber mensagens



(planta recebe mensagens?passa telegramas?).



Não precisa fazer lista de boas intenções



para arquivá-las na gaveta.



Não precisa chorar de arrependido



pelas besteiras consumadas



nem parvamente acreditarque por decreto da esperança



a partir de janeiro as coisas mudem



e seja tudo claridade, recompensa,



justiça entre os homens e as nações,



liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,



direitos respeitados, começando



pelo direito augusto de viver.



Para ganhar um ano-novo



que mereça este nome,



você, meu caro, tem de merecê-lo,



tem de fazê-lo de novo,



eu sei que não é fácil,



mas tente, experimente, consciente.



É dentro de você que o Ano Novo



cochila e espera desde sempre.




Resolução para o Ano Novo


André Luiz




Afora tu mesmo, ninguém te decide o destino...



Somos tangidos por fatos e problemas a exigirem a manifestação de nossa vontade em todas as circunstâncias.



Muito embora disponhamos de recursos infinitos de escolha para assumir gesto determinado ou desenvolver certa ação, invariavelmente, estamos constrangidos a optar por um só caminho, de cada vez, para expressar os desígnios pessoais na construção do destino.



Conquanto possamos caminhar mil léguas, somente progredimos em substância avançando passo a passo.



Daí, a importância da existência terrena, temporária e limitada em muitos ângulos porém rica e promissora quanto aos ensejos que nos faculta para automatizar o bem, no campo de nós mesmos, mediante a possibilidade de sermos bons para os outros.



Decisão é necessidade permanente.



Nossa vontade não pode ser multipartida.



Idéia, verbo e atitude exprimem resoluções de nossas almas, a frutificarem bênçãos de alegria ou lições de reajuste no próprio íntimo.



Vacilação é sintoma de fraqueza moral, tanto quanto desânimo é sinal de doença.



Certeza no bem denuncia felicidade real e confiança de hoje indica serenidade futura.



Progresso é fruto de escolha.



Não há nobre desincumbência com flexibilidade de intenção.



Afora tu mesmo, ninguém te decide o destino...



Se a eventualidade da sementeira é infinita, a fatalidade da colheita é inalienável.



Guardas contigo tesouros de experiências acumulados em milênios de luta que podem crescer, aqui e agora, a critério do teu alvitre.



Recorda que o berço de teu espírito fulge longe da existência terrestre.



O objetivo da perfeição é inevitável benção de Deus e a perenidade da vida constitui o prazo de nosso burilamento, entretanto, o minuto que vives é o veículo da oportunidade para a seleção de valores, obedecendo a horário certo e revelando condições próprias, no ilimitado caminho da evolução.



Afora tu mesmo, ninguém te decide o destino...



Pelo Espírito André Luiz Psicografia do médium Francisco Cândido Xavier. Da obra: Opinião Espírita