sexta-feira, março 05, 2010



Perfil do otimismo


Momento Espírita



Quando as andorinhas, bailarinas ligeiras, dançam no ar, coloridas pelos últimos raios do sol poente, o suave calor da primavera anuncia a chegada alegre das flores e da renovação da vida.


Arrebentam-se as fendas dos velhos muros e morros cansados, deixando que os vegetais surjam em variado verdor e os campos largos se exibam com matizados em festa inigualável.


As mãos mágicas do Celeste Pintor saem derramando tintas e perfumes embriagadores em todo lugar, confirmando seu inefável amor por Suas criaturas.
Os córregos cantam com as águas apressadas e as cachoeiras arrebentam cristais nas pedras resignadas, que os recebem felizes.


Há uma revolução geral, e os dias frios partem, deixando as lembranças tristes sepultadas sem saudades.


Revoadas de aves alegres, incessantemente, bordam os céus com imagens sucessivas de beleza incomum.


A primavera é o otimismo da natureza cantando o poema da estesia de Deus. Enquanto se repita, a aliança de amor permanece entre o homem descuidado e seu Pai zeloso, sustentando a esperança.


Apesar disso, muitas criaturas desanimadas deixam de fitar a claridade do dia primaveril, mergulhadas na noite das suas paixões.


Preferem olhar o chão onde permanece o lodo, a contemplar o alto onde fulguram as estrelas. Por isso, tornam-se torpes, amarguradas, perturbadoras.


A vida humana, qual ocorre com a da natureza, passa por quadras variadas que se sucedem em ordem de grandeza, servindo uma de base à outra, indispensáveis à harmonia de conjunto.


A noite, que convida ao repouso, enseja a reflexão para o dia, que propicia a ação.


O inverno, que parece destruidor, também enseja a preservação da energia, que estrugirá em vida na primavera.


A criatura humana é o mais grandioso investimento de Deus na Terra, e ser otimista quanto ao futuro, mesmo que haja dificuldades no presente, é o mínimo que lhe cabe, como afirmação da sua realidade e gratidão ao seu Criador.


Quem pretende conservar tristeza no coração, encontrará sempre motivos falsos para sustentá-la, acalentando a queixa, cultivando a desdita e nutrindo-se da insatisfação.


O otimismo é gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue, impulsionando ao avanço, à alegria fomentadora da ação.


Cultivando-o nos sentimentos, adquire-se visão para penetrar o lado oculto ou sombrio das ocorrências e entusiasmo para não desfalecer ante os primeiros insucessos da marcha, prelúdios das vitórias futuras.


Quem não possui capacidade para sustentar com valor os embates fracassados, não tem condições para viver as grandes e decisórias batalhas.


Nos céus dos que amam e confiam em Deus com otimismo, sempre haverá andorinhas bailando em prenúncio de gloriosas primaveras.


* * *


O homem deve impor-se a tarefa de abrir janelas de otimismo nas salas onde dominam tristezas e arejar espaços escuros de pessimismo mediante o aroma da esperança.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. Perfil do otimismo, do livro Perfis da vida, pelo Espírito Guaracy P. Vieira, psicografia de Divaldo P. Franco, ed. Leal, e no verbete Otimismo, do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo P. Franco, ed. Leal.Disponível no CD Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=791&stat=3&palavras=bailarina&tipo=p>


quarta-feira, março 03, 2010



Um olhar puro


Momento Espírita



Em seu famoso Sermão da Montanha, Jesus afirmou que a candeia do corpo são os olhos.


Também disse que, se os olhos forem bons, todo o corpo terá luz.


Mas se eles forem maus, todo o corpo será trevoso.


A candeia era um utensílio utilizado para iluminação.


Devia ser colocada em local alto e de destaque, a fim de que sua luz se espraiasse ao longe.


Consoante antigos ditados populares, os olhos são a janela ou o espelho da alma.


Esses adágios revelam a importante correlação existente entre os olhos e a essência da criatura.


De ordinário, é preferencialmente por eles que o ser humano percebe a realidade que o cerca.


A partir dessa percepção, ordena seu sentir e seu proceder.


O que ele focaliza, o que elege como importante para prestar atenção, dá o tom de seu viver.


Como disse Jesus, se os olhos são bons, todo o corpo é luminoso.


O mundo é rico de distrações.


Sem uma orientação firme, é possível perder-se nelas e tornar-se alguém fútil.
Novelas e séries de TV, Internet e revistas são apenas alguns dos passatempos à disposição.


Não possuem nada de intrinsecamente errado, mas não constituem o objetivo da existência.


Justamente por isso, não podem consumir tempo em excesso.


O Espírito não toma um corpo de carne para se distrair, mas para se aperfeiçoar.


O tempo mais bem aproveitado é o despendido no burilamento intelectual e moral.


Em conversas instrutivas, no aconchego da família, com os amigos do coração.


Ou no aprendizado de uma língua, na meditação sobre um texto de moral ou filosofia.


Também possui grande valor a dedicação a uma causa, a atenção dada a pessoas carentes ou enfermas.


Entretanto, não é apenas com o excesso de distrações que se deve ter cautela.


Pior do que gastar tempo com banalidades é fixar a atenção em coisas deletérias.


Vive-se na Terra uma época de grande permissividade e vigora o discurso de que quase tudo é normal.


Assim, pode não parecer chocante gostar de pornografia, manter conversas picantes ou ficar acordado por conta de noitadas.


Mas é preciso cuidado com aquilo em que se fixa detidamente o olhar, para não comprometer a própria dignidade.


O gosto pela podridão, ainda que socialmente aceito, conspurca a essência do ser.


Para não ter um corpo trevoso, conforme o dizer evangélico, importa ter bons olhos.


Ou seja, focar a atenção no que de belo e puro há no mundo.


Tomar gosto por conversações e leituras sadias.


Gastar o próprio tempo em atividades construtivas e dedicar-se a obras sociais.


O resultado dessa opção pelo bem será uma formosa luz que revestirá todo o ser.

Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita.


Disponível<http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2349&stat=3&palavras=ser%20feliz&tipo=p>





SERVIDOR DE DEUS



Joanna de Ângelis



Em qualquer atividade que exerças,considera-te servidor de Deus.

Por mais humilde seja a tua profissão,ela é por demais valiosano conjunto social em que te encontras.

Cumpre com os teus deveres com alegria consciente do seu significado, do valor que eles têm e de quanto são importantes para a comunidade.

Ilhas imensas surgem nos mares, construídas por humildes ostras.

Desertos colossais resultam de pequenos grãos de areia que se acumulam.

Oceanos volumosos são nada mais do que gotinhas nágua.

A tua parcela no mundo é de grande relevância.

Portanto, trabalha com disposição e nobreza.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia do médium Divaldo Pereira Franco.




SINAIS DA VIDA



Faze de cada pedra de tropeço um degrau de tua ascensão;


de cada obstáculo com que te defrontes, um sinal de advertência;


de cada reincidência no mal um alerta para que te mantenha mais vigilante;


de cada deslize, uma lição que se repete para que não olvides a tua própria fragilidade;


de cada desilusão um convite à realidade;de cada lágrima uma lente com que melhor consigas divisar o caminho;


de cada ofensa uma nova oportunidade de aprender a superar-te;


de cada sofrimento, uma exortação para que te fortaleças na fé;


de cada mágoa recebida um exercício de esquecimento de ti mesmo;


de cada crítica incentivo ao trabalho em que deves te aperfeiçoar;


de cada ingratidão estímulo à prática do bem desinteressado;


de cada sentimento de culpa a valorização da virtude.


Irmão José


Do livro Dias Melhores :: Psicografia de Carlos A. Bacelli::Mensagem do Grupo Espírita Renascer:: Iguatama/MG