quarta-feira, janeiro 12, 2011


Busca da felicidade

Momento Espírita


Você já se preocupou alguma vez com a felicidade?

Já envidou esforços para conquistá-la?

Quem de nós não deseja ser feliz? Salvo os casos patológicos, as pessoas estão sempre em busca da felicidade, ainda que não se deem conta disso.

Mas, afinal, o que é a felicidade?

A felicidade varia de pessoa para pessoa, e em cada momento da nossa vida, ela pode assumir aspectos diferentes.

Quando estamos enfermos, a recuperação da saúde seria a nossa felicidade. E envidamos todos os esforços para conquistá-la.

Se estamos desempregados, um emprego se constituiria em felicidade, por algum tempo.

Se somos solteiros e desejamos unir-nos a alguém, nossa felicidade seria encontrar a pessoa certa, para compartilhar do nosso afeto.

No entanto, os que padecem fome e frio, encontrariam a felicidade num agasalho e na alimentação que refaz.

Já para o torcedor, a explosão de felicidade se dá quando a bola atinge o fundo da rede do time adversário.

Enfim, a felicidade tem tantas faces quanto os anseios de cada criatura, variando de acordo com as circunstâncias.

Certa vez, lemos uma história que nos levou a refletir em que consiste a verdadeira felicidade.

Foi narrada por uma moça que se sentia momentaneamente infeliz e, andando pela rua viu um homem puxando uma carroça.

Ao observar a cena, pensou: Pobre homem! Fazendo o trabalho de um animal irracional..

Isso é que deve ser infelicidade!

Pensando em ouvir de seus lábios lamentações e queixas, aproximou-se e lhe perguntou:

O senhor é muito infeliz, não é? Afinal, fazendo um trabalho desses...

Confessa ela que o homem fê-la mudar a paisagem íntima, ao responder entusiasmado:

Não, senhora! Sou uma pessoa muito feliz. Tenho saúde que nem mesmo preciso de um animal para puxar minha carroça.

Tenho força, consigo o meu sustento passeando pela cidade e ainda ganho saudações de pessoas bonitas como a senhora.

Não sou mais feliz, só porque não vejo todas as pessoas do mundo sorrindo...

* * *

Como podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros.

Quando Jesus afirmou que a felicidade não é deste mundo, referiu-se à felicidade sem mescla, à felicidade plena.

Todavia, podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as conquistas morais que já logramos, sem infelicitar-nos com o que não possuímos e não está ao nosso alcance.

* * *

Muitos de nós buscamos a felicidade distante de onde ela se encontra.

A cada momento Deus nos oferece mil motivos para nos alegrar.

A oportunidade de viver, de ter uma família, amigos, trabalho...

A natureza, o sol, a chuva, a noite para o repouso, as chances de aprendizado em cada minuto que passa por nós.

Até mesmo os obstáculos do caminho são motivos de alegria, por nos ensinarem a superá-los, preparando-nos para a conquista da felicidade perene, que a todos nos aguarda.


Redação do Momento Espírita, com base em história publicada no Jornal Caridade, de maio/junho de 1997.Disponível no CD Momento Espírita, v. 3, ed. Fep..

Disponível em www.momento.com.br

Amuletos

Momento Espírita

Conta-se que, certo homem ambicioso, ouvindo falar a respeito das curas extraordinárias que realizavam os Apóstolos, em nome de Jesus, aproximou-se deles.

Durante algum tempo os acompanhou nas peregrinações. Teve oportunidade de observar como eles impunham as mãos e curavam as pessoas.

Testemunhou o dia em que Pedro, subindo ao templo para orar, curou um paralítico de nascença com um abraço, em nome de Jesus.

Mais de uma vez ele viu pessoas serem trazidas, dominadas por Espíritos infelizes e libertadas pelos Apóstolos, em nome de Jesus.

Constatou que eles se alimentavam de frutas, pães e peixes. Nada especial. Também não utilizavam nenhuma fórmula para as curas.

Contudo, pensava ele, eles devem ter um segredo. Quem sabe, por baixo do manto, eles trouxessem um talismã escondido?

O tempo passou e é claro, os Apóstolos não puderam deixar de notar que aquele homem estava sempre presente em suas pregações, observando e observando.

Pensando se tratar de alguém interessado em se tornar um seguidor de Jesus, Pedro se aproximou e lhe perguntou se desejava alguma coisa em especial. Talvez quisesse fazer parte do grupo, trabalhar pelo bem da Humanidade, servir e servir.

O homem, convidado a falar pela bondade do Apóstolo, pediu:

Sigo os passos de vocês há bastante tempo por um motivo muito simples. Desejo aprender a arte de expulsar os Espíritos e curar as enfermidades.

Em verdade o que eu desejo é que me vendam o amuleto que realiza essas coisas.

Não importa o preço. Sou alguém que possui haveres e os posso dar em troca do talismã.

O Apóstolo lhe disse que nada possuíam senão a fé e que o que os movia nas curas era o amor ao próximo. Mas o homem insistiu:

Não mintam para mim. Vocês possuem um talismã, uma pedra, alguma coisa que permita invocar e dominar os Espíritos dos mortos.

Desejo dominar também para fazer com que trabalhem para mim. Quero ser poderoso como todos os seguidores desse Nazareno.

E como o velho Apóstolo lhe explicasse que não possuíam outro objeto mágico senão suas virtudes, sua fé, seu respeito a Jesus, sua veneração a Deus, o homem ambicioso se desiludiu e foi embora.

Saiu praguejando e dizendo que aqueles homens eram egoístas e desejavam dominar o mundo, sem contar os seus segredos.
* * *
Por vezes agimos como o homem ambicioso. Desejamos que os dons espirituais nos possam diminuir as canseiras da vida, resolvendo as nossas dificuldades.

No entanto, as lições de Jesus são claras. Digno é o trabalhador do seu salário. E a cada um será dado segundo as suas obras.

O prêmio do cristão é aprender a ser feliz, conquistando a perfeição. Suas riquezas são valores como amizade, respeito, perdão, honra e dever.

Sua força está na fé que move as montanhas das dificuldades e arrasta a muitos pelos seus exemplos.

Sua serenidade é resultado da compreensão de que tudo que lhe acontece é justo e que todas as dificuldades e contratempos são oportunidades de progresso e redenção.

Redação do Momento Espírita.

Disponível em : www.momento.com.br

terça-feira, janeiro 11, 2011


Fé inabalável

Momento Espírita




A fé é o maior tesouro da alma.

É a grande luz que ilumina nossos destinos, enriquece nossa inteligência e exalta o nosso coração.

A fé é o emblema da perfeição e a insígnia do poder.

Por isso, Jesus disse aos Seus discípulos: Se tivésseis fé do tamanho de uma semente de mostarda, diríeis a esta amoreira: transplanta-te para o mar e ela vos obedeceria.

A fé é um cabedal que valoriza a alma, tal como o ouro no mundo valoriza o homem.

Na esfera material o homem tem sido considerado pelo que tem.

Na esfera espiritual cada um vale pela fé que possui.

Para se possuir legalmente bens materiais, na Terra, é necessário trabalho, raciocínio e esforço.

Para se adquirir a verdadeira fé também é indispensável o trabalho, o raciocínio, o estudo e o esforço.

A prosperidade material é produto do trabalho.

A prosperidade espiritual é uma conquista do Espírito.

O dinheiro facilita o bem estar físico.

A fé, por sua vez, felicita o homem, não só espiritualmente, mas também atinge o seu físico.

A fé não se compra nos templos de mercadores, nem nas feiras. Não se dá por esmola, nem se adquire por herança.

A fé adquire-se especialmente pela aquisição de conhecimento.

Sobre esse assunto, Allan Kardec deixou-nos o seguinte ensinamento: Fé verdadeira é a que pode encarar a razão face a face, em qualquer época da Humanidade.

Deus tem concedido aos homens as mais variadas bênçãos, menos a fé.

Por essa razão, vê-se em todas as religiões, pessoas capazes de nos cativar pela bondade, maravilharem-nos por sua paciência, atraírem-nos pela sua caridade.

Entretanto, facilmente notamos também nelas a ausência da verdadeira fé.

Por que?

Porque a fé não se adquire sem estudo, sem trabalho, sem o exercício do livre-arbítrio.

Muitos homens ainda encontram-se cegos em face da luz e surdos em relação aos sons. São, ainda, pessoas sem fé.

Tem o entendimento encoberto pelos véus dos dogmas e dos preconceitos.

A fé verdadeira é poderosa, mas não se impõe pela força.

A cada um de nós foi dada a liberdade para buscar a verdade e abandonar o engano.

A fé é o alimento que sustenta o Espírito.

É a água pura que dessedenta a alma.

E assim como o comer e o beber exigem um esforço dirigido da vontade, também a fé não se conquista sem a aplicação de meios adequados a sua obtenção.

A fé é a sabedoria consubstanciada no amor que nos conduz a Deus.

Esta sim, a fé raciocinada, é a fé que efetivamente há de nos salvar.

* * *

Não é a repetição automática de palavras decoradas que nos aproximam de Deus.

Não é a oferta de valores e de bens que nos concederá a paz que tanto almejamos.

Não serão rituais, nem trajes específicos que garantirão às nossas almas o consolo e a orientação de que necessitamos.

Deus dispensa fórmulas para estender seus braços amorosos em nossa direção.

Somente a fé verdadeira, que deve ser conquistada por cada um de nós, individualmente e à custa de esforço e dedicação, é que nos oferecerá tais bênçãos de forma efetiva e permanente.

Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita.

Disponível em : www.momento.com.br


A Fé

Joanna de Ângelis



Quando se fazem referências à fé há os que afirmam que a fé é uma coisa doentia, covarde. Própria dos fracos e oprimidos, que necessitam dela para poderem sobreviver.


Ou então, que fé é a recompensa imerecida pelo que você ainda não fez.


Examinando a história de todos os tempos, verificamos que é exatamente o oposto.


Somente homens de extremada fé foram capazes de realizações que assombraram os seus iguais.


Graças à fé, os primitivos cristãos enfrentaram as dores dos mais horrendos suplícios e a morte, entre cânticos e preces, motivo mesmo que arrastava outros tantos a buscarem aqueles ensinos do Carpinteiro, que assim movimentava homens e mulheres na direção dos Céus.


Movido pela fé e seu acendrado amor ao semelhante, Frei Damião de Vesteur buscou a ilha abandonada de Molokai, tornando-se um igual entre hansenianos, à época caçados como animais e simplesmente jogados naquele local.


Mais do que lhes ser o enfermeiro dos corpos, ele lhes foi o médico das almas. Encontrou um rico havaiano que todos diziam haver desaparecido, ali, infectado.


A amargura o tomara por inteiro e ele acariciava, de forma constante, um revólver, afirmando que um dia, quando não mais suportasse o rol das dores, ele haveria de buscar a morte por suas próprias mãos.


Damião lhe falou com tamanha fé dos objetivos da vida e da dor, da vida que não perece para além da tumba que, um dia, recebeu de presente, envolvido em embrulho improvisado, a arma daquele homem.


O bilhete que acompanhava o instrumento, laconicamente afirmava: Estou morrendo e morro com dignidade. Não necessito mais dele. Você me convenceu.


Nos relatos evangélicos, é o próprio Jesus que, mais de uma vez, em Se referindo às curas operadas por Ele, afirmava aos curados: Tua fé te salvou.


A fé é chama Divina que aquece o Espírito e lhe dá forças para tudo superar: mágoas, decepções, revoltas, traições e até mesmo a morte.


Para a aquisição do equilíbrio, é imprescindível a fé, para que o homem sobreviva ao clima de desespero que irrompe de todo lado, ante as problemáticas sempre mais afligentes que invadem a Humanidade.


O homem não pode prescindir da valiosa contribuição da fé.


Alberto Santos Dumont, ao verificar a aplicação do seu invento na guerra, amargurou-se e buscou a morte pelo suicídio.


Alfredo Nobel em descobrindo que a dinamite fora usada para extermínio de povos, entrou em profunda tristeza e assim ficou até a sua desencarnação.


Se eles tivessem fé, poderiam ter aguardado e verificado no tempo, com a marcha do progresso, os benefícios dos seus inventos colocados a bem da Humanidade.


Alimentar a fé é um dever do homem, dever que não deve ser deixado para mais tarde, pois a fé é necessária para sustentar a própria paz.

* * *

A fé é virtude espontânea e conquista intelectual.


Sua função é fornecer forças para solucionar problemas, não afastar o seu portador dos testemunhos necessários para a sua evolução.


A fé é, em suma, um tesouro de inapreciável valor que caracteriza os homens nobres, no serviço da Humanidade.


 
Redação do Momento Espírita, com base em entrevista (com Lobão), publicada na revista Isto é, de 22.04.1998; no cap. 22 do livro Convites da vida e no  verbete Fé, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, ambos pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

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