sexta-feira, junho 03, 2011



Em Torno da Felicidade

André Luiz


Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

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Quem se aceita como é, doando de si a vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

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A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação a felicidade que fizermos para os outros.

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A alegria do próximo começa muitas vezes no socorro que você lhe queira dar.

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A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila.

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Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.

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Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

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Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é usina geradora de felicidade.

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Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.

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Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde.Ditado pelo Espírito André Luiz.42a edição. Uberaba-MG: CEC, 1996.



Ilusões e fantasias

Momento Espírita


Se você fosse abordado por um vendedor de ilusões e fantasias, lhe daria ouvidos? Compraria seus produtos?


Antes que você responda, pensemos um pouco sobre o assunto.


Quando buscamos prazer no prazer alheio, estamos vivendo de ilusões e fantasias.


Quando lemos revistas que exibem pessoas bonitas, elegantes, famosas, se deleitando em paraísos de mentira, estamos buscando sorver o prazer dessas pessoas como se estivéssemos em seu lugar.


Há revistas especializadas em criar um mundo maravilhoso, do qual só podem fazer parte as pessoas ricas, bonitas e elegantes, ou, se não são bonitas, pelo menos devem ter estilo.


E, nessas páginas que vêm maravilhosamente ilustradas, compramos fantasias e sorvemos ilusões e mentiras.


Quando essas páginas retratam uma mulher jovem, bonita, no seu quinto casamento, estampando no rosto um sorriso amarelo, simulando felicidade, não podemos imaginar que essa seja a realidade.


Não há pessoa que possa, por mais fria que seja, envolver-se com vários cônjuges e filhos, e sair sem ferir ou ferir-se.


Quando um homem, de mais de 60 anos, que acaba de deixar esposa e filhos se exibe, fingindo felicidade suprema, com uma esposa de 25, não pode estar vivendo mais que uma fantasia.


Ou será que é possível construir a felicidade sobre os escombros dos outros, em cujos corações cravamos o punhal da infidelidade e da indiferença?


Observemos, com atenção, os olhares dessas pessoas que vendem ilusões e fantasias e perceberemos sombras de tristeza imanifesta. São as gotas de amargura brotando nas profundezas da alma vazia e sem esperança.


Assim, antes de mergulharmos no mar das ilusões aportando em ilhas de fantasias, reflitamos se esse é o caminho que nos conduzirá à felicidade efetiva.


Busquemos, antes, exemplos de dignidade e honradez. Tomemos, de preferência, o barco singelo do trabalho digno e vistamos o colete da honestidade para que estejamos seguros se, porventura, o mar ficar revolto.


Não embarquemos na canoa furada das ilusões e fantasias, que não resiste aos embates das primeiras ondas da razão e do bom senso.


Contou-nos um amigo, que esteve nos Estados Unidos, que uma senhora rica e excêntrica possuía um carro que era a sua paixão.


Manifestou, em vida, o desejo de ser enterrada dentro dele. E assim foi feito.


Quando morreu, os filhos prepararam o corpo e o colocaram no interior do veículo, enterrando-o conforme o desejo.


Passado algum tempo, esse nosso amigo, que é médium, intrigado com aquele fato, foi abordado pelo Benfeitor espiritual que lhe disse com pesar:


É, a nossa irmã conseguiu que enterrassem o seu corpo num automóvel luxuoso, mas, infelizmente, no mundo dos Espíritos ela está a pé, dependendo da misericórdia alheia.


Assim acontece com muitos de nós que nos permitimos viver de sonhos que nunca se tornarão realidade.

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Agora já temos elementos para responder a pergunta inicial: Você compraria ilusões e fantasias?

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Retiremos a venda dos olhos e despedacemos as lentes escuras que nos impedem fixar as claridades reais da vida, promovendo o nosso programa de ação eficiente onde nos encontramos. Nada de ilusões.



Redação do Momento Espírita com pensamento do verbete Ilusões, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Disponível em www.momento.com.br

quinta-feira, junho 02, 2011



Elegendo prioridades

Momento Espírita


Quantas vezes você já se disse cansado, estressado, desanimado? Quantas vezes a vida lhe pareceu pesar sobre os ombros, como se carregasse o mundo e se sentiu quase a soçobrar?


Já se indagou, alguma vez, por que esse seu estado de ânimo?


Você poderá responder que é o cansaço da luta diária, que já não é tão jovem, que os anos contam na economia do corpo, que as forças já não são as mesmas, que as lutas recrudesceram.


Tudo isso pode ser verdade, parcialmente. No entanto, por vezes, elegemos alguns itens como prioritários em nossa vida, sem que realmente o sejam.


Isso nos remete a um fato que ouvimos e que buscaremos narrar, ao sabor da nossa própria emoção.


Certo professor costumava reunir, com alguma frequência, seus alunos, extraclasse, a fim de estreitarem laços de amizade. Sua casa era, de modo geral, o local onde se encontravam.


Numa dessas oportunidades, os rapazes começaram a falar dos seus desencantos, do seu cansaço, do estresse de que se sentiam acometidos.


Todos falavam e a tonalidade era a mesma. Então, o diligente professor foi até a cozinha e preparou chocolate quente.


O dia estava frio e a bebida era propícia. Trouxe uma grande jarra com o chocolate quente e a colocou sobre a mesa da sala.


Ao seu redor, colocou canecas de tamanhos, cores e tipos diferentes. Umas eram grandes, coloridas, bonitas. Algumas de porcelana, outras de cristal, outras de barro.


Logo, os rapazes, ávidos por beber algo quente, começaram a se servir, escolhendo as mais caras e vistosas canecas.


E a conversa continuou.


Passado algum tempo, esgotadas as reclamações, tomou a palavra o professor:


Jovens, vejo que todos apreciaram o chocolate quente. Vocês se deram conta de que cada um, de forma rápida, procurou apanhar a caneca mais bonita, mais preciosa?


Embora vocês achem normal desejarem somente as melhores coisas para si, é aí que está a fonte de seus problemas.


A caneca não acrescenta nada à qualidade da bebida. Na maioria das vezes, é apenas mais cara. Às vezes, até esconde o que estamos bebendo.


No entanto, o que todos queriam era o chocolate, não é verdade?


A caneca é apenas o recipiente, que não tem o condão de alterar a substância que contém.


Vejam bem: o chocolate quente é a vida que Deus nos dá. Emprego, dinheiro e a posição na sociedade são as canecas.


São ferramentas que fazem parte da vida. As canecas que vocês têm nas mãos não definem, nem mudam a qualidade de vida que vocês vivem.


Às vezes nos concentramos nas canecas, deixamos de saborear o chocolate quente que Deus nos tem ofertado.


Lembrem-se de que Deus provê o chocolate. Ele não escolhe a caneca.

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Lembremos que as pessoas felizes não são as que têm o melhor de tudo, mas as que fazem o melhor de tudo que têm.


Pensemos nisso e façamos a eleição das nossas prioridades.



Redação do Momento Espírita, com base em conto de autoria ignorada.

Disponível em www.momento.com.br

quarta-feira, junho 01, 2011




Pequena Parcela

Chico Xavier



Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo de alguns valores tão estranhos que permeiam o mundo!


Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre!


Que eu continue com a vontade de viver mesmo sabendo que a vida é em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida!


Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles vão indo embora de nossas vidas!


Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda!


Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho!


Que eu exteriorize a vontade de amar, entendendo que amar não é sentimento de posse... É sentimento de doação!


Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo, escurecem meus olhos!


Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o Sucesso e a Alegria!


Que eu atenda sempre mais a minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico possuo!


Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça, mesmo em meio à turbulência dos interesses!


Que eu não perca o meu forte abraço e o distribua sempre; que eu perpetue a Beleza e o Brilho de ver, mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos!


E que eu manifeste o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia!


Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é pequena!


E, acima de tudo... Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada Vida, criada por Alguém bem superior a todos nós!


E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!