segunda-feira, novembro 22, 2010



PREOCUPAÇÕES

André Luiz


Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.

Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.

Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.

Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para lembrar injúria ou ingratidão.


Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".


Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.


Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.


Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.


Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.


Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que aguentou você ontem, aguentará também hoje.


XAVIER, F.C.Pelo Espírito André Luiz - Do livro "Sinal Verde", cap. 25, edição CEC



Vítimas de Nós Mesmos


Momento Espírita


Quantas pessoas do nosso convívio conseguem nos tirar do sério? Quantas pessoas que conhecemos, conseguem nos fazer perder a paciência?


Frequentemente usamos dessas expressões para justificar nossa descompostura ou desequilíbrio, ao culpar fulano ou beltrano.


Agora nos resta perguntar por que alguém consegue fazer-nos perder a paciência, ou por que alguém é capaz de provocar uma mudança em nossa atitude.


E esses nossos descontroles cotidianos acontecem em qualquer ambiente. Algumas vezes na família, outras tantas no trabalho. Ou, ainda, nas corriqueiras relações sociais.


E sempre estamos a justificar que a culpa é de alguém. Sempre estamos prontos a explicar que se não fosse essa ou aquela pessoa agir desta ou daquela forma, nada disso aconteceria.


Colocamos a culpa do descontrole em alguém, em algo e, ao nos tornarmos vítimas da situação, nada nos resta a fazer, pois afinal, o problema está nos outros e não em nós.


Mas, será que somos apenas reféns das situações, e realmente nada podemos fazer a não ser reagir a elas?


Lembremo-nos da última contenda, da última discussão na qual nos envolvemos. Nada poderíamos ter feito para evitá-la? Nada estava ao nosso alcance para que a situação fosse minimizada?


Recordemo-nos do nosso último desentendimento familiar. Será que a maneira como agimos e nos comportamos realmente era a única possível?


Ao fazermos essa breve análise, claro fica que poderíamos ter tido outras atitudes.


Poderíamos nos calar em algum momento, ao invés de soltar a palavra ácida e corrosiva. Poderíamos buscar o entendimento ao invés da provocação. Poderíamos suavizar o tom de voz ao invés dos arroubos no falar.


Porém, se optamos por agir de outras maneiras, não foi culpa de ninguém, nem de situação nenhuma. Foi apenas uma opção pessoal.


Poderíamos ter pensado antes de falar, refletido antes de agir, mas preferimos a reação à ação. Enquanto a reação é irrefletida e calca-se nos instintos, a ação é atitude pensada e amadurecida na reflexão.


Desta forma, ao dizer que perdemos a paciência, ao constatar que saímos do sério, somos responsáveis por essas atitudes. E, apenas vítimas de nós mesmos.


Jamais poderemos justificar que alguém nos faz perder a paciência. Ao contrário, somos nós que não temos a paciência suficiente para a situação que se apresenta.


Ou ainda, de maneira nenhuma poderemos acreditar que algo ou alguém nos faz sair do sério, nos faz perder a compostura.


A atitude tomada é sempre uma opção de cada um que, perante tal ou qual situação, não consegue ou não quer comportar-se de maneira mais digna ou melhor.


Assim, não mais nos permitamos ser vítima de nossas próprias atitudes ou reações.


Reflitamos antes do agir, pensemos mais detidamente antes de falar e, acima de tudo, compreendamos que todas as nossas relações sociais, por mais difíceis que nos pareçam, são lições abençoadas no aprendizado do amor ao próximo.


Redação do Momento Espírita.

Disponível em www.momento.com.br

domingo, novembro 21, 2010



Amor Fraternal

Emmanuel



"Permaneça o amor fraternal." Paulo (Hebreus, 13:1)





As afeições familiares, os laços consangüíneos, as simpatias_naturais podem ser manifestações muitos santas da alma, quando a criatura as eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.



O equilíbrio é a posição ideal.



Por demasia de cuidado, inúmeros pais prejudicam os filhos.



Por excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do desespero, defrontados pelos insaciáveis monstros do ciúme que lhes aniquilam a felicidade.



Em razão da invigilância, belas amizades terminam em abismo de sombra.



O apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.



A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas.



O homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vítima dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança. Os que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros; sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.



Afeições violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.

Na teia das reencarnações, os títulos afetivos modificam-se constantemente. É que o amor fraternal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no caminho eterno.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pão Nosso.Ditado pelo Espírito Emmanuel.17a edição. Lição 141. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.

sábado, novembro 20, 2010


Isso é Contigo


Momento Espírita



Segundo a narrativa evangélica, após ver Jesus ser condenado, Judas se arrependeu profundamente.


Ele foi ter com os sacerdotes e queria lhes devolver as trinta moedas de prata que anteriormente tinha recebido.


Compungido, afirmou:


Pequei, traindo sangue inocente.


Eles, porém, disseram:


Que nos importa? Isso é contigo.


A palavra da maldade humana é sempre cruel para quantos lhe ouvem as criminosas sugestões.


O caso de Judas demonstra a inconsequência e a perversidade dos que cooperam na execução dos grandes delitos.


O Espírito imprevidente por vezes considera e atende conselhos malévolos.


Mas, quando as consequências chegam, ele se encontra solitário.


Quem age corretamente sempre tem companheiros, se suas iniciativas são bem sucedidas, pois são muitos os que desejam partilhar as vitórias e desfrutar dos sucessos.


Contudo, raramente sentirá a presença de alguém que lhe comungue as aflições nos dias de derrota temporária.


Nesses momentos, somente sua consciência ilibada o socorrerá.


Semelhante realidade induz a criatura à precaução mais insistente.


A experiência amarga de Judas repete-se com a maioria dos homens, todos os dias, embora em diferentes setores.


Há quem ouça as delituosas insinuações da malícia ou da indisciplina.


Seja no trabalho, na vida social ou familiar.


Por vezes, o homem respira em paz, desenvolvendo as tarefas que lhe são necessárias.


Todavia, é alcançado pelo conselho da inveja ou da desesperação e perturba-se com falsas expectativas.


Passa a achar o dever ingrato.


Enamora-se de ganhos fáceis, aventuras inconsequentes ou folgas mais dilatadas.


Facilmente se convence de que faz mais do que o necessário, que é explorado e incompreendido.


Embalado nessas ilusões, consegue argumentos para desertar do dever.


Embrenha-se em labirintos escuros e ingratos, dos quais será muito difícil sair.


Quando reconhece o equívoco do cérebro ou do coração, volta-se para quem o aconselhou ou instigou.


É então que ouve a mesma frase dita a Judas, em seu momento de desespero:


Que nos importa? Isso é contigo.


Convém refletir sobre essa realidade, perante os conselheiros de plantão.


Nas complexas ocorrências da vida, a saída mais fácil raramente é a mais honrosa.


Contudo, o caminho do dever é o único que pode ser trilhado em paz.


Pouco importa que os outros aconselhem ou façam o contrário.


A responsabilidade pelo que se faz é pessoal e intransferível.


Pense nisso.

 
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 91, do livro Pão nosso, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.


Disponível em www.momento.com.br