sexta-feira, abril 24, 2009



EM QUE DEUS EU CREIO



Por Momento Espírita




Quando se pergunta a uma pessoa se ela crê em Deus, a resposta, com raras exceções, é afirmativa.



Sim, ela crê em Deus.Estranhamente, embora o expressivo número de pessoas que dizem crer em Deus, é igualmente expressivo o número dos desencantados, depressivos,desesperados.



Como se pode explicar que crendo em Deus, Pai amoroso e bom, que tudo vê, tudo sabe, tudo faz, a pessoa possa cair no poço da desesperança?



Talvez a resposta esteja na forma como cremos em Deus, ou somos levados a crer.



Albert Einstein, certa vez, em Nova York, num diálogo com o Rabino Goldstein, foi indagado se acreditava em Deus. Ele respondeu:Tenho a origem judaica arraigada em meu interior. Acredito no Deus de Spinoza, que revela a harmonia em tudo o que existe. Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens.



Por causa desta declaração muitas polêmicas foram geradas entre Albert, físicos e religiosos.



Muitos se apegaram a sua declaração para desenvolver protestos sobre as suas teorias.



Religiosos se manifestaram, dizendo que a Teoria da Relatividade deveria ser revista.



Diziam que por trás de toda a controvérsia daquele físico, estava o terrível fantasma do ateísmo.



Que ele disseminava dúvidas com relação à presença de Deus sobre a criação de todo o Universo e as criaturas.



A resposta do físico foi serena, embora para muitos tenha continuado incompreensível.



Ele dizia que sua religião consistia na admiração pela humildade dos Espíritos superiores, pois esses não se apegam a pequenos detalhes, ante os nossos Espíritos incertos.Dizia: Por esse motivo racional, diante da superioridade desse Universo, é que localizo e faço a idéia de Deus.



Não sou ateu.Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas, não fez por entendê-las.Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi à ideologia ateia.



Não há oposição entre ciência e religião.



O que há são cientistas atrasados, com ideias que não evoluíram, com o passar do tempo.



Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas.



Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material.



Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.



Há muitas formas de o ser humano crer em Deus. Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença.



Deus está em todas as minhas teorias e invenções. Ele está presente em tudo e creio que em todos, até nas formas mais primitivas.Essa é a minha religião e o Deus em que creio.


* * *


Se assim dizia, assim viveu. Albert Einstein foi o exemplo do cristão autêntico, preocupando-se, de forma constante, com seu semelhante.Ainda dois anos antes de sua desencarnação, foi comemorado seu aniversário numa grande festa pública.Tudo o que lhe foi dado como presentes, Albert transformou em dinheiro e enviou para os fundos da Faculdade de Medicina Albert Einstein.



Redação do Momento Espírita, com base emdados biográficos de Albert Einstein


A PIOR DAS CRISES


Por Momento Espírita


Tiago, um dos apóstolos de Jesus, era bastante fiel às tradições da época, ao cumprimento das Leis e aos livros sagrados de seu povo.



Costumava refletir sobre a profundidade dos ensinamentos de Jesus, e sobre a grande oportunidade que era conviver com Ele.



Certa vez interrogou o Mestre, preocupado com as sucessivas crises políticas e econômicas que o povo local vivenciava, por conta do domínio esmagador de Roma.



Queria saber por que viviam entre crises econômicas sucessivas, e, se uma crise pior ainda estava por acontecer.



Jesus, na Sua infinita calma, bondade e sabedoria respondeu: A pior crise, Tiago, é a de caráter moral do homem,que acaba por causar todas as outras.



Explicou que o ser humano ainda se acomoda na ignorância, ligado a paixões que o dominam e o infelicitam.



Salientou que, na raiz da crise moral se encontra o egoísmo, o qual sempre atuará prejudicando o próximo.



Na falta da solidariedade e da fraternidade florescem a ambição, a loucura, a perturbação e os desastres decorrentes desses vícios morais.



As pessoas isolam-se em seu orgulho, na ilusão do poder, da raça, da fé religiosa ou política, contribuindo para a desarmonia entre as criaturas.



A ambição desmedida pelas posses materiais causa profundos desequilíbrios, com alguns possuindo muito, e tantos possuindo quase nada.



O consumo desenfreado pode levar indivíduos e, até mesmo uma nação, à ruína.



Em sua conversa com Tiago, o Mestre diz que a severa crise daqueles dias era a mesma, desde o início dos tempos, e que se prolongaria ainda por um longo período na sociedade terrestre.



Jesus encerra dizendo: No futuro, as crises existenciais, políticas e morais cederão lugar ao entendimento, com base no amor, porque, então, a mais severa das crises do ser humano estará resolvida: a crise moral.

* * *

As considerações feitas por Jesus há mais de dois mil anos nos são de uma atualidade impressionante.



Hoje, as crises morais, como crimes e corrupção, tomam enorme tempo em noticiários e grandes manchetes em jornais.



As crises políticas na forma de guerras se repetem, baseadas na ilusão da posse, no orgulho e no poder.



As crises econômicas, baseadas no descaso político, na ganância dos que comandam o sistema financeiro, e na obsessão individual de amealhar bens se repetem, causando desequilíbrios de grande porte.



No entanto, sabemos, escutando nosso caro Amigo e Guia, que a mudança real começa em cada um de nós, e que o mundo caminha, mesmo que a passos lentos aos nossos olhos, para uma mudança real.



Um novo mundo só será possível se for baseado no amor, com os atos valendo mais do que as palavras, com entendimento e fraternidade.



No futuro, crise será uma palavra restrita ao dicionário.



Mas para que isso aconteça uma longa e silenciosa batalha deve ser travada no íntimo do ser humano, em busca do equilíbrio e do amor!



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 11 do livroA mensagem do Amor Imortal, pelo Espírito Amélia Rodrigues,psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

terça-feira, abril 21, 2009


Compromisso pessoal
Por Momento Espírita



Todos nós deveríamos ter e manter compromisso, que é o de aproveitar todo o tempo que tivermos para nosso crescimento moral e intelectual.Esse crescimento é essencial. O restante será consequência do esforço que fizermos nessas direções.




No entanto, imenso número de seres humanos acomoda-se em posições mentais limitadas, nas quais ficam, literalmente, aprisionados.Muita gente repete constantemente que não sabe dirigir um veículo, que não sabe cozinhar, que não sabe tocar um instrumento musical.




Outros dizem não conseguir aprender essa ou aquela matéria escolar, e ficam felizes apenas por serem aprovados, não se importando se o conhecimento real foi quase nulo.




Um agigantado número de cidadãos não se interessa pela própria língua pátria, cometendo erros básicos com a maior naturalidade, com a justificativa de que o importante é se comunicar.




O estranho é que muitas dessas pessoas não fazem o menor esforço para mudar esse quadro, paralisadas nas suas dificuldades ou mesmo na sua preguiça.




Há, ainda, os que fazem promessas de voltar à escola quando se aposentarem, sem saber sequer se chegarão a tal, ou, se terão saúde. É apenas outra maneira de ficar no comodismo.




A vida é rica em oportunidades para qualquer um, sem distinção de raças, condição sócioeconômica, ou país em que vive.




Por certo as oportunidades serão diferentes porque diferentes são os estados evolutivos de cada um.




A mente humana é maravilhosa, com enorme capacidade de aprendizado, sendo o mais perfeito computador que a natureza poderia produzir.




É muito importante para o progresso individual, e para a auto-valorização, que se busque aprender tudo de valor que estiver ao alcance, ao longo de toda a vida.




Nunca é tarde para voltar a estudar uma matéria que não foi adequadamente aprendida; ou para reiniciar, com afinco, o estudo de algo que nos pareça intransponível, na busca da autossuperação.




Nunca é tarde para iniciar o hábito da boa leitura que, além de cultura, nos ensina, de maneira prazerosa, a língua pátria.




Desenvolva o interesse por bons filmes, por teatro, por boa música.




Mantenha-se curioso e de mente aberta, como você era quando criança, servindo até mesmo de exemplo para familiares e amigos.




Não esqueça de que tudo o que aprendemos hoje, nos servirá de base para o aprendizado no futuro, pois o conhecimento é cumulativo.




Somente com a consciência de que a rapidez com que evoluímos é uma decisão individual, cada um conseguirá progredir superando seus limites e valorizando esta bela jornada que é a vida.




Não se desmereça, confie em si mesmo.




Guarde com você estes ensinamentos: Ame ao próximo como a si mesmo e a Deus acima de todas as coisas. Instrua-se sempre.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 8 do livro Para uso diário, de Raul Teixeira, pelo Espírito Joanes, ed. Fráter.



Nossos piores inimigos

Por Momento Espírita



Jesus havia proferido o maravilhoso Sermão da Montanha há apenas um dia. As frases ecoavam no ar, e aqueles que O ouviram ainda vivenciavam as vibrações especiais daquele momento.



Em Cafarnaum, um homem nobre, chamado Bartolomeu acercou-se de Jesus. As belas palavras proferidas significaram para ele um verdadeiro estatuto de conduta, e ele buscou o Mestre com uma grande dúvida.



Queria saber quais os piores adversários do ser humano. Perguntou quando se travaria a batalha contra esses inimigos e quais as armas a serem usadas.



Jesus, cheio de compaixão, respondeu: Eu te direi que esses inimigos se encontram dentro de cada um, e ali trabalham pela infelicidade do ser.



Todos os indivíduos apontam esses inimigos fora deles mesmos, supondo que as aflições vêm de fora, de outras pessoas, e então, tornam-se rebeldes e vingativos.



O mais impiedoso de todos os inimigos é o egoísmo, devorador de alegrias alheias. Há também a avareza, a inveja, a maledicência, o ódio, o ciúme, a ambição desmedida, o ressentimento.E concluiu: A luta para vencer esses inimigos deve ser travada no campo da consciência, transformando as tendências inferiores, adotando uma conduta rica em misericórdia , compaixão, fraternidade e caridade.Nada mais precisava ser dito. Bartolomeu entendeu quais eram os grandes adversários do ser humano, e como poderiam ser combatidos.



* * *Passados mais de dois mil anos, as palavras do Mestre continuam tão atuais como outrora.Muitos de nós ainda têm o hábito de responsabilizar o mundo externo por grande parte do que acontece de errado, consigo ou com outros, sem parar para analisar as reais causas.



Julgamos os conflitos armados sob a ótica que nos parece mais adequada, tomando este ou aquele partido.



No entanto, quase nunca paramos para pensar que o mesmo ódio, a mesma ganância, o mesmo ressentimento que originou esse conflito, muitas vezes vive em nós, com diferentes causas e consequências, mas com a mesma paixão.



Falamos sobre a violência urbana, e sempre temos uma solução para ela. Mas esquecemos que nossa indiferença gera a necessidade, e até o ódio daquele que rouba.



Falamos sobre a corrupção, como se ela fosse exclusiva daqueles que detêm o poder. Mas esquecemos que a ambição desmedida que a gera, muitas vezes vive dentro de nós, mesmo que em menores proporções.



Comentamos sobre famílias desfeitas por egoísmo, e achamos que o nosso próprio egoísmo é justificável pois, afinal, temos as nossas necessidades.



Adiamos, quase sempre, o início de um trabalho voluntário, com a desculpa de não termos tempo, e nos esquecemos de desenvolver em nós a caridade, a fraternidade, a compaixão, o real amor ao próximo.



Nossos piores inimigos estão em nós mesmos, como disse Jesus, e já é tempo de os reconhecermos. Somente assim poderemos travar nossa batalha pessoal contra eles, na qual a principal arma é o amor.



O Sermão da Montanha é um verdadeiro chamamento feito por Jesus que, desde então, espera pacientemente que O escutemos.E você? Já O escutou de verdade? Já leu com atenção aquelas belas palavras? Já abriu os ouvidos e o coração em busca da única vitória que realmente interessa: a vitória sobre nós mesmos e nossas imperfeições morais?Pense nisso.



Redação do Momento Espírita com base no cap. 6, do livro A mensagem do Amor Imortal,pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal