terça-feira, fevereiro 23, 2010



Significado da vida


Momento Espírita


Você já se perguntou qual o significado da sua vida? Para que você vive, trabalha, corre tanto, educa filhos, estuda, e tantas outras coisas?


Muitos de nós pouco paramos para pensar nessas coisas. Ou por falta de hábito ou por imaginar que não vale a pena parar para pensar nessas questões, e apenas vamos seguindo.


Seguimos buscando saciar necessidades básicas, preocupados com o comer, o dormir, o sustento próprio e o sustento dos seus, como se cada vida tivesse apenas um significado fisiológico e nada mais.


Vivendo assim, qual a diferença que haverá entre nossa vida e a vida dos irracionais?


Eles também se preocupam com essas questões.


A vida é valiosa demais para se restringir somente ao que diz respeito ao corpo, às necessidades do corpo ou aos prazeres a ele vinculado.


Como temos uma natureza espiritual, há a necessidade de se buscar um significado para a vida, que diga respeito também às questões da alma.


Não somos feitos somente de um corpo físico. Habitamos um corpo físico a fim de levar a cabo nossa experiência terrena.


Nossa alma preexistia antes do nosso corpo ser formado no ventre materno, assim como continuará a existir após o processo da morte desse corpo.


Assim, durante esse período em que estamos aqui em nosso planeta, vivenciando mais uma vez a experiência de estarmos reencarnados, não podemos esquecer nossa essência, sob pena de imputarmos, a nós mesmos, dificuldades maiores.


Quando os momentos de decisões graves na vida se fizerem, quando os dias de desafios chegarem, antes de optar por algum caminho, antes de definir ações, levemos em consideração as coisas da alma.


Jamais pautemos nossa vida somente pelas coisas que brilham aos olhos, esquecendo das que falam à alma.


Em um mundo onde as preocupações do ter muitas vezes são maiores do que as do ser, é necessário refletir qual efetivamente é o significado de estar vivendo, de estar reencarnado.


Jesus nos alerta a respeito, recomendando não nos preocuparmos com juntar tesouros que a ferrugem corrói, ladrões levam ou traças comem mas, sim, buscar tesouros que possamos guardar na intimidade do coração.


* * *


Quais os valores que elegemos para nossa vida?


A resposta a essa pergunta dirá qual o significado que damos a ela.


É sabedoria pautar a vida com a ponderação de quem sabe que está no mundo, porém a ele não pertence, posto que a morte nos levará de retorno à verdadeira pátria, o mundo espiritual.


Desta forma, vigiemos as fontes do nosso coração, para que lá possamos encontrar valores e estruturas para alimentar e cuidar não somente do corpo físico, mas sobretudo da alma, fonte verdadeira da vida.


Redação do Momento Espírita


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2531&stat=0>


segunda-feira, fevereiro 22, 2010



Semeie a alegria


Para viver bem...


Reflita.


A Lei de Ação e Reação, muito conhecida dos espíritas e dos adeptos de várias religiões, deve ser entendida na sua amplitude.


A misericórdia divina é infinita e dá, a casa um de nós, por intermédio da reencarnação, a oportunidade de reconstruir o que, por vezes, destruímos no passado.


Adotando a fraternidade como norma de conduta, moldaremos, no presente, um futuro melhor.


Não é maravilhoso?


Se você quer vivenciar a paz, a harmonia, a saúde, a felicidade, plante essas sementes em outros corações.


Agindo assim, desde já estará preparando a farta colheita do futuro.


Humberto Pazian - Texto extraído do livro Para viver bem... página 156-Editora Petit



Conquistas


Momento Espírita



Em seu livro “O coração de um campeão”, Bob Richards, detentor de algumas medalhas olímpicas, fala da importância de se acreditar nos sonhos e lutar por eles.


E, para ilustrar, narra um episódio acontecido com o famoso atleta Charley Paddock.


Certo dia, Paddock fazia uma palestra num ginásio de Cleveland, e a certa altura disse: “quem sabe, talvez, haja aqui alguém que um dia vá ganhar provas numa olimpíada.”


Encerrada a assembléia dos alunos, aproximou-se dele um jovem negro, magricela, de pernas finas, que estivera sentado ao fundo do salão, e lhe disse timidamente: “eu daria tudo para ganhar uma corrida importante algum dia.”


Paddock olhou para ele e respondeu calorosamente: “e você pode, meu filho. Basta que faça disso sua meta de vida e dê tudo de si para alcançá-la.”


E em 1936, aquele jovem, cujo nome era Jessie Owens, ganhou várias medalhas de ouro nas olimpíadas de Berlim, e quebrou diversos recordes.


Adolf Hitler, ao saber de seu maravilhoso desempenho, ficou furioso, pois a realização do sonho daquele jovem, representou um duro golpe para o louco sonho do ditador, de criar uma raça ariana superior.


Quando Jessie Owens voltou para os Estados Unidos teve uma recepção festiva nas ruas. Naquele dia, outro rapazinho negro, de pernas finas, conseguiu comprimir-se entre a multidão, chegou perto dele e disse: “eu gostaria muito de correr numa olimpíada quando crescer!”


Jessie lembrou-se do que lhe acontecera, apertou a mão do garoto e respondeu: “sonhe alto, meu filho. E dê tudo de si para chegar lá.”


Em 1948, era o rapazinho, Harrison Dillard que ganhava medalhas de ouro nos jogos olímpicos daquele ano.


Por sua vez, um estudante, entusiasmado com tudo isso, estava treinando o salto em altura, preparando-se para um campeonato estadual. Após cada salto, seu técnico elevava um pouco mais o sarrafo.


Afinal ele colocou na altura do recorde da prova. O rapaz protestou: “ah, não. Como é que vou saltar essa altura?” Ao que o treinador replicou: “atire o coração por cima do sarrafo e seu corpo irá junto.”


***


Todos os que lutam, reconhecem que os sonhos têm força propulsora. Por isso, restaure os sonhos que se frustraram, realize os que ainda não foram realizados e reformule os sonhos com defeito.


Sobretudo, não esqueça que se você tem capacidade para conquistar os seus sonhos, também tem a força de vontade necessária para reformular o seu caráter.


Pense nisso, e aja ainda hoje, enquanto é tempo!


Invista em você mesmo!

Equipe de Redação do Momento Espírita.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=158&let=&stat=0>


domingo, fevereiro 21, 2010



Vibrações compensadas

Martins Peralva

Sintonia significa, em definição mais ampla, enten­dimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equiva­lência.


Quando dizemos que «Fulano sintoniza com Beltra­no», referimo-nos, sem dúvida, ao perfeito entendimento entre ambos existente.


Sintonia é, portanto, um fenômeno de harmonia psí­quica, funcionando, naturalmente, à base de vibrações.


Duas pessoas sintonizadas estarão, evidentemente, com as mentes perfeitamente entrosadas, havendo, entre elas, uma ponte magnética a vinculá-las, imantando-as profundamente.


Estarão respirando na mesma faixa, intimamente associadas.


Estudemos o assunto à luz do seguinte diagrama:


SINTONIA, RESSONÂNCIA, VIBRA­ÇÕES COM­PENSADAS

Sábios = {ideais superiores, assuntos transcendentes = {ciência, filosofia, religião, etc.

Índios = {Objetivos vulgares, assuntos triviais. = {caça, pesca, lutas, presentes, etc.

Árvores = {Maior vitalidade, melhor produção. = {Permuta dos princípios germinativos quando colocadas entre companheiras da mesma espécie.

Pelo exame desse esquema, notaremos que tudo den­tro do Universo, por conseguinte dentro do nosso orbe, funciona e movimenta-se na base da sintonia, ou seja, da mútua compreensão.


Exemplifiquemos: o sábio, de modo geral, não se detém, indefinidamente, para trocar idéias sobre assuntos transcendentes com o homem rude do campo, nada fa­miliarizado com questões científicas ou artísticas, que demandam longos estudos.


Seria rematada tolice afirmar-se que o astrônomo, o físico, o jurisconsulto, o matemático, o biologista ou o cientista consagrado a problemas atômicos possam en­contrar, no índio ou no homem inculto, elemento ideal para as suas tertúlias.



Os seus companheiros de pales­tras serão, sem dúvida, outros sábios.


A seu turno, o silvícola das margens de Kuluene preferirá, sem dúvida, entender-se e confabular com os companheiros de taba que lhe falam da pesca ou da caça, das próximas incursões ao acampamento inimigo ou de espelhos, facões e ornamentos que as expedições civilizadoras possam levar-lhe aos domínios.


O assunto foi aclarado pelo instrutor Albério, no capítulo Estudando a Mediunidade.Neste capítulo, procuramos, apenas, torná-lo ainda mais compreensível ao entendimento geral, extraindo, por fim, as conclusões de ordem moral cabíveis, considerando a finalidade sobretudo evangélica do presente trabalho.


Esclarece, o referido instrutor, que as próprias ár­vores não prescindem do fator sintonia.Serão dotadas de maior vitalidade e produzirão mais, se colocadas ao lado de companheiras da mesma espécie. Exemplo: Plan­tando-se laranjas entre abacaxis ou jaboticabas, as la­ranjeiras produzirão menos do que se a plantação fosse só de sementes de laranja, formando um laranjal.A permuta dos princípios germinativos assegura-lhes robustez e verdor, garantindo-lhes, consequente­mente, frutificação mais abundante.


Como notamos, o problema da sintonia não está ausente das próprias relações no reino vegetal.Uma árvore precisa de outra ao lado, da mesma espécie, para que ambas, reciprocamente alimentadas, se cubram de folhas viçosas e flores mais belas e, dentro da função que lhes é própria, embelezem a Natureza, enriqueçam e nutram o homem.


Acentuando tal fato, o irmão Albério, prelecionando magistralmente, recorre, com sabedoria, à mecânica ce­leste, para demonstrar que idênticos princípios magné­ticos regem também as relações do mundo cósmico, sem dúvida não apenas na órbita planetária terrestre, mas noutros planos, mais ou menos evolvidos.


Vamos dar a palavra ao esclarecido mentor:


“Cada planeta revoluciona na órbita que lhe é assinalada pelas leis do equilíbrio, sem ultrapassar as linhas de gravitação que lhe dizem respeito.”


Demonstrado, assim, de forma irretorquível, que em tudo funcionam e operam, invariàvelmente, o fator «Sin­tonia e o elemento (ressonância), recordemos, ainda com o instrutor Albério, o aspecto de maior relevân­cia, consubstanciado na interdependência entre as almas, encarnadas ou desencarnadas, no tocante ao problema evolutivo.


Há grupos de Espíritos, ou consciências, evoluindo simultaneamente.


Alimentam-se reciprocamente.


Nutrem-se mutuamente.


Fortalecem-se uns aos outros, em verdadeira «com­pensação vibratória».


As vezes, tais Espíritos se vêem privados da indes­critível felicidade de prosseguirem, juntos, a mesma mar­cha, por desídia de alguns.


É que os preguiçosos vão ficando para trás, à ma­neira de alunos pouco aplicados, que perdem de vista, por culpa própria, os estudiosos.


Não podem acompanhar aqueles que, em virtude de notas distintas e merecidas, nos exames finais, são na­turalmente transferidos para cursos mais adiantados.


Bem sabemos que a Terra é o Grande Educandário. É bem verdade que, quando há muito amor no co­ração dos que progrediram mais ràpidamente, embora recebessem as mesmas aulas e estivessem submetidos à mesma disciplina, o espírito de abnegação e renúncia fá-los retroceder, em tarefas sacrificiais, a fim de esten­derem as mãos, plenas de luz, às almas queridas que, invigilantes, se perderam nos escuros labirintos da in­dolência.


Esperar, todavia, cômodamente, tal amparo, ao pre­ço de tremendos sacrifícios dos mensageiros do bem, seria reprovável conduta.


A Doutrina Espírita, exaltando o esforço próprio, dignifica a pessoa humana. Converte-a num ser respon­sável e consciente que, esclarecendo-se, deseja e procura movimentar, sob a égide santa e abençoada do Senhor da Vida, as próprias energias, os próprios recursos evolutivos latentes no Íntimo de todo ser humano.


Em virtude de impositivos superiores, a que não conseguem fugir, muitos instrutores espirituais se vêem compelidos a abandonar, temporariamente ou em defini­tivo, os seus tutelados, especialmente os que imprimiram à própria vida, nos labores renovativos, o selo da irresponsabilidade e da má vontade, em lastimável desapreço aos talentos que Jesus lhes confiara.


Os médiuns, portanto, que desejam, sinceramente, enriquecer o coração com os tesouros da fé, a fim de ampliarem os recursos de servir ao Mestre na Seara do Bem, não podem nem devem perder de vista o fator «autoaperfeiçoamento».


Não devem perder de vista os estudos doutrinários, base do seu esclarecimento.


Não podem, de forma alguma, deixar de nutrir-se com o alimento evangélico, tornando-se humildes e bons, devotados e convictos, a fixa de que os modestos encar­gos mediúnicos de hoje sejam, amanhã, transformados em sublimes e redentoras tarefas, sob o augusto patrocínio do Divino Mestre, que nos afirmou ser o pão da vida» e a «luz do mundo».


Abnegação e perseverança, no trabalho mediúnico, mantêm o servidor em condições de sintonizar, de modo permanente, com os Espíritos Superiores, permutando, assim, com as forças do Bem as divinas vibrações do amor e da sabedoria.


Estabelecida, pois, esta comunhão do medianeiro com os prepostos do Senhor, a prática mediúnica se consti­tuirá, com reais benefícios para o médium e o agrupa­mento onde serve, legítima sementeira de fraternidade e socorro.


PERALVA, Martins .Estudando a mediunidade.