domingo, março 06, 2011




SEMPRE ADIANTE


Emmanuel

Ninguém, na Terra ,

escapa aos momentos de crise.


Agora é um prejuízo,


Depois, é a queda em erro.

Aqui, surge um desastre,

Mais além, é um desgosto.

Hoje, é a desilusão,

Ante um amigo que foge.

Amanhã, é a doença,

Logo após, é outra dor.

Mas, trabalha e prossegue.

Deus te guarda o melhor.

XAVIER, Francisco Cândido- Pelo Espírito Emmanuel- Livro Momentos de Paz


FELICIDADE

André Luiz




Em matéria de felicidade convém não esquecer


que nos transformamos sempre naquilo que amamos.


Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor


que tem, caminha mais facilmente para ser feliz


como espera ser.


A nossa felicidade será naturalmente proporcional


em relação à felicidade que fizermos para os outros.


A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso


que você lhe queira dar.


A felicidade pode exibir-se, passear, falar e


comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço


exato na consciência tranqüila.


Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo


determinados complexos de culpa, comece a desejar


a própria libertação, abraçando no trabalho em favor


dos semelhantes o processo de reparação desse ou


daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.


Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento


traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.


Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor


é a usina geradora da felicidade.


Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade


está chamando o seu coração para vida nova.


Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva,


medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza


das flores que surgirão no jardim.





XAVIER, Francisco Cãndido- Pelo Espírito André Luiz -Da Obra Sinal Verde.

sábado, março 05, 2011



Carnaval e Espiritismo

José Carlos Leal


Para se entender o carnaval e outras festas populares, é necessário lembrar que a Terra ocupa o segundo lugar na escala evolutiva enquanto um planeta de provas e expiações.



Para se entender o carnaval e outras festas populares, é necessário lembrar que a Terra ocupa o segundo lugar na escala evolutiva enquanto um planeta de provas e expiações. Aqui, e em mundos semelhantes, encarnam espíritos recém saídos da barbárie, dando os primeiros passos na sua história evolutiva e esses espíritos trazem consigo um grupo de sensações ou pulsões que precisam ser extravasadas para que não se voltem contra a sociedade em que encarnaram. Não foi a toa que Freud nos defendeu a tese de que a cultura nasce da repressão. Em verdade, estamos encarnados para reprimirmos as más tendências e adquirir elementos espirituais positivos como o amor, a solidariedade, o respeito ao próximo e as diferenças, em uma palavra, desenvolver as faculdades positivas do espírito.



A festa é o momento em que o espírito tem a oportunidade de por para fora, não necessariamente, o que ele tem de pior mas as suas emoções mais profundas. Como somos espíritos altamente imperfeitos as nossas festas quase sempre explicitam emoções do tipo primário. Nos tempos da Grécia antiga, as bacanais, festas dedicadas ao deus Dioniso ou Baco tornaram-se tão perigosas para o equilíbrio da polis (cidade) que teve de ser transformada em teatro como uma forma de "domesticação" do conteúdo nocivo da alma humana. A Festa do deus Líber em Roma; a Festa dos Asnos que acontecia na igreja de Ruan no dia de Natal e na cidade de Beauvais no dia 14 de janeiro entre outras inúmeras festas populares em todo o mundo e em todos tempos, têm esta mesma função.



O carnaval é uma dessas festas que costuma ser chamada de folia que vem do francês folle que significa loucura ou extravagância sem que tenha existido perda da razão. No caso do carnaval a palavra significa desvio, anormalidade, fantasia descontração ou mesmo alegria. Assim, a festa carnavalesca é o momento em que o espírito humano pode extrojetar o que há de mais profundo de mais primitivo em si mesmo. O poeta Vinicius de Morais deixou isto muito claro ao dizer: " Tristeza não tem fim, felicidade sim / A felicidade parece a grande ilusão do carnaval/ ? a gente trabalha um ano inteiro / por um momento de sonho/ pra fazer a fantasia de rei ou de pirara ou jardineira / Pra tudo se acabar na quarta-feira."



Qual a posição do espírita ante o carnaval? Sem querer ditar normas, apenas dando a minha opinião, o espírita, em primeiro lugar, deve compreender o carnaval; não ser muito severo, não ter medo dele por acreditá-lo uma expressão do mal e do diabólico da alma humana; não fugir dele por medo de sua sedução. Não deve, como fazem algumas religiões criar blocos ou escolas-de-samba para brincar um carnaval cristão. Pode ser um observador comedido, se gosta da festa, ir ao sambódromo ou às ruas para ver os foliões e, se não gosta, pode aproveitar o feriadão para descansar, meditar ou estudar espiritismo sozinho ou em conjunto; em resumo seguir o conselho de Paulo: "Viver no Mundo sem ser do mundo."



 

A serpente e a virtude


Momento Espírita


Em conhecida passagem do Evangelho, Jesus orientou Seus Apóstolos a respeito da missão que teriam pela frente.


Ele afirmou que os enviava como ovelhas no meio de lobos.


Portanto, deveriam ser mansos como as pombas e prudentes como as serpentes.


Dessa narrativa, é possível extrair lições muito úteis.


Jesus exortou Seus auxiliares mais diretos ao trabalho de evangelização.


Mas tratou de esclarecê-los quanto às dificuldades que encontrariam.


Em sua condição de homens bons e idealistas seriam como ovelhas no meio de lobos.


Essa significativa imagem persiste atual.


Ainda há muita maldade na Terra.


Os desonestos, os aproveitadores e os espertalhões continuam em grande número.


Embora o progresso verificado em dois mil anos, persiste como tarefa difícil viver com pureza e dignidade.


Daí, a cada dia, vale lembrar a lição de Jesus.


É preciso seguir em frente, viver e semear o bem.


Mas sem ser ingênuo e achar que o mundo é cor-de-rosa.


Constitui perigosa ilusão ver o bem onde não existe ou deixar de identificar o mal onde ele se encontra.


O cristão deve ser leal e generoso, mas não tolo.


Para dar cabo de sua tarefa, precisa ser manso como as pombas e prudente como as serpentes.


A mansidão é preciosa para evitar envolvimento com as correntes de ódio e intolerância.


A genuína bondade nunca se agasta, mesmo quando incompreendida e vilipendiada.


O idealista encontra a justificativa da vida em seu ideal, não no comportamento alheio.


Ainda que os resultados demorem ou pareçam não vir, ele segue em frente.


Contudo, não basta a mansidão.


Também é preciso usar de prudência.


Ou seja, ser prático e saber mensurar os meios de que dispõe para atingir os fins.


O ideal é importante para ter força em momentos difíceis.


Mas é inadiável perceber o mundo em que se vive.


Assim, o cristão é ao mesmo tempo doce e decidido.


Com doçura e energia, realiza sua tarefa no mundo.


Bondoso e idealista, mas também prático e lúcido.


Percebe as dificuldades dos que o rodeiam, mas ainda assim os estima e valoriza.


Por identificar as necessidades alheias, sem desprezar ninguém, é que pode ser sal da terra e luz do mundo.


Aliás, nesse sentido, a lição de Jesus é muito significativa.


Veja-se que o Mestre identificou virtude em uma serpente.


Trata-se de um animal habitualmente objeto de repulsa e medo e tomado por símbolo de coisas negativas.


Mas o Cristo utilizou uma característica sua e a realçou de forma positiva.


Em face de pessoas difíceis, convém agir assim.


Perceber suas virtudes e incentivá-las.


Gradualmente, o bem que se estimula e valoriza torna-se pujante, enquanto o mal perde a força.


Pense nisso.


Redação do Momento Espírita

Disponível em www.momento.com.br