sexta-feira, dezembro 03, 2010


Conhecendo-se...


Momento Espírita


 
Quais são suas maiores preocupações nos dias de hoje? Talvez a essa pergunta você responda que é a educação dos filhos. Outros poderão afirmar ser a violência na sociedade. Haverá, ainda, quem responda ser a manutenção do emprego.


É verdade que os desafios da vida e seus naturais compromissos nos empurram para um mar de preocupações com as coisas do mundo.


Nenhuma dessas preocupações se mostram fúteis ou não deveriam demandar nosso tempo e energia.


As responsabilidades da vida são impositivos que nos propelem ao progresso, ao aprendizado, a novas conquistas intelectuais e morais.


Porém, hoje você diria que uma de suas maiores preocupações é a de se autoconhecer? Saber o que habita no país das suas emoções é algo que a você preocupa?


Com tantos afazeres e demandas do mundo externo, muitas vezes, delegamos pouco tempo para as coisas do mundo interno.


Como se não fosse importante ou não refletisse intensamente em nosso cotidiano, relegamos os interesses do nosso mundo íntimo para o campo do esquecimento.


E a alma se ressente, pois que as emoções não são avaliadas, analisadas. Elas repercutem de maneira indiscriminada em nossa intimidade.


E, não é por acaso que as doenças da alma surgem tão frequentemente entre nós. Não que elas se gerem espontânea e rapidamente.


Quando a alma adoece, é resultado de um processo adiantado de esquecimento e abandono das próprias emoções.


Como consequência, surgem as síndromes, fobias, depressões, trazendo à tona as doenças que iniciaram, que existiam na intimidade da alma e nunca receberam a devida atenção.


Desta forma, para evitar tais situações, tenhamos sempre um tempo para nós mesmos. Um tempo para analisar nossas atitudes, nosso comportamento, nossas ações e, mais detidamente, nossas reações.


Experimentemos, ao final de um dia, antes do merecido repouso, fazer uma breve análise do que ocorreu conosco, no dia que se conclui.


Perguntemo-nos se alguém teria alguma queixa contra nós, se agimos injustamente com alguém, se praticamos alguma ação inadequada.


As nossas respostas, frente a essa análise, serão o fio condutor para o mergulho oportuno e necessário no país de nossas emoções, no campo dos nossos sentimentos.


Então nos poderemos avaliar, entendermo-nos um tanto mais e, aos poucos, nos autoconhecermos.


O passo seguinte, será o esforço do corrigir, do não repetir o erro, de não tombar nas mesmas dificuldades emocionais.


Esta será a melhor maneira de cuidarmos do nosso mundo íntimo, evitando episódios mais graves e intensos.


A nossa melhoria se dará sempre a partir do momento que iniciarmos a viagem inevitável para nossa intimidade, que nos conhecermos, conquistando-nos aos poucos.


Assim, caminharemos de maneira mais tranquila para a busca da paz e tranquilidade íntimas, evitando dificuldades maiores com as questões da alma.

Redação do Momento Espírita.

Disponível em http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2826&stat=0


quinta-feira, dezembro 02, 2010





Os que fazem a diferença


Momento Espírita



Conta-se que após um feriado prolongado, o professor entrou na sala da Universidade para dar sua aula, mas os alunos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral.

 
Depois de tentar, educadamente, por várias vezes, conseguir a atenção dos alunos para a aula, o professor perdeu a paciência e disse: "prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez".


Um silêncio carregado de culpa se instalou na sala e o professor continuou.


"Desde que comecei a lecionar, e isso já faz muitos anos, descobri que nós professores trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma.


Em todos esses anos observei que, de cada cem alunos apenas cinco fazem realmente alguma diferença no futuro.


Apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.


O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo.


Se vocês prestarem atenção notarão que, de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença.


De cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; de 100 conhecidos, quando muito, 5 são verdadeiros amigos, fraternos e de absoluta confiança.


E podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.


É uma pena não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora.


Assim, então, teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo, sabendo ter investido nos melhores.


Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso.


Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto.


Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá.


Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje".


O silêncio se instalou na sala e o nível de atenção foi total.


Afinal, nenhum dos alunos desejava fazer parte do "resto", e sim, do grupo daqueles que realmente fazem a diferença.


Mas, como bem lembrou o sábio professor, só o tempo dirá a que grupo cada um pertencerá. Só a atuação diária de cada pessoa a classificará, de fato, num ou noutro grupo.


Pense nisso!


Se você deseja pertencer ao grupo dos que realmente fazem a diferença, procure ser especial em tudo o que faz.


Desde um simples bilhete que escreve, às coisas mais importantes, faça com excelência.


Seja fazendo uma faxina, atendendo um cliente, cuidando de uma criança ou de um idoso, limpando um jardim ou fazendo uma cirurgia, seja especial.


Para ser alguém que faz a diferença, não importa o que você faz, mas como faz.


Ou você faz tudo da melhor forma possível, ou fará parte do "resto".


Pense nisso e seja alguém que faz a diferença...


Alguém que, com sua ação, torna a vida das pessoas melhor.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria do Frei Aldo Colombo.


 

quarta-feira, dezembro 01, 2010




Os Espíritos que nos protegem

Momento Espírita





No livro bíblico intitulado O livro de Tobias, conta-se que um pai procurava um acompanhante para seu filho, de nome Tobias, jovem e inexperiente, que deveria realizar longa e perigosa viagem.


Um moço se apresentou e foi selecionado por aquele pai, iniciando-se a viagem.


Em certo momento da jornada, um peixe muito grande foi pescado por Tobias e seu acompanhante o orientou para que tivesse o cuidado de extrair o fígado do animal e guardá-lo, cuidadosamente.


No percurso, mais de uma vez, os conselhos e cuidados do moço foram especialmente importantes para o êxito da viagem.


Os dois chegaram ao seu destino, Tobias concretizou a tarefa que lhe incumbira seu pai e retornaram, sãos e salvos.


Grande foi o júbilo daquele pai em ter de retorno seu filho, ileso, com saúde.


Ao agradecer, de forma efusiva, ao dedicado acompanhante, é surpreendido com uma atitude dele.


O jovem orienta Tobias para que prepare, de forma peculiar, o fígado do peixe que havia sido pescado na viagem.


Depois, lhe diz para que coloque a pasta que fizera sobre os olhos do seu pai, que era cego. Para surpresa de todos, esse logo teve restaurada a sua visão.


Ainda mais reconhecido, o pai deseja recompensar regiamente aquele homem. Contudo, ele desaparece ante seus olhos, dando-se conta todos que se tratava de um anjo do Senhor.


Este relato nos diz da dimensão do atendimento espiritual. Um mensageiro celeste se faz visível e cuida, com desvelo, de uma família.


Acompanha o jovem filho na longa viagem. Auxilia-o a cumprir a missão de que lhe incumbira o pai.


Orienta-o, ao demais, no preparo de medicação que propiciará a cura da cegueira do patriarca da família.


Quantas bênçãos dispensadas!


Assim também é na nossa vida, embora com maior sutileza.


Todos os dias, através de intuições, de ideias felizes, nos chegam orientações de procedimentos a serem adotados, em situações específicas.


Quase sempre, levamos à conta de nossas próprias ideias, sem agradecermos aos mensageiros de Deus por isso.


Vezes incontáveis somos salvos de perigos iminentes, desviados de situações embaraçosas por esses abnegados seres espirituais, que por nós velam, a mando do Pai de todos nós.


Eles se mostram sempre atentos, desincumbindo-se de forma especial de suas missões.


Se prestarmos atenção, poderemos lhes perceber as presenças amigas, inúmeras vezes, socorrendo-nos, auxiliando-nos.


Busquemos lhes seguir as vozes para sermos mais felizes e exitosos em todos os nossos empreendimentos.


Redação do Momento Espírita, com base no livro bíblico O livro de Tobias.

Disponível em http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2824&stat=0

segunda-feira, novembro 29, 2010




Utilidade providencial


Momento Espírita



 
Na antiga Israel, havia um Rei chamado Davi, que se pôs a pensar sobre a serventia de algumas coisas no mundo. Olhando para as aranhas, logo imaginou que elas não deveriam ter nenhuma utilidade.


Eram uns bichos perigosos, que só serviam para assustar as pessoas e sujar as paredes.


E os mosquitos, então? Insetos que só incomodam. Quando se está para adormecer, surgem eles com o seu barulho esquisito. Ou então, nos passeios pela mata, resolvem estragar tudo, perseguindo as pessoas com suas picadas inconvenientes.


O Rei Davi chegou à conclusão de que esses bichos e outros mais somente existiam para atrapalhar, perturbar a vida humana.


Ocorreu que, em determinada época, o Rei Davi foi perseguido por tropas inimigas. Conseguindo uma boa vantagem sobre os seus perseguidores, ele encontrou uma caverna e nela se abrigou.


Correndo o risco de ser descoberto, qual não foi sua surpresa ao ver passarem pela boca da caverna os cavaleiros apressados que o perseguiam, sem nem tentar observar se ele estaria naquele esconderijo.


É que uma aranha tecera sua rede na entrada da gruta, o que fez com que os inimigos do Rei pensassem que ninguém poderia ali ter se ocultado, pois a entrada estava obstruída pela teia muito bem trançada.


De outra feita, entrando à noite no acampamento inimigo, sozinho, para buscar uma lança, passou perto de um guarda, que dormia. No justo momento em que ele rastejava para adentrar no campo, o guarda estendeu uma perna e Davi ficou embaixo dela.


Situação difícil. Se ele tentasse se mexer para dali sair, poderia acordar o guarda. Se ficasse quieto, até o amanhecer, seria surpreendido pelos demais. De toda forma o seu destino era a morte.


Ele não sabia o que fazer. Foi então que um mosquito pousou na perna do guarda. Este moveu a perna para espantar o mosquito, libertando Davi.


Uma aranha, um mosquito. Duas vezes a sua vida fora salva graças a eles. Que grande utilidade, descobriu o Rei israelita e cantou:


Senhor meu, quem será como tu tão grande, tão sábio?/


* * *

Muitos seres e coisas existem no mundo que nos merecem perguntas semelhantes à do Rei de Israel: para que servem? Por que Deus as terá colocado no mundo? Não estaria a Terra bem melhor sem elas?


São pontos de vistas imediatistas dos que não conseguimos descobrir os propósitos e a Presciência Divina.


Tudo na natureza está sabiamente disposto, atestando a Sabedoria Divina, que tudo providencia ao homem para seu conforto, crescimento e ascensão.


* * *

A natureza é um celeiro abençoado de lições. Nela, coisa alguma permanece sem propósito, sem uma justa finalidade.


A árvore, o caminho, a nuvem, o pó, o rio, os animais revelam mensagens silenciosas e especiais.


É preciso que o homem aprenda a ler nas páginas vivas e eternas da natureza e escutar as vozes que lhe falam ao coração da bondade de Deus, que nada fez de inútil.


Redação do Momento Espírita com base no cap. A utilidade de tudo, do Talmude, do livro Momentos de luz, v. 1, de Hiran Rocha, ed. Kuarup e no cap. A grande fazenda, do livro Cartilha da natureza, pelo Espírito Casimiro Cunha, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.