terça-feira, maio 05, 2009



A mulher mãe

Por Momento Espírita




O mês de maio é dedicado às mães.



Tudo começou nos Estados Unidos, com Anna Jarvis.



No segundo domingo de maio de 1907, ela resolveu transferir para todas as mães do mundo a homenagem que seus amigos prestavam para sua própria mãe, Anna Reeves Jarvis.



A idéia foi abraçada em nosso país em 1919, mas somente em 1932, por Decreto Presidencial, passou a se dedicar o segundo domingo de maio para se homenagear as mães.



O interessante, no episódio, é que alguns de nós nos recordamos que temos mãe somente no dia em que o calendário assinala.



E, contudo, mãe é uma personagem fundamental em nossas vidas.



O cineasta espanhol Pedro Almodóvar narra suas experiências com sua mãe.



Diz se lembrar dela em todos os momentos de sua vida. Recorda como ela era extremamente criativa. Uma pessoa de iniciativa.Em uma época que viveram num pequeno povoado espanhol onde a vida era difícil, porém barata, sua mãe começou a trabalhar como leitora e escrevedora de cartas.Com o que ganhava complementava o salário do marido.



O menino Pedro, à época com 8 anos, começou a observar que o texto que a mãe lia não correspondia ao que estava no papel.Parte ela inventava.



As vizinhas nem tomavam conhecimento disso, porque o inventado era algo que preenchia aquelas vidas.



Ela acrescentava uma observação de carinho, de afeto que a carta não trazia.



Era como se ela preenchesse as lacunas das cartas para tornar aquelas vidas sofridas mais alegres.



Os improvisos passaram a falar mais alto para o menino Pedro. Continham uma grande lição.Estabeleciam a diferença entre a ficção e a realidade e o quanto a realidade necessitava da ficção para ser completa, mais agradável, mais fácil de se viver.



Possivelmente por passar a olhar a vida por este ângulo, escolheu a carreira de cineasta.



Todos nós percebemos, às vezes somente depois que elas se vão, que as mães são extremamente importantes.



Não necessitam, verdadeiramente, fazer nada de especial para serem essenciais, importantes, inesquecíveis, didáticas.



Elas simplesmente o são.



Quem não se recordará das primeiras lições aprendidas com aquela personagem única?



Quem não haverá de se lembrar com emoção das noites de mal estar em que ela ficou sustentando-nos o corpo contra o seu, num aconchego de carinho?



A primeira ida ao colégio, a mão protetora.



O afago no dia da desilusão da perda de um jogo na escola.



O enxugar das nossas lágrimas no dia do insucesso na peça teatral, em que esquecemos o texto e vimos a turma toda a nos olhar, em expectativa.


* * *


Há sempre renúncia na mulher que opta por ser mãe.



No anonimato da sua abnegação, ela permanece vigilante aos deveres assumidos com alegria junto ao filho.



Frutos do seu devotamento, conseguimos vencer a noite do tempo e brilhar no mundo.



Enquanto as mães se multiplicarem no mundo podemos guardar a certeza do descortinar de um futuro melhor para a Humanidade.



Redação do Momento Espírita, com base no artigo O último suspiro,de Pedro Almodóvar, publicada em Seleções Reader´s Digest,maio.2000 e no cap. 2 do livro Terapêutica de emergência, deEspíritos diversos, psicografado por Divaldo Pereira Franco,ed. Leal.



Ação da Prece

André Luiz



Você é o lavrador, O outro é o campo.


Você planta. O outro produz.


Você é o celeiro. O outro é o cliente.


Você fornece. O outro adquire.


Você é o ator. O outro é o público.


Você representa. O outro observa.


Você é a palavra. O outro é o microfone.


Você fala. O outro transmite.


Você é o artista. O outro é o instrumento.


Você toca. O outro responde.


Você é a paisagem. O outro é a objetiva.


Você surge. O outro fotografa.


Você é o acontecimento. O outro é a notícia.


Você age. O outro conta.


Auxilie quando puder.Faça o bem sem olhar a quem


Você é o desejo de seguir para Deus.


Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte.


O criador atende às criaturas, através das criaturas


É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros.



Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito André Luiz. Livro: "O Espírito da Verdade" - Edição: FEB



Não digas que a grandeza de Deus te dispensa do bem a realizar.


Emmanuel




Deus é a Luz do Universo,mas podes acender uma vela e clarear o caminho para muita gente dentro da noite.



Deus é o amor, entretanto,onde a necessidade apareça, aguardas o privilégio de oferecer a migalha de socorro que comece a restaurar o equilíbrio da vida.



Lembremo-nos de que Deus pode fazer tudo,mas reservou-nos algo para realizar, por nós mesmos, de modo a sermos dignos de Seu nome.




Extraído do Livro das Respostas - EmmanuelPsicografado por Francisco Candido Xavier

segunda-feira, maio 04, 2009



Um ótimo dia

Momento Espírita




Quase todos nós costumamos iniciar o dia nos dirigindo àqueles com quem moramos, trabalhamos ou estudamos, com duas palavras, quase mecânicas: Bom dia.Será que realmente paramos para pensar no que falamos?



Será que nos esforçamos para viver um bom dia e para proporcionarmos aos outros o mesmo?



Talvez um verdadeiro bom dia seja aquele no qual nossos primeiros pensamentos sejam os de agradecer a noite dormida, e a oportunidade de acordar para um novo dia.



Esses pensamentos, na forma de uma oração silenciosa, podem ser feitos enquanto nos levantamos, enquanto colocamos a água para o café, enquanto acordamos nossos familiares.



Um bom dia pode começar com uma simples e adequada refeição, em respeito ao nosso corpo que dela precisa, sem correrias ou jejuns tão prejudiciais à saúde.



Que tal, ao invés do rádio, com notícias por vezes inquietantes, abrirmos a janela para vermos, nós mesmos, como está o tempo?



Seja a chuva tão necessária, ou o sol tão acolhedor, recebidos por nós com um sorriso.



Ao invés de enfrentar o trânsito, que façamos parte dele, entendendo que assim é a vida na cidade.



Ninguém precisa reagir às atitudes erradas dos outros, apenas entendamos que eles ainda não evoluíram nesse item.



Se usamos o transporte coletivo, procuremos ser gentis com todos, com destaque para os mais velhos e com quem necessita de atenções especiais, não agindo como parte de uma massa, mas, sim, como um indivíduo.



Um bom dia, no trabalho ou no estudo, significa dedicação, mesmo que a tarefa não nos agrade.



Cumpramos nossa obrigação com alegria.



Sejamos um exemplo.



Um bom dia no trabalho ou no estudo pode significar ajudar alguém, afinal, talvez amanhã precisemos ser ajudados.



Um bom dia no estudo significa respeitar o professor que, naquele momento se dedica a nós, e aproveitar ao máximo o aprendizado.



Um bom dia continua, em nossa volta para casa, com gentileza e paciência, sem reclamações sobre a lentidão nas ruas, ou sobre a demora do ônibus.



Uma boa leitura, ou uma música de qualidade podem ser uma opção.



De volta ao convívio com os familiares, perguntemos a eles como foram suas atividades, e como eles estão.



Façamos as refeições juntos, sem televisão, computador ou telefone interrompendo nosso diálogo.



Um bom dia pode terminar com uma boa leitura ao invés de noticiários inquietantes, novelas com mensagens distorcidas, ou programas que nada nos tragam de bom e que servem apenas para passar o tempo.



Devemos relaxar, sim, ao final do dia, mas o façamos de modo edificante, entendendo que todos os momentos devem ser aproveitados para nossa evolução.



Um bom dia pode ser finalizado com uma reflexão do que fizemos de bom, do que poderíamos ter feito diferente, do que fizemos para fazer a diferença.



E, enfim, que o dia termine com uma oração, agradecendo as oportunidades que tivemos, e pedindo por uma boa noite de repouso, certos de que o próximo será, novamente, um ótimo dia!



Pensemos nisso.



Redação do Momento Espírita.