domingo, novembro 01, 2009




O que ocorre com os que desencarnam?



De acordo com as conclusões de Ernesto Bozzano expostas em seu livro“A Crise da Morte”, eis os 12 detalhesfundamentais a respeito do que ocorre no fenômeno da desencarnação, a cujo respeito se acham de acordo os Espíritos:

Os Espíritos se encontram novamente, na vida espiritual, com a forma humana.

Todos eles, após a morte, ignoram durante algum tempo que estão mortos.

Eles passam, no curso da crise préagônica, ou pouco depois, pela prova da
reminiscência dos acontecimentos da existência ora encerrada.

Todos eles são acolhidos no mundo espiritual pelos Espíritos das pessoas de
suas famílias ou de seus amigos mortos.

Quase todos passam, após a morte, por uma fase mais ou menos longa de “sono reparador”.

Todos se acham num meio espiritual radioso e maravilhoso (no caso de mortos
moralmente normais) e num meio tenebroso e opressivo (no caso de mortos
moralmente depravados).

Todos reconhecem que o meio espiritual é um novo mundo objetivo, real, aná
logo ao meio terrestre espiritualizado.

Eles aprendem que isso se deve ao fato de que, no mundo espiritual, o pensamento constitui uma força criadora, por meio da qual o Espírito existente no “plano astral” pode reproduzir em torno de si o meio de suas recordações.

Todos ficam sabendo que a transmissão do pensamento é a forma da linguagem espiritual, embora certos Espíritos recém-chegados se iludam e julguem conversar por meio da palavra.

Eles verificam que, graças à faculdade da visão espiritual, se acham em estado
de perceber os objetos de um lado e outro, pelo seu interior e através deles.

Todos eles aprendem que podem transferir- se temporariamente de um lugar
para outro, ainda que muito distante, por efeito apenas de um ato da vontade, podendo também passear no meio espiritual ou voejar a alguma distância do solo.

Os Espíritos dos mortos gravitam fatalmente e automaticamente para a esfera
espiritual que lhes convém, por virtude da “lei de afinidade”. (Obra citada, p. 164 a 166.)


FONTE: Jornal O Imortal. Disponível em <http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/oimortal/2006/Novembro_2006.pdf>> Acesso: 01 NOV. 2009.


Túmulo de Kardec, no cemitério Père-Lachaise de Paris



O Dia de Finados na Visão Espírita



A origem do dia de Finados nos leva ao ano de 998, há mais de 1.000 anos, quando o abade da Ordem dos Beneditinos em Cluny, França, instituiu em todos os mosteiros da Ordem naquele país a comemoração dos mortos, a 2 de novembro, culto que a Santa Sé aplaudiu e oficializou para todo o Ocidente.

Será que os “mortos” ficam sensibilizados ao nos lembrarmos deles?

O Espiritismo afirma-nos que sim. Eles ficam contentes e sensibilizados com a lembrança dos seus nomes.

Se são felizes, essa lembrança aumenta sua felicidade;se são infelizes, isso constitui para eles um alívio.

No dia consagrado aos mortos,eles atendem ao apelo do pensamentodos que buscam orar sobre seus despojos, como em qualquer outra ocasião.

Nessa data, os cemitérios ficam repletos de Espíritos, mais do que em outros dias, porque evidentemente há em tais ocasiões um número maior de pessoas que os chamam.

É um erro,contudo, pensar que é a multidão de curiosos que os atrai ao campo santo;cada um ali comparece por causade seus amigos e não pela reunião dos indiferentes que, muitasvezes, visitam os cemitérios comomaneira de passar o tempo.

O túmulo de Kardec, no cemitério Père-Lachaise de Paris (foto), é um dos que atraem turistas de todo o mundo, espíritas e não-espíritas.

Não é, porém, indispensável comparecer ao cemitério para homenagear o ente querido que partiu.

A visita ao túmulo é um modo de manifestar que se pensa no Espírito ausente – serve de imagem, mas é a prece que santifica o ato de lembrar, pouco importando o lugar, se ela é ditada pelo coração.

Este jornal, como já procedeu no ano passado, dedica esta página aos nossos “mortos” queridos, oferecendo ao leitor os textos ao lado que buscam esclarecer como o Espiritismo vê o fenômeno da morte e o descreve.



FONTE: O IMORTAL. Disponível em <
http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/oimortal/2006/Novembro_2006.pdf> Acesso : 01 NOV. 2009
Desejo sempre poder homenagear meus entes queridos nos "meus espaços" e não à beira de um túmulo vazio.Dedico essas rosas aos meus entes amados que partiram para a Pátria Espiritual e também aos entes queridos de todos que acessam este espaço. Que Jesus os envolvam em Suas Vibrações de muita Paz !

Saudades


Momento Espírita


De todas as dores da Humanidade, possivelmente a mais aflitiva seja a que se constitui na separação dos afetos pelo fenômeno da morte.


Embora todos saibamos que a morte é a etapa final dos que vivem na Terra, não nos preparamos para recebê-la. Eis porque ela sempre nos surpreende, esfacelando-nos o coração em tortura moral.




Para os que acompanham o féretro até o que se denomina a última morada do corpo de carne deveria ser o momento de acuradas reflexões.




O que existe, afinal, para além do túmulo? Para onde vão as almas dos que se foram, abraçados pelo sono da morte? Como diluir a dor da separação?




Que existe vida além desta vida já foi suficientemente comprovado.




Seja pela revelação religiosa que, desde os tempos imemoriais se refere ao Espírito imortal, seja por ramos da ciência médica e psicológica que apresentaram estudos variados, concluindo pela existência de um mundo invisível, onde vivem os que deixam o corpo carnal.




Jesus, o Mestre excelso, provou mais de uma vez que a morte é uma ilusão dos sentidos físicos. No Tabor, ao Se transfigurar, frente aos olhares atônitos de Pedro, Tiago e João, apresenta-Se tendo ao lado direito e esquerdo as figuras veneráveis do legislador hebreu Moisés e do profeta Elias.




Ora, ambos haviam vivido entre os hebreus há muitos séculos.




Contudo, ali se apresentaram tão vivos que Pedro cogitou de erguer tendas para que eles as habitassem, ali mesmo no monte Tabor.




Jesus, após Sua morte infamante na cruz, apresentou-Se aos Apóstolos e aos discípulos variadas vezes, em ambientes fechados e ao ar livre, demonstrando que prosseguia vivo.




Os que morrem continuam vivendo, no mundo que lhes é próprio, o espiritual, que somente não detectamos pela grosseria de nossa visão material.




A prova de que prosseguem vivos a temos nos sonhos em que com eles nos encontramos, trocamos confidências, amenizamos as saudades.




Essas são as experiências individuais de todos nós.




Apesar de tudo, a saudade se alonga nos dias, tanto mais forte quanto mais se demoram os meses e se amontoam os anos.




Por isso, somente a oração pode lenificar a longa saudade. Quando oramos a Deus pelos que partiram, eles nos sentem as vibrações, quais se fossem abraços de carinho e na mesma intensidade, os retribuem, pelos fios do pensamento.




Um dia, logo mais, haveremos de nos reencontrar na Espiritualidade, quando transpusermos os umbrais da morte. Então, diremos adeus aos que permanecem, para recebermos um olá, você chegou! Dos que nos precederam e nos virão receber no portal da tumba.




* * *




Existem inúmeros livros que falam da vida para além desta vida.




Dr. Raymond A. Moody Jr. escreveu livros acerca de suas investigações do fenômeno da sobrevivência à morte física.



São relatos de criaturas que tiveram experiências de quase morte e retornaram contando do que ouviram, dos seus contatos, testemunhando pois que há vida depois desta vida.


Redação do Momento Espírita.


Disponível em <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2408&stat=0>



E a vida prossegue...


Momento Espírita



Quem de nós já não experimentou a súbita ausência de um ente querido?


Quem de nós já não sentiu profunda saudade de um afeto que, não estando mais no mundo corpóreo, deixa uma aparente lacuna em nossa vida?


Mesmo expressando fé em palavras ou em muitas de nossas atitudes, a tristeza da falta do contato, da ausência do sorriso, da impossibilidade de um abraço acaba por nos fazer agir com imensa tristeza diante da morte.


Não é fácil se despedir de um ente querido, mesmo idoso ou longamente doente, quando já nos era sabido que a ausência física ocorreria em breve.


Com certeza, a ausência aparentemente definitiva daquele a quem demos apenas um até logo é muito mais difícil de entender ou aceitar.


A mãe que recebe a notícia da morte de um filho que deveria, em algumas horas, estar de retorno ao lar deverá encontrar forças imensas para ir adiante.


O esposo que descobre que a amada esposa não chegará daquela viagem, possivelmente tem a sensação de que o chão lhe treme.


Mas, por que será que a morte não é por nós vista como um adeus temporário? Por que a certeza da sobrevivência da alma ou Espírito, tão comum entre diversas religiões, não nos dá consolo imediato?


Sabemos que o que chamamos de morte é apenas a morte do corpo físico, pois o Espírito ou alma é eterno, e esta crença é verdade para grande parte da Humanidade.


Acostumados a valorizar a vida material acabamos por dar um grande valor à morte física, nos esquecendo frequentemente de que ela é só do corpo, jamais do Espírito.


Se realmente temos fé, se realmente nossa crença está alicerçada no coração e na mente, o consolo virá e será mais facilmente aceito.


Deus, em sua infinita bondade e justiça, não interromperia a vida física de um jovem sem um motivo; não afastaria, de modo aparentemente irremediável, um ente da família sem uma razão.


O que ocorre é que, vivendo em um corpo físico, nosso Espírito não lembra dos momentos em que, com alegria e determinação, participou de sua programação de vida, incluindo o tempo que esta duraria.


Lembramos, então, da necessidade de uma fé sólida e inabalável, que pode e deve ser questionada, para que possa ser vivenciada de maneira consciente, mas jamais esquecida.


Francisco Cândido Xavier, o grande médium reconhecido e respeitado mundo afora, nos trouxe, através da sua mediunidade psicográfica, inúmeras notícias do outro lado, nos dando provas de que a vida prossegue, e que os sentimentos continuam.


Muitas famílias tiveram a felicidade de saber que seus amores continuavam vivos, em outro plano, e que o sentimento de amor sobrevivera à separação física.


Não foram poucas as mensagens pedindo que não houvesse tristeza, pois esta podia ser sentida por quem morrera e, frequentemente, lhe dificultava o caminhar.


Os sentimentos, sejam alegres ou tristes, são percebidos por nossos amores em outro plano e eles sentir-se-ão tristes ou felizes, tal qual nós, deste lado, sentimos.


A tristeza é normal no primeiro momento, a saudade perfeitamente aceitável mas, jamais o desespero, a revolta, a procura infindável de um responsável.


A oração, instrumento acessível a qualquer pessoa, independentemente de sua crença, é valioso meio de buscarmos forças e de enviarmos nossos sentimentos de amor a quem já partiu deste plano físico.


Redação do Momento Espírita.


Disponível em <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2407&stat=0>