quarta-feira, outubro 27, 2010


PARÁBOLA DE JOANNA DE ÂNGELIS

 


Gosto muito da parábola de Joanna de Angelis para Divaldo Franco, contida na obra " A Veneranda Joanna de Angelis" ,com a qual Divaldo foi contemplado em uma fase em que carecia de uma palavra amiga.
 



A PARÁBOLA


Joanna de Ângelis


Em 1962, Divaldo passou por uma grande provação, ficando vários dias sem condições de conciliar o sono, hora nenhuma, o que lhe trouxera constante dor de cabeça.



Numa ocasião, não suportando mais, quando Joanna lhe apareceu, ele falou:


 
-Minha irmã, a senhora sabe que estou passando por um grande problema, uma grande injustiça, e não me diz nada?




-Por isso mesmo não te digo nada, porque é uma injustiça. E como injustiça, não tem valor, Divaldo. Tu é quem está dando valor e quem dá valor à mentira, deve sofrer o efeito da mentira. Porque, se tu sabes que não é verdade, porque estás sofrendo? Eu não já escrevi por tuas mãos :"Não valorizes o mal"? Não tenho outro conselho a dar-te.




-Mas, minha irmã, pelo menos me diga umas palavras de conforto moral, porque eu não tenho a quem pedir.




Então, ela falou:




-Vou dar-te palavras de conforto.Não esperes muito.




E contou-lhe a seguinte parábola:




-Havia uma fonte pequena e insignificante, que estava perdida num bosque.Um dia, alguém por ali passando, com sede, atirou um balde e retirou água, sorvendo-a em seguida e se foi. A fonte ficou tão feliz que disse de si para consigo:




-Como eu gostaria de poder dessedentar os viandantes, já que sou uma água preciosa!




E orou a Deus:




-Ajuda-me a dessedentar!




Deus deu-lhe o poder. A fonte cresceu e veio à borda. As aves e os animais começaram a sorvê-la e ela ficou feliz.




A fonte propôs:




- Que bom é ser útil, matar a sede. Eu gostaria de pedir a Deus que me levasse além dos meus limites, para umedecer as raízes das árvores e correr céu aberto.




Veio então a chuva, ela transbordou e tornou-se um córrego. Animais , aves, homens, crianças e plantas beneficiaram-se dela.




A fonte falou:




-Meu Deus, que bom é ser córrego! Como eu gostaria de chegar ao mar! E Deus fez chover abundantemente, informando:




-Segue, porque a fatalidade dos córregos e dos rios é alcançar o delta e atingir o mar. Vai!




E o riacho tornou-se um rio, o rio avolumou as águas.Mas, numa curva do caminho, havia um toro de madeira.




O rio encontrou o seu primeiro impedimento.Em vez de se queixar, tentou passar por baixo, contornar, mas o toro de madeira cerceava-lhe os passos.




Ele parou, cresceu e o transpôs tranquilamente.




Adiante, havia seixos, pequeninas pedras que ele carregou e outras inamovíveis, cujo volume ele não poderia remover.




Ele parou, cresceu e transpôs, até que chegou ao mar.



Compreendeste? -Mais ou menos.




-Todos nós somos fontes de Deus -disse ela. - E como alguém um dia bebeu da linfa que tu carregavas, pediste para chegar à borda, e Deus, que é amor, atendeu-te.




Quisseste atender aos sedentos, e Deus te mandou os Amigos Espirituais para tanto.




Desejaste crescer, para alcançar o mar e Deus fez que a Sua misericórdia te impelisse na direção do oceano.


Estavas feliz.


Agora, que surgem empecilhos, porque reclamas?


Não te permitas queixas.


Se surge um impedimento em teu caminho, cala, cresce, transpõe-no, porque a tua fatalidade é o mar, se é que queres alcançar o oceano da Misericórdia Divina.


Nunca mais lamentes a respeito a nada.





Fico sensibilizada quando lembro dessa parábola, pois com ela me despedi de um amigo muito querido, trabalhador da Seara Espírita , um "irmão do coração" que desencarnou precocemente, deixando muitas saudades, mas tenho a certeza de que onde estiver, sempre saberá fazer uso dos ensinamentos dessa querida Benfeitora Espíritual, que não desampara seus tutelados.


 
SANTOS,Celeste;FRANCO, Divaldo Pereira. A Veneranda Joanna de Ângelis. Salvador/Bahia:Leal .1987.



Leitor amigo, que Jesus abençoe o seu dia, a sua família,  os seus amores onde quer que se encontrem e que o perfume das flores espirituais com o qual os Amigos Espirituais sempre nos contemplam, permeie o seu caminhar...




Estrela esperança


Momento Espírita



Contam as lendas que, quando foi concluída a criação, as estrelas vieram visitar a Terra.



A estrela amarela, simbolizando as riquezas, visitou todos os recantos e voltou ao veludo escuro da noite, tomando seu lugar no firmamento.



A estrela azul, simbolizando os rios e os mares, igualmente deu um giro em todas as profundezas e retornou.



As demais estrelas simbolizando o restante da natureza, fizeram o mesmo, e todas se engastaram nos lugares definitivos onde deveriam permanecer para sempre.



Todas voltaram, menos uma, por discreta determinação do rei do firmamento.



E quando perceberam a sua ausência, os demais astros buscaram-na aflitos, de longe. Então perceberam, entre os sofredores e necessitados do mundo, a sua luz faiscando em tom verde.



Por isso, é que a esperança nunca abandona a vida.



Através de uma lenda, os poetas encontraram uma maneira de falar da esperança.



Quando a noite escura do desalento invadir a nossa vida, lembremos a suave luz da esperança que não nos deixa a sós, e recobremos o passo, no compasso da harmonia.



Quando sentirmos os ferimentos da cruz de espinhos a vergastar nossos ombros, permitamos que o brilho inapagável da esperança nos console.



Se o véu escuro da morte se estender sobre os olhos físicos dos seres amados, lembremos que a imortalidade, mensageira da esperança, vem lhes descortinar horizontes novos, no além túmulo.



Ainda que os dias de sofrimento pareçam não ter fim...



Ainda que a enfermidade anuncie que veio para ficar...



Ainda que os amigos abandonem os nossos passos, deixando-nos caminhar a sós...



Ainda que tenhamos a impressão de que o Pai Divino nos esqueceu, lembremos da sublime lâmpada da esperança, e permitamos que ela ilumine a nossa alma, plenificando-a com suave claridade, anunciando um novo alvorecer.



Lembremos sempre que, por mais escura e longa que seja a noite, o sol sempre volta a brilhar, e com ele, novas oportunidades de construirmos a nossa felicidade.



Para tanto, devemos permitir que a esperança siga conosco como portadora da chave que abre a aurora e vence o crepúsculo.

***



A esperança se apresenta em nossas vidas de várias maneiras:



Pode estar presente num sorriso...



Num olhar de ternura...



Num aperto de mão...



Num afago...



Podemos encontrá-la, ainda, na suave brisa de uma manhã de sol...



Na serenidade das gotas de chuva, caindo devagar...



No cinza escuro da paisagem crestada pela neve a anunciar que, em breves dias, tudo estará reverdecido novamente, sob os diversos matizes de cores e perfumes, mostrando que a esperança está presente, e jamais nos abandona.



Baseado no cap. IX do livro "Estesia", pág. 30 da Livraria Espírita Editora Alvorada - LEAL

Disponível www.momento.com.br 

terça-feira, outubro 26, 2010



O Amor de Deus


Momento Espírita



O amor divino se expressa em todo o Universo.


Sua presença está na leve brisa que acaricia as pétalas de uma flor, e nos vendavais que agitam ondas imensas nos oceanos.


Está no tênue sussurro da criança e também nas estrondosas explosões solares.


Está presente na luz singela do vaga-lume, que quebra a escuridão das noites silenciosas do sertão, e nas estrelas de primeira grandeza, engastadas na imensidão dos espaços siderais.


O amor divino está na florzinha singela, que espalha aroma em pequenos canteiros, e nas miríades de mundos que enfeitam galáxias nos jardins dos céus...


Os passarinhos que saltitam nos prados, cantam nos ramos e alimentam seus filhotes, dão mostras do amor de Deus.


As ondas agitadas que arrebentam nas praias, tanto quanto o filete de água cristalina que canta por entre as rochas, falam do amor de Deus.


A fera que ruge na selva e os astros que giram na amplidão enaltecem o amor divino, enquanto falam dessa cadeia que une os seres e as coisas no universo infinito.


No andar pesado do elefante e no vôo leve e gracioso do beija-flor, expressa-se o amor de Deus.


Da ferocidade da leoa em busca do alimento, à dedicação do pingüim chocando os ovos, percebe-se o amor divino.


Da leviandade do chupim, que bota seus ovos em ninho alheio, à operosidade e engenharia do joão-de-barro, notamos a presença do amor de Deus.


Nos insetos nocivos tanto quanto no exemplo de trabalho comunitário das abelhas, cupins e formigas, percebemos o amor divino.


No instinto de sobrevivência de homens, animais e plantas, está presente o amor de Deus.


Na minúscula semente que traz no íntimo o código genético de sua espécie, está contemplado o amor do Criador.


A destreza instintiva do pássaro tecelão, a graciosidade da borboleta, a habilidade inconteste dos reflorestadores alados, falam do amor de Deus.


A criança que sorri, inocente e feliz no regaço materno, e a que chora triste, sem rumo e sem lar, são a presença do Criador no mundo, com acenos de esperança.


O homem sábio, que emprega seus conhecimentos nos serviços do bem, e aquele que se enobrece no trabalho rude da lavoura, apresentam o amor de Deus, elevando a vida.


Até mesmo nas tempestades que destroem nossas flores de ilusão, vemos o convite do Criador para que plantemos em solo firme de felicidade perene.


O ar que respiramos é dádiva do amor celeste...


O amor que trazemos na alma, é herança do Criador da vida...


A esperança que alimentamos é ânfora de luz nutrindo a vida com a chama do amor de Deus.


Por fim, não há espaço algum no universo, onde não pulse o amor de Deus.


***


Na inquietude dos delinqüentes, o amor divino se faz atento...


Na dor dos aflitos, o amor de Deus é afago...


Na inocência da criança, o amor divino se mostra...


Na mansuetude dos sábios, o amor de Deus é quietude.


Na harmonia do universo, o amor do Criador repousa...


No coração de quem ama, o amor de Deus se realiza.



Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

Disponível www.momento.com.br

segunda-feira, outubro 25, 2010


PREOCUPAÇÕES


André Luiz



Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.


Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.


Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.


Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para lembrar injúria ou ingratidão.

Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".


Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.

Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.


Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.


Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.

Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que aguentou você ontem, aguentará também hoje.

 
XAVIER, F.C.Pelo Espírito André Luiz - Do livro "Sinal Verde", cap. 25, edição CEC